Páginas


"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sábado, 24 de setembro de 2016

DEPÓSITO MENEZES - Várzea-Alegre - Ceará.


Depósito Menezes. Rua Duque de Caxias número 68 - Várzea-Alegre - Ceará. Telefone (88)35412749. Organização Dr. Eldinho e Marilena. Pronto para lhe atender bem.


Produtos em geral.


Compromisso e respeito com o cliente. Qualidade e garantia.


Facilidade na sua compra.


Venham conhecer e comprovem.

“Líder é aquele que faz que cada pessoa dê o melhor de si em favor de todos” - Presidente John Kennedy.

Baseado neste pensamento do ex-presidente americano John Kennedy eu peço permissão aos meus amigos para prestar uma  homenagem "In Memória" daquele que na minha singeleza e humildade foi o maior líder que existiu em Várzea-Alegre : Josué Alves Diniz.

Esses aprendizes de líder, que hoje em dia, na sua empáfia, arrogância e prepotência deviam estudar a história para terem consciência que a humildade triunfa sempre.

Um líder não se cria de improviso.  Precisa de compadres, comadres e afilhados.  Precisa ter esse olhar sereno, honesto, honrado e puro que por onde se passa e se anda é venerado com  as honras  da decência e honestidade.

O azar  desses  pilantras vagabundos  que  se apresentam como lideres é ter existido, um dia, Josué Alves Diniz para mostrar que é possível ser honesto e honrado na administração da coisa pública.

Quem teve a ventura de conhecer seu Josué deve se sentir honrado pelo que ele e sua família   representam como pendores  dos valores e bons costumes, exemplos a serem  seguidos. 

D. Pedro II do Brasil.


Quando D. Pedro II do Brasil subiu ao trono em 1840, 92% da população brasileira era analfabeta, em seu último ano de reinado em 1889, essa porcentagem era de 56%, devido ao seu grande incentivo a educação, a construção de Faculdades e principalmente de inúmeras Escolas que tinham como modelo o excelente Colégio Pedro II.

Em 1887, a média da temperatura na cidade do Rio de Janeiro era 24° no ano. No mesmo ano a máxima no verão carioca no mês de janeiro foi de 29°.

A Imperatriz Teresa Cristina cozinhava as próprias refeições diárias da família imperial apenas com a ajuda de uma empregada (paga com o salário de Pedro II).

Em 1871, a Imperatriz Teresa Cristina doou todas as suas joias pessoais para a causa abolicionista, deixando a elite furiosa com tal ousadia. No mesmo ano A Lei do Ventre Livre entrou em vigor, assinada por sua filha a Princesa Imperial Dona Isabel.

(1880) O Brasil era a 4º Economia do Mundo e o 9º Maior Império da História.

(1860-1889) A Média do Crescimento Econômico era de 8,81% ao Ano.

(1880) Eram 14 Impostos, atualmente são 98.

(1850-1889) A Média da Inflação era de 1,08% ao Ano.

(1880) A Moeda Brasileira tinha o mesmo valor do Dólar e da Libra Esterlina.

(1880) O Brasil tinha a Segunda Maior e Melhor Marinha do Mundo. Perdendo apenas para Inglaterra.

(1860-1889) O Brasil foi o primeiro país da América Latina e o segundo no Mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais.

(1880) O Brasil foi o maior construtor de estradas de Ferro do Mundo, com mais de 26 mil Km.

A imprensa era livre tanto para pregar o ideal republicano quanto para falar mal do nosso Imperador. "Diplomatas europeus e outros observadores estranhavam a liberdade dos jornais brasileiros" conta o historiador José Murilo de Carvalho. "Schreiner, ministro da Áustria, afirmou que o Imperador era atacado pessoalmente na imprensa de modo que 'causaria ao autor de tais artigos, em toda a Europa, até mesmo na Inglaterra, onde se tolera uma dose bastante forte de liberdade, um processo de alta traição'." Mesmo diante desses ataques, D. Pedro II se colocava contra a censura. 
"Imprensa se combate com imprensa", dizia.

"Quanto às minhas opiniões políticas, tenho duas, uma impossível, outra realizada. A impossível é a república de Platão. A realizada é o sistema representativo a Monarquia. É sobretudo como brasileiro que me agrada esta última opinião, e eu peço aos deuses (também creio nos deuses) que afastem do Brasil o sistema republicano, porque esse dia seria o do nascimento da mais insolente aristocracia que o sol jamais alumiou"

MACHADO DE ASSIS.

ESCRITOR E FUNDADOR DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

1. A média nacional do salário dos professores estaduais de Ensino Fundamental em (1880) era de R$ 8.958,00 em valores atualizados.

2. Entre 1850 e 1890, o Rio de Janeiro era conhecido na Europa como “A Cidade Dos Pianos” devido ao enorme número de pianos em quase todos ambientes comerciais e domésticos.

3. O bairro mais caro do Rio de Janeiro, o Leblon, era um quilombo que cultivava camélias, flor símbolo da abolição, sendo sustentado pela Princesa Isabel.

4. O Maestro e Compositor Carlos Gomes, de “O Guarani” foi sustentado por Pedro II até atingir grande sucesso mundial.

5. Pedro II tinha o projeto da construção de um trem que ligasse diretamente a cidade do Rio de Janeiro a cidade de Niterói. O projeto em tramito até hoje nunca saiu do papel.

6. Pedro II mandou acabar com a guarda chamada Dragões da Independência por achar desperdício de dinheiro público. Com a república a guarda voltou a existir.

7. Em 1887, Pedro II recebeu os diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge.

8. Descontruindo boatos, D. Pedro II e o Barão/Visconde de Mauá eram amigos e planejaram juntos o futuro dos escravos pós-abolição. Infelizmente com o golpe militar de 1889 os planos foram interrompidos.

9. Oficialmente, a primeira grande favela na cidade do Rio de Janeiro, data de 1893, 4 anos e meio após a Proclamação da República e cancelamento de ajuda aos ex-cativos.

10. D. Pedro II tinha 1,91m de altura, quando a média dos homens brasileiros era de 1,70m e mulheres 1,60m.

11. Na época do golpe militar de 1889, D. Pedro II tinha 90% de aprovação da população em geral. Por isso o golpe não teve participação popular.

12. José do Patrocínio organizou uma guarda especialmente para a proteção da Princesa Isabel, chamada “A Guarda Negra”. Devido a abolição e até mesmo antes na Lei do Ventre Livre , a princesa recebia diariamente ameaças contra sua vida e de seus filhos. As ameaças eram financiadas pelos grandes cafeicultores escravocratas.

1. O Paço Leopoldina localizava-se onde atualmente é o Jardim Zoológico

2. O Terreno onde fica o Estádio do Maracanã pertencia ao Duque de Saxe, esposo da Princesa Leopoldina.

3. Santos Dumont almoçava 3 vezes por semana na casa da Princesa Isabel em Paris.

4. A ideia do Cristo na montanha do corcovado partiu da Princesa Isabel.

5. A família imperial não tinha escravos. Todos os negros eram alforriados e assalariados, em todos imóveis da família.

6. D. Pedro II tentou ao parlamento a abolição da escravatura desde 1848. Uma luta contra os poderosos fazendeiros por 40 anos.

7. D. Pedro II falava 23 idiomas, sendo que 17 era fluente.

8. A primeira tradução do clássico árabe “Mil e uma noites” foi feita por D. Pedro II, do árabe arcaico para o português do Brasil.

9. D. Pedro II doava 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e incentivos para educação com ênfase nas ciências e artes.

10. D. Pedro Augusto Saxe-Coburgo era fã assumido de Chiquinha Gonzaga.

11. Princesa Isabel recebia com bastante frequência amigos negros em seu palácio em Laranjeiras para saraus e pequenas festas. Um verdadeiro escândalo para época.

12. Na casa de veraneio em Petrópolis, Princesa Isabel ajudava a esconder escravos fugidos e arrecadava numerários para alforriá-los.

13. Os pequenos filhos da Princesa Isabel possuíam um jornalzinho que circulava em Petrópolis, um jornal totalmente abolicionista.

14. D. Pedro II recebeu 14 mil votos na Filadélfia para a eleição Presidencial, devido sua popularidade, na época os eleitores podiam votar em qualquer pessoa nas eleições.

15. Uma senhora milionária do sul, inconformada com a derrota na guerra civil americana, propôs a Pedro II anexar o sul dos Estados Unidos ao Brasil, ele respondeu literalmente com dois “Never!” bem enfáticos.

16. Pedro II fez um empréstimo pessoal há um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma época que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, Pedro II mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica nativa.

17. A mídia ridicularizava a figura de Pedro II por usar roupas extremamente simples, e o descaso no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. Alvo de charges quase diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão e nenhuma censura.

18. Thomas Edison, Pasteur e Graham Bell fizeram teses em homenagem a Pedro II.

19. Pedro II acreditava em Allan Kardec e Dr. Freud, confiando o tratamento de seu neto Pedro Augusto. Os resultados foram excelentes deixando Pedro Augusto sem nenhum surto por anos.

20. D. Pedro II andava pelas ruas de Paris em seu exilio sempre com um saco de veludo ao bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele.


Em VEJA desta semana: Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann: sr. Propina e sra. Caixa Dois

Mensagens e planilhas revelam que o ex-ministro desviava dinheiro de contratos da pasta que comandava – e a senadora usava o dinheiro para bancar campanhas
 Bernardo disse que nada sabia sobre o dinheiro que abastecia as campanhas de sua mulher (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann são casados há duas décadas. Ela, senadora da República, foi ¬ministra-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff. Ele foi ministro do Planejamento no governo Lula e ministro das Comunicações no governo Dilma. Ambos são petistas. Ambos integram a seleta lista de companheiros da estrita confiança do ex e da ex-presidente. Ambos são investigados pela Operação Lava-Jato. Paulo Bernardo chegou a ser preso pela Polícia Federal há três meses. Gleisi é alvo de inquéritos em curso no Supremo Tribunal Federal que a colocam como beneficiária de dinheiro do petrolão. Embora os dois sejam investigados em frentes diferentes, as suspeitas que recaem sobre eles se entrelaçam. E, nestes tempos em que os políticos se esforçam para tentar restringir os flagrantes de roubalheira a inocentes deslizes destinados a financiar campanhas eleitorais, o casal petista é a mais perfeita prova de que caixa dois e corrupção são, quase sempre, inseparáveis — um casamento, digamos assim, sólido.

Paulo Bernardo é acusado de ter orquestrado um esquema milionário de desvio de dinheiro no Ministério do Planejamento quando ocupava a pasta. A Consist, uma empresa de São Paulo, foi escolhida para administrar a lista de funcionários públicos, pensionistas e aposentados endividados que recorriam aos empréstimos consignados, cujas parcelas vêm descontadas automaticamente na folha de pagamento. Quem recorria aos créditos pagava uma taxa de administração — o lucro da empresa. A taxa cobrada dos funcionários e aposentados, claro, era superfaturada. O excedente era dividido, e o PT ficava com 70% de tudo. De acordo com a Polícia Federal, o partido arrecadou mais de 100 milhões de reais em cinco anos com base nesse método.

O ex-ministro sempre foi considerado um homem de partido, um soldado, como os petistas gostam de dizer. Um quadro técnico, competente e pragmático. A Operação Lava-Jato desmontou uma parte dessa biografia. A competência e o pragmatismo eram de fato reais, mas serviam a propósitos nada nobres. O dinheiro arrecadado por Paulo Bernardo e seu bando foi usado para garantir a aposentadoria e a tranquilidade de alguns companheiros dele do PT, financiou apartamentos de luxo em Miami para outros amigos meliantes, além de ajudar a eleger Gleisi Hoffmann, a senadora mais votada do Paraná, depois de uma campanha suntuosa. A cota do ex-ministro era transferida diretamente pela Consist para um escritório de advocacia de Curitiba, que providenciava a redistribuição da propina. A ideia era não deixar rastro. Mas não funcionou…
Gleisi, a senadora, e a planilha: o STF vai decidir nesta semana se aceita ou não a denúncia de corrupção (Aloisio Mauricio/Fotoarena)

A senadora Gleisi Hoffmann foi fisgada pela Lava-Jato logo nos primeiros meses da investigação. Os policiais descobriram que ela recebera 1 milhão de reais em propinas desviadas da Petrobras. Dinheiro repassado por doleiros. Era o fio da meada de um escândalo muito maior para o casal mais poderoso da Esplanada. O escritório de advocacia de Curitiba para o qual o dinheiro era desviado gozava da confiança absoluta de Paulo Bernardo e Gleisi — um de seus sócios, Guilherme Gonçalves, era encarregado de defender a senadora em processos na Justiça. Era o álibi perfeito. A Consist fazia de conta que pagava pelos serviços de advocacia e os advogados pagavam as despesas do casal sem deixar rastros. Descobertos, todos entoaram o mesmo mantra. Paulo Bernardo não sabia de nada. Gleisi não sabia de nada. O advogado Guilherme Gonçalves, que também defendeu a ex-presidente Dilma em processos no Tribunal Superior Eleitoral, não sabia de nada.

Mas havia gente que não sabia e tentou descobrir. Acusado de envolvimento no escândalo, um dos sócios da banca, o advogado Sacha Reck, resolveu agir. Pediu a uma empresa independente que fizesse uma auditoria nas contas e nos arquivos do escritório. O resultado surpreendeu. Foi então que ele descobriu aquilo que a Polícia Federal não demoraria a desbaratar: o contrato de serviços jurídicos com a Consist não passava de fachada. Mensagens e planilhas guardadas em pastas secretas registravam o destino final do dinheiro: “Eleitoral — Gleisi”.

VEJA teve acesso aos documentos da auditoria entregues às autoridades. Ao todo, o escritório recebeu 7,2 milhões de reais da Consist. Não se sabe ainda, com precisão, quanto desse valor foi parar no caixa dois eleitoral de Gleisi, mas há fartos indícios de que não foi pouco. De acordo com os investigadores, a propina teria sido usada para pagar de tudo: ônibus para transporte de cabos eleitorais, jantares para prefeitos, motorista particular da senadora, aluguel de um flat usado como escritório informal da campanha. Um estagiário do escritório fazia o papel de entregador de dinheiro vivo, sempre que necessário. Em depoimento, ele disse ter ouvido do antigo chefe uma frase que resume bem o esquema: “O dinheiro pertencia a Paulo Bernardo, que intentava bancar a campanha de Gleisi Hoffmann para os cargos que disputasse”. Na próxima terça-feira, o STF decide se aceita ou não a acusação de corrupção contra a senadora no caso do petrolão. O casamento entre corrupção e caixa dois, ao contrário do que dizem os que desejam uma anistia generalizada, nunca foi tão perfeito.

Em Crato, é a "maioria silenciosa" quem vai decidir as eleições de 2016 -- por Armando Lopes Rafael



Li, tempos atrás, um artigo de João Francisco Neto onde constavam os dois parágrafos abaixo:

“Em 1969, quando era Presidente dos EUA, Richard Nixon visando obter o apoio da opinião pública e enfrentar as crescentes manifestações de rua contra a Guerra do Vietnã, convocou a imprensa e proferiu um vigoroso discurso, em que apelava pelo apoio da “maioria silenciosa”. Para ele, a maioria silenciosa seria composta pelo grande número de cidadãos americanos que não saíam às ruas para protestar, e que, ao contrário, seriam favoráveis à continuação do conflito. Enfim, essa chamada “maioria silenciosa” seria formada pelos cidadãos comuns, contrários aos valores da contracultura da época, e que, enfim, pretendiam apenas viver normalmente e criar seus filhos num país estável e seguro.
O discurso foi muito bem recebido pela população americana, e Nixon se convenceu de que, realmente, tinha o apoio da grande maioria silenciosa, que não protestava pelas ruas. Tanto foi assim que, em seguida, enviou mais tropas para o Vietnam e, no ano seguinte, em 1970, promoveu a invasão do Camboja, um pequeno país vizinho ao Vietnam, que acabou envolvido no conflito, juntamente com o Laos”.

Mutatis mutandi, ou transplantando as coisas para o lado de cá, o dado concreto é que existe mesmo essa “maioria silenciosa”.  Ela é formada pela maioria que não está nas ruas, nem nos comícios. É formada pela maioria que fica observando o desenrolar dos acontecimentos. Gosto de ouvir o homem comum, pois ele é, geralmente, um observador privilegiado. Na última 4ª feira, um desses homens (que lava meu carro semanalmente) fez-me uma observação a respeito do comício feito por Lula no centro de Crato, naquele dia.
– Tinha muitos ônibus e carros trazendo pessoas de Juazeiro, Barbalha e até de municípios próximos de Crato... daqui de Crato tinha pouca gente. Depois, Lula não é mais aquele homem de quando era o presidente. Hoje o povo olha pra ele meio desconfiado...

Aquilo me deixou com uma pulga atrás da orelha. Naquele momento convenci-me de que é a maioria silenciosa  quem vai decidir as eleições do próximo dia 2 de outubro. Posso até estar enganado, mas essa maioria silenciosa, que assiste diariamente notícias sobre a roubalheira que tomou conta do Brasil é que vai se pronunciar.

É a maioria silenciosa, perplexa e indignada, com os frequentes e sucessivos escândalos, pela falta de ética e respeito com o povo, formada por pessoas que apenas almeja trabalhar, criar seus filhos e viver com dignidade num país de respeito e numa cidade tranquila quem vai dar a palavra final... É aguardar para conferir!

Postado por Armando Lopes Rafael
             

Coisas da República: Tribunal de Contas da União-- TCU propõe bloquear bens de Dilma

Parecer da área técnica do Tribunal de Contas da União diverge de auditora que isentou Conselho de Administração no caso de Pasadena
Fonte: O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) pede que ex-integrantes do Conselho de Administração da Petrobrás, entre eles a ex-presidente Dilma Rousseff, sejam responsabilizados e tenham os bens bloqueados por perdas na compra da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). É a primeira vez que o setor de auditoria da corte propõe tornar indisponível o patrimônio dos ex-conselheiros por prejuízos no negócio, investigado na Operação Lava Jato.

A área técnica do tribunal analisa a culpa de Dilma e de outros ex-membros do colegiado também nas maiores obras da estatal.

O parecer obtido pelo Estado foi concluído no último dia 19 e é subscrito pelo chefe da Secretaria de Controle Externo da Administração Indireta do TCU no Rio de Janeiro (Secex Estatais), Luiz Sérgio Madeiro da Costa. Ele divergiu de auditora que avaliou a transação e, dias antes, havia reiterado entendimento do tribunal de isentar o conselho, aplicando sanções apenas a ex-dirigentes que tinham funções executivas. Desde 2014, ex-diretores da companhia têm os bens bloqueados.

Dilma era ministra da Casa Civil do governo Lula e presidente do Conselho de Administração em 2006, quando foi aprovada a aquisição dos primeiros 50% da refinaria. O secretário pede que os ex-conselheiros sejam considerados responsáveis solidários por perdas de ao menos US$ 266 milhões (R$ 858,3 milhões). O bloqueio, inicialmente por um ano, visa a cobrir eventual ressarcimento à estatal.

Além de Dilma, estão na lista o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil), os empresários Cláudio Haddad e Fábio Barbosa, o general Gleuber Vieira e o ex-presidente da companhia José Sergio Gabrielli – como integrava também a Diretoria Executiva, este último já está com os bens bloqueados. O grupo participou da reunião que aprovou a compra em 2006.

A estatal pagou, inicialmente, US$ 359 milhões ao grupo belga Astra Oil, que, no ano anterior, havia desembolsado US$ 42 milhões por 100% dos ativos. Em março de 2014, o Estado revelou que a então presidente da República votou a favor do negócio. Ela disse que só deu seu aval porque se baseou em “resumo tecnicamente falho” que omitia cláusulas das quais, se tivesse conhecimento, não aprovaria.

Após um desacordo, a Astra acionou uma dessas cláusulas, que lhe assegurava o direito de vender sua fatia em Pasadena à estatal. Em 2012, a Petrobrás pagou US$ 820 milhões pelos 50% remanescentes à empresa belga. Em 2014, ao bloquear bens de ex-diretores, o TCU concluiu que a perda total pela compra foi de US$ 792 milhões (R$ 2,5 bilhões).

Em relatório anexado a um desses processos, que traz a análise sobre a maior parte das perdas (US$ 580 milhões ou R$ 1,8 bilhão), a auditora da Secex Estatais Maria Lúcia Samico defendeu responsabilizar não só os ex-diretores já implicados em 2014, mas outros cinco ex-funcionários da Petrobrás que negociaram com a Astra. No entanto, reiterou que o conselho não tem culpa pelos prejuízos, pois não detinha as informações necessárias para antever que o negócio seria nocivo. O parecer não discute as delações premiadas da Lava Jato, entre elas a do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, informando que Dilma conhecia em detalhes a compra.

‘Dever de diligência’. O chefe da secretaria contestou as conclusões. Para ele, Dilma e os demais ex-integrantes do conselho descumpriram normativos da Petrobrás e a Lei das Sociedades por Ações ao não “acompanhar a gestão da Diretoria Executiva” por meio da “análise devida das bases do negócio” e ao não solicitar “esclarecimentos mais detalhados sobre a operação”, antes de autorizá-la. Com isso, argumenta ele, violaram o “dever de diligência” para com a companhia.

Os pareceres foram enviados ao relator dos processos, ministro Vital do Rêgo, e ao procurador-geral do MP de Contas, Paulo Bugarin, que vão apresentar suas considerações. Depois, o caso será pautado para julgamento. Não há previsão.

Defesa. A ex-presidente Dilma Rousseff informou, em nota, que o assunto Pasadena “é antigo e já foi arquivado em 2014 pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por considerar que nem ela nem os demais ex-conselheiros de Administração da Petrobrás tiveram responsabilidade pelos eventuais prejuízos”.

Dilma afirmou que o próprio TCU a “excluiu” do processo em 2014, por considerar que o Conselho de Administração “não havia sido devidamente informado de todas as cláusulas no processo de aquisição de Pasadena”.

O Estado entrou em contato com a secretária de Cláudio Haddad e ela disse que ele só poderia se pronunciar a partir de segunda-feira. Fábio Barbosa não quis se manifestar. Gleuber Vieira disse que desconhece o parecer do tribunal e não poderia comentá-lo em detalhes.

Defensor de José Sergio Gabrielli, Antônio Perilo disse que parecer de técnicos do TCU acolhe argumentos de seu cliente. Ele alegou que auditoria admite que a carta de intenções do negócio não foi autorizada por Gabrielli. Graça Foster não comentou.

“Coisas da República”: Moro determina que Planalto analise bens apreendidos de Lula

O juiz federal Sérgio Moro solicitou à Presidência da República que analise os bens apreendidos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que verifique se alguns deles devem ser incorporados ao acervo presidencial. Os bens foram apreendidos durante as investigações da Lava Jato.Em despacho publicado nesta sexta-feira (23), o magistrado da 13ª Vara Federal de Curitiba atende a pedido do Ministério Público Federal para que a Secretaria de Administração do Palácio do Planalto verifique o patrimônio apreendido em fevereiro deste ano em um cofre do Banco do Brasil em São Paulo.
O objetivo das investigações é examinar o que pertence ao acervo pessoal do ex-presidente e o que deveria ter sido armazenado como patrimônio público da Presidência

O objetivo das investigações é examinar o que pertence ao acervo pessoal do ex-presidente e o que deveria ter sido armazenado como patrimônio público da Presidência, como por exemplo presentes recebidos por líderes estrangeiros durante visitas oficiais e viagens de Estado.
Na decisão, Sérgio Moro utiliza como referência a auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que constatou, no mês passado, que 4,5 mil itens do patrimônio da União estão desaparecidos. O juiz informa que o órgão poderá contar com a ajuda do TCU e pede que a averiguação seja feita, se necessário, na própria agência.
"Assim, faz-se necessário solicitar exame por órgão administrativo acerca do material apreendido para que possa ser feito o necessário crivo, entre o que pertence ao acervo pessoal do ex-Presidente - e há objetos, como medalhas, que aparentemente são pertinentes ao acervo pessoal, e o que eventualmente deveria ter sido, na esteira do disposto nos decretos, incorporado ao Patrimônio da Presidência da República", disse o juiz.

Moro pede ainda que seja verificada a "origem dos bens ali depositados", e dá o prazo de 45 dias, prorrogável se necessário. Além da intimação, ele pede que o Ministério Público, a defesa de Lula e a Polícia Federal tomem conhecimento do despacho.
Fonte: Site Terra  – Colaborou André Richte

Coisas da Monarquia: Mas por que, afinal de contas, um Rei seria melhor do que um presidente republicano? que diferença faz o país ser governado por um monarca ou um presidente?

1 – O Rei, sendo vitalício, pode inspirar e conduzir um projeto nacional, com obras de longo alcance e que visem às futuras gerações. O Presidente tem quatro anos (renováveis uma vez) para elaborar e executar seu projeto, cujo alcance é voltado quase exclusivamente à sua reeleição.
2 – O Monarca não tem interesse em interromper as obras dos antecessores, das quais participou antes mesmo de subir ao trono. O Presidente quer executar seu próprio projeto, e com frequência interrompe o dos antecessores.
3 – O Rei é o símbolo vivo da nação, personifica sua tradição histórica e lhe dá a unidade e continuidade. O Presidente tem mandato de apenas quatro anos e é eleito por uma parte da nação. Por isso não a personifica nem lhe dá unidade.
4 – O Monarca representa para o povo a figura de um pai e cria na nação a consciência de uma grande família, com um destino em comum a realizar. O Presidente é um mero funcionário público temporário, e ninguém constitui vínculos psicológicos duradouros com ele, pois é substituído a cada quatro anos.
5 – O Rei não está vinculado a partidos nem depende de grupos econômicos; por isso é independente e pode se dedicar ao que é melhor para o país inteiro. O Presidente se elege com o apoio de partidos e depende de grupos econômicos, que influem nas suas decisões.
6 – O Monarca é educado desde criança para reinar com honestidade, competência e nobreza, e durante toda a sua formação já participa dos problemas e do governo do país. O Presidente não é educado para o cargo, sendo frequentemente um aventureiro, um improvisado.
7 – O Rei trata os súditos com amor, como um pai que ouve e se interessa pelos problemas dos filhos. O Presidente trata o povo de modo impessoal, com se fossem estranhos.
Fonte:  Trecho da cartilha "Direita? Esquerda? Siga o melhor caminho: Monarquia" da Pró Monarquia – divulgada pela Casa Imperial do Brasil

Editorial do Estadão: Os limites de Lula - Por victoriraja

Ex-presidente e seus advogados decidiram simplesmente denunciar o sistema judicial brasileiro, como se aqui vigorasse a mais grossa ditadura.

O ex-presidente Lula se considera um perseguido político. Essa será sua linha de argumentação no processo em que é acusado de auferir vantagens do esquema do petrolão, flagrado pela Lava Jato. Isso significa que, agora transformado em réu pelo juiz federal Sergio Moro, Lula exercerá seu direito de defesa além da mera formalidade, uma vez que atende às exigências do devido processo legal e ao mesmo tempo nega sua validade, pois considera o processo ilegítimo e vê o tribunal e os promotores como integrantes de um complô para impedir sua volta à Presidência da República.

Assim, Lula e seus advogados decidiram simplesmente denunciar o sistema judicial brasileiro, como se aqui vigorasse a mais grossa ditadura. Para Lula, o processo nem deveria existir, dado que sua inocência é clara como a luz do dia e só é questionada por quem tem má-fé. Por esse raciocínio, a Justiça só provará sua isenção se absolver Lula e se lhe pedir desculpas, algo que o ex-presidente, aliás, já cobrou.

Tal estratégia mal esconde a aflição de Lula com o risco de vir a ser preso. A denúncia que Moro aceitou já é a segunda relativa ao petrolão – a primeira, que corre na Justiça Federal de Brasília, o acusa de obstrução de Justiça. No caso que está na 13.ª Vara Federal de Curitiba, Lula é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no esquema de assalto à Petrobrás, do qual, segundo o Ministério Público Federal, o ex-presidente é o “comandante supremo”.

A acusação afirma que Lula recebeu R$ 3,7 milhões em propina da empreiteira OAS entre 2006 e 2012. Moro considerou haver “indícios razoáveis” de que um triplex no Guarujá foi dado pela OAS a Lula, embora a empresa tenha se mantido como proprietária formal. A empreiteira realizou melhorias no apartamento sob orientação da mulher de Lula, Marisa Letícia, razão pela qual a ex-primeira-dama também foi denunciada. Ademais, a empreiteira custeou o armazenamento do acervo que o ex-presidente alega ser seu, acomodado em 14 contêineres. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto – outro denunciado –, reconheceu esse pagamento, mas insistiu que não se trata de crime. Okamotto não disse qual foi a contrapartida para tanta generosidade.

A acusação de que Lula chefiou o petrolão não consta do processo, embora tenha sido enfatizada pelos procuradores na apresentação da denúncia. Moro entendeu que essa omissão se justifica porque a acusação de associação criminosa consta de processo que, por envolver agentes com foro privilegiado, corre no Supremo Tribunal Federal. Mesmo assim, o juiz considerou que a acusação dos promotores sobre o papel proeminente de Lula no esquema é relevante, uma vez que as vantagens materiais dadas pela OAS ao ex-presidente só se justificariam no contexto do petrolão.

Moro também deixou claro que este ainda não é o momento de fazer um exame das provas, mas apenas de analisar se a denúncia tem justa causa. Isso significa que a aceitação da denúncia não representa qualquer julgamento sobre a culpa do réu, que “poderá exercer livremente sua defesa”.
Mas o direito à ampla defesa não parece interessar a Lula. Confrontado com tão evidentes sinais de que não é a “viva alma mais honesta deste país”, como certa vez se jactou, o ex-presidente parece intuir que será irremediavelmente condenado caso se submeta apenas ao devido processo legal. Assim, Lula desencadeou uma campanha mundial para caracterizar o processo como político.

No Brasil, Lula mandou que os candidatos petistas nas eleições municipais, que já enfrentam enormes dificuldades para superar a hostilidade do eleitor, usem a campanha para defendê-lo. Assim, o chefão petista atrela o seu destino e o do partido no que pode ser o abraço dos afogados. No exterior, a tigrada deflagrou uma campanha constrangedora intitulada “Stand with Lula” (“Estamos com Lula”), que pede apoio internacional ao ex-presidente, caracterizado como “pai do Brasil moderno”.
Como sempre, Lula refugia-se em mentiras e fabulações, ofendendo a inteligência alheia e a própria democracia, para não ter de responder por seus atos. Felizmente, porém, sua margem de manobra parece se estreitar cada vez mais.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A devoção a São Vicente Ferrer em Crato – por Armando Lopes Rafael

Gravura de São Vicente Ferrer, que o Pe. Frederico Nierhoff trouxe da Europa na década 50
   É antiquíssimo o culto a São Vicente Ferrer em Crato. A bem dizer, essa devoção nasceu com Vila Real do Crato. Segundo Irineu Pinheiro  já em 1788 havia um oratório dedicado a este santo, localizado onde hoje se ergue a Praça Siqueira Campos. Quem iniciou a devoção a São Vicente Ferrer na Mui Nobre e Heráldica Cidade de Crato? Quem teria construído o primitivo oratório a que nos referimos acima? Não se sabe. A história registra apenas uma doação – feita em 1801 – por uma filha do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, dona Luiza Joana Bezerra, de “terras próximas à falda da Serra Grande (atualmente denominada de Chapada do Araripe) para o patrimônio de uma capela de pedra e qual, que a doadora se comprometia para erigir em honra de São Vicente Ferrer, com o objetivo de beneficiar a alma de seu marido e em fervor do bem espiritual de sua pessoa e outras pertencentes”.

    A humilde e acanhada capelinha de São Vicente Ferrer foi derrubada – com a aprovação do Vigário Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, para dar lugar à primeira praça da cidade de Crato, a atual Praça Siqueira Campos.
      Já na década 40 do século passado, as autoridades religiosas decidiram concluir uma igreja que fora iniciada pelos escravos negros, na época do Brasil Colônia dedicada a Nossa Senhora do Rosário, e que passaria a ser a capela de São Vicente Ferrer. Esta igreja foi promovida à Matriz de uma paróquia, e a devoção a São Vicente Ferrer conheceu seu apogeu entre 1947 e 1968. Dois padres alemães Francisco Xavier Nierhoff e Frederico Nierhoff se destacaram na vida da nova paróquia, a segundo ereta no município de Crato.

         Com o crescimento da cidade e o deslocamento da população para os novos bairros citadinos, a Igreja de São Vicente Ferrer foi perdendo importância. Em 2010, o quinto bispo de Crato, dom Fernando Panico, extinguiu a Paróquia e criou o Santuário Eucarístico Diocesano. Felizmente o segundo reitor do Santuário, monsenhor João Bosco Esmeraldo, teve a sensibilidade de retornar ao presbitério daquele templo a bonita imagem de São Vicente Ferrer que ainda é venerado por uma fatia expressiva da população católica da Cidade de Frei Carlos.
Antiga Matriz de São Vicente Ferrer, hoje Santuário Eucarístico Diocesano, na cidade de Crato

A luz misteriosa que acompanhou a imagem de São Vicente Ferrer de Juazeiro a Crato – por Armando Lopes Rafael

Depois da devoção a Nossa Senhora da Penha, um dos santos mais cultuados em Crato é São Vicente Ferrer. Por isso, é interessante relembrar um fato que teria ocorrido, no final do século 19, relacionado com a estátua desse santo, que foi venerada por longos anos, imagem que ainda se encontra guardada no patrimônio do atual SantuárioEucarístico Diocesano, na cidade de Crato.

Devemos a preservação da memória desse acontecimento a Irineu Pinheiro, cfe. vê-se no livro “O Cariri”, editado em Fortaleza (CE) em 1950, página 270. Consta lá:

“É muito antigo o culto a São Vicente Ferrer, no Crato. Em 1788, já havia, ali, um oratório dedicado ao grande taumaturgo espanhol (…) Em 29 de dezembro de 1801, como se pode ver no primeiro cartório do Crato, doou Dona Luiza Joana Bezerra, viúva do capitão Sebastião de Carvalho Andrade, mãe do Padre Pedro Ribeiro da Silva, iniciador da capela de Juazeiro, terras próximas do Crato”, junto à falda da Serra Grande (Araripe) para o patrimônio de “uma capela de pedra e cal” que ela, a doadora, se comprometia a erigir em honra do Senhor São Vicente, com o fim de “beneficiar a alma de seu marido e em favor do bem espiritual de sua pessoa e de outros “pertencentes”.

(Esclarecemos que Luiza Joana Bezerra era a filha mais velha do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, este o construtor da capelinha de Nossa Senhora das Dores, na Fazenda Tabuleiro Grande, origem da cidade de Juazeiro do Norte).

Vamos à página 271, do livro citado.

“No paroquiado do Padre Antônio Fernandes da Silva (1883 a 1892), trouxeram ao Crato, desde a derradeira estação da Estrada de Ferro de Baturité, numa distância de dezenas de léguas, a atual estátua de São Vicente Ferrer, substituta da primitiva, que era pequena. Carregaram-na através dos sertões, num caixão, em ombros de homens, à frente destes o Padre Felix de Moura (…)

“Em menino, ouvi dizer que da povoação de Juazeiro, penúltima etapa da viagem, até o Crato, viu-se no céu uma estrela a acompanhar a imagem, nos treze quilômetros que medeiam entre as duas localidades caririenses. Era a lenda que ia se formando em torno do Santo, pensava eu. Mas, depois, verifiquei haver algo de verdade na versão do povo. Uma vez, em Juazeiro, a passeio visitei a boa velhinha Teresa do Padre Cícero, assim chamada por ter sido criada em casa do famoso sacerdote, considerada pessoa da família por sua bondade e dedicação, e ela, no correr da conversação, disse-me quase textualmente:

“Dormiu aqui, em Juazeiro, na capela, o caixão em que veio São Vicente. Sinhozinho (era assim que ela tratava o Padre Cícero), Sinhozinho e o Padre Felix convidaram o povo para levá-lo ao Crato, na madrugada seguinte. Bem cedo, inda escuro, postei-me na Rua Grande, onde morava e moro hoje, num terreno vago, do lado nascente, e aguardei a passagem do préstito. Ao aproximar-se o caixão, ao lado os dois padres, vi sair entre a igreja e a casa que lhe ficava mais próxima, uma luz muito brilhante que voou rápida em busca do santo. Não pretendia eu ir ao Crato, mas, em v
ista do prodígio, corri até minha casa, pus, às pressas, um chale à cabeça e encorporei-me no cortejo que era numeroso”.

E conclui Irineu Pinheiro:

“Estimaram-na todos que conheceram à velhinha Teresa, morta há alguns anos nonagenária, sempre tida por absolutamente fidedigna”.

Nestes tempos caóticos e confusos dos dias atuais, onde vivemos a perplexidade dos fatos cotidianamente, que a luz de São Vicente Ferrer volte a brilhar neste vale do Cariri, de modo especial na cidade de Crato, onde este santo é particularmente venerado.
Postagens feitas por Armando Lopes Rafael

             

José Nêumanne: Um tiro nos pés… de Lula.

Quem no Brasil ainda teme que Lula, duas vezes réu e agora sem máscara, ainda reine?
Do alto de sua empáfia, o decano dos suspeitos submetidos a investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) e auxiliar de fatiador da Constituição Renan Calheiros, presidente do Senado, disse: “O exibicionismo da Lava Jato tira prestígio do Ministério Público”. Agora cessa o que a antiga musa canta, pois um poder mais justo se alevanta: o juiz federal Sergio Moro calou os críticos da força-tarefa da “república de Curitiba” ao aceitar a denúncia dela contra Lula.
Ainda é difícil saber se, mesmo não estando mais incólume, o teflon que protegia Lula perdeu a capacidade de lhe manter o carisma. Antes de Renan, outros críticos desdenharam do pedido de sua prisão pelo promotor paulista Cássio Conserino. Tal impressão foi desfeita pela juíza Maria Priscila Ernandes Veiga Oliveira, da 4.ª Vara Criminal de São Paulo, que não achou a acusação tão imprestável assim: afinal, não a arquivou e, sim, a encaminhou para o citado Sérgio Moro, titular da 13.ª Vara Federal do Paraná e responsável pela Operação Lava Jato, decidir. E as mesmas vozes ecoam esgares e esperneio da defesa de Lula contra o show de lógica clara dos “meninos de Curitiba”.
Acontece que em nada o dito espetáculo de uma semana atrás diferiu das coletivas anteriores, realizadas para a força-tarefa da Lava Jato comunicar à população, o que é necessário nesses casos pela gravidade dos crimes investigados e pela importância dos acusados sobre os quais recaem as acusações. À exposição sobre o cartel de empresas compareceram os mesmos procuradores, foi apresentado um libelo acusatório mais copioso (de quase 400 páginas à época e de 149 agora) e também se utilizaram recursos visuais (powerpoints) para ilustrar informações e explicações. Ainda como em todas as vezes anteriores, nesta a defesa do Lula respondeu apelando para recursos idênticos, e agora com uma agravante: a insistência numa frase para desmoralizar os procuradores, mas que não foi dita por nenhum deles: “Não temos provas, temos convicções”.
Em parte por nostalgia de suas ilusões, como milhões de brasileiros encantados com o coaxar rouco do líder que Brizola chamou de “sapo barbudo pra burguesia engolir”, em parte por medo da vingança do ex-ídolo, se lhe forem devolvidas as chaves dos cofres da viúva, os neocríticos crédulos perdem o sono. O pavor do chororô da jararaca que vira crocodilo é antigo. Em 2012, a delação proposta por Marcos Valério Fernandes, que cumpre pena pelo mensalão, sobre a compra do silêncio de um chantagista que ameaçava comprometer Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho na morte de Celso Daniel, sucumbiu à omissão do então procurador-geral, Roberto Gurgel, e do ex-presidente do STF Joaquim Barbosa.
O episódio acima foi narrado ao juiz Sergio Moro por Marcos Valério Fernandes, cuja versão não foi levada em conta porque seria um “bandido apenado”, ao contrário dos cúmplices com mandato, indultados no Natal pela mui compassiva companheira Dilma Rousseff. Deles só José Dirceu e Pedro Corrêa ainda moram na cadeia, acusados de terem delinquido direto das dependências do presídio da Papuda.
A versão de Valério, no depoimento repetido quatro anos depois, coincide com outra, que não deveria ser desqualificada, de vez que foi narrada pela voz autorizadíssima do ex-líder dos governos petistas no Senado Delcídio do Amaral (sem partido-MS). Nos autos do processo criminal, Sua Ex-excelência contou que, no início do primeiro mandato, o governo Lula era “hermético” e dele só participavam aliados tradicionais. Disso Dirceu discordava, pois já tinha combinado com o presidente do PMDB, Michel Temer, a continuação da “governabilidade” gozada pelo antecessor tucano, Fernando Henrique. Ante a perspectiva do impeachment, contudo, o chefão constatou: “Ou abraço o PMDB ou eu vou morrer”. Eis aí a lápide que faltava no quebra-cabeças.
Esta explica por que a bem pensante intelligentsia brasileira cantou em coro com os advogados dos empreiteiros nababos condenados por corrupção e a tigrada petralha o refrão “Valério bandido jamais será ouvido”, que manteve Lula fora do mensalão. E esclarece futricas da República de Florença em Brasília que põem o PMDB de Temer e Calheiros a salvo da luminosidade dos holofotes da História. Assim, enquanto acompanha Gil e Caetano entoando em uníssono “eu te odeio, Temer”, a esquerda vadia e erudita se acumplicia ao direito ao esquecimento que têm desfrutado o atual presidente e seus devotos do maquiavelismo no Cerrado seco.
Sabe por que esses celebrados “formadores de opinião” rejeitam a “nova ordem mundial” (apud Caetano Veloso, promovido sem méritos à companhia de Cecília, Drummond e Rosa, citados pela presidente do STF, Cármen Lúcia, em sua posse)? É que agora a corrupção não fica impune como dantes. E a maior evidência de que o velho truque de esconder castelos de areia sob tapetes palacianos escorre nos esgotos das prisões é o fato de os empreiteiros Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro optarem entre colaborar com a Justiça ou mofar na cadeia, por mais caros e bem relacionados que sejam seus causídicos. Só ficaram soltos os felizes mandatários que gozam de prerrogativa de foro. A patota desfruta o privilégio de não responder pelos próprios crimes e modificar as leis para moldá-las à sua feição.
É por isso que, enquanto faz juras públicas de amor à Lava Jato, o alto comando do Planalto planta suas “preocupações” com a excessiva vaidade ostensiva, capaz de, cuidado, comprometer o “digno” trabalho da força-tarefa. Pois saibam todos que estas linhas leem que a fraude Lula não engana mais a grande maioria, como já enganou um dia. E que, ao contrário de antes, ele vai desmoronar, mercê do combate mundial à formação de quadrilhas que usam a Justiça Eleitoral para lavar dinheiro sujo. De fato, Dallagnol e Pozzobon atiraram nos pés. Nos de Lula…

Mantega é degrau na escalada até Lula e Dilma - Josias de Souza

Ministro mais longevo de governo em que a brigada do PT levou a amoralidade às fronteiras do paroxismo, Guido Mantega é a demonstração de que quem sai aos seus não endireita. Ao alcançar o ex-ministro da Fazenda, a Lava Jato estabeleceu um elo entre as duas ruínas que derreteram o poder petista: a derrocada econômica e a decadência ética.

Como chefe da Fazenda, Mantega servira de biombo para que Dilma Rousseff conduzisse a economia até o buraco. Descobre-se agora que o personagem fazia também o papel de cupido das boas relações do PT com empresários provedores de dinheiro sujo para campanhas da legenda.

Mantega passou mais de oito anos na Fazenda. Atravessou os governos de Lula e de Dilma. Experimentou o céu do boom econômico e o inferno da recessão. Seu envolvimento com a coleta de recursos para o PT mostra o estágio da metástase que o câncer da corrupção alcançou no organismo do Estado. Nem a Fazenda foi deixada em paz.

O ex-ministro petista é um alvo intermediário da Lava Jato. Mantega é visto pelos investigadores como um degrau na escalada que levará a investigação até Lula e Dilma. Chegou-se a Mantega a partir do cerco ao caixa das campanhas eleitorais do PT, chefiadas pelo casal do marketing João Santana e Monica Moura. A delação de Marcelo Odebrecht, à espera de homologação, reforçará o papel paralelo de Mantega.

No momento, o grande temor do PT é que Mantega, fragilizado psicologicamente e com a mulher gravemente adoentada, acabe se transformando num novo delator a serviço da Lava Jato.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A defesa do Lula - Por Antônio Morais.


A defesa do Lula não avança juridicamente. Quem  conhece a lei sabe muito bem porque. Juridicamente a defesa do Lula não avança por conta da robustez das provas dos crimes que cometeu. 

Não há espaço na Policia Federal, no MPF e na Receita Federal para se defender. Há sim, nos palanques onde o delinquente pode vomitar o velho discurso piedoso, chorão e mentiroso que ainda encontra quem o ouça. 

O Brasil está se livrando desse câncer que corroeu os valores morais e éticos da pátria. O Pajé quer e exige que a Lava Jato lhe peça desculpas. O Moro, o décimo homem mais  poderoso do mundo deve fazê-lo.

Do Posto Regente ao Posto Crato.

Posto Regente fundado por Mário Oliveira e depois transformado em Posto Crato, em sociedade com o Audisio Brizeno, resiste até nossos dias, instalado na gloriosa Praça Siqueira Campos – Crato. O Audisio era compositor e tinha uma bronca com o Rei do Baião Luiz Gonzaga porque o entregou uma musica pronta para ser gravada e a letra foi modificada para agradar um fazendeiro rico de São Paulo alem do Luiz aparecer como co-autor. Estes fatos tornaram o Audisio mais raivoso do que a falta do recebimento de qualquer direito autoral. A musica dizia assim:
Meia noite o pinto pinica o galo
O galo pinica o pinto
O pinto quiriquiqui.
Meia noite, é o berrado do bode
É o roncado do porco
Que ninguém pode dormir.

Deixando de fora a bronca do Audisio, que foi um grande amigo meu, peço permissão contar uma historinha dos tempos do Crato antigo. A vida social da cidade era bem mais movimentada. Toda sexta-feira havia baile na AABB e aos sábados no Crato Ténis Clube, alem da grande vesperal de Domingo. Na época eram poucos os automóveis, poucas famílias dispunham desse privilegio e era costume utilizar-se dos serviços do taxista. O Audisio tinha um timbre de voz bastante assemelhado a voz feminina e era costume receber trotes de pessoas imitando sua voz nos dias em que estava de plantão no posto. Um belo dia, terminada a festa da AABB, já por volta das três horas da manha, uma senhora apanhou o telefone do Bar com o Aristides e ligou para o Posto Crato e o Audisio atendeu. Veja o dialogo que ocorreu entre os dois: Audisio: alô! A mulher responde: quem está falando? Com voz idêntica ao Audisio. O Audisio fulo da vida responde furioso: porque você não vai imitar a puta que pariu? Desligando o telefone na cara da senhora. A mulher ficou tonta com tamanha reação. Algumas vezes estive nestas festas e para relembrar o Peixoto, cantor do conjunto do Hildegardo, nada melhor do que ouvir o Moacir Franco.

video

Fecha-se o cerco: ex-ministro da Fazenda Guido Mantega está preso

Ex-ministro da Fazenda estava em hospital onde sua mulher recebe tratamento médico quando foi levado para depor pela Polícia Federal em nova fase da operação chamada "Arquivo X".  
Fonte: Estadão

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi preso nesta quinta-feira-feira, em São Paulo, na 34ª fase da Operação Lava-Jato. A prisão é temporária, ou seja, tem prazo de até cinco dias. Na operação de hoje estão sendo cumprido 33 mandados de busca e apreensão, oito de prisão temporária e oito de condução coercitiva em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e no Distrito Federal.
A ação de hoje da Polícia Federal foi batizada de Operação Arquivo X, que investiga fraude do processo licitatório, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos a agentes e partidos políticos .

Mantega foi preso no hospital Albert Einstein, no Morumbi, Zona Sul de São Paulo, onde acompanhava a mulher, internada para uma cirurgia. O ex-ministro foi preso no centro cirúrgico.
Mantega já havia sido conduzido coercitivamente pela Operação Zelotes - que investiga venda de decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão ligado ao Ministério da Fazenda.
Aproximadamente 180 policiais federais e 30 auditores fiscais estão cumprindo as ordens judiciais. A atual fase investiga fatos relacionados à contratação pela Petrobras de empresas para a construção de duas plataformas (P-67 e P70) usadas para a exploração de petróleo na camada do pré-sal, as chamadas Floating Storage Offloanding (FSPO´s).

Fraude
Nesta nova fase da Lava-Jato, policiais federais investigam fraude do processo licitatório, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos a agentes e partidos políticos responsáveis pelas indicações de cargos importantes na Petrobras. De acordo com a Polícia Federal, empresas se associaram na forma de consórcio para obter os contratos de construção das duas plataformas. Conforme a Polícia Federal, as empresas consorciadas  não possuíam experiência, estrutura ou preparo para a obra.

Dívidas de campanha
Os policiais  federais responsáveos por esta etapa da Lava-Jato afirmam que durante 2012 o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega teria atuado diretamente junto ao comando de uma das empresas para negociar o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha do PT. Estes valores teriam como destino pessoas já investigadas na operação e que atuavam no marketing e propaganda de campanhas políticas de petistas.
São apuradas as práticas, dentre outros crimes, de corrupção, fraude em licitações, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Nome da Operação
O nome “Arquivo X” dado à investigação policial é uma referência a um dos grupos empresarias investigados e que tem como marca a colocação e repetição do “X” nos nomes das pessoas jurídicas integrantes do seu conglomerado empresarial.

Nos casos dos investigados para os quais foram expedidos mandados de condução coercitiva, estes estão sendo levados às sedes da Polícia Federal nas respectivas cidades onde foram localizados a fim de prestarem os esclarecimentos necessários. Os investigados serão liberados após serem ouvidos no interesse da apuração em curso.

Quanto aos investigados com prisão cautelar decretada, tão logo sejam localizados eles serão trazidos à sede da Polícia Federal em Curitiba onde permanecerão à disposição das autoridades responsáveis pela investigação.




TABACARIA E BOMBONIERE - JA



Tabacaria e  Bomboniere JA - Balas, chocolates, embalagens e cigarros em geral.

Entregamos  em domicilio.

Rua Luiz Otacílio Correia,  117 centro - telefone 88 35412634

Várzea-Alegre - Ceará.

O Antagonista.


O RECADO DE MORO A LULA E OS SEUS ACÓLITOS .

Sérgio Moro, como não cansamos de repetir, está sempre uma jogada à frente, pelo menos.
A defesa de Lula, o PT e os jornalistas ingênuos, partidários ou mercenários têm o direito de fazer barulho porque, como escreveu o juiz no seu despacho, "não olvida o julgador que, entre os acusados, encontra-se ex-Presidente da República, com o que a propositura da denúncia e o seu recebimento podem dar azo a celeumas de toda a espécie.

Tais celeumas, porém, ocorrem fora do processo. Dentro, o que se espera é observância estrita do devido processo legal, independentemente do cargo outrora ocupado pelo acusado.

É durante o trâmite da ação penal que o ex-Presidente poderá exercer livremente a sua defesa, assim como será durante ele que caberá à Acusação produzir a prova acima de qualquer dúvida razoável de suas alegações caso pretenda a condenação.

O processo é, portanto, uma oportunidade para ambas as partes."

O LARANJAL DE LULA FOI DESCOBERTO.

Ao analisar a segunda parte da denúncia do MPF, Sérgio Moro ressalta que Lula recebeu o triplex da OAS quando ainda estava na presidência da República.

Segundo ele, todas as provas e depoimentos colhidos confirmam que o imóvel era dele, embora tenha permanecido em nome da empreiteira.

A versão de que Lula e Marisa detinham apenas uma "cota parte" do Solaris e que nunca fizeram opção por qualquer apartamento também caiu por terra. Aliás, o casal deixou de efetuar pagamentos justamente quando a OAS assumiu o empreendimento.

Em seu despacho, Moro fala também da rasura dos termos de adesão, das visitas de Lula e família à cobertura e dos gastos com a reforma e o mobiliário, inclusive da cozinha Kitchens encomendada por Fernando Bittar.

O juiz chega à conclusão de que o modus operandi de Lula no caso do triplex é o mesmo que o do sítio de Atibaia, "consistente na colocação de propriedades em nome de pessoas interpostas para ocultação de patrimônio".

Clínica São Raimundo - Cuidando da Saúde de Várzea-Alegre !


O Blog do Crato ( E agora o Blog do Sanharol ) tem o prazer de fazer a publicidade da Clínica São Raimundo, da cidade de Várzea Alegre - CE, que acredita no nosso trabalho como meio de buscar a integração regional. A Clínica São Raimundo é uma empresa conceituada. Comandada pelos renomados médico Dr. Menezes Filho e Fisioterapeuta Dra. Ana Micaely de Morais Meneses. Especializada em pediatria, ultrassonografia, fisioterapia geral e especializada ( RPG , neurológica e  uroginecológica) .

Eis algumas fotos da nossa empresa/parceira que fazemos questão de divulgar:

Acima: A Logomarca oficial da Clínica São Raimundo, em Várzea Alegre.



Acima: O Médico, Dr. Menezes Filho em atividade.



Acima: Dra. Ana Micaely de Morais Menezes



Cuidando de seus pacientes com carinho e dedicação...




Clinica São Raimundo.
Rua Dep. Luis Otacilio Correia 129 Centro Várzea-Alegre Ce. Fone (088) 3541-1467.
Especialidade em Pediatria , ultrassonografia , fisioterapia geral e especializada( RPG , neurológica e uroginecológica).

"Cuidando com carinho da saúde do povo de Várzea Alegre !"

Anuncie no Blog do Crato.
Contatos:
blogdocrato@hotmail.com
Tel: 088-3523-2272

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Romaria ao Caldeirão do Beato José Lourenço será próximo domingo

Fonte: Assessoria de Comunicação da Diocese de Crato

Imagem da romaria ao Caldeirão do Beato José Lourenço, realizada em 2014. (Foto: Patrícia Silva)
 
No próximo domingo, dia 25 de setembro, a partir das 7h, a diocese de Crato estará realizando a 17ª edição da Romaria das comunidades ao Caldeirão do Beato José Lourenço, que este ano tem como tema “Caldeirão da resistência: água nossa de cada dia”.
A romaria, que acontece anualmente no Sítio Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, em Crato, reúne diversas caravanas vindas de vários lugares da diocese de Crato que buscam, através da memória do Beato José Lourenço, fortalecer a atuação dos movimentos sociais.
Com o tripé oração, trabalho e abundância, no Caldeirão de Santa Cruz, liderado pelo Beato José Lourenço, tudo era de todos, as pessoas vivam com alegria. Esta dinâmica tornou-se um exemplo para discutir questões sociais de projetos voltados hoje para a convivência com o semiárido.
“Seja no campo ou na cidade é necessário aprender a viver com o semiárido, saber fazer a gestão da água, trabalhar a produção agroecológica no sentido de defesa da vida e, enquanto organização da sociedade civil, relacionamos as comunidades que buscam implantar suas associações, fazer as discursões para o bem da comunidade. O caldeirão oferece estes elementos para que seja discutida a vida das comunidades hoje, para que sejam uma força na realidade em que vivem e afirmar a construção do Reino de Deus”, disse o padre Vileci Basílio Vidal, coordenador diocesano de pastoral.
Aos participantes a coordenação orienta que, devido o calor, levem água para beber durante a romaria e lanche para ser partilhado no término da peregrinação.
Programação
A programação contará com um momento de acolhida às 7h, seguido da celebração da Santa Missa, às 8h, presidida por dom Gilberto Pastana. Após a Missa acontecerá apresentações culturais. Neste ano também será comemorado os 25 anos do assentamento 10 de abril.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Moro aceita denúncia e Lula vira réu na Lava Jato - Por Larissa Borges.

Ex-presidente - aquele que se julga a 'viva alma mais honesta do país' - passa a responder pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro

Luiz Inácio Lula da Silva deixou o posto mais importante da República com 83% de aprovação. Elegeu a sucessora Dilma Rousseff em 2010 em grande medida em decorrência da onda de popularidade que o cercava. Fora do Palácio do Planalto, mantinha a capilaridade política como se ainda fosse o comandante-em-chefe da República. Usava de contatos políticos para viajar em nome de empreiteiras, recolher dinheiro travestido de palestras e usufruir de benesses, como um sítio em Atibaia e a reforma de um tríplex em Guarujá. Hoje, Lula nem de longe ostenta a aura de poder de outrora. 

A situação do petista ficou ainda mais dramática nesta terça-feira, dia em que ele se tornou réu pela primeira vez no âmbito da Lava Jato. 

O juiz Sergio Moro, magistrado de quem Lula tentou a todo custo se livrar, acolheu a denúncia apresentada pelos procuradores da República e considerou que existem indícios suficientes para que o petista possa responder pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Sem foro privilegiado, Lula terá de se submeter ao crivo da 13ª Vara Federal de Curitiba, de onde Moro toca, com mãos de ferro, os processos sobre o propinoduto na Petrobras – que já resultaram em 106 condenações e em mais de 38 bilhões de reais em pedidos de ressarcimento aos cofres públicos.

Turma do caixa dois trata a plateia como idiota - Josias de Souza.

Conforme previsto, surgiu na Câmara uma trama para colocar nos trilhos um projeto sobre caixa dois. O pretexto declarado é criminalizar a prática. O objetivo inconfessado é anistiar a bandalheira pretérita, concedendo perdão preventivo para a turma que conspira para “estancar a sangria” da Lava Jato. O interesse real não é restabelecer a moralidade, mas assegurar que a imoralidade permaneça impune.

A proposta de passar uma borracha na depravação entrou e saiu da pauta da sessão noturna da Câmara, nesta segunda-feira, sem que ninguém pudesse apalpá-la. Além de invisível, o projeto é órfão. Não há vestígio dos pais da manobra. Eles parecem ter vergonha de si mesmos. E não lhes faltam motivos.

A votação foi abortada por conta do alarido produzido por meia dúzia de insatisfeitos. O barulho deixou claro que o compartamento de alto risco dos vivaldinos expõe todo o Legislativo à autodesmoralização. Muitos já suspeitavam que este é um dos piores Parlamentos da história republicana. Mas não se imaginava que os deputados colocariam fogo às vestes.

Para apagar as digitais, os líderes escondidos atrás da manobra ressuscitaram um projeto de 2007, de autoria do ex-deputado Regis de Oliveira. Sugere mudanças à legislação eleitoral. Quase uma década depois, recebeu um enxerto sobre a criminalização do caixa dois. Decano da Câmara, o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) disse que a manobra é antirregimental.

Miro foi ao microfone para perguntar ao colega Beto Mansur (PRB-SP), que presidia a sessão, quem havia requerido o desengavetamento do projeto. Indagou também se o requerimento encontava-se sobre a mesa. Não obteve resposta. Seguiu-se o bafafá que levaria Mansur a retirar o projeto da pauta.

Irônico, Miro realçou o que chamou de “coincidência incrível.” O projeto escalou a pauta de votações num instante em que “o presidente da República (Michel Temer) está no exterior, o presidente da Casa (Rodrigo Maia) está respondendo pela Presidência da República, o primeiro vice-presidente da Câmara (Waldir Maranhão) não está presidindo a sessão. E o deputado Beto Mansur (primeiro-secretário), que tem casca grossa nas costas, recebeu a incumbência de ali estar. Não o invejo.”

Encerrada a sessão, o repórter procurou Beto Mansur, que travou com o blog o seguinte diálogo:

— O projeto de 2007 foi pautado por requerimento de quem? Ninguém quer ser pai dessa criança. Não sei.

— Há um requerimento? Esse projeto foi colocado na pauta. Não sou eu que faço a pauta.

— Mas para colocar na pauta, alguém tem que pedir, não? Decisão de líderes. Foi colocado na pauta. O que aconteceu é que me pediram para tocar a sessão, porque eu sei como se faz. Só isso.

— O projeto vai voltar em outra sessão? Desconheço o texto. Mas acho que houve uma reação do plenário a esse projeto. Tive que cancelar [a votação] porque não tinha acordo para poder continuar votando. Mas não conheço o texto. Quem conhece são os líderes lá.

— De que partido? É de todo mundo.

De acordo com Beto Mansur, caberá a Rodrigo Maia decidir quando a proposta retornará ao plenário. O deputado cuidou de tomar distância da iniciativa. “Em cima de mim não vão jogar essa proposta. Primeiro porque não preciso de nenhuma anistia. Segundo porque nem conheço o texto.”

Além de Miro Teixeira, cerraram fileiras contra a anistia os deputados Alessandro Molon (Rede-RJ), Joaquim Passarinho (PSD-PA), Espiridião Amin (PP-SC), Ivan Valente (PSOL-SP), Rogério Rosso (PSD-DF), Laerte Bessa (PR-DF) e Jorge Sola (PT-BA). Os demais silenciaram. O interesse pela causa é pluripartidário, vai do PT ao PSDB, passando pelo PMDB, PP, PR e uma fila de etcéteras.  Nos subterrâneos, diz-se que os maiores interessados são PSDB, PT e PP.

Os deputados parecem mesmo empenhados em  testar até onde podem ir no seu desprezo pela opinião pública. Depois de pegar dinheiro sujo por baixo da mesa, os idealizadores da anistia decidiram tratar a plateia como idiota. Ainda não se deram conta de que roleta russa também pode levar ao suicídio.

Coisas desta República: Executivo confirma propina para campanha de Dilma em 2014

Ex-presidente da Andrade Gutierrez depôs em ações que contestam no TSE chapa formada pela petista e Michel Temer --  Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Beatriz Bulla  e Rafael Moraes Moura,
O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - Em depoimento à Justiça Eleitoral nesta segunda-feira, 19, o executivo Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, confirmou que houve pagamento de propina disfarçado de doação oficial à campanha presidencial de 2014 que elegeu Dilma Rousseff, segundo fontes que acompanham as investigações.

 Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai analisar pedidos de cassação da chapa Dilma-Temer 
O depoimento serve para instruir as ações contra a chapa formada por Dilma e pelo então candidato a vice, Michel Temer, que tramitam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 
De acordo com fontes ouvidas pelo Estado, Azevedo disse que a Andrade Gutierrez repassou R$ 15 milhões oriundos de propina pelas obras da construção da usina de Belo Monte ao diretório nacional do PT. Deste valor, cerca de R$ 1 milhão foi encaminhado pelo partido à campanha de Dilma de 2014.

Ele prestou depoimento em São Paulo ao corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Herman Benjamin, relator das investigações no TSE. O executivo Flávio Barra, ex-Andrade Gutierrez, também foi ouvido.

À Justiça Eleitoral, Azevedo afirmou que a empresa pagava propina de 2% sobre os valores de todos os contratos firmados com o governo federal.

Cobrança. Segundo fontes que acompanharam os depoimentos, Azevedo disse que a empresa doaria R$ 10 milhões à campanha de Dilma em 2014, mas dobrou o valor diante da pressão de Edinho Silva e Giles Azevedo – ex-ministro e ex-assessor da petista, respectivamente. A doação, segundo ele, servia para manter o “status quo” dos contratos com o governo.

O executivo foi questionado sobre a diferença entre a doação à campanha de Dilma e a realizada à campanha do então candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves. Segundo ele, no caso de Aécio não houve pedido em troca de contrapartida. 

As ações no TSE foram propostas pelo PSDB no fim de 2014 e investigam suposto abuso de poder político e econômico. Se o TSE entender que houve desequilíbrio, pode retirar de Dilma, hoje cassada, o direito a disputar eleições. Para Temer, as investigações podem causar a perda de mandato.
Procurada, a defesa de Dilma não se manifestou até a conclusão desta edição.

E Lula ainda se compara a Tiradentes -- por Luiz Pesce de Arruda (*)

Lula vestido como "boia-fria"
O ex-presidente Lula, ao comparar-se impropriamente a Tiradentes, demonstrou não conhecer suficientemente a biografia de Joaquim José da Silva Xavier, como pouco conhece do mínimo currículo do ensino fundamental.

 O Tiradentes, depois de ocupar-se em diversas profissões, ingressou no Regimento de Dragões de Vila Rica. Foi contemporâneo de Joaquim Silvério dos Reis, este alçado ao posto de Coronel de Cavalaria. Um dos motivos que teria levado o delator Silvério a maximizar o papel de Tiradentes na rebelião, considerando tratar-se Xavier de um modesto alferes (posto correspondente ao de segundo-tenente na atualidade), numa conjura que envolvia e comprometia as maiores patentes militares da Capitania na revolta que se concertava, pode ter sido o fato de que Tiradentes combatia vigorosamente o descaminho do ouro pela Estrada Real, o que prejudicava interesses de opulentos negociantes da Capitania, entre os quais o próprio Silvério dos Reis.

 Remover Tiradentes da Estrada Real atenderia, assim, a duplo interesse: a obtenção da simpatia das autoridades da Metrópole e a substituição de um servidor correto e incorruptível, que atrapalhava os negócios escusos que naquela região se praticavam.

(*) Luiz E. Pesce de Arruda
e-mail: luizeduardoarruda@yahoo.com.br
São Paulo

ALGODÃO DOCE - Dr. Jose Savio Pinheiro


Fico indignado ao assistir nos nossos dias a valorização apenas do ter. O ser caiu no esquecimento. A honra, a disciplina, a benquerença, o sacrifício, tão bem cantados por Rui Barbosa, perdeu completamente o sentido. A cultura, a tradição, o respeito, a compreensão também se perderam no tempo.

O encantamento com a natureza, a religiosidade e a crença perderam espaço, através da mídia, para o consumismo desenfreado posto em prática pelas veiculações televisivas através de programas, que só empobrecem a nossa mente. Não que eu seja contra o entretenimento, mas precisamos valorizar mais o menos supérfluo.

O ser humano dos nossos dias precisa ter carros, mansões, mandatos e muito dinheiro para ser valorizado e respeitado, deixando-se de lado tantos valores morais e éticos a serem prestigiados. O mundo se esqueceu de valorizar o simples.

Daí, o meu fascínio por uma iguaria bela como a neve, deliciosa como a vida, envolvente como a fé, transformadora como o Deus-Pai, todo poderoso e que alegra os corações e os estômagos de adultos e crianças, e que para adoçar a nossa existência necessita apenas de um singelo componente.

Um punhado de açúcar.
Dr. Savio.