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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Brasil, mostra tua cara!

O avesso do caos  – por Elias Skaf (*)

O Brasil enfrenta uma das piores crises de sua História, fruto da incompetência da gestão petista, aliada ao roubo monumental dos cofres públicos. O grande problema do País não é a falta de dinheiro, mas de competência e coragem. Competência para saber gerir os recursos públicos, que não são poucos, e coragem para tomar de volta tudo o que foi desviado ao longo dos anos, prender os criminosos e mexer onde deve ser mexido, acabando de vez com as inúmeras mordomias que sangram nosso erário.

Chega desses inúmeros “auxílios” concedidos a um seleto grupo de marajás, espalhados por este Brasil afora, passagens aéreas infindáveis, cartões corporativos e uma porção de outras aberrações. O presidente Michel Temer e o ministro Henrique Meirelles que ajam com coragem. É muito fácil jogar toda a carga e responsabilidade nas costas do trabalhador.

Quero ver ambos enfrentarem os verdadeiros cupins do erário, que estão muito próximos deles. Por exemplo, estão cientes de que um senador, com apenas 180 dias ininterruptos de exercício de atividade parlamentar, já tem direito a aposentadoria integral e vitalícia, além de muitas outras mordomias? Então, de que adianta jogar toda essa reforma da Previdência nas costas do pobre trabalhador, enquanto os marajás de Brasília nadam em dinheiro e em mordomias, zombando de todos nós?
(*) Elias Skaf – e-mail: eskaf@hotmail.com

Acabou-se a “república” – por Mário Barilá Filho (*)

O Brasil acabou, as instituições faliram, a República ruim, acabou o Estado de Direito, vivemos no império do crime. O Senado não vai cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal de afastar Renan Calheiros da presidência da Casa. O STF foi rebaixado a um órgão opinativo, suas decisões não precisam mais serem cumpridas, basta que o réu tenha um opinião divergente e pronto, fica desobrigado de cumprir a decisão daquela que até ontem era a mais alta Corte de Justiça do País. Agora basta aos senadores rebeldes oficializarem sua decisão e o STF se tornará tão irrelevante quanto o Tribunal de Contas da União, órgão que também só emite opiniões e mais nada. 
(*) Mário Barilá Filho – e-mail:  mariobarila@yahoo.com.br

Antes tínhamos o seriado "Coisas da República". Agora é o "Caos da República"

Gilmar diz que liminar sobre Renan é ilegal e pede saída de Marco Aurélio – - por Eliane Cantanhêde (*)

Ministro do STF diz que decisão de colega atropela julgamento e configura crime de responsabilidade 

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, criticou duramente o colega Marco Aurélio Mello pela liminar para afastar o senador Renan Calheiros da presidência do Senado. Para Gilmar, Marco Aurélio “tomou uma decisão ilegal” ao atropelar um julgamento em andamento e atingir um outro poder monocraticamente, o que seria inclusive o caso de impeachment. “Ele extravasou o princípio da legalidade. E, quando a gente extravasa a legalidade, a gente leva bofetada”, acrescentou.

“Marco Aurélio fez isso para bater palma para o público. Se isso não é caso de crime de responsabilidade, é o quê?” acusou Gilmar, falando por telefone de Estocolmo, onde está desde esta terça-feira para participar de um encontro de magistrados. Ele chegou a comprar passagem de volta para Brasília em Lisboa, onde fez escala, mas não havia certeza se o julgamento do mérito da liminar seria nesta quarta, em plenário, e ele decidiu prosseguir para a Suécia.

Segundo Gilmar, ex-presidente do Supremo, Marco Aurélio desrespeitou o artigo quinto da lei 9882, pelo qual uma liminar monocrática dessa gravidade só poderia ser dada em razão de urgência  e se houvesse “um fato novo grave” em relação ao julgamento já iniciado – sobre a impossibilidade de Renan ser réu do STF e ao mesmo tempo o atual segundo na linha sucessória da Presidência da República. Esse julgamento foi interrompido em novembro por um pedido de vistas do ministro Dias Toffoli.

Comparando os casos de Renan e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que foi afastado da presidência e do mandato de deputado por uma liminar do ministro Teori Zavaski, Gilmar disse:  “São situações muito diferentes, porque no caso de Cunha havia o fato novo grave, pois ele usava o mandato, o cargo e a própria Câmara para obstruir a justiça e manipular os outros deputados”. Quanto a Renan, segundo ele, não há indícios nesse sentido.

Para Gilmar, Marco Aurélio “ultrapassou todos os limites, mas não é a primeira vez”. Ele enumerou casos em que o desafeto tomou decisões polêmicas que não tiveram efeito prático, mas deixaram o Supremo em situação constrangedora. Entre elas, lembrou que Marco Aurélio encaminhou para a Câmara até um pedido de impeachment do presidente Michel Temer, “que era completamente fora de propósito, sem base jurídica nenhuma”. Por fim, provocou: “E, depois de fazer essas coisas, ele nem pede desculpas, fica por isso mesmo.”

(*)Eliane Cantanhêde  é jornalista da “Folha de S.Paulo”


A presidência do Senado é só a primeira perda - Por Augusto Nunes.


Ao transformar Renan Calheiros em alvo urgentíssimo, as multidões que se manifestaram neste 4 de dezembro apressaram o começo da queda.

A devolução da presidência do Senado - por exigência do Supremo ou pelo encerramento da gestão limitada a dois anos - será apenas a primeira das duras perdas reservadas a Renan Calheiros. Daqui a algum tempo, ele terá perdido também a liderança da bancada do cangaço, o mandato de senador, a imunidade parlamentar, o foro privilegiado e a liberdade.

Em pânico com a aproximação da Lava Jato, já há algum tempo Renan perdeu o juízo. Só alguém com a cabeça avariada tentaria aprovar em regime de urgência o projeto pró-corrupção parido pela Câmara dos Deputados. Ao transformar o senador alagoano num alvo urgentíssimo, as manifestações deste 4 de dezembro precipitaram o começo da queda.

Renan aprenderá que não há esperança de salvação para um condenado à morte política pelo tribunal das ruas. Será este o destino de Jorge Viana caso o substituto reprise as afrontas à vontade popular protagonizadas pelo titular despejado. Ou Viana pensa mais no Brasil e menos no seu PT, e rejeita o projeto anticorrupção com que todo corrupto sonha, ou não completará o mandato-tampão.

Delinquentes fantasiados de pais da pátria se recusam a entender que, ao revogar a impunidade dos poderosos patifes, a Lava Jato mudou o país. Vai-se enfim descobrindo que o Brasil será o que os brasileiros quiserem.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Grupo cearense defende a volta da monarquia como solução para os problemas do Brasil - Por Matheus Ribeiro.


A Associação Cultural São Thomas More difunde o pensamento conservador e católico nos âmbitos econômico, cultural, político e filosófico do Brasil

Achar uma alternativa para atual crise política e econômica do Brasil é um desafio que muitas pessoas buscam. Um grupo de cinco jovens cearenses afirma que já sabe a solução para todos os problemas do país: a volta da monarquia, período que o Brasil viveu no século 19.

Arthur Salgado, de 21 anos; Miguel Serra, 24; Mateus Andrade, 25; Mateus Diniz, 22; e Viane Lima, 22, são os membros da Associação Cultural São Thomas More, um grupo que tem por finalidade difundir o pensamento conservador e católico nos âmbitos econômico, cultural, político e filosófico do Brasil.

Em entrevista ao Tribuna do Ceará, o diretor geral da associação, Arthur Salgado, defende que a volta da monarquia seria a única solução viável para o Brasil. “Seria a única decisão viável para o país. Hoje, o político trabalha visando o próximo mandato. Já o príncipe é criado desde que nasce para fazer aquilo. Ele nasce para servir ao país e toda ação dele é voltada para aquilo. Quando ele assume o trono, não governa pensando nas próximas eleições. Ele governa pensando na eternidade”, destaca.

“Quando o príncipe assume o trono, não governa pensando nas próximas eleições. Ele governa pensando na eternidade”. 

Arthur Salgado.

O Antagonista.

RISCO PT E RISCO RENAN.

A PEC 241 tem de ser aprovada na semana que vem.

Se Jorge Viana aproveitar o afastamento de Renan Calheiros para mudar a pauta do Senado e quebrar o Brasil, o PT vai apanhar novamente nas ruas e nas urnas.

O maior perigo, neste momento, é que Renan Calheiros retome o comando do Senado e saia atirando para todos os lados.

Ele é capaz de tudo.


VIVA RENAN.

A imprensa adora Renan Calheiros.

Os jornais repetem que, sem ele, será mais complicado aprovar medidas fundamentais para a economia.

Da noite para o dia, o principal articulador do golpe contra a Lava Jato se tornou o patrono da estabilidade institucional.

A imprensa adora Renan Calheiros. E detesta a Lava Jato.

MARCO AURÉLIO REAGIU A TOFFOLI E ÀS RUAS..

O Antagonista apurou que a decisão de Marco Aurélio Mello foi precipitada pelo pedido de vista "obstrutivo" de Dias Toffoli, que chegou a acusar o colega de não enviar os autos a seu gabinete - sendo que o processo é digital.

Além disso, Marco Aurélio já estava com o caso entalado na garganta desde que o alvo era Eduardo Cunha. O ministro decidiria pelo afastamento do presidente da Câmara, mas acabou surpreendido com liminar de Teori Zavascki.

Só para lembrar: a ação da Rede tinha como alvo prioritário Cunha, mas perdeu o objeto depois que Zavascki decidiu afastá-lo com base em outra ação.

Recentemente, a ação da Rede - que discute o impedimento de réus na linha sucessória da Presidência da República - recobrou importância com a abertura de ação penal contra Renan.

Marco Aurélio viu seu parecer se aprovado pela maioria do STF, mas o julgamento acabou interrompido com o pedido de vista de Toffoli. Com a liminar, o ministro se vingou.

E, embora negue oficialmente, sua decisão foi também uma resposta ao anseio das ruas pela saída de Renan - demonstrado nas manifestações de ontem em todo o país.


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MUNDO COMPLEXO - Por Antônio Gonçalo de Souza


Antonio Gonçalo de Souza é escritor historiador e analista de crédito do BNB em Fortaleza.

O mundo é muito complexo e nunca ideal para o bicho homem. Gosto muito de história e isso me ajuda a tentar compreender a complexidade da terra.  Chego a pensar que o melhor seria se o homem não tivesse alcançado o nível de desenvolvimento que atingiu. Antes, o homem vivia numa sociedade mais igual, sobrevivendo basicamente da caça, da pesca, colheita e mel silvestre. Nesse período tudo era compartilhado.

Com o desenvolvimento,  lentamente o homem começou a criar uma pirâmide social, de princípio, ainda arcaica, mas nunca mais parou. Veio a revolução industrial e, com ela, o abandono lento e gradual da vida rural. Foi a partir daí que teve início o consumismo. Já li muitos artigos de personalidades importantes que são contra o consumo desenfreado de nossa sociedade contemporânea. Particularmente, gostaria que pudéssemos viver sem degradar os recursos naturais do planeta. Mas, infelizmente, esse parece ser um caminho sem volta.

Com o desenvolvimento da medicina preventiva, a expectativa de vida do homem aumentou consideravelmente. E,  com ela, veio o incremento crescente da população no mundo. Daí, vem a perspectiva da impossibilidade de redução do consumismo, pois, hoje somos impelidos a comprar mais e mais para que sejam criados empregos em todos os tipos de atividades. Temos que consumir  para gerar impostos, os quais manterão, bem ou mal, os países.

Entramos na famosa “roda viva”, e essa engrenagem não pode mais parar. Daí, os resultados são previstos: esgotamento de diversos recursos naturais, desequilíbrio atmosférico e, em algum ponto do futuro, o colapso virá com o que alguns religiosos chamam de “o fim do mundo”.

O impressionante de tudo isso é que os autores da bíblia já previam o fenômeno na época em que ela foi escrita. Poderá haver um colapso bem parecido com a previsão dos profetas, uma vez que dispomos agora de artefatos atômicos e capacidade de produzi-los em quantidade suficiente para acabar com a terra, literalmente, com fogo.

Fala-se muito no problema do esgotamento do petróleo como fator de desequilíbrio na convivência entre as nações. Temos também o gravíssimo problema da falta de água, tanto a potável como a destinada à indústria e a produção de alimentos. Mas, se analisarmos melhor os fatos,  veremos que o problema  do sistema político-econômico do mundo será bem menor do que esses que aí falamos, pois, no futuro, mesmo que todos cheguemos a possuir as mesmas condições econômico-financeiras, não adiantará muito, já que, primeiramente, teremos que ter a capacidade de suprir as necessidades básicas das pessoas.

Basta imaginarmos que há 45 anos o Brasil possuía 90 milhões de pessoas e hoje somos 200 milhões de habitantes. Nesse curto período já quase triplicamos nossa população. Mesmo com a taxa de natalidade atual, a perspectiva é que dobraremos novamente a população nos próximos 40 anos. Aí fica difícil acreditar que tudo será mais fácil. A nossa produção agropecuária terá que dobrar, aliás, se pensarmos bem, praticamente tudo terá que ser produzido em dobro.

Diante dos fatos, já é possível antevermos o caos, pois fazendo uma comparação de como eram as cidades do nosso interior nordestino na década de 1970, veremos hoje no que se tornaram aqueles pequenos centros urbanos. Claro que nossas gerações não alcançarão em 100% isso que se prevê agora, mas ainda veremos muitas mudanças. E nossos filhos e netos certamente verão o que muitos nem imaginam. O assunto é polêmico e, diante desse mundo complexo, só nos resta procurar a cada dia ter uma forma de vida menos agressiva em se tratando de consumo. É difícil, sabemos todos. Que Deus nos abençoe.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Cármen Lúcia pede união de juízes em abertura de encontro do Judiciário - Por Renan Ramalho.

A presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, pediu união aos juízes do país ao abrir nesta segunda-feira (5) o 10º Encontro Nacional do Poder Judiciário, em Brasília. O evento tem como objetivo traçar metas dos tribunais para o ano que vem, principalmente para melhorar o agilidade nas decisões.

“Tenho convicção que será um encontro para a união, porque temos encontros comuns, mas deveres comuns, num momento de extrema dificuldade. Há enorme intolerância com a falta de eficiência do poder público, o que nos leva a pensar em soluções para que a sociedade não desacredite no Estado.

O Estado tem sido nossa única opção. Ou é a democracia ou a guerra. E o papel da Justiça é pacificar”, afirmou Cármen Lúcia.

A fala da ministra ocorre em um momento em que entidades representativas de juízes e do Ministério Público criticam medidas em discussão no Congresso, interpretadas por esses organismos como tentativa de cerceamento o trabalho de magistrados e promotores. Os principais alvo das críticas são o pacote de medidas anticorrupção, proposto pelo Ministério Público e alterado em diversos pontos pela Câmara, e o projeto de lei que pune o abuso de autoridade.

No discurso, Cármen Lúcia disse que a sociedade brasileira passa por um momento de “encruzilhada”. A ministra afirmou que, se deixar de acreditar nas instituições, a sociedade pode optar por uma "vingança".

“Ou a sociedade acredita numa ideia de Justiça que vai ser atendida por uma estrutura estatal e partimos para um marco civilizatório específico, ou a sociedade deixa de acreditar nas instituições e por isso mesmo opta pela vingança”, afirmou.


À partir de 18 de Novembro 2016 - Várzea-Alegre.


TABERNA DA PIZZA - FORNO A LENHA!

Importou-se  maquinas, equipamentos, conhecimentos e estudos da culinária. Tudo foi preparado com esmero, lhaneza no trato e muito respeito a você consumidor. À partir de 18 de Novembro de 2016 um produto da mais fina qualidade e especial paladar.

Medida em tomates, fama de Renan é péssima - Por Josias de Souza


Ocorre com Renan Calheiros um fenômeno muito comum na política: o sujeito acha que é uma coisa e sua reputação indica que ele é outra coisa. Isso ficou muito claro neste domingo, num protesto que fez o asfalto roncar defronte do prédio onde funciona o gabinete de Sergio Moro, em Curitiba.

Havia no local um painel com fotos de políticos —a imagem de Renan, maior e mais vistosa, destacava-se das demais. Havia também uma grande quantidade de tomates. De resto, havia uma multidão àvida por arremessar os tomates na cara dos personagens do cartaz. A catarse foi embalada pelo coro de “Fora, Renan.”

Considerando-se que aquilo que Renan chama de reputação é a soma de todas as tomatadas que o personagem suscita, pode-se dizer que a fama do presidente do Senado é péssima.

"Coisas da República": Ministro do TCU e ex-presidente da Câmara são alvos da Lava Jato

Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em Brasília (DF), Canoas (RS), Porto Alegre (RS), Campina Grande (PB) e João Pessoa (PB)

O ministro do TCU Vital do Rêgo e o deputado federal Marco Maia (Agência Brasil)
 Fonte: VEJA
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo Filho, ex-senador do PMDB, costuma fazer anotações num papel enquanto fala. Ao final da conversa, ele lança a folha num triturador e descarta os fragmentos numa lata de lixo posicionada embaixo de sua mesa. O intuito desse ritual, segundo pessoas próximas, é um só: evitar que os seus manuscritos caiam nas mãos erradas ou sejam coletados numa eventual operação de busca e apreensão da Polícia Federal. O que Vital mais temia ocorreu na manhã desta segunda-feira: o ministro do TCU e o deputado federal Marco Maia (PT-RS), ex-presidente da Câmara, acordaram com policiais batendo à sua porta.

Alvos da nova fase da Operação Lava Jato, batizada de Deflexão, Vital e Maia são suspeitos de terem negociado propinas com empreiteiros que estavam na mira da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, instalada no Congresso em maio de 2014. Naquela época, Vital era o presidente da CPMI, enquanto Maia era o relator, responsável por elaborar um relatório final sobre os trabalhos dos parlamentares. De acordo com documento da Procuradoria-Geral da República, obtido por VEJA, a busca e apreensão deflagrada nesta manhã tem como objetivo “coletar elementos probatórios comprobatórios da obstrução dos trabalhos da CPMI da Petrobras, mediante favorecimento de empresários que deixariam de ser convocados a depor”.

As investigações desse caso começaram quando o ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral, revelou, em sua colaboração premiada, que a CPMI da Petrobras foi utilizada para fazer negociatas. O relato do ex-parlamentar petista foi confirmado por outros delatores, como os lobistas Júlio Camargo e Augusto Ribeiro de Mendonça Neto e executivos das empreiteiras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, além de depoimentos de dirigentes da construtora Engevix.
“No curso da investigação, foram colhidos elementos indicativos da atuação direta do presidente da CPMI da Petrobras, o então senador da República Vital do Rêgo, na obstrução dos trabalhos da Comissão em benefícios de empreiteiros potencialmente investigados”, diz a Procuradoria-Geral da República.

Segundo investigadores da Lava Jato, há indícios de que Vital tenha solicitado a empreiteiros 5 milhões de reais para a sua campanha ao governo da Paraíba. A metade desse valor foi doada pela construtora OAS ao PMDB nacional, partido ao qual o ministro do TCU é filiado. A outra parte foi repassada por meio de caixa 2, numa transferência feita pela empreiteira à empresa Construtora Planíce, que também é alvo de busca e apreensão.

Já o deputado federal Marco Maia é suspeito de ter recebido 200 000 reais em propina em espécie. O dinheiro teria sido entregue por Júlio Camargo a um operador do ex-presidente da Câmara. O lobista disse que os recursos foram entregues a uma pessoa chamada Evandro. Depois, retificou o seu depoimento e afirmou que as quatro parcelas de 50 000 reais destinadas ao petista foram recebidas por Luiz Gerber, que também é alvo da operação deflagrada nesta manhã. O gerente de relações institucionais da Camargo Corrêa, Gustavo da Costa Marques, confirmou à PF a identidade do emissário de Marco Maia, responsável por negociar pagamento de caixa 2. Luiz Gerber é pai do advogado Daniel Gerber, que defende o ex-presidente da Câmara.

Um desfecho imprevisível para a crise brasileira -- Por José Carlos Sepulveda da Fonseca


"Convém insistir em que o divórcio entre o País legal e o País real será inevitável. Criar-se-á então uma daquelas situações históricas dramáticas, nas quais a massa da Nação sai de dentro do Estado, e o Estado vive (se é que para ele isto é viver) vazio de conteúdo autenticamente nacional."
Nesta 3ª feira, 29 de novembro, a primeira turma do STF, capitaneada pelo Ministro-ativista, Luís Roberto Barroso, de costas voltadas para o País, atropelando as prerrogativas do Legislativo, espezinhando a Constituição, o Código Penal, o Direito Natural e a Moral, em decisão aberrante abriu as portas para a matança de inocentes até aos três meses.

Nesta 3ª feira, 29 de novembro, ainda sob o trauma do acidente aéreo com a equipe de futebol da Chapecoense, boa parte da Câmara dos Deputados, após as falsas promessas feitas na coletiva de Domingo pelo presidente Michel Temer, por Renan Calheiros e por Rodrigo Maia, aprovou na calada da noite as tramóias, já apelidadas de AI-5 da corrupção, que visam proteger os destroços da máquina lulo-petista, seu comandante e a banda podre do mundo político que se prostitui nesse esquema de poder.

Nesta 3ª feira, 29 de novembro, as tropas de choque do lulo-petismo (UNE, MST, etc.), travestidos de “estudantes”, em ações premeditadas e sob o anonimato das máscaras, espalharam o terror em Brasília, invadindo e depredando prédios públicos, jogando coquetéis Molotov na polícia, virando e queimando automóveis, com o apoio explícito de deputados e senadores da esquerda. Ao analisar este cenário caótico, lembrei-me de uma previsão e de uma advertência, feita há três décadas.

Como uma antevisão invejável, Plinio Corrêa de Oliveira, em seu livro “Projeto de Constituição angustia o País”, apontava os descaminhos de esquerdização para os quais nos conduzia o Brasil de superfície, o Brasil legal, o Brasil de boa parte do mundo político, do mundo acadêmico, do mundo jornalístico, do mundo eclesiástico; e o profundo desacerto que se gestava deste Brasil de superfície com o Brasil profundo, o Brasil real, majoritário, em ascensão, fiel a si próprio e em legítima continuidade com seu passado.
Os eventos desta 3ª feira, 29 de novembro, com tudo o que anunciam, evocam esta análise que passo a transcrever:
“Convém insistir em que o divórcio entre o País legal e o País real será inevitável. Criar-se-á então uma daquelas situações históricas dramáticas, nas quais a massa da Nação sai de dentro do Estado, e o Estado vive (se é que para ele isto é viver) vazio de conteúdo autenticamente nacional.
Em outros termos, quando as leis fundamentais que modelam as estruturas e regem a vida de um Estado e de uma sociedade, deixam de ter uma sincronia profunda e vital com os ideais, os anelos e os modos de ser da nação, tudo caminha nesta para o imprevisto. Até para a violência, em circunstâncias inopinadas e catastróficas, sempre possíveis em situações de desacordo, de paixão e de confusão.
Para onde caminha assim a nação? Para o imprevisível. Por vezes, para soluções sábias e orgânicas que seus dirigentes não souberam encontrar. Por vezes, para a improvisação, a aventura, quiçá o caos. (…)
É de encontro a todas essas incertezas e riscos que estará exposto a naufragar o Estado brasileiro, desde que a Nação se constitua mansamente, jeitosamente, irremediavelmente à margem de um edifício legal no qual o povo não reconheça qualquer identidade consigo mesmo.
Que será então do Estado? Como um barco fendido, ele se deixará penetrar pelas águas e se fragmentará em destroços. O que possa acontecer com estes é imprevisível”.

O FILHO DO MEDO - Por Percival Puggina.

Percival Puggina.

No último dia 30, naquele horário em que se apagam luzes e televisores e se intensifica a atividade dos cabarés, saqueadores do Brasil transformaram um pacote de medidas contra a corrupção no oposto daquilo para o que foi concebido. Aves de rapina! Fizeram de um colibri algo à sua imagem e semelhança.

É fácil entendê-los. Quatro perguntas ao leitor destas linhas ajudam a esclarecer tudo. Você, leitor, tem medo da Lava Jato, do juiz Sérgio Moro, de passar uma temporada em Curitiba? Você está preocupado com a delação da Odebrecht? Não? Pois é. Eles sim. Eu os vi esganiçados aos microfones naquela sessão da Câmara dos Deputados. Destilavam ódio e vingança. Comportavam-se como membros da Camorra, da Cosa Nostra, da Máfia italiana. Sua conduta e seus discursos faziam lembrar animais encurralados. O pacote pró-corrupção foi um apavorado filho do medo.

Não é diferente a situação no poder vizinho. Mal raiara o sol, na manhã daquele mesmo dia, Renan Calheiros já cobrava a urgente remessa da encomenda para o protocolo do Senado. Queria votar tudo em regime de urgência e agasalhar-se com o mesmo cobertor legislativo. Aprovado em modo simbólico, o pacote só não foi adiante porque alguém cobrou que o voto fosse nominal. Nominal? Imediatamente abaixaram-se os braços e o plenário optou pela rejeição. Ouvido, Renan, o hipócrita, afirmou que a decisão fora muito boa e que a matéria não tinha, realmente, urgência.

Após o impeachment da presidente Dilma, esse foi, certamente, o episódio político de maior consequência para o futuro do Brasil. Ele noticiou à opinião pública dois fatos que, antes, seria impossível conhecer em toda extensão:

A Orcrim, que constitui, no Congresso, verdadeira e atuante Frente Parlamentar do Crime, tem ampla maioria da Câmara dos Deputados, onde aprova o que quer;
Os mesmos deputados, que tanto clamam contra os "vazamentos" de informações que os comprometem, vazaram a si mesmos, tornando conhecido seu desejo pessoal de conter as investigações, atacar os investigadores, acabar com as colaborações premiadas, preservar anéis e dedos. Entregaram-se, todos, ao juízo dos eleitores para o tribunal das urnas de 2018.

Agora podemos dizer a suas excelências que sabemos quem são e estamos vendo o que fazem. Agir assim numa crise como a que enfrentamos? Convenhamos. Depois da crise, vem o caos. E ninguém sabe o que há depois do caos. A Venezuela ainda não nos mostrou. 

Escrevo este artigo durante as manifestações populares deste 4 de dezembro. Enquanto isso, os poderes de Estado, em suas poltronas, assistem a manifestação do Brasil cuja indignação não é postiça nem indigna. Os cidadãos que lotam avenidas e praças em verde e amarelo, falando com seus cartazes e alto-falantes, são, em seu conjunto, a voz do dono. São a manifestação visível e audível da soberania popular.

A Diocese do Crato e seus Bispos - Por Padre Tales Eduardo Santos Figueiredo


Padre Tales.

A Diocese do Crato, situada na atual Região Metropolitana do Ceará, foi instalada em 1914 compreendendo 21 paróquias, tendo depois o seu território decidido para a formação de uma nova Diocese com sede em Iguatu em 02 de Fevereiro de 1962.

Em 2014 a Diocese de Crato atingiu 55 paróquias  para uma população de um milhão de habitantes no seu atual território que envolve 32 municípios do interior do Ceará.

Entre 1914 e 2014 cinco bispos assumiram o governo da Diocese do Crato : Dom Quintino - 1915-1931, Dom Francisco 1931-1959, Dom Vicente 1961-1992, Dom Newton 1993-2001, e, Dom Fernando  desde 2001.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Memória Política de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Prefeito Dr. Pedro Sátiro, Deputado Estadual Antônio Afonso Diniz e o Governador Virgílio Távora.

Li, há poucos dias um texto do senhor vice-prefeito de Várzea-Alegre Pablo Rolim, muito razoado e bem fundamentado onde ele afirma, entre outras  coisas, que  nossa cidade  devia ter um  Deputado  Estadual nato.

Quem já tem  alguns janeiros a mais nos costados sabe que Várzea-Alegre, em outras épocas,  com um contingente eleitoral  muito inferior foi muito  bem representada a nível estadual e federal.


Empresario Otacílio Correia, Secretario de Estado da Educação Jáder de  Figueiredo Correia, prefeito Municipal Dr. Pedro Sátiro, Vice Governador do Estado Joaquim de Figueiredo Correia, Vereador José Carlos de Alencar e por trás Vicente Natércio Andrade.

Na legislatura  de 1963 a 1966 era representada na Assembleia Legislativa pelos  deputados estaduais Antônio Afonso Diniz e José de Figueiredo Correia. O Vice-Governador do Estado Joaquim de Figueiredo Correia e o Secretario de Estado da Educação Jáder de Figueiredo Correia.

Na legislatura de 1967 a 1970 dois Deputados Federais :  Padre Antônio Batista Vieira e Joaquim de Figueiredo Correia.  Eleitos pelo MDB. 

Tempos depois Otacílio Correia se elegeu por mais de um mandato à assembleia legislativa e Nilo Sérgio Viana Bezerra elegeu-se para o mandato de 1986 a 1990. 

Então, houve uma atrofia de lideres, cresceu a cidade, cresceu a população, o contingente eleitoral e a desunião também, que hoje deixa a cidade órfão de representantes nas casas legislativas estadual e federal.

Dr. Pablo Rolim  está coberto de razão.

Alvo das ruas, Renan Calheiros se diz ‘sensível’ - Por Josias de Souza.

Principal alvo das manifestações de rua deste domingo, Renan Calheiros (PMDB-AL) divulgou uma nota (íntegra aqui). No texto, o presidente do Senado diz que “são legítimas”. Acrescentou que “devem ser respeitadas”.

Com os olhos voltados para o retrovisor, Renan anotou: “Assim como fez em 2013, quando votou as 40 propostas contra a corrupção em menos de 20 dias, entre elas a que agrava o crime de corrupção e o caracteriza como hediondo, o Senado continua permeável e sensível às demandas sociais.”

Quer dizer: Renan se diz “sensível” ao ronco do asfalto, mas não consegue demonstrar sua sensibilidade. Transformado em réu pelo Supremo Tribunal Federal, continua presidindo o Senado como se fizesse um favor ao país.

De resto, reagiu a uma manifestação que apoia a Lava Jato sem dizer o que fará com o seu projeto de lei sobre “abuso de autoridade”, um dos itens tóxicos da pauta de votações desta semana no Senado.

5 de dezembro: 125 anos da morte de Dom Pedro II – por Vítor Abdala (*)

Rio de Janeiro – Completam-se amanhã, 5 de dezembro,  125 anos da morte do imperador Dom Pedro II, o governante que ficou mais tempo à frente do Estado brasileiro em toda a história do país. O aniversário da morte do monarca será lembrado pelos brasileiros que simpatizam com a forma de governo monárquica, por instituições culturais e por pessoas anônimas que vivem perplexas com a atual situação administrativa-política da nossa Pátria. 

Segundo o historiador Bruno de Cerqueira, do Instituto Dona Isabel I, de preservação da memória ligada à família Orleans e Bragança, Dom Pedro II foi figura central para a manutenção da unidade territorial brasileira.

Mesmo quando ainda era criança, dom Pedro II teria tido uma importância simbólica. Cerqueira explica que, sem a existência da figura do imperador, o Brasil teria se desintegrado em vários estados, na década de 1830, período em que dom Pedro I deixou o Brasil e o país teve que ser governado por regentes.

“Se não tivesse essa criança como centro do poder no Rio de Janeiro, não teria havido a continuidade do Brasil. O Brasil teria deixado de existir. Teriam sido criados diversos países aqui. Depois, em seu governo, foi ele que solidificou todas as instituições nacionais”, disse.

Nos dez anos em que o Brasil ficou sob o governo de regentes, ocorreram inúmeras revoltas, como a Balaiada e a Guerra dos Farrapos, que queria a independência do Rio Grande do Sul. Dom Pedro II foi coroado em 1841, com 15 anos de idade.
Segundo Bruno de Cerqueira, o monarca instaurou o parlamentarismo no Brasil em 1847, ao abdicar de parte das atribuições governamentais em favor de um presidente do Conselho de Ministros, uma espécie de primeiro-ministro.

No período em que dom Pedro II era imperador também ocorreram a Guerra do Paraguai, que se arrastou de 1864 a 1870, e a abolição da escravatura no país, em 1888. Dom Pedro foi retirado do poder por um golpe militar liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca, que instaurou a República em 15 de novembro de 1889.

“A família imperial não reagiu. Se tivesse reagido, como queria o conde d’Eu [genro do imperador e marido da princesa Isabel], teria havido um banho de sangue, uma guerra civil enorme no Rio de Janeiro. Para evitar essa guerra, a família decide se retirar do país. Aí, eles são banidos, na madrugada de 17 de novembro de 1889”, explica.

Já bastante debilitado pelo diabetes, dom Pedro II morreu dois anos depois, em 5 de dezembro de 1891, no exílio, em Paris, na França, vítima de pneumonia. “Ocorreu uma coisa extremamente interessante, porque a França deu honras de imperador. Cento e vinte mil pessoas assistiram ao funeral, mas a nossa República brasileira não permitiu que o embaixador do Brasil em Paris o assistisse”, conta.

Seus restos mortais só voltariam ao Brasil em 1920, depois do fim oficial do banimento da família imperial. Desde então, os restos de dom Pedro II estão sepultados no Mausoléu Imperial, dentro da Catedral de Petrópolis, na região serrana fluminense.

(*) Vitor Abdala, Repórter da Agência Brasil

A crônica do domingo

Proclamação da República, o maior golpe de estado da história brasileira: A história que seu professor não contou – Por Rafaela Santos Jacintho (*)
  Diferente do que foi aprendido nos tempos de escola, a república não era uma ideia que agradava a população brasileira, pelo contrário. Já em 1884, bem próximo a sua “proclamação”, apenas três republicanos conseguiram se eleger para a câmara dos deputados e na eleição seguinte somente um.

Os republicanos tentavam a todo custo disseminar suas ideias pelo Brasil, porém era um trabalho em vão. Quando enfim perceberam que não conseguiriam por fins pacíficos acabar com o Império, tiveram a grande ideia de viabilizar um golpe militar. Só que para que isso acontecesse precisariam ter o apoio de um líder de prestígio da tropa militar. Foi ai que então resolveram se aproximar de Marechal Deodoro da Fonseca em busca de apoio.

O que grande parte das pessoas não sabe é que foi tarefa difícil convencer Marechal Deodoro a dar o golpe, tendo em vista que o mesmo era amigo do Imperador Dom Pedro II e era um dos maiores defensores da Monarquia.

Entenda o cenário:Dom Pedro II, filho mais novo do Imperador Dom Pedro I, tornou-se imperador aos 5 anos de idade e teve que passar grande parte da sua infância estudando para que fizesse um bom reinado. Como já dito em artigo anterior, um rei é preparado pra reinar desde o momento de seu nascimento, logo as longas horas de estudo e preparação do nosso Imperador resultou em transformar o Brasil numa grande e potente nação emergente. Sua estabilidade política era notória e o Império do Brasil se destacava em relação às nações vizinhas. Tínhamos liberdade de expressão, respeito aos direitos civis, tendo em vista que foi durante seu reinado que foi assinada a Lei Áurea (a da libertação dos escravos negros), pela sua filha Dona Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, popularmente conhecida como Princesa Isabel.
Poucos sabem, mas desde meados de 1850, Dom Pedro II se declarava publicamente contra o regime de escravidão. Fato esse corajoso, tendo em vista que poucos brasileiros na época se manifestavam contra o regime. O nosso imperador considerava a escravidão uma vergonha nacional e tampouco possuiu escravos.

A escravidão no Brasil vinha sendo extinta de forma gradual através de várias medidas. Em 1871 veio a lei do Ventre Livre que ajudou bastante a diminuir o percentual de população escrava no país. Todos consideravam que esse posicionamento político de Dom Pedro II em relação à escravidão seria suicídio político, pois até os mais pobres no Brasil tinham escravos como propriedade. Em 1888, quando princesa Isabel Decretou a Lei Áurea, os donos de escravos sentiram-se traídos pelo regime monárquico e por forma de vingança tornaram-se republicanos. Os mesmo são chamados de republicanos de última hora.
Voltando ao golpe militar, como já foi falado, os republicanos precisavam de uma forma de convencer Marechal Deodoro a dar o golpe e tanto tentaram que acabaram conseguindo.

No dia 14 de novembro de 1889, os republicanos, num ato muito “honesto” fizeram correr o boato de que o primeiro ministro Visconde de Ouro Preto havia decretado prisão contra Marechal Deodoro e o líder dos oficiais republicanos o tenente-coronel Benjamim Constant. Essa falsa notícia fez com que Marechal Deodoro decidisse se levantar contra a Monarquia. Na manhã do dia 15, Deodoro reuniu toda a tropa em direção ao centro da cidade do Rio de Janeiro, capital do Brasil Império, com o intuito de decretar a demissão do ministério de Ouro Preto. Porém, Deodoro ainda não tinha a intenção de proclamar a república.
No calor dos acontecimentos, os republicanos precisavam pensar em algo rápido para que convencessem de vez o marechal a fazer a proclamação. Informaram-no então que Dom Pedro II teria nomeado Gaspar Silveira Martins como Primeiro-Ministro (O Brasil vivia há 67 anos sob o sistema de governo parlamentarista). Gaspar Silveira Martins era nada mais era do que um antigo rival de Deodoro, pois os dois já haviam disputado o amor de uma mesma mulher (a gaúcha Adelaide) na juventude. Adelaide preferiu Gaspar. Essa foi a gota d’água para que fosse feito o rompimento total com a monarquia.

Dom Pedro não reagiu ao golpe. A Família Imperial foi expulsa pelos golpistas e partiu para o exílio sem dinheiro. As novas autoridades se apossaram dos bens particulares da Princesa Isabel. O atual Palácio da Guanabara foi construído com recursos da Princesa Isabel e do marido dela, o Conde D’Eu. Foi desapropriado pelos republicanos e hoje é sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Há 127 anos corre uma ação no Supremo Tribunal Federal para que indenizem os herdeiros da Princesa Isabel ou devolvam o imóvel aos seus descendentes. A ação nunca foi julgada.

Dom Pedro II Passou os seus últimos dois anos de vida no exílio na Europa, vivendo só e com poucos recursos. O primeiro ato de corrupção do regime republicano foi quando os golpistas ao obrigar a família imperial do Brasil ao exílio, retiraram dos cofres públicos 5 mil contos de réis e deram a Dom Pedro II como forma de indenização pelos danos sofridos. O Imperador não só recusou como também exigiu que caso o dinheiro já tivesse sido retirado dos cofres públicos que fosse feito um documento comprobatório no qual ele o estaria devolvendo. Ele citou então a frase: “Com que autoridade esses senhores dispõe do dinheiro publico?”

Aposto que isso tudo seu professor de história não contou: Brasil, um país republicano, graças a uma disputa amorosa. Para quem desejar se aprofundar no assunto, leia o livro “1889” de Laurentino Gomes.
(*)Rafaela Santos Jacintho, historiadora.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Lula está certíssimo: ‘Estão criminalizando o PT’ - Por Josias de Souza

Discursando para intelectuais, no Rio de Janeiro, Lula declarou: "Estão criminalizando o PT e já vimos isso no Brasil”. 

De fato, há uma quadrilha conspirando pela criminalização do PT. Coisa já vista, em menor escala, no escândalo do mensalão.

Encabeçam o complô petistas patriotas. Descobriam um método revolucionário de limpeza. Denunciam a corrupção cometendo-a. Num desprezo pelos mecanismos clássicos de ocultamento, deixam espantosas pistas. 

Se pudesse, Lula entregaria o chefão do esquema. Mas a lei assegura aos réus o direito de não se autoincriminar. 

Daí o lero-lero.


Medo no STF - O Antagonista.

O STF teme que Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski possam ser agredidos nos aeroportos ou nas ruas.

Diz o Estadão: 

“A avaliação é de que os ânimos estão muito acirrados e as pessoas perderam a paciência, a ponto de partir para a agressão física.

A luz amarela acendeu após o deputado Weverton Rocha ter sido agredido quarta-feira no aeroporto de Brasília. Uma pessoa espremeu um tomate no ombro do deputado”.

A tomatada é um episódio menor.

O que realmente conta é que os sabotadores da Lava Jato, dentro ou fora do Congresso Nacional, não representam mais ninguém.


Destaques do sábado, 03 de dezembro

“25 de novembro”: permita-me uma reflexão sobre esta data – por Frederico d’Avila (*)
Cinzas do ditador Fidel Castro percorrem Cuba. Poucos cubanos homenageiam o tirano. Nem a esquerda conseguiu passar a falsa ideia de que “houve comoção na ilha-prisão”...

25 de novembro vai ser lembrada na História como uma data “sui generis” e que nos traz grande oportunidade de reflexão. É o dia da morte de Fidel Castro e o aniversário de nascimento de Augusto Pinochet. O primeiro, Fidel Castro, endeusado pelas esquerdas e pela mídia, após 57 anos de governo em sua ilha, Cuba, deixa um legado de pobreza, atraso, irrelevância econômica, um Estado policial onde há racionamento de alimentos e onde fuzilamentos e prisões arbitrárias fizeram parte destas quase seis décadas. E tudo isso sempre em nome da “liberdade”.

O segundo, o ditador Augusto Pinochet,  em apenas 17 anos, catapultou economicamente seu país, instituiu o serviço de Previdência pública mais perfeito do mundo (segundo a revista “The Economist”), transformou um país eminentemente agrário numa relevante economia sul-americana e mundialmente reconhecida, fez a educação básica chegar a toda a população e não só promoveu, como respeitou, o resultado de um plebiscito que consultava a população sobre a continuidade do seu governo ou não. Com instituições sólidas e as ideologias varridas do serviço público, o Chile hoje é exemplo de democracia moderna, com voto distrital, apenas sete partidos e tudo graças ao “terrível”, ao “tirano”, ao “ditador” Augusto Pinochet. 
(*) Frederico d’Avila – e-mail: fredericobdavila@hotmail.com

COMENTÁRIOS:
Paulo Roberto Gotac escreveu :“Nos piores momentos, quando ditaduras dominavam as principais nações de nossa região, a bravura de Fidel Castro e o exemplo da revolução cubana inspiravam os que resistiam à tirania.” Essa declaração faz parte da nota de Lula alusiva à morte de Fidel Castro, símbolo de uma das ditaduras mais longas, mais sanguinárias e mais supressoras das liberdades de expressão e dos direitos humanos de que se tem notícia na história contemporânea. Não se sabe qual era a intenção ou o que se passava na cabeça do ex-presidente brasileiro, ou, mais provavelmente, na de quem redigiu o documento, ao ser emitido posicionamento tão absurdo. Talvez o mais aceitável, entretanto, seja que tal sandice, recheada de hipocrisia, tenha subestimado, além de qualquer limite, a inteligência do cidadão brasileiro.
Paulo Roberto Gotac (E-mail: prgotac@hotmail.com)




Coisas da República: Povo volta às ruas amanhã e até juízes e procuradores vão participar de protesto na Av. Paulista
Ato de repúdio à aprovação do pacote das medidas contra a corrupção na Câmara está marcado para este domingo
Promotores e procuradores do Estado de São Paulo protestaram, nesta quinta-feira, contra a lei de abuso de autoridade em frente ao Fórum João Mendes, no Centro da capital paulista (Divulgação/Ministério Público de São Paulo)

Juízes, promotores e procuradores confirmaram presença no protesto marcado para domingo na Avenida Paulista, região central de São Paulo. Eles vão participar do ato que terá entre suas pautas o repúdio à aprovação pela Câmara dos Deputados do pacote das medidas anticorrupção e à possibilidade de enquadrar servidores do Judiciário no crime de responsabilidade.

O ato convocado por organizadores das manifestações pró-impeachment de Dilma Rousseff terá também a participação de grupo favorável à intervenção militar, que invadiu o plenário da Câmara no mês passado.

Para o protesto deste domingo, os movimentos não conseguiram chegar a uma pauta comum, mas todos defenderão a não interferência ao trabalho da Operação Lava Jato e farão críticas aos parlamentares. Com a aprovação da possibilidade de criminalizar a ação de promotores e juízes, o tema também entrou na pauta e ganhou a adesão dos servidores.
Fonte: VEJA desta semana
             
            

Toffoli dá presente de Natal antecipado a Renan - Por Josias de Sousa.

Ser ministro do Supremo Tribunal Federal é muito bom. O salário é alto, o gabinete é amplo, as férias são dobradas e o poder sempre pode ser usado para enxotar Renan Calheiros do comando do Senado, o que deve proporcionar uma sensação muito agradável.

Por maioria de seis votos, o Supremo já decidiu que um réu não pode ocupar cargos na linha de sucessão da Presidência da República. Mas o veredicto não foi proclamado porque o ministro Dias Toffoli pediu vista do processo. Ele alega que precisa estudar melhor a matéria. E Renan, que acaba de virar réu, pode continuar dirigindo o Senado e o Congresso.

Num instante em que se aproxima o Natal, Dias Toffoli oferece a Renan Calheiros um presente antecipado. Em duas semanas começa o recesso parlamentar. Os congressistas só voltarão a Brasília em fevereiro, quando será eleito um novo presidente para o Senado. E o réu Renan poderá concluir o seu mandato sem ser importunado.

Toffoli parece acreditar que o clima de oba-oba que caracteriza esse período do ano fará desaparecer o mau humor que transformou o brasileiro num chato, que já não convive muito bem com a desfaçatez.

Os colegas de Dias Toffoli deveriam chamá-lo para uma conversa. É a respeitabilidade do Supremo que está em jogo. Enquanto o ministro mantiver na gaveta o processo que segura Renan na cadeira, os glúteos da Suprema Corte estarão expostos na vitrine.

No mais, convém rezar pela saúde de Michel Temer e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Você talvez considere que a dupla não vale nada. Mas se os dois faltarem, o presidente da República será Renan Calheiros.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Gilmar Mendes critica protesto de juízes, e presidente Cármen Lúcia retruca - Por Felipe Amorim


A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, rebateu publicamente uma crítica feita pelo colega de tribunal Gilmar Mendes a um protesto de juízes realizado nesta quinta-feira (1º) em frente ao Supremo.

À tarde, um grupo de magistrados protestou na área externa do STF contra a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do ponto incluído no projeto de lei de combate à corrupção que cria o crime de abuso de autoridade de juízes e membros do Ministério Público.

No plenário, durante a sessão em que os ministros votaram por aceitar a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) por peculato,

Mendes afirmou que os juízes não estariam realizando a manifestação por um motivo "nobre".

"Se fosse por um motivo nobre, se estivessem aqui sempre", disse. "Mas, no caso, em função de desassossego porque se discute lei de abuso de autoridade ou questão de salário", afirmou Mendes, sendo interrompido neste ponto de sua fala pela ministra Cármen Lúcia.

"Eu acho que não, ministro. Apenas para fazer justiça aos juízes, e estou falando porque os recebi, eles vieram com muita organização trazer preocupações que são legítimas. Não se tratou de remuneração", disse a presidente do Supremo.


Mendes ainda respondeu Cármen Lúcia. "Então esperemos que venham em outras sessões. De qualquer forma, salário recebido indevidamente acima do teto não se sustenta em nenhum sistema", disse, sendo novamente interrompido pela presidente do STF.

"Estamos todos de acordo com isso", respondeu a Cármen Lúcia.

A Câmara dos Deputados aprovou, em sessão que avançou pela madrugada da quarta-feira (30), projeto de lei que cria o crime de abuso de autoridades de juízes e membros do Ministério Público. O dispositivo foi inserido por emenda e já havia sido rejeitado pela comissão que analisou o texto.

O projeto do crime de abuso de autoridade para magistrados e membros do Ministério Público foi duramente criticado por procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, que ameaçaram renunciar às investigações caso o texto se torne lei.

Porque não Voce?


Antes de falar, escute. Antes de escrever, pense, Antes de Gastar, ganhe. Antes de julgar, espere. Antes de rezar, perdoe. Antes de desistir, tente.

Na busca por mim, descobrir a verdade. Na busca da verdade, descobrir o amor, na busca pelo amor, descobrir Deus, e em Deus, tenho encontrado tudo.

Enquanto navega pela vida não evite tempestades e águas bravias. Apenas deixe-as passar. Apenas navegue. Sempre se lembre: marés altas não fazem bons marinheiros. O mais importante que qualquer jogo não é vencer, mas participar. Da mesma forma, o mais importante na vida não é o triunfo, mas o empenho. O essencial não é ter vencido, mas ter lutado bem.

Quando cometer um erro, não olhe para trás por muito tempo. Olhe para diante. Erros são lições de sabedoria. O passado não pode ser mudado. O futuro ainda está em seu poder. As pessoas esquecerão o que você disse. As pessoas esquecerão o que você fez. Mas elas nunca esquecerão como você as fez sentir.

A partir de hoje, trate a todos que encontres como se fossem estar mortos a meia noite. Ofereça a eles toda a atenção, gentileza e compreensão de que você for capaz, e faça isso sem pensar em qualquer retribuição.

Sua vida nunca mais será a mesma novamente. Hoje é um novo dia. Muitos vão aproveitar este dia, muitos viverão completamente.

Porque não você?

Governo sonhava com pedido de vista que postergue conversão de Renan em réu - Por Josias de Souza


O Supremo Tribunal Federal julga nesta quinta-feira uma denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Renan Calheiros. Nela, o presidente do Senado é acusado de receber propinas da construtora Mendes Júnior para pagar a pensão de uma filha que teve fora do casamento. O escândalo estourou em 2007. Após a formalização da denúncia, o processo aguarda por uma deliberação do Supremo há cerca de 4 anos. E o Palácio do Planalto sonha com um pedido de vista que produza um adiamento a perder de vista.

O processo contra Renan é o primeiro da pauta. Se aceitar a denúncia da Procuradoria, o Supremo abrirá uma ação penal, enviando o senador para o banco dos réus. E o governo de Michel Temer receia que a mudança de status de denunciado para réu transforme Renan num aliado de dois gumes, dividido entre as prioridades legislativas do governo e a agenda litigiosa que mantém o senador em pé de guerra com juízes e procuradores.

O problema é que a realização do sonho de Temer e seus operadores mergulharia o Supremo num pesadelo. Os magistrados recorrem ao pedido de vista quando avaliam que precisam de mais tempo para analisar os autos. Como explicar à plateia que um processo que está na fila de julgamento há quase quatro anos ainda não foi digerido por Suas Excelências?

Há um mês, o ministro Dias Toffoli acudiu Renan. Estava sobre a mesa uma ação que questiona a presença de réus em cargos situados na linha de sucessão da Presidência da República. Num instante em que a maioria dos ministros do Supremo já havia decidido que réus não podem ocupar funções como a de presidente do Senado, Toffoli pediu vista do processo, empurrando com a barriga a formalização do veredicto. Um novo adiamento agora deixaria a Suprema Corte mal com a opinião pública.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O Coronel Antônio Correia e a política antigamente - Por Antônio Morais.


Sábado, quatro e meia da tarde, fazia muito calor. Eu andava pelo Sanharol. A esmo, apreciando o que sobrou do antigo sítio, despreocupado com o resto do mundo. Empapado de suor, pelo resplandecente sol do horário de verão, entrei no boteco de Buzuga, o primeiro que encontrei e pedi uma cerveja no balcão, urgente. 

– Uma Brahma, pelo amor de Deus! 

É pra já, meu querido – respondeu, do outro lado do balcão, o rapaz, com esse modo íntimo, embora nunca tivesse me visto antes. 

– No capricho!

Depois do primeiro copo, um homem novinho em folha, respirei fundo e passei a apreciar o interior do botequim, que não via uma reforma desde os anos 60. Balcão e bancos de fórmica, reboco, lâmpadas fluorescentes. A gente só se dava conta de estar em 2016 devido à opulenta nudez de Juliana Paes, nos cartazes da Antártica. 

Para não me apaixonar por uma mulher impossível, voltei à atenção para a conversa de dois tipos ao meu lado. Os dois também bebiam aguardente e se divertiam depois de um dia de batente, contando casos um para o outro, com o delicioso sotaque do lugar. 

Um deles, o mais velho, parecia mesmo um historiador, pelo vozeirão grave e a eloquência narrativa, que se traduzia em uma vasta gama de expressões e gestos. Jubaia era o seu nome. O outro, menor estatura, corado com a aparência de quem  havia um mês sem tomar banho e assemelhada demência mental me disseram se chamar Bugui.

O Tema era politica. Jubaia dissertava  sobre o estrategista Coronel Antônio Correia Lima. Em épocas distantes, como Borges de Medeiros no Rio Grande do Sul, o Coronel Antônio Correia foi prefeito quantas vezes quis na terra do arroz. Jubaia contava para Bugui que certa feita,  o Coronel Tõin determinou que o delegado intimasse e prendesse seu Amâncio, um agricultor do sitio José que era seu adversário. 

Intimado e detido, o coronel mandou sua esposa Maria Vitória visitar a mulher do preso. 

Comadre, o que  o meu compadre fez para está preso? Perguntou  dona Maria Vitoria.  Não sei comadre, respondeu a esposa do Amâncio. Se preocupes não, eu  vou falar com Antônio para mandar soltar. 

À tarde o Coronel Antônio Correia foi a delegacia e retirou o compadre da cadeia. O final da história coincidiu com o fim da minha garrafa de cerveja. Durante algum tempo, esqueci do mundo, nocauteado pelo relato do velho Jubaia. 

Ao voltar a mim, os danados tinham simplesmente desaparecido. Cheguei a me perguntar se os dois haviam estado ali mesmo ou se eu os imaginara numa espécie de delírio. 

Não consegui chegar a uma conclusão. Fui interrompido pelo rapaz do balcão que queria saber:

Outra Brahma, meu querido?

Publicado no face book do escritor José Luís Lira

José Luís Lira
17 h ·


Senhor Jesus, sabeis o que mais necessitamos! 
Vinde em auxílio do Povo Brasileiro!

Realmente. O Brasil caminha para um impasse! Domingo teremos manifestações nas grandes cidades brasileiras, pedindo o fim da corrupção que se alastrou por todos os seguimentos das instituições da falida  República, com reflexo na vida de todos os brasileiros...

"Tendes, pois, o coração insensivel"?

A autenticidade é uma das coisas que Jesus cobrará de nós. Ela nos dar a verdadeira dimensão do quanto podemos ser fieis a palavra. A autenticidade nos faz ser aceitos em qualquer grupo, pela verdade, pela pureza, pela alegria e por não se deixar enganar pelos rótulos. Nem tudo que vemos é bom ou importante para nós. "Nem tudo que reluz é ouro".

Podemos facilmente ser enganados por um belo comercial de televisão. Podemos querer ter muitas coisas que de fato não precisamos, simplesmente porque vimos e achamos bonito. Quantas pessoas não são seduzidas por promessas fáceis de salvação tendo apenas que pagar por isto ou aquilo?

Jesus preocupou-se quando percebeu isso em seus discípulos. Eles estavam quase sendo seduzidos por Herodes. Jesus recorda os seus atos, a sua forma de amar o povo, para que os discípulos não se percam. Creio que também precisamos está atentos antes que o lobo em pele de cordeiro se aproxime de nós e nos devore.

Se não somos pessoas de oração somos presas fáceis. Pense: como você se comporta na sociedade? Você se considera uma presa fácil para o mal?

Senhor Morto - Por Dr. Mozart Cardoso de Alencar


Sou um assíduo leitor do Blog do Crato. Ultimamente, apesar do amigo Dihelson Mendonça pedir a compreensão dos autores no sentido de evitarem postagens de cunho religioso, os autores, estão se esmerando no sentido de mostrar a sua capacidade de fé, que já tem lugar garantido no céu. Diante de tamanha demonstração de formação religiosa, eu transcrevo um texto intitulado "Senhor Morto" da autoria do Dr. Mozart Cardoso de Alencar, medico, escritor, poeta e um dos homens mais cultos que esta região conheceu.

Segue o texto do Mozart:
"Quinta-feira maior, em Juazeiro do Norte. O poeta corre a igreja da padroeira, Nossa Senhora das Dores, para ouvir famoso orador sacro. Em meio a pregação, revolta-se com inúmeras beatas que, sacudindo as sacolas, despertavam os fieis com o tilintar das moedas, e, aquela cantilena já bem conhecida: "Esmolinha pro Santíssimo!? E mais indignado ficou quando, ao sair, presenciou aquela outra cena: O Senhor Morto exposto no santuário de vidro, tendo ao lado, uma bandeja, para qual apontava alguém, dizendo: Depositem suas esmolas aqui!. Diante do grotesco da cena, o poeta retirou-se da igreja, e ao chegar em casa expandiu sua revolta neste Soneto:
.
Revivendo a tragédia do calvário,
A imagem do cadáver de Jesus,
Deitado em meio a Nave, sem a cruz,
É exposto no seu vítrio Santuário.
.
Na coroa de espinhos, no sudário,
Nas cinco chagas, resplandece a Luz,
E, crente, a cristandade, ali, conduz,
As oblatas sublimes do Rosário.
.
Mas, profanando aquele vulto santo,
A clerical bandeja aberta a um canto,
Avilta a grata tradição do Horto!.
.
Um sacrílego Judas O vendeu
Há dois mil anos, vivo, a um fariseu,
E outros Judas, agora, O vendem morto!.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Carmen Lúcia : “Não se calará a Justiça!”

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, divulgou uma nota na tarde de hoje (30) em que lamenta a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do crime de abuso de autoridade para juízes e procuradores.

A proposta foi aprovada durante a madrugada pelos deputados, como emenda às medidas de combate à corrupção, propostas pelo Ministério Público e aprovadas ontem com diversas alterações no plenário da Câmara.

“A presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministra Cármen Lúcia, reafirma seu integral respeito ao princípio da separação dos poderes. Mas não pode deixar de lamentar que, em oportunidade de avanço legislativo para a defesa da ética pública, inclua-se, em proposta legislativa de iniciativa popular, texto que pode contrariar a independência do Poder Judiciário”, diz a nota.

Cármen Lúcia destacou que o estatuto constitucional da magistratura já prevê a responsabilização de juízes por seus atos e que a democracia depende de poderes fortes e independentes. Ela afirmou que o Judiciário “vem cumprindo seu papel” constitucional como guardião da Constituição e da democracia.

“Já se cassaram magistrados em tempos mais tristes. Pode-se tentar calar o juiz, mas nunca se conseguiu, nem se conseguirá, calar a Justiça”, destacou a ministra.

Galeria dos prefeitos do Crato de 1890 a 2016 - Por Antônio Morais


Vi esta coletânea de fotos de ex-prefeitos do Crato e, uma pergunta sugestiva : Quem foi o melhor?

Não me atrevo a julgar, abstenho-me de fazê-lo até porque não conheço a história na sua exatidão. Vou comentar o que conheço do trabalho de três deles, mostrar e reconhecer a importância de suas obras para a cidade e região

Dr. Joaquim Fernandes Teles, médico e prefeito de 1928 a 1930. Terminado a mandato se elegeu Deputado Federal e conseguiu os recursos para criação, fundação e edificação do Hospital São Francisco de Assis. Uma instituição regional que por muito tempo atendeu aos pacientes provenientes de diversos estados nordestinos.

Dr. Antônio de Alencar Araripe, prefeito de 1930 a 1935, elegendo-se deputado federal trouxe para o Crato a Colégio Agrícola, que preparou centenas e centenas de técnicos, hoje em dia, espalhados Brasil a fora contribuindo com o desenvolvimento da agricultura brasileira. Teve papel importante na criação do Banco do Nordeste do Brasil sendo um de seus primeiros presidentes. Foi Deputado Federal pelo Ceará de 1946 a 1962.

Dr. Wilson Gonçalves, este foi além de prefeito de 1943 a 1945, deputado estadual e federal, vice-governador do Estado, senador da republica e ministro do STF. Sua principal obra para o Crato e região foi a criação do Colégio Estadual que recebe o seu nome, obra de grande vulto e que atendeu aos anseios de centenas de milhares de jovens dos estados do nordeste.

Portanto, destaco esses três ilustres ex-prefeitos por obras de alcance na educação e saúde de nossa gente. Convêm lembrar que os elogios a estes não desmerecem os demais.

"Câmara sai menor desse processo", diz relator - Por Josias de Souza.


Para o deputado Onyx Lorenzoni, a Câmara desperdiçou uma oportunidade de elevar sua estatura na votação do pacote de medidas anticorrupção. Preferiu rebaixar o pé-direito. “A câmara perdeu uma oportunidade de se reconciliar com a sociedade”, disse Onyx ao blog, na madrugada desta quarta-feira.

O deputado acrescentou: “O que é mais triste é que, entre a população e a corporação, a Câmara optou por olhar para dentro. Ficou com a corporação. Perdeu a chance de recuperar alguma credibilidade. Sai muito menor desse episódio. E os próximos meses serão muito ruins. O risco de abrir uma crise institucional entre Poderes é gigantesca. Judiciário e Ministério Público vão reagir.”

Para Onyx, as emendas que foram penduradas no pacote anticorrupção durante a madrugada “desfiguraram tudo.” Ele enfatizou: “Foi uma destruição.” O projeto seguirá para o Senado. E o relator receia que o texto fique ainda pior depois que passar pelo filtro do Senado.

Barbara de Alencar, a Heroina.


Li no Blog do Crato e no CaririCult texto do Hugo Esmeraldo Sobreira e acompanhei as controvérsias dos comentaristas a respeito de Dona Barbara de Alencar.

Não sou pesquisador nem historiador mas como observador da historia entendo que a demagogia politica é capaz de tudo. Estou no Crato há exatos 47 anos e neste período já vi de tudo. Politicamente os que hoje estão juntos já foram divergentes noutras temporadas.

Já estive em eventos como convenções de partidos políticos, convenções para lançamento de candidaturas, comícios e outros movimentos de interesse da cidade do Crato. Em épocas recentes, houve candidatos e candidatas, do Crato, que antes mesmo de se apresentarem ao grande publico, estufavam o peito, encaravam a plateia e arrotavam ao microfone: Eu sou descendente de Barbara de Alencar.

Como o Crato, hoje em dia, não tem nem um filho na Assembleia Estadual, Câmara Federal ou Senado, ( o deputado Ely não teria sido eleito apenas com os votos do Crato e também não é descendente de Dona Barbara), eu estou convencido que o Seminário, o Barro Vermelho, a Batateira, o Muriti, a Grota, em fim o Crato não está tomando sua decisão politica com base no que foi ou deixou de ser Dona Barbara de Alencar.

 Talvez por conveniências os debatedores se aborrecem quando as suas ideias não são consenso, quando não há uma unanimidade em torno delas e partem, muitas vezes, para a agressão pessoal. Esquecem até que a melhor maneira de defender as suas ideias é justamente respeitando as ideias alheias.

De tanto ver imposições e agressões eu deixei de levar a minha singela opinião até porque sei que ela nada vale.

Enviado por amigos de Deus.

Um membro de um determinado grupo ao qual prestava serviços regularmente sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades.

Após algumas semanas o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho sentado diante da lareira onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.

Adivinhando a razão da visita o homem deu as boas-vindas ao líder conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto esperando. 

O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado mas não disse nada. No silêncio sério que se formara apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha que ardiam. 

Ao cabo de alguns minutos o líder examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente selecionou uma delas a mais incandescente de todas empurrando-a para o lado. Voltou então a sentar-se permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo fascinado e quieto.

Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz agora não passava de um negro frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada  de fuligem acinzentada.

Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos. O líder antes de se preparar para sair manipulou novamente o carvão frio e inútil colocando-o de volta no meio do fogo.

Quase que imediatamente ele tornou a incandescer alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.

Quando o líder alcançou a porta para partir seu anfitrião disse: "Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo. Deus te abençoe!"

Reflexão:

Aos membros de um grupo vale lembrar que eles fazem parte da chama e que longe do grupo eles perdem todo o brilho.

Aos líderes vale lembrar que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros para que o fogo  seja realmente forte eficaz e duradouro.