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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Perícia liga propina da Odebrecht a prédio para o Instituto Lula

Peritos da Polícia Federal indicam no sistema de propinas da empreiteira valores utilizados na compra do imóvel à entidade
Fonte: VEJA -- Por João Pedroso de Campos

    A Polícia Federal entregou ao juiz federal Sergio Moro, nesta sexta-feira, 23, a perícia em cópias dos sistemas Drousys e MyWebDay, utilizados pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, departamento que cuidava da distribuição de propinas da empreiteira. A PF analisou cerca de 2 milhões de arquivos para concluir o laudo.

      O documento, que tem 321 páginas e é assinado por seis peritos criminais da PF, foi anexado no processo da Operação Lava Jato que tem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os réus pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no suposto recebimento de 12,9 milhões de reais em propina da Odebrecht. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Lula recebeu as vantagens indevidas da empreiteira através das compras de um imóvel que abrigaria o Instituto Lula, em São Paulo, por 12,5 milhões de reais, e de uma cobertura vizinha à dele em São Bernardo do Campo (SP), por 504.000 reais. O prédio destinado ao instituto acabou não sendo utilizado.
      O laudo responde a questionamentos de Moro, do MPF e da defesa do petista sobre a autenticidade dos registros de pagamentos que, conforme a acusação, saíram do departamento de propinas da Odebrecht com destino à compra do prédio à entidade que leva o nome do ex-presidente. Ainda conforme a força-tarefa da Lava Jato, a aquisição foi feita por meio de uma empresa que funcionou como “laranja” da empreiteira, a DAG Construtora. O imóvel fica na Rua Haberbeck Brandão, na capital paulista.

      A PF indica na perícia que o codinome utilizado pelo setor de propinas no sistema MyWebDay para tratar do imóvel era “Beluga”, o que os peritos dizem ser uma possível referência à Beluga Holdings LTD, offshore de Mateus Baldassari, empresário que vendeu o imóvel à DAG Construtora.

      Conforme o documento, sob o codinome “Beluga” foram registrados pagamentos à Jaumont Services Limited, outra offshore de Baldassari; à DAG, que teria sido “compensada” pela Odebrecht pela compra do prédio; a Glaucos da Costa Marques, que teria sido utilizado como “laranja” na compra da cobertura em São Bernardo do Campo; e ao escritório Teixeira, Martins Advogados, do advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula.

004 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.


Foto da esquerda para direita : Osvaldo Alves, Tarcísio Leitinho, Flaviano Calou, Francisco Justo, Harildo e Luiz Mendes.

1958 - Eleições municipais no Crato. A residencia do Coronel Filemon Teles, respeitado chefe politico, estava apinhada de eleitores, principalmente aqueles residentes na zona rural do município. Muito deles, depois de cumprido o "dever cívico" do voto, já regressavam às suas casas.

Na época era bastante comum o eleitor, numa artimanha politica, mormente os residentes nos sítios e povoados, votar uma, duas ou mais vezes, usando títulos de eleitores já falecidos e daqueles que não mais residiam na área do município.

Verificada a semelhança fisionômica, pois o título trazia fotografia, conhecido cabo eleitoral da UDN entrega ao não menos popular Rodrigues Jamacaru, um dos títulos fantasmas,com a instrução para votar na seção eleitoral que funcionava, na época, no prédio da Estatística .

De posse do título, Jamacaru, pressuroso, tenta o voto duplo. Todavia, levou azar, pois na porta da seção estava o Sr. Diomedes Pinheiro, fiscal do PSD e amigo leal do Prof. Pedro Felício Cavalcante.

Ao regressar ao comitê do partido, recebeu nova instrução: Volte e tente despistar o Sr. Diomedes - disse o cabo eleitoral. Jamacaru, fiel escudeiro do Coronel Filemon, partiu para nova investida. Foi chegando e avisando: corra, seu Diomedes, que a sua esposa caiu no banheiro e quebrou as duas pernas.

Como um raio saiu Diomedes Pinheiro, enquanto Rodrigues Jamacaru, tranquilamente, em dose dupla, cumpriu mais uma vez o dever cívico do voto.

Ao regressar e contar o episodio, foi observado, a certa distância, sem ser notado pelo Coronel Filemon - nosso querido tio Filé que, ao final sentenciou:

Compadre Rodrigues, você não fez direito. Não agiu como devia. Era para quebrar uma perna nessa eleição e deixar a outra para a próxima.

Coisas gostosas do nosso folclore político.

Osvaldo Alves de Sousa.

Cangaço II

Nascimento.

Virgulino Ferreira da Silva nasceu no município de Vila Bela, atual Serra Talhada, no estado de Pernambuco, a quatro de junho de 1898. Batizou-se, a três de Setembro, na capela de São Francisco, atual catedral de Floresta, paróquia de Bom Jesus dos Aflitos. Veio ao mundo no sitio dos pais, “Passagens de Pedras”, nesga de terra com vinte braças de frente por quarenta de fundos, a cinquenta quilômetros de Vila Bela. Vizinho da fazenda “Maniçoba das Pedreiras”, de José Saturnino de Barros, homem de recursos e influente.
Alem de forasteiros e pobres, os ferreiras viviam sob olhares indagadores de uma comunidade onde todos se conheciam. Contudo, durante quase quinze anos desfrutaram a paz.

003 - O Crato de antigamnente - Por Antônio Morais


Não tenho dúvidas Chico Soares foi um dos cratenses mais autêntico que conheci. Bem humorado, alegre, feliz, bonachão e honesto. 

Deixou um legado de exemplos de amizades e estima de fazer invejar a qualquer um. Eu tive a honra de conviver com o Chico nos seus tempos de aposentado. 

Mas, a preciosidade  que peço permissão para contar, trata de uma campanha politica eleitoral, na década de 60 do século passado, na qual o senhor José Tinindo era candidato a deputado estadual pelo PTB.

Num comício na gloriosa Praça Siqueira Campos, foto, o candidato fazia um discurso acalorado, e, em dado momento disse: Eu estou a um passo da Assembleia Legislativo do Ceará! 

Do seu lugar, a certa distância, Chico Soares gritou a todo pulmão:  600 quilômetros mesmo! 

Cangaço - I

Lampião.

Pelas alturas do ano de 1890, chegava ao município de Vila Bela, procedentes dos Inhamuís, nos altos sertões cearenses, o velho Antônio Alves Feitosa, que ali adotara o nome José, que fugia à ação da policia do Ceara, onde houvera cometido vários crimes. Ali casara-se José Ferreira da Silva, constituindo grande prole, da qual houve cinco varões: Antônio, Livino, Virgulino, João e Ezequiel, dedicando-se os dois primeiros, logo aos treze anos, à vida do campo, servindo como vaqueiro do próprio pai. E quatro filhas: Angélica, Amália, Maria e Virtuosa.
Os Feitosa deixaram uma região, onde as desavenças se decidiam pelas armas e emigraram para lugar mais bárbaro. Fixaram-se às margens do riacho São Domingos, afluente do Pajeú, esperançosos de melhores dias.




Semelhanças nada virtuosas e sem nenhuma nobreza - Por Antônio Morais.


O Lula andou espalhando que queria ser lembrado como Getúlio Vargas. Já sua mulher Marisa Letícia sem fazer espalhafato se apropriou de pertences da Presidência da Republica, assemelhando-se a esposa do Getúlio Vargas, Darci Vargas que aceitou de presentes joias roubadas das mulheres dos barões dos sertões nordestinos por Lampião e seu bando. 

Marisa Letícia, graças a ação da policia e da justiça os bens foram recuperados e incorporados ao patrimônio da Republica Federativa do Brasil. 

Autoridades terminam sendo lembradas por suas fraquezas e indecências. No final os iguais se atraem, se unem pelo nojo, se transformam em pus pela ganância. 

Getúlio virou terra, as mulheres do Getúlio e do Lula também, o Lula não, ainda é lixo.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

NOVOS EMAILS MOSTRAM ACERTO DE ROBERTO TEIXEIRA COM ODEBRECHT.


É avassalador para Lula e seu compadre e advogado, Roberto Teixeira, o conjunto de emails que estavam no computador pessoal de Marcelo Odebrecht – entregues à Lava Jato.

Como mostramos mais cedo, as mensagens tratam claramente do acerto entre a cúpula da Odebrecht e Teixeira para a compra do imóvel que seria a nova sede do Instituto Lula.

Também tratam claramente do uso dos recursos da planilha da propina, gerenciada por Antonio Palocci, para a compra do prédio.

A vingança do tenente Antonio - Parte final.



Tentativa frustrada. Prosseguindo na entrevista, comenta Antônio de Amélia: todos reunidos ao pé da fogueira contavam anedotas ou relembravam fatos pitorescos ocorridos em outras ocasiões. Medalha levanta-se e se encontra a um pé de catingueira, enquanto Fortaleza se ampara em um toco. escorou o embornal e ficou voltado para o fogo. Limoeiro, ao lado de Antônio Tiago, ouvia as historias que outros contavam. Foi neste momento que, ao me aproximar cautelosamente de Fortaleza, baixei o mosquetão em cima dele mas pinou a bala. Foi quando procurei despistar colocando rápido o rifle as costas e fui passando debaixo dos galhos das árvores.

Nisto gritou: o que foi? Foi o galho que pegou aqui na mira do rifle. Passando o episódio, frustrada a primeira tentativa de liquidar os bandidos, pude distanciar-me um pouco e sacudi a bala fora, colocando outra na agulha. Antes, justifiquei o caso afirmando inexperiência no uso de armas daquele tipo.

A hora da vingança. O momento da vingança chegou: disse o tenente Antônio, de volta após mudada a bala que falhou e colocada outra na agulha, desci o mosquetão e o primeiro tiro pegou na cara do bandido Fortaleza, que enterrou os pés e caiu em seguida por sobre os paus. Dei o segundo tiro que o atingiu no ombro. Nisto ouvir disparo: Era compadre Antônio Tiago havia atirado em Limoeiro, enquanto numa sequência rápida, Sebastião pegou Suspeita pelo meio. Alfredo ataca Medalha e saíram aos trancos e barrancos numa luta corporal danada. Corri para lá e encontrei suspeita com Sebastião imprensado na ribanceira do riacho tentando puxar o punhal que, por ser grande demais ,não dava para arrancar da cintura. Sebastião então grita para mim: chegue se não este cabra me mata. Bati com a boca do mosquetão no pé do ouvido do cabra que o sangue acompanhou. Nisso Sebastião pode dominar Suspeita e joga-lo no chão. Quis usar novamente o mosquetão, mas Sebastião gritou:não atire que você pode errar e me atingir, e mesmo o bandido já está morrendo. Em seguida corremos para o lugar onde Antônio Tiago e Limoeiro se engalfinhavam numa luta de gigantes. Eram dois negros enrolados numa luta feroz. Nisso Sebastião pegou nos cabelos de Limoeiro e exclamou: foi este bandido que sangrou o o finado Mizael. Fui mandado, disse Limoeiro. Pelo amor de Deus não me sangrem. Atirem na minha cabeça mas não me sangrem.Um tiro reboou na mata. Caia morto o terceiro bandido. Estava vingada a morte do amigo de Antônio de Amélia. Partimos para o lugar onde Alfredo , pegado com medalha, tentava mata-lo. Alfredo é desses cabras vermelhos de cabelo ruim que quando pegam um não soltam. Ao nos ver disse: Dê cá uma faca. Deixem eu matar este peste. Não permiti que matasse, explicando que deveria levá-lo para ser entregue as autoridades.

Praticamente encerrado o impasse entre matar ou prender, entra em cena novamente Alfredo, de arma em punho. Com revolver colocado por cima dos ombros de Tião, desfechou um tiro certeiro na cabeça de medalha. Tombou o quarto bandido. É o próprio Tenente Antônio de Amélia, , explica a interferência de Alfredo no caso Medalha. no meio da luta o pai de Alfredo, ao se aproximar do local do acampamento foi atingido por uma bala no peito esquerdo e foi fulminado na hora. O filho, como um louco, viu o pai cair morto e não teve outra alternativa e não ser matar, com a pistola de Limoeiro, mais um bandido do grupo sinistro de Lampião.

14 anos de nulidades - Por Antônio Morais.


O governo Dilma não aconteceu, jamais existiu. O governo Lula também não existiu. O que ocorreu, nestes 14 anos de PT, foi o desmonte das instituições, a pilhagem dos bens públicos, o apodrecimento da iniciativa privada. Tudo ofuscado por uma propaganda vagabunda da qual os cidadãos tomaram ciência tarde demais. 

O Brasil do PT é uma fraude como nunca existiu. O governo Temer não podia ser diferente, é cria do mesmo modelo, eleito pelo mesmo sistema viciado e corrupto.

A vingança do tenente Antonio - Parte V



O grupo se divide para confundir as volantes. Contou-nos Antônio de Amelia: Todos os elementos do grupo estavam reunidos. Lampião, tendo ao seu lado a companheira inseparável Maria Bonita, começou a distribuir ordens. Precisava demorar, por muito tempo, naquele acampamento, para repouso, depois de longas caminhadas e reiterados encontros com as volantes policiais e de ataques a indefesas cidades nordestinas. Chamando Suspeita, um dos seus fiéis comandados, ordenou que fosse a cidade de Mata Grande. E prosseguiu o rei do cangaço: receba umas encomendas de Sebastião e depois, da Mata Grande mate Alfredo Curim, Zé Horácio da Ipueira e faça 6 ou 7 mortes na família dos Bentos que é para ficarmos aqui despreocupados. De lá viaje para onde quiser, que passe fora uns 15 dias a um mês. Alegando Suspeita, que os cangaceiros do seu grupo precisavam arrumar certas coisas, Lampião autorizou que retirasse elementos de outros grupos. Foi aí que Fortaleza, que era do grupo de Luiz Pedro, Medalha, que sempre acompanhava o chefe, e Limoeiro, que pertencia a outro, passaram a compor o pessoal de Suspeita para o cumprimento daquelas ordens. Ao mesmo grupo nos incorporamos. Isto é, eu, Sebastião e Antônio Tiago. Mais tarde, quando estávamos de passagem pelo município de Santana, Zeca, irmão de Sebastião e Alfredo, seu primo, se reuniram a nós, após as necessárias apresentações.

Em diferentes direções outros grupos saíram. Seguindo as ordens do capitão Virgulino, diversos grupos seguiram em diferentes direções, com o mesmo objetivo de desviar a atenção das volantes e facilitar a permanência de lampião, naquele local: Um deles, disse-nos Antônio de Amelia, se dirigiu a Matinha de Águas Brancas, terra da famosa baronesa, cujas joias foram roubadas por Lampião, no inicio de sua carreira.

Cangaceiros deram para desconfiar. Acampados no meio da mata, Suspeita e sua gente aproveitaram a presença de Zeca, primo de Sebastião, que era bom rabequista, para, ao lado de uma fogueira, dançarem e beberem durante toda a noite.

Antônio de Amelia prossegue na sua narração: aproveitando os cabras entretidos na dança, chamei Sebastião e disse para ele: vamos ter um pouquinho de cuidado com os cabras. Parece que eles estão um pouquinho desconfiados. Chamei depois o meu compadre Antônio Tiago e combinamos: o primeiro tiro será dado por mim em Fortaleza. Compadre Antônio cuida de Limoeiro e Sebastião de Suspeita. Aguardaremos, com cuidado a melhor oportunidade. Neste momento pude observar que Suspeita e Fortaleza se isolaram do grupo e, todos equipados, se dirigiam a um riacho nas proximidades do lugar de nosso acampamento. Foi aí que Sebastião se dirigiu até o local onde os dois se achavam e perguntou: O que está havendo com você, Suspeita, que está triste e capiongo? Ao que Suspeita exclamou: nada não, companheiro. Quem anda nessa vida precisa ter todo cuidado. Precisa confiar desconfiando. Sebastião retrucou: Então está desconfiando de mim que tudo tenho feito por vocês e gosto de você e do Capitão? Neste caso não mande mais me chamar para coisa nenhuma, e saiu para perto da fogueira. Diante da reação de Sebastião tudo voltou ao normal no acampamento, mesmo porque advertir, - disse Antônio de Amelia - para cessar a dança e o barulho da rabeca, pois dada a pequena distancia daquele local para a estrada, poderiam ser surpreendidos por alguma volante.

Continua.

002 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais

Coronel Filemon Teles.

O coronel Filemon Fernandes Teles foi prefeito  de Crato, deputado estadual por varias legislaturas e presidente da Assembleia Legislativa do Ceará.  

Quando estava  presidente da Assembleia participando de uma reunião das Assembleias do nordeste, um colega seu da Paraíba lhe pediu  um obsequio:

Deputado, um conterrâneo meu de  Conceição do Piancó fez umas estripulias por lá e  está  precisando se ausentar  por uns tempos. Gostaria que o nobre amigo desse uma  ajuda pra ele em Crato.

Passado algum tempo, noutro encontro o deputado paraibano  perguntou ao Filemon : Como foi, o rapaz lhe procurou?

Procurou e está tudo certo, está trabalhando, é  por demais responsável e cumpridor dos seus deveres e de suas obrigações.

E como  você conseguiu tudo isso?  Ora, eu fui no cartório e tirei uma certidão de óbito : Aquele homem morreu. Depois fui no mesmo cartório e tirei uma certidão de nascimento,  surgiu um novo homem.

E a viúva?

A viúva se casou com o homem novo.

ESCREVENTE CONFESSA QUE PREPAROU DOCUMENTO DO SÍTIO DE ATIBAIA PARA LULA - Por O Antagonista


O escrevente João Nicola Rizzi confessou em depoimento ao juiz Sergio Moro ter elaborado minutas de venda dos imóveis que formam o sítio Santa Bárbara, em Atibaia, para transferi-las a Lula e Marisa Letícia.

Rizzi confirmou que, primeiro, lavrou as escrituras das duas propriedades em nome de Fernando Bittar e Jonas Suassuna no escritório de Roberto Teixeira, a pedido dele.

O escrevente disse que, também a pedido de Teixeira, elaborou então as minutas de venda do sítio. Os campos dos compradores foram deixados em branco, por orientação do advogado e compadre de Lula.

A vingança do tenente Antonio - Parte IV



Encontro com Lampião. Reunidos ao grupo chefiado por Luiz Pedro, prossegue Antônio de Amélia na sua narração - Fomos a Fazenda de Pedro Ferreira, um amigo de Lampião.

Ali recebidos com muito queijo e carne seca de bode. Neste local os cabras demoraram um pouco tempo. Daí seguiram ao encontro do chefe. A apresentação da mais nova aquisição do bando foi feita por Luiz Pedro. É gente de Sebastião - explicou o apresentador sob o olhar meio desconfiado de Lampião. dada a grande confiança que gozava Sebastião junto a lampião e seus cabras, os visitantes logo puderam ficar a vontade.

Matreiro como sempre foi, confiando e desconfiando sempre, Virgulino Ferreira jamais poderia ter sido apanhado de maneira tão primaria, como blasamou o Capitão Bezerra, autor do discutido cerco da Grota do Angico.

O esforço de região em favor de um esclarecimento definitivo, sobre a verdadeira versão da morte de Virgulino Ferreira, tem encontrado larga repercussão, principalmente nos estados nordestinos, onde teve maior atuação o grupo de Lampião. Depoimentos de conhecidos oficiais da Policia que marcaram época no combate ao grupo, em entrevista a Região tem sido unânimes em afirmar que lampião foi morto por envenenamento. Tenente Solon, hoje oficial aposentado da Policias de pernambuco, residente em Bodocó, entrevistado por esta revista, esposou ponto de vista favorável a tese do envenenamento. Este oficial foi dos mais visados por Lampião e um de seus mais ardorosos perseguidores.

O próprio Tenente Antônio de Amélia defende a versão do envenenamento. Somam-se, talvez, as dezenas, os pronunciamentos de oficiais, da época, que proclamam como verdadeira esta versão. Nosso trabalho prossegue, com outras reportagens, até podermos reunir material informático, depoimento, tudo, final,mente, que possa construir peça final de esclarecimento e de fixação da verdadeira versão, do memorável cerco da Grota do Angico.

Estes fatos surgem-nos à mente ou ouvirmos de Antônio de Amélia a exposição de ardiloso planos de Lampião, visando desviar a atenção das volantes policiais em perseguição ao grupo. Pela inteligencia e perspicácia como eram preparados os planos do maior bandoleiro do Nordeste, em todos os tempos, chega-se a conclusão de que, dificilmente, o capitão Bezerra se teria aproximado, pouco pouco mais de cem metros, do local onde cercou e matou a tiros Lampião e parte de sua gente. Presume-se como vitoriosa a versão do envenenamento.


Continua.

Foro privilegiado: Barroso e Marco Aurélio repugnam ato de Toffoli - Por Luis Flávio Gomes.


Quando uma maioria no julgamento colegiado já foi formada, é um absurdo que a vontade de um único ministro, abusiva (porque já fora do prazo regimental), possa obstruir a vontade majoritária da Corte.

Deputados, senadores e ministros de Estado, dentre outras autoridades, só podem ser processados criminalmente no Supremo Tribunal Federal (STF). Isso se chama foro privilegiado, que é algo absolutamente inconcebível num Estado republicano onde todos são iguais perante a lei.

Há duas iniciativas contra esse absurdo chamado foro privilegiado. Um projeto de autoria do senador Álvaro Dias já aprovado no Senado (por 75 votos a zero) e que agora tramita na Câmara dos Deputados e uma questão de ordem na Ação Penal 937, que está em andamento no STF.

O primeiro extingue o foro privilegiado para todo mundo (nesse “todo mundo” incluem-se cerca de 45 mil autoridades), ressalvando-se o presidente e vice-presidente da República e presidentes da Câmara, do Senado e do STF. A segunda iniciativa restringe o foro privilegiado somente para os crimes cometidos durante a função e em razão dela.

Na questão de ordem referida, depois de oito votos no sentido de restringir o foro privilegiado aos crimes cometidos durante e em razão do cargo ocupado (relator foi o ministro Barroso), o ministro Toffoli pediu vista do processo, ou seja, retirou-o da pauta. Como o prazo regimental (duas sessões) já se transcorreu, o pedido de vista se transformou em “perdido de vista”.

De forma inusitada, Barroso reagiu contra esse tipo de abuso que consiste numa obstrução individual da decisão colegiada e, mesmo sem a conclusão final do julgamento, já está mandando seus inquéritos e processos para a primeira instância.

Um inquérito aberto contra o deputado Beto Mansur, por exemplo, acaba de ser enviado para a Justiça Federal de Santos, onde o crime de sonegação fiscal (cometido antes das funções parlamentares) teria ocorrido. Barroso não esperou o término do julgamento, porque já existem oito votos no sentido da restrição do foro privilegiado.

Adotando postura semelhante, o ministro Marco Aurélio, por meio do Estadão, deu 30 dias de prazo para Toffoli devolver o processo. Se não o fizer, da mesma maneira, vai mandar todos os seus inquéritos e processos para o primeiro grau, salvo os crimes cometidos durante e em razão da função.

A atitude inovadora de Barroso e Marco Aurélio, embora sem expressa previsão legal, é moralizadora e muito acertada. Quando uma maioria no julgamento colegiado já foi formada, é um absurdo que a vontade de um único ministro, abusiva (porque já fora do prazo regimental), possa obstruir a vontade majoritária da Corte.

A preservação no Supremo dos inquéritos e processos que não são da sua competência só estimula a vergonhosa impunidade daqueles que gozam de foro privilegiado no nosso País. A busca da certeza do castigo (da eficácia da lei para todos) justifica o ato rebelde dos ministros insurgentes, que já não são o juiz natural do caso.

A Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, interpôs recurso contra a decisão de Barroso, entendendo que os processos devem “continuar tramitando no STF” até a conclusão final do julgamento. Isso significa apadrinhar a imoralidade e a ilegalidade do pedido de vista (quando o processo não é devolvido no prazo regimental) e, ademais, acobertar um ato ilícito, porque essa demora gera com frequência a prescrição do delito.

A segurança jurídica corre risco não quando se enfrenta um abuso inconteste, e sim, quando se incrementa a impunidade dos donos corruptos do poder, que é uma realidade gritante no caso do STF. A sociedade brasileira já não tolera esse tipo de tratamento privilegiado para a “aristocracia” delinquente.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A vingança do tenente Antonio - Parte III



Atendendo a uma sugestão de Sebastião, Antônio de Amélia conta que, em companhia de pessoa indicada por Sebastião, se dirigiu para o local não muito distante do sitio onde o seu parente teria encontro com os cabras de Virgulino. Ali aguardaria as noticias de Sebastião ou a ordem para se apresentar na casa onde estavam os bandidos. Antônio de Amélia conta que, durante oito horas, escondido no mato, ficou a espera de Sebastião, que só apareceu as 10 da noite, esclarecendo que teve que realizar algumas compras em Inhapi e, de volta, demorou numa festinha de casamento.

Pensei - disse Antônio de Amélia, que tivesse denunciado o plano do seu parente: Não vai dar jeito para vocês, apesar de lampião não ter vindo com os cabras que já estão aqui. Quem veio comandando os cangaceiros foi Luiz Pedro,agora, tem muita gente. Estão distante daqui uma légua.

Fingiram haver morto um soldado para gozar da confiança dos cangaceiros. Distante uma légua do sitio onde se encontravam Antônio de Amélia, seu primo Sebastião e Antônio Tiago, compadre do primeiro e amigo para enfrentar as mais difíceis situações, estava acampado um dos grupos do famoso bandoleiro do Pajeú. Foi neste local, conta Antônio de Amélia, que Sebastião, conhecido do grupo, pois para eles trabalhava em serviço de consertos de armas, costura de embornais e outras atividades de sua profissão, apresentou-me a mim e ao compadre Antônio Tiago: aqui é gente minhas,esclareceu na hora da apresentação, adiantando: Eles mataram um soldado e estão refugiados na Casa de João Aires. A policia os anda perseguindo, embora não saiba onde eles se encontram.

A historia da morte do soldado, ardilosamente criada por Antônio de Amélia, foi o bastante para que os estranhos passassem a gozar da simpatia e confiança do grupo.Para eles, cabras de lampião era herói quem assassinasse um soldado e duas vezes herói quem matasse um oficial.

Integrados ao grupo, Antônio e seus companheiros passaram a dar os últimos retoques no plano. Pelo menos já haviam conseguido penetrar no bando, o que muito facilitaria a execução de tudo quanto imaginaram perpetrar para vingar a morte do sócio Mizael. Naquele mesmo dia, a sombra das árvores, comeram, beberam e dançaram, homem com homem.

Interessante observação nos fez o Tenente Antônio de Amélia, a nos explicasse que mesmo sendo em pequeno grupo, os cabras de lampião jamais dormiram todos agrupados num mesmo local. Na hora de dormir se espalhavam a fim de garantir uma reação no caso de serem surpreendidos por uma visita desagradável dos volantes policiais.

Continua

Invulnerabilidade de Lula revelou-se uma fantasia - Por Josias de Souza.

Desde que a Lava Jato chegou aos calcanhares de vidro de Lula, o PT cultiva a fantasia da invulnerabilidade do seu grande líder. O partido perdeu todas as apostas. Lula não seria denunciado. Foi. Nove vezes. As denúncias não virariam ação penal. Viraram. Por ora, meia dúzia. A Justiça não ousaria condenar Lula. Ousou. Na primeira e na segunda instância. Lula não será preso, eis a penúltima aposta que o PT está prestes a perder. Terminou nesta terça-feira o prazo para a defesa de Lula apresentar recurso contra a condenação do TRF-4.

O recurso se chama embargo de declaração. Não muda a sentença. Serve apenas para esclarecer pontos que a defesa considere obscuros na decisão dos desembargadores de Porto Alegre. A condenação de Lula a 12 anos e 1 mês de cadeia será mantida no TRF-4. É certo como o nascer do Sol a cada manhã.

O tribunal costuma levar menos de 40 dias para deliberar sobre esse tipo de recurso. Ou seja: até o final de março, o TRF-4 pode liberar Sergio Moro para expedir o mandado de prisão contra Lula. A defesa pressiona o STF para pautar o julgamento de um pedido de habeas corpus, cuja liminar já foi negada. Por ora, nada.

Inelegível e sem agenda, Lula aprisionou-se no discurso da perseguição. Nos próximos dias, vai retomar o velho hábito de fazer pose de vítima diante de plateias amigas, cada vez menores. A voz das ruas clamando por seu retorno revelou-se mais uma aposta errada do PT. Vem aí um espetáculo novo. Ele pode ser encenado atrás das grades.

001 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.


Personalidades prestimosas do Crato : Dr.  Humberto Macário de Brito, Almir Carvalho e Derval Peixoto.

Permitam-me contar uma preciosidade atribuída ao Deputado Estadual cratense Derval Peixoto nas épocas em que a representatividade era avaliada pela atuação politica, e não pela esperteza.

Sustenta a história que o Senador Wilson Gonçalves estando em Crato o Hermes Lucas soltava três duzias de foguetões avisando aos amigos e correligionários, que, apinhavam a casa do senador.

Certa feita, Maildes Rodovalho, um escudeiro fiel, o mais autentico gogó, passava de xôto pela Praça Siqueira Campos na direção da casa da rua Barbara de Alencar, onde hoje fica o Hotel Vila Real, à época, residencia do sogro do Senador Wilson.

O deputado Derval Peixoto com um jornal na mão chamou o Maildes e disse: Veja o que o jornal fala do teu senador. Esta informando que o Papa o excomungou! Leia aí! Maildes era meio mobral e respondeu: leia você mesmo.

Então, o Derval Peixoto aproveitou,  lascou a noticia a seu modo: "O papa excomungou o Senador Wilson Gonçalves porque ele é maçom e corrupto, a excomunhão é extensiva também aos seus eleitores".

Maildes coçou a cabeça, andou dois passos pra diante, dois pra trás e falou a todo pulmão: “Papa fresco”.

A morte do Imperador Dom Pedro II

Enquanto o governo francês preparava as homenagens, a representação diplomática do Brasil tentava convencer o governo francês a não as fazer, rogando que a bandeira e os símbolos Imperiais não fossem expostos
  Em 05 de dezembro de 1891, em Paris, capital da França – no Hotel Bedford, falecia o magnânimo Dom Pedro II. Em um suspiro final disse:
     ––"Que Deus conceda-me estes últimos desejos - paz e prosperidade para o Brasil..." 

    A princesa Isabel solenemente beijou as mãos de seu pai, e, depois disso, todos os presentes beijaram sua mão, reconhecendo-a como a Imperatriz do Brasil. 

    Dom Pedro II foi vestido com o uniforme de Almirante e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas do Brasil. Em seu peito foram colocados a Ordem Imperial do Cruzeiro do Sul, a Ordem do Tosão de Ouro, Ordem da Rosa e um crucifixo enviado pelo Papa Leão XIII. Duas bandeiras imperiais cobriam suas pernas. 

    Devido a um pedido feito por Dom Pedro II ("É o solo do meu país, eu desejo para ser colocado no meu caixão caso eu morra longe da minha pátria."), um pacote contendo terra de todas as províncias do Brasil foi colocado dentro do esquife e livros foram colocados sob sua cabeça. 

     Mais de 2 mil telegramas e 200 coroas de flores foram enviadas à Família Imperial. O presidente francês Sardi Carnot, em viagem pelo Sul daquele país, enviou todos os membros do Governo para prestarem homenagens ao imperador brasileiro. A Princesa Isabel desejava realizar uma cerimônia discreta, mas acabou por aceitar o pedido do governo francês de realizar um funeral de Estado. 

    Enquanto o governo francês preparava as homenagens, a representação diplomática do Brasil tentava convencer o governo francês a não as fazer, rogando que a bandeira e os símbolos Imperiais não fossem expostos. De nada adiantou os protestos, a República Francesa prestou honras grandiosas de Chefe de Estado a Dom Pedro II. 

     No dia 09, apesar da chuva incessante e do vento frio, 300.000 pessoas ocuparam a Praça de La Madeleine. A formação militar francesa, composta por 80.000 homens, todos em uniforme de gala, prestou honras post mortem ao Imperador Brasileiro. Os cavalos, os tambores das bandas de música e as bandeiras traziam tarjas de luto. Estava presente às exéquias a realeza europeia, o governo Francês, representantes da América, Europa, Ásia e África, além da intelectualidade da época. 

     Só o Embaixador do Brasil (ó decepção) estava ausente. O esquife seguiu para Portugal onde recebeu honras de Estado, e foi enterrado no Panteão dos Bragança.
Fonte: Face book “Cavaleiros de Petrópolis.
 
 Atual jazigo do Imperador Dom Pedro I, localizado ao lado direito 
        da Catedral de São Pedro de Alcântara, em Petrópolis (RJ)

A vingança do tenente Antonio - Parte II



Corisco sangra Mizael e desfecha-lhe dois tiros na cabeça.

Primeiro veio a noticia: mataram Antônio Mizael. Corisco - Conta-nos o Tenente Antônio : Tocaiou o meu sócio Mizael. Ele tinha uma propriedade - O sitio Catinga. Deu feira em Inhapi, e depois foi empreitar umas terras para plantação de feijão. Em lá chegando deparou com Corisco, cabra do grupo de Lampião. Com a ajudo de outros trés bandidos Corisco amarrou o meu sócio, em seguida sangraram-no e depois deu dois tiros na cabeça. Recebi telegrama em Caruaru comunicando o fato. Meio tonto com a noticia fui a Inhapi e comuniquei ao Prefeito Antônio Moto que iria fazer uma tragedia com a morte de Mizael. Mizael será vingado, custe o que custar. E preparei o plano.

Familiares do Tenente eram amigos de Lampião. Após um cafezinho servido as visitas, Antônio de Amelia continua seu relato: Estando, certo dia, em uma firma comercial, em Inhapi, em companhia do meu amigo corretor Pedro Paulo, expliquei para ele o meu desgosto por ter sabido da grande amizade de pessoas de minha família com Lampião e seus cangaceiros. Sendo eu da família, prefiro ir embora a ver acontecer alguma coisa desagradável com eles. A uma perguntas de Antônio Paulo, que o maior relacionamento de Lampião era com o meu parente Sebastião. Soube até que ele tem um rifle do bandido para consertar, alem de um cantil que eles mandaram fazer de zinco e tem ainda umas cartucheiras enfeitadas de metal, também para conserto.

Sem mencionar o sobrenome de Sebastião, Antônio de Amelia conta as providencias tomadas na articulação de seu plano para vingar a morte do sócio Mizael. Protestando, de inicio, suas ligações com o grupo de Lampião, Sebastião findou concordando com Antônio de Amelia. No momento travou-se este dialogo, entre os dois:

Sebastião, vamos liquidar esses cabras?
Não, porque ninguém pode. Eles são muito desconfiados e valentes como cobras venenosas.
Confie no meu plano. Garanto que dará certo.
Estou até esperando por alguns deles, para entregar umas encomendas.


Continua.

FUTEBOL E POLÍTICA - Wilton Bezerra, comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares.

Faz tempo me convenci de que o futebol brasileiro necessita de uma profunda reformulação em sua gestão, partir da CBF.

A casa bandida é coalhada de gente que só busca dinheiro e posição política.

Enche as burras de grana com a seleção brasileira e cuida mal dos interesses dos clubes.

Na última contagem, aponta-se para a existência de 722 clubes no futebol brasileiro.

Isso não significa grandeza ou razão para se orgulhar. A estrutura profissional não suporta tantos times.

Acompanhem essas informações: tem clube que existe no CNPJ e o seu controlador o carrega numa pasta debaixo do braço.

Outros ressurgem nos períodos eleitorais, quando prefeitos querem investir para campanha.

E pior: muitos servem de cartórios para empresários. Todo mundo sabe disso e tolera.

Cadê a investida para um licenciamento sério como se anunciou?

Quanto à política, desde que me entendo como gente, se fala numa reforma profunda e para valer.

Conversa para boi dormir.

Como em relação ao número de times, uma profusão de partidos políticos nanicos para deletérios objetivos.

Todo mundo sabe disso e tolera. É a política ananicada.

Infelizmente, mais uma analogia negativa traçada em relação a atividades tão importantes para o país.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

ESPÓLIOS DE LAMPIÃO - Por Sálvio Siqueira

A riqueza do ‘tesouro’ dos cangaceiros é, principalmente hoje, incalculável. Além dos objetos históricos, tinha a quantia em dinheiro, o ouro e as joias.

O comandante Ferreira de Melo, em entrevista, fala sobre eles:

Era grande a riqueza em poder dos bandidos, principalmente em face dos anéis e medalhas de ouro e prata que quase todos possuíam. Fiquei com alguma coisa, como todos ficaram, porém, quase de nada me serviu, de vez que vendi quase de graça, por preço muito aquém do verdadeiro valor. 

Outros souberam aproveitar e se saíram muito bem graças a Deus. Outros pertences, documentos diversos, retratos, etc, o “Rei do Cangaço”, os conduzia em uma latinha, com tampa, feita dessas latas de óleo vegetal, vendidos em toda parte. Fiquei com algumas fotografias, das quais algumas ainda figuram em meu álbum como única recordação, que se junto às tristes recordações que conservo dos idos que espero jamais venham a ressurgir. 

GAZETA DE ALAGOAS – 14 de dezembro de 1965.

Na declaração do comandante Ferreira de Melo, notamos que os espólios, realmente, foram em uma quantidade grande. Chama-nos a atenção quando o mesmo refere a ‘lata de óleo vegetal’, e nela estarem guardado “documentos”, não citando que tipo de documentação seria. Nesses documentos, estaria a resposta para as inúmeras perguntas que pairam no ar? Neles, estaria ou estão guardados tudo aquilo que desvendaria o tão grande mistério que ainda envolve a morte do chefe cangaceiro? Difícil responder, pois o comandante refere que ficou com algumas fotografias, no entanto, sobre os documentos, nada citou na entrevista, pelo menos a que fora publicada.


Presidente Getúlio Vargas e sua esposa dona Darci.

A ordem expressa para acabar de vez com Lampião e seu bando, partiu diretamente do Palácio do Catete, na Capital do País, Rio de Janeiro, pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas. Após ter cumprido a ordem, o comandante João Bezerra da Silva e sua esposa, D. Cyra Brito, são convidados e aceitam para jatarem com o Presidente Vargas e sua esposa, D. Darci. Lá estando, João Bezerra dá de presente à primeira dama do país, joias que pertenceram a “Rainha dos Cangaceiros”.

Ele mesmo, João Bezerra, na época já tendo sido promovido a Capitão, no livro da escritora Aglae L. de Oliveira, “Lampião, Cangaço e Nordeste”, na página 35, relata para autora:

“Numa dessas visitas ao Catete (Palácio do Catete, sede do Governo Federal na cidade do Rio de Janeiro), lembro-me de que D. Darci Vargas (primeira Dama da Nação) disse, no momento em que lhe mostrei as joias: “Que broche lindo! Capitão este é lindo!” Eu imediatamente lhe fiz presente”.


"Aqui a pulseira, atualmente pertencente a acervo particular, gravada "Maria", identificando a esposa de Virgulino Ferreira, o Lampeão, identificada e fotografada pelo estudioso Orlins Santana, que gentilmente forneceu as imagens a este blog."(cangacçonabahia.com)".

Fonte - Blog Mendes Mendes.

Ciro enterra Lula - O Antagonista.


Ciro Gomes, presidenciável do PDT, resolveu enterrar Lula.

Ele disse em um evento da Folha de S. Paulo que o petista não pode deixar a nação “refém dessa estratégia” de “chicanas processuais”.

“Lula tem que compreender que o seu papel não é de repartir a sociedade brasileira em ódios e rancores, como ele faz, mas convidar a sociedade a se reunir a uma pauta nacional.”

A vingança do Tenente Antônio - Parte I



Dizendo chamar-se legitimamente Antônio Manuel Filho, o tenente Antônio de Amelia, famoso por haver vingado a morte de um sócio, matando trés cabras de Lampião, recebeu o repórter na sua Fazenda Piau, a 5 quilômetros da cidade de Ouricuri. Naquela visita fizemo-nos acompanhar do Dr. Edilton Luna, Promotor de Justiça de Bodocó e do jornalista Francisco Rocha, correspondente de Região no estado de Pernambuco.

A historia do tenente Antônio é longa e cheia de lances perigosos. Nascido em Alagoas, na cidade de Mata Grande, pertenceu a Policia pernambucana, na época de Lampião. Hoje é tranquilo fazendeiro em Ouricuri, somente molestado pela insistente curiosidade de algum repórter da revista Região, pois fomos os únicos, até agora, a localizar, no seu retiro, o valente oficial reformado da Policia pernambucana, muitos anos depois de sua arriscada aventura.

Trajando calça escura e camisa branca, óculos de grau a ponta do nariz, foi assim que encontramos Antônio de Amelia no alpendre da Casa Grande da Fazenda Piau. Inicialmente meio arredio, mas logo se derramou em cordialidade e falou com toda franqueza contando sua historia, suas proezas, suas aventuras, finalmente o desfecho com a morte de trés elementos do grupo de Lampião. Foi bate-papo longo, aqui e acolá entremeado de risos do nosso entrevistado, quando recordava um episodio cômico ocorrido em meio a mais terrível expectativa, nas horas de maior perigo.

Continua.

Que serventia terá o Congresso Nacional depois da intervanção? - Por Antônio Morais.


Eu não sei o que é pior : Justiça sem força ou força sem justiça. Um Conselho da Republica que na sua composição 56% são denunciados, investigados, se escondem e se protegem por trás do Foro Privilegiado não é conselho, é uma gangue que desonra qualquer pais.

Depois da intervenção qual a serventia do Congresso Nacional?  Pelo menos uma posso adiantar : A PEC que acaba com o Foro Privilegiado não será votada. E o ministro Dias Toffolli fica  peidando em cima  das mudanças propostas  pelo Supremo Tribunal Federal com o seu  propositado "Pedido de Vistas" que se converteu em perdido de vista

Um pais desses não pode dar certo.
  

A fuga de Vicente Venancio do bando de Lampião - Parte final.



Momentos depois da saída de Mario de São, um dos cangaceiros, eram 46 ao todo, trouxe preso o velho Lúcio, em cuja casa Venâncio se hospedara. Levado a presença de Sabino, declarou haver mandado um menino buscar o cavalo que, segundo informação em poder do bando, era gordo, descansado e ligeiro. Sabino, ao ouvir de Lúcio a conversa da ida do menino, chamou-o de velho safado e mentiroso, dizendo-lhe ainda que fosse logo ver o animal, sob de levar umas chibatadas na cara.

Vamos, Seu Lúcio, ver o cavalo do homem - disse Venâncio, temendo pela sorte do amigo. Em companhia de um cangaceiro indicado por Sabino, seguiram os dois com a missão de trazer o animal. O local não ficava muito longe de onde o grupo se encontrava. O cabra que nos acompanhou - explica - era um tipo alto, delgado e vestia uma túnica de oficial da policia. Ia a cavalo, enquanto nós íamos a pé. Quando subimos, a capoeira era grande. Depois vinha o carrasco. Aqui e acolá uma moita no meio da caatinga. Foi aí que me veio a ideia salvadora: Olhei para o cangaceiro e disse: moço, alem do cavalo que seu Sabino mandou ver para o capitão, existe outro mais adiante, também bom e descansado. "Se estiver mentindo cabra safado eu te mato". Venâncio jogava a ultima cartada com a historia de um cavalo que só existia em sua imaginação. Mas como evitar que o cangaceiro fosse até lá? Parecia impossível. Veio-lhe a vontade de segurar no cabeçote do animal do cangaceiro e derruba-lo da sela e depois fugir. Mas o bando estava perto.

Minutos depois chegava o menino com o cavalo, comprovando que de fato o velho Lúcio havia falado a verdade. Empolgado com a beleza do animal, após ouvir a expressão: Este é o cavalo que o capitão preferiu, o cabra mandou Venâncio ver o cavalo imaginário, levando o outro pela corda para mostrar ao chefe. Um episodio acorrido antes da decisão do cangaceiro: Venâncio olha para o velho Lúcio e diz baixinho: Seu Lúcio, eu vou fugir. Eu não volto mais aqui. Daqui não vai escapar ninguém. Venâncio, não faça isso, que eles me matam. Cala a boca que o cabra vem aí.

Voltando a falar sobre a fuga, disse Venâncio: Enquanto o cabra ia seguindo com o cavalo eu ia andando de costas, em sentido contrario. Vendo que ele não olhava, fui pulando de moita em moita, pois conhecia a serra como a palma da minha mão, até que alcancei o carrasco. Nem vaqueiro bom me pegava. O coração batia como se quisesse saltar. Aqui e acolá era surpreendido com barulho no mato e me escondia pensando serem os bandidos. Eram reses pastando.

As duas da tarde alcancei a estrada que demandava a Jardim. A essa altura já me encontrava a salvo do famigerado grupo. Mesmo assim me assustava com qualquer barulho. Só penetrei na estrada bem perto da cidade. O itinerário maior foi vencido dentro do mato bravo, cansado, suado, com fome e com medo.

Mario de São percorreu todo comercio de jardim e não conseguiu reunir os cinco contos de reis. Era muito dinheiro para aquela época. Apelando para familiares de Vieira que moravam próximo da cidade, completou a importância do resgate, que não foi entregue, pois, ao chegar em Caririzinho, o grupo já havia batido em retirada, depois do insucesso do cerco de Ipueiras dos Xavier. No meio do caminho, Lampião, duplamente revoltado - os cinco contos de reis não recebidos e o malogro de Ipueiras, matou perversamente o fazendeiro Pedro Vieira, que não teve, como os seus companheiros, inclusive o velho Lucio, a sorte de escapar com vida da fúria insopitável do famoso Rei do Cangaço - Capitão Virgulino Ferreira da Silva.


Temer submete a ação federal contra a bandidagem a conselho de investigados - Por Josias de Souza.


Com atraso, Michel Temer submeteu nesta segunda-feira ao Conselho da República o decreto sobre a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, editado três dias antes. Excluindo-se uma trinca de representantes da sociedade civil, nomeada no mesmo dia, a toque de caixa, nove das 16 autoridades que integram o colegiado —ou 56% do total— respondem a processos por suspeita de corrupção no Supremo Tribunal Federal.

Repetindo: o colegiado em que foram debatidas as providências adotadas pelo Planalto para combater a bandidagem e as quadrilhas do Rio é majoritariamente composto de réus, denunciados ou investigados pela prática de crimes. Integram o rol dos conselheiros suspeitos:

1. O próprio Michel Temer.
2. Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado.
3. Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara.
4. Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil.
5. Moreira Franco, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência.
6. André Moura (PSC-SE), líder do governo no Congresso.
7. Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), líder do governo na Câmara
8. Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado.
9. José Guimarães (PT-CE), líder da minoria na Câmara.

O grupo dos sem-inquérito era composto pelos ministros Torquarto Jardim (Justiça), Henrique Meirelles (Fazenda), Dyogo Oliveira (Planejamento); e Carlos Marun (Secretaria de Governo); além dos congressistas Raimundo Lira (PMDB-PB), líder da maioria no Senado; Humberto Costa (PT-PE), líder da minoria no Senado; e Lelo Coimbra (PMDB-ES), líder da maioria na Câmara.

Participaram da mesma reunião os membros do Conselho de Defesa, outro colegiado que a Constituição obriga a opinar sobre intervenções federais nos Estados. Parte da composição é repetida, pois os investigados Temer, Eunício Oliveira e Rodrigo Maia integram os dois grupos. Esse segundo conselho inclui mais um processado no Supremo, o chanceler tucano Aloysio Nunes.

De resto, integram o segundo conselho os ministros Raul Jungmann (Defesa) e Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência); e os três comandantes militares: almirante Eduardo Bacelar (Marinha); brigadeiro Nivaldo Luiz Rossatto (Aeronáutica); e o general Eduardo Villas Bôas (Exército) .

A presença de autoridades sujas nas poltronas dos mais nobres conselhos da República adiciona uma dose de escárnio na ação federal contra os bandidos mal lavados do Rio. Ao anunciar a intervenção federal, Temer declarou que a providência tornou-se necessária porque “o crime organizado quase tomou conta do Estado.” Diagnosticou o problema como uma “metástase”. E prometeu “respostas duras” contra “o crime organizado e as quadrilhas.”

É como se as autoridades de Brasília não enxergassem culpados no espelho. O fenômeno se estende ao Legislativo. Uma Câmara apinhada de clientes da Lava Jato aprovou na madrugada desta terça-feira o decreto de Temer. O placar foi elástico: 340 votos a 72

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A fuga de Vicente Venancio do bando de Lampião - Parte II



Venâncio olhou para o sol e exclamou: São seis horas da manha. Mal fechou a boca, ouviu um tropejar a distancia. Assustado, falou para os companheiros. Seu Mario. Seu Pedro, aí vem ou força de Pernambuco ou cangaceiros.

Sob uma onda de poeira, à frente a figura aterradora do capitão Virgulino Ferreira, o bando riscou em frente aos indefesos criadores. Incontinente, ouviram a voz de Lampião ao perguntar: Quem é Pedro Vieira? Sou eu, responde estarrecido e tremulo o velho sertanejo. A seguir, travou-se o seguinte dialogo entre Sabino, cangaceiro famoso e perverso, e Pedro Vieira: Vocês estão presos pelo grupo de Lampião. Só serão soltos depois que Pedro Vieira der cinco contos de reis. Nós somos pobres, o senhor deixe por dois contos.... Não quero conversa. Pode providenciar logo...Somos pobre seu Sabino, insistiu Vieira, deixa por trés contos... Já disse que não quero conversa. Caso repita lasco este fuzil na sua cara, velho safado e atrevido.

Um silencio enorme dominou a todos nós - afirma Venâncio, para acrescentar - Nisso chega o gado para beber. Ao avistar os animais, Lampião começou a atirar indiscriminadamente, matando vacas e até animais de pequeno porte. Foi um estrago miserável.

Diante do cruciante problema dos cinco contos de reis, Mario ofereceu-se para ir a Jardim tentar conseguir o dinheiro da exigência de Sabino, a mando de Lampião. Montando um dos cavalos pertencentes aos companheiros, exatamente o mais gordo e árdego, Mario, depois de ouvir de Sabino a admoestação no sentido de que negasse para policia a presença do grupo nas Cacimbas, seguiu apavorado para Jardim, temendo pela sorte dos amigos que ali ficavam em situação tão difícil e perigosa.

Conta Vicente, ter ficado certo que Mario de São, logo fossem conseguidos os cinco contos de reis e deveria encontrar-se com o grupo em Caririzinho, hoje distrito do município pernambucano de Sítios do Moreiras. Lampião ia com destino a Ipueiras dos Xavier, onde se deu o cerco do grupo e a sua celebre e precipitada retirada, por encontrar forte reação da família Xavier. Foi aí que Virgulino Ferreira perdeu um de seus mais valorosos cabras. Tempero, morto por Dezinho Xavier.

Tempos depois, em conversa com Venâncio, disse Mario que, ao ouvir o grito de Sabino prefinindo-o para que nada dissesse a policia, teve vontade de correr, mas temeu um tiro nas costas. O grito de sabino foi, de inicio, interpretado como uma ordem para voltar. Venâncio fala da existência, no grupo, de um cangaceiro chamado Criança, que tinha 14 anos de idade, e usava rifle de seis tiros.

Próxima Postagem - Parte final.

O que na verdade se vê - Por Antônio Morais.

Nasci numa  cidadezinha do interior cearense, uma comunidade bem nordestina. Moro noutra igual, não existem no Brasil cidades tão Lula. 99,9999% da população tem predileção pelo Pajé Lula da Silva. 

Excluo-me porque não encontro razões locais ou nacionais para justificar tamanha loucura. 

Vejamos alguns dados oficiais dos últimos 14 anos no Brasil e nas cidadezinhas. Nelas com maior agravante : 

POBREZA.

É de estarrecer o estado de pobreza reinante na periferia da cidade. Quem, por ventura ou desventura, visitar as favelas que proliferam nas circunvizinhanças dos bangalôs dos ricos, volta com o coração amargurado. 

Vivendo a sombra da miséria absoluta, convivendo com lastimável estado de pobreza, centenas ou milhares de seres humanos vegetam a míngua de qualquer assistência dos poderes públicos. Para os que vivem no confronto da modernidade o quadro simplesmente não existe. O problema, além de trivial, não é deles.

EDUCAÇÃO.

Os últimos números do IBGE são alarmantes, vergonhosos e desanimadores. Educação cara e sem qualidade. Fábrica de construir analfabetos.

SAÚDE.

Sem as minimas condições de um atendimento digno, falta de medicamentos, de dignidade e toda sorte. Sorteiam-se rifas, cotizam-se amigos para se obter um atendimento obrigatório por lei.

SEGURANÇA.

Um desastre inigualável. Tráfico de drogas, assaltos, roubos, furtos, assassinatos, prostituição de menores e de adultos. Uma  verdadeira desordem a afrontar os bons costumes. Infelizmente as cidadezinhas são destaque regional, por mais que queiram acobertar.

MODELO POLITICO.

Na proporção exata, foram implantadas nas modestas cidadezinhas as mesmas práticas de Brasília. Em nada diferem, se tens duvidas consulte os tribunais.

Será que o Papa Francisco se esqueceu de Dom Helder? - Joaquim Falcão

A reconciliação da Igreja Católica com o Brasil, através dos jovens, passa necessariamente pela necessidade do Vaticano fazer as pazes com D. Hélder Câmara. O silêncio é gritante.

D. Hélder, que com certeza teria sido Prêmio Nobel da Paz se não tivesse sido vítima da aliança do regime militar com João Paulo II e Dom Dedá, o arcebispo quase anônimo que lhe substituiu na prestigiosa até então Arquidiocese de Olinda e Recife, talvez hoje estivesse se não entre os papáveis, pelo menos entre os santificáveis da Igreja.

Para que o Vaticano se reconcilie com os pobres brasileiros, é prudente pedir perdão aos próprios brasileiros pela censura eclesiástica que impôs a D. Hélder e à Teologia da Libertação, ao ostracismo que D. Hélder aceitou na sua desilusão calada e sofrida.

Enquanto isso João Paulo II fazia ostensivamente política ocidental capitalista em sua terra natal para derrubar o regime comunista polonês, amordaçava os padres e fiéis brasileiros, muitos torturados, que também queriam implantar a democracia no Brasil. E conseguiram, sem auxílio do Vaticano.


Dom Hélder Câmara

 Hoje, o Papa Francisco corre atrás do prejuízo. Vamos saudá-lo e ajudá-lo. O elitismo político religioso de João Paulo II abriu as largas avenidas da fé e da esperança, não para o catolicismo, mas para as demais religiões, não tradicionais ao Brasil, como a dos evangélicos. Estes ocuparam o vácuo do desprezo e do medo das massas experimentado pelos cardeais e papas de Roma. Agora a Igreja Católica amarga uma perda de mais de 30% de seus fiéis para os evangélicos.

O Vaticano europeizado em sua distância, aprisionado pelos esquemas mentais da guerra fria – ou comunismo ou capitalismo – não foi capaz de ver D. Hélder com a singularidade da esperança. Estigmatizou-o. Não percebeu que a Igreja Católica tinha sido, em nossa história, “o cimento de nossa nacionalidade”, como disse certa feita Gilberto Freire.

Não me espantaria se um separatismo religioso se instaurasse progressivamente no Brasil com a expansão dos evangélicos. O que é um direito deles, sem dúvida.

Será possível que o Papa Francisco, que prega como pregava D. Hélder, com simplicidade, a favor da pobreza, contra os ouros dos altares e os veludos carmim, vá silenciar, nesta longa viagem, sobre D. Hélder? Não vá lhe estender a mão?

O quarto de D. Hélder, em sua pequena casa no Recife, e não no palácio do Arcebispado a que tinha direito, era mais despojado do que este quarto, difundido no mundo todo, que o Papa Francisco tanto recomenda como simbolismo de expiação dos pecados da elite religiosa diante dos pobres. Já é algo em comum.

A fuga de Vicente Venâncio, do grupo de Lampião I.


Ainda madrugada, frio intenso na cidade de Jardim, no cariri cearense, Vicente Venâncio subia tranquilamente a Serra do Araripe. Na véspera, 01 de Fevereiro de 1927, recebeu do pai, o agropecuarista Venâncio Bezerra de Menezes, a quem servia como vaqueiro, ordem para trazer da propriedade um boi que deveria ser vendido na cidade, a fim de atender a algumas obrigações financeiras assumidas pelo velho criador. Ordem recebida, ordem cumprida. No seu cavalo de maior estimação lá ia Venâncio serra acima, varando a madrugada fria e invernosa.

Ao meio dia, quando descaçava no lugar chamado Encruzilhada, chegou Pedro Vieira, abastado criador pernambucano e amigo de Venâncio, que o convidou para conduzirem uma boiada até o povoado de Cacimbas. Por ter que cumprir, primeiramente, a ordem do pai. Venâncio prometeu a Vieira que logo iria, pois tinha também negócios a resolver em Cacimbas. Encontrado o animal que buscava, Vicente Venâncio o levou a Jardim, onde o vendeu por 140 mil reis, importância que passou as mãos do pai.

Regressando a Serra do Araripe, entre Jardim e as Cacimbas, encontrou negocio para o cavalo. Na troca dos animais, pois essa foi a transação, Venâncio voltou 50 mil reis. De posse do cavalo trocado, seguiu viagem até as Cacimbas, um povoado de 30 casas, na fronteira do Ceara com Pernambuco. Ao chegar aquele local, encontrou outro velho conhecido, Mario de São, agricultor e criador no município de Barbalha, na companhia do qual prossegue viagem.

Venâncio conta que, saindo da casa do velho Lúcio, onde sempre se hospedava nas suas idas as Cacimbas, encontrou novamente Pedro Vieira que, ao avista-lo, o convidou para um cafezinho. Era cedo da manhã de 02 de Fevereiro de 1927. Em companhia de Pedro Vieira e Mario de São, Venâncio, segundo velho habito, se dirigiu, após o cafe, a margem de um barreiro ali existente. No percurso, disse Venâncio, não sei se por pressentimento ou se por coincidência Pedro Vieira começou a cantarolar versos preferidos pelos cabras de Lampião. Lembro bem de um que dizia: Sabino, peito de aço do sertão paraibano, bicho feito no cangaço.

Continua com a aproximação dos cangaceiros.

VIVENDO E OUVINDO - Por Wilton Bezerra, comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares.

Pelo menos, o direito de devanear.

Sempre me disseram que o destino do Brasil não seria o mesmo de republiquetas sulamericanas.

Hoje, eu penso: destino não é uma coisa que se espera, mas que se busca.

As crianças foram avisadas que jamais veriam um país como este.

Quem não amava a nação era convidado a cair fora, sem passagem de volta.
Os que se achavam mais patriotas que os outros mandavam prender e soltar.
Brasil, país do futuro e da esperança. A esperança é tão importante que é a última que morre.

As explicações reducionistas mandavam dizer que todos os problemas eram resultados das desigualdades.
Um ex-ministro, que tinha um apelido sarcástico de “Bob Fields”, disse: “Deus não é socialista. Criou os homens profundamente desiguais. Tudo o que se pode fazer é administrar humanamente essa desigualdade”.

Pois, tá.
Divulgou-se o que interessava e escondeu-se o desagradável.
O intento de entorpecer a população é coisa antiga que continua.

Viver e reouvir.
Tudo se repete com outras caras e bocas.
Os diabos saíram e deixaram um secretário pior.
Quem tem o nariz grande mete-o onde não deve.
Grossas anormalidades são tratadas como coisas banais.
O brasileiro sinaliza que quer ser enganado de novo. Basta dar uma olhada no mostruário de quinquilharias.
Politicos são faixas-preta em corrupção. E o axioma de Ulisses Guimarães continua atual: “Um novo Congresso será sempre pior do que o anterior”.
Simples equação: se alguns novos deputados vão se corromper e nenhum dos atuais vai se regenerar, claro, o Congresso só vai piorar.
Deu rima.
A vida é dobrar esquinas. Uma após a outra, até que se dobre a última. Nos resta, por enquanto, viver e ouvir.

Manuel Marcelino - O Bom de veras - Final


A pagina 165 do livro da escritora Aglaê Lima de Oliveira: Lampião, Cangaço e Nordeste - terceira Edição, lê-se o seguinte a respeito de Manuel Marcelino - o Bom de Veras: Manuel Marcelino, época 26 a 30. Era um negro malvado, Alto, cantador, considerado para o bando, cangaceiro de alto preço. Fumava cachimbo. Atirador afamado, excessivamente perverso, a ponto de beber o sangue de suas vitimas. Tinha o proposito de nunca revelar a historia de sua vida.Foi baleado e morto em Mulungo, Estado das Alagoas, por ocasião de cerrado tiroteio que envolveu todo o grupo. Bom de veras atirava e rastejava em direção da tropa, quando caiu morto, no fim do combate.

Dois reparos devem ser feitos na informação acima:

Segundo ouvimos de parentes e amigos, inclusive Antônio Taveira, Bom de Veras era um tipo alto e alourado, nunca um negro como foi dito. As circunstancias em que foi baleado e morto Manuel Marcelino - o Bom de veras, coincidem em parte com as publicadas pela escritora Aglaê, todavia, o local não foi Mulungu, nas Alagoas, Bom de Veras foi morto na Fazenda de João Coelho, seu primeiro e único patrão, na localidade de Minadouro, município de Serrita, Estado de Pernambuco. As informações colhidas pelo repórter de Região dão conta, ainda, de que Bom de Veras foi alvejado e morto pelos próprios companheiros, no cerrado tiroteio da Fazenda Minadouro, após cercada a casa de onde se encontrava e haver tentado uma fuga. Foi aí que, involuntariamente, um dos companheiro que atiravam contra a policia alvejou Bom de Veras, pelas costas. Esta, a verdade versão da morte do famoso e temível Manuel Marcelino - O Bom de Veras.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Republica de governos nulos - Por Antônio Morais.


O governo Dilma não aconteceu, jamais existiu. O governo Lula também não existiu. O que ocorreu, nestes 14 anos de PT, foi o desmonte das instituições, a pilhagem dos bens públicos, o apodrecimento da iniciativa privada.

Tudo ofuscado por uma propaganda vagabunda da qual os cidadãos tomaram ciência tarde demais. O Brasil do PT é uma fraude como nunca existiu. O governo Temer não podia ser diferente, é cria do mesmo modelo,  eleito pelo mesmo eleitor.

Roberto Requião quer acabar com tratamentos respeitosos no Brasil – por Armando Lopes Rafael

O Senador Roberto Requião (MDB-PR) é o que se pode chamar de político com vocação para caudilho, semelhante aos políticos mais atrasados da América Latina, onde pontificam (ou pontificaram), dentre outros:  Leonel Brizola, Darcy Ribeiro e Lula da Silva.

Roberto Requião tem, no seu estado, o apelido de “Maria Louca”. Faz sentido. Além dos discursos defendendo Lula, Dilma Rousseff, e a criação de novas estatais e outros atrasos, ele apresentou no Senado da República o projeto abaixo.

Reproduzo um excerto desse projeto de lei, de autoria de Roberto Requião,  tal como foi publicado pela Agência Senado:

“Projeto de Lei – PLS 332/2017 para acabar com o “Vossa Excelência” e todos os outros pronomes de tratamento direcionados às autoridades, com exceção das palavras “senhor” e “senhora”ora em estudo na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

A proposta que põe fim ao modo cerimonioso de tratar detentores de cargos públicos foi apresentada em setembro do ano passado pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) depois que a procuradora da República Isabel Vieira protestou, ao ser chamada de “querida” pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em depoimento ao juiz Sérgio Moro, no Paraná. Ela exigiu a forma protocolar devida.

Requião diz, na justificativa do projeto, que chamar juízes, procuradores e políticos de “excelência” ou “doutor” é um contrassenso à democracia, pois as autoridades devem estar a serviço do povo.
“Verificam-se incabíveis, em uma democracia, a continuidade de tratamento protocolar herdado da monarquia. Na democracia, todos são iguais ou pelo menos deveriam ser”, argumenta o parlamentar. Conforme o projeto, fica proibido o uso de pronomes de tratamento, excepcionadas as palavras “senhor” e “senhora” em correspondências e documentos oficiais.

A proposta também autoriza o cidadão a utilizar as palavras “você” ou “tu” quando dirigir-se a qualquer detentor de cargo público ou mesmo optar por não usar qualquer pronome de tratamento ao falar com autoridades. Qualquer exigência nesse sentido feita por servidores ou detentores de cargos públicos, expressa ou velada, será configurada como crime de injúria discriminatória, punível com a pena prevista no art. 140, § 3º do Código Penal: reclusão de um a três anos e multa. (grifo meu)”.

O Senador Roberto Requião, ou a “Maria Louca” (como o apelidam no Paraná) ou não tem o que fazer, ou é mesmo dotado da vocação de tentar transformar o Brasil numa republiqueta africana... Triste!