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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Haja Saudades - Por Antônio Morais.

Em meados da década de 60 do século passado, eu lá com os meus  14 anos, trabalhava nos dias de feira  na Casa Santa Inês de propriedade dos ilustres e nobres amigo José Batista Rolim e dona Yaci.

Na parte da manhã o movimento era grande, mas à tarde folgava e os senhores Andrézinho Batista, Quinco  Batista, tios do proprietário e o primo André Costa sentavam no balcão  e levavam  um lero animado e prazeroso.

Certa feita, num dia movimentado, chegou um caboclo do sitio Monte Alegre, já da parte de Farias Brito da família "Manassés" e procurou um chapéu de massa.

Tem da marca Prada? Sim. Tem Ramenzone? Sim. Tem Cury? Sim. Tem com a aba menor? Sim. Tem preto? sim. Bege? Sim. O fato é que o balcão ficou coberto de cachas e chapéus. 

O caboclo  botou um na cabeça e continuou com a escolha. Tem esse, tem quele? Até se despedir e sair levando o que estava na cabeça.

José Rolim me olhou e disse : Antônio  peça a ele para voltar aqui. Eu quero falar com ele. Segui e   acompanhei o caboclo e ele voltou mais desconfiado do que  esses meninos traquinas quando ficam frente a frente com Sérgio Moro.

Entrou na loja e José Rolim perguntou : Resolveu levar esse aí mesmo?  O sujeito se desmanchou em desculpas:  Seu Zé Rolim, me perdoe é que eu me esqueci. 

E, José Rolim com a calma do mundo toda disse : Tem problema não meu amigo, mas, quando agente esquece faz é deixar!

Saudades de Zé Rolim, de sua decência, sua honradez e probidade. 


CNBB estimula Jornada de Oração e Jejum pelo Brasil por ocasião do Dia da Pátria

Fonte: Site da CNBB
 A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convida a todos para uma Jornada de Oração pelo Brasil, a ser realizada nas comunidades, paróquias, dioceses e regionais do país, de 1º a 7 de setembro próximo. Os bispos decidiram mobilizar os cristãos, por meio da oração, após a análise da realidade brasileira feita na última reunião do Conselho Episcopal Pastoral da entidade, dias 10 e 11 de agosto.

O Dia de Oração e Jejum sugerido é o dia 7 de setembro, data que marca a Independência do Brasil. Além da carta, enviada a todos os bispos brasileiros, foi enviada também uma oração a mesma enviada por ocasião da celebração de Corpus Christi, com uma pequena adaptação na última prece.
Segundo o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, a Jornada de Oração é uma oportunidade para que os cristãos e pessoas de boa vontade que querem um Brasil melhor, mais fraterno e não dividido se unam.

    “Nós estamos necessitados de um novo Brasil, mais ético; de uma política mais transparente. Nós não podemos chegar a um impasse de acharmos que a política pode ser dispensada. A política é muito importante, mas do modo do comportamento de muitos políticos, ela está sendo muito rejeitada dentro do Brasil. Nós esperamos que esse dia de jejum e oração ajude a refletir essa questão em maior profundidade.”

Um dos trechos da oração, encaminhada a todos os bispos do país pelo Consep, pede:
    “Ajudai-nos a construir um país justo e fraterno. Que todos estejamos atentos às necessidades das pessoas mais fragilizadas e indefesas! Que o diálogo e o respeito vençam o ódio e os conflitos! Que as barreiras sejam superadas por meio do encontro e da reconciliação! Que a política esteja, de fato, a serviço da pessoa e da sociedade e não dos interesses pessoais, partidários e de grupos”.

Caravana eleitoral de Lula no Nordeste enfrenta percalços e dificuldades

Fonte: "Folha de S.Paulo", 16-08-2017
A caravana que será iniciada nesta quinta (17) em Salvador e passará por 28 municípios nordestinos demandou engenharia complexa para conciliar homenagens ao ex-presidente em nove Estados. Concessão de títulos de "Doutor Honoris Causa" são contestados na Justiça; Mesas diretoras de Câmara de Vereadores se negam a participal de entrega de títulos de "Cidadão Honorário".
Para sua galera, Lula é apresentado como um "perseguido"

 A agenda da viagem do ex-presidente Lula pelo Nordeste incluirá o encontro com um reitor que foi ameaçado, uma honraria que está sendo contestada na Justiça e a entrega de um título de cidadão proposto há duas décadas.Na Paraíba, o ex-presidente vai receber um título de cidadão de João Pessoa proposto em 1997 pelo então vereador Júlio Rafael (PT), morto em 2013. A proposta, aprovada na época, foi resgatada pelo vereador Marcos Henriques (PT).

O ato, contudo, acontecerá sem a presença da Mesa Diretora da Câmara: "Não vamos participar. Entendemos que é um contrassenso entregar um título a alguém condenado por corrupção", diz o vice-presidente da Câmara, vereador Lucas de Britto (PSL).A honraria de duas décadas atrás foi a solução encontrada após a entrega de título de doutor honoris causa ao ex-presidente não ter sido confirmada pela UFPB (Universidade Federal da Paraíba).

O ato chegou a ser divulgado pelo PT, mas a reitora Margareth Diniz informou que não teria tempo hábil para organizar a solenidade. Segundo ela, "não há viés político" na decisão de postergar a entrega do título, aprovado pela universidade em 2011.Em Alagoas, por outro lado, a entrega do título de doutor honoris causa a Lula foi confirmada pela Uneal (Universidade do Estado de Alagoas). O ato acontecerá na quarta (23) em Arapiraca.

O reitor da universidade, Jairo José Campos da Costa, diz ter sido ameaçado de morte no final de julho, dias depois da divulgação da homenagem (leia texto abaixo).Já na Bahia bastaram três semanas para que a Universidade Federal do Recôncavo propusesse, aprovasse e marcasse a data para a entrega de honraria semelhante.

O vereador de Salvador Alexandre Aleluia (DEM), porém, entrou com ação popular na Justiça Federal pedindo a suspensão da homenagem. "A gente não pode achar normal que se conceda uma honraria a uma pessoa que foi condenada. Criminoso não merece título, merece sentença", diz o vereador, que também questiona o uso da universidade como palco de "campanha antecipada".Em entrevista a uma rádio, o ex-governador Jaques Wagner (PT-BA) disse que o vereador era movido pela "inveja". "Quem sabe, se trabalhar, ele pode chegar ao nível que o presidente Lula chegou."

Em Estância (SE), o vereador Sandro de Bibi (PRB) entrou com um pedido de anulação do título de cidadão que será concedido ao ex-presidente. Ele alega que a homenagem foi aprovada em regime de urgência, desrespeitando o regimento interno.O PT também teve que mudar a programação em Salvador –um ato que seria realizado no Cerimonial Pupileira, administrado pela Santa Casa da Bahia, foi transferido para a área interna do estádio da Fonte Nova.

Presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação afirma que a administração da Santa Casa vetou o uso do local, alegando que seria inadequado para eventos políticos. Jaques Wagner disse que houve "preconceito" com Lula.A Santa Casa nega veto e diz que o ato foi anunciado no local pelo PT antes que um contrato fosse firmado.

Uma palavra amiga - Postagem do Antônio Morais.


Deus é o autor da vida e não da morte. A pessoa morre antes do tempo porque quer, porque assim se determina. O álcool, os tóxicos, e o fumo diminuem a vida. Embora quem esteja dependente deles diga que não tem problema, que isso é invenção da medicina. Deus não quer o mal, mas o homem se destrói. Causa o mal para si mesmo e para os outros.

Não seria melhor que, em vez de ficar procurando justificar os vícios, agente tivesse um pouco mais de personalidade, reagisse e se libertasse deles?

Aqueles que nos levam para o abismo dos vícios, certamente não irão pagar por nós as funestas consequências dos mesmos.

PJ

JOESLEY NA MIRA - Por Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo.


A toda hora surge um dado novo ameaçando as benesses mais do que camaradas do acordo de delação premiada entre a PGR e os irmãos Joesley e Wesley Batista, da J&F. A opinião pública ficou perplexa com a facilidade com que eles corromperam todo mundo, prepararam uma cilada para o presidente da República e se mandaram para os EUA, com passaportes, avião, lancha e luxo. Agora, é a própria Lava Jato que se insubordina contra isso.

O primeiro recado foi do plenário do Supremo, que abriu uma porta para a revisão do acordo dos Batista. Em seguida, a PF divulgou relatório atestando a inutilidade da delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado contra os senadores Romero Jucá e Renan Calheiros e o ex-presidente José Sarney. Foi considerado a primeira de uma série de contestações aos acordos, inclusive dos irmãos da J&F. E foi mesmo.

Logo depois, veio à tona outro parecer da PF afirmando que três delatores-chave da Lava Jato apontaram “visões conflitantes” e “em nada auxiliaram” o inquérito contra o ex-ministro Antonio Palocci: o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e o operador de propinas Fernando Baiano. Foi mais um sinal de alerta para Joesley e Wesley Batista.

Agora, uma bomba, ou uma briga em família. A própria mulher de Joesley, jornalista Ticiana Villas Boas, desmente a versão do lobista da JBS Ricardo Saud de que, num jantar no apartamento do casal, houve acertos de propina para o deputado Fábio Faria (PSD-RN), casado com Patrícia Abravanel, do SBT. Em telefonema gravado, Ticiana diz a Patrícia que é “um absurdo” e se oferece para testemunhar a favor do casal.

Para piorar, o procurador Ivan Cláudio Marx, do DF, diz que Joesley falou só por falar de uma conta ilícita de US$ 150 milhões para os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, porque não há nenhuma prova disso. Na sua delação, Joesley não apenas citou os dois e os valores da propina como especificou que seriam contrapartida para aportes bilionários do BNDES para o Grupo J&F. Mas não provou.

A conclusão do procurador Marx, designado para cuidar do caso na primeira instância, pode ser muito boa para Lula e Dilma, mas é muito ruim para os até agora impunes Joesley e Wesley. Primeiro, porque mentiras podem gerar a anulação dos benefícios do acordo de delação. Segundo, porque uma das principais críticas é que eles focaram em Temer e deixaram de fora Lula.

A J&F só virou uma potência mundial no governo Lula, que abriu os cofres do BNDES para os “campeões nacionais” e foi de uma generosidade ímpar com os irmãos goianos. Mas, na delação, Joesley só gravou e prejudicou Temer, que pouco conhecia e cujo governo havia negado um salto importante do grupo: a transferência oficial da sede para a Irlanda.

É legítimo supor que Joesley citou as contas de Lula e Dilma porque tinha de falar qualquer coisa contra eles, mas sabendo que não haveria consequências. Uma conta sem nomes? Espertamente, teria fingido delatar os dois, criando uma história que daria “carne aos leões” da Lava Jato e viraria pó na justiça. Teria sido deliberadamente algoz de Temer, protegendo seus reais parceiros. Esse é um dos nós do acordo de delação, lembrando que, com uma eventual revisão, as benesses caem, mas o efeito das delações continua.

Há, ainda, a CVM contra operações de câmbio e de ações da JBS justamente quando explodiu a delação. A defesa diz que foi “coincidência”, mas é difícil derrubar a suspeita de “informação privilegiada”, que também pode atingir o acordo de delação. A velha ganância ameaça as espetaculares vantagens que Joesley e Wesley receberam ao tentar derrubar Temer. O presidente escapou da guilhotina, mas os irmãos podem estar a caminho dela.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Comissão conclui votação de relatório e aprova 'distritão' e fundo eleitoral - Por Bernardo Caram, G1, Brasília.


Texto altera o sistema eleitoral e cria um fundo abastecido com recursos públicos para financiar campanhas. Proposta seguirá agora para análise, em dois turnos, no plenário da Câmara. Deputados da comissão especial concluíram no início da tarde desta terça a votação da PEC da reforma política.

A comissão especial da Câmara que analisou nos últimos meses uma proposta de reforma política concluiu nesta terça-feira (15) a votação do relatório que estabelece o "distritão" para as eleições de 2018 e cria um fundo para bancar as campanhas com dinheiro público.

Entenda: as regras do "distritão"
O texto agora seguirá para análise do plenário da Câmara. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, deve passar por dois turnos e obter em cada um o apoio mínimo de 308 dos 513 deputados. Se for aprovada, a reforma seguirá para o Senado. Para as mudanças passarem a valer já nas eleições de 2018, precisam ser aprovadas na Câmara e no Senado até 7 de outubro. Por isso, o Congresso corre contra o tempo.

A sessão da reforma política nesta terça começou com 1h30 de atraso. Depois que foi aberta, no entanto, os deputados concluíram a votação do relatório em menos de 15 minutos. Com o texto-base aprovado na última semana, restava apenas a análise de duas sugestões de mudanças na proposta.Saiba abaixo como ficou a versão final da proposta da reforma política aprovada pela comissão:

'Distritão'
A proposta estabelece o "distritão" para as eleições de 2018 e de 2020. Hoje, deputados federais, estaduais e vereadores são eleitos no modelo proporcional com lista aberta. Somados os votos válidos nos candidatos e no partido ou coligação, é calculado o quociente eleitoral, que determinará o número de vagas a que esse partido ou coligação terá direito. Os eleitos são os mais votados dentro do partido ou coligação, de acordo com o número de vagas.

Com o "distritão", cada estado ou município vira um distrito eleitoral. São eleitos os candidatos mais votados dentro do distrito; Não são levados em conta os votos para partido ou coligação. Na prática, torna-se uma eleição majoritária, como já acontece na escolha de presidente da República, governador, prefeito e senador. O "distritão" é criticado por PT, PR, PSB, PRB, PDT, PCdoB, PPS, PHS, Rede, PV, PEN e PSOL, que argumentam que esse formato enfraquece as legendas.

Os partidos dizem entender que a medida vai encarecer as campanhas individuais e somente os candidatos mais conhecidos conseguirão se eleger, dificultando o surgimento de novos nomes na política. Partidos que defendem o "distritão" afirmam, porém, que o modelo acabará com os chamados "puxadores de votos", candidatos com votação expressiva que ampliam o quociente eleitoral do partido ou coligação e garantem vagas para outros candidatos, mesmo que esses "puxados" tenham votação inexpressiva. O "distritão" já foi rejeitado pelo plenário da Câmara, em 2015, quando a Casa era comandada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Nos últimos dias, porém, o sistema ganhou força entre parlamentares e lideranças partidárias.

Fundo de campanha
O projeto institui o Fundo Especial de Financiamento da Democracia, mantido com recursos públicos previstos no Orçamento. O valor do fundo será de 0,5% da Receita Corrente Líquida do governo em 12 meses, o que corresponderá a cerca de R$ 3,6 bilhões em 2018. Outra comissão da Câmara que discute a reforma política pode votar, também nesta terça, o relatório de um projeto de lei que, entre outros pontos, regulamenta a distribuição dos recursos do fundo entre partidos e candidatos.

Eleições de 2022
A partir de 2022, conforme o texto aprovado na comissão, será adotado o sistema "distrital misto" nas eleições para deputado federal, deputado estadual e vereador. O modelo é uma mistura dos sistemas proporcional e majoritário. No "distrital misto", a eleição dos deputados federais, por exemplo, seria assim:
O eleitor vota duas vezes: em um candidato do distrito e em uma lista fechada de candidatos estabelecida pelos partidos. Metade das vagas vai para os candidatos mais votados nos distritos. A outra metade é preenchida pelos candidatos da lista partidária.

Vacância da Presidência
No caso de vacância da Presidência da República, será feita eleição 90 dias após a vaga aberta. Se a vacância ocorrer no último ano do mandato presidencial, será feita eleição indireta, pelo Congresso, até 30 dias após a abertura da vaga. A regra também valerá para governadores e prefeitos.

Mandato nos tribunais
O texto prevê mandato de dez anos para integrantes de tribunais superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Atualmente, ministros de tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União (TCU) não têm mandato, mas são obrigados a se aposentar compulsoriamente aos 75 anos.

Na prática, todos os membros do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal Militar e dos Tribunais de Contas da União, estados e municípios terão mandatos de 10 anos.

Nos casos dos outros órgãos, como Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST) e tribunais federais, a limitação valerá apenas para aqueles que forem indicados pelo Ministério Público ou que sejam representantes dos advogados. O mandato dos membros dos tribunais eleitorais será de quatro anos, sem possibilidade de recondução. Na regra atual, eles têm mandato de dois anos, que podem ser prolongados por mais dois anos. A regra não valerá para os atuais membros dos tribunais. Somente aqueles indicados após a possível promulgação da proposta passarão a ter o limite de mandato.

Posses no Executivo
As datas das posses dos eleitos passarão a ser as seguintes:
6 de janeiro: governadores e prefeitos;
7 de janeiro: presidente da República;
1º de fevereiro: deputados e vereadores.

Ministro trava há 75 dias julgamento sobre foro - Por Josias de Souza.


No Brasil das delações, foro privilegiado virou um outro nome para impunidade. Enquanto juízes como Sergio Moro e Marcelo Bretas produzem condenados em série, o Supremo Tribunal Federal vai se transformando num Éden para parlamentares e autoridades processadas por corrupção. Isso poderia mudar. Mas o ministro Alexandre de Moraes, da Suprema Corte, não deixa. Ele está sentado há 75 dias em cima do processo que pode reduzir o alcance do foro privilegiado.

O processo que Alexandre de Moraes retarda foi relatado pelo ministro Luís Roberto Barroso. No seu voto, Barroso sustentou que o Supremo só deve julgar autoridades por crimes cometidos durante e em razão do exercício do cargo público. Prevalecendo esse entendimento, o grosso dos processos criminais que tramitam na última instância desceriam para a primeira instância do Judiciário.

Alexandre de Moraes pediu vista do processo numa sessão em que quatro dos 11 ministros do Supremo votaram a favor da limitação do foro especial. Mais dois votos e os encrencados graúdos serão enviados para a usina de sentenças da primeira instância. Enquanto o processo estiver na gaveta, os investogados não perdem por esperar. Ganham. Entre os beneficiados estão oito ministros de Michel Temer, ex-colegas de Alexandre de Moraes, que serviu ao governo Temer como ministro da Justiça.

Governo acha irregularidade em 60 mil benefícios assistenciais - Por Lalo de Almeida.


Brasileiros se aposentam mais cedo do que cidadãos de países de renda parecida. Governo encontrou beneficiários irregulares no programa, que atende idosos e pessoas com deficiência

Em busca de receitas e maior eficiência nos programas sociais, o governo deu início a um primeiro pente fino no BPC (Benefício de Prestação Continuada), direcionado a idosos e deficientes de baixíssima renda, e encontrou 60 mil benefícios irregulares.

Os cancelamentos gerarão uma economia inicial estimada em R$ 670 milhões.

O Ministério do Desenvolvimento Social encontrou 17 mil pagamentos a pessoas que já morreram. Esses casos totalizam R$ 190 milhões por ano e já foram cancelados.

Em outro cruzamento de dados, foram identificadas 43 mil pessoas que recebem o recurso mesmo possuindo renda maior que o valor fixado para entrar no programa.

Uma redução ainda maior de custos é esperada em 2018, quando peritos verificarão in loco as condições físicas e de moradia dos beneficiários.

Pelas regras, têm direito a um salário mínimo deficientes incapacitados e pessoas acima de 65 anos, nos dois casos com renda familiar inferior a um quarto do piso.

O programa, que atende hoje a 2,48 milhões de deficientes e 1,99 milhão de idosos e custa R$ 50 bilhões, não era revisado desde 2008.

As fiscalizações que vêm sendo realizadas em programas como auxílio-doença, Bolsa Família e aposentadoria por invalidez são consideradas pelo Ministério do Planejamento uma das fontes de receita para ajudar no cumprimento da meta fiscal.

A Lava Jato é coisa séria. Não tem vagas para um Rodrigo Janot - Por Augusto Nunes.


Para que a maior ofensiva anticorrupção da história do Brasil possa avançar sem sobressaltos provocados por um marmanjo resolvido a brincar de índio, tomara que tenha chegado ao fim o estoque de bambu armazenado por Rodrigo Janot. Seja quem for o alvo, todas as setas disparada na filial de Brasília pelo ainda procurador-geral da República só serviram para atrapalhar os trabalhos na sede da Lava Jato em Curitiba, que abriga profissionais sem tempo a perder com arcos e flechas.

Neste fim de semana, por exemplo, um punhado de contradições entre o que anda dizendo a mulher de Joesley Batista, Ticiana Villas Boas, e o que disseram o dono da J&F e seu parceiro de delação Ricardo Saud confirmaram que o acordo que pariu a meia delação premiadíssima foi mais uma flechada bêbada da versão brasileira do Inspetor Clouseau, o detetive trapalhão de A Pantera Cor-de-Rosa. Está claro que o Inspetor Janot foi tapeado (ou deixou tapear-se, o que dá na mesma) pelo empresário presenteado com um habeas corpus vitalício.

O Brasil decente exige que 1) o acordo seja anulado, 2) que os depoimentos recomecem do zero e 3) que o amigão de Lula pare imediatamente de fingir que mal conhece o ex-presidente que o ajudou a arrombar os cofres do BNDES. A prudência também recomenda que o atirador de flechas seja trancado numa maloca até que o surto passe ou seu mandato termine. A Lava Jato é coisa séria. Não tem vagas para um Rodrigo Janot.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Novos tempos, novos costumes - Postagem do Antônio Morais


Através dos tempos, o Crato tem-se destacado pelo pioneirismo de sua gente lutadora e idealista. Cidade eterna. Cofre sagrado que guarda carinhosamente as alegrias de sua nobre e altiva gente. Cidade amor, cidade carinho, cidade beleza, cidade cultura. Crepusculo da saudade e alvorada da esperança. Relíquia de um passado glorioso incrustada nas lutas do presente e para as grandes caminhadas em busca do futuro. 

Quantos marcos luminosos foram plantados em importantes e diferentes campos de atividade. Bastaria citar, exemplificando, o pioneirismo da cidade no tocante ao ensino secundário. O veterano Colégio Diocesano foi o primeiro estabelecimento, em nível ginasial,a funcionar  no interior cearense. O Seminário São José, outro patrimônio do Crato, idem. 

Pioneiro, igualmente, no campo do jornalismo, com o Araripe de João Brígido. Bastariam estes exemplos para atestar nossas assertivas. 

É bom que se diga: para alcançar patamares tão distintos na ordem do desenvolvimento de uma comunidade, impõem-se determinadas caracteristicas que respondem  pelas raízes e causas  dos gestos históricos e altruísticos. No caso particular do Crato, a fonte que tem inspirado essas ações pioneiras repousa  na cultura, inteligência e vocação para as coisas  nobres do Espirito. A cidade era uma especie de academia de letras informal, onde pontificavam escritores, professores eméritos, jornalistas consagrados, poetas, historiadores da felpa  de Irineu Pinheiro, Figueiredo Filho, Quixadá Felício, José Alves de Figueiredo, Celso Gomes de Matos, Raimundo Teles Pinheiro, José Newton Alves de Sousa, Raimundo de Oliveira Borges, Jeser de Oliveira, Duarte Junior, Pedro Norões, Tomé Cabral, Padres Antônio Gomes, Pedro Rocha, Antônio Feitosa, Raimundo Augusto, Rubens Gondim Lossio, Antônio Vieira.

Corta, pula. Esquece o texto do Osvaldo Alves e o Crato de antanho. 

Hoje, segundo informações que circulam fartamente na imprensa tem vereadores afastados pela justiça, prefeito e secretário com os sigilos quebrados e bispo depondo em delegacia de policia.

Novos tempos, novos costumes.

Mais famílias são excluídas do "Bolsa Família"

Fonte: jornal O POVO

No Ceará, 41.691 famílias não contam mais com o benefício do programa Bolsa Família. O corte, feito no mês de julho, acompanhou a redução de outros 501 mil beneficiários em todo o País. É a maior redução de beneficiários da história do Bolsa Família. A queda contínua do total de famílias cearenses atendidas pelo programa acontece desde março, somando quase 70 mil benefícios.Fortaleza registrou o maior corte, de 12.252 famílias, seguida por Caucaia (2.260), Maracanaú (926) e Maranguape (722). Todos os 184 municípios tiveram redução.O diretor institucional da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), Expedito José do Nascimento, conta que soube do corte no início de julho. “Já começamos a prevenir alguns municípios. Quando eles cortam é de forma geral. Estão usando a questão de fazer um recadastramento e a partir daí, cortam”, explica.

Conforme Expedito, as famílias só sabem que não fazem mais parte do programa quando vão sacar o dinheiro. “Aí mandam ligar para a central do Bolsa Família e encaminham para a Prefeitura”, conta. Ele acrescenta que os municípios não têm como oferecer programas que possam suprir as necessidades das famílias. “No governo anterior (de Dilma Rousseff) também houve corte, mas tinha muitos critérios”. 





Na Monarquia, competência. Na República, incompetência

O Rei é um técnico, um “especialista” na arte da ciência de governar. Um Presidente é um improvisado, um “amador”.
 Pelo visto, Dona Dilma não conseguiu assimilar os ensinamentos da Rainha Elisabete II

Na superficialidade das ideias dominantes em que se arrasta a mentalidade contemporânea, é comum ouvir-se por aí dizer que a superioridade do regime republicano está em poder escolher-se o chefe mais competente, ao contrário da Monarquia, em que se é obrigado a aceitar um chefe determinado, pela fraca e inconcebível razão de ter nascido num berço real. Nesta ordem de ideias seria a República a forma de governo sempre competente e a Monarquia aquela em que, relegada para os acasos de um nascimento, a competência governativa não se verificaria senão com as mesmas probabilidades em que se ganha nos jogos de azar.

Ora, nós nos propomos demonstrar precisamente o contrário. E não há de parecer difícil a tarefa a quem reparar no papel que representa a incompetência na eleição de um presidente. Tem o eleitorado conhecimento suficiente da sua personalidade e da importância dos problemas, quer nacionais, quer internacionais, que o eleito é chamado a resolver? Tem o eleitorado cultura bastante para avaliar as superiores qualidades de caráter, de inteligência e de saber que o bem comum exige a quem vá dirigir o destinos nacionais? Possui o eleitorado o senso e a capacidade necessários para distinguir o aventureiro audaz e insinuante do homem de valor que, indiferente a exibicionismos, estuda e trabalha no isolamento do seu gabinete? Tem, numa palavra, o eleitorado competência para eleger o supremo Chefe? Evidente que não!

Quando o mais alto poder nasce de tal jogo de incompetências, quando a sua origem é a própria incompetência, como poderemos esperar que ele seja competente? Só o será por um mero acaso, mas não é em meros acasos que se pode fundar a ciência política.

Estar apto a desempenhar uma missão pressupõe uma preparação especial. A competência, em qualquer ramo de atividade, adquire-se mediante educação apropriada, estudo especializado e prática. Estas condições indispensáveis de competência faltam, como é evidente, a um Presidente eleito. Pode, é verdade, um espírito privilegiado suprir em grande parte essa falta, mas a hipótese é extremamente excepcional. Na vida de uma República a regra consiste em colocar-se na presidência um indivíduo que pode ter tudo menos a preparação necessária e indispensável para o desempenho desse lugar e em apeá-lo quando, pela prática adquirida nas suas funções, poderiam despontar nele os primeiros indícios de competência.

Numa República, o mais alto cargo é colocado nas mãos de quem não possui preparação alguma para o desempenhar. Em outras palavras, confia-se descuidadamente nos favores do acaso entregando o governo a qualquer improvisado governante, que por acaso venceu as eleições.

Não se permite que advogue a quem não possui o curso de uma Faculdade de Direito; que clinique a quem não for graduado em Medicina; não se dão os galões de oficial a quem não tiver passado pela Academia Militar. Para o exercício de qualquer profissão, cada vez se exige mais um diploma comprovativo das indispensáveis habilitações, garantindo desta forma a competência na atividade a que cada um se dedica. Por que estranha razão é que só para o lugar mais importante do qual todos os outros dependem, para o dirigente dos complexos negócios do Estado, para o supremo comando de uma Nação, que tanto pode levar à ruína como ao esplendor de um povo, não se exige mais do que saber ler e escrever?

Não é por acaso que se denomina “ofício de reinar” a ocupação de um Rei. Ofício quer dizeraprendizagem prática de uma profissão. Ofício subentende e implica competência. Ora, um Rei recebe, enquanto Príncipe, uma educação especializada tendente a fazer dele um futuro governante. A necessária prática, ele a vai adquirindo paralelamente, no íntimo convívio com seu pai, que se torna o seu melhor professor. Ele não esquece a lição dos fatos, porque estes fazem parte das apreensões, das alegrias e das tristezas da sua vida de família. Quando um dia chega a hora de reinar, ele sobe confiadamente os degraus do trono, porque para isso estudou uma vida inteira e a coroa que o cinge não o distingue mais do que a competência de que é possuidor para cumprir a missão que o destino lhe marcou.

Acima, trechos do livro:  “Claro dilema: Monarquia ou República?” (Lisboa, Edições Gama, 1944, PP. 132-135), obra do notável médico, historiador e cientista político Dr. Mário Saraiva (1910-1998).

Coisas da República: 94% dos eleitores não se veem representados por políticos

Segundo pesquisa do instituto Ipsos, apenas 6% dos eleitores se sentem representados pelos políticos em quem já votaram
Fonte: VEJA
 Para 94%, os políticos que estão no poder não representam a sociedade (Nelson Junior/VEJA)

A pouco mais de um ano das eleições para a Presidência, os governos estaduais e o Congresso Nacional, os brasileiros manifestam rejeição generalizada à classe política, independentemente de partidos, e ao atual modelo de governo. Segundo pesquisa do instituto Ipsos, apenas 6% dos eleitores se sentem representados pelos políticos em quem já votaram.

Desde novembro do ano passado houve queda de nove pontos porcentuais na taxa dos que se consideram representados. A onda de negativismo contamina a percepção sobre a própria democracia: só metade da população considera que esse é o melhor regime para o Brasil, e um terço afirma que não é. Quando os eleitores são questionados especificamente sobre o modelo brasileiro de democracia, a taxa de apoio é ainda mais baixa: 38% consideram que é o melhor regime, e 47% discordam.

Passado pouco mais de um ano das manifestações de massa que culminaram no fim do governo petista de Dilma Rousseff, nada menos do que 81% dos entrevistados pelo Ipsos manifestaram concordância com a afirmação de que “o problema do País não é o partido A ou B, mas o sistema político”.

Para 94%, os políticos que estão no poder não representam a sociedade. Apenas 4% acham o contrário. Quem está na oposição também é alvo de desconfiança. Quando a pergunta é sobre os políticos em quem os entrevistados já votaram em algum momento, 86% dizem não se sentir representados.

Se te falta fé se encontre - Postagem do Antônio Morais.


O rio passa e as pedras por mais que rolem vão ficando pelo caminho... Assim são os problemas que carregamos por maiores que sejam vão ficar no passado uma hora eles se desprendem de nós e caem no esquecimento.

Por isso não perca a hora do trem nem se deixe levar pela dor. A vida como o rio tem um curso a seguir e quem não pode ficar para trás é você. Olhe para a frente projete seus sonhos veja-se livre do que te incomoda.

Se a saúde que lhe falta se trate.

Se é a solidão que te incomoda seja solidário.

Se é o desamor que te atormenta ame mais.

Se é a traição que te ofende perdoa.

Se é a desunião que te machuca une.

Se é a escuridão que te entristece seja a luz.

Se é o vazio que te deixa assim preencha-se.

Se te falta fé se encontre...

Se te falta direção observe o rio que humildemente se deixa levar pelo caminho certo que depois das pedras está o mar ponto de chegada dos vitoriosos dos pequenos riachos fontes e nascentes que compõem a grandiosa força dos oceanos.

Hoje você pode ser apenas um fio d’água mas seguindo o curso do rio da vida deixará para trás pedras e barrancos e se fortalecendo com a capacidade de amar deixará de ser rio e será mar.    

Paulo Roberto Gaefke

domingo, 13 de agosto de 2017

Esquerda interrompida Especialistas apontam o fracasso do projeto de governos socialistas hegemônicos no continente

Principais países da região, Brasil e Argentina sofrem com crise econômica  
Fonte: Estado de Minas
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, na Venezuela, em 2009: uma parceria polêmica (foto: Juan Barreto/AFP)

Brasília - Idealizado há 27 anos pelo Foro de São Paulo, o projeto de governos de esquerda para a América Latina deu errado. O PT, afundado na maior crise ética de sua história, deixou como herança uma recessão profunda da qual o Brasil ainda luta para se livrar. Na Argentina, o segundo principal país do continente, foi eleito um presidente alinhado ao setor produtivo - como uma maneira de se contrapor aos anos de kirchnerismo. E a Venezuela caminha para uma guerra civil e o recrudescimento de um regime ditatorial sob o comando do presidente Nicolás Maduro.

O Foro de São Paulo reunia partidos de esquerda e representantes de movimentos sociais, capitaneados pelo PT e pelo seu principal líder, Luiz Inácio Lula da Silva, que planejavam criar um discurso unificado contra o neoliberalismo e exportar, para o continente, um modelo de oposição ao status quo político reinante. Com a chegada de Lula ao Planalto, em 2003 - nesse ano, Hugo Chávez já havia sofrido tentativa de golpe na Venezuela -, houve uma onda de governos eleitos com viés socialista no continente, sendo os mais expressivos o casal Kirchner, na Argentina; Evo Morales, na Bolívia; Rafael Correa, no Equador; Tabaré Vasquez e Pepe Mujica, no Uruguai; Fernando Lugo, no Paraguai; e Michelle Bachelet, no Chile.

O segundo mais importante país, a Argentina vive assolada em crises econômicas. Ao longo dos governos do casal Kirchner - sobretudo na gestão de Cristina -, as métricas econômicas eram manipuladas, o que levou o Fundo Monetário Internacional a impor sanções ao país. “Essas medidas ultraprotecionistas, aliadas a uma base econômica reduzida, quebraram o país”, afirma a estrategista macroeconômica da XP Investimentos com base em Nova York, Daphne Wlasek.

CONFIANÇA

Nem mesmo o Chile, apontado como modelo, por causa da reforma da educação e da Previdência, escapa das dificuldades. A presidente Michelle Bachelet, eleita em 2013 após passar quatro anos na oposição, enfrenta os menores índices de popularidade da gestão. “As reformas implantadas e as políticas do governo atual minaram a confiança do empresariado. Houve outros fatores que levaram a economia chilena a crescer a mais ou menos 1,5% este ano, enquanto no período antes da crise e até mesmo antes de Bachelet assumir, a economia crescia a mais ou menos 4%”, diz o estrategista de macroeconomia da XP Alvaro Mollica.

Venezuela é o maior sintoma

 A crise na Venezuela talvez seja o sintoma mais agudo da derrocada do discurso socialista na região. Na sexta-feira, o presidente Nicolas Maduro encaminhou à Assembleia Nacional Constituinte, composta somente por representantes alinhados ao governo, uma proposta de prisão por até 25 anos para quem for às ruas incitar um discurso de ódio. Já são mais de 120 mortos nos confrontos dos manifestantes com a polícia. A radicalização no discurso é ainda mais perigosa porque o maior país do continente, os Estados Unidos, estão sendo governados por Donald Trump. E ele avisou, também na sexta, que poderá utilizar a força militar no país. “A Venezuela é um desastre muito perigoso”, disse Trump.

A relação do PT com a Venezuela vive um momento delicado. O ex-presidente Lula, que sempre foi considerado um espelho e o grande irmão pelos governantes bolivarianos da região, tem evitado expor opiniões muito contundentes sobre a crise venezuelana. Diferentemente da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, durante discurso no 23º Encontro do Foro de São Paulo, realizado em 17 de julho, em Manágua, capital da Nicarágua. “O PT manifesta seu apoio e solidariedade ao governo do PSUV, seus aliados e ao presidente Nicolás Maduro frente à violenta ofensiva da direita contra o governo da Venezuela e condenamos o recente ataque terrorista contra a Corte Suprema. Temos a expectativa de que a Assembleia Constituinte possa contribuir para uma consolidação cada vez maior da revolução bolivariana e que as divergências políticas se resolvam de forma pacífica”, disse Gleisi.

A Mesa do Velho Avô - Postagem do Antônio Morais.


Um frágil e velho homem foi viver com seu filho, nora, e o seu neto mais velho de quatro anos. As mãos do velho homem tremiam, e a vista era embaralhada, e o seu passo era hesitante.

A família comeu junto à mesa. Mas as mãos trêmulas do avô ancião e sua visão falhando, tornou difícil o ato de comer. Ervilhas rolaram da colher dele sobre o chão. Quando ele pegou seu copo, o leite derramou na toalha da mesa. A bagunça irritou fortemente seu filho e nora:

"Nós temos que fazer algo sobre o Vovô," disse o filho.

"Já tivemos bastante do seu leite derramado, ouvindo-o comer ruidosamente, e muita de sua comida no chão".

Assim o marido e esposa prepararam uma mesa pequena no canto da sala.

Lá , Vovô comia sozinho enquanto o resto da família desfrutava do jantar.

Desde que o Avô tinha quebrado um ou dois pratos, a comida dele foi servida em uma tigela de madeira. Quando a família olhava de relance na direção do Vovô, às vezes percebiam nele uma lágrima em seu olho por estar só.

Ainda assim, as únicas palavras que o casal tinha para ele eram advertências acentuadas quando ele derrubava um garfo ou derramava comida.

O neto mais velho de quatro anos assistiu tudo em silêncio. Uma noite antes da ceia, o pai notou que seu filho estava brincando no chão com sucatas de madeira. Ele perguntou docemente para a criança, "O que você está fazendo? "Da mesma maneira dócil , o menino respondeu: " Oh, eu estou fabricando uma pequena tigela para Você e Mamãe comerem sua comida quando eu crescer." O neto mais velho de quatro anos sorriu e voltou a trabalhar.

As palavras do menino golpearam os pais que ficaram mudos. Então lágrimas começaram a fluir em seus rostos.

Entretanto nenhuma palavra foi falada, ambos souberam o que devia ser feito. Aquela noite o marido pegou a mão do Vovô e com suavidade o conduziu para a mesa familiar.

Para o resto de seus dias de vida ele comeu sempre com a família. E por alguma razão, nem marido nem esposa pareciam se preocupar mais quando um garfo era derrubado, ou leite derramado, ou que a toalha da mesa tinha sujado.

As crianças são notavelmente perceptivas. Os olhos delas sempre observam, suas orelhas sempre escutam, e suas mentes sempre processam as mensagens que elas absorvem. Se elas nos vêem pacientemente providenciar uma atmosfera feliz em nossa casa, para nossos familiares, eles imitarão aquela atitude para o resto de suas vidas.

O pai sábio percebe isso diariamente, que o alicerce está sendo construído para o futuro da criança.

Sejamos sábios construtores de bons exemplos de comportamento de vida em nossas funções.

A reforma que não reforma - Por Ruy Fabiano.


A divisão ideológica que o PT semeou junto à parcela mais politizada da sociedade brasileira tem ressonância apenas epidérmica no Congresso. O instinto de sobrevivência da classe política, independentemente de ideologia, a mantém unida no essencial. A divergência é apenas tópica, coreográfica.

Isso ficou claro em todas as tentativas (ainda não esgotadas) de mudar a legislação para deter a Lava Jato e blindar os políticos.

Esta semana, o Conselho de Ética do Senado optou, “em nome da pacificação da Casa” (foi o que a maioria alegou), por arquivar o processo por quebra de decoro das cinco senadoras do PT e PCdoB que, há duas semanas, ocuparam a mesa diretora para impedir fisicamente a votação da reforma trabalhista.

A reforma política é mais um desses momentos corporativos. Dois tópicos a resumem: o chamado voto distritão e o financiamento público de campanha, que importará num desembolso de nada menos que R$ 3 bilhões e 600 milhões dos cofres públicos.

São medidas que mantêm o chamado status quo. O sistema eleitoral vigente, complicado até para ser explicado, contempla coligações partidárias para as eleições proporcionais de deputados.

Não se elegem os individualmente mais votados, mas as coligações. Feita a totalização dos votos, verificam-se quantas cadeiras cada coligação terá – e os mais votados ali dentro (ainda que escassamente votados) irão ocupá-las.

Isso permite que uma coligação encabeçada, por exemplo, por uma celebridade da TV ou do futebol, como Tiririca ou Romário, obtenha tal soma de votos excedentes que possibilite beneficiar candidatos que de outra forma jamais seriam eleitos – e, inversamente, exclua os que, ainda que bem votados, integrem uma coligação de menor glamour.

Isso fez com que, na atual Câmara dos Deputados, apenas 107 dos 513 titulares – um quinto do total - tenham sido efetivamente eleitos. Pegaram carona nos puxadores de votos. São deputados biônicos, beneficiários de votos terceirizados.

Claro que isso precisa mudar. E o diagnóstico da mudança ideal já estava posto há muito tempo: o voto distrital, que poderia ser puro (o ideal) ou misto, que reservaria parcela dos candidatos ao sistema proporcional. No distrital puro, pega-se, por exemplo, um estado como São Paulo, que tem direito a 70 cadeiras na Câmara, e divide-se em 70 distritos. Cada distrito elegerá um representante.

Não há espaço para biônicos ou arrivistas. Cada distrito conhece o seu representante, sabe onde encontrá-lo e pode rastrear sua atuação. No sistema atual, bem poucos se lembram em quem votaram. O resultado é o que vemos. Ninguém presta contas de coisa alguma; nem o eleito, nem o eleitor se conhecem.

O distritão beneficiará os candidatos mais conhecidos, os caciques, com domínio da máquina partidária e dos fundos do partido para financiar a campanha. Reduz, assim, o horizonte de renovação.

Em síntese, contraria o anseio da sociedade por mudança radical no perfil de sua representação, além de enfraquecer ainda mais a consistência doutrinária dos partidos, já de si uma ficção.

Quanto ao financiamento público, repete a velha mentalidade estatal brasileira: se falta dinheiro, tunga-se o contribuinte.

O sindicalismo brasileiro, por exemplo, beneficiou-se do imposto sindical e entrou em crise ao vê-lo suprimido pela reforma trabalhista. Nem cogita de vir a ser sustentado por seus filiados, que só o seriam na medida em que lhe fossem prestados bons serviços.

O governo Temer, diante do rombo orçamentário, não teve dúvidas: em vez de cortar despesas, aumentou os impostos da gasolina, ensaiou um aumento do imposto de renda e não exclui novas investidas. Reduzir o tamanho do Estado? Nem pensar.

O que justifica que o Rio de Janeiro, que deixou de ser capital da República há 57 anos, tenha mais funcionários públicos federais que Brasília? Pois tem: 250 mil contra 175 mil.

Ao proibir o financiamento empresarial às campanhas, o STF expôs a ficção do sistema partidário: sem raízes na sociedade, quem irá espontaneamente financiar 35 legendas, que se igualam em conteúdo e metas – e cuja conduta a Lava Jato vem mostrando?

Não havendo adesão espontânea, apela-se para a impositiva: o aumento do fundo partidário. Gostando ou não, crendo ou não nos partidos e na legitimidade das regras do jogo, o eleitor-contribuinte está sendo instado mais uma vez a financiá-los.

sábado, 12 de agosto de 2017

Visite e conheça em Várzea-Alegre.


TABERNA DA PIZZA - FORNO A LENHA!

Importou-se  maquinas, equipamentos, conhecimentos e estudos da culinária. Tudo foi preparado com esmero, lhaneza no trato e muito respeito a você consumidor. Um produto da mais fina qualidade e especial paladar.


VALORES HUMANOS - Postagem do Antônio Morais.


Violência, desonestidade, desrespeito contaminam as relações em nossa sociedade. Para mudar esse quadro há que se trabalhar com crianças e adolescentes em formação. É o que entende o grupo que desenvolveu e disponibiliza, gratuitamente, na internet o Programa Cinco Minutos de Valores Humanos para a Escola (www.cincominutos.org). O grupo propõe a criação de uma lei que determine a inclusão do ensino de valores humanos no currículo de todas as escolas do País, do ensino básico e do ensino médio.

O grupo é formado, em sua maioria, por pedagogos voluntários de Fortaleza. Eles estão se mobilizando para sensibilizar os parlamentares e a sociedade, diante dos casos de violência que acontecem até mesmo em sala de aula, envolvendo adolescentes. No texto, o grupo pede uma lei “que estabeleça como prioridade do processo educativo a formação do caráter, como acontecia em gerações anteriores, quando os pais e mesmo a escola ensinavam às crianças o respeito por si mesmas, pelos outros, pela natureza, pelas leis, a honestidade, a verdade, a justiça, a ética, a responsabilidade, a afetividade, etc.”

A coordenadora do Programa Cinco Minutos de Valores Humanos para a Escola, Saara Nousiainen, observa que hoje os pais não têm tempo para estar com os filhos e repassar valores como antes. “Há os casos também de pais que nem valores têm para ensinar aos filhos”, ressalta. Já as escolas, acrescenta, priorizam “empurrar conhecimento para a cabeça do aluno sem se importar com o coração. É preciso criar a conexão cabeça-coração”.

Movimentos pela volta da Monarquia crescem no Brasil

Fonte: Folha Brasil -- Por Josias Oliveira
A fase do Brasil Império concentrou os mais importantes acontecimentos  da história do país, contemplando, assim, o período que vai do ano de 1822 (quando o Brasil tornou-se independente) ao ano de 1889 (quando foi proclamada a República).

A volta da Monarquia seria uma solução? Em meio à mais grave crise política e econômica da história brasileira, questões que andavam para lá de adormecidas estão ressurgindo. Uma delas é a volta da monarquia no Brasil.

O movimento monarquista defende que se estabeleça novamente o império por aqui. Herdeiros dos dois imperadores do Brasil (Pedro I e Pedro II).

Em carta endereçada à imprensa, há duas semanas, Dom Luiz de Orleans e Bragança, de 78 anos, bisneto da princesa Isabel e primeiro na linha sucessória em caso de retorno da monarquia ao país, aproveitou para se colocar à disposição na busca por uma solução.

“A Família Imperial, juntamente com a crescente corrente monárquica espalhada pelo Brasil, está disposta a cooperar na busca das soluções ponderadas que sejam uma saída para a crise que angustia aos brasileiros”, disse.

Um dos líderes do movimento no país, o médico carioca Rodrigo Siqueira da Rocha Dias, que pertence ao grupo chamado Brasil Real, disse que:

“O movimento pela mudança de República para monarquia está crescendo exponencialmente. Não é possível definir o número de membros, pois não temos estatísticas oficiais, mas existem diversos grupos, alguns até com personalidade jurídica”

Para ele, o retorno a monarquia após período republicano não é novo e que o sistema custaria muito menos aos cofres públicos do que a república atual.

“A restauração não seria inédita na história do século XX. A Espanha, por exemplo, era república e restaurou a monarquia. O presidente da República de Portugal, custa o dobro que o rei espanhol. Isso torna-se ainda mais espantoso quando comparamos a economia entre os dois países”, disse.

O médico ainda alega que países onde monarquias estão instauradas são menos corruptas.

“Será que a população tem ciência de que dos dez países menos corruptos do mundo sete são monarquias? O monarca tem algumas prerrogativas que lhe são próprias e que garantem coesão e estabilidade. Em caso de crise institucional, o imperador tem a prerrogativa de dissolver o parlamento e convocar novas eleições. Pergunte a qualquer brasileiro se ele aprova esse Congresso ou se preferiria que esses políticos fossem demitidos, na figura da dissolução do Parlamento, para convocação de novas eleições”, questiona.

 Linha Sucessória da Monarquia Brasileira

1 – Dom Luiz Gastão de Orleans e Bragança (Chefe da Casa Imperial)

2 – Dom Bertrand Maria José de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil

3 – Dom Antônio João de Orleans e Bragança, Príncipe do Brasil

4 – Dom Rafael Antônio Maria de Orleans e Bragança (filho de Dom Antônio)

5 – Maria Gabriela Fernanda de Orleans e Bragança (irmã de Dom Rafael)

6 – Isabel Maria Josefa de Orleans e Bragança (irmã de Dom Rafael)

Do site da revista VEJA: Lula não foi agredido durante almoço em restaurante

Texto repleto de erros publicado por blog afirma que o petista foi alvo de empurrões, pedradas e ovadas
Fonte: Site VEJA – Por João Pedroso de Campos 

Um dos alvos preferenciais de boatos na internet, dadas as paixões e a aversão que desperta e os cliques que atrai, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a protagonizar uma manchete mentirosa nos últimos dias.

O site Revista NP – Notícias do Brasil e do Norte Pioneiro do Paraná inventou que Lula foi agredido durante um almoço com lideranças do PT e publicou um texto com o título “o pau quebrou geral: Lula apanha durante Almoço em restaurante”.

A “reportagem” é ilustrada com uma foto do ex-presidente rodeado por aliados, clicada no dia em que ele foi conduzido coercitivamente a depor na Operação Lava Jato, em março de 2016.
Em dois dias, a lorota foi compartilhada cerca de 103.000 vezes em redes sociais como o Facebook e o Twitter e no WhatsApp:

O pau quebrou geral: Lula apanha durante Almoço [sic]. em restaurante
Tentando dar uma de amiguinho do povo [sic.] Lula vai em [sic.] restaurante e é agredido, durante um almoço com líderes do PT, [sic.] Partido dos Trabalhadores Lula se envolveu em uma confusão com manifestante que ali aguardavam a chegada de Lula.
Após se sentir ofendido pelas palavras dos manifestante [sic.] Lula levantou e tentou se retirar do local, quando foi surpreendido por 2 empurrões de uma mulher ainda não identificada, quando conseguiu se retirar do local [sic.] os manifestante que ali estavam jogaram ovos e pedras, quando Lula conseguiu entrar no carro os manifestantes tentaram virar o carro com Lula dentro, A [sic.] polícia logo chegou no [sic.] local ai [sic.] que a confusão aumentou, um dos vidro [sic.] da viatura foi quebrada [sic.] por um manifestante chamado: [sic.] Anderson de Almeida 32 Anos [sic.], após Lula conseguir se retirar do local, a confusão continuou quando alguns integrantes do MST chegaram e começaram a agredir os manifestante que tentaram agredir Lula, a confusão durou cerca de 40 minutos somente acabando com a chegada de reforços policiais.
Lula saiu ileso apenas com os empurrões, mas se borrou todo. O povo está perdendo a paciência, acorda Polícia Federal [sic.]

A falsidade galopante do texto é facilmente diagnosticada em dois elementos: o português sofrível e a falta de cobertura do fato pela imprensa.
Como o Me engana que eu posto frequentemente alerta, o desprezo pelas regras gramaticais é uma das principais características dos boatos online e é a primeira a ser levada em conta pelo leitor quando se depara com informações fantásticas e bombásticas em ambientes como o WhatsApp e as redes sociais.

De tão mal escrita – tem 14 erros de gramática e grafia em apenas 14 linhas, uma média de um erro por linha, além das dez repetições do temo “Lula” – chega a ser difícil ler e entender o texto da Revista NP. Ao contrário das correntes criadas anonimamente e disseminadas por aí, neste caso não é possível relevar os erros, já que o portal tem estrutura de um site jornalístico, formato que induz leitores incautos a acreditarem no que é publicado ali.

À parte as agressões à Língua Portuguesa, o leitor não encontrará essa informação em nenhum veículo de imprensa confiável. Assim como um ovo atirado sobre a cabeça do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), foi notícia nesta semana, é certo que a imprensa divulgaria amplamente empurrões, pedradas e ovadas em um ex-presidente da República durante um almoço com lideranças de seu partido.

Além do mais, o texto, passado à frente como notícia verdadeira por milhares de pessoas, tem lacunas de informação que não sobreviveriam em um veículo de imprensa minimamente responsável. Em qual cidade se deu a tal confusão? Em qual restaurante foi o almoço? Quem é a mulher que empurrou duas vezes o ex-presidente? A briga entre manifestantes e militantes do MST deixou feridos? A ocorrência não foi registrada junto à polícia? Lula, o PT, o MST e a polícia não se pronunciaram sobre o episódio? Não há imagens das agressões? Nenhuma das questões encontra resposta na “reportagem”.

É absolutamente falsa, portanto, a notícia de que Lula foi agredido durante um almoço em um restaurante.

Diante de crise política, partidos mudam de nome para atrair eleitores em 2018 - Por Alessandra Modzeleski e Fernanda Calgaro, G1, Brasília

Legendas tiram a palavra “partido” e adotam palavras como “Podemos”, “Avante” ou “Patriota”; cientistas políticos veem estratégia como jogada de marketing.

De olho nas eleições de 2018, um grupo de partidos aposta na mudança de nome, inclusive com a retirada da palavra “partido” da nomenclatura, para se apresentar como uma nova alternativa e se descolar da atual crise política e se aproximar dos eleitores.

O PTN já efetivou a troca para Podemos. O PTdoB virou Avante. O PSDC se intitula agora Democracia Cristã. O PEN quer passar a ser denominado Patriota.

No PMDB, há um estudo para que a legenda resgate as origens e volte a ser MDB, como na época da ditadura, em que fazia oposição ao regime militar. O presidente da sigla, senador Romero Jucá (RR), chegou a defender a ideia em 2016, mas a discussão não foi adiante.

Com o objetivo de se fortalecer para a disputa eleitoral, o DEM, que já foi PFL, também estuda alterar novamente o nome e articula uma revisão do estatuto para atrair parlamentares do PSB. Uma possibilidade aventada atualmente é que a sigla venha a se chamar Mude.

O que dizem os partidos:

Podemos, antigo PTN.
Presidente do Podemos, a deputada federal Renata Abreu (SP) explica que a troca do nome Partido Trabalhista Nacional (PTN), realizada no final de 2016, aconteceu após um longo estudo e que não foi feita pensada em 2018. Ela, porém, reconhece que a mudança deverá ajudar a sigla nas urnas.

“A maior parte dos brasileiros não se identifica com partido nenhum. E queremos superar esse debate de direita-esquerda. Queremos ser um movimento e escolhemos ‘Podemos’ porque foi a palavra que mais aparecia nas nossas pesquisas, por representar um empoderamento. A ideia é distanciar da crise política e mostrar uma reaproximação com a sociedade”, afirma Renata. A intenção dentro da legenda é lançar o senador Álvaro Dias (Pode-PR), recém-incorporado ao partido, como candidato à Presidência da República.

Avante, antigo PTdoB.
No Avante, a nova denominação, após 27 anos como Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB), faz parte de uma estratégia para aumentar o número de parlamentares eleitos em 2018, segundo o deputado federal Silvio Costa (PE). Atualmente, a bancada na Câmara tem apenas três nomes. O presidente da legenda, deputado federal Luis Tibé (MG), diz que o novo nome é uma tentativa de “humanizar a política” e atrair quadros com uma preocupação de falar mais diretamente com a população.

“Buscamos pessoas que acreditam no mesmo que nós: na política do bem, na transparência e em um novo modo de atuar em favor do cidadão. Por isso, chegou um momento em que precisávamos incorporar esses ideais ao nosso nome e sermos reconhecidos por isso”, declara. O Avante, antigo PTdoB, já criou páginas nas redes sociais que remetem ao novo nome da sigla. 

PEN
Objetivo semelhante tem o Partido Ecológico Nacional (PEN), que irá mudar para Patriota e, com isso, espera abrigar o deputado Jair Bolsonaro (RJ), que hoje está no PSC e tem planos de se lançar candidato ao Palácio do Planalto em 2018. “Além de buscar a eleição do presidente da República, vamos impulsionar o partido de forma grandiosa e aumentar a bancada”, explica o líder do partido na Câmara, deputado federal Junior Marreca (MA). Segundo Marreca, a meta é fazer um “resgate daquilo que a população quer: o patriotismo, a família, a integridade e a política de forma séria”. Bolsonaro anuncia 'noivado' com PEN e impõe condição à candidatura pelo partido.

PSDC
O Partido Social Democrata Cristão (PSDC) também está de olho em 2018. A Executiva já decidiu que terá candidato próprio a presidente, mas não definiu quem será. Nos últimos anos, quem disputou o Planalto pela legenda foi o presidente do partido, José Maria Eymael, que concorreu em 1998, 2006, 2010 e 2014. O diretor de marketing da legenda, Rubens Pavão, diz que a futura mudança de nome é uma tentativa de se diferenciar dos demais partidos. “Com tanta sigla, o PSDC se confunde. O projeto é mostrar a nossa filosofia, a democracia cristã, e solidifica-lá. Decidimos colocar o nosso nome e sobrenome. Não mudamos, apenas assumimos aquilo que somos”, argumenta.

Regras atuais
Pelas regras de fidelidade partidária fixadas pela legislação eleitoral, os parlamentares que quiserem mudar de partido terão que aguardar até março, seis meses antes da eleição, quando será aberto prazo de um mês para que migrem sem sofrerem punição. Quando a mudança é feita fora desse período, os parlamentares podem perder o mandato. As situações aceitas fora desse período são em caso de criação ou fusão de legenda ou de mudança substancial ou desvio do programa partidário, além de grave discriminação pessoal.

Cientistas políticos.
A simples mudança de nome, porém, é vista com ceticismo por cientistas políticos, que consideram a estratégia somente uma jogada de marketing. Na avaliação de David Fleischer, Universidade de Brasília (UnB), alterar o nome representa “apenas uma mudança de fachada” e que é preciso haver uma reforma política profunda. Roberto Romano, professor de política e ética da Universidade de Campinas (Unicamp), também considera ser algo pouco eficaz para o eleitor brasileiro.

“Os marqueteiros acham que mudando a sigla ou trocando por uma palavra mais significativa vão atrair a atenção dos eleitores. Mas o eleitor brasileiro foi acostumado, e isso é muito ruim, a não votar tanto em legendas, mas em indivíduos”, pondera. Dessa forma, ele acredita que o nome é “o que menos importa nesse momento de crise”. De acordo com Romano, a tendência de trocar as siglas por palavras também tem uma explicação ligada às coligações partidárias.

Como é comum partidos usarem no nome termos como “socialista” ou “liberal” para indicar o seu posicionamento político, na hora de fazerem alianças, causava um certo estranhamento a união de partidos com ideologias diferentes. Com a mudança do nome por palavra, isso ficará menos evidente.
“Antes, os partidos utilizavam o nome como uma condensação do programa. Se era socialista, carregava isso no nome. Hoje, os partidos buscam palavras mais genéricas para representar a sigla, ao invés de carregar no nome ideologias”.

Migração de legenda
Integrantes do PMDB e DEM disputam os dissidentes do PSB.
Apesar de haver internamente no Democratas uma discussão sobre a troca do nome, a mudança é tratada, neste momento, como algo secundário. A prioridade, segundo o senador José Agripino (DEM-RN), que preside o partido, é reformular o estatuto. O objetivo é atrair parlamentares de outras siglas. “Isso dará uma oxigenação. Existe uma dissidência do PSB por insatisfação com a direção do partido. Estamos conversando”, diz Agripino.

Segundo o líder na Câmara, Efraim Filho (DEM-PB), a alteração estatutária visa também a reposicionar o partido no espectro ideológico. “O que se vê é um discurso polarizado. O deputado Jair Bolsonaro representa uma extrema direita. O ex-presidente Lula, a esquerda e fica essa lacuna no centro a ser preenchida e que pode ser preenchida por nós”, avalia.

O G1 apurou que as articulações com deputados do PSB estão avançadas e podem ser concretizadas nas próximas semanas. Agripino, porém, desconversa: “Conversas existem, existem. Há fato consumado? Ainda não”.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Do seriado "Coisas da República": Conselho de Ética do Senado aceita denúncia contra Lindbergh


Petista discutiu com outros parlamentares na votação de representação contra senadoras que ocuparam Mesa Diretora em protesto contra a reforma trabalhista
Fonte: VEJA
 O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que virou alvo do Conselho de Ética (Pedro França/Agência Senado)

O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), admitiu denúncia contra o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), em razão do comportamento do petista na última reunião do colegiado, quando o órgão julgava a abertura de um processo contra seis senadoras que ocuparam a Mesa Diretora por cerca de oito horas para tentar evitar a votação da reforma trabalhista, em julho.
Lindbergh se exaltou ao pedir o arquivamento do processo contra as senadoras Gleisi Hoffmann (PT-RS), Fátima Bezerra (PT-RN), Regina Sousa (PT-PI), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lídice da Mata (PSB-BA) e Ângela Portela (PDT-RR). O protesto durou aproximadamente seis horas e atrasou a aprovação da reforma trabalhista.
Na terça-feira, os trabalhos do Conselho de Ética tiveram de ser interrompidos por dez minutos, após Lindbergh dizer que o arquivamento do processo de cassação contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) , investigado pelo Ministério Público Federal no escândalo da JBS, era “muito mais grave” do que o caso das senadoras.
Exaltado, Lindbergh se dirigiu ao presidente do Conselho de Ética e afirmou que ele não tinha autoridade para abrir um processo contra as senadoras. Sérgio Petecão (PSD-AC), que estava sentado ao lado de Souza, gritou para o petista “não encostar” em Souza e o chamou de “covarde”. Lindbergh passou a gritar com o dedo em riste para o senador acriano. Petecão, então, deu socos no ar para tentar acertá-lo e o xingou de “filho da p…”. Houve gritos para Lindbergh respeitar a sessão, mas o petista seguiu discutindo. “Isso aqui eu não respeito, não”. Petecão ainda chamou o petista para a briga antes de o tumulto ter fim.
(Fonte: VEJA)


Senado da República vira “Casa de Mãe Joana” -- por Armando Lopes Rafael
 A oposição que atua hoje no Senado da República tem uma das piores representações, em toda a história, da mais alta casa legislativa do País. Recentemente, um bando de   senadoras destabanadas ocuparam a mesa diretora daquela casa e, aboletadas ilegalmente onde não poderiam usurpar, comendo “quentinhas” em meio a risadas,  protestavam contra uma lei que seria votada democraticamente -- pela maioria dos senadores --naquele dia. 

Cena típica da ditadura venezuelana, que vive seus estertores. Ontem tivemos mais um dos "peripaques", ou seja os costumeiros atos de desequilíbrio emocional e histerismo de Lindberg Farias. Tudo isto serve-nos para comparar como era diferente o Senado durante do Império do Brasil.

Segundo José Celso de Macedo Soares: “O Senado Imperial tinha mais ou menos as funções que o atual Senado: Câmara revisora e também iniciadora de leis, entretanto, a eleição de seus membros diferia totalmente dos dias atuais”.
“O Senado do Império sempre foi o celeiro dos grandes nomes que foram à base das instituições brasileiras, à época. Para só citar alguns nomes que fazem parte da História do Brasil: Visconde do Uruguai, Visconde de Itaboraí, Eusébio de Queiroz, Teófilo Otoni, Paranhos, Nabuco de Araújo, e a lista seria tão extensa que não caberia neste espaço. De iniciativa do Senado partiram as grandes leis que moldaram nossa história, sobressaindo-se a maior de todas: a que aboliu a escravidão”.

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Veio a Republica. Mesmo hoje, quem poderíamos citar como nomes que poderiam rivalizar, em influencia nacional, com aqueles do Império que mencionei anteriormente? Só se considerarmos como tal, os “ Calheiros”, os “Jucás” os “Lindbergs” , as “Fátimas Bezerra”, as  Reginas Souza”, as “Gleisis Hoffmann”, as  “Vanessas  Grazziotin”...as pseudos estrelas  do Senado.
Outros tempos, outros costumes. E a coisa só tende a piorar.

PMDB pune com suspensão 'deputados traidores' - O Antagonista.


O Antagonista obteve em primeira mão ofício enviado ao TSE em que o PMDB comunica sua decisão de suspender por 60 dias os deputados que votaram contra Michel Temer na denúncia da PGR.
Serão punidos Jarbas Vasconcelos, Sérgio Zveiter, Veneziano Vital do Rego, Celso Pansera, Laura Carneiro e Vitor Valim.

Deputada apresenta proposta para fim de coligação e redução no número de partidos - Por Bernardo Caram

Pelo texto, já aprovado no Senado, partidos que não atingirem mínimo de votos na eleição perderão benefícios, como acesso ao fundo partidário.

Enquanto uma comissão aprovava o texto que prevê um fundo público para bancar campanhas, outro colegiado da Câmara também debateu nesta quinta-feira (10) mudanças nas regras políticas e eleitorais. A deputada Shéridan (PSDB-RR), apresentou seu relatório sobre a proposta que acaba com as coligações partidárias em eleições e pode reduzir o número de partidos no país.

A proposta, que veio do Senado, foi alterada para flexibilizar a cláusula de desempenho eleitoral e não afetar fortemente, em um primeiro momento, os partidos que receberem um número menor de votos para as eleições da Câmara dos Deputados.

Como se trata de uma Proposta de Emenda à Constituição, a matéria precisa passar pela comissão e ser aprovada em dois turnos no plenário, com aprovação de 308 dos 513 deputados. Como o conteúdo deve ser modificado na Câmara, ainda precisará voltar para o Senado. Na comissão, os deputados pediram mais tempo para analisar a matéria, por isso deve ser votada nas próximas semanas.

O texto estabelece uma restrição do funcionamento parlamentar, do acesso ao fundo partidário e do acesso gratuito ao rádio e à televisão aos partidos que não alcançarem um número mínimo de votos.

A regra incluída por Shéridan no relatório diz que o mínimo exigido começará em 1,5% dos votos em 2018, subindo 0,5% a cada eleição, até alcançar 3%, somente em 2030. Esses votos precisarão ser distribuídos em ao menos nove estados, com 1% dos votos em cada.

Como alternativa, o texto estabelece uma exigência mínima de deputados federais eleitos por partido. Começará em pelo menos nove deputados distribuídos em nove estados. Esse número será elevado gradativamente até o mínimo de 18 deputados eleitos em nove estados a partir de 2030. O partido não perderá os direitos se conseguir atingir o resultado em uma dessas duas exigências.

Outros pontos da proposta são a possibilidade do partido que não atingiu a cláusula de desempenho se unir a uma federação partidária com outros partidos que tenham afinidade ideológica. Não perdendo, assim, os benefícios previstos. 

As coligações estarão extintas a partir de 2020.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

CINCO MINUTOS - JOSÉ DE ALENCAR

Cinco minutos do José de Alencar, título estranho, depois descobri o romance mais bonito que li em toda minha vida.

Chegando atrasado “cinco minutos” a estação, um jovem elegante e romântico foi obrigado a esperar o ônibus das sete horas e, neste, viajava a senhorita que se tornou objeto de uma paixão, de um romance que recomendo a leitura. Depois de muitas idas e vindas, doenças, viagens, desencontros terminaram se acertando e eis o final da historia escrita por José de Alencar:


Reprise:

 “Quando nos sentimos fatigados de tanta felicidade, ela arvora-se em dona de casa ou vai cuidar de suas flores. Eu fecho-me com os meus livros e passo o dia a trabalhar. São os únicos momentos em que não nos vemos.

Assim, minha prima, como parece que neste mundo não pode haver um amor sem o seu receio e a sua inquietação, nós não estamos isentos dessa fraqueza. Ela tem ciúmes de meus livros, como eu tenho de suas flores. Ela diz que a esqueço para trabalhar; eu queixo-me de que ela ama as suas violetas mais do que a mim.

Isto dura quando muito um dia; depois vem sentar-se ao meu lado e dizer-me ao ouvido a primeira palavra que balbuciou o nosso amor: — “Non ti scordar di me”. Olhamo-nos, sorrimos e recomeçamos esta história que lhe acabo de contar e que é ao mesmo tempo o nosso romance, o nosso drama e o nosso poema.

Eis, minha prima, a resposta à sua pergunta; eis por que esse moço elegante, como teve a bondade de chamar-me, fez-se provinciano e retirou-se da sociedade, depois de ter passado um ano na Europa. Podia dar-lhe outra resposta mais breve e dizer-lhe simplesmente que tudo isto sucedeu porque me atrasei cinco minutos.

Desta pequena causa, desse grão de areia, nasceu a minha felicidade; dele podia resultar a minha desgraça. Se tivesse sido pontual como um inglês, não teria tido uma paixão nem feito uma viagem; mas ainda hoje estaria perdendo o meu tempo a passear pela Rua do Ouvidor e a ouvir falar de política e teatro. Isto prova que a pontualidade é uma excelente virtude para uma máquina; mas um grave defeito para um homem.

Adeus, minha prima. Carlota impacienta-se, porque há muitas horas que lhe escrevo; não quero que ela tenha ciúmes desta carta e que me prive de enviá-la.

Ele não tem ciúmes de minhas flores, nem podia ter, porque sabe que só quando seus olhos não me procuram é que vou visitá-las e pedir-lhes que me ensinem a fazer-me bela para agradá-lo.

Nisto enganou-a; mas eu vingo-me, roubando-lhe um dos meus beijos, que lhe envio nesta carta. Não o deixe fugir, prima; iria talvez revelar a nossa felicidade ao mundo invejoso.

José Martiniano de Alencar.