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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sábado, 18 de novembro de 2017

Tudo a ver - Escrito por um cidadão carioca.


“Muito obrigado Presidente Cármen Lúcia Antunes Rocha. O Rio de Janeiro acaba de ver três ladrões do erário público serem soltos por outros 39 bandidos como eles.

O que a Senhora tem a ver com isso? Realmente tudo. Esteve em suas mãos o Voto de Minerva para estancar esse absurdo, mas a Senhora fugiu da responsabilidade e resolveu deixar nas mãos do Legislativo a decisão sobre o destino legal de seus membros. O resultado que o Rio está vendo hoje é o reflexo da sua atitude que permitiu a soltura do Senador Aécio Neves e a devolução de seus direitos políticos pelos seus pares, igualmente corruptos que queriam uma proteção idêntica.

Afinal, o que a Senhora achou que eles fariam com a faca e o queijo na mão? 

Senhora Presidente. A senhora é fluente em alemão, italiano, francês e espanhol, mas é analfabeta na língua do povo sofrido, do brasileiro honesto, do trabalhador que paga obrigatoriamente seus impostos que financiam todos os privilégios dos acastelados no poder, seus enormes salários e gordas aposentadorias que já não lhes bastam, pois precisam roubar cada vez mais e mais.

A Senhora não teve filhos nem netos e talvez por isso não consiga entender do que estou falando. Obrigado presidente Cármem. 

O povo humilhado do nosso estado lhe agradece enquanto mais uma vez enxuga as lágrimas pela covardia sofrida e limpa com resignação o escarro que ainda lhe escorre pela face.”

Coronel Mario Leal e o teste do vaqueiro - Por Antônio Morais


Ouvir esta história do meu parente e amigo José Gregório, estou passando à frente pelo mesmo preço, nem mais, nem menos.

O Coronel Mario Leal convidou o colega deputado Chico Monte para um passeio na sua fazenda Canastra, em Jucás. Chegaram a fazenda por volta de 10.00h da noite e se acomodaram.

No outro dia cedinho arrearam dois animais e saíram para uma inspeção no campo. Vistoriaram inicialmente as mangas das pastagens e, em determinado local tinha uma carniça de um animal, já em adiantado estado de decomposição. O Cel Mario desmontou do cavalo apanhou a pata do animal morto, amarrou nas correias da sela, montou novamente e seguiu sob os olhares curiosos do deputado Chico Monte.

Entraram nas mangas das plantações e num local que havia um banco de areia ele desmontou do cavalo, apanhou a pata do animal morto e forçou sobre o banco de areia deixando vários rastros. Jogou a pata fora num buraco bem escondida e seguiu com a vistoria.

Ao chegar em casa o vaqueiro perguntou: seu Mario está tudo direito? Ele respondeu está! Mas, na manga das lavouras tem um animal solto. Tem rastros de um animal naquele banco de areia do rio.

O vaqueiro foi conferir. Ao retornar disse: seu Mario o senhor tem razão. Existem mesmo rastros na areia do rio, mas eu estou invocado porque os rastros são de um cavalo velho que morreu na outra manga há mais de três meses. A qualidade observadora do vaqueiro era fruto da disciplina do Coronel Mario Leal.

Não desista do Brasil’, roga ‘líder’ da Lava Jato - Josias de Souza.


“Não desista do Brasil”, escreveu o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa de Curitiba, em reação à decisão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que tirou da cadeia três caciques da facção parlamentar do PMDB fluminense. Diante do mutismo do asfalto, o procurador acrescentou: “Nós não podemos nos anestesiar, mas sim dar vazão à nossa indignação, de modo pacífico e democrático, por meio da participação popular.”

Debruçado na janela do Facebook, Dellagnol afirmou: “Os deputados da Assembleia do Rio deveriam ser os primeiros a endossar a atuação da Justiça e apurar a responsabilidade de seus líderes, mas o comportamento foi o oposto.” Mergulhado nos processos da Lava Jato desde 2014, o procurador conhece a podridão por dentro. Num instante em que os parlamentares, com a lama pelo nariz, apelam à cumplicidade e ao compadrio dos colegas para obter blindagem, Dallagnol soa como se enxergasse as urnas como um atalho ao Judiciário.

“Se Você não se envolver, eles ocuparão o seu espaço. Se hoje os políticos mostraram do que são capazes, em 2018 a sociedade brasileira precisa mostrar do que é capaz, nas urnas, agindo de modo organizado para eleger apenas políticos com ficha limpa, que expressem compromisso com a democracia e que apoiem propostas anticorrupção, com palavras, votos e atitudes.”

Dallagnol prosseguiu: “Há entidades respeitadas da sociedade civil trabalhando nesse sentido. Não esqueça do que aconteceu hoje e se una a elas em 2018, o ano que representa a grande chance brasileira contra a corrupção.”

O procurador trata o descalabro do Rio como prenúncio de desatinos maiores. “O que aconteceu no Rio de Janeiro hoje é uma amostra do que pode acontecer em Brasília e com a Lava Jato se em 2018 não virarmos o jogo contra a corrupção. Quando a punição bater na porta dos grandes líderes corruptos, eles perderão a vergonha de salvar a própria pele. A única solução é por meio da democracia e de uma política mais íntegra, e isso depende de você.”

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, outro conhecido membro da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, também despejou no Facebook sua indignação com o que se passou no legislativo fluminense. Ele direcionou suas baterias, no entanto, para o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal. Surpreendeu  com a notícia de que o magistrado ficara perplexo com o comportamento dos parlamentares do Rio.

“Marco Aurélio está perplexo, escreveu Carlos Fernando. “Perplexo estamos nós em ouvir isso, pois foi justamente o seu voto no caso de Aécio, incoerente com sua própria decisão de afastamento de Renan Calheiros, que permitiu esse descalabro que estamos vivendo. Marco Aurélio é responsável pela decisão que levou a este estado de coisas.”

O Antagonista.


Os políticos conhecem o seu eleitorado - Assembleia do Rio de Janeiro.

A ideia de que as contas do que ocorreu na Alerj serão ajustadas nas urnas é muito otimista.

Os políticos brasileiros fazem o que fazem porque conhecem o seu eleitorado.

Infelizmente.



Paulo Ramos: “Os que pensam que vão surfar na mídia serão afogados”.

Com o resultado confirmado, o deputado estadual Paulo Ramos, do PSOL, contrariou seus colegas de partido e fez um discurso saudando a soltura de seus três colegas da Alerj.

“Não venham aqui pregar moralidade contra a Constituição. Os que pensam que vão surfar na mídia serão afogados.”

O parlamentar acrescentou que a votação de hoje respeitou o que ele considera Estado Democrático de Direito.



STF recebe mais quatro ações contra o fim do imposto sindical obrigatório.

Chegaram ao STF mais quatro ações questionando o fim do imposto sindical obrigatório, um dos principais pontos da reforma trabalhista, que entrou em vigor no último sábado.

Já há outras nesse sentido aguardando julgamento na corte. O ministro Edson Fachin será o relator de todas. Os autores dos pedidos são basicamente as grandes centrais sindicais.

Ninguém cala esse chororô.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Wanda, Wilma e Waneide - Blog humor.


Três irmãs, Wanda de 90, Wilma 88 e Waneide 86 anos de idade viviam na mesma casa. Uma noite, Wanda a de 90 começa a encher a banheira para tomar banho; põe um pé dentro da banheira, faz uma pausa e grita:
Alguém sabe se eu estava entrando ou saindo da banheira?

A irmã Wilma de 88 responde:
Não sei, já subo aí para ver!

Começa a subir as escadas, faz uma pausa, e grita:
Eu estava subindo ou descendo as escadas?

A irmã caçula, Waneide a de 86, estava na cozinha tomando chá e escutando suas irmãs, balança a cabeça e pensa:
Que coisa mais triste! Espero nunca ficar assim tão esquecida?.

Prevenida, bate três vezes na madeira da mesa, e logo responde:
Já vou ajudá-las, mas antes deixa ver quem está batendo na porta.


Republicano tardio

O Marechal Deodoro da Fonseca jamais contestou que, até as vésperas do golpe de 15 de novembro de 1889, tivesse servido devotadamente ao Imperador Dom Pedro II. A sua adesão às ideias de Benjamin Constant data, talvez, de 10 a 12 daquele mês.
Certo dia, já Presidente da República, Deodoro recebeu, no Palácio do Itamaraty, a visita de um cavalheiro que alegava ser republicano de longa data, batendo-se pela República desde 1875. O Marechal então lhe disse:
—– Pois eu, meu caro senhor, não dato de tão longe. Eu sou republicano de 15 de novembro, e o meu irmão Hermes da Fonseca de 17!
(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier).
(Postado por Armando Lopes Rafael)

Presidente Michel Temer contribui para os exageros de Itu: agora a cidade foi denominada “A Capital Republicana do Brasil” – por Armando Lopes Rafael (*)


   Certamente o caro leitor já ouviu falar na cidade de Itu. Localizada no interior do Estado de São Paulo, Itu ficou conhecida como a cidade dos exageros. Lá, quase tudo é ampliado. Muita coisa toma a forma de um exagero. No último dia 15 de novembro – um feriado artificial criado para induzir a população a comemorar a Proclamação da República – o Governo Federal decidiu que Itu passa a ser “O Berço da República Brasileira”. Outra hipérbole no rol dos exageros que caracteriza aquela cidade paulista.

      Até o Presidente Michel Temer (este um “republicano da gema”, expressão tola usada no Cariri cearense) viajou para Itu, no dia da lamentada “Proclamação”. Perdulário, como soe acontecer nas repúblicas, Michel Temer usou o avião presidencial, um helicóptero, utilizou o caríssimo aparato de segurança, e ainda levou com ele alguns ministros. Em recinto fechado, sem sentir o “cheiro do povo” (Ah! esta expressão do Papa Francisco) Michel anunciou – via televisão – que simbolicamente estava transferindo a Capital da República de Brasília para Itu. Além do exagero a solenidade foi um fracasso de público.

       A bem dizer, foi uma solenidade insignificante. Mixuruca mesmo. Sem a presença do “povão” (Ah! esta expressão republicana). No recinto, só algumas autoridades ouviram o discurso do Presidente Temer, a relembrar o “grande feito” da fundação do Partido Republicano, em Itu, no dia 18 de abril de 1873. Aliás, no último 15 de novembro, em todo o Brasil, nunca se recordou tanto – e com que saudades! – os bons tempos da monarquia. Comprovou-se, definitivamente, que o brasileiro não tem motivo nenhum para comemorar a imposição que lhe foi feita por uma minoria de golpistas enfiando, goela abaixo, esta fracassada República...

          A Assessoria de Comunicação da Presidência da República divulgou, através da mídia, que “Itu é o berço da República”, pois lá teria sido realizada a “primeira reunião para criar um Partido Republicano”, aproveitando o clima de liberdade que existia no Império do Brasil. Segundo a propaganda oficial, no dia 18 de abril de 1873, em Itu, na casa do deputado Prudente de Morais, aconteceu uma “convenção” reunindo republicanos de várias cidades paulistas com o objetivo de difundir a campanha visando instaurar a República no Brasil”. 

             Voltemos à visita do Presidente Temer a Itu. Enquanto as autoridades, num auditório, ouviam loas à República, nas ruas e praças de todas as regiões do Brasil, centenas de monarquistas realizavam um “Bandeiraço pela liberdade e contra a corrupção republicana”. “Bandeiraço” feito espontaneamente, sem ajuda dos cofres públicos, exatamente ao contrário do alto custo dispendido pelo Presidente Michel Temer para aparecer 30 segundos nos noticiários da televisão.

               Agora a verdade histórica: Os republicanos tentaram, por todos os meios, atrair o povo para as suas ideias, a partir da reunião feita em Itu, em 1873. Deram com os burros n’água... Um trabalho em vão! Em 1884, bem próximo do golpe militar que instaurou a República, existiam no Parlamento do Império apenas 03 (três) deputados eleitos pelo Partido Republicano. Pior ainda: na data do golpe – 15 de novembro de 1889 – existia no Brasil apenas 0l (um) deputado republicano. Isso mesmo que eleitor leu: existia apenas um deputado eleito pelo Partido Republicano no Parlamento do Império.

                 Precisa acrescentar mais alguma coisa? Sim. Aos tradicionais exageros de Itu foi acrescentado mais um: Itu foi apelidada agora de “A Capital Republicana do Brasil”. Definem os dicionários que Exagero é o ato ou efeito de exagerar, ou aquilo que se encareceu em demasia. 

                  Pois foi isso que o Presidente Temer fez em Itu. Enquanto isso, lá fora, nas ruas e praças ("A praça é do povo como o céu é do condor”, Ah! essa ode do poeta baiano) centenas de brasileiros exibiam, com orgulho, exemplares da Bandeira Imperial. Inclusive na maior cidade do Cariri cearense...

(*) Armando Lopes Rafael é historiador.

O Antagonista.


Brasileiros não estão nem aí com FHC.

O Instituto Paraná fez a seguinte pergunta numa pesquisa nacional:
“As declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na imprensa, são importantes para a sua análise do momento atual?”

69,7% responderam que não;

24,6% responderam que sim;

5,6% não responderam ou não souberam opinar.

Só a imprensa acha FHC importante.


O bando da Alerj age rapidamente.

A Alerj intensifica a movimentação para convocar uma sessão extraordinária amanhã, a fim de tentar revogar a prisão de Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, informa o G1.

O bando age rapidamente.


Raquel Dodge contra a revisão da prisão pós-segunda instância.

Raquel Dodge enviou hoje ao STF sua primeira manifestação contra a tentativa de revisar a execução da pena depois de condenação em segunda instância, informa a Veja.

A procuradora-geral da República critica as decisões monocráticas de ministros do Supremo contra o entendimento firmado pelo próprio plenário do STF em outubro de 2016.

“Tem-se observado a sua progressiva inobservância em decisões monocráticas proferidas por ministros do STF. A revogação deste importante precedente, menos de um ano após a sua formação, vai de encontro à necessidade de se garantir um sistema jurídico estável e previsível”, escreveu Dodge.

Entrevista para emprego - Postagem do Antonio Morais


Um sujeito está numa entrevista para emprego. O psicólogo dirige-se ao candidato e diz: Vou fazer-lhe o teste final para a sua admissão. Perfeito! - diz o candidato.

O psicólogo pergunta: Você está numa estrada escura e vê ao longe dois faróis emparelhados a virem na sua direção. O que acha que é? Um carro. - diz o candidato.- Um carro é muito vago. Que tipo de carro? Um BMW, um Audi, um Volkswagen?

Não dá para saber, não é?- Hum... - diz o psicólogo, que continua - Vou fazer-lhe outra pergunta: Você está na mesma estrada escura e vê só um farol a vir na sua direção. O que é?- Uma mota - diz o candidato.- Sim, mas que tipo de mota? Uma Yamaha, uma Honda, uma Suzuki?- Sei lá, numa estrada escura, não dá para saber, já meio nervoso.

Hum..., diz o psicólogo. Aqui vai a última pergunta:- Na mesma estrada escura você vê novamente um só farol, menor que o anterior, e você a percebe-se que vem mais lento. O que é?- Uma bicicleta.- Sim, mas que tipo de bicicleta? BTT, estrada, passeio...?- Não sei. Lamento, mas reprovou no teste! - diz o psicólogo.

Aí o candidato dirige-se ao psicólogo e fala:- Interessante esse teste. Posso fazer-lhe uma pergunta também? Claro que pode. Pergunte.- Você está à noite numa rua iluminada. Vê uma mulher com maquilhagem carregada, vestidinho vermelho bem curto, a girar uma bolsinha... o que é? Ah! - diz o psicólogo - é uma puta.- Sim, mas que puta? A sua irmã? A sua mulher? Ou a puta que o pariu?

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

DIFERENÇAS DE COSTUMES - POR ANTÔNIO MORAIS


Raquel de Queiroz escreveu na ultima pagina da Revista o Cruzeiro, há dezenas de anos, sobre as diferenças de comportamentos do povo de região para região.

Falava que enquanto dois grandes empresários paulistas viajavam do Brasil aos Estados Unidos, sentados em poltronas vizinhas sem um  bom dia de um para outro, o nordestino que  mudava-se de um bairro para outro da cidade, ao chegar  na nova morada, antes mesmo de começar a descer a mudança os futuros vizinhos já serviam um bule com café e bolo de milho.  Solidariedade e hospitalidade.

Lembrei desta historia porque outro dia  viajei de São Paulo a Juazeiro do Norte, com escala Brasília e Recife. 

De São Paulo a Brasília muitos ternos, silêncio profundo, leituras de revistas, nada de diálogos ou conversas. De Brasília a Recife já se ouvia algum burburinho, alguns passageiros a trocar ideias.

Do Recife a Juazeiro do Norte virou feira livre. Ouvia-se de um lado para o outro: Ei baitola veio veado, como foi a viagem, conseguiu comprar tudo que  pretendia?

Nada "fio de uma égua veia", o tempo passou rápido, tenho que voltar mês que entra outra vez. Mas, com uma viagem boa dessas, sem poeira, cruva nem catabi, agente tem mais é que aproveitar.

SERTÃO NORDESTINO - Postagem do Antonio Morais.


Uma mão pequena  e tímida toca ao portão.
Um pão dormido satisfaz a suja mão.
O adolescente segue de porta achando que é gente, que é cidadão.
Acha que é merecedor da pena que carrega.
O céu só o quer sob o signo do sofrimento.
Deus, o recompensa, pensa.
Estamos em Setembro.
É o verão, e o verão todos meses terríveis.
O sertanejo olha para o céu e se lenitiva.
Dois instantes de amargura.
O silencio no campo poeirento amedronta.
Os demônios descansam e os santos ressoam.
Nenhum som de trovão,  de cachoeira e nem mesmo de goteira.
Balança-se a rede  e a criança resmunga, pensando que é gente, que é cidadã. Resmungar  vai ser sempre sua fala. 
O velho fuma cachimbo dá-lha a impressão de ser gente.
É um cidadão.
Olha o olho do sol e lagrimeja.
Vê as coisas deformadas, como todas as coisas que lhe ensinaram,  em toda sua vida, os pais, os padres, os pastores e os políticos.
Reza, pede, resmunga e sonha.
Seu sonha lhe dá vida que desperto não tem. Este é  um pouco do cenário do inicio do verão do sertão do nordeste.

O VARZEALEGRENSE - Postagem do Antonio Morais.


O varzealegrense não é, na verdade, como o japonês: feito na forma. Seu tipo étnico, no entanto, em nada difere do clássico padrão nordestino. 

Por que seria diferente, mesmo sendo, cabra da peste? Mais para nosso comum longilíneo homens 1.65 a 1.70 e mulheres de 1.56 a 1.60. Moreno claro, pelo sol e pelo clima que o queimam, com um percentual ínfimo de negros. Fisionomia serena e simpática, sem refletir dramas  ou amarguras. Olhos castanhos claros, dentes bem implantados, já agora, melhor cuidados. O cabelo é liso e castanho... pixaim é difícil encontrar, mesmo para remédio. Goza de boa saúde, o que lhe dá força e disposição nos trabalhos. 

Tem a mania de pensar que a agua do Machado lhe trás cardiopatias. Apesar disto, ou por isto, tem existência bem ampla, sendo comum viver até morrer.

Resumindo um informe que, talvez, a ninguém surpreenda. Ainda não produzimos, em Várzea-Alegre, bebês de proveta. Os métodos de confecção continuam os conhecidos e clássicos. O que, afinal de contas, não parece causar mal-estar ou desgosto entre os fabricantes.

Dr. JF

METEOROLOGIA INDIGENA - Por Antonio Morais



Aproxima-se o inverno. Os notáveis da tribo vão ao Cacique se esclarecer: Grande Chefe, já começamos a catar lenha, mas o inverno este ano será rigoroso ou ameno? O Cacique, nascido e criado em tempos modernos, não aprendera com seus ancestrais os milenares segredos da Meteorologia. Entretanto, não podia e nem queria demonstrar insegurança. Olhou para o céu por algum tempo, elevou e estendeu as mãos, sentiu o rumo dos ventos e, em tom sereno, profético e firme anunciou:

Teremos um inverno muito forte !!! É bom catar muita lenha ! Na semana seguinte, preocupado com o chute, telefonou para o Serviço Nacional de Meteorologia e ouviu a resposta: Sim. O inverno deste ano será muito frio! Sentiu-se, então, mais aliviado e seguro. Novamente aconselhou todo seu povo: O melhor que se faz é catar muita lenha... O inverno será rigoroso!

Dois dias depois, ligou novamente para o Serviço Nacional de Meteorologia e não deu outra: Sim. As evidências apontam este ano como de inverno muito rigoroso ! Dirigiu-se novamente a seu povo: Teremos um inverno muito rigoroso. Catem todo pedaço de lenha que encontrarem. Temos que aproveitar até os gravetos.

Na semana seguinte, ainda um pouquinho inseguro, ligou para o Serviço de Meteorologia outra vez: Vocês têm certeza de que teremos um inverno tão rigoroso assim, como estão afirmando há dias? Sem a menor dúvida ! respondeu o meteorologista de plantão. - Este ano teremos um frio muito, mas muito intenso mesmo, fora das médias tradicionais... E o que leva o homem branco a ter tamanha certeza ?

Meu amigo, é que este ano os índios estão catando muita, muita lenha!


Símbolos da Monarquia resistem em Fortaleza

Fonte: "Diário do Nordeste", por Patrício Lima - Repórter
Monumento a Dom Pedro II, em frente à Catedral de São José, em Fortaleza

A celebração do aniversário de 128 anos da Proclamação da República do Brasil, data celebrada ontem, 15 de novembro, passou desapercebida por muitos na Capital. A falta de estímulo do poder público e o desinteresse da sociedade são alguns dos motivos que corroboram com esta realidade. Porém, na cidade, ainda restam alguns resquícios e memórias de um momento anterior na história do País: a Monarquia. São praças, avenidas, estátuas e monumentos espalhados por Fortaleza, que ainda resistem ao passar dos anos.

No Centro da Capital cearense, mais precisamente na Praça Pedro II, conhecida também como Praça da Sé, um desses monumentos continua causando interesse da população. Uma estátua centenária de Dom Pedro II, erguida em 1912, que apesar de bastante deteriorada pela falta de cuidado, ainda é um opção de registro fotográfico para moradores da Cidade e também turistas. A Casa do Barão de Camocim e a Avenida Duque de Caxias também entram nesse grupo.

A pequena Thifany Kimberlly, 10 anos, visitou a estátua de Dom Pedro II neste feriado. Ela conta que não conhece muito bem a história, mas sabe que ele foi uma figura importante no País. "Gostaria que a Cidade tivesse mais monumentos como este para conhecermos melhor nossa história", afirma a menina.

Memória
Para o historiador Miguel Ângelo de Azevedo, mais conhecido como Nirez, essa realidade é resultado da falta de zelo com a história da cidade. "Temos poucos resquícios dessa época. A Rua Floriano Peixoto e Marechal Deodoro são alguns deles. Devemos lutar pela manutenção desses monumentos. Eles dizem de onde nós viemos", destaca o pesquisador.

Já o historiador João Mariano Júnior defende que a Monarquia se sobressai ao início do período republicano em alusões na capital cearense. "A maioria das ruas do Centros ão ligadas à Monarquia. As mesmas, antigamente, eram as principais avenidas da cidade. Já alusões do período do início da fase republicano são incipientes", ressalta.

Retorno

O 15 de novembro também suscitou ideias e ideologias do passado. Alcimar Sousa, do Município de Iguatu, viajou para Fortaleza para participar de uma reunião de um grupo, que possuí mais de 50 membros, a favor da volta da Monarquia. O encontro foi organizado através de um aplicativo de mensagens de celular. "É um sistema de governo mais justo. Há um equilíbrio maior entre o Legislativo, Executivo e Judiciário. A prova disso é que dos 10 maiores Índice de Desenvolvimento Humanos (IDHs) no mundo, oito são de países monárquicos", afirma o auxiliar administrativo, que há 2 anos se tornou adepto ao monarquismo.

Antônio Freitas, vendedor, também participou do encontro. Ele afirma que na época da Monarquia, o Brasil viveu sua melhor fase. "Desde a Proclamação da República, que foi um golpe, só vivemos no retrocesso e vendo nossos direitos se tornando migalhas", diz.

Mudança

Em 1889, após a Proclamação da República, o marechal Deodoro da Fonseca passou a ser o primeiro presidente brasileiro depois do período da Monarquia. Nascia no Brasil a República, palavra que vem do latim "coisa pública", sistema de governo no qual os governantes são eleitos pelo povo para mandatos por tempo determinado.

Comentário de Armando Rafael
O cearense é um gozador!
Fortaleza, a exemplo dos demais municípios brasileiros, não possui “tradição republicana”!
Enquanto Dom Pedro II é uma belo monumento de bronze no centro de Fortaleza, na capital cearense só existe uma pequena rua homenageado o Marechal Deodoro da Fonseca, cabeça do golpe militar que implantou a República no Brasil.
A rua fica próxima ao Estádio Presidente Vargas.
Mas, se você procurar pela Rua Marechal Deodoro, ninguém sabe informar.
É que a rua – desde o princípio da sua denominação oficial  – ficou conhecida popularmente como “Rua da cachorra magra”...

“Bandeiraço” pela liberdade e contra a corrupção republicana foi realizado até no Cariri

Aos pés do monumento do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, monarquistas caririenses hastearam a Bandeira do Brasil Imperial, neste 15 de novembro de 2017, Dia de Luto Nacional.
OBS -- No próximo mês de março de 2018 será realizado o 1º Encontro do Movimento da Juventude Conservadora do Cariri. Em breve divulgaremos a programação do evento.


 Em Brasília, Capital da República e Capital Mundial da Corrupção
No Rio de Janeiro

 

Entrevista de emprego - Por Antônio Morais

Lembrando uma tirada do Vicente Estevão Duarte, o saudoso Vicente Cesário. Um rapazinho recomendado pelo Deputado Otacílio Correia foi falar emprego na barbearia do Vicente. Recebido com lhaneza no trato e muita cordialidade, mas, antes de contratá-lo Veio a entrevista:

Você bebe?

Não senhor, Deus me defenda.

E fumar, você fuma?

Também não, detesto cigarro.

Frequenta o Ingém Veio?

Deus me livre, não sei nem o que é isto, nem onde fica.

Ingém Veio é um cabaré. Você já foi lá?

Não senhor, nunca botei os pés nesse lugar.

Então, eu sinto muito, mas o emprego não serve para você. Todo mundo bebe, fuma e frequenta o Ingém Veio. Com um curriculum como o seu, é bom ir procurar emprego num convento.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Solidão - Por Antônio Morais.



Quantos velhinhos e doentes abandonados, sem ninguém e, mesmo quando alguém vai visitar, o faz mais por obrigação do que por amor. A pior solidão não é a de viver sozinho, pois se acostuma, mas sim viver ou estar ao lado  de alguém e se sentir sozinho.

Você já calculou o número de lares que viraram apenas pensão ou hotel? Quanta gente é tratada pior do que um animal? Nunca ouviram palavras confortadoras como "gosto de você", "Deus lhe abençoe".

Compenetre-se! Medite por alguns instantes! Sinta-se amado e abençoado por Deus. Ele é e será sempre o amigo que nunca falha.


Charge do "Diário do Nordeste" neste 15 de novembro


Um Jogo Inusitado - Postagem do Antônio Morais.


Logo após a Copa do Mundo de 1930, no Uruguai, o esporte bretão tomou um grande impulso no Brasil. Multiplicaram-se os campos improvisados! As bolas para a pratica do esporte iam desde as feitas com bexigas de boi até as de pano.

Em Várzea-Alegre, talvez tenha acontecido a mais inusitada partida de futebol daqueles dias. O campo era um curral onde as duas porteiras, abertas apenas com o pau de cima, serviam de balizas e a bola era uma almofada de bilros.

As duas equipes se posicionaram para iniciar a disputa. Há quem diga que houve até um minuto de silencio; não se sabe para quem. A banda cabaçal tocou o Hino Nacional.

Quando o arbitro deu o silvo inicial, os bandos contendores se "abufelaram" e a poeira cobriu. O juiz ficou perdido no meio da pancadaria e só conseguiu encontrar o apito cinco minutos depois.

Com vários e altos silvos longos, conseguiu parar a tourada, mas o estrago já estava feito! Acalmados os ânimos e baixado a poeira, a almofada tinha desaparecido, dez braças de cerca estavam no chão e meia dúzia de contundidos baixaram à "enfermaria" que era uma bodega nas proximidades: cada um tomou um oito de cana para não gripar.

Há 96 anos falecia a Princesa Isabel – por Emanuel Bugarin.

A Princesa Isabel e seu esposo, o Conde D'Eu, na velhice de ambos

   A Princesa Isabel (Imperatriz do Brasil no exílio) faleceu serenamente, há exatos 96 anos, no Castelo D’Eu, na França, em 14/11/1921. Transcrevemos o Editorial em homenagem à morte da Estadista Brasileira, Princesa Isabel publicada na revista Revista “A Cigarra”, São Paulo, 01/12/1921.

   “A morte da Princesa Isabel, ocorrida em Paris, no dia 14 de novembro, encheu de uma mágoa profunda e sincera o coração de todos aqueles que, nesta terra onde a ingratidão é corrente e onde a injustiça é cultuada, desprezam o nosso passado e os grandes vultos de nossa história. Preferíamos dizer que essa morte encheu de mágoa de mágoa todos os corações, mas não o dizemos por que uma afirmação dessas não traduziria, na sua latitude, a verdade.

   Quando o Sr. Epitácio Pessoa, no mais belo e patriótico de seus gestos, promoveu a trasladação para o Brasil dos despojos mortais dos imperadores, houve vozes que protestaram. Não se cuide que esses protestos partiram de indivíduos sem nome e sem responsabilidade. O Sr. Lopes Trovão, um dos últimos republicanos históricos que ainda existem e que foi um dos mais ardentes propagandistas da República, traduzindo a opinião de muita gente, insurgiu-se contra o gesto do Sr. Epitácio Pessoa, afirmando que, num regime democrático como o nosso, o esforço coletivo dos republicanos deve convergir para que se apague de todo a memória do antigo regime.

   Para ele, pois o repouso dos venerados monarcas sob a terra da Pátria, avivando a memória, constitui uma ameaça permanente á estabilidade do regime que ele preparou e do qual, parece, não se desiludiu. Esta opinião, externada pelo Sr. Lopes Trovão a um jornalista que entrevistou acerca do translado dos despojos, é, em que pese ás pessoas justas e sensatas, a opinião de muita gente. Como se vê, a ingratidão, em nosso país, chega a roçar a incoerência e tem qualquer coisa de desvariada.

A Princesa Isabel não é apenas aquela figura meiga para o qual todos os bons volvem os olhos enternecidos, ela é uma das figuras mais radiantes da nossa história. Foi ela quem, como seu gesto, em que havia doçura e violência e em que a bondade e o heroísmo se misturavam, foi ela quem, fechando os ouvidos ao clamor indignado dos poderosos de então e resistindo a todas as seduções com que tentaram corrompê-la, marcou as duas datas mais gloriosas da nossa nacionalidade, assinando a Lei de 28 de setembro de 1871 e a Lei Áurea de 13 de maio de 1888.

   Pela primeira vez tornou livre o ventre das escravas e pela segunda baniu de uma vez a escravidão. Ao assinar a primeira lei, sabia ela que ia ser o alvo do ódio das classes poderosas e arrastou corajosamente as mais tremendas calúnias, sem chamar á conta os seus caluniadores; ao assinar à segunda, sabia bem que ia abalar o trono em seus alicerces e promover a sua ruína, mas não vacilou. O seu apostolado antolhos sê-lhe maior que as venturas que lhe prometia o poder. Esses dois atos da excelsa Princesa foram atos de divina renúncia, tão grandes como os maiores que se apontam no hagiológio cristão.

   Entretanto, um vulto desses não tem, em nossa capital, uma rua que lhe recorde o nome. Os republicanos apagaram-lhe o nome das ruas centrais e substituíram-no por outro que eles acham mais glorioso ou mais representativo de nossos valores... A santa senhora morreu aos 75 anos. Sua vida foi cortada de inúmeros sofrimentos, suportamos com a mais profunda resignação, agravados ainda pela morte dos filhos, Príncipe Dom. Antônio, durante a grande guerra, num desastre de avião, e pela morte do Príncipe Dom Luiz, proveniente de uma moléstia adquirida nas trincheiras da 1ª Guerra Mundial, onde, como se sabe, se bateu com notável bravura.”.
Abaixo, lembrança distribuída na missa de 7º dia
do falecimento da Princesa Isabel
 

O Antagonista.


O STF é fonte de insegurança jurídica.

A decisão de Ricardo Lewandowski de não homologar o acordo de colaboração premiada de Renato Pereira, marqueteiro de Sérgio Cabral, com argumentos que questionam a competência do MPF para firmar tais acordos, é mais uma prova de que o STF se tornou a grande fonte de insegurança jurídica do país.


Meirelles fala e o mercado finge que acredita.

Henrique Meirelles disse à Jovem Pan que, para atingir a meta fiscal de 2018 (déficit de até 159 bilhões de reais), o governo cortará despesas “onde for necessário”.
Sim, em ano eleitoral.
Torcemos para que isso ocorra, mas reconheçamos que Meirelles conseguiu um feito e tanto: quando ele fala, o mercado finge que acredita.

José Mota Mendes, um padre operoso e trabalhador - Por Antônio Morais


Parte interna da Igreja Matriz de São Raimundo Nonato - Várzea-Alegre.


Altar de São Raimundo Nonato

Com as despedidas solenes do padre José Otávio de Andrade em 25 de Março de 1969, assumiu oficialmente a condução da Paroquia de São Raimundo Nonato o Padre José Mota Mendes, um jovem sacerdote empreendedor e com muita visão de futuro. 

A igreja carente de melhorias, dificuldades diversas, começou então, o zeloso padre a sua caminhada, trabalhar mudanças na estrutura física do templo com o único fim de oferecer conforto e bem estar aos fiéis. Poucos anos depois de assumir, chuvas torrenciais levaram  a torre principal da matriz ao chão. O padre não se abateu, nem se desanimou, sua fé e inquebrantável confiança no trabalho o encorajaram a conclamar a população católica  para a tarefa da reconstrução. 

Sob seu leme a religião católica cresceu em todos os sentidos. A banda de musica, antes acanhada, com instrumentos precários e remendados com cera de abelhas, passou a se apresenta altiva, magnifica, oferecendo um brilho todo especial a festa.

A igreja matriz sempre passando por reformas em suas instalações, cada vez mais bonita e nobre. Piso de granito, vitrais de cristais e, ultimamente uma central de ar-condicionado, a primeira  Igreja Matriz do interior cearense a contar com  este beneficio. 

Alem das transformações na parte física, a matriz é, hoje em dia, um "Santuário" por determinação de Roma.  O mais interessante e valioso  para a igreja católica  são as dezenas de Capelas que surgiram em diversas comunidades do distrito sede e da zona rural. Tudo com a inspiração de um pastor devotado e operoso.

As festas de São Raimundo Nonato, em Agosto de cada ano, se transformaram  na maior festa religiosa da região centro sul do estado do Ceará. Nossa igreja matriz,  em Várzea-Alegre,  nos enche de jubilo pela alegria que todos vivemos quando a visitamos. A foto acima do altar de São Raimundo encanta os olhos e enobrece o coração. 


terça-feira, 14 de novembro de 2017

15 de novembro: A grande fraude do Plebiscito de 1993 - Monarquia ou República?


Fonte: /www.facebook.com/monarquiaimperial/posts/609136795816553


O exemplo que vem de Rondônia: Escolas de Rondônia deverão ter Bandeira Imperial hasteada diariamente. 

Projeto de Lei, aprovado pelo plenário da Assembleia Legislativa no último dia 7 de novembro de 2017, estabelece que deverão hastear diariamente a Bandeira do Império do Brasil todas as escolas públicas e privadas do Estado de Rondônia. Cabe ainda sanção da lei pelo Governador.



    Enquanto esta República não reconhecer oficialmente suas “mazelas históricas” a partir da sua imposição arbitrária e criminosa em 15 de novembro de 1889, nunca haverá estabilidade política e econômica efetiva e desenvolvimento pleno no Brasil.

    Hoje por diversas razões, muitas delas obscuras, indivíduos ingênuos ou mal-intencionados, pregam ideologias estranhas às nossas primeiras raízes (veja o que continua se ensinando nas universidades públicas. Ou o que prega pessoas ligada à esquerda troglodita, que dominou o Brasil entre 2003–2015), elementos zumbizados pela doutrinação socialista, comunista, positivista; pessoas lobotomizadas, que deturpam a formação das nossas crianças desde a mais tenra idade.

      A República é ilegítima! Então continuaremos a ser esta República de terceira categoria, cada vez mais dependente dos desenvolvimentos tecnológicos desfrutados por outros povos (a exemplo dos países monárquicos; Inglaterra, Escócia, País de Gales, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Suécia, Noruega, Dinamarca, Japão, Holanda, Bélgica, dentre outros). A República brasileira estará sempre fadada ao fracasso. Não será importando ideias alienígenas prontas, fórmulas mágicas “Salvadoras da Pátria”, ícones, heróis, símbolos, regimes de esquerda que já fracassaram no mundo inteiro, que o Brasil reencontrará o seu o seu destino de grandeza interrompido pelo golpe militar de 15 de novembro de 1889.

    Não importa qual seja a bruxaria aplicada pelos políticos de Brasília. É exatamente este o drama desta Ciranda que tem se perpetuado nestes 128 de retrocessos... Conduzindo a nação a lugar nenhum.

15 de Novembro:Por que defendo a Restauração da Monarquia no Brasil? – por José Luis Oreiro (*)


  Muitos amigos me perguntam por que razão defendo a restauração da monarquia no Brasil? Isso parece ser algo muito retrógrado para ser defendido por uma pessoa esclarecida. Para deixar claro o porque de minha posição vou elencar algumas das minhas razões.


   1- A República no Brasil não foi o resultado da vontade popular, mas efeito de um golpe militar feito na calada da noite. Vários relatos históricos mostram que no dia 15 de novembro de 1889, quando as tropas do Marechal Deodoro marchavam pelas ruas do centro do Rio de Janeiro para depor o gabinete do primeiro ministro, o Marques de Ouro Preto, foram saudadas pelos transeuntes com gritos de “Viva o Imperador”. A família Imperial foi exilada na madrugada do dia 16 de novembro pois o exército temia uma revolta popular em prol do Imperador.

   2 – A República se mostrou historicamente incapaz de garantir o mínimo de estabilidade política para o país. Sem contar as rebeliões ocorridas no início da República – entre as quais a de Canudos – podemos contar vários episódios de ruptura ou quase ruptura institucional no período republicano: Revolução de 1930, Revolução Constitucionalista de 1932, Intentona Comunista de 1935, Estado Novo de 1937, Intentona Integralista de 1938, Deposição de Getulio Vargas em 1945, Suicídio de Getulio Vargas em 1954, Renuncia de Janio Quadros em 1961, Golpe Parlamentarista em 1961, Golpe Civil-Militar de 1964, Impeachment de Fernando Collor de Mello, Impeachment de Dilma Rouseff.

   3- As monarquias modernas são compatíveis com regimes democráticos e progressistas. Países com monarquias constitucionais que são exemplos de Estados Democráticos de Direito: Reino Unido, Espanha, Dinamarca, Holanda, Bélgica, Suécia, Noruega, Japão, Luxemburgo, Mônaco, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Andorra.

   4- Regimes parlamentaristas são o sistema de governo predominante entre as grandes democracias dos países desenvolvidos. Os Estados Unidos são a única grande democracia do mundo desenvolvido que adota o sistema presidencialista. Todos os demais países do G7 adotam sistemas parlamentaristas. No parlamentarismo existe a distinção entre Chefe de Estado e Chefe de Governo. O chefe de governo é o líder do partido que obteve a maioria das cadeiras nas eleições parlamentares. O chefe de Estado tem a função de ser o defensor das instituições, o comandante das forças armadas e o responsável pelas relações exteriores do país. Sistemas de governo parlamentaristas são compatíveis tanto com a República como com a Monarquia, mas no caso de formas de governo Republicanas a eleição do Presidente da República acaba por perder o sentido prático, pois o Presidente irá desempenhar uma função puramente litúrgica, com pouco poder real, exceto em momentos de crise parlamentar.

(*) José Luís Oreiro possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1992), mestrado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1996) e doutorado em Economia da Indústria e da Tecnologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000).

ESTOU VELHO - POR ANTÔNIO MORAIS


Não gosto dos sem terras. Dizem que isto é ser reacionário, mas não gosto de vê-los invadindo fazendas, parando estradas, ocupando linhas de trens, quebrando repartições publicas, tentando parar o já lento progresso do Brasil. Não gosto dos sem terras porque não era para existir sem terras. Todos deveriam ter as suas.

Não gosto  do MST - A maioria  vem de favelas, muitos foragidos da Justiça. Grande parte não tem documentos e não têm o que perder. Por isto que eu não apoio o quebra-quebra e vandalismo que eles fazem nas propriedades alheias.

Estou Velho! E, não acredito em cotas para negros e índios. Dizem que isto é ser racista, mas racista é quem julga negros e índios incapazes. Eu acho que a cor da pele não pode servir de pretexto para discriminar e nem para ser fonte de privilégios imerecidos, provocando cenas ridículas de brancos querendo se passar por negro.

Estou velho e se viver mais um pouquinho o que verei? Quem colhe, somente colhe aquilo que planta. Se plantamos descriminação iremos colher descriminação. O direito de escolha ainda não é crime, e, se escolhe sempre pela qualidade.

No futuro você vai está diante de um profissional, médico, engenheiro, advogado, enfermeiro ou outro segmento qualquer, em qual cairá a sua escolha? Em quem ralou, competiu, concorreu e se preparou, ou em quem teve a vaga garantida por pertencer a uma etnia?

Se isso acontecer teremos a pior das descriminações: a rejeição.

Que Deus tome conta desta nação.

Supremo pode avacalhar a Operação Lava Jato - Por Josias de Souza.


Vêm aí mais duas boas oportunidades para o brasileiro conferir de que lado está o Supremo Tribunal Federal. A presidente Cármen Lúcia marcou para quinta-feira da semana que vem o julgamento que pode limitar a abrangência do foro privilegiado. Depois, em sessão a ser agendada, a Suprema Corte decidirá se mantém ou não a regra que abriu as portas das cadeias para os condenados na segunda instância. Uma combinação malandra de veredictos pode inaugurar uma pizzaria que servirá impunidade a larápios graúdos e avacalhará a Lava Jato.

Suponha que a maioria dos ministros do Supremo vote a favor da restrição do foro, nos termos propostos pelo relator Luís Roberto Barroso: permanecem no Supremo apenas os processos relativos a crimes cometidos por congressistas e ministros durante e em razão do exercício do mandato ou do cargo público. Nessa hipótese, desceriam do Éden Supremo do Judiciário para o mármore quente da primeira instância todos os processos relacionados à Lava Jato. A arquibancada soltaria fogos.

Agora imagine que, em julgamento posterior, a mesma Suprema Corte decida rever a jurisprudência que autorizou a prisão após a confirmação das sentenças por um tribunal de segunda instância. Neste caso, as senteças de juízes como Sergio Moro lançarão fachos de luz sobre as propinas e outras delinguências. Mas depois que o país enxegar a roubalheira, as luzes serão apagadas e os condenados recorrerão em liberdade à segunda, à terceira e até à quarta instância do Judiciário. Os processos se arrastarão por mais de dez anos. E muitos serão assados no forno da prescrição.

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, parecia sentir um cheiro de queimado quando falou sobre o tema numa entrevista ao blog, no mês passado. Ele lamentou a inexistência de punição de criminosos graúdos pilhados na maior investigação anticorrupção da história:

“Faltam os grandes chefes desse esquema criminoso, as pessoas mais responsáveis entre todas por ele, que foram os políticos poderosos que organizaram. Falta a responsabilização deles. E a responsabilização deles tramita exatamente no Supremo Tribunal Federal.” 


“Coisas da República”: Besteira muita–– TSE julga hoje Lula e Bolsonaro por antecipar campanha eleitoral

À esquerda, Lula, ao seu lado direito  o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Hadad


Tribunal vai analisar dois processos em que o ex-presidente e o deputado são acusados de propaganda eleitoral antecipada

Brasília –O  plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar hoje à noite dois processos que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), acusados de propaganda eleitoral antecipada.
Jair Bolsonaro

Os dois lideram as pesquisas de intenção de voto e já anunciaram publicamente a intenção de concorrer ao Palácio do Planalto em 2018. Os casos se referem à divulgação na internet de vídeos que, na avaliação do Ministério Público Eleitoral (MPE), fazem referência às candidaturas deles a presidente.

Comemorados ontem, os 64 anos da visita da Imagem de Nossa Senhora de Fátima, Peregrina Mundial, à Diocese de Crato -- por Huberto Cabral (*)


Réplica em madeira da Imagem Peregrina Mundial, venerada na Catedral de Crato. Esta escultura foi esculpida em Portugal,  pelo mesmo artesão que  fez a imagem peregrina. Foto: Patrícia Mirelly.

No âmbito das comemorações do Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima em Portugal, a Diocese de Crato celebrará, nesta segunda-feira, dia 13, 64 anos da Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, Peregrina Mundial, a sua sede e às demais paróquias, ocorrida em 13 de novembro de 1953, no ano do Jubileu de Ouro Sacerdotal de Dom Francisco de Assis Pires, segundo bispo diocesano do Crato,  e do Centenário de elevação do Crato à categoria de cidade.

A Imagem Peregrina Mundial de Nossa Senhora de Fátima foi recebida, festivamente, às 15 horas do dia 13 de novembro de 1953, no Aeroporto da Floresta Nacional do Araripe, que passou a se chamar Aeroporto Nossa Senhora de Fátima. Após descer a serra, a citada Imagem foi carinhosamente recepcionada na Praça Francisco Sá pelas autoridades religiosas, civis, militares e o povo em geral, conduzida pelo Padre Francisco Demontier, coordenador da peregrinação.

O carro-andor se dirigiu até a Praça da Sé, onde foi delirantemente ovacionada, enquanto a imagem foi conduzida ao Altar da Sé Catedral, iniciando, assim, sua visita oficial. Ao chegar a Imagem à Catedral, foi inaugurado o pequeno monumento de Nossa Senhora de Fátima, no jardim. Foi inaugurada, também, a Capela Nossa Senhora de Fátima, no braço direito da Sé, com bênção oficiada por Dom Francisco, acompanhado por Monsenhor Rubens Gondim Lossio, cura da Catedral, e pelo Padre Francisco Demontier.

No final de novembro de 1953, a Catedral ganhou de presente uma réplica, esculpida por Guilherme Thedim, em Cedro, o mesmo escultor da Peregrina Mundial.

Em dezembro de 1953, realizou-se o Tríduo Nacional de Fátima, em Fortaleza, encerrando a visita da Imagem ao Ceará, na pré-inauguração do Santuário Nossa Senhora de Fátima, ocasião em que a réplica da Imagem Peregrina foi tocada na Imagem Original e benta por Dom Antonio Almeida Lustosa, arcebispo metropolitano de Fortaleza, e por Dom Francisco, bispo de Crato, perante os peregrinos desta diocese.

Depois a citada réplica retornou ao Crato, com festiva recepção na estação da Rede Viação Cearense, e foi colocado no Altar do braço direito da Sé Catedral, cuja paróquia instituiu a procissão da Virgem de Fátima, no dia 13 de cada mês, em redor da Praça da Sé, sob a direção do Monsenhor Rubens, cura.

Em 11 de fevereiro de 1968, foram criadas novas cinco paróquias integrantes da Forania do Crato, entre as quais a Paróquia Nossa Senhora de Fátima, por Dom Vicente Matos, bispo diocesano, com sede provisória na Capela do então distrito do Lameiro.

Em 15 de agosto de 1968, foi inaugurada a Igreja-Matriz da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Festa da Assunção de Nossa Senhora, data da chegada de Dom Vicente, como bispo auxiliar, e no Jubileu de Prata do terceiro bispo diocesano, tendo copmo seu primeiro vigário, Padre José Edmilson Macedo, hoje monsenhor da Arquidiocese de Salvador.

A Paróquia Nossa Senhora de Fátima ganhou de presente uma imagem de sua padroeira, doada por uma família de Portugal e, mensalmente, no dia 13 de cada mês, promove celebração de três missas e procissão, e, no mês de maio, a festa da padroeira.

Em 21 de junho de 1968, foi inaugurado um monumento de Nossa Senhora de Fátima no Aeroporto da Floresta Nacional do Araripe, com imagem esculpida pelo jardinense José Rangel, por iniciativa de Monsenhor Rubens Gondim Lóssio e do prefeito Dr. Humberto Macário de Brito.

Além disso, Nossa Senhora de Fátima é padroeira do Conjunto Habitacional Mutirão, do bairro Pimenta e de outras capelas da Forania do Crato e ainda patrona de uma rua, onde se localiza a Matriz da Paróquia, em Crato.

Em visita da Imagem de Nossa Senhora de Fátima à Prefeitura Municipal do Crato, houve consagração do Crato à Virgem de Fátima.

Por outra parte, na visita da Imagem Peregrina Mundial a Juazeiro do Norte, em novembro de 1953, foi inaugurado o grande arco em honra de Nossa Senhora em frente ao Colégio Salesiano e esculpida também uma imagem com o nome de Nossa Senhora das Dores de Fátima, que se encontra, hoje, na Capela da Basílica Nossa Senhora das Dores.
***   ***   ***
Programação comemorativa dos 64 anos da Visita da Imagem de Nossa Senhora de Fátima Peregrina Mundial à Diocese de Crato
Dia 13 de novembro de 2017 – segunda-feira
Sé Catedral:
11h – Missa em Ação de Graças
Igreja Matriz de Fátima, bairro Pimenta:
6h30, 12h e 17: Missa em Ação de Graças
e procissão
17h – Recitação do Terço;
17h30 – Procissão
18h – Missa em Ação de Graças ao pé do monumento Nossa Senhora de Fátima, no Barro Branco

(*) Huberto Cabral, é memorialista.Atua há décadas como jornalista, radialista, e é uma fonte de consultas para os que desejam pesquisar os fatos históricos do Crato nos últimos 60 anos.

ENCONTRO DE VELHOS AMIGOS - Postagem do Antonio Morais.



Outro dia estava no mercado quando vi no final do corredor um amigo da época da escola, que não encontrava há anos. Feliz com o reencontro me aproximei já falando alto: Osvaldo, sua bichona! Quanto tempo! E fui com a mão estendida para cumprimentá-lo. Percebi que o Osvaldo me reconheceu, mas antes mesmo que pudesse chegar perto dele só vi o meu braço sendo algemado.

Você vai pra delegacia! - Disse o policial que costuma frequentar o mercado. Eu sem entender nada, perguntei: - Mas o que que eu fiz?  HOMOFOBIA! Bichona é pejorativo, o correto seria chamá-lo de grande homossexual. 

Nessa hora antes mesmo de me defender o Osvaldo interferiu tentando argumentar :  Que isso doutor, o quatro-olhos aí é meu amigo antigo de escola, a gente se chama assim na camaradagem mesmo!

Ah, então você estudou vários anos com ele e sempre se trataram assim?  Isso doutor, é coisa de criança! E nessa hora o policial já emendou a outra ponta da algema no Osvaldo :  Então você tá detido também.

Aí foi a minha vez de intervir : Mas meu Deus, o que foi que ele fez?  BULLYING! Chamando de quatro-olhos por vários anos durante a escola. Osvaldo então se desesperou.

Que isso seu policial! A gente é amigo de infância! Tem amigo que eu não perdi o contato até hoje. Vim aqui comprar umas carnes prum churrasco com outro camarada que pode confirmar tudo!

E nessa hora eu vi o Jairzinho Pé-de-Pato chegando perto da gente com 02 quilos de alcatra na mão. Eu já vendo o circo armado nem mencionei o Pé-de-Pato pra não piorar as coisas, mas ele sem entender nada ao ver o Osvaldo algemado já chegou falando: Que porra é essa Negão, que tu aprontou aí?

E aí não teve jeito, foram os três parar na delegacia e hoje estamos respondendo processo por HOMOFOBIA, BULLYING e RACISMO.

Moral da história: Nos dias de hoje é um perigo encontrar velhos amigos!

A análise perfeita - Por Nelson Mota


Se o mensalão não tivesse existido, ou se não fosse descoberto, ou se Roberto Jefferson não o denunciasse, muito provavelmente não seria Dilma, mas Zé Dirceu o ocupante do Palácio da Alvorada, de onde certamente nunca mais sairia.

Roberto Jefferson tem todos os motivos para exigir seu crédito e nossa eterna gratidão por seu feito heróico: "Eu salvei o Brasil do Zé Dirceu." Em 2005, Dirceu dominava o governo e o PT, tinha Lula na mão, era o candidato natural à sua sucessão. E passaria como um trator sobre quem ousasse se opor à sua missão histórica. Sua companheira de armas Dilma Rousseff poderia ser, no máximo, sua Chefe da Casa Civil, ou presidente da Petrobras. Com uma campanha milionária comandada por João Santana, bancada por montanhas de recursos não contabilizados arrecadados pelo nosso Delúbio, e Lula com 85% de popularidade animando os palanques, massacraria Serra no primeiro turno e subiria a rampa do Planalto nos braços do povo, com o grito de guerra ecoando na Esplanada: "Dirceu guerreiro/ do povo brasileiro." Ufa!

A Jefferson também devemos a criação do termo "mensalão". Ele sabia que os pagamentos não eram mensais, mas a periodicidade era irrelevante. O importante era o dinheirão. Foi o seu instinto marqueteiro que o levou a cunhar o histórico apelido que popularizou a Ação Penal 470 e gerou a aviltante condição de "mensaleiro", que perseguirá para sempre até os eventuais absolvidos. O que poderia expressar melhor a ideia de uma conspiração para controlar o Estado com uma base parlamentar comprada com dinheiro público e sujo? Nem Nizan Guanaes, Duda Mendonça e Washington Olivetto juntos criariam uma marca mais forte e eficiente. Mas antes de qualquer motivação política, a explosão do maior escândalo do Brasil moderno é fruto de um confronto pessoal, movido pelos instintos mais primitivos, entre Jefferson e Dirceu.

Como Nina e Carminha da política, é a história de uma vingança suicida, uma metáfora da luta do mal contra o mal, num choque de titãs em que se confundem o épico e o patético, o trágico e o cômico, a coragem e a vilania. Feitos um para o outro. O "chefe" sempre foi José Dirceu. Combativo, inteligente, universitário - não sei se completou o curso - fala vários idiomas, treinado em Cuba e na Antiga União Soviética, entre outras coisas. E com uma fé cega em implantar a Ditadura do Proletariado a "La Cuba". Para isso usou e abusou de várias pessoas e, a mais importante - pelos resultados alcançados - era Lula. Ignorante, iletrado, desonesto, sem ideais, mas um grande manipulador de pessoas, era o joguete ideal para o inspirado José Dirceu.

Lula não tinha caráter nem ética, e até contava, entre risos, que sua família só comia carne quando seu irmão "roubava" mortadela no mercado onde trabalhava. Ou seja, o padrão ético era frágil . E ele, o Dirceu, fizera tudo direitinho, estava na hora de colher os frutos e implantar seu sonho no país. Aí surgiu Roberto Jefferson... e deu no que deu.

STF retomará no dia 23 julgamento que pode restringir foro privilegiado de políticos.

Julgamento foi iniciado em junho, mas Alexandre de Moraes pediu vista; placar está em 4 a 0 pela limitação. Caso em discussão limita foro a atos praticados durante e em razão do cargo.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, marcou para o próximo dia 23 de novembro a retomada do julgamento que poderá restringir o foro privilegiado de políticos.

O julgamento começou em junho. Na ocasião, quatro dos 11 ministros votaram por limitar o direito para que parlamentares e ministros possam ser investigados e processados na Corte somente em casos ligados ao cargo.

Atualmente, qualquer ocupante de cargo de ministro no governo ou mandato parlamentar só pode ser investigado ou processado criminalmente no STF, por atos que tenha praticado em qualquer tempo, mesmo se não relacionados ao cargo.

Quatro ministros votam pela redução do foro privilegiado no Supremo.

Início do julgamento.

Relator da proposta, o ministro Luís Roberto Barroso votou pela limitação do foro. Barroso disse à época que, se a nova regra entrar em vigor, mais de 90% dos processos e inquéritos sobre políticos em tramitação no STF serão enviados a instâncias inferiores.

Quando os demais ministros começaram a votar, seguiram o entendimento de Barroso : Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, então, pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o processo. O ministro liberou o voto dele em setembro, possibilitando a retomada do julgamento.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

PAI - Postagem do Antônio Morais.

Havia um homem muito rico e que possuía muitos bens, acumulados ao longo da sua vida à custa de muito trabalho. Ele tinha um único filho, que, ao contrário do pai, não queria nada com o trabalho nem com os estudos. 

O que ele mais curtia eram mulheres e festas com os amigos. Seu pai sempre o advertia sobre a importância do trabalho e dos estudos. Os amigos só estariam ao seu lado enquanto ele tivesse algo para lhes oferecer. 

Os conselhos e ensinamentos do pai chegavam aos ouvidos do jovem, mas ele não assimilava nada continuava com sua vida vazia de conteúdo e sem objetivos.

Um dia, o velho pai mandou os empregados construírem um pequeno celeiro nos fundos da casa e, dentro dele, uma forca com os seguintes dizeres: "Eu Nunca Ouvi os Conselhos do Meu Pai".

Mais tarde ele chamou o filho, levou-o ao celeiro e disse: Meu filho, já estou velho e quando eu morrer, tudo isso será seu. Se você fracassar quero que me prometa que vai-se enforcar nesta forca. O jovem, incrédulo com aquela louca proposta riu, achou tudo um absurdo, mas, para não discutir com o pai, fez a promessa pensando consigo mesmo que jamais faria aquilo.

O tempo passou, o velho pai morreu e o filho herdou todos os seus bens, assumindo os negócios da família; mas, como havia sido previsto, gastou muito em festas, perdeu dinheiro em negócios malfeitos e começou a vender o patrimônio. Em pouco tempo perdeu tudo. Perdeu os amigos e, desesperado, lembrou-se do pai, cujos conselhos jamais ouvira e então começou a chorar copiosamente. 

Pesaroso, levantou os olhos vermelhos e avistou ao longe o velho celeiro e aí se lembrou da promessa feita a seu pai. Deprimido e enfraquecido caminhou. até lá e, lendo as palavras escritas na placa, entrou novamente em choro convulsivo, decidiu então cumprir a promessa, já que nada mais lhe restava na vida.

Pensava ele: "Pelo menos agora vou alegrar meu pai, cumprindo minha palavra". Subiu na forca, pendurou a corda no pescoço e jogou-se no ar, sentindo por um instante o aperto em sua garganta. Mas o braço da forca era oco e. quebrou-se antes que o rapaz morresse. Ele caiu ao chão e do braço oco da forca, caíram jóias, esmeraldas e diamantes.

Uma pequena fortuna que trazia junto um bilhete com os seguintes dizeres: "Esta é a sua nova chance, Eu o Amo muito, SEU PAI".

Todos temos direito a uma segunda oportunidade, mas, se ouvirmos os conselhos dos mais experientes, o preço desta segunda oportunidade poderá ser muito menor.

O Antagonista.


“A quadrilha que tomou o país de assalto é o poder”.

O delegado Jorge Pontes, entrevistado pelo Estadão, disse que a máfia é fichinha perto da ORCRIM que sequestrou o Brasil.

Leia aqui:

“A PF não quer ter independência. Queremos autonomia administrativa e orçamentária, só isso. Temos que entender bem que a quadrilha que tomou o país de assalto não tem o poder, eles são o poder. Nomeiam os seus próprios julgadores, aprovam leis que nos intimidam, que intimidam procuradores da República e juízes federais. E também aprovam leis que os tornam mais blindados, ainda. Máfia, Cartel de Cali, Yakuza, PCC, é tudo fichinha perto do desafio que a Polícia Federal enfrenta.”

Ele teme pelo futuro da PF:

“Vejo o futuro da corporação da mesma forma que vejo o futuro do Brasil. Para onde for o Brasil, irá a PF. Estão engatadas. Mas uma nuvem sombria tomou o céu e a sociedade está paralisada, estática, sem reação. Estamos vivendo um momento extremamente delicado, em que as forças do crime institucionalizado estão se reagrupando para contra-atacar a Lava Jato e evitar de todas as maneiras as suas respectivas consequências, a saber, a punição dos poderosos envolvidos. Nossa instituição não existe no espaço, gravitando, isto é, ela está umbilicalmente ligada ao Ministério da Justiça, que por sua vez é um braço do Presidente da República. A PF está no contexto, por mais que nossas atividades como polícia judiciária não se subordinem à hierarquia administrativa governamental.”