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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sábado, 25 de março de 2017

041 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.


A primeira vez que estive pessoalmente com Luiz Gonzaga, na sua intimidade sertaneja, foi na década de 80 do seculo passado.. Sair de Crato cedinho  com  o amigo José Gilberto Mendonça, foto, para sua  fazenda em Granito. Fazenda Baraúnas, rebatizada  Santa Tereza. Local aprazível.  Muita água no açude, muito gado no pasto, fartura de tudo em especial de hospitalidade do proprietário.

Depois do almoço retornamos para o Crato.

Depois de Exu, já  no começo  da subida da serra, Gilberto Mendonça entrou para  Fazendo do irmão Humberto. Quando  descemos do carro que chegamos na alpendrada da casa havia uma rede armada e um corpão esparramado dentro tirando um deforete. Debaixo da rede uns chinelos de couro que identificavam o dono.

Com a nossa zuada o homem acordou. Se levantou, foi no banheiro, lavou as mãos e o rosto, e, por fim, se dirigiu a Dona Cecilia e domestica da casa nos seguintes termos : Cecilia, traga uma porção de coalhada pra mim que eu quero ir bufando pra esses "Mendonça" até o Crato. Era Luiz Gonzaga,  amigo dos Mendonça. 

Viemos juntos até o Crato e felizmente como o percurso era pequeno não deu tempo a coalhada fermentar. Depois de um breve descanso  na Casa do Gilberto no "Sitio Bucânia" Luiz  Gonzaga viajou, à noite, para Recife.  

DEPÓSITO MENEZES - Várzea-Alegre - Ceará.


Depósito Menezes. Rua Duque de Caxias número 68 - Várzea-Alegre - Ceará. Telefone (88)35412749. Organização Dr. Eldinho e Marilena. Pronto para lhe atender bem.


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A redescoberta da Imperatriz Leopoldina – por Armando Lopes Rafael

Nestes tempos de mediocridade e generalizado desconhecimento (por parte da população) dos grandes personagens que construíram o Brasil, o novo livro de Paulo Rezzutti redescobre o grande legado da Imperatriz Leopoldina na história da nossa Pátria.

A edição da revista “Veja”, de 22.03.2017, dedicou quatro páginas (92-95) ao livro que será lançado na próxima semana. Abaixo parágrafos da matéria de “Veja”:

“À medida que documentos inéditos sobre a Imperatriz Leopoldina são tirados do baú do passado, onde repousaram por 200 anos sem despertar maior interesse, e outros já conhecidos são analisados em profundidade, vem à luz uma jovem alegre, uma noiva apaixonada e uma imperatriz bem preparada e perspicaz, que desempenhou papel relevante em momentos definidores da formação do Brasil. Culta, esclarecida e decidida, Leopoldina dedicou-se com fervor ao movimento pela separação de Portugal depois que a corte de dom João VI retornou à Europa, o herdeiro Pedro permaneceu como seu representante e o Brasil se viu na iminência de voltar a ser mera colônia”.

“Ela se apaixonou pela causa e abandonou o sonho de retornar à Áustria. “Costumo dizer que o ‘fico de Leopoldina é bem anterior ao de dom Pedro”, diz o pesquisador Paulo Rezzutti, autor de novo livro, recém-lançado, D. Leopoldina: a História Não Contada, a ser lançado na semana que vem”.

“Além da preocupação sincera com o futuro dos brasileiros ela era querida e admirada pela população, a mulher de dom Pedro tinha motivos muito práticos para apoiar a independência. Independentemente das razões que a moviam, a relevância política de Leopoldina é incontestável. Em pelo menos três ocasiões em que viajou, dom Pedro a instalou como sua representante no Rio. Ela presidia o Conselho de Estado, órgão que assessorava o príncipe, na sessão de 1822 em que os conselheiros se puseram a favor da separação do Brasil de Portugal e da contratação de mercenários para a luta contra as tropas portuguesas. O passo seguinte foi o grito às margens do Ipiranga”.

“A biografia retrata com pinceladas até então desconhecidas a jovem arquiduquesa da rica e poderosa casa austríaca de Habsburgo que se casou por procuração com dom Pedro (no segundo centenário de sua chegada ao Brasil, ela é personagem na novela das 6, Mundo Novo, que estreou no dia 22, vivida por Letícia Colin). Até agora, pouco se sabia a respeito da longa viagem que a princesa realizou em 1817, saindo de Viena, passando pela Itália e pela Ilha da Madeira e cruzando o Atlântico rumo ao novo continente”.

Abro um parêntesis para dizer, ao final, que não vejo novelas da televisão, principalmente as novelas que exploram temas da história, pois esses folhetins sempre deturpam a realidade da época passada, tentando adaptar a realidade pretérita aos tristes dias que hoje vivemos no Brasil, pós era lulopetista. Por isso não espero nada de bom dessa novela “Mundo Novo”. a Globo apenas desembarcou no interesse pela redescoberta da importância da Imperatriz Leopoldina. As novelas da Globo – repito, folhetins de ficção – sempre fazem muito mal à decadente sociedade da republiqueta brasileira...

Mais um duro golpe na fama de honesta de Dilma - Por Ricardo Noblat.



Dilma empenhou-se ao longo dos seus cinco anos e poucos meses de governo em se distinguir de Lula em pelo menos uma coisa: ela sempre foi honesta. Nunca disse que Lula fora desonesto. Mas reafirmou sua honestidade todas as vezes que a de Lula foi posta em dúvida.

O depoimento ao juiz Sérgio Moro, no ano passado, do marqueteiro das duas campanhas de Dilma, João Santana Filho, foi o primeiro golpe duro aplicado contra a fama de honesta da ex-presidente. Ele confessou que fora pago no exterior pela campanha de Dilma em 2010.

O segundo golpe duro foi aplicado por Marcelo Odebrecht, ex-presidente da construtora que leva seu sobrenome, e pelo ex-executivo Alexandrino Alencar. É difícil avaliar qual dos dois produziu maior estrago na imagem de Dilma. O que eles disseram à Justiça Eleitoral vazou ontem.

Em maio do ano passado, quando visitou Palmas, Dilma afirmou indignada: "Falam que eu sou uma pessoa dura. Eu não sou uma pessoa dura não, eu sou honesta, é diferente. Eu não tenho contas no exterior, eu não recebi dinheiro de propina, eu não recebo dinheiro de corrupção”.

Quem nunca embolsou propinas não é necessariamente honesto, ora. Segundo Marcelo, Dilma tinha conhecimento, sim, do pagamento de despesas de campanha com recursos de caixa 2. “Disso não tenho a menor dúvida”, acrescentou.

Alencar contou como a Odebrecht participou da compra de tempo de propaganda eleitoral na TV para a campanha de Dilma em 2014. A pedido de Edinho Silva, então tesoureiro da campanha, a Odebrecht deu a três partidos (PC do B, Pros e PRB) um total de R$ 21 milhões em caixa dois.

Em troca desse dinheiro (R$ 7 milhões para cada um), os partidos se aliaram ao PT no apoio à candidatura de Dilma. Ao fazê-lo, beneficiaram Dilma com a entrega do tempo de propaganda eleitoral de cada um. Maior tempo de televisão é o trunfo mais precioso de um candidato.

Ao todo, de acordo com Marcelo, a Odebrecht repassou R$ 150 milhões para a campanha de Dilma à reeleição. Parte desse valor – R$ 50 milhões – foi uma contrapartida pela aprovação da Medida Provisória 470 (Refis), que facilitou a renegociação das dívidas de empresas do grupo.

Foi o ex-ministro Guido Mantega, da Fazenda, quem pediu dinheiro à construtora. Em maio de 2014, diz Marcelo ter ouvido de Mantega: “A orientação dela (Dilma) é que todos os recursos de vocês vão para a campanha dela. Você não vai mais doar para o PT, só pra ela”.

Naturalmente, Dilma nega tudo. A seu pedido, a Justiça Eleitoral abriu inquérito para tentar descobrir quem vazou os depoimentos de Marcelo e de Alencar.

Em tempo: Marcelo também complicou a vida de Lula com seu depoimento. Lula era “O Amigo” nas planilhas de propina da Odebrecht.

055 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Nas postagens anteriores, falei do grande orador e homem intelectual que foi o Dr. Dario Batista Moreno. Ex-prefeito de nossa cidade, pessoa de fina lhaneza no trato com as pessoas, porém não gostava de lengalenga, de bajulação.

Havia em Várzea-Alegre, a época, um vereador que por nada estava usando a palavra e fazendo aquele belo e memorável discurso. Bastava reunir três ou quatro pessoas numa roda que o orador pedia a palavra e mandava o verbo.

Dr. Dario não gostava nada daqueles vexames, ou seja, do vocabulário do nobre Ruim Barbosa. Durante o seu governo, por ocasião da inauguração de uma escola no distrito de Naraniú, com a presença do vice-governador do Estado Joaquim de Figueiredo Correia, nosso conterrâneo, o Dr. Dario prevendo o discurso do vereador foi à casa do ilustre edil e falou que como era uma reunião simples, o vereador podia convidar os amigos, “mas não havia necessidade de fazer nenhum discurso”.

Mais que nada. Na hora marcada, ao chegar com a comitiva no local, o vereador subiu num tamborete e começou um solene discurso nos termos que se segue : “Incelentismo compadre Figueiredo Correia, reverendísimo prefeito Dr. Dario Moreno e demais oturidades que aqui tão... – Eu num tem palavras”.... Dr. Dario se aproximou bem do ouvido do vereador e falou : palavras você tem, o que você não tem é vergonha!

TSE deve pedir cassação da chapa Dilma/Temer - POR MERVAL PEREIRA.

Os depoimentos dos executivos da Odebrecht foram uma pá de cal. A questão agora é saber se a tese de separar as contas de Temer será aceita. É impossível anistiar, dizer que não houve nada na chapa. Essa vai ser a briga dos advogados do presidente. Não é uma decisão normal, mas há casos dessa separação. O ministro Herman Benjamin deve pedir a cassação por abuso de poder econômico.

Na questão da anistia ao caixa 2, acho que o Congresso vai aprovar. – não foi à toa que o Ministro Gilmar Mendes comparou-a com a repatriação. Mas estão misturando as coisas, dizendo que todo o dinheiro de corrupção é de caixa dois. O que aconteceu na grande maioria dos casos é crime de corrupção passiva, ativa, lavagem de dinheiro. E acontecendo a anistia, todos os políticos serão mais ou menos blindados, porque vira uma discussão jurídica.  

sexta-feira, 24 de março de 2017

Clínica São Raimundo - Cuidando da Saúde de Várzea-Alegre !


O Blog do Crato ( E agora o Blog do Sanharol ) tem o prazer de fazer a publicidade da Clínica São Raimundo, da cidade de Várzea Alegre - CE, que acredita no nosso trabalho como meio de buscar a integração regional. A Clínica São Raimundo é uma empresa conceituada. Comandada pelos renomados médico Dr. Menezes Filho e Fisioterapeuta Dra. Ana Micaely de Morais Meneses. Especializada em pediatria, ultrassonografia, fisioterapia geral e especializada ( RPG , neurológica e  uroginecológica) .

Eis algumas fotos da nossa empresa/parceira que fazemos questão de divulgar:

Acima: A Logomarca oficial da Clínica São Raimundo, em Várzea Alegre.



Acima: O Médico, Dr. Menezes Filho em atividade.



Acima: Dra. Ana Micaely de Morais Menezes



Cuidando de seus pacientes com carinho e dedicação...




Clinica São Raimundo.
Rua Dep. Luis Otacilio Correia 129 Centro Várzea-Alegre Ce. Fone (088) 3541-1467.
Especialidade em Pediatria , ultrassonografia , fisioterapia geral e especializada( RPG , neurológica e uroginecológica).

"Cuidando com carinho da saúde do povo de Várzea Alegre !"

Anuncie no Blog do Crato.
Contatos:
blogdocrato@hotmail.com
Tel: 088-3523-2272

"Não era um governo, era um negócio" - O antagonista.


Jerônimo Goergen, deputado pelo PP do Rio Grande do Sul, resumiu a O Antagonista suas percepções ao ler o depoimento de Marcelo Odebrecht ao TSE publicado com exclusividade neste site:

"Não era um governo, era um negócio."

Dilma, Lula e o PT, acrescenta o parlamentar, mentiram ao Brasil quando falavam de "um projeto político para construir um país melhor".

"Não existia ninguém no Palácio do Planalto que não soubesse que se tratava de um projeto de enriquecimento ilícito por meio de uma estrutura maluca."

Para o deputado, MO tem muito mais a falar: "É só o começo".

A sinceridade de Dom Pedro II e a demagogia dos Presidentes da República de plantão

 Lula demagogo, sentado no chão para conversar com alunos de uma escola

Os dois últimos presidentes do Brasil (Lula e Dilma) foram exímios nas "verborreias" ditas em  discursos sem nexo, cheios de erros gramaticais e prenhes de expressões chulas e de gírias. A rigor, cada vez que ambos discursavam, sempre o faziam dentro do binômio “nós” e “eles”. “Nós”, como se auto intitulam os despreparados lulopetistas. “Eles” para a imensa maioria dos brasileiros, que não aceita o PT, aí incluídos os tímidos políticos que fizeram uma  branda oposição à dupla citada.

A propósito lembro-me do discurso de Lula defendendo a vinda dos médicos cubanos. Disse ele na ocasião: “Se os médicos brasileiros não querem trabalhar no sertão, que a gente traga médicos do exterior”. Era o velho Lula de guerra, populista e demagogo até o centro da sua medula. Ele jogou nos nossos médicos a culpa pelo péssimo estado da saúde pública no Brasil. Entretanto, a culpa era dos governos petistas, mais comprometidos com o recebimento de propinas do que com a solução dos nossos graves problemas de saúde pública.

Digo isso para mostrar a diferença entre os presidentes lulopetistas e o nosso Chefe de Estado, nos saudosos e honrados tempos imperiais, o Imperador Pedro II.

Imperador Dom Pedro II: ético, sincero, sóbrio e dono de uma cultura invulgar 

Leiam como foi a cena. Diante de uma escola, numa cidade do interior por onde passava o Imperador Dom Pedro II, uma menina se preparava para ler um discurso em sua homenagem.
– Nada, nada, minha filha! Eu não gosto de discursos.
Mas logo se arrependeu, porque a criança, contrariada, assumiu um ar de choro.
– Bem, bem. Uma vez que você quer falar, venha cá. Venha conversar comigo.
Para encorajá-la, acrescentou:
– Vejo que você é inteligente. Não tenha medo. Mostre-me que você é inteligente, porque eu gosto muito de crianças. Eu tenho netinhos da sua idade. 

(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier).
Postado por Armando Lopes Rafael

STF decide que escutas da Lava Jato são válidas!

O STF (Supremo Tribunal Federal) negou nesta quinta-feira (23) recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra decisão do juiz Sergio Moro no processo que determinou a realização de interceptações telefônicas contra o petista no ano passado. A repercussão do caso levou a Justiça s suspender a posse de Lula como ministro.

O recurso foi negado por unanimidade pelos ministros, que seguiram o voto do relator, Edson Fachin. O ministro Alexandre de Moraes, participando de sua primeira sessão no STF, também apoiou o voto de Fachin.

A defesa de Lula pedia que fossem anulados todos os grampos que interceptaram conversas entre Lula e pessoas com foto privilegiado, como deputados, senadores e ministros. Por enquanto, apenas as conversas com Dilma Rousseff, na época presidente, foram anuladas. 

Os advogados de Lula também pediam que o processo fosse retirado do juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na 13ªVara Federal de Cutiriba, e passasse a tramitar no STF ou ou na Justiça Estadual de São Paulo. 

A defesa de Lula ainda pedia que o STF remetesse cópia ao Ministério Público da decisão que anulou os grampos entre Lula e Dilma autorizados por Moro, para que a Procuradoria pudesse apurar se pudesse apurar se o juiz federal cometeu crime ao autorizar as escutas. 

Os ministros do STF negaram todos os pedidos e mantiveram a decisão do ministro Teori Zavascki, que já havia negado o recurso. Teori morreu no fim do ano passado em um acidente aéreo

Antônio Conselheiro, caluniado e injustiçado (por Armando Lopes Rafael)

   Ah! As voltas que o mundo dá...
   Um dos personagens mais desconhecidos (e também dos mais caluniados) na história do Brasil é Antônio Vicente Mendes Maciel, o célebre Antônio Conselheiro. O papel que ele realmente desempenhou, no Arraial do Belo Monte (mais conhecido pela mídia e historiografia como Canudos), ainda está para ser fielmente divulgado para conhecimento dos brasileiros. Mas, como bem lembra Charlie Chaplin,  “O tempo é o melhor autor; ele sempre encontra um final perfeito”. Quem sabe, um dia, a verdade aflorará para Antônio Conselheiro, pois a verdade sempre aparece!
O DIA DEPOIS DO CRIME - Sertanejos aprisionados pelo Exército em Canudos: eles não ansiavam pelo fim do mundo (Foto e legenda da revista "Veja")

    Graças às pacientes pesquisas do historiador Pedro Lima Vasconcellos foi recentemente publicado um bem preparado Box, composto por dois volumes, com o título: “Antônio Conselheiro por ele mesmo”. Trata-se de duas obras que desmistificam o que erroneamente vem sendo publicado – ao longo de 120 anos – sobre o injustiçado  Conselheiro. No  volume 1 – Apontamentos dos Preceitos da Divina Lei de Nosso Senhor Jesus Cristo, para a Salvação dos Homens –, de autoria do próprio Antônio Conselheiro, consta uma coletânea de reflexões sobre temas variados, de matiz fundamentalmente religioso, escrito durante a época em ele era o líder do vilarejo, por ele batizado de Belo Monte. Já o volume 2, de autoria de Pedro Lima Vasconcellos – Arqueologia de um Monumento Os Apontamentos de Antônio Conselheiro –, apresenta um estudo sobre o conteúdo das reflexões de Antônio Conselheiro, mostradas no volume 1. 

   A mais importante revista brasileira, “Veja”, edição de 22 de março de 2017, dedicou quatro páginas às obras acima citadas. Da matéria, sob o título “Um sereno messianismo”, transcrevo os textos abaixo:
INIMIGO DA REPÚBLICA - O provável cadáver de Antônio Conselheiro: obediência só aos poderes que vêm de Deus (Foto e legenda da revista "Veja")

“Escritos até hoje inéditos de Antônio Conselheiro apresentam o líder de Canudos como uma figura bem diversa do fanático milenarista pintado por Euclides da Cunha”.

“(...) os Apontamentos constituem uma novidade: encontra-se ali um Antônio Conselheiro diverso do líder messiânico e milenarista consagrado pela tradição. E nada sugere as patologias psiquiátricas e degenerescências raciais que Euclides da Cunha atribui ao Conselheiro no clássico maior sobre a Guerra de Canudos, Os Sertões. Será difícil encontrar aqui as “aberrações católicas”, o “fetichismo bárbaro” e o” misticismo feroz e extravagante” de que fala Euclides. No geral, o estilo é sereno, plácido, até enfadonho. Não há profecias sobre a transformação do sertão em praia e da praia em sertão, nem se prefigura o retorno de dom Sebastião, o jovem rei português morto na batalha de Alcácer-Quibir, em 1578”.

“Os temas sobre os quais o Conselheiro discorre são convencionalmente católicos: os dez mandamentos– há uma prédica para cada um deles –, a missa, a confissão, a paixão de Cristo, entre outros. Na prédica dedicada à “Justiça de Deus”, o tema é o Juízo final – mas não há nenhuma indicação de que o autor acreditasse na iminência do apocalipse: recomenda-se apenas que os fiéis “deixem a estrada da perdição e entrem na vereda da vida”, preparando-se para a hora da morte”.

“Nos anos 70, por obra do estudioso Ataliba Nogueira, já fora editado um outro caderno de escritos do Conselheiro, datado de 1897, ano em que o Arraial de Canudos foi massacrado pelo Exército”.  “Nos cadernos publicados por Ataliba Nogueira, havia um sermão contra a República. Nos Apontamentos, a recusa ao novo regime (implantado no Brasil pelo golpe militar de 15 de novembro de 1889) se faz pelo silêncio”.

“(...) Portanto, deve-se obedecer “ao Pontífice, ao Príncipe, ao Pai”. O presidente não consta dessa sequência de pês, o que configura, como observa Pedro Vasconcellos, uma omissão eloquente”.

“Talvez o mais inusitado seja ver o homem que Euclides chamou de “gnóstico bronco” recorrer a excertos de Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino, entre outros doutores da Igreja. Não, Antônio Conselheiro não terá lido as Confissões ou a Suma Teológica. Buscou essas citações em duas obras de proselitismo católico: Compendio Narrativo do Peregrino da América, de Nuno Marques Pereira e Missão Abreviada, de Manoel José Gonçalves Couto”.

“Missão Abreviada é um livro de antipática rigidez doutrinária, O Conselheiro, muito diferente, preferia exortar o amor de Jesus Cristo a amedrontar com a visão dos suplícios eternos do inferno”.

***   ***   *** 

     Abro um parêntesis, antes de citar a frase final da reportagem de “Veja”, para lembrar que Antônio Conselheiro teve, intuitivamente, quarenta anos antes das verdades reveladas por Nosso Senhor Jesus Cristo, nas aparições década de 1930, à Santa Faustina. Naqueles anos, dentre outras coisas, Jesus Cristo garantiu à freira polonesa: “Não quero castigar a sofrida humanidade, mas desejo curá-la estreitando-a ao meu misericordioso coração”.  “(...) escreve que sou mais generoso para com os pecadores do que para os justos. Por eles desci à terra... por eles derramei meu sangue. Que não tenham medo de se aproximar de mim; são eles que mais necessitam da minha misericórdia”.

       Dito isso transcrevo a frase final da reportagem da revista “Veja”:
“À luz desse documento, a eliminação de Canudos talvez pareça ainda mais   ignominiosa. Nesse ponto, Euclides da Cunha ainda está certo: foi um crime”.

DISTORÇÕES Euclides da Cunha: para o autor de Os Sertões, Antônio Conselheiro era um caso de "misticismo bárbaro" (Legenda da revista "Veja")

Postado por Armando Lopes Rafael

Delator revela repasses para 'conta' de Lula - Por Erich Decat e Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo.


Marcelo Odebrecht, herdeiro e ex-presidente do grupo que leva seu sobrenome, apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) documentos que apontam o detalhamento da suposta movimentação da conta-corrente do Setor de Operações Estruturadas – o departamento da propina – realizada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A informação consta de trechos das declarações divulgadas nesta quinta-feira, 23, pelo site O Antagonista. Entre os documentos está uma curta planilha em que aparece o codinome “Amigo”, que seria uma referência a Lula.

A lista revela que, em 22 de outubro de 2013, o saldo de “Amigo” era de R$ 15 milhões. Já em 31 de março de 2014, o valor passou para R$ 10 milhões – não foi explicado o que foi feito com R$ 5 milhões.

Delação de Alexandrino é ‘chave de cadeia’ para Lula.


O executivo Alexandrino Alencar era quem atendia o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dentro da Odebrecht.

Transformou-se num verdadeiro parceiro do ex-presidente, coisa que se estendeu para toda a família.
Sua delação premiada é fulminante porque conta fatos com detalhes, coisas do dia-a-dia e intimidades que só alguém muito próximo poderia conhecer.

Certa feita, numa festa, dona Marisa chamou Alexandrino num canto e numa conversa particular reclamou da demora na reforma no sítio em Atibaia.

Ou seja, era para Alexandrino que Lula e família pediam os ‘favores’ emergenciais. Nesse sentido, a delação é reveladora e vai implicar ainda mais o réu.

quinta-feira, 23 de março de 2017

040 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.


Inicialmente o Colégio Estadual funcionava  noutro prédio em precárias Instalações. Anos depois de sua  fundação foi construído o suntuoso prédio do Pimenta.  Certo ano, depois de um março  chuvoso  o teto do colégio  caiu e  houve um considerável estrago.

O diretor Luiz de Borba estava  doente, um  problema no dedão do pé,  Vieirinha,  vice diretor estava com uma perna engessada e José do Vale o outro vice estava com problema de pedra na vesícula.

Dr. Luiz de Borba fez uma carta e mandou  o filho  professor João de Borba  ir a Fortaleza  falar com o Major Bastos Secretario Estadual de Educação.

O Major bastos  recebeu a carta, leu  olhou para o professor e disse : Diga ao Dr. Luiz de Borba que  se o prédio estiver ameaçando cair tire o alunato de baixo e saia também  para não morrerem.

João de Borba respondeu : Eu não posso levar um recado destes porque ninguém vai acreditar. Faça  por escrito que eu levo, e nem só levo como vou tirar  três copias para entregar  a televisão, ao governador do estado e ao ministério da educação.

O major Bastos disse : Você não nega ser filho do meu amigo Luiz. Sente-se aí e aguarde. Afastou-se por um tempo e ao retornar  disse : Estou mandando ao Crato um carro com um  engenheiro e a ordem para  a recuperação do prédio. Quero que você vá junto.

João de Borba encerrou  a conversa  dizendo : Não, eu não posso ir com eles, já comprei  a minha passagem de volta.

Frente De Juízes E Procuradores Pede a Janot Que Investigue Gilmar Mendes.


A Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas) – coordenada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) -, protocolou na Procuradoria-Geral da República, nesta quinta-feira, 20, pedido de apuração e “possível abertura de inquérito criminal” contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

O documento, endereçado ao procurador-geral Rodrigo Janot, solicita uma análise das declarações do ministro durante sessão plenária no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na terça, 18.

Na ocasião, Mendes afirmou que “promotores e juízes ameaçam parlamentares com a Lei da Ficha Limpa (…) e não querem a Lei de Abuso de Autoridade porque praticam, às escâncaras, o abuso de autoridade. (…) Ao empoderarmos determinadas corporações, estamos dando a eles o poder que eles precisam para fazer esse tipo de chantagem.”

A frente de juízes e procuradores alega que as expressões usadas por Gilmar Mendes “constituem uma acusação criminosa a promotores e a juízes, o que, evidentemente, merece repulsa”.

As afirmações atribuídas ao ministro “podem ser configuradas como infração penal”, segundo avaliação da Frentas, integrada por oito entidades.

Para os integrantes da Frentas, “se algum magistrado ou membro do Ministério Público praticou a conduta, a denúncia precisa ser feita à Corregedoria e ao órgão competente para apuração da infração disciplinar e penal”.

“Não é possível aceitar a acusação feita de forma generalizada contra agentes públicos que atuam no combate à corrupção no País”, argumentam as entidades.

“Tais acusações, graves e sem demonstração concreta de qualquer caso de ‘chantagem’, o que serviria apenas para desqualificar o Ministério Público e a magistratura, precisam ser examinadas sob a ótica da Lei Penal e da Lei Orgânica da Magistratura Nacional e, porque não parece possível admitir que sejam perpetradas sem que se dê qualquer consequência, diante de um fato de tamanha gravidade”, afirma trecho do documento.

Os sonhos, fantasias, ilusões e mentiras do governo Lula - Por Antônio Morais.


Um dia o Pajé da nação petista, se achegou da televisão para lançar o plano mirabolante do biodiesel. Nunca vi em minha vida projeto mais exato. Indicava quantas tarefas de mamonas iam ser plantadas no Brasil e, em especial no nordeste. As toneladas do produto não falhava nem as unidades, sabiam com exatidão do barril a embalagem de um litro.

No sertão cearense, na cidade de Quixadá governada por um petista foi destinada a construção de uma industria. 

Como tudo no PT, todo dia era lançado um novo projeto e abandonado o anterior, não se sabe, ao certo, onde foram parar os maquinários, que fim levaram, o fato é que hoje resta o cangaço dos galpões como prova da irresponsabilidade de Lula e do PT. 

Como em tudo foi esse o fim, estou apenas lembrando mais esta lambança petista. Sem falar na lama do pré-sal.

039 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais

Sei lá, perdi a conta do tempo do Eloí Teles e o seu Forró da Casa Grande. 

Hora na Rádio Araripe, a pioneira, tempos outros na Rádio Educadora.

Eloí Teles  tinha uma criatividade prodigiosa. O que mais me encantava era o seu jeito de fazer o comercial. 

Certa feita,  eu quase  morro de rir. Ele  falava do Focar - Fornecedora de Ração Cariri.  Ele dizia :  Compre ração da Fornecedora Cariri, ali você encontra os melhores produtos e de superior qualidades. 

Você conhece o King kong? Já viu? Pois o King Kong era um "Soim", comeu  ração da Focar e ficou daquele tamanho. 

Quando estava a organizar o salão   da festa da Casa Grande Eloí dizia : Já chegaram 50 fiadeira  para fazer  pavio para  botar nas lamparinas. 5 ferreiros  para  fabricar triângulos etc.  

O forró da casa Grande encantou  os fins de tardes  dos  cratenses por muitos anos. Grande Eloí, grandes lembranças.

“A Justiça tirou o direito dos pais educarem seus filhos” - Por Dona Irene Pirapora Ribeiro.

Mais antiga moradora da comunidade Cacimba dos Pombos, no Pirambu, a servidora federal aposentada Irene Pirapora Ribeiro, 84, diz que o aumento do número de jovens na criminalidade seria culpa da própria Justiça.

“Não havia filho mandando nos pais ou ameaçando os pais no tempo em que os pais tinham o direito de educar seus filhos. Agora a Justiça tirou o direito dos pais educarem seus filhos.

Não se pode dar uma palmada educativa, nem ao menos gritar para o filho”, comentou a mulher, que integra a Federação do Movimento Comunitário do Pirambu (Femocopi), a Federação das Entidades das Áreas de Risco de Fortaleza (FEARF) e o Conselho de Saúde Guiomar Arruda.

“Tenho uma filha de 59 anos, que sempre me obedeceu e me respeitou. Mesmo quando ela casou e teve dois filhos, a educação que eu dei para ela prevaleceu”, ressaltou.

Moradora de uma das áreas mais violentas de Fortaleza, a mulher de 84 anos afirma que muitos jovens ingressaram no crime, depois que os pais perderam a autoridade sobre seus filhos. “Antes diziam que era melhor o menino apanhar em casa, que apanhar da Polícia. E agora?”

quarta-feira, 22 de março de 2017

Em discurso, Janot ataca "decrepitude moral" de Gilmar Mendes.


Em discurso na Escola Superior do Ministério Público da União, Janot defendeu a Operação Lava Jato e recomendou a realização de uma "urgente reforma no sistema político-partidário", pois a política "não pode continuar a ser uma custosa atividade de risco propícia para aventureiros sem escrúpulos."

Na sequência, Janot criticou o que vê como "críticas injustas" ao Ministério Público e disse que a instituição "não engana a ninguém e não costuma vender ilusões ou fantasias". 

Janot rebateu de forma veemente a informação publicada pela ombudsman do jornal Folha de S.Paulo, Paula Cesarino Costa, segundo quem os nomes dos alvos de inquérito oriundos das delações da Odebrecht foram repassados por um integrante da PGR a jornalistas em uma "coletiva em off". "É uma mentira, que beira a irresponsabilidade, afirmar que realizamos, na PGR, coletiva de imprensa para 'vazar' nomes da Odebrecht", afirmou.

Na sequência, Janot não citou Gilmar Mendes, mas seu discurso deixou evidente que a fala era uma resposta ao ministro, também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que na terça-feira 21 usou o artigo da Folha como base para suas acusações contra a PGR.

Em um trecho que não estava previsto no discurso (leia a íntegra abaixo), Janot deixou claro que respondia a Mendes. “Não vi uma só palavra de quem teve uma disenteria verbal a se pronunciar sobre essa imputação ao Palácio do Planalto, ao Congresso e ao STF", afirmou segundo site jurídico Jota.

"Procuramos nos distanciar de banquetes palacianos. Fugimos dos círculos de comensais que cortejam desavergonhadamente o poder político", disse Janot. Gilmar Mendes, figura próxima ao PSDB, é um assíduo frequentador de jantares com Michel Temer e outros poderosos de Brasília.

"Ainda assim, em projeção mental, alguns tentam nivelar a todos à sua decrepitude moral, e para isso acusam-nos de condutas que lhes são próprias, socorrendo-se não raras vezes da aparente intangibilidade proporcionada pela posição que ocupam no Estado", afirmou.

Ainda de acordo com Janot, "sempre houve, na história da humanidade, homens dispostos a sacrificar seus compromissos éticos no altar da vaidade desmedida e da ambição sem freios". São pessoas, afirmou, que "não hesitam em violar o dever de imparcialidade ou em macular o decoro do cargo que exercem; na sofreguidão por reconhecimento e afago dos poderosos de plantão, perdem o referencial de decência e de retidão".

Para Janot, não é preciso "se impressionar com a importância" que esses "difamadores" parecem "transitoriamente ostentar". Para encerrar, disse Janot, "compartilho com os senhores a advertência do mestre Montesquieu que sempre tive presente comigo: o homem público deve buscar sempre a aprovação, mas nunca o aplauso. E, se o busca, espera-se, ao menos, que seja pelo cumprimento do seu dever para com as leis; jamais por servilismo ou compadrio".

Visite e conheça em Várzea-Alegre.


TABERNA DA PIZZA - FORNO A LENHA!

Importou-se  maquinas, equipamentos, conhecimentos e estudos da culinária. Tudo foi preparado com esmero, lhaneza no trato e muito respeito a você consumidor. Um produto da mais fina qualidade e especial paladar.

Olhar feminino - Postagem do Antonio Morais.


Certa vez perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido, aquele que ela mais amava. E ela, deixando entrever um sorriso, respondeu: “nada é mais volúvel que um coração de mãe. E, como mãe, lhe respondo:
O filho dileto, aquele a quem me dedico de corpo e alma é o meu filho doente, até que sare.
O que partiu, até que volte.
O que está cansado, até que descanse.
O que está com fome, até que se alimente.
O que está com sede, até que beba.
O que está estudando, até que aprenda.
O que está nu, até que se vista.
O que não trabalha, até que se empregue.
O que namora, até que se case.
O que casa, até que conviva.
O que é pai, até que os crie.
O que prometeu, até que se cumpra.
O que deve, até que pague.
O que chora, até que cale.
E já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou: o que já me deixou, até que eu o reencontre”.

Sérgio Zambiase.

BLOGUEIRO CONFESSOU TUDO - O Antagonista.

O blogueiro petista, ontem, foi conduzido coercitivamente pela PF.

Durante o interrogatório, ele confessou tudo.

Em primeiro lugar, o nome de sua fonte, que vazou os detalhes sobre a batida policial contra Lula.

Em seguida, ele disse que, assim que recebeu a notícia, entrou em contato com o assessor de imprensa do Instituto Lula, José Crispiniano, e pediu-lhe para alertar o próprio Lula.

Ele admitiu igualmente que, agindo dessa maneira, prejudicou a coleta de provas por parte da PF e obstruiu a Justiça.

Todos esses fatos foram relatados espontaneamente pelo blogueiro petista e constam dos termos de declaração.


Temer afasta suspeitos miúdos e adula graúdos - Por Josias de Souza.

Na engrenagem aparelhada do Estado brasileiro, sempre que um servidor público é pilhado em atos de corrupção, deveria haver vergonha em pelo menos um gabinete de congressista ou de autoridade, que teria de explicar por que apadrinhou a nomeação de um desqualificado. Cada assalto feito no segundo ou no terceiro escalão tem sempre um cúmplice disfarçado no primeiro escalão. Entretanto, acima de um certo nível de poder, nenhuma cumplicidade justifica um rosto vermelhinho.

No escândalo da carne, o ministro Blairo Maggi obteve a concordância de Michel Temer para afastar os 33 servidores da pasta da Agricultura suspeitos de manter um relacionamento promíscuo com frigoríficos que deveriam fiscalizar. Maggi fez mais: abriu contra os servidores processos administrativos que podem resultar em demissão. O ministro fez pior: depois de enviar os suspeitos para o patíbulo do Diário Oficial, exibiu suas cabeças na vitrine da internet (veja a lista aqui).

O 7º nome da lista de execrados da Agricultura é o ex-superintendente da pasta no Paraná, Daniel Gonçalves Filho, um personagem que o ministro Osmar Serraglio (Justiça) chama de “grande chefe”. O 14º nome da relação é Gil Bueno de Magalhães, que substituiu Daniel Gonçalves na superintendência paranaense em 2016, sob o apadrinhamento de deputados do PP —entre eles o agora ministro Ricardo Barros (Saúde). Enquanto os afilhados são tratados na base do mata-e-esfola, os padrinhos fingem-se de mortos.

Em comunicado à imprensa, a pasta da Agricultura anotou que os 33 servidores foram “afastados em razão da investigação da Polícia Federal sobre supostas irregularidades em frigoríficos”. Se os crimes são supostos, a culpa é presumida. Ainda assim, optou-se pelo afastamento preventivo, acompanhado da abertura de processos administrativos. Nada poderia ser mais respeitoso com o contribuinte do que afastar a suspeição do exercício de funções públicas.

O acerto em relação aos suspeitos miúdos expõe o desacerto no trato com os suspeitos graúdos. No modelo criado por Michel Temer para proteger amigos em apuros, instituiu-se o afastamento em conta-gotas. Ministros investigados não devem nada a ninguém, muito menos explicações. Quando forem denunciados amargarão um afastamento temporário, conservando o salário e o foro privilegiado. Só depois de convertidos em réus pelo Supremo Tribunal Federal é que os ministros seriam enviados ao olho da rua.

Nos próximos dias, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, puxará o manto diáfano que esconde os podres da colaboração da Odebrecht. Em condições normais, haveria escândalo em gabinetes do Planalto e da Esplanada. Mas já está entendido que o cinismo é o mais próximo que o governo conseguirá chegar da honestidade.

Se a pasta da Justiça pode ser gerida por alguém cuja voz foi captada num grampo travando diálogo vadio com um sujeito que a PF chama de “líder de uma organização crimionosa”, tudo é permitido. Inclusive tratar a plateia como cretina.

054 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Dr. José Correia Ferreira - Foi o segundo filho de Várzea-Alegre a se formar em medicina, 1936. O primeiro foi seu tio Dr. Leandro Correia 1915.

Sua primeira receita, paciente recomendada da tia Ester Correia. Entra com o marido, um sujeito afogueado, torado no grosso, olhos de espanto, chapéu de couro, toco de cigarro de palha no canto da boca, jeito de quem está vendo alma, por todos os lados.

A mulherzinha parecia a alma que se procurava: pequena, magra, amarela, cabelos zangados com a disciplina, uns tics no canto direito da boca, pra completar, a coisa mais encabulada do mundo.

Sentindo seu jeitão e a dificuldade que teria em lhe ouvir as queixas, procurei deixá-la a vontade, falando-lhe palavras afáveis, animadoras, tentando um bom relacionamento, como se diz. Depois de lhe perguntar, umas três ou quatro vezes, de que se queixava, o que sentia, sem que ela desse uma palavra, perguntei ao marido: sua mulher não fala? É surda-muda? Foi então, que ela, rompendo o mutismo, falou: Minha doença quem sabe é Zé.

Aí o homem pegou pressão, assim como quem está foleando formigas e foi falando num ritmo irregular: ora, soprando para fora, ora, aspirando para dentro. E tome verbo: Seu doutor, esta muié tá se acabando viva. Voimincê credite que ela num drome, ela num come, ela num tem sustança pra nada e tem uma dor de cabeça afitiva, qui quando dá nela, lá nos tapumes da testa, a pobrezinha só farta correr doida. Enche os oios d'água, pega minhas mão, bota na cabeça dela e fica dizendo: Incaica Zé.

A muito custo, conseguir tomar a pressão, examinar-lhe os olhos, sentir-lhe o pulso, auscultar, percutir. Ela todo tempo se esquivando, se afastando, no mais inocente e desnecessário recato.

Decorridos umas três semanas, em outro dia de feira, volta o Zé. E de melhor aspecto. Ao me ver, foi logo dizendo: vim só lhe dizer, meu doutor, qui a muié tá muito amiorada. Quaje boa, mesmo.

Deus te proteja.

MIRO TEIXEIRA, REDE-RJ, DEPUTADO, EM DEPOIMENTO AO JUIZ SÉRGIO MORO.


O que se passa em Brasília é uma vergonha absoluta. Há uma tentativa de desqualificar a Lava-Jato. Mas acabar a Lava-Jato para esses que detém foro especial por prerrogativa de função. 

Os empresários que são cúmplices dos políticos, que estão presos, as empresas que estão fechadas, os empregos estão perdidos. E os políticos saem ricos.

038 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.

Meu grande amigo e camarada Melito Sampaio com a neta nos braços.

Estávamos eu, o Audizio Brizeno, Chico Soares e o Melito Sampaio no comercio deste ultimo. 

Neste dia o Chico estava caladão, trombudo, não se sabia bem, ao certo, o que lhe perturbava, o fato é que não estava normal.

Duas coisas haviam que o Melito não tinha predileção por elas : Juazeiro do Norte e romeiro. Pra ele pouco importava se a pedra da Batateira rolasse e levasse tudo água a baixo. 

Neste dia o desanimo do Chico Soares contrastava com a disposição do Melito, o homem estava impossível. Malinava com todo mundo. 

Conversa vai, conversa vem, uma senhora com idade aproximada de 65 anos, indumentária de romeira, entra no estabelecimento com uma caixa de sapato apoiada no braço esquerdo, coberta com um véu branco.

Aproxima-se do Melito, retirou o véu, descobriu dentro da caixa uma imagem de São Sebastião e pediu uma esmola pelo amor do meu Padim! 

Melito cubou a mulher e lhe perguntou : espere, ainda não está aposentado? A mulher confundiu a pergunta e lhe respondeu : não, meu senhor, ainda não consegui. As exigências são muitas. Pedem documentos impossíveis de se conseguir apresentar.

O Melito já sem controlar uma gargalhada e prendendo os lábios para não rir aconselhou a suplicante : porque você não bota ele na emergência?  Emergência era uma frente de serviço criada pelo governo para ampara os agricultores em anos de seca.

A mulher saiu virada num tetéu, zangada como um siri na lata, a menor praga que rogou foi mandar Melito ir para os quintos dos infernos. Quanto mais desaforo dizia a romeira mais o Melito se derretia em risos.

Os meus melhores momentos foram sentado num tamborete ao lado do Melito conversando arezia com ele.

Saudades.


terça-feira, 21 de março de 2017

NO CAMINHO DE LAMPIÃO - Dr. Napoleão Tavares Neves.

Quatro anos antes de Napoleão nascer, Lampião passou pela casa de Né Rosendo pedindo para deixar sua montaria descansando e pegar emprestados oito cavalos, para chegar bem apresentado em Juazeiro do Norte. 

Obviamente, Manoel não negou. Pediu para o filho Rosendo Miranda, então com oito anos, ir ao curral buscar os bichos para o cangaceiro. Esperto, o menino tentou uma façanha arriscada: escondeu os cavalos que ele mais gostava e trouxe oito burros de cambito, que Lampião aceitou. A cozinheira da casa de Né, Antônia Lúcia, contou a Napoleão outra passagem de Lampião pelo Saco: quatro de seus cabras se juntaram ao temido Horácio Grande para roubarem a fazenda. Antônia e Manoel, armados com os dois únicos rifles da casa, colocaram os homens para correr. José Roque, também morador do avô, contou a ele que, em 1927, andando pelo meio do mato, entre Porteiras e Jardim, foi surpreendido pelo bando de Lampião. Roque só conseguiu fugir quando começou um tiroteio entre os cangaceiros e policiais que apareceram de repente.

Em 1938, Lampião morreu em Sergipe enquanto Napoleão acompanhava tudo arrastando o dedo indicador pelo mapa do Nordeste e ouvindo as narrações através do único rádio de Porteiras – o da sua casa. “Eu soube pela voz de João Ramos, da rádio PRE9, que Lampião tinha morrido na grota dos Angicos”, recorda, com uma memória espetacular. 

No ano seguinte, forçado a largar as brincadeiras no canavial e as viagens com os vaqueiros, Napoleão se mudou para Jardim, a fim de estudar. A tia Beatriz Neves, professora normalista na cidade, preferiu educar o garoto em sua casa, em vez de mandá-lo para a escola. Nos anos que se seguiram, Napoleão foi alfabetizado, se preparou para o exame de admissão no ginásio e acompanhou o desenrolar da II Guerra Mundial pelo rádio, correndo sempre para o mapa múndi. Foi quando descobriu que o mundo era maior do que o vale encantado do Saco.

Aprovado no exame de admissão no Colégio Diocesano, ele se mudou para o Crato, de onde voltava a cada 15 dias. O velho Farosa ficou sendo o portador que o acompanhava no trajeto a cavalo. Saindo do Saco às 5 horas da manhã, os dois chegavam no Crato às 17h. Era um dia inteiro de cavalgada e muita história, enquanto o caboclo sábio ia deixando seu conhecimento com o amigo ainda adolescente. 

Em um desses dias, descansando na mata em Barbalha, Napoleão viu um morro com cinco cruzes. “O que é isso, Farosa? É um cemitério?”, ele perguntou. “Não. Aí estão enterrados os Fuzilados do Leitão”, explicou onde estavam os corpos de Lua Branca e outros quatro homens supostamente envolvidos com o cangaço, fuzilados em 1928. Lua Branca era o último dos irmãos cangaceiros de Barbalha que ficaram conhecidos com Os Marcelinos. Bom de Veras e João 22 já haviam sido assassinados, sobrando apenas o mais novo deles. Quando a Associação Pró-Memória de Barbalha quis reconstituir o local onde os fuzilados estão sepultados, Napoleão foi a única pessoa a saber onde estavam.

SHOW... DE GRAÇA! - Por Luiz Lemos.

Luiz Gonzaga com sua esposa Helena e a filha adotiva, Rosa. 

Esta, quem me contou foi o Jesuíno Barbeiro, lá de Vitória da Conquista - BA.

Diz ele que é verdade :

Em junho de 1972 Luiz Gonzaga foi contratado (verbalmente!) por um tal Duda Matias, dono de um grande forró, para animar, com sua sanfona e seu talento, uma festa junina, naquela cidade.

Festa grande, quadrilha, bares, barracas de comida e bebida, um som "estrondoso" para a época, um palco imenso! E a atração principal, claro, Luiz Gonzaga!

Pois bem...

Terminado o Show, sucesso total, o povo ao delírio... Gonzaga ficou esperando o promotor da festa, para receber o cachê, verbalmente combinado.

E não é que o homem sumiu com o dinheiro? Cadê o Seu Duda? Sei não... sumiu de novo! Comentaram que ele tinha esse estranho costume. Lua esperou, esperou, e, nada!

Lá pelas tantas, muita gente ainda na festa, o forró comendo solto, com a banda do Arnaldo Peron. E, Gonzaga, cansado de esperar, tomou uma súbita decisão: Quer saber? Vou resolver isso é agora! Do meu jeito!

Voltou ao palco, pegou o microfone, parou a banda e disse :

Gente, eu fiz um combinado com Seu Duda Matias, o dono da festa. Não vou cobrar nada dele! Cantei de graça, pra vocês. E ele, pra compensar, disse que, de agora em diante, TUDO AQUI É DE GRAÇA! Nos bares, nas barracas, tudo. É de vocês. Pode invadi, môs fi! 

É DI GRÁTIS! E viva São João!

Disse isso, desceu do palco, entrou no carro e foi embora, tranquilo e satisfeito!. Foi uma confusão dos diabos. O povo invadiu e não sobrou nada!

Diz o meu Compadre Jesuíno Barbeiro que o tal "dono da festa" até hoje está trabalhando para pagar o prejuízo!

Eita Gonzaga! Ô véi macho! Se eu tenho provas? Sei não. Só sei que foi assim!

Fonte - Blog Mendes e Mendes.

O estrago da carne estragada - Por Antônio Morais.

PONTO DE VISTA.

Eu tenho a impressão que essas empresas enroladas  na operação "Carne Fraca" irão ter dificuldades na comercialização de seus produtos. O consumo deve diminuir muito.

Eu gostava de tomar uma cervejinha gelada tirando o gosto com uma linguiça apimentada. Como de costume tirei uma bandeja do Frizer e mandei fritar. Quando estava no jeito  tomei um copo da cerveja, olhei para linguiça e pensei : Essa pimenta é para tirar o  sabor  do pus da carne podre, o diabo é quem quer.

Sair para fazer uma visita  a um amigo.

Quando retornei todos da casa já tinham  almoçado e  as quatro peças da linguiça estavam intactas.


Depois que os filhos  se tornaram adultos e cada um  fixou residência em   novo endereço  eu passei a criar gato.

Aqui em casa tem duas gatas e um gato.

Então, eu  partir a linguiça  depositei na "catemba" dos gatos e fiquei observando. Eles rodeavam, observavam  e também não aceitaram.  Daí minha  conclusão que o estrago foi grande.

Veja como o Thor está desconfiado.

PF DESARTICULA ESQUEMA DE VAZAMENTOS.


O esquema de vazamento de operações contava com a participação de gente da própria PF.

Vejam o que diz a PF:

"Aproximadamente 80 policiais federais estão cumprindo 23 mandados judiciais, sendo quatro de prisão temporária, quatro de condução coercitiva e 15 de busca e apreensão, em residências e locais de trabalho dos investigados. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara da Justiça Federal de São Luis/MA.

A investigação, iniciada em 2015, revelou que um policial federal revelava antecipadamente fatos sob sigilo de Justiça a blogueiros. Estes, por sua vez, ameaçavam funcionários públicos e empresários e pediam valores em troca da não divulgação na mídia local dos fatos descobertos em desfavor deles.

Os investigados aproveitavam também a oportunidade para fugirem ou destruírem provas. Em troca, o servidor público era agraciado com publicações na imprensa em seu favor, permitindo sua inserção em cargos de confiança do Estado. Ele chegou a assumir a função de Secretário Adjunto da Administração, Logística e Inovação Penitenciária."

“Jornal Hoje” deu na Rede Globo.


Os países mais felizes do mundo.

O mundo celebra nesta segunda-feira, 20 de março, o Dia Internacional da Felicidade. A data foi criada em julho de 2012 pela Assembleia Geral das Nações Unidas e as celebrações ocorrem desde 2013. 

Segundo a ONU, o dia é uma forma de se reconhecer a importância da felicidade nas vidas das pessoas em todo o mundo.

Para marcar a data, o “Estudo Mundial sobre a Felicidade”, a edição 2017 de um relatório oficial divulgado hoje em Nova York pela ONU, que apresenta a lista dos países mais felizes e os mais infelizes do planeta, numa pesquisa que envolveu 155 nações. O Brasil ficou na 22ª posição. As informações são da ONU News e da agência alemã DPA.

O informe combina seis factores: PIB per capita, expectativa de vida saudável, apoio social (ter alguém em quem confiar em momentos difíceis), ausência de corrupção no governo e nas empresas, liberdade social e generosidade (medida por doações recentes).

Segundo a lista, os dez países mais felizes são, pela ordem: Noruega, Dinamarca, Islândia, Suíça, Finlândia, Holanda, Canadá, Nova Zelândia, Austrália e Suécia. Destes dez países 7 (sete) são monarquias: Noruega, Dinamarca, Holanda, Canadá, Nova Zelândia, Austrália e Suécia.

No outro extremo, os dez países mais infelizes do mundo são: República Centroafricana, Burundi, Tanzânia, Síria, Ruanda, Togo, Guiné, Libéria, Sudão do Sul e Iêmen. Desnecessário dizer que todos os dez países mais infelizes são repúblicas...

053 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Pedrinho de Hermínia, um excelente motorista e também um eterno gozador. É impressionante a facilidade que ele tem para contar piadas, imitando as vozes dos personagens.

Um exímio  motorista de caminhão, meu amigo, conterrâneo e camarada, prestou serviços a vários empresários e comerciantes de Várzea-Alegre.

Certa feita, fez um transporte de mercadorias para empresário e comerciante Sérgio Pinto de Carvalho. Antes de seguir viagem  o Sérgio Pimpim  lhe  entregou um mapa com a estrada de Várzea-Alegre ao destino, informando que aquele roteiro podia ser feito em um dia para a ida e outro para  volta.

Mais que nada,  O Pedrinho voltou dois dia mais tarde. Quando se encontrou com o Sérgio foi interpelado : Pedrinho, eu te entreguei o mapa, ida e volta, porque tanta demora?

Pedrinho respondeu - Sérgio, é que no teu mapa não tinha um atoleiro quase na saída  do retorno, e, na estrada tinha. 

A escolha é sua - Por Antônio Morais.


Dória Jr, prefeito de São Paulo.

Vi e li  nestas paginas sociais bem como nos grandes veículos de comunicações do Brasil criticas a atitude do João Dória Junior por  aparecer vestido de Gari e no meio deles. Naturalmente  o Dória ainda  não prometeu abrir os cofres da prefeitura em favor de   jornalistas vendidos.


A meu parecer o Dória ficou melhor de Gari do que o Lula, o gloumerizador da ignorância, de "Doutor Honoris Causa".  Mas você tem todo direito de  fazer a sua escolha.

segunda-feira, 20 de março de 2017

037 - O Crato de antigamente - Antônio Morais.

O cronista esportivo Wilton Bezerra não me conhece. Mas, eu o conheço. 

A primeira vez que o vi foi em 1969 em Crato, no campo do Esporte, hoje uma área ocupada pela Urca. Naquele tempo não existiam cabines de rádio, Wilton estava junto ao Foguinho, Francisco Silva, na beira do campo desenrolando  uns fios e montando os equipamentos para a transmissão da partida de ida entre  Crato e Juazeiro pela decisão do intermunicipal daquele ano.

Logo no inicio do primeiro tempo Juazeiro fez dois a zero, gols do Gílson Magazine e do Joãozinho. 

No segundo tempo o Crato empatou com dois gols do Pangaré.

Na segunda partida em Juazeiro um novo empate, 1x1, então, houve a melhor de três em Fortaleza e o selecionado Juazeirense se sagrou o campeão. 

Neste tempo via-se craques como Antônio Pé de Pato, Netinho, Fruta Pão, Chico Curto e Pangaré pelo Crato,  e Nego Lino, Alexandre, Gílson e Joãozinho por Juazeiro do Norte. 

Eu sou um admirador do Wilton, ele só perde para o Sebastião Belmino, o sebastião é mais palhaço. 

052 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Raimundo Alves Bezerra, Raimundo Sabino.

Vige maria! Com licença da palavra Raimundo Sabino. São tantas histórias que para se saber a melhor só botando o baralho. O homem era genial nesse aspecto, foi o maior botador de apelidos da historia do Sanharol. 

Os meninos comiam tampado com ele. Derna que achasse ruim, o apelido estava sacramentado.

Em 1965 quando as máquinas estavam fazendo a antiga CE-55, Estrado do Algodão, hoje CE-060, ninguém por aqui tinha visto um trator ou outra máquina qualquer. 

Eram as máquinas devastando tudo, derrubando cercas e o povo a olhar. Era aquela multidão, vinha gente de longe ver os serviços. 

Um dia Nicolau Sabino achou um farol que caiu de uma patrol Caterpillar. Levou para casa e Raimunda Sabino colocou dentro de uma cristaleira para servi de enfeite. 

Certo dia, quando o Raimundo Sabino saiu da bodega para tomar um café em casa, que ficava ao lado, deparou-se com Raimunda Gibão, a parteira que me trouxe ao mundo,  se benzendo e rezando em frente à cristaleira.

Oxente, Dona Raimunda, tá ficando doida?

Doida o que Raimundo Sabino? Respeite! Não está vendo que eu estou rezando pra Nossa Senhora Aparecida?

Nossa Senhora Aparecida o que Dona Raimunda? Isso aí é um "oi" de caterpilla!

Lula apaga da retórica roubalheira e ‘empregocídio’ do governo de Dilma - Por Josias de Souza.

Apelidado de “inauguração popular” de um pedaço da obra da transposição do Rio São Francisco, o comício fora de época realizado por Lula neste domingo, na Paraíba, foi o primeiro grande ato de sua campanha presidencial de 2018 —seja como candidato, seja como cabo eleitoral. Ao discursar, o pajé do PT esboçou o conteúdo do que será sua retórica. Lula finge que não tem nada a ver com a roubalheira exposta pela Lava Jato e com a ruína da gestão Dilma Rousseff.

A certa altura, Lula criticou a reforma previdenciária proposta por Michel Temer. “Ao invés de tentar cortar os benefícios dos pobres, eles têm que saber que, nos governos da Dilma e no meu governo, de 2004 a 2014, a Previdência Social e a seguridade foi superavitária. E sabe por quê? Porque nós geramos 22 milhões de empregos, porque aumentamos todo ano o salário mínimo…”

Ao atrasar o relógio apenas até 2014, Lula excluiu do seu discurso eleitoral o segundo mandato de Dilma —fase em que a administração da ex-gerentona revelou-se “empregocida”, produzindo uma ruína em que as demissões realçaram a recessão, os juros lunares e a inflação sob descontrole.

Noutro trecho do discurso despejado às margens do São Francisco, Lula soou como se enviasse uma mensagem para Sergio Moro, que o intimou a depor em 3 de maio no processo sobre as benfeitorias que a OAS realizou no tríplex do Guarujá: “…Só queria dar um recado pra eles: se eles quiserem brigar comigo, vão brigar comigo nas ruas desse país, para que o povo possa, na verdade, ser o senhor da razão nessa disputa.”

Lula acrescentou mais adiante: “Se vocês querem me prejudicar, pelo amor de Deus, criem vergonha, não prejudiquem 204 milhões de pessoas. Eu nem sei se estarei vivo pra ser candidato em 2018. Mas eu sei que o que eles querem é tentar evitar que eu seja candidato. […] Eles que peçam a Deus para eu não ser candidato porque, se eu for, é pra ganhar as eleições. E voltar esse país a ter alegria, a ter felicidade. E o povo a sonhar com emprego e com salário.”

Noutros tempos, o petismo esgrimia o slogan “mexeu com Lula, mexeu comigo.” Agora, o próprio Lula pronuncia uma versão hipertrofiada do bordão. É como se dissesse: “Mexeu comigo, mexeu com 204 milhões de brasileiros.” Antes, Lula dizia que “não sabia” da roubalheira que fincou raízes nos seus governos e frutificou nas gestões de Dilma. Agora, enviado ao banco dos réus em cinco ações penais, o morubixaba do PT pede ao brasileiro que se finja de imbecil para o seu próprio bem.

domingo, 19 de março de 2017

DIVISÃO - Postagem do Antônio Morais


Sergio Porto - Stanislaw Ponte Preta.

Você poderá ficar com a poltrona, se quiser. Mande forrar de novo, ajeitar as molas. É claro que sentirei falta. Não dela, mas das tardes em que aqui fiquei sentado, olhando as arvores. Estas sim, eu levaria de bom grado: as árvores, a vista do morro, até a algazarra das crianças lá embaixo, na praça. 0 resto dos moveis — são tão poucos! — podemos dividir de acordo com nossas futuras necessidades.

A vitrola esta, tão velha que o melhor é deixá-la ai mesmo, entregue aos cuidados ou ao desespero do futuro inquilino. Tanto você quanto eu haveremos de ter, mais cedo ou mais tarde, as nossas respectivas vitrolas, mais modernas, dotadas de todos os requisitos técnicos e mais aquilo que faltou ao nosso amor: alta-fidelidade.

Quanto aos discos, obedecerão às nossas preferências. Você fica com as valsas, as canções francesas, um ou outro "chopinzinho", o Mozart e Bing Crosby. Deixe para mim o canto pungente do negro Armstrong, os sambas antigos e estes chorinhos. Aqueles que compartilhavam do nosso gosto comum serão quebrados e jogados no lixo. É justo e honesto.

Os livros são todos seus, salvo um ou outro com dedicatória. Não, não estou querendo ser magnânimo. Pelo contrario: Ainda desta vez penso em mim. Será um prazer voltar a juntá-los, um por um, em tardes de folga, visitando livrarias. Aos poucos irei refazendo toda esta biblioteca, então com um caráter mais pessoal. Fique com os livros todos, portanto. E conseqüentemente com a estante também.

Os quadros também são seus, e mais esses vasinhos de plantas. Levarei comigo o cinzeirinho verde. Ele já era meu muito antes de nos conhecermos. Também os dois chinesinhos de marfim e esta espátula. Veja só o que está escrito nela: 12-01-48. Fique com toda essa quinquilharia acidentalmente juntada. Sempre detestei bibelôs e, mais do que eles, a chamada arte popular, principalmente quando ela se resume nesses bonequinhos de barro. Com exceção,o de pote de melado e moringa de água, nada que foi feito com barro presta. Nem o homem.

Rasgaremos todas as fotografias, todas as cartas, todas as lembranças passíveis de serem destruídas. Programas de teatros, álbuns de viagens, souvenirs. Que não reste nada daquilo que nos é absolutamente pessoal e que não possa ser entre nós dividido.

Fique com a poltrona, seus discos, todos os livros, os quadros, esta jarra. Eu ficarei com estes objetos, um ou outro móvel. Tudo está razoavelmente dividido. Leve a sua tristeza, eu guardarei a minha.