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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

032 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Escola Maria Luiza Correia.

Fila da frente - da esquerda para direita:
01 - Maria Eny Siebra Lima, 02 - Maria Norões, 03 - Não identificada., 04 - Giselda Frutuoso. 05 - Raimunda Bitu, 06 - Ocy Bitu, 07 - Maria Sobreira, 08 - Socorro Cassundé, 09 - Não identificada, 10 - Maria Lopes, 11 - Não identificada, 12 - Não identificada, 13 - Não identificada.

Fila de trás - da esquerda para direita.
01 - Lila - irmã de Vicente Cesário., 02 - Aldair Costa, 03 - não identificada, 04 - Francisquinha Cavalcante, 05 - Filha de Zezinho de Matias da Vazante., 06 - não identificada, 07 - não identificada, 08 - Antônia Alves de Morais - minha mãe, 09 - Antônio de José de Toinho., 10 - Raimundo Menezes., 11 - Luís Bastos Bitu, 12 - não identificada, 13 - Maria Candice Menezes Diniz, 14 - não identificada, 15 - não identificada, 16 - não identificada.

Prezados amigos  de Várzea-Alegre. Esta é uma foto rara, data de 1938, Escola da Professora Maria Luíza Correia. Para ampliar a foto clicá em cima. Fiz a identificação de algumas pela ordem. A foto me foi fornecida por Raimunda Bitu. Para nossa alegria alguns alunos e alunas estão entre nós, felizes, alegres e oferecendo os seus exemplos de vida. Parabéns para estes.

STF tira de Sergio Moro delação contra Sarney - Por Josias de Souza

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, sofreu nesta terça-feira sua primeira derrota como relator da Lava Jato. Por 4 votos a 1, a Segunda Turma do Supremo decidiu que o juiz Sergio Moro não poderá usar a delação de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, para investigar José Sarney. Por essa decisão, embora não disponha mais de mandato parlamentar, Sarney será processado em inquérito já aberto no Supremo, junto com os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá, ambos detentores de foro privilegiado.

Antecessor de Fachin na relatoria da Lava Jato, o ministro Teori Zavascki, morto em acidente aéreo, havia compartilhado parte das informações sobre Sarney com o juiz da Lava Jato. A delação de Sérgio Machado fora subdividida em quatro blocos. Um deles resultara na abertura do inquérito contra os três pajés do PMDB no Supremo. Outros três desceram para Curitiba, por ordem de Teori. Sérgio Moro anexara os dados a um inquérito aberto na 13ª Vara Federal de Curitiba.

Na sua delação, Sérgio Machado dissera, por exemplo, que Sarney recebera R$ 18,5 milhões em propinas provenientes da Transpetro. Desse valor, R$ 16 milhões foram repassados em dinheiro vivo, acusara o delator. Os advogados de Sarney protocolaram no Supremo um recurso contra o envio de dados para Curitiba. Alegaram que Sarney não poderia ser investigado em duas jurisdições. E sustentaram que as acusações contra o ex-senador têm conexão com as imputações feitas contra Renan e Jucá.

Na sessão desta terça-feira, o ministro Fachin votou pelo indeferimento do recurso. Ele queria manter a decisão tomada no ano passado por Teori. Entretanto, os outros quatro integrantes da Segunda Turma votaram em sentido oposto. Deram razão aos advogados de Sarney os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

Um dos advogados de Sarney, Antonio Carlos de Almeida Castro, celebrou a decisão. “Como temos absoluta certeza de que a delação do Sérgio Machado é falsa, oportunista e falaciosa , será fácil demonstrar neste inquérito que o único crime foi cometido pelo delator, com a gravação criminosa, ilegal e imoral”, afirmou, referindo-se ao autogrampo usado pelo ex-presidente da Transpetro para gravar Sarney, Renan e Jucá.

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Indagações que Moraes merece escutar embaraçam mais que qualquer resposta - Por Josias de Souza.

O que assusta na marcha da política rumo à desfaçatez é a sua crueza. Nesta terça-feira, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado realiza uma suposta sabatina com Alexandre de Moraes. Trata-se de um encontro aviltante, constrangedor e desnecessário.

É aviltante porque a bancada de interrogadores inclui senadores que merecem interrogatório. É constrangedor porque as perguntas que o interrogado merece escutar são mais embaraçosas do que as respostas que ele não terá condições de dar. É desnecessário porque o jogo já está jogado.

Nesse tipo de sessão, o cinismo é o mais próximo que os participantes chegam das suas melhores virtudes. Todos sabem que o indicado de Michel Temer à vaga do Supremo Tribunal Federal será aprovado. Mas o sucesso da pantomima está justamente na compenetração com que os atores exibem suas virtudes fingidas.

Moraes sustentou numa tese de mestrado que não se deve indicar para o Supremo um sujeito que ocupou cargo de confiança sob o presidente que assina a indicação. Do contrário, o beneficiário pode ser compelido a injetar demonstrações de “gratidão política” nas suas futuras sentenças.

Alguém poderia perguntar durante a sabatina: como confiar num magistrado que, tomado por seus autocritérios, agradecerá com a toga? Ou ainda: tendo saído de um governo apinhado de investigados, não acha o cúmulo do despudor assumir o posto de ministro-revisor da Lava Jato no plenário do Supremo?

Num de seus livros, Moraes sustentou que o princípio da presunção da inocência não invalida “as prisões temporárias, preventivas, por pronúncia e por sentenças condenatórias sem trânsito em julgado.” Quer dizer: apoia  a tese de que os condenados em segunda instância devem aguardar pelo julgamento de eventuais recursos atrás das grades.

Caberia a indagação: neste caso, vale o que foi dito ou vai rasgar novamente o que escreveu para desfazer a maioria frágil de 6 a 5 que levou o Supremo a abrir as portas do xilindró para os condenados em duas instâncias? Ou, por outra: combaterá a impunidade ou estancará a sangria?

Além de ser ministro licenciado do governo Temer, Moraes já foi advogado de Eduardo Cunha e secretário de Segurança de Geraldo Alckmin. Até outro dia, era filiado ao partido presidido por Aécio Neves. Alguém deveria indagar: deparando-se com um processo que traga na capa o nome de tais personagens terá a honestidade intelectual de se declarar impedido de julgar?

No esforço que empreendeu para seduzir os senadores que o alçarão à poltrona do Supremo, Moraes confraternizou gostosamente com suspeitos. Chegou mesmo a se submeter a uma sabatina informal, sobre as águas do Lago Paranoá, numa chalana chamada Champagne. A bordo, senadores investigados e até um condenado.

Moraes finge não notar que, mesmo quando alguém consegue extrair benefícios de um encontro com gambás, sairá da conversa cheirando mal. Quem entra numa roda de suspeitos, arrisca-se a ser confundido com eles. Ingenuidade ou estilo? Que tipo de gente vai virar a maçaneta da porta do gabinete de um ministro do Supremo que valoriza tão pouco o recato?

São mesmo constrangedoras as perguntas que Alexandre de Moraes mereceria ouvir se a marcha da política rumo à desfaçatez não tivesse transformado a sabatina de um candidato a ministro da Suprema Corte do país numa aviltante, constrangedora e desnecessária barbada.

Jucá, o foro especial e a suruba! - Por Ricardo Noblat

O que disse o senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Congresso, ao comentar a proposta de restringir o foro especial de políticos somente para crimes cometidos no exercício do mandato eletivo:

- Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada.

Suruba, segundo o Dicionário Aurélio, quer dizer orgia sexual, com a participação de mais de duas pessoas. Ou uma grande confusão.

O comentário de Jucá não dá margem a confusão: ele comparou o foro especial, que garante a políticos e magistrados o direito de só serem julgados pelas mais altas instâncias da Justiça, a uma orgia sexual.

E não somente a uma modesta orgia sexual com três ou quatro ou meia dúzia de pessoas: a uma orgia sexual de grandes proporções. Mais de 20 mil pessoas no Brasil desfrutam do privilégio do foro especial.

Numa suruba não se distingue entre parlamentares e juízes, por exemplo. Por que o direito ao foro especial deveria distinguir? Esse é o cerne da questão levantada por Jucá. E ela faz todo o sentido, sim.

A proposta de restringir o foro de políticos nasceu no Supremo Tribunal Federal, ali atraiu adeptos, mas dali transbordou para os jornais e começou a incomodar principalmente deputados e senadores alvos da Lava Jato.

Como justo neste momento quando eles mais se sentem ameaçados e imploram por proteção, fala-se em deixá-los ao desamparo, salvo nos casos de crimes cometidos no exercício do mandato?

E os crimes passados? E os crimes que possam cometer e que nada tenham a ver com o exercício do mandato? Assim não é possível. Ou nos locupletamos todos ou restaure-se a moralidade.

Como a tarefa de restaurar a moralidade levará muito, muito tempo; como ninguém tem a garantia de que ela será restaurada um dia, então que todos, por ora, se locupletem.

Não posso dizer que Jucá pensa assim. Quero acreditar que ele é um dos arautos da moralidade dentro do Congresso. Ou pelo menos da moralidade dentro do atual Congresso.

Mas quando Jucá compara foro especial com suruba, dá margem a todo tipo de confusão.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

018 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais

Padre Lauro Pita, conhecido sacerdote pelo "beco e pelo pé de sapoti", em Crato, tinha um dinheirinho e gostava de emprestar a juros. 

Certa feita o bispo começou a receber queixas que os juros cobrados  pelo pároco estavam extorquintes - 9% ao mês.

O bispo mandou chamar o sacerdote para uma conversa : 

Padre, os seus juros estão muito elevados, 9% é usura e Deus não vê isto com bons olhos.

Padre Lauro explicou : Senhor bispo,  Deus olhando lá de cima, no lugar do 9 ver um 6.  


ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS - Postagem do Antônio Morais.

Desconheço o autor.

De hoje em diante todos os dias ao acordar, direi: Eu hoje vou ser Feliz! Vou lembrar de agradecer ao sol pelo seu calor e luminosidade, sentirei que estou vivendo, respirando.

Posso desfrutar de todos os recursos da natureza gratuitamente.  Não preciso comprar o canto dos pássaros, nem o murmúrio das ondas do mar. Lembrarei de sentir a beleza das árvores, das flores.  Vou sorrir mais, sempre que puder.  Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades. Não vou julgar os atos dos meus semelhantes ou companheiros.  Vou aprimorar os meus.

Lembrarei de ligar para alguém para dizer que estou com saudades! Reservarei minutos de silêncio, para ter a oportunidade de ouvir. Não vou lamentar nem amargar as injustiças. Vou pensar no que posso fazer para diminuir seus efeitos.  Terei sempre em mente que um minuto passado, não volta mais, vou viver todos os minutos proveitosamente. Não vou sofrer por antecipação prevendo futuros incertos, nem com atraso, lembrando de coisas sobre as quais não tenho mais ação.

Não vou pensar no que não tenho e que gostaria de ter, mas em como posso ser feliz com o que possuo.  E o maior bem que possuo é a própria vida. Vou lembrar de ler uma poesia e de ouvir uma canção, vou dedicá-las a alguém.  Vou fazer alguma coisa para alguém, sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer de ver alguém sorrir. Vou lembrar que existe alguém que me quer bem... Vou procurar dar um pouco de alegria para alguém, especialmente quando sentir que a tristeza e o desânimo querem se aproximar. E quando a noite chegar, vou olhar o céu, para as estrelas e para o luar e agradecer a Deus, porque hoje eu fui feliz!

E amanhã ao acordar direi: Eu hoje vou ser Feliz! E você já aprendeu a ser feliz?  A felicidade é uma questão de aprendizado 

031 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Identificação: Por trás da esquerda para Direita: Noêmia Augusto, Risalva de Fatico, Isabel Caetano de Lima, Terezinha de Chagas Bezerra, Dolores Menezes Pimpim, Marta Correia.
Frente mesma direção: Messina Proto, Cassinha Romão, Mundinha Cassundé, professora Jacira Ribeiro,   Lilá Costa, Alaíde Siebra, Andradina Andrade. José Norões e Antônio Norões.

Escolas Reunidas.

Esta escola, foto de 1941, funcionava inicialmente onde hoje fica a casa de Dona Balbina Diniz. Depois mudou-se para onde fica o Grupo José Correia Lima à Rua Luiz Afonso Diniz.  

Como podemos observar, em 1941, escola parecia ser privilegio  para mulheres. Mas, Dona Santa Correia casada com Antônio de Norões, de famílias do Crato, matriculou  os dois filhos, esses meninos que estão bem sentados a frente da turma, netos do Cel Antônio Correia Lima.

Outra curiosidade é que, nesta turma, estavam duas filhas do Padre José Otávio de Andrade. Uma foto muito rica de informações. Depois da devida identificação  pude observar que conheci boa parte desta turma de alunas e alunos, embora a grande maioria já seja falecida.

Crime e castigo - Por Ricardo Noblat

O sociólogo Fernando Henrique Cardoso ensinou enquanto sua outra persona, a de político, ainda governava o país: “Quando um ministro perde as condições políticas de permanecer no cargo, nem mesmo o presidente da República consegue mantê-lo”.

O presidente Michel Temer sabe disso. Livrou-se a contragosto de Romero Jucá (PMDB-RR), ministro do Planejamento, flagrado conspirando contra a Lava Jato.

É verdade que Jucá manda no ministro que o sucedeu, manda no PMDB que preside e exerce a função de líder do governo no Congresso. Não é pouca coisa.

Mas faltou sorte a ele e a outros quatro ministros que passaram como um relâmpago pelo governo. Eles teriam permanecido se vigorassem à época as regras anunciadas por Temer para afastar ou demitir ministros atingidos por graves suspeitas.

Doravante será assim: se denunciado pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro é afastado do cargo provisoriamente até que tudo se esclareça. Não perderá o salário. Nem demais vantagens.

Caso o STF acolha a denúncia, o que o transformaria em réu, ele será demitido. Apenas por suspeita ou delação, nenhum ministro sairá do governo.

A Justiça nos seus escalões superiores é lenta e evita trombar com os que gozam de foro privilegiado. É o caso, entre outros, de ministros de Estado, governadores, senadores e deputados.

Em pouco mais de três anos de Lava Jato, a Procuradoria-Geral da República só ofereceu denúncia contra pouco mais de uma dezena de políticos. O STF não julgou nenhum até agora. A Lava Jato só anda rápido em Curitiba.

“O governo não quer blindar ninguém. E não vai blindar”, prometeu Temer. Na prática foi o que ele fez – ou tentou. Os atuais ministros continuarão empregados até o fim do governo em 2018. A não ser...

A não ser que Fernando Henrique tenha razão: na vida real, ministro cai quando perde as condições de manter-se em pé. O resto é conversa para distrair os bobos.

Enquanto esses se distraem, cresce o desespero em cada canto onde haja um político interessado em conhecer o conteúdo de delações sob segredo de Justiça.

O desespero destrava iniciativas intempestivas, aumenta a disposição da maioria para tentar qualquer manobra que possa lhe garantir a sobrevivência (ou melhor: a liberdade) e alimenta teorias conspiratórias que poderão se realizar ou não, a conferir mais adiante.

Intempestiva foi a iniciativa de Jucá de apresentar proposta de emenda à Constituição para dar aos presidentes da Câmara, do Senado e do STF a prerrogativa, hoje, exclusiva do presidente da República de não ser investigado por fatos anteriores ao mandato.

Jucá não combinou o jogo com ninguém. A proposta foi sepultada em menos de oito horas, tamanha a reação negativa que despertou.

O STF está pronto para dar posse a Alexandre de Moraes, o substituto do ministro Teori Zavascki, que assumirá, ali, o cargo de revisor da Lava Jato.

Em Alexandre, mas não somente nele, deposita-se a esperança dos políticos de escapar aos rigores da Justiça. Que ela saiba distinguir entre os que embolsaram dinheiro e os que receberam dinheiro para pagar despesas de campanha – é o que eles querem, e também o governo.

Em resposta a enquetes e pesquisas de opinião, a larga maioria dos brasileiros não vê diferença entre propina e caixa dois. São crimes que afrontam a democracia e que merecem ser igualmente castigados.

Sabatina de Moraes virou um teatro de bonecos - Josias de Souza.

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado realiza nesta terça-feira a sabatina de Alexandre de Moraes. 

A presença de dez investigados da Lava Jato na composição do colegiado transforma a arguição do candidato de Michel Temer a ministro do Supremo Tribunal Federal numa espécie de teatro de bonecos - do tipo em que o boneco é manipulado por pessoas vestidas de preto dos pés à cabeça. A plateia sabe que os manipuladores estão em cena. Mas convencionou-se que todos devem fingir que eles são invisíveis, em nome do bom andamento do espetáculo.

O teatro do Senado é muito parecido com o original. A diferença é que, na apresentação genuína, a presença dos manipuladores de preto é enfatizada. Quem assiste sabe que a cumplicidade do fingimento é parte show. 

No palco presidido pelo investigado Edison Lobão, o impensável, os manipuladores querem que você acredite que eles não estão lá. Mais: eles desejam que você creia na independência do boneco. 

Pior: querem te convencer de que o boneco é, na verdade, um personagem providencial. O teatro de mentirinha é bem mais honesto e verdadeiro.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Clínica São Raimundo - Cuidando da Saúde de Várzea-Alegre !


O Blog do Crato ( E agora o Blog do Sanharol ) tem o prazer de fazer a publicidade da Clínica São Raimundo, da cidade de Várzea Alegre - CE, que acredita no nosso trabalho como meio de buscar a integração regional. A Clínica São Raimundo é uma empresa conceituada. Comandada pelos renomados médico Dr. Menezes Filho e Fisioterapeuta Dra. Ana Micaely de Morais Meneses. Especializada em pediatria, ultrassonografia, fisioterapia geral e especializada ( RPG , neurológica e  uroginecológica) .

Eis algumas fotos da nossa empresa/parceira que fazemos questão de divulgar:

Acima: A Logomarca oficial da Clínica São Raimundo, em Várzea Alegre.



Acima: O Médico, Dr. Menezes Filho em atividade.



Acima: Dra. Ana Micaely de Morais Menezes



Cuidando de seus pacientes com carinho e dedicação...




Clinica São Raimundo.
Rua Dep. Luis Otacilio Correia 129 Centro Várzea-Alegre Ce. Fone (088) 3541-1467.
Especialidade em Pediatria , ultrassonografia , fisioterapia geral e especializada( RPG , neurológica e uroginecológica).

"Cuidando com carinho da saúde do povo de Várzea Alegre !"

Anuncie no Blog do Crato.
Contatos:
blogdocrato@hotmail.com
Tel: 088-3523-2272

"Coisas da República" - Odebrecht bancou treinamento empresarial para filho caçula de Lula

                  Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula   
Fonte: Folha de S.Paulo  
     
Um dos favores feitos pela Odebrecht para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi pagar um orientador de carreira para ajudar seu filho Luís Cláudio a colocar de pé a empresa Touchdown Promoções e Eventos Esportivos, que organizava um campeonato de futebol americano.
A informação consta da delação premiada da empresa, que ainda está sob sigilo.
Segundo a Folha apurou, foi o próprio Lula quem pediu para que a empresa bancasse o "coaching", cujo objetivo era ensinar a Luís Cláudio, 31, técnicas de gestão.
Procurado, o Instituto Lula disse que não comentaria.
Caçula de Lula e Marisa, ele promoveu entre 2012 e 2015 o Torneio Touchdown, que reunia cerca de 20 equipes de futebol americano.
A informação sobre a contratação do orientador foi dada pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Alexandrino Alencar, pessoa na empresa que era a principal responsável por atender demandas ligadas ao petista.
A empreiteira contratou um profissional de fora de seus quadros e o pagou.
Alexandrino relata o caso como um dos diversos serviços que a Odebrecht prestou ao ex-presidente. No pacote elencado pelo ex-executivo também estão detalhes da reforma da sítio de Atibaia frequentado pela família Lula.
Além disso, outros favores da empresa ao petista são a construção do estádio do Corinthians –descrita como um "presente" para o ex-presidente– e a compra de um terreno para ser a nova sede do Instituto Lula.
A informação referente à contratação do orientador de carreiras para Luís Cláudio foi decisiva para que Alexandrino conseguisse fechar seu acordo com os procuradores da Lava Jato.
Na primeira entrevista que teve com representantes da PGR (Procuradoria-Geral da República) e da força-tarefa de Curitiba, a sua colaboração havia sido recusada.
A avaliação dos investigadores no primeiro encontro era de que Alexandrino estava poupando o petista e escondendo informações para protegê-lo. Pressionado, ele trouxe novos relatos.
O depoimento do ex-executivo foi realizado em novembro em Campinas (SP) e durou mais de dez horas.

CARREIRA
Formado em educação física, Luís Cláudio trabalhou como auxiliar de treinamento nos grandes clubes paulistas: Palmeiras, São Paulo, Santos e Corinthians.
Entre as funções que exercia estava colocar nos gramados pequenos cones que balizam os exercícios dos jogadores. Foi ajudante do técnico Vanderlei Luxemburgo.
Em 2011, abandonou os gramados e fundou a LFT Marketing Esportivo, tendo como primeiro cliente o Corinthians, na época presidido por Andrés Sanchez, hoje deputado federal pelo PT.
O filho do ex-presidente Lula recebeu cerca de R$ 500 mil entre 2011 e 2013 sem ter desempenhado função no clube, segundo relatos de funcionários do time, entre eles o então o diretor de marketing, Luis Paulo Rosenberg.
Apesar de amadores, os torneios de futebol americano da empresa do filho do ex-presidente tinham grandes empresas como patrocinadoras, entre elas TNT, Budweiser, Tigre, Sustenta Energia (grupo JHSF), Qualicorp, GOL e Caoa Hyundai.

ZELOTES
O nome de Luís Cláudio já havia sido citado na Operação Zelotes. A Caoa é investigada por ter contratado o escritório de lobby Marcondes & Mautoni para obter extensão da desoneração fiscal por meio de medida provisória. A Caoa nega a acusação.
Na época, o escritório contratou a LFT, de Luís Cláudio, por R$ 2,5 milhões para uma consultoria na área de marketing esportivo. O estudo feito pela LFT era um compêndio de informações tiradas de sites, o que levou à suspeita de que o pagamento ao filho de Lula seria uma forma de comprar influência junto ao governo. Luís Cláudio nega e diz que a consultoria foi realizada.
Em 2016, o campeonato Touchdown deixou de ser realizado. Depois que Luís Cláudio foi alvo da Zelotes, em outubro de 2015, o torneio perdeu patrocinadores e os times decidiram atuar em outra liga.

OUTRO LADO
Questionado sobre se houve a contratação de um orientador profissional pago pela Odebrecht para dar assistência a Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, o Instituto Lula disse, em nota, que a reportagem da Folha se baseia "em suposta delação para obtenção de benefícios judiciais que deveria estar sob sigilo, sem apresentar transcrição, documento, contexto, época do ocorrido ou qualquer informação básica que permita até compreender o que está sendo perguntado pela reportagem".
Disse ainda que não comentará "supostas informações incompletas baseadas em supostos documentos fora de contexto que estariam sob sigilo judicial".
O advogado de Luís Cláudio não respondeu os questionamentos da reportagem.
A Odebrecht afirmou que não se manifesta sobre depoimentos das pessoas físicas. "A empresa reafirma que segue cooperando com as autoridades e tem avançado na adoção de medidas para aprimorar seu sistema de conformidade." Diz que todos os integrantes devem "combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas".

OUTROS PRESENTES DA ODEBRECHT PARA LULA
INSTITUTO LULA
Executivos da Odebrecht relataram que a empresa comprou um imóvel em São Paulo, em 2010, onde seria construída a nova sede do Instituto Lula. A negociação, de acordo com os delatores, foi intermediada pela DAG Construtora, que recebeu R$ 7,6 milhões da empreiteira naquele ano. A transferência de sede acabou não saindo do papel.
       
Emílio Odebrecht, presidente do conselho do grupo, afirmou que a construção do Itaquerão, estádio do Corinthians, foi um presente a Lula em retribuição à suposta ajuda do petista à empresa em seus oito anos no Planalto. Torcedor do time, o ex-presidente atribuía o mau desempenho do clube à falta de um estádio. Com financiamento do BNDES, a arena foi inaugurada na Copa de 2014 e custou R$ 1,2 bilhão
       
      
SÍTIO EM ATIBAIA
A empreiteira admitiu que pagou pela reforma da propriedade frequentada pelo ex-presidente e sua família no interior de São Paulo. Segundo a PF, a obra custou R$ 1,5 milhão. O sítio é equipado com cozinha gourmet, pedalinhos de cisne em um lago e uma miniatura do Cristo Redentor

030 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Porque hoje é Domingo.

Esta era a equipe do Alvorada Futebol Clube, treinada pelo técnico e desportista José Ataíde. Criada e mantida pelos empresários Azarias Martins e Antônio Rolim de Morais, nos fins da década de 1960.

Em pé, da esquerda para direita: Pedro, Vitorino, Raimundo de Borginho, Buíta, Raimundo Vaca Velha, Tigela. Sentados mesma ordem: Olímpio, João de João Doca, Negrinho de seu Totô, Ronaldo e Vicente Boca de Fogo.

Como tantos outros, Pedro, meu irmão, era um craque. Craque como irmão, craque como filho, craque como pai, craque como amigo, de tão bom atleta Deus o convocou precocemente e está ao lado do Eterno gozando as virtudes de suas eximias jogadas.

Esses meninos deram muitas alegrias aos desportistas de Várzea-Alegre, o campo ficava  onde hoje existe o Creva.

Dedico esta postagem ao amigo José Ataíde grande desportista de nossa terra.


Mestres do ludibrio - Por Mary Zaidan.


Animados pela pesquisa CNT/MDA, que coloca Lula na dianteira isolada na preferência popular para a eleição presidencial de 2018, o PT e o próprio Lula decidiram sair da encolha. 

Vão ampliar a participação do ex nas ruas, nas mídias sociais e, consequentemente, na imprensa. E não param de aumentar o tamanho da borracha que usam para apagar os fatos tenebrosos que escreveram na história, na tentativa de imprimi-los com as tintas que a eles convêm.

Fala como se o Brasil tivesse algum respiro para investir. Como se o caos econômico, crescimento negativo e desemprego galopante não fossem resultados de seu último mandato e dos de sua pupila. Como se a economia fosse regida por voluntarismo, como se o país não tivesse perdido um único centavo para a corrupção.

Em outro vídeo, de 2min41s, divulgado na página de Lula no Facebook e replicado no site oficial do PT, o ex expõe com absoluta maestria sua habilidade de interpretar os acontecimentos, de inverter os polos, criar verdades. Usa as mesmas roupas dos filmetes, mas outra face. 

A título de conclamar partidários para o 6º Congresso da sigla, com primeira etapa prevista para o dia 9 de abril, Lula diz que o PT vem sendo destruído desde 2005 – quando estourou o mensalão – pela ação de seus adversários que “continuou até o impeachment da presidenta Dilma”. Afirma que 2017 é o ano de recuperar a imagem do PT e de “defender o legado do partido que mais fez política social neste país”.

Ora em tom emotivo, ora com fala vigorosa, a convocação de Lula imita a de um general que tem de animar a tropa esfarrapada que será baleada no front. Figurativo que o ex substituiu pela subida de uma escada – há os que desistem no primeiro degrau, no quarto degrau, e os “bons”, que sobem 10 degraus e estão prontos para outros 10.

Só não falou no tamanho da queda.

Mesmo que lidere pesquisas, Lula sabe que queimou patrimônio demais. Tem pouco tempo para se livrar do que já pesa sobre os seus ombros – companheiros condenados no mensalão, outros na cadeia pela Lava-Jato e cinco processos diretos contra ele. Do que ainda pode vir com a revelação completa da delação da Odebrecht e de outros cadáveres que ele e o PT já supunham enterrados.

Sabe ainda que será difícil negar a responsabilidade pela crise econômica que deixou mais de 12 milhões no desemprego e outros 3 milhões na miséria. Que uma campanha eleitoral faz ressuscitar fantasmas de seu time de elite – Dirceu, Palocci e cia. –, empresários amigos – Léo Pinheiro, Marcelo Odebrecht, etc. --, políticos do coração, como Sérgio Cabral. Todos atrás das grades.

A sorte de Lula – e político tem de ter estrela, sorte – é que o governo Michel Temer tem pernas bambas. Erra mais do que acerta e só se mantem em pé ancorado na muleta que sustenta a economia.

Aos erros de Temer se somam os de integrantes de seu partido, o PMDB, e de aliados, que, em nome de autoproteção, denigrem a política, colocando tudo e todos na mesma cesta podre.

Mercado de ocasião para Lula, que não perde uma única chance.

No vídeo dedicado à militância, o líder do “nós”, os virtuosos, contra o “eles”, os canalhas, chega a admitir igualdade para nivelar todo mundo por baixo e se dizer superior:  “pode ter até igual, mas nesse país não tem ninguém melhor do que nós”.

Mas são elementos de fundo que dão personalidade à peça publicitária. Recuperam-se o vermelho e a estrela, tão escondidos na campanha do ano passado. E no encerramento saca-se um novo símbolo: os quatro dedos da mão de Lula sobre a bandeira do partido.

É apelativo? E daí? Bota-se um pouco de verdade irrefutável – Lula realmente perdeu o dedo mínimo – para mexer com as emoções e fazer parecer que tudo o que foi dito anteriormente no vídeo carrega dose idêntica de verdade.  

São craques na arte do ludibrio. E isso, sem dúvida, tem peso nas urnas.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Capitão Bolsonaro no Planalto - Por o Antagonista.


Embora tenha afirmado a O Antagonista que não está “fazendo campanha em lugar nenhum”, Jair Bolsonaro se solta diante dos eleitores.

Em um discurso improvisado no capô de um carro no estacionamento do aeroporto de Campina Grande, levou os admiradores ao delírio.

“É bom irem se acostumando com um capitão no Planalto”, afirmou, referindo-se à sua patente no Exército. As informações são da Veja.

Visite e conheça em Várzea-Alegre.


TABERNA DA PIZZA - FORNO A LENHA!

Importou-se  maquinas, equipamentos, conhecimentos e estudos da culinária. Tudo foi preparado com esmero, lhaneza no trato e muito respeito a você consumidor. Um produto da mais fina qualidade e especial paladar.

029 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Eleições em Várzea-Alegre 1950:

RESULTADO - PREFEITO

ADELGIDES FIGUEIREDO CORREIA.

VEREADOR

LUIZ OTACÍLIO CORREIA
VEREADOR
RAIMUNDO WALQUIRIO CORREIA LIMA
VEREADOR
RAIMUNDO MORAIS PINHO
VEREADOR
MANOEL MOACIR BASTOS BITU
VEREADOR
MANOEL SAMPSON BEZERRA
VEREADOR
JOSÉ DUCLER DE OLIVEIRA
VEREADOR
FRANCISCO INÁCIO SOBRINHO
VEREADOR
JOAQUIM AFONSO DINIZ
VEREADOR
VITORINO BEZERRA DE ALCÂNTARA.

No primeiro biênio o presidente da câmara foi o Vereador Luís Otacílio Correia e no segundo Manuel Sampsom Bezerra. No mandato seguinte se repetiu o mesmo rodício.


RESULTADO - Eleições em Várzea-Alegre 1954:

PREFEITO

FRANCISCO CORREIA LIMA
VEREADOR
FRANCISCO ALVES BITU
VEREADOR
JESUNI AUGUSTO LEITE
VEREADOR
JOAQUIM AFONSO DINIZ
VEREADOR
JOSÉ ALVES BITU
VEREADOR
JOSÉ CARLOS DE ALENCAR
VEREADOR
LUIZ OTACÍLIO CORREIA
VEREADOR
MANUEL ALVES BEZERRA
VEREADOR
MANUEL SAMPSON BEZERRA
VEREADOR
PEDRO SALVIANO DE MACEDO.

Um fato curioso, nestas eleições se elegerem pelo mesmo partido dois irmãos : Francisco Alves Bitu e José Alves Bitu. "Meninin e Dedé Bitu".


Foto da posse  do Prefeito Adelgides Correia. Você pode vê-lo ao lado do Joaquim Ferreira, Otacílio Correia, Vicente Honório e outras autoridades.

A "testemunha-bomba": “Levei mala de dinheiro para Lula”

Fonte: revista ISTOÉ
Ex-sócio de Fernando de Arruda Botelho, acionista da Camargo Corrêa morto em acidente aéreo há cinco anos, Davincci Lourenço diz à ISTOÉ que ele foi assassinado e que o crime encobriu um esquema de corrupção na empresa. O ex-presidente petista, segundo ele, recebeu propina para facilitar contrato com a Petrobras
A TESTEMUNHA-BOMBA Davincci Lourenço de Almeida diz que ordem partiu de Fernando Botelho, da Camargo Corrêa
 
Por :Sérgio Pardellas e Germano Oliveira 

O personagem que estampa a capa desta edição de ISTOÉ chama-se Davincci Lourenço de Almeida. Entre 2011 e 2012, ele privou da intimidade da cúpula de uma das maiores empreiteiras do País, a Camargo Corrêa. Participou de reuniões com a presença do então presidente da construtora, Dalton Avancini, acompanhou de perto o cotidiano da família no resort da empresa em Itirapina (SP) e chegou até fixar residência na fazenda da empreiteira situada no interior paulista. A estreitíssima relação fez com que Davincci, um químico sem formação superior, fosse destacado por diretores da Camargo para missões especiais. Em entrevista à ISTOÉ, concedida na última semana, Davincci Lourenço de Almeida narrou a mais delicada das tarefas as quais ficou encarregado de assumir em nome de acionistas da Camargo Corrêa: o transporte de uma mala de dinheiro destinada ao ex-presidente Lula. “Levei uma mala de dólares para Lula”, afirmou à ISTOÉ. É a primeira vez que uma testemunha ligada à empreiteira reconhece ter servido de ponte para pagamento de propina ao ex-presidente.

Ele não soube precisar valores, mas contou que o dinheiro foi conduzido por ele no início de fevereiro de 2012 do hangar da Camargo Corrêa em São Carlos (SP) até a sede da Morro Vermelho Táxi Aéreo em Congonhas, também de propriedade da empreiteira. Segundo o relato, a mala foi entregue por Davincci nas mãos de um funcionário da Morro Vermelho, William Steinmeyer, o “Wilinha”, a quem coube efetuar o repasse ao petista. “O dinheiro estava dentro de um saco, na mala. Deixei o saco com o dinheiro, mas a mala está comigo até hoje”, disse. Dias depois, acrescentou ele à ISTOÉ, Lula foi ao local buscar a encomenda, acompanhado por um segurança. “Lula ficou de ajudar fechar um contrato com a Petrobras. Um negócio de R$ 100 milhões”, disse Davincci de Almeida. A atmosfera lúdica do desembarque de Lula na Morro Vermelho encorajou funcionários e até diretores da empresa a posarem para selfies com o ex-presidente.

De acordo com Davincci, depois que o petista saiu com o pacote de dinheiro, os retratos foram pendurados nas paredes do hangar. As imagens, porém, foram retiradas do local preventivamente em setembro de 2015, quando a Operação Lava Jato já fechava o cerco sobre a empreiteira. Na entrevista à ISTOÉ, Davincci diz que o transporte dos dólares ao ex-presidente não foi filho único. Ele também foi escalado para entregar malas forradas de dinheiro a funcionários da Petrobras. Os pagamentos, segundo ele, tiveram a chancela de Rosana Camargo de Arruda Botelho, herdeira do grupo Camargo Corrêa. “O Fernando me dizia que a “baixinha”, como ele chamava Rosana Camargo, sabia de tudo”, disse Davincci.
(para ler a matéria completa compre a edição de ISTOÉ, a partir de 2ª feira nas bancas)


028 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Serra Negra - Vista do Sitio Sanharol - Várzea-Alegre.

Que tempos? Que costumes?

Todo matuto tem horror aos que em razão do oficio, são severos na aplicação das leis. Conta-se que um dos muitos fiscais do consumo que vive a percorrer a terra e que, de posse de um mandato de segurança e um ordenado fabuloso, foi esbarrar em Várzea-Alegre. Um conterrâneo não podia transportar um saquinho de arroz num jumento que era taxado de contrabandista e intimado a recolher o imposto.

A derramar o terror pelo sertão, andava também o rei do cangaço, o famigerado Lampião, o qual havia se hospedado em Juazeiro do Norte com honras de capitão da legalidade. Que tempos, que costumes.

O nosso matuto, fazendo uma negociação clandestina, enforcava na alpendrada de sua casa, uma garrafa que, vista de certa distancia, era um chamariz para os compradores da teimosa. Pois bem, atraído a um destes recantos da fraude e da sonegação do imposto, é que foi até ali um senhor desconhecido. Quem era? Pelos modos, o homem era grande, porque se apresentava altivo, arrogante e de sobrolho carregado. Trazia um bonito chapéu, lenço perfumado, e vários anéis nos dedos.

Chega. E como galã de cinema se apeia. E com esses ares de grão-senhor vai logo entrando de bodega adentro. Não diz bom dia. Não dá confiança a ninguém. No interior da casa, porque se deparasse com duas garrafas de qualquer droga, as quais descansavam em cima de um balcão feito com vigor de pau d'arco, indaga com voz de autoridade: O senhor tem aguardente? Tenho Nhor sim, responde com voz soturna o pobre homem.

Ah! Ao falar em corda na casa de enforcado, um estranho frio invade a alma do bodegueiro. Todo o seu ser tremeu como se lhe tremesse a própria terra. E desmaiado, voz difícil, começa a defender-se: Meu amigo, tenha pena dos meus filhinhos, Isso aqui que o Senhor está vendo não é bodega, eu só tenho, acredite, essas duas garrafas e esta cestinha de cigarros, porque a roça que botei na quebrada da Serra Negra a lagarta comeu. Não me multe, Senhor Fiscal.

O interlocutor estranho que já estava de boca aberta em sinal de grande pasmo desata uma bruta gargalhada. Depois, olhando o suplicante sem lhe desfitar os olhos, lhe diz: Quem o Senhor pensa que eu sou? Não rapaz, eu não sou fiscal. Eu sou Lampião.

Lampião!? O homem ri fazendo uma ligeira contração nos músculos faciais. E voltando a vida, faz camaradagem com Lampião com quem conversa animadamente, graceja, bebe e fuma cigarro sem selo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Cunha age como se segredos de Temer estivessem enterrados em covas rasas - Por Josias de Souza.

Eduardo Cunha levou para a carceragem de Curitiba os rancores que colecionou durante sua derrocada. Antes de ser preso, declarou a pelo membros dois membros de sua infantaria que se sentia traído por aquele que lhe devia a poltrona de presidente e muita gratidão. 

Hoje, Cunha dedica-se a enviar mensagens cada vez menos cifradas para o ex-amigo Michel Temer. É como se desejasse lembrar a Temer que os segredos dele estão enterrados em covas muito rasas. Ameaça exumá-los.

Repetindo uma tática que já havia utilizado com Sergio Moro, em Curitiba, Cunha cavalgou a paciência do juiz Vallisney Oliveira, em Brasília, para acionar sua língua viperina contra Temer. Arrolou o presidente novamente como sua testemunha de defesa. E levou aos autos as perguntas radioativas que sabe que Temer não responderá.

Cunha enfiou no questionário nomes e situações cujo detalhamento supostamente deixaria Temer mal. Fez pontaria na direção do neoministro Moreira Franco. 

O documento de Cunha vale por um roteiro de delação. Temer alardeia que, com a economia no rumo, seu governo vira a página. E Cunha, com suas perguntas, grita: “Para trás.” Temer avalia que o futuro a Henrique Meirelles pertence. E Cunha manda dizer que um pedaço do passado lhe pertence

017 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.


Desde que me comuniquei, através do Blog do Crato, coordenado pelo Dihelson Mendonça, o endereço deste Livro na Internet, tenho recebido comentários. 

O Antônio Morais, muito amigo do meu tio Luís Gonzaga Martins, contou mais alguns “causos” do Chico Soares, que me apresso a incluí-los no “Só no Crato.” 

Quando o meu tio foi morar no Rio de Janeiro, repassou a Sorveteria Glória para o Sr. Miguel Siebra de Brito. Em certa ocasião estava ele na sorveteria, fazendo companhia ao Chico Soares, que tomava uma cerveja. Então, tocou o telefone e ele foi ao escritório atender, e pediu para o Chico prestar atenção ao local.

Nesse momento, entram duas estudantes do Colégio Santa Teresa e perguntam : tem picolé?  O Chico, de imediato, disse que sim. Elas, lógico, indagam de que é que tinha. Ele vai até o freezer, levanta a tampa e observa uma variedade de picolés, em diversas cores. Sem ter a menor ideia dos sabores, vira-se para as mocinhas e diz: 

De grude!


Interior da Sorveteria Glória. Fotos colhidas na ocasião em que oficiais da Aeronáutica foram ao Crato para inspecionar o local do aeroporto, sendo recepcionados por autoridades cratenses e integrantes do Rotary Clube. 

Ivens Mourão.


Dois tempos de minha vida escolar - Por Antônio Morais.


Dois tempos de minha adolescência escolar. Educandário Santa Inês, Várzea-Alegre professora Elisa Gomes Correia, sou o segundo da esquerda para direita. Filheira detrás.


Já taludo, com 19 anos, Colégio Estadual - Crato, sou o quarto da esquerda para direita, aparecendo a cabeça por trás de uma colega. Lembro de todos eles, sei os seus nomes, sempre os vi e vejo com o olhos de um irmão.

A proveito para deixar minha gratidão e reconhecimento as duas instituições de ensino lideradas, à época, por Elisa Gomes Correia e por Manuel Batista Vieira, o saudoso Vieirinha, virtuosos e nobres mestres, a eles sou e serei sempre um eterno devedor do legado de bons exemplos deixados para a humanidade.

Doria manda servidor trocar frota alugada por app de transporte - O Estadão.

A gestão João Doria (PSDB) publicou nesta quinta-feira, 16, decreto determinando que os serviços de transporte de pessoal na Prefeitura sejam feitos por aplicativos, sejam carros tipo Uber ou Cabify, sejam táxis chamados pelos apps.

O texto diz que, no lugar das frotas alugadas, o transporte deve ser feito por "empresa ou cooperativa especializada na intermediação ou agenciamento de serviços de transporte individual de passageiros, por demanda e via plataforma tecnológica".

Em dezembro, já na primeira reunião de trabalho com a equipe recém eleita, Doria havia determinado que os contratos de aluguéis de carros fosses suspensos, trocados por viagens "de táxi e de Uber", disse o prefeito.

O decreto é assinado pelo vice-prefeito, Bruno Covas, uma vez que Doria ainda não voltou de sua viagem pelo Oriente Médio. No texto, a prefeitura nomeia a Secretaria Municipal de Gestão para cuidar de tomadas de preço para os serviços de transporte e também para determinar tetos de gasto para cada setor da administração municipal. Também é a pasta, chefiada por Paulo Uebel, que vai determinar exceções à regra.

A medida não tem efeito imediato: contrato de aluguéis que ainda estão vigentes poderão continuar sendo executados, mas não poderão ser renovados.

Quando anunciou a medida, Doria afirmou que o gesto traria uma economia de R$ 120 milhões por ano.

Brasil exporta corrupção: Procuradores de 11 países firmam acordo contra réus da Lava Jato

Cooperação internacional prevê formação de equipes para apurar a atuação da Odebrecht e outros casos revelados pela operação da PF
Fonte: VEJA
 Funcionários fazem multirão para limpeza da sede da Odebrecht (Rivaldo Gomes/Folhapress)

Procuradores de 11 países em que a Odebrecht operou decidiram nesta quinta-feira estabelecer “a mais ampla, rápida e eficaz cooperação” para investigar a atuação da construtora brasileira e outros alvos da Operação Lava Jato. O encontro foi organizado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e realizado em Brasília. Dele participaram representantes do Ministério Público da Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Portugal, Peru, República Dominicana e Venezuela.
Segundo comunicado divulgado após uma reunião, intitulado “Declaração de Brasília sobre a cooperação jurídica internacional contra a corrupção”, foi decidido criar “equipes conjuntas de investigação, bilaterais ou multilaterais” para coordenar os trabalhos no Brasil e nos outros países.

027 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Matias Alves Bezerra.

Várzea-Alegre, Sitio Vazante 24.02.1877, Roçado de Dentro, 23.02.1971. Casado com Hermelinda Alves Bezerra, filha de Quinquim  da Vazante. Foi delegado civil  de Várzea-Alegre por 20 anos, 1930 a 1954.

Violência gera mais violência – por Carlos Matos (*)

Não é possível suportar o nível de violência atual. É preciso ter remédios eficazes por parte do Estado contra a crescente violência no Ceará, principalmente na Região Metropolitana de Fortaleza. Se comparado com a eficiência na gestão da segurança pública do Estado de São de Paulo, que ganhou recentemente o posto de capital brasileira com a menor taxa de homicídios no País, o Ceará poderia ter salvado 2.926 vidas.

 A verdade é que o Estado fracassou nas políticas de segurança ao longo dos últimos dez anos, tendo havido um crescimento de 166,5% na taxa de homicídios registrados, segundo dados do Ipea. E não é prendendo ou matando o criminoso que se resolverá a grave crise da segurança em nosso Estado. Isso é um equívoco! Precisamos de uma visão mais abrangente, mais eficaz; caso contrário, continuaremos nos patamares em que estamos, com um aumento de 26,8% no número de homicídios, como ocorreu com Fortaleza em janeiro deste ano, se comparado com o mesmo período do ano passado. Que política pública é essa que piora mais de 20% num intervalo de um ano? É possível reagir? Claro que sim!

O Ceará necessita de políticas inteligentes para a juventude, para a geração de emprego, políticas que visem reinserir no egresso a noção de sociabilidade. Quando essas políticas não alcançam o resultado esperado, abre-se uma porta para o agravamento dos problemas e para o descontrole. É hora de reagirmos, mas não com frases de efeito.

O grande desafio do Governo do Estado hoje é devolver ao cearense a sensação de segurança e lhe garantir o direito constitucional de ir e vir. Fortaleza virou as costas para este assunto. Ainda estamos entre as cidades mais violentas do País.
Não podemos terceirizar um assunto que é de total e irrestrita responsabilidade do Estado. Capacidade técnica e vontade política são fundamentais para tratar o assunto com a atenção e determinação que ele merece e que a sociedade espera.

(*) Carlos Matos. Deputado estadual (PSDB). E-mail: carlos.matos@al.ce.gov.br

Partidos tradicionais precisam de candidatos novos - POR MERVAL PEREIRA.

A primeira pesquisa eleitoral do ano mostra o ex-presidente Lula na frente e mostra também que candidatos não tradicionais estão aparecendo.

 Mas a pesquisa foi feita no período da doença e morte de D. Marisa, mulher de Lula, o que já faz uma diferença. 

Como o brasileiro é muito emotivo, sentimental, esse momento ajudou a aumentar a popularidade dele. 

Mas é impressionante o apoio que ele ainda tem no Nordeste. É um ativo que ele tem e mantem. Nas regiões sul e sudeste, ele está desabando.

Esta pesquisa mostra que sobrevive quem tem capacidade de aparecer como novidade na política, e os partidos tradicionais vão ter que procurar candidatos novos.

Presidir o Senado era um dos projetos políticos de André Vargas - Maria Lima, O Globo


Foi mais um caso desastroso de arrogância aliada à certeza de impunidade. No início do ano, na abertura da sessão legislativa, quando desalojou o quarto secretário Simão Sessim (PP-RJ) para sentar-se ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e fazer gestos para fotógrafos e companheiros, o então vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), não imaginava que vivia ali seus últimos momentos de poder.

Demorou pouco mais de dois meses para cair em desgraça. O petista paranaense enterra o projeto de se eleger senador na chapa de Gleisi Hoffmann (PT-PR), candidata ao governo do Paraná, e, depois, presidir o Senado e até sentar-se na cadeira da Presidência da República, durante os afastamentos do titular.

Entrou água foi cassado. Está curtindo sua arrogância no xadrez em Curitiba.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Conhecendo a verdadeira História do Brasil – Com a Princesa Isabel, aposentadoria exigia 60 anos de idade e 30 de trabalho – por Marcus Lopes

A Princesa Isabel em 1865


No mínimo, 60 anos de idade e 30 de serviço. Essas eram as regras para os carteiros se aposentarem no final do século 19, quando nascia a Previdência Social no Brasil. Começou pelos funcionários dos Correios, por determinação da princesa Isabel, em decreto de 26 de março de 1888.

Do salário mensal dos trabalhadores, era descontado o valor equivalente a um dia de trabalho e depositado no fundo de previdência e pensões. Já naquela época, o decreto alertava que o trabalhador não podia receber ao mesmo tempo aposentadoria e outro benefício. Era um ou outro.

Antes disso, o governo só pagava poucos benefícios aos dependentes de servidores públicos do Rio de Janeiro que haviam morrido.

Depois dos carteiros, a aposentadoria foi estendida a outras categorias: ferroviários, portuários, funcionários da Imprensa Nacional, por exemplo.

Problemas à vista

O sistema funcionou bem por pouco tempo. Cerca de 40 anos depois de seu início, já se falava na necessidade de reforma do sistema previdenciário para evitar seu colapso financeiro.

Em 1930, em meio a uma grande crise mundial, o presidente Getúlio Vargas suspendeu temporariamente o pagamento das aposentadorias e pensões para reorganizar as contas dos fundos de pensão. No decreto 19.554, de 31 de dezembro de 1930, Vargas justificativa a medida “em virtude do aumento da despesa que se vem verificando de algum tempo na concessão de aposentadorias”.

Aos poucos, a economia do Brasil e do mundo prosperou e, em 1943, foi sancionada a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), que estendeu a Previdência Social a todos os trabalhadores brasileiros.
Nas décadas seguintes, vieram outras mudanças importantes, como a criação do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), em 1966, reunindo todos os institutos de aposentadorias do país. Depois, ele seria transformado no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Naquele mesmo ano, foi instituído mais uma reserva financeira para o trabalhador: o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Juiza define que chamar Lula de chefe de quadrilha não é calúnia nem injúria - Jornal Livre.


A juíza Eliana Cassales Tosi, da 30ª Vara Criminal de São Paulo, absolveu o apresentador  e historiador Marco Antônio Villa das acusações de calúnia e injúria feitas pelo ex-presidente Lula.

Lula entrou com a ação depois que Villa fez um comentário durante o Jornal da Cultura, se referindo ao petista como “chefe de quadrilha” e mentor de esquemas de propina dentro do Poder Público, se referindo à informações do processo do mensalão.

A juíza absolveu Villa, e explicou que suas falas, mesmo tendo certo “conteúdo ofensivo”, não extrapolam a opinião e a crítica à atuação política de Lula enquanto administrador público.“As pessoas públicas estão mais sujeitas a críticas e opiniões do público, inerentes e inevitáveis em um regime democrático”, disse.

“Chega-se à conclusão de que as expressões utilizadas pelo querelado, ainda que veementes e mordazes, também não são aptas à tipificação de dois crimes de injúria”, completou Eliana.

A juíza tem toda a razão. Criticar políticos é inerente à democracia e deve ser incentivado inclusive. Lula e sua turma se incomodam com isso simplesmente porque são contra a democracia.

Lava Jato faz buscas e apreensões em investigação sobre Belo Monte - Por Gabriel Palma.

A Polícia Federal deflagrou no início da manhã desta quinta-feira (16) uma nova etapa da Operação Lava Jato para cumprir mandados de busca e apreensão nas casas e escritórios de pessoas investigadas por propina na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

Entre os alvos desta etapa, segundo a Polícia Federal, estão o filho de um senador e também um ex-senador.

Os mandados desta fase da Lava Jato, chamada de Leviatã, foram expedidos pelo ministro Édson Fachin, relator da operação no Supremo Tribunal Federal (STF).


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

026 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Deu a cabra.

Já havia chegado em Várzea-Alegre. Ali, como no restante da pátria amada, o jogo do bicho já era conhecido  e todos podiam jogar, livremente, fazer sua fezinha.

José Pinto, esposo de Dona Adélia  Pimpim, pai de Sérgio, Dulceria e Lili, boas criaturas, era o único banqueiro. Eu tinha 09 anos e ia passando. Andando, fagueiro e despreocupado, como todo menino despreocupado e fagueiro. Seu Zezinho cortava uma tira de cerca de 30 centímetros de alto por 05 de largura, as dividia em dez pedacinhos, e, com  carimbos de cajazeira fazia os dez bilhetinhos de cada bicho. 

Sentindo-me capaz de realizar tal proeza, perguntei se lhe podia ajudar. Amável e cavalheiresco, aceitou minha cooperação. terminada a coleção de 250 bilhetinhos, dez de cada um dos 25 bichos, ele tirou um deles e me deu dizendo: Se der, venha buscar seu premio. São quatro mil reis.

A corrida era as três da tarde, e, ás quatro passei por lá acidentalmente, ele me chamou, conferiu meu bilhete e, como tinha sido premiado, me deu os quatro mil reis. Era muito dinheiro.

Corri para loja para dar a noticia a papai, que, por certo, exultaria de feliz, pensei. Desfilei minha historia, ganhei quatro mil reis na cabra.

Que cabra seu José? Você tem cabra? Você vende cabra? Procurei explicar, direitinho a coisa toda. Eu ajudei a seu Zezinho, ele me deu um bilhete da cabra, o bilhete foi premiado aí ele me deu  quatro mil reis. Disse mostrando envaidecido a dinheirama.

Papai me fitando enternecidamente,  disse a certa altura. Quer dizer que cabra é numero seis, não é isto? Neste caso, o senhor vai levar seis bolos e distribuir o dinheiro com os pedintes, na rua. Tomou a régua disciplinadora e, em cada mãozinha afortunada me meteu três bolos, perguntando-me, depois de encerrar nosso amigável entendimento: quantas vezes você já viu seu pai jogando? Era festa de São Raimundo e facilmente encontrei com quem  distribuir a fortuna.

Dr. José Ferreira.

Crato e a história de sua cultura - Postagem de Antônio Morais.


Crato, 18 de março de 1961 - imagem do momento em que o reitor da Universidade Estadual do Ceará, Antônio Martins Filho, tendo ao seu lado o vice-governador Wilson Gonçalves, assinava o ato de instalação oficial da Faculdade de Ciências Econômicas do Crato.

Foi nomeado como diretor o Dr. José Sampaio de Lacerda.

Temer e PMDB ouvirão de novo o ronco da rua - Por Josias de Souza.


O período pré-carnavalesco não fez bem a Michel Temer. Seu governo entoa um samba com dois puxadores: Henrique Meirelles e a caciquia do PMDB. O enredo ficou confuso. A ala da economia não orna com a da política. O carro alegórico das reformas não combina com uma comissão de frente que desfila fantasias parecidas com aquelas que levaram Dilma e o PT ao rebaixamento.

As contradições reacenderam o ceticismo da plateia. Que começa a programar seu próprio desfile. Nesta segunda-feira (13), os movimentos que organizavam atos pró-impeachment se juntaram para preparar nova manifestação. Será no último domingo de março, dia 26. A pauta prestigia o samba de Meirelles, defendendo as reformas previdenciária e trabalhista. E rosna para o baticum do PMDB, em eterna conspiração contra a Lava Jato.

Ainda não se viu nenhum líder de movimento de rua enrolado na bandeira do ‘Fora, Temer.” Mas convém não cutucar a rua com o pé. Em comunicado conjunto, os movimerntos anotaram: “Nosso mote será: Brasil sem partido, pois não queremos um STF que se dobre às vontades deste ou de qualquer outro governo, agindo com lentidão para salvar os que têm foro privilegiado, utilizando-se dele para escapar da Justiça.”

Também nesta segunda-feira, o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, divulgou despacho que fez acender uma luz amarela no painel de (des)controle do Planalto. Relator da ação que pede a cassação da chapa Dilma –Temer, Benjamin indeferiu pedido da defesa da ex-presidente petista para que fossem realizadas novas diligências. Sustentou que esse tipo de providência pode estender o processo “ao infinito, sem possibilidades concretas de conclusão.”

Lendo-se a justificativa de Benjamin de trás para a frente, fica claro que o ministro quer encerrar a encrenca, submetendo seu voto à consideração do plenário do Supremo. Os autos estão fornidos. Realizaram-se perícias no papelório de gráficas que simularam prestação de serviço à campanha de Dilma, quebraram-se sigilos bancários e fiscais, ouviram-se 42 testemunhas.

Se quiser, o relator Herman Benjamin pode votar a favor da lâmina, contra a permanência de Temer no Planalto. Não lhe faltam independência nem matéria-prima. Suponha que um voto aziago de Benjamin venha à luz até o final de março. Dependendo de como Temer e seus correligionários do PMDB se comportarem até lá, as ruas, que já pararam de abanar o rabo para o govenro, podem acabar mordendo.

Revista o Cruzeiro, Raquel de Queiroz - Por Antônio Morais.

Raquel de Queiroz escreveu na última pagina da revista "O Cruzeiro", há dezenas de anos, sobre as diferenças de comportamentos do povo de região para região.

Falava que enquanto dois grandes empresários paulistas viajavam do Brasil aos Estados Unidos, sentados em poltronas vizinhas sem trocar um bom dia de um para outro, o nordestino que se mudava de um bairro para outro da cidade, ao chegar na nova morada, antes mesmo de começar a descer a mudança os futuros vizinhos já serviam um bule com café e bolo de milho.

Lembrei-me desta historia porque outro dia viajei de São Paulo a Juazeiro do Norte, com escala Brasília e Recife.

De São Paulo a Brasília muitos ternos, silêncio profundo, leituras de revistas, nada de diálogos ou conversas. De Brasília a Recife já se ouvia algum burburinho, alguns passageiros a trocar ideias.

Do Recife a Juazeiro do Norte virou feira livre. Ouvia-se de um lado para o outro: "Ei baitola veio veado", como foi a viagem, conseguiu comprar tudo que pretendia? Nada "fio de uma égua", o tempo passou rápido, tenho que voltar mês que entra outra vez. Mas, com uma viagem boa dessas, sem poeira, "cruva nem catabi", agente tem mais é que aproveitar.

Isso se chama solidariedade e hospitalidade. Salve nós nordestinos.

Temer blinda o governo contra a Lava Jato - Por Ricardo Noblat

O sociólogo Fernando Henrique Cardoso ensinou enquanto ainda governava o país: “Quando um ministro perde as condições políticas de permanecer no cargo, nem mesmo o presidente consegue mantê-lo”.

O presidente Michel Temer sabe disso. Tanto que se livrou de Romero Jucá (PMDB-RR), ministro do Planejamento do seu governo interino, depois de ele ter sido flagrado conspirando contra a Lava Jato.

Jucá durou menos de uma semana no cargo. É bem verdade que ele continua mandando no ministério, foi indicado por Temer para líder do governo no Congresso e preside o PMDB. Mas faltou-lhe sorte.

Se as regras anunciadas, ontem, por Temer para afastar ou demitir ministros vigorassem desde que ele chegou ao poder, Jucá não teria perdido o cargo. Nem ele nem pelo menos outros cinco ministros.

Doravante será assim, segundo Temer: se um ministro for denunciado pela Procuradoria-Geral da República por qualquer tipo de crime, será afastado provisoriamente do cargo até que tudo se esclareça. Não perderá o salário.

Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) acolha a denúncia, o que o transformaria em réu, o ministro será demitido. Por apenas suspeita ou mesmo delação, nenhum ministro sairá do governo.

Parece um avanço? De início pareceu-me. Mas é um atraso. A Justiça nos seus escalões superiores é lenta, lentíssima, e evita confrontar os que gozam de foro privilegiado – ministros de Estado e políticos em geral.

Em pouco mais de três anos de Lava Jato, a Procuradoria-Geral da República só ofereceu denúncia contra pouco mais do que uma dezena de políticos. Mais de 250 já foram acusados em Curitiba.

Passaram-se mais de sete anos até que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) virasse réu no STF. Recentemente, o ministro Marco Aurélio Mello afastou Renan da presidência do Senado. Ele sequer recebeu a intimação.

“O governo não quer blindar ninguém. E não vai”, garantiu Temer. Mas na prática é o que fará – ou tentará fazer. A valerem as regras fixadas por ele, os ministros continuarão empregados até o fim do governo em 2018.

O tempo de vida útil de tais regras será curto. Na vida real, seguirá valendo a lição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: ministro cai quando perde as condições de manter-se em pé. Foi sempre assim e assim será.

Temer quis se apartar do complô armado pelos políticos para sufocar a Lava Jato. Teria sucesso se não tivesse indicado quem indicou para o STF. E se seu apoio à Lava Jato não deixasse a mínima dúvida. Mas deixa.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Do seriado (interminável) "Caos da República"

Lava Jato: Ministério Público Federal–MPF denuncia Cabral por 184 crimes de lavagem de dinheiro
Fonte: Site Terra
O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) apresentou hoje (14) nova denúncia à 7ª Vara Federal contra o ex-governador Sérgio Cabral por 184 crimes de lavagem de dinheiro. Os fatos foram investigados na Operação Eficiência, dentro da força-tarefa da Operação Lava Jato no estado.

Com 99 páginas, a denúncia também inclui crimes de lavagem de dinheiro praticados por outras dez pessoas: Carlos Miranda (147 crimes), Carlos Bezerra (97 crimes), Sérgio Castro de Oliveira (6 crimes), Ary Ferreira da Costa Filho (2 crimes), Adriana Ancelmo (7 crimes), Thiago de Aragão Gonçalves (7 crimes), Francisco de Assis Neto (29 crimes), Álvaro Jose Galliez Novis (32 crimes) e dois doleiros que agiriam como operadores financeiros do grupo. Na denúncia, Sérgio de Oliveira, Thiago de Aragão o, Francisco de Assis e Álvaro Novis também m aparecem como integrantes da organização o criminosa que seria liderada pelo ex-governador.

Segundo a investigação, os doleiros recebiam dinheiro em espécie originário de corrupção, custodiavam os valores e depois distribuíam para pagamentos de despesas dos acusados. De acordo com o MPF, os colaboradores entregaram uma planilha de controle de caixa "que aponta que os recursos por eles custodiados foram utilizados para pagamentos de despesas, no período de 1º de agosto de 2014 a 10 de junho de 2015, no valor de R$ 39.757.947,69 - uma me dia de aproximadamente R$ 4 milhões por mês".
De acordo com o MPF, as provas reunidas nas operações Calicute e Eficiência "comprovaram que Sérgio Cabral, no comando da organização criminosa, Carlos Miranda, Carlos Bezerra, Sérgio de Oliveira, Thiago Aragão, Adriana Ancelmo, Álvaro Novis, Francisco de Assis Neto, Ary Ferreira da Costa Filho e os colaboradores promoveram a lavagem de ativos no Brasil".
As principais formas de atuação do grupo para dar aparência de legal aos valores conseguidos com atos de corrupção eram pagamento de despesas pessoais de Sérgio Cabral e Carlos Miranda e seus familiares; movimentação de recursos para Carlos Bezerra, distribuição de recursos por Sérgio de Oliveira, envio de valores para Thiago Aragão e Francisco de Assis Neto e a entrega de valores por Álvaro Novis aos colaboradores.
O MPF informa que essa denúncia inclui apenas crimes cometidos no Brasil e que as investigações continuam.