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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A POPULARIDADE DA GLOBO VERSOS O POPULISMO DE LULA - Antonio Gonçalo de Sousa.

Atualmente nota-se um ceticismo da população brasileira na interpretação da ação da emissora Globo. Sabe-se,  porém, que a maioria desse povo foi criado assistindo sua programação, a despeito de não haver, em determinado momento, outras concorrentes à altura, principalmente nos primórdios do surgimento da televisão.

O povão assiste a Globo de muito tempo e os atores e artistas da emissora são conhecidos demais de todo o público. Isso não se pode negar. Contudo, eis que, agora, uma onda de revanchismo vem tentando plantar nas diversas classes sociais um sentido de mal-condutora de tudo à essa empresa de comunicação, que por muito tempo foi singular na preferência do público. 

Julgo que,  em que pese alguns exageros, principalmente na área novelesca, no geral, o grupo de comunicação em referência atua para o mercado.

Há enfoques diversificados de notícias, crônicas, novelas, cotidiano, documentários, etc, na grade da sua programação. Portanto, não é possível apontar um direcionamento no seu foco de trabalho, embora sinta-seque há um segmento da mídia que a qualifica como popular.

Ultimamente, por conta do modernismo nos temas escolhidos, tem havido reclamações dos mais diversos setores sobre a falta de uma melhor pesquisa por parte da Globo em termos de preferência da população para adoção de quadros na programação que, por vezes, deixam transparecer invasão de privacidade e incentivo às degenerescências, como criminalidade, pedofilia, etc.

Na área política, o quadro é mais  grave, já que, principalmente com a operação Lava Jato e, consequentemente, diversas operações do MPF e PF, como as demais empresas do ramo,  a empresa viu-se na obrigação de divulgar noticiosos envolvendo muitos desmandos políticos. Nesse contexto, observa-se que  o grupo mais ligado às falcatruas, o PT, sentiu-se encurralado pelos dois flancos, ou seja, a popularidade da

Globo atingiu o populismo do Lula e de seus asseclas.

Devassidão ética inviabiliza o esconde-esconde - Por Josias de Souza.

Em meio ao surto de devassidão ética que acometeu a política brasileira, os políticos passaram a cultivar o desejo de viver uma vida pública como se fosse privada. O Senado se esforçou para votar o caso de Aécio Neves secretamente. Michel Temer e seus aliados se irritaram com a divulgação do conteúdo da delação do doleiro Lúcio Funaro, que expôs detalhes da relação íntima do presidente com a banda devassa do PMDB. Todos fogem dos olhares do eleitor.

A má notícia é que os políticos, sempre apaixonados pela sombra, continuam se esforçando para sonegar informações à opinião pública. Não se deram conta de que a sujeira já vazou pelas bordas do tapete. A boa notícia é que a tentativa frustrada de fuga expõe um certo sentimento de vergonha. Não resolve o problema. Mas pode ser um começo. Resta torcer para que o eleitor saiba usar a transparêcia a seu favor.

Se pudessem, os políticos apagariam as luzes eternamente, com medo de que houvesse eleitores escondidos no claro. Por sorte, já não é possível brincar de esconde-esconde na política. As listas de votação estarão na vitrine de 2018. No Senado, o caso de Aécio. Na Câmara, o caso de Temer. E todos os outros casos que ainda estão por vir. Os políticos já não conseguem escapar nem mesmo do espelho, cujo reflexo é de uma franqueza brutal e irretocável.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

O ABC LÁ DE NÓS - POR CRISTINA MARIA DE ALMEIDA COUTO.


Feira - Utensílios de  barro. Várzea-Alegre.

PABULAGEM – Contar vantagens; contar riqueza.
PALAVRIADO – Vocabulário próprio de uma região.
PALEIÊNTA – Pessoa exigente.
PALUXIO – Pessoa cheia de frescura.
PAMPA – Pessoa com manchas brancas na pele; vitiligo.
PAPAFIGO – Bicho-papão.
PAPEIRA – Caxumba.
PARAPEITO – Soleira de janela ou parte alta que sirva de assento.
PARICEIRA – Parceira; comparsa.
PARIDAS – Rabanadas; fatias douradas.
PARTIDO BOM – Rapaz de futuro; rico.
PASSAMENTO – Desmaio.
PASSAR BABAU – Enganar; ludibriar.
PASSAR PRECISÃO – Aperto financeiro; pouco dinheiro.
PASTORAR – Vigiar; prestar atenção.
PATAMAR – Pátio de igrejas.
PAU DA VENTA – Osso do nariz.
PÉ DE PAU – Árvore.
PÉ RAPADO – Pessoa pobre.
PEGANDO MARRECA – Calça comprida na altura do tornozelo; curta.
PEGAR BIGU – Pegar carona.
PEGAR MORCEGO – Andar pendurado atrás de caminhão ou carroça.
PEGAR PELAS BITACA – Pegar pela gola da camisa.
PEGAR UMA APOSTA – Fazer uma aposta.
PEGUENTO – Sujo; pegajoso.
PEIA – Surra; sova.
PÉÍA DE CARNE – Pele de carne; aparas.
PEITAR – Esbarrar; barruar; ir de encontro e bater.
PELEJAR – Insistir.
PENCA – Muitas coisas juntas.
PENDENGA – Coisa pendente; questão; processo na justiça.
PENSA – Torta; inclinada.
PERAINDA – Espere um momento.
PERDER A HONRA – Deixar de ser virgem.
PERNOITAR – Passar a noite.
PESQUEIRO – Tapa na orelha.
PIA A CARA! – Olha!
PICHILINGA – Inseto muito pequeno.
PINGO DA MEIDIA – Meio-dia; doze horas da manhã.
PINGUELO – Clitóris.
PINHA – Ata; fruta do conde.
PINICAR – Latejar; coçar.
PINOTAR – Pular.
PIOLA – Ponta de cigarro; resto.
PIRÔLA – Chilique.
PIRUGALO – Brincadeira infantil; esconde-esconde.
PITÓ – Rabo-de-cavalo.
PLANTAR NA TESTA – Jogar algo em direção ao rosto.
PÓ – Talco.
POSSA SER – Pode ser.
POTOCA – Dizer besteiras; conversas tolas.
PRASTADA – Coisa achatada.
PRECUNDIA – Tristeza; angústia; mau presságio.
PRESEPADA – Palhaçada; marmota.
PUÍA – Jogar conversa fora.

O Antagonista.


STF sem credibilidade.

A Lava Jato sabe que o STF está armando um golpe para reverter a possibilidade de prender condenados em segundo grau.
Na prática, isso já ocorreu.
“Diante da tendência de rever o julgamento da execução provisória da pena, vários ministros começaram a dar decisões liminares para soltar réus que foram presos após a decisão de segundo grau.
Eles estão fazendo isso contra a decisão proferida pelo pleno do tribunal. Foi uma decisão do tribunal pleno, com efeito vinculante a toda a Justiça. Uma decisão contrária de um ministro retira a credibilidade do próprio tribunal.”


A mesma desonestidade dos petistas.

Essa tentativa das defesas de Michel Temer e Aécio Neves de confundirem os seus clientes com as instituições que os alojam é desonesta.
A mesma desonestidade dos petistas.
Um presidente da República não é a Presidência da República.
Um senador não é o Senado.


O candidato de Temer.

Michel Temer convidou João Dória para jantar hoje à noite, informou Andréa Sadi.
Está cada vez mais claro que o prefeito de São Paulo será o candidato do governo na disputa pelo Palácio do Planalto.
João Dória vai se queimar com a proximidade de Michel Temer.
Ao mesmo tempo, poderá contar com a máquina estatal, o tempo de TV do PMDB e dos partidos aliados e o autofinanciamento sancionado pelo presidente da República.

Fotografias para história - Por Antônio Morais.

A fotografia, de fato, não representa apenas o resultado de um simples "Clique". Outro dia olhando algumas fotografias antigas, pois-me a pensar que merece destaque é o fato da fotografia ressuscita sentimentos ou, como dizem alguns pensadores, ressuscitar o "morto". 

Esta é uma qualidade da foto que independente de seu tempo e do modo como foi produzida pode atuar tanto em âmbito particular como coletivo. Em nível particular, uma foto pode reavivar sentimentos relativos a alguém que não está mais presente e outros que já se foram, ou trazer, por instantes, sensações vividas em determinada época e que já não existem mais.

A fotografia fixa um tempo que não volta, congela um momento. Completando pensamento, pode-se afirmar que a foto possui um caráter manipulador, mas conservador sob determinados aspectos, e não incondicionalmente. 

O que ficou  da foto  de grandes lideres mundiais como : 


Abraham Lincoln.


Elisabeth II.


Papa João Paulo II e tantas figuras  que engrandeceram o mundo.

O desafio que fica para você é procurar e encontrar uma foto do  Luiz Inácio Lula, em qualquer  solenidade, com a família, com amigos, com políticos e empresários que  não exista  gente  denunciada, condenada e presa. Essa  é a fotografia  que  ficará  do Pajé  para o  futuro e para sua história. As fotos dizem tudo.


Casa Civil e Ministro da Fazenda - Denunciados,  condenados e presos.


Eike Batista, Sergio Cabral e esposa.  Denunciados,  condenados e presos. O bacanal do Rio de Janeiro.



Essa está completa. - Representa bem o governo  do Pajé de Garanhuns.


O último prefeito "udenista" de Crato -- por Armando Lopes Rafael

  José Horácio Pequeno/ Credito: foto sobre foto:Wilson Bernardo

   Durante cerca de vinte anos – após a redemocratização do Brasil em 1946, com o fim da longa ditadura de Getúlio Vargas – um partido político, a União Democrática Nacional-UDN elegeu seguidamente todos os prefeitos de Crato.

   E a UDN só perdeu o comando político da (então) mais importante cidade caririense, por consequência da dissidência de uma importante e honrada liderança udenista local: o Sr. José Pinheiro Esmeraldo. Este era o candidato natural da UDN a prefeito de Crato nas eleições de 1962. No entanto foi preterido por membros do diretório municipal da sigla, que preferiram homologar o Dr. Derval Peixoto como o candidato da UDN. Desgostoso com a quebra do compromisso anteriormente firmado, José Esmeraldo se lançou por outra agremiação política, obtendo mais de mil e seiscentos votos, número elevado para aquela época. Com a UDN dividida, o vitorioso no pleito de 3 de outubro de 1962 foi o professor Pedro Felício Cavalcanti, candidato do PSD, partido que  pela primeira vez -- chegava ao poder em Crato.

José Horácio Pequeno foi assim o último prefeito udenista de Crato.
    Eleito em 1958 cumpriu seu mandato até início de 1963. Nascido em 29 de julho de 1895 ele era filho de Horácio Jácome Pequeno e de Maria de Alencar Pequeno, esta irmã do famoso coronel Nelson Alencar, do Lameiro. Horácio Jacome teria passado a vida no anonimato, não fosse o fato de ter sido assassinado – na trágica noite de 7 de novembro de 1903 – por sicários da guarda particular do então chefe político de Crato, José Belém de Figueiredo, fato ocorrido durante uma serenata. Esse assassinato foi o pivô da revolta popular – liderada pelo Coronel Antonio Luiz Alves Pequeno – que apeou do poder o Coronel José Belém de Figueiredo.

    José Horácio Pequeno descendia de importantes e tradicionais famílias cratenses, mas, devido ao atraso do meio em que vivia, pouco estudou. Isso não o impediu de se tornar um destacado comerciante de rapadura, farinha de mandioca, sementes oleaginosas e peles de animais, produtos de muita comercialização naquele tempo. Além do mais, ele gozava da fama de ser rigorosamente honesto em tudo que empreendia. Já como prefeito de Crato, enfrentou dificuldades não pensadas. A começar pelo fato de ser oposição ao governador do Ceará daquele quatriênio, Parsifal Barroso, este filiado ao PTB. Encontrou ainda uma arrecadação na Prefeitura bem pequena, que mal cobria o pagamento do funcionalismo municipal.

   Além disso, José Horácio sempre ajudou os pobres de Crato e levou esse costume para a Prefeitura. Todos os dias muitos o procuravam e quase  ninguém saía de lá com as mãos abanando. Finalmente, ele não contou com uma boa assessoria para ajudá-lo a administrar o Crato. Seu mandato como prefeito coincidiu com o início de profundas mudanças e avanços tecnológicos, que varreria todo o mundo, e, consequentemente, o Cariri.  Estas, algumas razões porque sua administração passou marcada, inegavelmente, com pouco brilho.

    Para piorar o quadro, o início da década 60 marcou também o começo do vertiginoso crescimento da vizinha cidade de Juazeiro do Norte, o que ofuscou a liderança que o Crato exercera isoladamente, até então, no Cariri. Só para citar um dado: com o advento da energia elétrica da Chesf ao Cariri, a cidade que naturalmente deveria receber a sede da Celca (Companhia de Eletricidade do Cariri) era Crato. Entretanto, os cratenses subestimaram o poder de organização da sociedade de Juazeiro do Norte, e as lideranças daquela cidade foram mais competentes levando a sede da Celca para lá. A festa comemorativa à chegada da energia gerada pela cachoeira de Paulo Afonso – que trouxe até o Ministro da Viação para a solenidade – foi toda feita em Juazeiro do Norte. De lá para cá a vizinha cidade só tem contabilizado vitórias quando disputa com Crato a localização de melhoramentos destinados à região.

    Ante essas adversidades citadas, José Horácio nunca perdeu a calma para justificar as dificuldades que enfrentou como prefeito de Crato. E continuou a agir com a mesma tranquilidade, com a mesma distinção pessoal, com sua postura pacífica e a serenidade que lhe era peculiar.

     Conta-se que durante seu governo, num ano de chuvas excessivas, até as ruas próximas ao centro de Crato enfrentaram a destruição do calçamento e o aparecimento de buracos. Um dia, num beco existente atrás da Catedral, um caminhão ficou atolado no lamaçal. Revoltado, o motorista do veículo começou a culpar – em voz alta e com duras expressões – o prefeito de Crato por aquela situação. Por coincidência, José Horácio ia passando no local. Ouviu tudo sem se alterar e só quando o motorista se calou, o prefeito falou:
– Invernão... não é meu amigo?

A que ponto chegou a decadência desta República: Dilma usará delação de Funaro para pedir anulação de impeachment dela – por Armando Lopes Rafael

   Usando uma palavra educada: os petistas são “engraçados”.

   O ex-presidente Lula, disse que as pesadas acusações feitas,  por vários delatores,  contra ele, de que o ex-presidente teria recebido da construtora OAS – dentre outras propinas – um tríplex em Guarujá, no valor de 3,7 milhões de reais, que Lula teria recebido da construtora Odebrecht 12 milhões de reais para comprar um terreno em São Paulo onde se localiza o Instituto Lula, como parte de um acordo para distribuir subornos recebidos pelo PT;  Ou mais ainda: que o ex-presidente teria feito lavagem de dinheiro e tráfico de influência na compra, por parte do Estado brasileiro, de caças suecos Gripen por 5 bilhões de dólares, tudo isso ( e muitas outras acusações, como a da propina do sítio de Atibaia)  não servem como argumento para condená-lo, pois não existem  provas materiais (leia-se: recibos firmados com firma reconhecida).  Como se o "laranja" fosse coisa legal.

   Para Lula não vale. Mas para Dilma Rousseff é diferente.  Dois pesos e duas medidas!

   A defesa da ex-presidente Dilma afirmou -- nesta segunda-feira 16 -- que vai apresentar informações referentes à delação do empresário Lúcio Funaro para reforçar um pedido de anulação do impeachment por ela sofrido em 2016.  Funaro afirmou que repassou ao então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), 1 milhão de reais para comprar apoio de deputados favoráveis ao afastamento de Dilma.

    Para a defesa da ex-presidente, o depoimento do empresário revela que seu afastamento foi baseado em "decisões ilegais e imorais" e que o impeachment deve ser anulado. Nem precisa ter prova material (pedida no caso de Lula). Basta a palavra de Funaro. E ponto afina.

   Como a República brasileira encontra-se em fase terminal – devido às crises intestinas que se avoluma a cada dia – o final do Brasil republicano caminha para um final inglorioso. Ninguém se admire se o os advogados de Dilma Rousseff consigam avançar nesse processo.

   Até quando o Brasil aguentará esses políticos que estão a determinar o destino de uma grande nação? Bastaria lembrar que o Brasil é essencial para abastecer (com gêneros alimentícios)  mais de 1 bilhão e 200 milhões de pessoas mundo afora...


O ABC LÁ DE NÓS - POR CRISTINA MARIA DE ALMEIDA COUTO.



Padre José Ferreira Lobo, vigário  de Várzea-Alegre   em 1932.  Demoliu a igreja antiga e  construiu o templo atual. Um padre operoso.  Foi vigário de Farias Brito - Ceará.

MACACA - Brincadeira infantil; o mesmo que amarelinha.
MACHO E FÊMEA – Lésbica.
MADA – Placenta de animal.
MAGOAR – Machucar um local já machucado.
MAGOTE – Muita gente; turma.
MAIS EU – Ir comigo.
MAIS NUNCA – Nunca mais.
MALAFROJADA – Vestida em roupas surradas.
MALAMANHADO – Mal vestido.
MALASSADA – Omelete.
MALDAR – Agir ou concluir com malícia.
MALFAZEJO – Pessoa de índole má.
MALINAR – Mexer em coisas alheias; bisbilhotar; traquinar.
MALINO – Criança inquieta, que mexe em tudo; pessoa que malina.
MALUVIDO – Desobediente; traquino.
MANGAÍ – Petisco; beliscar alimentos fora dos horários das refeições.
MANGAR – Fazer pouco de alguém; criticar; ridicularizar alguém.
MANZAPO – Bola de angu.
MÃO DE RATO – Ladrão; larápio.
MARMOTA – Pessoa ou coisa feia e cafona; ridícula.
MARRETEIRO – Caloteiro; trambiqueiro; aproveitador.
MASSAROCA – Cabelo despenteado; assanhado.
MATRACA – Pessoa que fala demais.
MATUTAR – Pensar; meditar.
MEDONHO (1) – Coisa grande demais; avantajada.
MEDONHO (2) – Muito danado.
MEEIRO – Sócio.
ME-FIAR – Confiar em alguém.
MEIO REAL – Cinqüenta centavos.
MELADO – Bêbado; cheio de cachaça.
MELAR (1) – Embriagar.
MELAR (2) – Sujar.
MERENDA – Lanche.
MIOLO DE POTE – Papo furado.
MIUÇADA – Miudezas.
MÔCA – Surda.
MOCORONGO – Desajeitado.
MÓI – Muito; parelha.
MOIGADA – Triste; sem graça; desanimada.
MONDRONGO – Hematoma.
MORTA-FOME – Esfomeada; gulosa; avarenta.
MOTOCA – Moto; motocicleta.
MOVIMENTO – Confusão; animação.
MUCUÍM – Mosquito muito pequeno.
MULAMBUDA – Vestida em trapos.
MUNGANGA – Careta.
MUNTURO – Lugar para jogar lixo; quintal; terreno baldio.
MUQUIFO – Lugar pequeno e desarrumado.
MUZENGA – Mau humor.
NA BIELA – Por um triz.
NA PEINHA DE NADA – Mesmo que NA BIELA.
NA PINDAÍBA – Na pior; sem grana.
NA RABADA – Último; no final; derradeiro.
NAIGADA – Um pouquinho; um pedacinho.
NÃO CONTAR CONVERSA – Não perder tempo.
NÃO DAR UM PIO – Ficar calado; mudo; não falar.
NÃO DAR VENCIMENTO – Não dar conta de algo; ter algo em excesso.
NÃO TEM NO CU QUE O PRIQUITO ROA – Pessoa sem posses e metida a importante.
NAS MOITAS – Segredo.
NAS QUEBRADAS – Esconderijo.
NO CALCANHAR DO JUDAS – Lugar muito longe; de difícil acesso.
NO OCO DO MUNDO – Paradeiro desconhecido.
NO OCO DO PAU – Escondido.
NÓ-CEGO – Pessoa complicada.
NOITE DE FESTA – Natal; festividades de final de ano.
NOS CAFUNDÓ DO JUDAS – O mesmo que NO CALCANHAR DO JUDAS.
OFENDER – Fazer mal; indigestão.
OFERECIDA – Mulher que se joga para os homens.
OI DOS PAU – Parte mais alta da árvore.
OIÇAS – A audição.
OITÃO – Calçada alta em uma esquina.
OJERIZA – Antipatia; aversão.
ONTONTE – Antes de ontem; há dois dias.
OS CABA – Grupo de amigos; “os cabras”.
OS QUARTO TREPADO – Ancas salientes; alta.
OSSO DO MUCUMBU – Cóccix; osso do final da coluna vertebral.
OVEIRO BAIXO – Pessoa da bunda baixa.

A humildade triunfa - Postagem do Antônio Morais


Não te reputes melhor que os outros, para não seres considerado pior por Deus, que conhece tudo que há no homem.

Não te ensoberbeças pelas boas obras, porque os juízos dos homens são muito diferentes dos de Deus, a quem não raro desagrada o que aos homens apraz.

Se em ti houver algum bem, pensa que ainda melhores são os dos outros, para assim te conservares na humildade.

Nenhum mal te fará te julgares inferior a todos; muito, porém, se a qualquer pessoa preferires. De continua paz goza o humilde; no coração do soberbo, porém, reinam o ciume e a irritação.

Tomás Kempis.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Senhor Morto - Por Dr. Mozart Cardoso de Alencar


Sou um assíduo leitor do Blog do Crato. Ultimamente, apesar do amigo Dihelson Mendonça pedir a compreensão dos autores no sentido de evitarem postagens de cunho religioso, os autores, estão se esmerando no sentido de mostrar a sua capacidade de fé, que já tem lugar garantido no céu. Diante de tamanha demonstração de formação religiosa, eu transcrevo um texto intitulado "Senhor Morto" da autoria do Dr. Mozart Cardoso de Alencar, medico, escritor, poeta e um dos homens mais cultos que esta região conheceu.

Segue o texto do Mozart:
"Quinta-feira maior, em Juazeiro do Norte. O poeta corre a igreja da padroeira, Nossa Senhora das Dores, para ouvir famoso orador sacro. Em meio a pregação, revolta-se com inúmeras beatas que, sacudindo as sacolas, despertavam os fieis com o tilintar das moedas, e, aquela cantilena já bem conhecida: "Esmolinha pro Santíssimo!? E mais indignado ficou quando, ao sair, presenciou aquela outra cena: O Senhor Morto exposto no santuário de vidro, tendo ao lado, uma bandeja, para qual apontava alguém, dizendo: Depositem suas esmolas aqui!. Diante do grotesco da cena, o poeta retirou-se da igreja, e ao chegar em casa expandiu sua revolta neste Soneto:
.
Revivendo a tragédia do calvário,
A imagem do cadáver de Jesus,
Deitado em meio a Nave, sem a cruz,
É exposto no seu vítrio Santuário.
.
Na coroa de espinhos, no sudário,
Nas cinco chagas, resplandece a Luz,
E, crente, a cristandade, ali, conduz,
As oblatas sublimes do Rosário.
.
Mas, profanando aquele vulto santo,
A clerical bandeja aberta a um canto,
Avilta a grata tradição do Horto!.
.
Um sacrílego Judas O vendeu
Há dois mil anos, vivo, a um fariseu,
E outros Judas, agora, O vendem morto!.

O ABC LÁ DE NÓS - POR CRISTINA MARIA DE ALMEIDA COUTO.


Padre José Otávio de Andrade, as filhas  Messina, Andradina, o filho Padre José Wilson e o genro Luiz Proto de Morais. Padre Otávio nasceu  no sitio Umbuzeiro, distrito Bebedouro hoje cidade de Aiuaba.  Padre Otávio teve um dos maiores mandatos  frente a Paroquia de São Raimundo Nonato  em Várzea-Alegre  - 1932 a 1969.

IMÃ – Chamar pra beber.
IMPANZINADO – Barriga cheia.
IMPAXADA – Mal-estar; estômago cheio.
IMPINJAR – Tentar provocar uma briga com alguém.
INCENDIANDO O MUNDO – Perfume muito forte.
INCRICRIAR – Encolher.
INCRUZAR – Cruzar as pernas ou com as pernas.
INGUIRIZIA – Confusão; questão.
INHACA – Cheiro ruim.
INJIADO – Amassado; amarrotado; enrugado.
INRREDAR – Fuxicar; fazer fofoca.
INSTANTÂNEO – Foto; retrato.
INTANGUIDO – Cheio de gazes.
INTIRIÇAR – Todo duro; fazer pose.
INTRIGADO – Cortar relações com alguém; ficar de mal.
INTROMETIDA – Metida.
INTUPIGAITAR – Entrar de vez; súbita e apressadamente.
INXIRIDA – Pessoa metida.
ISTRUIR – Desperdiçar; estragar.
ABOBEU – Obeso; gordo.
JABURU – Pessoa feia; desconforme.
JALECO – Paletó.
JEGUE – Pessoa de pouca inteligência.
JIQUÍ – Apertado; muito justo; pequeno.
JOGAR NO MATO – Jogar no lixo.
JUDIAR – Maltratar.
JUMENTA – Pessoa bruta; sem modos.
JURURU – Triste; cabisbaixo
LÁ DE NÓS – Conterrâneo;
LÁ NA CHINA – Lugar muito longe; grande distância.
LÁ NO CRATO – Relativo a tudo que é bonito e bom.
LÁ NELE – Em outra pessoa; não na pessoa que está falando.
LABASSÉ – Confusão; desordem.
LALAU – Ladrão; larápio.
LAMBISGÓIA – Mulher sem graça; sem encantos.
LAPA NO CHÃO – Descalço; não usar sandálias.
LAPISEIRA – Apontador de lápis.
LASTRADO – Muito cheio; em profusão.
LATUMIA – Lamento; pessimismo.
LAVAR A ÉGUA – Se dar bem.
LENGALENGA – Algo que não tem fim.
LESADO – Bobo; tolo.
LESEIRA – Preguiça.
LEVAR CHECHO – Ser enganado.
LINHEIRA – Reta.
LISO, LESO E LOUCO; COMPRANDO FIADO E PEDINDO O TROCO – Sem dinheiro.
LOCA – Buraco.
LUNDUM – Mau humor, cara feia.

Sem esculacho, por favor! - Por Ricardo Noblat

Guarde esta data: 11 de outubro de 2017, véspera do dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil.

Foi quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a última palavra em matéria de lei não será mais dele, mas do Congresso no caso de punição de parlamentar acusado por crime comum.

Revoguem-se as disposições em contrário, inclusive o Código de Processo Penal. Publique-se de imediato.

Sessão memorável, concluída depois de 13 horas de discussões com o voto de desempate da ministra Cármen Lúcia, presidente do tribunal. Sim, a que já havia dito que “a população clama por Justiça e é contra a impunidade”.

Ou que a ”ética não é uma escolha, mas a única forma de se viver sem o caos”.  Ou ainda que “sem o Poder Judiciário forte, livre e imparcial não teremos uma democracia”.

Cármen, a boa de frases, gaguejou antes de deixar claro de que lado ficaria. Talvez não contasse com a contundência do voto do ministro que a antecedeu, Celso de Mello.

As decisões do STF, segundo ele, “não estão sujeitas a revisão, nem dependem para sua eficácia de ratificação ou ulterior confirmação por qualquer das casas do Congresso, pois não assiste ao Parlamento a condição de instância arbitral de revisões da Corte”.

É fato que o tribunal seguirá aplicando a parlamentares as medidas cautelares previstas no Código de Processo Penal. Mas uma vez que as aplique, caberá ao Congresso confirmá-las ou suspendê-las. Ou às assembleias. Ou às câmaras municipais.

Era o que desejavam os interessados em salvar Aécio Neves (PSDB-MG), e em se salvarem também. Por tibieza, jais sabedoria, o STF rendeu-se às pressões de um Congresso repleto de criminosos.

Diz-se que a submissão foi para evitar o perigo de o país ser engolfado por uma crise institucional, o que ocorreria se o Senado descumprisse a ordem de punir Aécio, afastado do mandato e confinado à noite em casa por embolsar propina.

A ameaça de crise era blefe. Uma semana antes, o Senado indicara por 50 votos contra 21 que não ousaria confrontar o STF.

Como não confrontou quando o senador Delcídio Amaral (PT-MTS) foi preso, acusado de oferecer proteção a um delator para que não delatasse.

Como não confrontou da vez passada em que Aécio foi afastado do mandato e posto em prisão domiciliar.

A Câmara engoliu a seco a interdição judicial do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Depois cassou-lhe o mandato.

Boa de frases, Cármen também é boa de intenções, embora careça de experiência para lidar com políticos espertos, de influência sobre colegas determinados a fazer prevalecer seus pontos de vista, e de coragem para afirmar-se em momentos difíceis.

Deixou-se impressionar pela reação de gente do tipo Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR). Resultado: perdeu, ministra! E também a democracia.

Essa gente corre o risco de ser derrotada na sessão de amanhã do Senado, destinada a selar a sorte de Aécio. Quer o voto secreto para escapar à execração pública no caso de uma decisão favorável a ele.

Em 2015, foi Aécio que entrou com ação no STF para barrar a adoção do voto secreto na sessão que referendou o afastamento e a prisão de Delcídio. O voto foi aberto.

O STF perdeu a queda de braço com o Congresso, mas nem por isso merece ser esculachado. Se antes o Senado não puniu Aécio como deveria, poderá fazê-lo agora, quando nada para tentar salvar a própria face, e a de uma Justiça que preferiu se pôr de joelhos.

Triste país!

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domingo, 15 de outubro de 2017

Liberdade! - Por Maria Luzia Gregório Oliveira.


Liberdade para quê? Liberdade para quem?
Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar?
Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, para mentirosos, traficantes, viciados e hipócritas?

Falam de uma “noite” que durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando que, à luz do dia, já dura 26!
Fala-se muito em liberdade!
Liberdade que se vê de dentro de casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos vidros fumê!

Mas, afinal, o que se vê?
Vê-se tiroteios, incompetência, corrupção, quadrilhas e quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes, Polícia Pacificadora, Exército nos morros, negociação com bandidos, violência e muita hipocrisia.

Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros, pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos “bullying”, conivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas, crianças famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças assassinadas.

Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras invadidas, favelas atacadas, policiais bandidos e assaltos a mão armada. Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres, chacinas e sequestros. Uma terra em que a família não é valor, onde menores são explorados e violados por pais, parentes, amigos, patrícios e estrangeiros.

Mas, afinal, onde é que nós vivemos?
Vivemos no país da impunidade onde o crime compensa e o criminoso é conhecido, reconhecido, recompensado, indenizado e transformado em herói! Onde bandidos de todos os colarinhos fazem leis para si, organizam “mensalões” e vendem sentenças!

Nesta terra, a propriedade alheia, a qualquer hora e em qualquer lugar, é tomada de seus donos, os bancos são assaltados e os caixas explodidos. É aqui, na terra da “liberdade”, que encontramos a “cracolândia” e a “robauto”, “dominadas” e vigiadas pela polícia!

Vivemos no país da censura velada, do “microndas”, dos toques de recolher, da lei do silêncio e da convivência pacífica do contraventor com o homem da lei. País onde bandidos comandam o crime e a vida de dentro das prisões, onde fazendas são invadidas, lavouras destruídas e o gado dizimado, sem contar quando destroem pesquisas cientificas de anos, irrecuperáveis!

Mas, afinal, de quem é a liberdade que se vê?
Nossa, que somos prisioneiros do medo e reféns da impunidade ou da bandidagem organizada e institucionalizada que a controla?
Afinal, aqueles da escuridão eram “anos de chumbo” ou anos de paz?
E estes em que vivemos, são anos de liberdade ou de compensação do crime, do desmando e da desordem?

Quanta falsidade, quanta mentira, quanta canalhice ainda teremos que suportar, sentir e sofrer, até que a indignação nos traga de volta a vergonha, a autoestima e a própria dignidade? Quando será que nós, homens e mulheres de bem, traremos de volta a nossa liberdade?

O ABC LÁ DE NÓS - POR CRISTINA MARIA DE ALMEIDA COUTO.


Estação Ferroviária de Lavras de Mangabeira.

FAZER UM BACULEJO – Roubar; furtar.
FALADA – Pessoa mal vista; que não tem boa reputação.
FALENÇA – Mal-estar; sensação de desmaio.
FARDA – Uniforme escolar ou de trabalho.
FAREJAR – Procurar sentir a presença de algo ou alguém.
FARNIZIM – Angústia; agonia; mal-estar.
FATO – Tripa; intestino.
FAZ BEM UMA HORA – Há uma hora.
FAZENDA – Tecido; pano.
FAZER COISA FEIA – Transar ou fazer as preliminares do ato sexual.
FAZER IMORALIDADE – Mesmo que FAZER COISA FEIA.
FAZER O BALÃO – Fazer o retorno no trânsito.
FAZER UM FURO – Fazer um buraco em algo.
FELA DA GAITA – Filho da puta.
FIAPAR – Sair rapidamente de um local; sorrateiramente.
FIAPO – Pedaço de linha.
FICAR DE GRANDE – Ficar por cima; na maior; levar a melhor em uma situação.
FILHÓIS – Salgadinho feito com goma e frito.
FINCA PÉ – Correr atrás propósito.
FINTAR – Enrolar; ludibriar.
FOGUETADO – Bêbado; embriagado.
FOI DO TEMPO – Há muito tempo atrás; antigamente; geralmente algo extinto ou em desuso.
FONTE – Fronte; parte lateral frontal da cabeça; laterais da testa.
FÔRGO – Fôlego; respirar.
FÓSCO – Fósforo.
FRASCO – Qualquer tipo de recipiente de vidro.
FRASQUEIRA – Valise; bolsa de mãos para viagens onde são guardados produtos para higiene pessoal; perfumarias e cosméticos.
FREJE (1) – Desarrumação; bagunça.
FREJE (2) – Prostíbulo; cabaré.
FRISAR – Cachear os cabelos com uso de produtos químicos; fazer permanente.
FRIVIÃO – Inquietação; ansiedade.
FRIVIAR – Bolinar; malinar.
FUÁ – Muita coisa disposta de forma desorganizada.
FUAMPA – Pessoa de baixo nível cultural e social; de pouco valor.
FUBANA – Meretriz; prostituta.
FUBAZENTO – Acinzentado; esmaecido.
FUBENTO – Desbotado.
FUBICA – Carro velho.
FULEIRO (1) – Pessoa brincalhona e engraçada.
FULEIRO (2) – Algo de pouco valor.
FUMANDO NUMA QUENGA – Com muita raiva; irado.
FUNARÉ – Bagunça; desorganização.
FURDUNÇO – Confusão.
FURICO – Ânus; cu.
FUSSURA – Cara do porco.
FUTE – Estar com o demônio no corpo; endiabrado; muito danado; diabo.
FUTRICAR – Aperrear; encher o saco.
FUTUCAR – Mexer; bolinar; malinar.
FUXICO – Fofoca; intriga; mexerico.
FUZUÊ – Confusão.
GAIA – Chifre; relativo a corno.
GAITADA – Gargalhada; risada alta.
GALALAU – Pessoa muito magra e alta.
GALO – Hematoma na cabeça; formado por pancada.
GANHAR O MUNDO – Sair a esmo; sem saber o destino.
GANHANDO FOGO – Calor; Muito quente.
GARAPA (1) – Água com açúcar.
GARAPA (2) – Facilidade; moleza.
GASGUITA – Pessoa que fala muito alto; estridente; com a voz fina.
GASTURA (1) – Mal-estar; enjôo.
GASTURA (2) – Nervoso.
GAZO – Albino; pessoa muito loira.
GOELA – Garganta.
GOGÓ – Garganta; relativo à voz.
GOGUENTO – Gripe muito forte; com muita secreção (catarro) no tórax.
GOIABÃO – Rapaz velho; solteirão.
GOIPE – Ferimento; corte.
GRUDADO – Sujo.
GRUDENTO – Pegajoso.
GUARDA-LOUÇA – Armário; buffet.
GUIZADO – Espécie de brincadeira infantil em que as crianças cozinham no quintal; geralmente em fogueiras.
GUREJAR – Desejar algo com o olhar.

Dois tempos de minha vida escolar - Por Antônio Morais.


Dois tempos de minha adolescência escolar. Educandário Santa Inês, Várzea-Alegre professora Elisa Gomes Correia, sou o segundo da esquerda para direita. Filheira detrás.


Já taludo, com 17 anos, Colégio Estadual - Crato, sou o quarto da esquerda para direita, aparecendo a cabeça por trás de uma colega. Lembro de todos eles, sei os seus nomes, sempre os vi e vejo com o olhos de um irmão.

A proveito para deixar minha gratidão e reconhecimento as duas instituições de ensino lideradas, à época, por Elisa Gomes Correia e por Manuel Batista Vieira, o saudoso Vieirinha, virtuosos e nobres mestres, a eles sou e serei sempre um eterno devedor do legado de bons exemplos deixados para a humanidade. Fui um privilegiado : Tive bons mestres.

sábado, 14 de outubro de 2017

Cel. Antonio Correia Lima - Padre Cicero-Pacto de Juazeiro - 24.10.1911 - Por Antonio Morais


Um documento histórico, a Ata da reunião realizada em Juazeiro do Norte, no Ceara, em 24 de outubro de 1911, sob o patrocínio do Padre Cícero é um registro revelador de como se fazia política e se exercia o poder naqueles tempos. Os Coronéis que comandavam os municípios da região firmaram um acordo de paz, com o objetivo de impedir disputas entre eles e garanti a estabilidade do poder local. O entendimento era “um por todos e todos por um” Ele deixa claro que, a partir daquela data, nenhum chefe político tentaria derrubar um colega de outro município ou daria guarida a cangaceiros. Eventuais disputas entre os signatários passariam a ser arbitrado pelo Governo do Estado, sob a benção do Padre Cícero, é claro. Compareceram a essa reunião à uma hora da tarde, nesta vila do Juazeiro do Padre Cícero, municípios do mesmo nome, estado do Ceara, no paço da câmara municipal. O Excelentíssimo Senhor Antonio Pinto Nogueira Acioli propunha que para desaparecer por completo qualquer hostilidade pessoal, se estabelecer definitivamente uma solidariedade política entre todos, a bem da organização do partido, os adversários se reconciliassem e ao mesmo tempo lavrassem todos um pacto de harmonia política. Disse mais que, que ficasse gravado este grande feito na consciência de todos e de cada um de per si, apresentava e submetia a discussão e aprovação subseqüente os seguintes artigos de fé política:

Art primeiro – Nenhum chefe protegerá criminoso do seu município nem dará guarida aos dos municípios visinhos, devendo pelo contrario, ajudar na captura destes, de acordo com a moral e o direito.

Art segundo – Nenhum chefe procurará depor outro chefe, seja qual for à hipótese.

Art terceiro -Havendo em qualquer dos municípios reações, ou, mesmo, tentativa contra o chefe oficialmente conduzido com o fim de depô-lo, ou de desprestigiá-lo, nenhum, dos chefes dos municípios vizinhos, interferirá nem consentirá que os seus municípios intervenham ajudando direta ou indiretamente os autores da reação.

Art Quarto –Em casos tais, só poderá intervi por ordem do governador para manter o chefe e nunca para depor.

Art Quinto –Toda e qualquer contrariedade ou desinteligência entre os chefes presentes será ressalvada amigavelmente por um acordo, mas nunca por um acordo de tal ordem, cujo resultado seja a deposição, a perda de autoridade ou de autonomia de um chefe.

Art Sexto-Em nenhuma hipótese, quando não puderem resolver pelo fato, de igualdade de votos de duas opiniões, ouvir-se-á o Governo, cujas ordens e decisão serão respeitadas e estritamente obedecidas.

Art Sétimo-Cada chefe, a bem da ordem e da moral política, terminará por completo a proteção a cangaceiros não podendo protegê-los e nem consenti que os seus municípios sejam sob que pretexto for, os protejam dando-lhes guarida e amparo.

Art oitavo-Manterão todos os chefes aqui presentes, inquebrantável solidariedade não só pessoal como política, de modo que haja harmonia de vistos entre todos, sendo em qualquer, emergência “um por todos e todos por hum”. Salvo em caso de desvio de disciplina partidária, de algum dos chefes do partido, ao Excelentíssimo Doutor Antonio Pinto Nogueira Acioli. Nessa ultima hipótese, ouvirão e cumprirão as ordens do Governo e secundarão nos seus esforços para manter intacta a disciplina partidária.

Art Nono – Manterão todos os chefes, incondicional solidariedade com o Excelentíssimo Doutor Antonio Pinto Nogueira Acioli, nosso honrado chefe, e como políticos disciplinados obedecerão incondicionalmente suas ordens e determinações.

Submetidas a votos, foram todos os referidos artigos aprovados, propondo unanimente todas que ficaram logo em vigor desde essa ocasião. Depois de aprovados, o Padre Cícero declarou que, sendo de alto alcance o pacto estabelecido, propondo que fosse lavrado no livro de atas desta municipalidade e assinado pelos presentes:

Missão Velha - Cel Antonio Joaquim de Santana.

Crato -Cel Antonio Luis Alves Pequeno.

Juazeiro do Norte-Padre Cícero Romão Batista.

Araripe-Cel Pedro Silvino de Alencar.

Jardim-Cel Romão Pereira Filgueira Sampaio

Santana do Cariri-Cel Roque Pereira de Alencar

Assare –Cel Antonio Mendes Bezerra.

Várzea-Alegre-Cel Antonio Correia Lima

Campos Sales – Cel Raimundo Bento de Souza Baleco

Caririaçu-Padre Augusto Barbosa de Menezes

Aurora – Cel Candido Ribeiro campos

Milagres – Cel Domingos Leite Furtado

Lavras - Cel Gustavo Augusto Lima

Potengi - Cel Raimundo Cardoso dos Santos

Barbalha – Cel João Raimundo de Macedo

Quixará - Cel Joaquim Fernandes de Oliveira

Brejo Santo – Cel Manuel Inácio de Lucena

As voltas que o mundo dá -- por Armando Lopes Rafael

Czar Nicolau II foi canonizado pela Igreja Ortodoxa Russa
 
"Você diz que devo morrer e que nada restará do meu nome,
mas as canções que cantei serão cantadas para sempre".
(Huexotzin, príncipe asteca - 1484)

Há 100 anos, em 26 de outrubo de 1917, os revolucionários tomaram o Palácio de Inverno e o Kremlin. Os Sovietes assumiram o poder e implantaram o comunismo na Rússia. Um ano depois toda a Família Imperial Rússa foi fuzilada por ordem de Lenin. Em 1989 a União Soviética quebrou que rachou. No leste europeu, do socialismo real, só restam as más lembranças. Na Europa ninguém quer mais saber de comunismo. E o Czar Nicolau e sua família são festejados todos os anos, na data do seus martírios.

Em 1917 os comunistas tomaram o poder na Rússia. Por ordem expressa de Lenine, o Czar Nicolau II, (foto à esquerda) sua esposa e filhos foram impiedosamente e traiçoeiramente fuzilados. Com esses assassinatos, Lenine julgava que faria desaparecer, nas brumas da história, a instituição monárquica russa. Hoje sabemos que Lenine  deu com os burros n’água!
O Czar Nicolau II e sua família. Todos foram fuzilados.

Os comunistas foram responsáveis pelo mais antinatural e desumano regime político que o mundo já conheceu. Segundo “O Livro Negro do Comunismo” mais de cem milhões de pessoas foram assassinadas para a manutenção desse regime, nos países onde o marxismo-leninismo foi  instalado. De 1917 a 1989, o chamado  “socialismo real” dominou as populações da União Soviéticas  – e dos países vizinhos anexados, que formavam a Cortina de Ferro – à custa do chicote e das baionetas.

Nessas sete décadas, os comunistas usaram a tecnologia para escravizar; o poder para oprimir e a mídia para manipular e mentir. Praticaram atrocidades as mais diversas. Uma das maiores foi o assassinato do Czar Nicolau II e de sua família. A partir de 1918 ninguém mais, na Rússia, falou sobre a família imperial. (foto acima)

Em 1993, na sequência da queda do Muro de Berlim, o povo russo recuperou a liberdade perdida em 1917. Muitos russos, a partir daí, principalmente nas universidades, (lá, diferente daqui, ninguém quer saber mais de marxismo) voltaram-se para restaurar as verdadeiras origens do que eles chamam Mãe Rússia. Ocorreu então a volta triunfal da memória do Czar Nicolau II e de sua família.

Primeiro, iniciaram uma campanha para localizar os restos mortais do Czar e familiares. Após longas buscas/pesquisas conseguiram encontrá-los. Depois forçaram o governo de Yeltsin a sepultar condignamente os venerandos despojos, com um pedido de perdão pela atrocidade cometida.

Isso aconteceu em 17 de julho 1998, na Catedral de São Pedro e São Paulo, em São Petersburgo, onde estão enterrados os demais Czares. Devido ao interesse do povo russo pelos Romanov (família imperial que reinou na Rússia de 1613 a 1917) farta literatura vem sendo publicada sobre eles.

Existe até um projeto na Duma (Câmara dos Deputados da Rússia) para que a bandeira tricolor daquele país (que substituiu a vermelha com foice e martelo da finada URSS) volte a ter a águia bicéfala dos tempos da Monarquia. Antecipando-se a isso o Presidente Putin mandou colocar uma bandeira em seu gabinete, com o brasão imperial.

Em 19 de agosto de 2000 durante a festa da Transfiguração, Nicolau II e a família imperial foram canonizados, pela Igreja Ortodoxa , como mártires do comunismo. O cinema adiantou-se à decisão dos bispos ortodoxos, realizando o filme «Os Romanov, Uma Família Imperial», de Gleb Panfilov.

Ainda mais popular é o CD de Elena Bogusheskaya, cantora de renome na Rússia, que dedicou todas as canções e ainda pôs na capa dodisco uma imagem de Nicolau II com uma aura dourada à volta da cabeça.

Hoje sabemos que matando o Czar e sua família os comunistas deram-lhes o direito de voltar. Existe um ditado popular russo que diz: “Tudo volta. Tudo”. Já no evangelho de João 12:24 também está escrito: “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo caindo na terra, não morrer, fica ele sozinho; mas se morrer produz muitos frutos”. Maria Stuart, outra rainha assassinada, escreveu: “Em meu fim está meu começo”.
É este, também,  o caso o Czar Nicolau II.
       São as voltas que o mundo dá...
Armas da Rússia Imperial. Elas  voltaram a compor a  bandeira tricolor da monarquia russa  que está no gabinete do Presidente Putin. Um dia esse brasão  voltará a figurar em todas as bandeiras da Rússia.

Praga de Bispo pega? -- por Armando Lopes Rafael

Esta semana resolveram fechar a Agência da Receita Federal em Crato. Parece que não temos mais nenhuma liderança, pois não se ouviu um único protesto contra esse desatino.

Consta no imaginário popular da cidade de Sobral, que o maior benfeitor daquela importante urbe cearense – o bispo Dom José Tupinambá da Frota – um dia, amargurado com as ingratidões que sofria dos seus conterrâneos, desabafou: “Em breve morrerei, e Sobral vai passar 40 anos estagnada para dar valor a quem somente trouxe benefícios para esta cidade”. Dom José morreu em 1959, e Sobral ficou estagnada até 1999, quando o sobralense Ciro Gomes foi eleito governador do Ceará e aquela cidade voltou a crescer. Foram 40 anos de quase estagnação.

Olhando para a Nobre e Heráldica Cidade de Crato. Será que fato análogo não aconteceu aqui? O maior benfeitor de Crato, seu 3º bispo, Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, foi um gigante em reivindicar e trazer melhoramentos para a Princesa do Cariri. Também ele recebeu muita ingratidão por parte de uma minoria de “linguarudos”. Era chamado de “Dom Ratão”, uma injustiça que bradava aos céus!

Com fama de ladrão, Dom Vicente morreu paupérrimo, em 1998, quando há seis anos, vivendo de um mísero salário do INSS. Quem sabe não estejamos nós pagando (todos os que aqui moramos) da injustiça cometida por essa minoria desalmada contra Dom Vicente, um Sucessor dos Apóstolos, um homem bom, mas profundamente caluniado... 

Na dúvida, já passou do tempo para os homens e as mulheres de bem desta cidade exigir uma reparação pública à memória do 3º bispo de Crato! Sabia que não existe sequer uma ruela, ou até mesmo até um beco como o nome de Dom Vicente Matos, na cidade onde ele continua sendo o maior benfeitor? Ah! cidadezinha ingrata.

Esta semana veio ordem de Brasília para fechar a Agência da Receita Federal em Crato. O Diário Oficial já publicou o fechamento. Mas, parece que já não temos mais nenhuma liderança, pois não se ouviu um único protesto contra esse desatino. 

No próximo ano completará 20 anos da morte desse bom servo de Deus, que foi Dom Vicente Matos. Tomara que seja o último ano de castigo pelas calúnias e maldades assacadas contra um Sucessor dos Apóstolos nesta Cidade de Frei Carlos...

Praza aos céus! Crato já não aguenta mais tantos fechamentos e tantas transferência de nossas instituições para outros lugares. 

Rede Século 21 transmitirá a Missa de canonização dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu,neste domingo a partir das 4h. da manhã (5h. no horário de verão)


Celebração dos 30 novos santos brasileiros será presidida pelo Papa Francisco
Mártires de Cunhaú e Uruaçu

No domingo, dia 15 de outubro, às 5h., horário de verão (4h.no Nordeste), a Rede Século 21 irá transmitir a Santa Missa de canonização dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu (localidades do município de São Gonçalo do Amarante), que acontecerá na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Nessa cerimônia, o Papa Francisco canonizará (declarar santo) os padres, André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e 27 companheiros leigos. Eles serão os primeiros santos mártires do Brasil. A canonização deverá reunir milhares de fiéis no local.

Os padres, André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e os 27 companheiros leigos foram mortos em São Gonçalo do Amarante, Rio Grande do Norte, em 16 de julho (no Engenho Cunhaú) em 3 de outubro de 1645 (em Uruaçu) em perseguições anticatólicas por tropas holandesas e índios potiguares, quando estavam participando de uma missa dominical.

Como foi o massacre dos primeiros santos brasileiros
Os mártires foram vítimas de dois assassinatos em massa cometidos em 1645, durante as invasões holandesas. O primeiro massacre aconteceu no dia 16 de julho daquele ano, durante uma missa dominical numa capela no Engenho de Cunhaú, no atual município de Canguaretama. Segundo relatos históricos, após o padre André de Soveral dar início à cerimônia, Jacob Rabbi, um alemão a serviço da Companhia das Índias Ocidentais Holandesas, trancou as portas da igreja e, com uma tropa de índios Tapuias e soldados, ordenou a matança de todos os fiéis.

O segundo massacre aconteceu três meses depois, no dia 3 de outubro, em Uruaçu, hoje parte do município de São Gonçalo do Amarante. Com as notícias sobre o ocorrido em Cunhaú, alguns católicos buscaram refúgio numa fortificação construída no pequeno povoado de Potengi, mas foram atacados pelas tropas de Rabbi. Eles resistiram, mas acabaram se rendendo e foram massacrados às margens do rio Uruaçu. Entre os mortos estavam o padre Ambrósio Francisco Ferro e o camponês Mateus Moreira.

De acordo com os relatos históricos, os invasores holandeses ofereceram aos fiéis católicos a opção de conversão ao calvinismo, mas eles escolheram o martírio. Foram dezenas de mortos nos dois episódios, mas apenas 30 tiveram o processo de beatificação aberto em maio de 1988. No dia 5 de março de 2000, na Praça de São Pedro, no Vaticano, o então Papa João Paulo II beatificou os 28 leigos e dois sacerdotes.

— Naquele imenso país, não foram poucas as dificuldade de implantação do Evangelho — disse o Pontífice, na ocasião. — André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro e 28 companheiros leigos pertencem a esta geração de mártires que regou o solo pátrio, tornando-o fértil para a geração de novos cristãos. Um deles, Mateus Moreira, estando ainda vivo, teve arrancado o coração pelas costas, mas ele ainda teve forças para proclamar a sua fé na Eucaristia dizendo: Louvado seja o Santíssimo Sacramento.

 A canonização foi anunciada no dia 23 de março deste ano, em audiência do Papa Francisco com o Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação da Causas dos Santos. O Santo Padre aprovou os votos favoráveis da Sessão Ordinária dos Cardeais e Bispos Membros da Congregação.

Brasil passa a ter 33 santos canonizados
São eles:Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus (nascida na Itália) Santo Antônio de Sant'Ana Galvão (nascido no Brasil) São José de Anchieta, SJ (nascido na Espanha) e os novos santos canonizados neste domingo: Santos André de Soreval, Ambrósio Francisco Ferro e seus 28 companheiros de martírio, assassinados pelos calvinistas holandes em Cunhaú e Uruaçu, no vizinho Estado do Rio Grande do Norte.
Monumento aos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante - REPRODUÇÃO/GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

O ABC LÁ DE NÓS - POR CRISTINA MARIA DE ALMEIDA COUTO.


Rio Salgado.

EM CIMA DAS BUCHA – Imediatamente; em cima da hora.
EMBORCAR – Virar de cabeça; de bruços; de boca para baixo.
EMPACHADO – Mal estar estomacal por ter comido além da conta.
EMPALHAR – Tomar o tempo de alguém com bobagens.
EMPANZINADO – Muito cheio de comida; mal estar.
EMPARELHAR – Ficar lado a lado com alguém.
EMPATAR – Atrapalhar; perturbar.
EMPELEITAR – Empreitada; acerto de trabalho.
EMPENCAR – Muito; em grande quantidade.
EMPERERAR – Não crescer.
EMPESTADO – Infestado; cheio de alguma coisa; abundância de algo.
EMPOMBADO – Com manchas pelo corpo.
ENCAFIFAR – Ficar intrigado; em dúvida.
ENCAMBITADO – Andar ou ter amizade sempre com a mesma pessoa.
ENCANGAR – Ficar junto; atrás do outro.
ENCARCAR – Enfiar apertado para caber mais; socando.
ENCARDIR (1) – Fazer raiva.
ENCARDIR (2) – Roupa mal lavada.
ENCARNADO – Vermelho.
ENCARRIAR – Um após o outro; em seguida.
ENCASQUETAR – Impressionar; botar na cabeça; cismar.
ENCOSTO – Feitiço; influência espiritual.
ENCRUAR – Não resolver; não dar certo; não crescer; continuar pequeno; de baixa estatura.
ENCURTAR A CONVERSA – Resumir; finalizar uma história.
ENFEZAR – Fazer raiva; birra.
ENFIAR BUFA EM CORDÃO – Ficar à toa; sem fazer nada.
ENFURNADO – Preso; bem guardado.
ENGABELAR – Enganar; tirar proveito; enrolar.
ENGANCHAR –Não passar; ficar preso.
ENGEMBRADO – Torto.
ENGOMAR – Passar a roupa com ferro elétrico.
ENRICAR – Ficar rico; enriquecer.
ENROLAR (1) – Passar a perna; ludibriar; enganar.
ENROLAR (2) – Embrulhar.
ENSEBADO – Brilhando de suro; oleoso; besuntado.
ENTALAR (1) – Engasgar.
ENTALAR (2) – Ficar preso em algum local; não passar.
ENTOJADO – Abusado, chato; enjoado.
ENTONAR – Dar demais.
ENTUPIDO – Com prisão de ventre; sem respirar pelo nariz normalmente.
ENTRAR DE EITO – Entrar de súbito; sem cuidados.
ENTRUPICAR (1) – Andar meio tonto; trôpego.
ENTRUPICAR (2) – Tropeçar.
ENXERIDO – Que se intromete naquilo que não lhe diz respeito; intrometido.
ESBAFORIDA – Muito cansada e com calor.
ESBARRAR – Parar em cima; freio brusco.
ESBORROTAR – Encher até transbordar.
ESBREGUE – Carão; bronca.
ESBUDEGAR – Estragar; arrebentar; desmantelar.
ESCACAVIAR – Procurar minuciosamente algo; mexendo e revirando em tudo.
ESCAMBICHADO – Muito cansado; dolorido.
ESCANCARAR – Abrir demais.
ESCANCHAR – Montar; ficar em cima de.
ESCANCHELADO – Aberto demais; desmontado.
ESCANGOTAR – Virar muito o pescoço para trás.
ESCAPULIR – Fugir; sair sorrateiramente.
ESCORNADO – Muito cansado.
ESCORRIMENTO – Corrimento vaginal.
ESCRUVUTIAR – Andar muito; passear.
ESCURRUPICHADO – Definhado; escorrido; acabado; sem graça.
ESMOLÉR – Mendigo; pedinte.
ESMURICIDA – Sem coragem; sem ânimo.
ESPALITAR OS DENTES – Palitar os dentes.
ESPATIFAR – Espalhar.
ESPICHAR – Estirar demais.
ESPILICUTE – Espevitada; precoce.
ESPINHAÇO – As costas; coluna vertebral.
ESPINHELA – Coluna; espinha dorsal.
ESPINHELA CAÍDA – Dor nas costas; na coluna.
ESPRITADA – Danada; levada; peralta; travessa.
ESTATALAR – Queda; tombo muito grande; esparramando-se no chão.
ESTRAMBÓLICO – Coisa esquisita; incomum.
ESTRIPULIA – Barulho; desordem; confusão; astúcia.
ESTRUPIADO – Muito cansado; após andar demais.
ESTRUPÍCIO (1) – Desordem; desmantelo; alvoroço; confusão.
ESTRUPÍCIO (2) – Pessoa muito feia.

Eu sou você amanhã - Por Eduardo Petta.


Os mais velhos advertem: aproveite mais a vida, não leve tudo tão a serio e busque mais o prazer. Eles Sabem o que falam. Em alguns países da África, costuma-se dizer que cada ancião que morre é uma biblioteca que se perde.

É bem possível mesmo. Os mais velhos são uma fonte de experiência e saber acumulados ao longo dos anos – prova disso é que, quando ainda não existia a escrita, todo o conhecimento de uma determinada cultura era transmitido boca a boca a partir dos antigos.

Era como se eles encarnassem uma espécie de enciclopédia viva.

Com mais tempo de estrada, os idosos realmente tem propriedade para falar. Já tropeçaram, levantaram e quase sempre descobriram a duras penas o que deveriam ou não ter feito.

Prova disso é que aquelas frases feitas que agente cansou de ouvir das nossas avós tinham algum fundo de verdade – vai dizer que nunca se lembrou do famoso “saco vazio não para em pé” depois de morrer de dor de estomago por ter ficado horas sem comer? Grande sabedoria – ainda que de bolso – que poderia ter sido usada a tempo.

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Coronel Mario Leal e o teste do vaqueiro - Por Antônio Morais


Ouvir esta história do meu parente e amigo José Gregório, estou passando à frente pelo mesmo preço, nem mais, nem menos.

O Coronel Mario Leal convidou o colega deputado Chico Monte para um passeio na sua fazenda Canastra, em Jucás. Chegaram a fazenda por volta de 10.00h da noite e se acomodaram.

No outro dia cedinho arrearam dois animais e saíram para uma inspeção no campo. Vistoriaram inicialmente as mangas das pastagens e, em determinado local tinha uma carniça de um animal, já em adiantado estado de decomposição. O Cel Mario desmontou do cavalo apanhou a pata do animal morto, amarrou nas correias da sela, montou novamente e seguiu sob os olhares curiosos do deputado Chico Monte.

Entraram nas mangas das plantações e num local que havia um banco de areia ele desmontou do cavalo, apanhou a pata do animal morto e forçou sobre o banco de areia deixando vários rastros. Jogou a pata fora num buraco bem escondida e seguiu com a vistoria.

Ao chegar em casa o vaqueiro perguntou: seu Mario está tudo direito? Ele respondeu está! Mas, na manga das lavouras tem um animal solto. Tem rastros de um animal naquele banco de areia do rio.

O vaqueiro foi conferir. Ao retornar disse: seu Mario o senhor tem razão. Existem mesmo rastros na areia do rio, mas eu estou invocado porque os rastros são de um cavalo velho que morreu na outra manga há mais de três meses. A qualidade observadora do vaqueiro era fruto da disciplina do Coronel Mario Leal.

Modelo Hitleriano, muito assemelhados aos governantes brasileiroa dos últimos anos.


Em uma de suas reuniões, Hitler pediu que lhe trouxessem uma galinha. Agarrou-a forte com uma das mãos enquanto a depenava com a outra.

A galinha, desesperada pela dor, quis fugir mas não pôde. Assim, Hitler tirou todas suas penas, dizendo aos seus colaboradores:

“Agora, observem o que vai acontecer”. Hitler soltou a galinha no chão e afastou-se um pouco dela. Pegou um punhado de grãos de trigo, começou a caminhar pela sala e a atirar os grãos de trigo ao chão, enquanto seus colaboradores viam, assombrados, como a galinha, assustada, dolorida e sangrando, corria atrás de Hitler e tentava agarrar algumas migalhas, dando voltas pela sala.

A galinha o seguia fielmente por todos os lados. Então, Hitler olhou para seus ajudantes, que estavam totalmente surpreendidos, e lhes disse:

“Assim, facilmente, se governa os estúpidos. Viram como a galinha me seguiu, apesar da dor que lhe causei? Tirei-lhe tudo…, as penas e a dignidade, mas, ainda assim ela me segue em busca de farelos.”

“Assim é a maioria das pessoas, segue seus governantes e políticos, apesar da dor que estes lhes causam e, mesmo lhe tirando a saúde a educação e a dignidade, pelo simples gesto de receber um benefício barato ou algo para se alimentar por um ou dois dias, o povo segue aquele que lhe dá as migalhas do dia.”

Essa é a verdadeira realidade que vivem muitos no Brasil. 

É HORA DE ACORDAR.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

O ABC LÁ DE NÓS - POR CRISTINA MARIA DE ALMEIDA COUTO.


Prefeitura de Lavras de Mangabeira.

D’ÁGUA NO SAL – Sem graça; sem gosto; sem encantos.
DADA – Simpática; agradável; prestativa.
DANÇAR DE FEIÇÃO – Dançar sempre com o mesmo par.
DAQUI PRALI – Logo; de imediato.
DAR CABIMENTO – Dar espaço para brincadeiras de mau gosto.
DAR COM A MÃO – Dar adeus; acenar pra alguém.
DAR DE GARRA – Agarrar com vontade; com força.
DAR FÉ – Reparar; prestar atenção.
DAR LIBERDADE – Dar trela; desrespeito.
DAR LÍNGUA – Fazer careta; mostrando a língua.
DAR NO COURO – Conseguir transar.
DAR RASTEIRA – Enganar; ludibriar.
DAR TRELA – Dar corda; alimentar uma conversa.
DAR UM AGRADO – Dar uma gorjeta.
DAR UM PITO – Dar bronca.
DE CABO A RABO – Do começo ao fim.
DE FRONTE – De frente.
DE FROZOR – Desocupado; à toa.
DE HOJE A OITO – Daqui a uma semana.
DE HOJE A QUINZE – Daqui a quinze dias.
DE JEITO NEM QUALIDADE – De forma alguma.
DE RUMA – Muito; de montão.
DEBAIXO DA SAIA – Sob a proteção de alguém.
DEBAIXO DE CHUVA – Sair na chuva sem agasalho e guarda-chuva.
DEBREAR – Frear; brecar.
DENTE QUEIRO – Dente siso.
DEPENDURADO – Pendurado.
DERRIAR – Inclinar.
DERRUBADO – Pessoa de pouco valor; lugar ruim.
DESANDAR – Perder o ponto da massa (bolo, pão, etc.).
DESAPARTAR – Separar.
DESARRANJADA – Dor de barriga; diarréia.
DESBOCADO – Pessoa que fala muito palavrão.
DESBUIAR (1) – Contar uma história; sem rodeios; do começo ao fim.
DESBUIAR (2) – Tirar da palha ou vargem (milho, feijão, etc.).
DESCADEIRADA – Cansada; dolorida.
DESCAMBAR – Sair sem rumo.
DESCANSAR – Parir; dar a luz.
DESCARADO – Sem vergonha; safado.
DESCOMPOR – Esculhambar; dizer desaforos.
DESEMBESTADO – Apressado; correndo.
DESEMBORCAR – Desvirar.
DESEMBREGUENHADO – Maltrapilho; desarrumado; mal vestido.
DESENCHER – Esvaziar.
DESENXAVIDO – Fraco; sem sabor; sem graça.
DESINGONÇADO – Desajeitado; sem muita coordenação motora; desastrado.
DESLEIXADO – Sem cuidado; desarrumado.
DESMANTELADO (1) – Coisa ou aparelho elétrico quebrado; sem funcionar; precisando de conserto.
DESMANTELADO (2) – Mal vestido.
DESMILINGUIDO – Sem graça; sem atrativos; desajeitado.
DESMIOLADO – Sem juízo.
DESPACHADO – Desinibido.
DESPENCAR – Cair.
DESPINGUELADO – Desmantelado; desarrumado; sem jeito.
DESPIROCADO – Maluco; doido.
DESTÁ – Você vai ver!...
DESTABACADO – Dirigir em alta velocidade.
DESTEMPERADA (1) – Sair subitamente.
DESTEMPERADA (2) – Pessoa de temperamento inconstante.
DESTRAMBELHADO – Desarrumado; desajeitado; estabanado.
DESTROCAR – Trocar dinheiro (notas de valores mais altos por notas de valores menores).
DESUNERADO – Não deu o ponto (em bolos, pães, etc); não deu certo (algo ou negócio).
DEU FÉ – Olhar; notar; prestar atenção.
DICUNFORÇA – Muito forte; com muita força; sem pena.
DIFRUSSO – Gripe ou dor de barriga.
DIGAÍ – “O que é que há?”; “Como vai você?”.
DOR DE CORNO – Dor de cotovelo.
DOR DE VIADO – Dor debaixo da costela.
DOR NAS CRUZ – Dor nas costas; na altura dos pulmões.
DORDOLHO – Inflamação nos olhos.

VELHICE - Postagem de Antônio Morais

VELHICE.

Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítico de mim mesmo. Eu me tornei meu próprio amigo.

Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou para a compra de algo bobo que eu não precisava, como uma escultura de cimento, mas que parece tão “avant garde” no meu pátio. Eu tenho direito de ser desarrumado, de ser extravagante.

Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.

Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as quatro horas e dormir até meio-dia?  

Eu Dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 & 70 e, se eu, ao mesmo tempo,  sentir desejo de chorar por um amor perdido ...  Eu vou chorar. Vou andar na praia em um short excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros no jet set.

Eles também vão envelhecer.

Eu sei que eu sou às vezes esquecido.  Mas há mais algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes. Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão.  Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.

Eu sou tão abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata.

Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. Eu ganhei o direito de estar errado.

Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ficar velho. A velhice me libertou. Eu gosto da pessoa que me tornei. Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será.  

E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer).

Que nossa amizade nunca se separe porque é direto do coração!