Páginas


"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 30 de junho de 2009

Quixará em festa.

Conforme convite, no dia 07 de Setembro de 1945, a sociedade do Quixará se reunia para comemorar o primeiro aniversario do filho Walter Pinheiro Leite. Mas o destino daquele menino era o Crato, onde se transformou num dos maiores incentivadores do esporte e num grande empreendedor na area comercial. Uma das caracteristicas do Walter é fazer amigos e conserva-los. Este convite, encontrado num livro de nossa biblioteca, tem mais significado do que se pensa. Serve como atestado da união da familia e serve tambem, para que peçamos ao bom Deus que conceda ao Walter o dobro de vida, com paz, alegria e felicidades. Walter não se aborreça pelo fato dos curiosos tomarem conhecimento de sua idade. Um forte abraço.
A. Morais

Padre Frederico Nierhoof

Em 20 de Agosto de l943, foi celebrada a primeira missa na Matriz de Asneiros, pelo padre Frederico Nierhoof, Vigário Cooperador das freguesias reunidas – Saboeiro e Asneiros, e Missionário da Sagrada Família. Minha avó Josefa Alves de Morais era muito católica e o Padre Frederico Nierrhoff, na condição de Missionário do Seminário Sagrada Família se hospedava em sua residência em Várzea-Alegre, no sitio Sanharol, e juntos percorriam a ribeira do Machado pedindo arroz para o Seminário. De posse da relação das doações Padre Frederico somava e deixava o meu pai, José Raimundo de Morais, um jovem a época com 21 anos com a responsabilidade de juntar as doações em sua casa. Muitas vezes quando o Padre chegava com o transporte para apanhar, o arroz não estava arrecadado e o meu pai entregava do dele e ficava aguardando para receber posteriormente dos doadores. Nasci no inicio da década de 1950, mas conheço essas historias por ouvir o meu pai e minha avó contar. Padre Frederico foi um grande benfeitor da Diocese do Crato.
A. Morais

Casamento a moda antiga.

Num passado não muito remoto os rapazes levavam uma vantagem danada sobre as moças. Bastava se agradar ou simpatizar com a pretendida e comunicar ao pai dela o desejo de se casar que o negocio estava feito, não havia escolha para as mulheres. Assim é que Antonio Leandro Bezerra decidiu se casar com Inacinha filha de Benedito Alves Bezerra, o Benedito André do Sanharol. Quando chegou à casa do futuro sogro o encontrou cuidando de uns afazeres nas proximidades da residência e já foi soltando o verbo: Benedito eu quero saber se você permite que eu me case com a Inacinha. Pra azar do Antonio Leandro, o Benedito era um pouco moderno e consultou a filha: Inacinha! Olhe aqui a conversa do Antonio Leandro, ele quer saber se você quer se casar com ele? Quero não, respondeu em cima da bucha. Com o orgulho ferido Antonio tratou de se retirar quando já estava a alguns metros de distancia se ouviu um berro, um grito de um dos compartimento da casa: Eu quééééro! Era a Carmelita, filha caçula do Benedito. Para não perder a viagem o Antonio voltou para casa já com o casamento marcado. O casal teve 14 filhos e fizeram 60 anos de casados. Na solenidade religiosa, no momento das manifestações dos familiares a Carmelita falou: nós não namoramos para casar, vivemos todo esse tempo e nunca brigamos, nunca houve um desentendimento. Na vez do Antonio ele confirmou: É verdade, nunca brigamos porque eu nunca quis, mas motivos ela deu por demais da conta.
A. Morais

Auditoria maternal.


Eu invento de escrever esses causos, mas é de teimoso que sou Pois sempre tive dificuldades com a gramática. Eu nunca aprendi redação, pontuação, acentuação e nem resumo de textos. Quando estudava no grupo escolar José Correia Lima (é o novo). Uma vez eu tentei confundir a professora Dolores Meneses de Carvalho. Foi assim: a professora ditava os textos para os alunos copiarem valendo como prova. “Quando eu tinha dúvida se a palavra cabia ou não o acento, eu usava de esperteza agindo assim: Na palavra século eu colocava um risco sobre a letra” e” mas bem apagado quase nada. Na palavra alicate eu fazia a mesma coisa no segundo “a”. A boa educadora recolhia os textos e já era certo me chamar lá na sua mesa. Raimundo venha aqui! A palavra século tem um acento no “e” e você não acentuou. Eu respondia: Acentuei sim! Olhe direito que eu botei. Ela colocava o texto mais perto e concordava com um balanço de cabeça. Continuava corrigindo, de repente gritava: Raimundo venha Aqui! A palavra alicate não tem acento e você colocou. Eu respondi: - claro que não tem. A senhora tá enganada eu não coloquei não. Ela disse: - botou sim, olhe aqui! Eu falei: - Não senhora isso aí foi quando eu puxei o travessão do “t” o lápis escapuliu e triscou sobre o “a” não tá vendo que ele tá um pouco apagado. A boa professora concordava balançando com a cabeça afirmativamente. O que eu não sabia era que aquela boa educadora munida da responsabilidade de educar, estava mostrando tudo a minha mãe que também era professora no mesmo grupo. Chegando a casa minha mãe disse que precisava fazer um reforço comigo sem dizer nada do assunto do grupo. Ela sentou do meu lado e mandou que eu escrevesse enquanto ela ia ditando. Só que os ditados tinham sido desenvolvidos com algumas das palavras do questionamento no grupo. Com essa auditoria maternal ficou explícita a minha malandragem. Sem explicação eu fiquei mais calado do que o ministro José Dirceu, depois do caso Waldomiro. Depois disto as minhas notas baixaram mais do que a popularidade do ex-prefeito Juraci Magalhães.
Mundim do Vale.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Publicidade - Clínica São Raimundo - Cuidando do Povo de Várzea Alegre !


O Blog do Crato tem o prazer de fazer a publicidade da Clínica São Raimundo, da cidade de Várzea Alegre - CE, que acredita no nosso trabalho como meio de buscar a integração regional. A Clínica São Raimundo é uma empresa conceituada. Comandada pelos renomados médicos Dr. Menezes Filho e da Dra. Ana Micaely de Morais Meneses. Especializada em pediatria, ultrassonografia, fisioterapia especializada, RPG.

Eis algumas fotos da nossa empresa/parceira que fazemos questão de divulgar:



Acima: A Logomarca oficial da Clínica São Raimundo, em Várzea Alegre.


Acima: O Médico, Dr. Menezes Filho em atividade.

Acima: Dra. Ana Micaely de Morais Meneses

Cuidando de seus pacientes com carinho e dedicação...



Clinica São Raimundo.
Rua Dep. Luis Otacilio Correia 129. Várzea-Alegre. Fone (088) 3541-1467.
Especialidade: Pediatria, ultrassonografia, fisioterapia especializada, RPG.

"Cuidando com carinho e responsabilidade do povo de Várzea Alegre !"

Anuncie no Blog do Crato.
Contatos:
blogdocrato@hotmail.com
Tel: 088-3523-2272

CNBB - Os escandalos.

O Conselho Permanente da CNBB divulgou, no fim de semana, uma nota à Nação sobre o quadro atual de escândalos do País. Confira: "Nós, Bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), acompanhamos, perplexos, com todo o povo brasileiro, o momento político atual. São freqüentes as denúncias de corrupção em várias instâncias dos Três Poderes. Cresce a indignação ética diante da violação de valores fundamentais para a sociedade. A ambição desmedida de riqueza e de poder leva à corrupção. A denúncia do profeta Isaías vale também hoje: "eles gostam de subornos, correm atrás de presentes; não fazem justiça ao órfão e a causa da viúva nem chega até eles" (Is 1,23). Por isso, as palavras do apóstolo Paulo são apropriadas para este momento: "Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem" (Rm 12,21). A corrupção e a impunidade estão levando o povo ao descrédito na ação política e nas instituições, enfraquecendo a democracia. A crise, decorrente da falta de consciência moral, é estimulada pela ganância e marcada pelos corporativismos históricos, que utilizam as estruturas de poder para benefício próprio e de grupos."
A. Morais

MST - Já houve tempo.

Os três coordenadores dos núcleos de apoio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Pontal do Paranapanema, região que concentra o maior número de assentamentos rurais no Estado de São Paulo, são ex-militantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) e já exerceram funções na Cocamp - cooperativa do MST cujo nome é citado em inquéritos policiais e processos sobre mau uso de dinheiro público. Os salários dos três não são pagos diretamente pelo Incra, mas pela Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf), instituição sem fins lucrativos situada no centro de uma pesada polêmica que vem sendo travada entre a direção do Incra em São Paulo e entidades de representação dos funcionários da casa.

A. Morais

Familias e suas origens - II

Estas famílias dos Inhamuns eram tradicionalmente católicas. Em cada uma delas tinha um ou dois filhos padres. António de Souza Rego e sua esposa Nazaria, da Fazenda Várzea do Boi, eram os pais de tres sacerdotes. Padre Jose da Costa Leitão, Padre António de Souza Rego e o Padre Benedito de Souza Rego, foto. O padre Banedito de Souza Rego foi o primeiro vigário de minha terra Várzea-Alegre. Nasceu em 08 de Agosto 1832, oudenou-se em 21 de Março de 1963. Foi vigário da matriz de São Raimundo Nonato por um período de 11 anos, de 1864 a 1875, quando viajou para Bahia e não retornou mais a Ceará. Faleceu no dia 11 de Junho de 1899 em Salvador.
A. Morais

Familias e suas origens - I

Estarei dedicando algumas postagens fazendo algumas considerações e referencias as famílias Alves, Feitosa, Morais e Rego de Asneiros e Duarte, Bezerra, Pinheiro e Menezes de Várzea-Alegre. Os enlaces entre estas famílias foram muitos e destes casamentos descendem grande parte da população de Várzea-Alegre.
Os Feitosas.
Realmente, constituem um grupo parental dos mais poderosos da nossa historia e cuja repercussão sobre as nossas instituições locais de direito publico foi enorme. Pelo numero da sua parentela, dominaram o Ceara – uma província inteira.
Oliveira Viana.
Instituições Políticas Brasileiras.
I, 1949 – pagina 269.
Blog do Sanharol.
Faremos posteriormente algumas postagens pesquisadas no Tratado Genealogico da Família Feitosa de autoria de Leonardo Feitosa – Tio Nado, editado pela Tipografia Paulina em 1952. Estes são os primeiros registros destas famílias, depois de tio Nado o Pedro Gonçalves de Morais, Pedro Tenente também fez os seus registros e por fim uma obra mais completa de autoria de Pedro Alves de Morais, Pedro Piau e Acelino Leandro da Costa, com informações das duas primeiras edições seguindo até as novas gerações. Parabéns para estes pesquisadores.
A. Morais

Memoria curta.

Tem coisas que não chegam á compreensão do cidadão comum. Como justificar na mente dos singulares as decisões erradas dos que governam. O homem do povo tem que entender, obedecer e praticar o que o Poder Publico dita, só que o sistema trama, modifica e destrói a seu livre arbítrio. Foi isso que aconteceu em Crato: destruição. Município de topografia acidentada, o que muito ajuda para que a sede tenha um clima bastante quente, portanto, ela fica necessitada, como as demais urbes cearenses, de áreas verdes, de espaços abertos e reflorestados para que a população desfrute de aeração sadia e farta. Mas, não foi por falta de local adequado para construir o Fórum que a administração publica municipal demoliu mais uma praça. Terrenos a venda não faltavam ao seu derredor. No bairro Mirandão, existiam e existem loteamentos e terrenos baldios para desapropriação que comportam até uma metrópole. Porque então sacrificar um logradouro publico? Uma pracinha que recebeu o nome de um dos filhos ilustres da cidade, falecido em trabalho no seu gabinete na Superintendência do INSS, quem sabe, até defendendo os interesses de sua terra. Falo do Dr. Raimundo Maciel de Brito, cratense que, como poucos, soube ajudar seus conterrâneos e lutar pelos preitos maiores da comunidade. A pracinha a que me refiro situava-se em frente à rodoviária. À época da inauguração da mesma, estive presente e como parente, representei a família. Agradeci ao então prefeito Ariovaldo Carvalho à justa homenagem que o povo prestava ao falecido, dando o seu nome àquele logradouro. Qual não foi meu espanto ao ver a rodoviária com sua frente voltada para o quintal do Fórum e os moradores do bairro privados dos seus momentos de lazer a sombra dos oitis, castanholas, sombreiros, etc. Nada contra a construção daquela casa de justiça; outras cidades souberam locar as suas, mas ao fato, cabe toda revolta a quem autorizou a demolição da Praça Raimundo Maciel de Brito. O logradouro merecia seu nome, porque se assim não fosse e se é que funeral conta algo de quem já morreu, até hoje, em Fortaleza, só dois são lembrados em grandiosidade e emoção: o do Governador Raul Barbosa e o do cratense Raimundo Maciel de Brito.
Cel. Ronald Brito.

domingo, 28 de junho de 2009

Cachorro é quem engancha.

Alexandre Cabeleira era coveiro e nas horas vagas fazia também a função de cambista e decifrador de sonhos. Chegava um viciado em jogo do bicho e perguntava: Alexandre! Essa noite eu sonhei que era Caubi Peixoto, que bicho é bom eu jogar. Só pode ser veado. Pode jogar que é tiro e queda. Outro perguntava: Ontem eu sonhei rodando no carrossel de Zé Júlio, é bom eu jogar em qual bicho Alexandre? Jogue no peru. Porque quem roda é peru. E assim Alexandre era o cambista que mais vendia jogos. Maria Caetano, empregada da casa de Antônio Primo, era uma boa cozinheira e também a melhor catadeira de piolho de Várzea Alegre. Quando estava desocupada também era chegada a uma aguardente e viciada em jogo do bicho. Chegava as vezes a jogar nos vinte e cinco bichos de uma só vez. Uma vez Maria Caetano chegou para Alexandre e falou: Alexandre essa noite eu sonhei qui tinha visto uma muié casada cum o marido dôta muié dento da roça do véi Diceu. É bom eu jogar im qualo bicho? Jogue no touro. Porque se a mulher era casada e tava com outro, o marido dela tava no chifre, se ele tava no chifre, não tem pra onde correr é touro na cabeça. No dia seguinte Maria Caetano encontrou-se com Alexandre e já foi falando aborrecida com ele: Mais Alexandre! Você me enganou. Mandou-me eu jogar no touro, eu joguei meu dinheiro todim e ainda pidi quatro mil réis a Seu Toim Primo, prumode jogar no condenado do touro, quando acabar deu foi o cão do inferno do cachorro. Mais você não disse que tinha sonhado com uma mulher junta com um homem que não era o dela? Justamente. Então só pode ser touro. Mais deu foi cachorro. Esbarre aí! Os dois estavam agarrados? Ora se tava! Num passava nem musquito insabuado. Era assim que nem um cadiado dento dôto. Mas você não me contou essa parte do sonho. Se você tivesse contado, eu tinha mandado você jogar no cachorro. Porque cachorro é quem “Engancha”.
Mundim do Vale.

Seis ovos no desjejum.

“Manchete Especial” – 12.07.80, em reportagem minuciosa sobre a vida do Papa João Paulo II, quando da sua visita ao Brasil, informou que todos os dias, pela manha, no café, ele come invariavelmente, seis ovos. O poeta ao tomar conhecimento dessa avidez gastronômica de Sua Santidade, por ovos, e, sendo extremamente desconfiado e precavido, como ninguém, neste mundo, revelou a alguns amigos seus, a medida acauteladora que tomaria se por fatalidade o destino o levasse a residir no vaticano.
É isso aí:

Repórter da Santa Sé,
Sacerdote que não mente,
Disse o que mereceu fé,
Em Brasília, a muita gente:

“De manha, logo, bem cedo,
Pasmando a todos os povos,
Do colesterol, sem medo,
O Papa come seis ovos!

Eu, para fugir a engano...
Dores... Gritos... ais e choro..
Morasse no Vaticano,
Minha “zorba” era de couro!..

Senhor Bispo:

Certo carola “cupincha”
Que vive de adulação,
Pensando que a salvação
Depende só de pedincha:
Que berra, zurra e relincha
Atrás do padre, na igreja;
Terça as armas na peleja
Dos vis comentários seus
E diz que esses versos meus
Ferem a Deus! Ora veja!.

Mas, Senhor Bispo, não creia
Nessa vil informação!
Bote o Pimenta na mão,
Leve-o aos seus olhos e leia!
Se há de fato coisa feia...
Lá no entender do beato,
Já não é mais desacato
Para esse tempo moderno,
E eu creio que o Padre Eterno
Vê nisso um mero boato!

Não me venha excomungar!
Antes escute, a verdade:
Não feri a Divindade!
Em mim pode acreditar!
E, aqui estou para explicar,
Confessando, sem demora,
Pois é tempo e está na hora:
Em algo que eu disse atrás,
Se ofendi, a Deus, rapaz,
Foi só da boca pra fora!.

Oh! Meu pastor! E eu havia
De abrigar no coração
As fúrias de Lampião,
Santas leis, eu transgredia!
Nem venial heresia!
Logo contra a Onipotência?
Tenha santa paciência!
Do espeto quente do inferno
Quem tem c.. Tem medo eterno!
Penso com Vossa Excelência.

Dr. Mozart Cardoso.
Do Livro Doce de Pimenta.

sábado, 27 de junho de 2009

Publicidade - Clínica São Raimundo - Cuidando do Povo de Várzea Alegre !


O Blog do Crato tem o prazer de fazer a publicidade da Clínica São Raimundo, da cidade de Várzea Alegre - CE, que acredita no nosso trabalho como meio de buscar a integração regional. A Clínica São Raimundo é uma empresa conceituada. Comandada pelos renomados médicos Dr. Menezes Filho e da Dra. Ana Micaely de Morais Meneses. Especializada em pediatria, ultrassonografia, fisioterapia especializada, RPG.

Eis algumas fotos da nossa empresa/parceira que fazemos questão de divulgar:



Acima: A Logomarca oficial da Clínica São Raimundo, em Várzea Alegre.


Acima: O Médico, Dr. Menezes Filho em atividade.

Acima: Dra. Ana Micaely de Morais Meneses

Cuidando de seus pacientes com carinho e dedicação...



Clinica São Raimundo.
Rua Dep. Luis Otacilio Correia 129. Várzea-Alegre. Fone (088) 3541-1467.
Especialidade: Pediatria, ultrassonografia, fisioterapia especializada, RPG.

"Cuidando com carinho e responsabilidade do povo de Várzea Alegre !"

Anuncie no Blog do Crato.
Contatos:
blogdocrato@hotmail.com
Tel: 088-3523-2272

Lula - lá.

Berna (Suiça) - Não sei se a grande imprensa brasileira deu o destaque devido, só vi alguma coisa num parágrafo no texto distribuído pela BBC para o Estadão online. Porém, embora com atraso, acho importante deixar aqui o depoimento. Com a experiência de ter feito tantas outras coberturas no Palácio das Nações, da ONU, em Genebra, posso afirmar ser coisa rara o que se viu na assembléia-geral da OIT, onde os discursos de Lula, um escrito e outro improvisado, foram entrecortados de aplausos, e, ao final, todos os presentes - representantes governamentais, sindicais e patronais – puseram-se de pé, numa consagradora standing ovation. Isso sem esquecer que, logo depois de anunciada a próxima chegada de Lula, os membros das delegações de todos os países voltaram a tomar seus lugares para ouvir a fala do presidente brasileiro. Ora, para quem não sabe, são 193 discursos de presidentes, com tempo limitado, que se sucedem, geralmente com o grande auditório vazio. Uma antiga jornalista do Palácio das Nações, comentou para mim – igual a essa consagração, que considero histórica, só me lembro da visita de Lech Walena e de Nelson Mandela. É verdade, foi uma consagração. Nosso sapo barbudo, chamado de analfabeto por tantos ilustres e intelectuais da oposição, transmitiu a melhor mensagem, fez a melhor análise da crise, apontando os culpados. Lula pode tropeçar nas concordâncias mas há um concordância geral – o homem é esperto, sabido, sabe dar o recado e dominar os auditórios. Em síntese, honra o cargo que exerce, sem ser prepotente, sempre guardando aquele carisma do militante popular. O discurso de Lula foi precedido de uma recepção por sindicalistas de todo mundo, na qual o presidente brasileiro se sentia à vontade e, em dado momento, surpreendeu a todos, levantando-se de sua cadeira para distribuir aos presentes uns folhetos sobre a proteção dos trabalhadores na cana-de-açúcar. O que provocou o comentário de um sindicalista brasileiro – ele está com saudades da época de militante sindical. Uma grande parte de seu discurso foi voltada à questão dos imigrantes, expulsos e rechaçados na Europa, quando aproveitou para contar que o Brasil acaba de legalizar a todos imigrantes sem papéis.“Porque no Brasil, disse ele, acabamos de dar um exemplo – enquanto o mundo rico anda jogando a culpa em cima dos imigrantes, esta semana, no Brasil, foi aprovada pelo Congresso Nacional, por iniciativa do governo, a legalização de todos os emigrantes que não estavam legalizados no Brasil”. Foi justamente como um líder sindical, atentamente ouvido, que Lula denunciou os responsáveis pela atual crise, sem perder em nada seu carisma e sua linguagem coloquial e nada formal no seu discurso.“Porque quem trabalha com papel, vendendo papel, comprando papel, sem produzir nada, um dia quebra e aconteceu. Este momento exige de empresários, de trabalhadores e do governo uma atitude mais dura, nós não podemos conviver com paraísos fiscais, nós não podemos viver com um sistema financeiro que especula papel com mais papel sem gerar um posto de trabalho, sem produzir um parafuso, um sapato, uma camisa, uma gravata. Não é possível que a gente não se dê conta de que mais de um bilhão de seres humanos ainda tem dificuldades para conseguir comer uma vez por dia”. É por essa e outras que, embora ainda minoritário, acho ser importante para o Brasil e para nosso povo não se trocar quem vem conseguindo dar o respeito e o destaque ao nosso país. O PT não quer e o próprio Lula não quer, mas o povo quer. É hora de se começar a ouvir e organizar o desejo popular para que o Congresso abra o caminho e o povo possa votar mais um mandato para Lula.

Rui Martins – Enviado por Tarciso Coelho.

A mãe Petrobras.

Executivos da Petrobras, nomeados por indicação política, tiveram aumento médio de 90% de 2003 a 2007, informou nesta quinta o "Correio Braziliense", dado contestado pela empresa. No período, a inflação foi de 28,16%, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Dados da estatal enviados ao Ministério da Previdência e à Receita Federal, segundo a reportagem, dão conta de que os vencimentos (salários mais bônus) de cada diretor foram de R$ 710 mil em 2007 - R$ 60 mil mensais em média. O valor é mais do que o dobro do teto salarial do funcionalismo público: R$ 24.500. A Petrobras negou, por e-mail, que o reajuste tenha sido de 90%, e afirmou que foram 55% no período mencionado; menor do que o reajuste dos salários dos empregados (62%). “Até 2007, nosso aumento era exatamente igual ao aumento dos trabalhadores. E a partir de 2008 estão congelados (os salários dos diretores) "A Petrobras informou que não divulga a remuneração individual da diretoria-executiva, só a remuneração global, "conforme exige a legislação". Segundo a empresa, "a maior remuneração de um dirigente (diretor) foi R$ 59.465,04, com base em dezembro de 2008". Mais cedo, o presidente da empresa, José Sergio Gabrielli, negou a discrepância e alegou que os aumentos foram os mesmos dos demais funcionários: Até 2007, nosso aumento era exatamente igual ao aumento dos trabalhadores. E a partir de 2008 estão congelados (os salários dos diretores). Segundo a Petrobras, a decisão de congelar os vencimentos dos diretores deverá permanecer até a assembléia-geral ordinária de 2010. De acordo com a reportagem do "Correio", os dados fornecidos pela empresa mostram que os vencimentos do diretor de Operações e Exploração da empresa, Guilherme de Oliveira Estrella, saltaram de R$ 368.711,36 em 2003 para R$ 701.764,79 em 2007. Funcionário de carreira, responsável pelo plano de investimentos da exploração do pré-sal, Estrella também recebeu ano passado R$ 153,3 mil da Petrus, fundo de pensão dos funcionários, e 13 salário de R$ 84.648,24. Indicado pelo PT para o cargo em 2003, em 2007 ele doou R$ 25.200 ao partido. Os aumentos também beneficiaram Gabrielli e os diretores Almir Guilherme Barbassa, Paulo Roberto Costa, Maria das Graças Silva Foster, Jorge Luiz Zelada e Renato de Souza Duque. Eles receberam em 2007, segundo o "Correio", cerca de R$ 710 mil de salários e bônus.
Correio Brasiliense.

Crato - Muita falação e pouca ação.

A recém criada Região Metropolitana do Cariri foi aprovada exatamente como foi proposta pelo Governo. Não houve essa conversinha do Juazeiro puxar sardinha para seu lado. As tentativas de mudanças no projeto sugeridas por parlamentares foram retiradas, apenas o Dep. Ely Aguiar levou sua proposta adiante o que foi rejeitada pelo plenário. O tempo agora é de se preparar para o seu funcionamento e implantação. Juazeiro por sua vez, já tem dois Deputados Federais com mandato e se prepara para eleger o terceiro, o ex-prefeito Raimundo Macedo. No Crato não há nenhum movimento nesse sentido. Os chefes políticos, que são muitos para o total de índios, estão aguardando a aproximação da eleição para negociar seus apoios como das outras vezes. Pelo menos não tenho conhecimento de movimento de união dos políticos cratenses em torno de um candidato a Deputado Federal, bem como deputados estaduais. Depois os forasteiros retornam aos seus territórios e os da imprensa ficam propondo voto de “pessoa não bem vinda” para políticos, ao invés, de proporem para o povo que, na verdade, é o principal responsável por essa situação. Não se enganem, depois da eleição quem vai decidir os encaminhamentos é o poder político. Sempre foi assim e não será diferente desta feita.
A. Morais

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O STF vai decidir.

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus a um rapaz do Mato Grosso do Sul que havia sido condenado por furto e falsa identidade. A ministra Laurita Vaz, relatora do processo, afirmou que a conduta de atribuir falsa identidade perante autoridade policial com o objetivo de ocultar antecedentes criminais não configura o crime previsto no artigo 307 do Código Penal. Na avaliação dela, acompanhada pelos demais ministros, apresentar identidade falsa à polícia configura "hipótese de autodefesa", consagrada no artigo 5º, inciso LXIII, da Constituição Federal. O artigo afirma que "o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado”. O STJ havia tomado outra decisão polêmica na semana passada, ao decidir que não é crime pagar por sexo com adolescentes se elas já não eram mais virgens e se prostituiram.
A. Morais

Wave - Tom Jobim

A Enternet tem um poder enorme de localizar pessoas. Esta musica foi uma sugestão de um amigo que há quatro decadas não nos encontravamos. Fomos colegas de Colegio em Crato, depois de 1971 ele viajou para São Paulo onde se formou em Odontologia e fixou residencia por lá. Outro dia deixei meu telefone no Blog para outro amigo e ele me ligou e procurou saber se na verdade era o Rajalegre. Era assim que me chamavam. A surpresa foi grande. Pediu para não ser identificado e vou atender ao mesmo tempo em que reconheço minha alegria em saber que o amigo está bem e gozando saude, embora continue medroso e barriga branca. hehehe

A. Morais

O Apelidado.

Houve época, em que o peru só era perseguido no Natal, pois sua complicada criação e engorda, tornava-o difícil e muito caro. A ave só era adquirida em feiras livres ou por encomenda feita a algum sitiante que possuísse criatório. Para matá-lo somente serviçais especializados no assunto, pois antes da degola, o bicho tinha que tomar um porre de cachaça para amaciar a carne. Mesmo com estas dificuldades, um vizinho parecia apreciar muito o prato. Todos os dias na hora das refeições o “torado” era o mesmo. Passe o peru! Peru pra lá, peru pra cá!... Como achávamos impossível uma família consumir tanto a mesma comida, montamos por cima do muro um observatório. Na hora do almoço a tal palavra não apareceu, mas quando terminou o repasto, aí veio à surpresa: Passe o peru! De-me o peru!.. Peru era o apelido do paliteiro.
A. Morais

Jogou os sapatos fora.

Conheci António Melito Sampaio na década de 70 e daí por diante me tornei seu amigo. Diariamente nos encontrávamos e levávamos uma boa prosa. Causos dele conheci aos montes, ele era espirituoso, alegre, brincalhão ao extremo, pratico e para tudo encontrava uma saída. Certa feita ele saiu numa sexta-feira com alguns amigos, começou a beber e só retornou para casa no outro dia por volta de cinco horas da manha. A mulher esperava andando pelos quatro cantos da casa, num misto de preocupação e raiva. Indignada, desabafando em alta voz, chamando-o de cretino e mau caráter. Só não houve uma embuança porque ele não costumava discutir, chegava calado e continuava assim, por mais que a mulher zoadasse. Na verdade era de paz, especialmente depois de uma traquinagem. Para agradar a esposa, no outro dia, fez um convite para um jantar numa churrascaria da cidade. A generosidade foi tamanha que autorizou a mulher a convidar uma outra irmã, ou seja, a cunhada para a festa comemorativa pelas pazes. Quando saíram de casa, a esposa notou o carro cheio de coxias de cigarros. A mulher perdeu o controle e passou exigir explicações: Ontem eu estava com uns amigos tomando umas geladas no Bar Gloria e um amigo me pediu o carro emprestado e só devolveu ao amanhecer, por isso cheguei tão tarde em casa, disse solicito. Passaram na casa da cunhada e a apanharam. Bem acomodada no banco traseiro do carro a convidada soltou os sapatos dos pés que com os solavancos do carro foram parar na parte da frente, nos pés do Melito. Ao vê os calçados, tranqüilo e bem humorado, imaginou no seu silencio: “vige nossa” a mulher esqueceu o diabo dos sapatos, e agora o que faço? Bem ao seu estilo apanhou os sapatos sem que ninguém percebesse e os jogou fora pela porta do carro. Quando chegaram à churrascaria, para sua surpresa, as duas, mulher e cunhada quase endoidaram procurando os sapatos. O Melito na maior cara de pau danou-se a procurar por baixo de tudo que era banco. Causos que contava aos risos.
De dominio publico- enviado por uma leitora.

Brigões

Houve um tempo em que as cidades de Várzea-Alegre e Cedro mantinham um acentuado grau de rivalidade. A rapaziada de Cedro costumava vir a Várzea-Alegre tomar umas e outras. Os de Várzea-Alegre faziam o mesmo. Uma noite, no tradicional Forró do Chitão, em Cedro, o Jose Clementino, Jose Bezerra, Mundim do Vale, Valdizio de Zé Odimar e um filho de Totô que tinha uma das pernas amputada, se encontravam na tradicional festa da cidade, quando apareceu a turma do Cedro disposta a brigar, sem que houvesse a necessidade de qualquer desapreço. Jose Clementino, sem se acovardar, apenas tentando apazigua os ânimos, principalmente, daquele que tinha o corpo mutilado, por ser o mais exaltado, repreendeu-lhe dizendo: Vá se aquietar homem! Embuar que tem dezenas de pernas, não vive brigando, você com uma perna só, quer ser o valentão?
A. Morais

Cantada desastrada.

Há algumas décadas, correu uma noticia de que um cabo eleitoral do candidato Bonaparte Salomão havia seviciado o chefe, em face do mesmo haver cantado sua mulher durante a campanha eleitoral. Dr. Mozart Cardoso, enquanto aguardava os parceiros para o tradicional pif-paf, no Treze Sport Clube, rascunhou um telegrama a seu irmão, Dr. Jose de Alencar, de nomeada forense, nos seguintes termos:
Corre um boato em Juazeiro,
Dolorosa castração.
Por um corno enraivecido
Dos ovos de Salomão.

Perca amanha sua audiência
E em telegrama explicado,
Mande-me dizer com urgência
Se Salomão foi capado.

Dr. Mozart Cardoso.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O ministro Minc na Camara Federal.

"Sou sincericida, mas realmente a expressão foi descabida", avaliou o ministro, momentos antes da audiência. Nem por isso, porém, ele entregou totalmente os pontos. "Eu retiro a expressão, pois ela não expressa meu ponto de vista. Mas a crítica a latifúndios, obviamente, a mantenho". Nem todos os parlamentares aceitaram as desculpas. Um deles foi o deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA). "Para mim, é uma vergonha ter homens irresponsáveis em cargos tão importantes", afirmou. "O presidente Lula deveria demitir vossa excelência, porque não merece o cargo. Veio aqui dizer que disse o que não pensa. Que vergonha. O senhor deveria sair daqui e pedir demissão", afirmou aplaudido pelos presentes. O clima ficou ainda mais pesado quando o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) procurou trocar de papéis com o ministro pelo uso da expressão "vigaristas". O senhor se sentiria confortável se eu dissesse que nós, produtores rurais aqui, defendemos a produção de arroz, milho, soja, carne, enquanto o senhor defende plantação de cocaína e maconha?", questionou. "Não se preocupe, que nós não vamos comer sua picanha, pois não gostamos de carne contaminada", alfinetou de novo. Se o ministro não sabe o Brasil já desponta com posição de destaque na America do Sul no consumo de drogas:
Cocaína – Primeiro lugar.
Anfetaminas - Segundo lugar perde apenas para Colômbia.
Maconha – Quinto lugar atrás de Chile, Uruguai, Colômbia e Argentina.
A. Morais

A PEC dos vereadores.

A PEC dos vereadores votada na Câmara Federal, desmembrada e modificada no Senado não foi promulgada por conta do entendimento que teve o deputado Arlindo Chinaglia então presidente da Câmara Federal. O Senado apelou para o STF – Supremo Tribunal Federal que recomendou iniciar um novo processo. Aprovado no Senado, agora, como os vereadores desejavam, desta feita com o aumento do numero dos edis e dos repasses de verba segue para a Câmara novamente. Apesar de já existe um parecer do TSE – Tribunal Superior Eleitoral que a lei só poderá ser aplicada a partir de 2012, os suplentes estão mais alegres do que pinto em monturo. Na verdade o Brasil não precisa de quase oito mil vereadores a mais. O Brasil precisa de 8 mil médicos, para atender a população carente, de 8 mil Promotores de Justiça e Juízes de Direito para desobstruir a justiça, precisa sim de 800 mil policiais para oferecer melhor segurança à população, de 800 mil professores para melhorar a educação. Afinal pra que servem mesmo os vereadores das atuais Câmaras Municipais?
A. Morais

terça-feira, 23 de junho de 2009

Um bom São João para todos.

Estou indo a Varzea-Alegre, precisamente ao Sanharol. A noite voltear a fogueira, soltar chufinhas com os netos, tomar uma teimosa, comer um pedaço de bode assado, tapioca com amendoim, pão de arroz com nata e ouvir do Gonzaga: Qui nem jiló. Um bom São João para todos. Até a volta.

Sarney merece respeito?

Seria um outono extraordinário, pressentiram os brasileiros quando a chuva de atos secretos e parentes pedintes começou a cair e o maranhense José Sarney, presidente do Senado e ficcionista imortal, tirou do bolso do jaquetão um vivente chamado Epitácio Cafeteira. Era o mais velho dos senadores, e continuaria a sê-lo até o fim dos tempos, porque o donatário da capitania hereditária do Maranhão lhe estendera a graça de jamais morrer em troca da garantia de emprego e vida mansa para o neto do chefe, as sobrinhas da mulher do chefe, as agregadas do genro do chefe, o irmão menos esperto do chefe, a candidata a miss que o filho do chefe emprenhou e quem mais o chefe mandasse. Seria um outono assombroso, certificaram-se os brasileiros quando apareceu na procissão de espantos Amaury de Jesus Machado, 51 anos, que em 2003 passou a ganhar do Senado R$ 12 mil por mês, somados salários, gratificações e penduricalhos de praxe, para fingir que era motorista a serviço dos pais da pátria enquanto trabalhava como mordomo na casa de Roseana Sarney em Brasília. A filha era mais criativa que o pai, descobriu o Brasil ao saber que Amaury de Jesus tinha o apelido de Secreta, o que obrigou o senador que jurava nunca ter visto um ato secreto a admitir que pelo menos esse Secreta não só conhecia faz tempo como vivia encontrando. Como não topar com freqüência com o servidor da nação que, além de general dos serviçais da mansão no Lago Sul, conquistou ainda moço a patente de cabo eleitoral da família? Como fazer de conta que nunca vira o homem que tinha acabado de completar 10 dias de vigília no hospital em São Paulo, ao lado do leito da patroa que convalescia da operação para assumir o governo do Estado? Os dois sempre foram muito ligados, ele era afilhado dela, explicou Roseana. E enfim o Brasil entendeu por que o presidente da República havia avisado que José Sarney deve ser tratado como uma pessoa incomum. Não pode ser gente como a gente o pai de uma filha que com seis anos, idade em que todas as crianças comuns são afilhadas, já era madrinha e guardava na cabeça o presente para o protegido. Ele seria o motorista mais bem pago da história do Maranhão. Mas pago com o dinheiro dos comuns.
Augusto Nunes.

Medindo forças.

Esse bairrismo entre Crato e Juazeiro vem de longe. Por ocasião da criação do Aeroporto Regional do Cariri, Crato e Barbalho se uniram em defesa da construção do Aeroporto na faixa de terra denominada Santa Rosa, situada, precisamente, na divisa dos municípios. Em decorrência da impossibilidade da instalação do Aeroporto no local pretendido por essas comunidades, surgiu a alternativa de se fazer na Serra do Araripe ou em qualquer outro lugar, menos em Juazeiro. Diante do impasse, o Ministério da Aeronáutica designou uma Comissão chefiada por um militar graduado, para verificar "in loco", a melhor situação geográfica. Chegando a Serra do Araripe, a comissão optou por Juazeiro. Antes do retorno da comitiva, o Brigadeiro, chefe da Comissão, sentindo necessidade de urinar, afastou-se um pouco, e adentrou a mata. Nessa ocasião, Jenário Oliveira, juazeirense de fibra, convenientemente, aproximou-se do Brigadeiro para colocar mais uma inconveniência na preferência dos cratenses, advertindo-lhe: Brigadeiro, o Senhor não se afaste muito, não! Por aqui, está cheio de onças! Não foram as onças que levaram o Aeroporto para Juazeiro, foi a falta de poder político das lideranças do Crato que se apequenam a cada dia que passa.
A. Morais

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Cobra engolindo cobra.

Há poucos anos, durante as festividades alusivas ao santo padroeiro de Várzea-Alegre São Raimundo Nonato, os irmãos Manuel Leandro e Chico António juntaram-se para instalar em sociedade uma barraca para explorar vendas de bebidas e alimentos. Obrigatoriamente, cada um teria que passar uma noitada enquanto o outro descansava. A noite de estréia era do Chico António que embolsou todo dinheiro do apurado. Ao ser rendido do plantão, Manuel perguntou como havia sido a noite anterior, ao que Chico António respondeu: Manuel, o apurado foi muito bom! Mas, já ao final da noite, surgiu um sujeito mal encarado, de chapéu de couro, bêbado e armado, exigindo que eu lhe desse todo o dinheiro. Não tive outra alternativa, entreguei o apurado. Ora! Manuel sabia que se tratava de malandragem do irmão sócio, pois, ninguém apareceu para lhe extorquir dinheiro. Procurou manter a calma, porquanto na noite desse dia, era sua vez de permanecer de plantão. Não havia motivo para se preocupar, como ele mesmo dizia: o bom cabrito não berra. Chico António vindo logo cedo a barraca, perguntou ao Manuel sobre o resultado das vendas da noite anterior. Foi uma beleza, Chico! Só que próximo ao amanhecer, o cabra de chapéu de couro voltou, e levou todo nosso dinheirinho. Cobra engolindo cobra.
A. Morais

Receita debochada.

Eu fui dizer a Poivinha
Que tava passando mal
Ele mandou eu tomar
Um chá de raiz de pau.
Disse que chá do sertão
Não tem contra-indicação
Que é receita natural.

Eu comecei a dizer
Outras coisas que eu tinha
E ele só prescrevia
Tratamento com meizinha.
Eu tava sem confiar
Resolvi questionar
O Dr. Sávio Poivinha.

Se eu tiver com o bucho inchado?
Tome um chá de marcela.
E se eu tiver estressado?
Tome um chá de canela.
E se eu pegar no facão
E cortar a minha mão?
Bote pó de café nela.

E se eu quebrar um braço?
Eu encano com taboca.
E se ele ficar torto?
Aprume na engenhoca.
Se minha venta entupir?
É só desobstruir
Introduzindo uma broca.

Se eu tiver entupido?
Toma chá de cabacinha.
Se eu tiver falta de ar?
Assopre numa quartinha.
E seu tiver desnutrido?
Coma um preá bem cozido
Com feijão e com farinha.

E se eu morder a língua?
Arranque o diabo do dente.
E se eu perder um dedo?
Se eleja presidente.
Se eu quebrar o mucumbu?
Solde lá em Punduru
Que não fica diferente.

Se eu cair num formigueiro?
Arranje um tamanduá.
Se meu dente ficar podre?
Bote espuma de juá.
Doutor e se eu me estressar?
Coma antes do jantar
Casca de maracujá.

Se eu for dessa pra melhor?
A sua família enterra.
E se não achar lugar?
Põe numa grota de serra.
Dr. Eu estou achando,
Que o Sr. tá receitando
É alimento para a terra.

Mundim do Vale

domingo, 21 de junho de 2009

Rindo da sua cara.

“Os que acreditam que o dinheiro faz tudo, costumam está sujeitos a fazer qualquer coisa por dinheiro”.
Voltaire.
Amigos do Blog.
Eu sei que existem coisas mais importantes para a serem postadas, como disse um comentarista num belo relato de um texto. Mas devemos aplaudir as coisas boas, perfeitas, sublimes e condenar as desordens, as faltas de respeito e a corrupção. O senado paga 12.000.00 mensais para um mordomo prestar serviço na casa de uma ex-senadora, a atual Governadora do Maranhão Roseana Sarney. O Lula que chamava o chefe da família, Jose Sarney de grilheiro e ladrão, hoje exige que os brasileiros respeitem o seu amigo e aliado. É demais. É deixar que a senadora ria de sua cara.
A. Morais

O Doutor e o poeta.

O Médico:

Doutor Zé Sávio Teixeira
Um médico do meu lugar
Quando tira pra curar
Não está pra brincadeira.
Ele diz a enfermeira
De forma bem convincente:
Trate bem o meu cliente
Como se fosse uma flor,
Eu sou o alívio da dor
Sou gente que cura gente.

O poeta:

Me disse Mário Leal
Que é primo de Poivinha
Que o poeta sai da linha
Fazendo verso imoral.
Rima frejo e carnaval,
Namoro de agarração
Correndo uma mão de mão
E sintonia no peito.
Se a coisa é desse jeito
Dr. Mário tem razão.

Os Dois:

Pra curar meu mal estar
Vou ao doutor exigir.
Ao poeta vou pedir
Pra me ensinar a rimar.
Os dois podem me ajudar:
O poeta é um trovador,
O médico é um salvador
Que faz na vida uma meta.
Não sei se é doutor poeta
Ou se é poeta doutor.

Mundim do Vale.

sábado, 20 de junho de 2009

Coração Novo.

Para Mundim do Vale.
Raimundinho, eu nunca mais havia acessado os meus E-mails e hoje encontrei a tua mensagem.
Segue a resposta:


De peito aberto eu exponho
Com muita satisfação
Mostrando o meu coração
Como se fosse num sonho.
Mais uma vez eu exponho
De maneira natural:
Mexeram em meu peitoral
E trocaram a minha artéria,
Que já estava deletéria
Para eu ficar normal.

De peito fechado eu digo
Que fiquei bem satisfeito
E de coração perfeito
Agradeço ao meu amigo.
Raimundo, tu és um artigo,
Que só repassa alegria.
Escrevendo poesia
Você traz a emoção,
Pois alegra um coração
Que sofreu de nostalgia.

Em tempo: sábado, dia 20 de Junho, estarei no Rio de Janeiro tomando posse na ABLC - Academia Brasileira de Literatura de Cordel.
Um grande abraço, Sávio.


Comentario do Blog do Sanharol:

O Dr. Jose Sávio Pinheiro, medico e várzealegrense arretado, hoje, 20.06.2009 estará levando a nossa terra ao mais elevado patamar dos poetas e cordelistas do Brasil. Honra-nos muito esta ocorrência e desejamos ao mestre da poesia os mais sinceros parabéns pela posse na ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

A. Morais.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Decisão do STF.

Ontem ouvindo o Programa do Vicelmo Radio Educadora do Cariri via Radio Chapada do Araripe e Blog do Sanharol ouvir uma jornalista diplomada dizer que a classe estava de luto com a decisão do Supremo Tribunal Federal de não exigir diploma para o exercício da função de jornalista. Num pais que os maiores elogios dirigidos ao seu representante maior, o Presidente da Republica são pelo fato de ser um semi-analfabeto é impossível que proíbam pessoas de inteligência prodigiosa de exporem suas idéias por falta de um simples diploma. Não conheço a jornalista em questão, mas duvido que alguém com diploma seja mais jornalista e escreva melhor do que o nosso Osvaldo Alves de Sousa e o Lindemberg de Aquino. Ninguem mais do que estes dois monstros do jornalismo caririense ao lado do Humberto Cabral fizeram por essa classe tão importante no trabalho da informação. Estes senhores tem uma vida toda dedicada a registrar nossa memória e nossa historia. Decisão sabia.
A. Morais

Agua Viva Pra recordar.

Globo - 20h
De 4 de fevereiro a 9 de agosto de 1980.
159 capítulos.
Novela de Gilberto Braga.
Colaboração de Manoel Carlos.
Direção de Roberto Talma e Paulo Ubiratan.
Direção geral de Roberto Talma.
SINOPSE
A trama gira em torno de Maria Helena, uma pequena orfã que ligará todos os personagens. Atingindo a idade de ser transferida para outro orfanato, Helena sente-se insegura e amedrontada. É um mundo novo, completamente desconhecido, que a espera. A sua única amiga é Suely, assistente social, que descobre o seu pai, Nelson, irmão do famoso cirurgião plástico Miguel Fragonard. Entretanto desenrola-se o drama de Lígia, mulher rica e interesseira, casada com o banqueiro Heitor, homem apaixonado pela pesca em alto-mar e amigo de Nelson. Lígia passa por um período de crise com o marido e apaixona-se por Nelson, o oposto do tipo de homem que sempre procurou. É amor à primeira vista. Ela não sabe quem ele é, mas encanta-se com a sua aparência de homem rico. Este, por sua vez, oculta a sua real condição financeira. Miguel, sem saber da ligação do seu irmão com Lígia, também se apaixona por esta. E aí começa uma enorme disputa entre os dois. Nesse momento, a orfã volta a entrar em cena, já que Lígia descobre que a garota é filha de Nelson e resolve adotá-la sem ele saber.

A. Morais

A falta de compromisso do Lula com o que diz.


O discurso do presidente Lula em relação ao Congresso mudou à medida que o petista trocou a oposição pelo governo. Em 1993 ele declarou que, "de todos os deputados no Congresso, pelo menos 300 são picaretas". Repetiu a crítica em 1994 "Aquilo que eu falei de 300 é um pouco mais" e 1998 "Uma vez falei que havia uns 300 picaretas no Congresso, mas a coisa só piorou". Em 2002, com a vitória à vista, a retórica mudou. Aceitou o apoio do senador José Sarney, a quem havia chamado de "grileiro", em 1986 "Sarney não vai fazer reforma agrária coisa nenhuma, porque ele é grileiro no Estado do Maranhão", e de "ladrão", em 1987 "Adhemar de Barros e Maluf poderiam ser ladrões, mas eles são trombadinhas perto do grande ladrão que é o governante da Nova República". Na sua campanha à reeleição, Lula fez uma autocrítica: "Eu me dei conta de quantas vezes nós cometemos injustiças contra pessoas... Uma coisa eu tenho tranquilidade, Sarney: nunca lhe ofendi".
Folha de São Paulo.

Descompostura do herdeiro.

Assim que começou a leitura de seu voto, Nazareno abandonou o absoluto distanciamento adotado no relatório e indicou qual seria o pedido com duas frases: A primeira de Rui Barbosa: Toda política se há de inspirar na moral. Toda a política há de emanar da moral. Toda política deve ter a moral por norte bússola e rota, de Rui Barbosa.
E a segunda de Dom Hélder Câmara: Que sejamos capazes do máximo de firmeza, sem cair no ódio, e do máximo de compreensão, sem cair na conivência com o mal!
Edmar Moreira assistiu a sessão toda na mesa do conselho, acompanhado de dois advogados e de seus dois filhos. Edmar permaneceu todo o tempo em silêncio. Mas seu filho Leonardo, que é deputado estadual em Minas Gerais, perdeu a compostura ao sair da sala e chamou o relator de "veado". Nazareno ficou enfurecido e pediu que a ofensa fosse registrada na ata.
Apesar do voto bem fundamentado, a aprovação do pedido de cassação de Edmar é difícil, muito difícil. A votação deve ocorrer daqui a duas semanas, por causa de um pedido de vistas. Mas mesmo deputados mais influentes, como Moreira Mendes e Abelardo Camarinha, disseram ao fim da sessão que são favoráveis a uma pena intermediária. Camarinha justificou: "Se fosse assim, metade da Câmara e do Senado seria cassada", disse, para completar em seguida: "Se vai cassar o Edmar por isso, o Sarney vai ser o quê? Fuzilado?".
Lauro Jardim.

A sorte em seu bolso.

Edmilson Martins fazia aos domingos um programa de auditório no antigo cine odeon. Era a maior atração dominical de V. Alegre. No programa tinha dois quadros de maior animação: “A sorte em seu bolso” Que o animador pedia as coisa mais absurdas possíveis. E o “ concurso de calouros “ onde o auditório julgava a melhor voz e melhor afinação do candidato. Para o quadro a sorte em seu bolso a garotada já estava levando caixas e sacolas com aquelas coisas extravagantes. Num certo domingo o animador pediu um foquito de lanterna. Um garoto filho de Joãozinho de João do Leite que a memória não me ajuda a lembrar o nome agora, ficou de pé e começou a procurar o foquito numa caixa. No aperreio ele deixou a caixa cair e de dento dela saiu: Um cacho de arroz maduro, um gigolé, um dedal, uma alça de caixão funerário, um cabo de baladeira, um retrato de Marta Rocha, um bico de pua, um realejo, um enganador de apito, um dente de alho, uma broa, um cadeado enferrujado, uma pena de urubu rei, uma coxia de charuto havana e mais umas coisas que não deu para memorizar. Com esse material espalhado pelo chão o auditório ficou mais animado do que o palco. Mas com todo aquele acervo o garoto não acertou no pedido do animador. Quem venceu o quadro foi Francivaldo Martins, com um c aroço de Piqui já roído. No mesmo programa, o concurso de calouro s foi vencido por Tonico Braz. Um surdo-mudo que interpretou o xote “Carolina” de Luís Gozaga. Este acontecimento serviu para ilustrar uma matéria na antiga revista O Cruzeiro que se chamava O impossível Acontece.
Mundim do Vale.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Frases de um gênio.

"Não preciso me drogar para ser um gênio, não preciso ser um gênio para ser humano, só preciso do seu sorriso para ser feliz".

Charles Chaplin.

Deputado lê cordel na Camara criticando Sarney.

O deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) leu em plenário um cordel de sua autoria com nove estrofes, todas com críticas contundentes ao presidente do Senado, José Sarney. Paulo Rubem citou nominalmente Sarney e solicitando que ele entregue o cargo de presidente do Senado e de senador.
Num dos trechos, Paulo Rubem afirma:
" Fazer do público, privado
Pra família acumular
Onde houver um cargo público
Um parente nomear
E se assim puder fazer
Olhe lá, não vá esquecer
Não precisa publicar".

Numa referência aos parentes de Sarney empregados na Casa e aos atos secretos com nomeações.
E continua, em outro trecho:
" Quem faz do voto do povo
Ferramenta de riqueza
Prestigia familiares
Escondendo esperteza
Não pode permanecer
No Senado e ainda ser
Presidente com certeza.

Todas as nove estrofes foram lidas no microfone e assim que Paulo Rubem terminou a leitura, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), usou a palavra para dizer que tratava-se de um posicionamento do deputado e não da Câmara.
Isabel Braga. – O Globo.

E tu acha pouco Zé.

Preconceito de cor é um mal que atinge o mundo todo. Mesmo com as campanha educativas ainda não foi possível a erradicação total. Imaginem vocês numa cidade como V. Alegre no ano de 1953. Pois foi justamente assim: Estava acontecendo uma queima de caieira na Varjota, onde estavam: Pedão de Clara, Vicente Arame, Zé Júlio e João Augusto, estavam bebendo e contando piadas, quando de repente apareceu Zé de Chicão puxando fogo. Pedão olhou para Zé com uma cara antipática e falou: - Você pode arribar daqui! Qui quem gosta de nêgo é sabão da terra. Zé de Chicão do alto da sua embriaguês respondeu:- Eu num saio não! A caieira num é sua, é do véi Zé Augusto. Se você num pegar o beco dentro de dois minutos eu asso você na boca dessa caieira. Vicente Arame sabendo que Pedão era violento e estava de fogo, aconselhou Zé para sair, porque podia haver uma confusão maior. De nada adiantou os conselhos, Zé ficou perturbando muita mais do que criança com apito na boca. Pedão deu de garra de um tição de fogo aceso e acunhou no lombo de Zé e ainda saiu sapecando o coitado até o Roçado de Dentro. Quando chegaram na frente da casa de Antônio do Sapo os cachorros latiram e Pedão resolveu recuar, com medo dos cachorros e em respeito ao dono da casa. Com o barulho dos cachorros, Antônio do Sapo saiu na calçada na companhia dos seus filhos Ciquinho e Raimundinho, para verem o que estava acontecendo. Quando botaram os pés na calçada depararam com os dois cachorros abocanhados nas pernas de Zé, assim como que querendo repartir uma pra cada. Tiraram os cachorros e levaram Zé para a sala da casa sem saberem do acontecimento anterior. Vendo o estado de Zé, Antônio falou para os filhos: Amanhã eu não quero mais esses cachorros aqui. Cachorro que ataca gente não me serve. Entre um gemido e outro Zé falou: Deixe os cachorro seu Otõe. Num tem cachorro no mundo qui seja mais cachorro do qui Pedão de Qilara. Enquanto Raimundinho lavava o lombo de Zé com água de sal ele contava o que tinha acontecido e ainda rogava praga dizendo assim: Mais eu tem fé e meu São Binidito qui um pé de aroeira ainda ai de cair pru riba de Pedão de Quilara. Raimundinho perguntou:- Zé e porque foi que Pedão fez essa bagaceira com você? Por nada. Foi só rindade mermo. Ele só fez isso cum eu, pruque eu sou preto e pobe. E tu acha pouco Zé?
Mundim do Vale

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Congresso.

Quando o povo acha que o Congresso atingiu o fundo do poço da corrupção, surge novo escândalo. No Parlamento, o poço não tem fundo. O pior sempre está por vir.Dessa vez, descobrimos que há mais de dez anos o Senado tem baixado centenas atos secretos para nomear parentes, criar cargos, aumentar salários e superfaturar serviços, entre outros delitos. Com a clara intenção de má-fé, os atos não foram publicados no Boletim Administrativo, como prevê a legislação. Por isso, teoricamente, não têm validade jurídica. Mesmo ilegais, foram executados. E as falcatruas continuariam indefinidamente, se a imprensa não as revelasse.Os responsáveis pelos atos secretos devem ser punidos com rigor. Mas após a divulgação dos crimes, começou o jogo de empurra. Ninguém assume responsabilidades. O ex-diretor e os ex-presidentes da Casa nos últimos anos alegam ignorância. Mas é inevitável que o foco recaia sobre os suspeitos habituais: Agaciel Maia, Renan Calheiros e José Sarney.Atual presidente do Senado, Sarney costuma mentir de maneira deslavada, com a arrogância dos impunes. Há poucas semanas, mentiu ao dizer que não sabia que todo mês recebia quase R$ 4 mil de auxílio-moradia. Agora, alega desconhecer que seu neto estava empregado, sem concurso, no gabinete do amigo Epitácio Cafeteira. Certos políticos são escória. Sarney não tem moral para ser parlamentar, que dirá presidir o Senado. A faxina na Casa deve começar com seu afastamento. Se esse escândalo também não tiver punição, ficará nítido que o Senado como um todo é conivente com os crimes.
Jornal O Globo.

Isso vai dar um bode.

Uma vez eu contava causos, em Varzea-Alegre, a Joãozinho Costa. Quando passou um carro lotado de moças ( Nesse tempo ainda tinha ) Eu disse:- olha aí Joãozinho o carro vai cheio de moças, isso vai dar um bode! Joãozinho arregalou os olhos e falou:- Não diga isso não Raimundinho, que no meio vai uma filha minha e é logo a motorista. Eu notando a besteira que havia dito, raciocinei rápido e falei: - Foi por isto que eu disse, não vai nem um homem, se baixar um pneu, vai dar um bode danado para trocar.
Mundim do Vale

Lula nem faz ideia de quem foi JK - Por Augusto Nunes.


O presidente Juscelino Kubitschek foi o que o brasileiro gostaria de ser. O presidente Lula é o que a maioria dos brasileiros é. Incapaz de folhear biografias, sem paciência nem disposição para estudar a História do Brasil, Lula não faz idéia de quem foi o antecessor. Mas gosta de comparar-se a JK. Primeiro, apresentou-o como exemplo a seguir. Não demorou a descobrir-se, como reiterou no fim de semana, bem superior ao modelo e infinitamente melhor que todos os outros. Sedutor, inventivo, culto, cosmopolita, generoso, amante do convívio dos contrários, Juscelino não gostaria de ser comparado a um chefe de governo falastrão, gabola, provinciano, que odeia leituras, inclemente com adversários, a quem culpa por tudo, e misericordioso com bandidos de estimação, a quem tudo perdoa. Ambos nasceram em famílias pobres, ultrapassaram as fronteiras impostas ao gueto dos humildes e alcançaram o coração do poder. Esse traço comum abre a diminuta lista de semelhanças, completada pela simpatia pessoal, pelo riso fácil e pela paixão por viagens aéreas. Bem mais extensa é a relação das diferenças, todas profundas, algumas abissais.
O pernambucano de Garanhuns é essencialmente um político: só pensa nas próximas eleições. O mineiro de Diamantina foi um genuíno estadista: pensava nas próximas gerações. Lula ama ser presidente, mas viveria em êxtase se pudesse ser dispensado de administrar o país. Bom de conversa e ruim de serviço, detesta reuniões de trabalho ou audiências com ministros das áreas técnicas e escapa sempre que pode do tedioso expediente no Palácio do Planalto. JK amava exercer a Presidência, administrava o país com volúpia e paixão ─ e a chama dos visionários lhe incendiava o olhar ao contemplar canteiros de obras que Lula visita para palavrórios eleitoreiros. Lula só trata com prazer de política. JK tratava também de política com prazer. O país primitivo dos anos 50 pareceu moderno já no dia da posse de JK. Cinco anos depois, ficara mesmo. O otimista incontrolável inventou Brasília, rasgou estradas onde nem trilhas havia, implantou a indústria automobilística, antecipou o futuro. Cometeu erros evidentes. Compôs parcerias condenáveis, fechou os olhos à cupidez das empreiteiras, não enxergou o dragão inflacionário. Mas o conjunto da obra é amplamente favorável. Com JK, o Brasil viveu a Era da Esperança.
O país moderno deste começo de milênio pareceu primitivo no momento em que Lula ganhou a eleição. Seis anos e meio depois, ficou mesmo. As grandezas prometidas em 2002 seguem estacionadas no PAC. As estradas federais estão em frangalhos. A educação se encontra em estado pré-falimentar. O sistema de saúde é lastimável. A roubalheira federal atingiu dimensões amazônicas. Mas Lula está bem no retrato, reiteram os institutos de pesquisa.Talvez esteja. Primeiro, porque milhões de brasileiros inscritos no Bolsa-Família são gratos ao gerente do programa que os reduziu a dependentes da esmola federal. Depois, e sobretudo, porque o advento da Era da Mediocridade tornou o país mais jeca, mais brega, muito menos exigente, muito menos altivo. Nos anos 50, o governo e a oposição eram conduzidos pelos melhores e mais brilhantes. O povo que sabia sonhar sabia também escolher melhor. Mereceu um presidente como JK. No Brasil de Lula, mandam os medíocres. O grande rebanho dos conformados tem o pastor que merece.
Augusto Nunes.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Batismo

Aluisio.
A maior invenção do mundo é o amor e hoje você foi banhado pelo amor infinito do Espírito Santo através do Batismo. Daqui pra frente à vida estará diante de você de mãos abertas a lhe oferecer, prodigamente, tudo o que você deseja de bom: Os atributos divinos, sabedoria infinita e saúde infinita. Você é uma unidade toda poderosa envolvida pelo amor infinito de Jesus Cristo, capaz de transmitir bondade, harmonia e fraternidade. Viva a idade espiritual de criança sem medos e sem angustias e ao crescer seja alegre, simples, grato, amável, corajoso e fraterno.
A. Morais

Queijo do Sanharol - genoino - puro.

Ontem estive no Sanharol, em Várzea-Alegre. Encontrei com meu amigo e parente Joaquim Leandro Bitu, o nosso conhecido Bitu. Antes da segunda cerveja, no Bar do Herculano, chegou ao local o Manuel Leandro, nosso amigo, parente e contemporâneo das décadas de 60 e 70 quando meninos. É normal que as pessoas quando vão falar de suas vidas falem mais das coisas positivas e boas do que daquelas que não deixaram boas lembranças, ou seja, dificuldades e aperreios. O Manuel é um daqueles que não esquece nem uma nem outra situação, fala de tudo, e quando o assunto é dificuldade ele ainda aumenta um bocado. Contava o Manuel que os pais dele Antonio Leandro e Carmelita para assegurar alguma receita a mais e sustentar a família, compravam leite e faziam um queijo de manteiga da melhor qualidade para venderem em Várzea-Alegre. Os clientes eram os melhores da praça: Padre Otavio, Quinco Honório, Luis Proto, Josué Diniz, Dr. Lemos etc. Um dia sobrou um queijo e o Manuel teve que sair oferecendo para clientes que não conheciam ainda a qualidade do produto. Esse queijo é bom mesmo menino? Perguntou o freguês! É sim senhor, respondeu Manuel. Você garante que é bom mesmo. Só posso comprar tendo garantia, completou o cliente. Manuel pensou um pouco e disse: Eu não posso dar a garantia que o senhor pede, porque eu só conheço mesmo direito o soro e é depois de três dias quando mãe já tem tirado toda a nata para fazer a manteiga. O Manuel foi funcionário da empresa de ônibus Várzea-Alegrense em São Paulo. Um dia resolveu botar a empresa na justiça. No momento da audiência a Juíza perguntou: senhor Manuel você tem advogado? Ele respondeu não senhora, eu não tenho dinheiro, quem tem muito dinheiro é o dono da empresa que me disse que ia compra o promotor e a juíza. Depois de toda confusão Manuel voltou da audiência de carona com o Manuel Ferreira proprietário da empresa e foi reintegrado ao quadro funcional novamente. Pode?
A. Morais

França desmente Lula sobre indenizações.

O governo francês negou hoje que tenha assumido o compromisso de indenizar as famílias das vítimas do acidente com voo 447, da Air France. A informação foi dada hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após almoço em Genebra com o presidente francês, Nicolas Sarkozy. "Sarkozy me disse para ficar tranquilo porque a França assumirá a responsabilidade pela indenização das famílias brasileiras e francesas e de outros países", disse Lula. No entanto, a Presidência da República da França, por meio de sua assessoria de imprensa, negou a informação e afirmou que o pagamento seria de responsabilidade da companhia aérea, e não do governo francês. A própria Air France confirmou à agência de notícias Associated Press, que seria o seguro da empresa, e não o governo, que se ocuparia das indenizações. O Ministério do Transporte da França também negou, por meio de sua assessoria de imprensa, que Paris fosse pagar pelas vítimas. A pasta confirmou que seria a empresa aérea a responsável.
Agência – Estado.

Varzea-Alegre.

Não foi à toa que nossa cidade ganhou este nome. Ela faz jus com muita categoria. Quando os conterrâneos se encontram não faltam histórias engraçadas envolvendo a cidade e seus moradores. Esforçando a minha memória e ouvindo algumas pessoas eu passei para o papel alguns causos irreverentes do nosso lugar. Só os nomes como as pessoas são tratadas e os contos fantasiosos de alguns já justificam esse catálogo.
Alguns nomes:
Antônio de Manoel de Pedro do Sapo
Chico de Antônio Chico do Chico
Nonato de Pedro de Antônio de Souza do Roçado de Dentro
Chico de Zé Joaquim da Unha de Gato
Algumas histórias:
Foi Manoel Cachacinha que na sua embriaguês habitual, criou o slogan “Várzea Alegre é natureza.”
Chagas de Roendo dizia que tinha arrancado uma botija no oitão da casa de José Raimundo, mas quando tava contando o dinheiro o bando de lampião tomou e ainda ferrou a bunda dele. Mas ninguém nunca viu a marca.
Valeriano contava que foi seqüestrado por extraterrestres e passou uma semana a bordo de um disco voador, só foi liberado depois que confessou que na Varjota tinha nascido um menino com duas cabeças.
Gregório Gibão dizia que tinha morrido engasgado com jatobá, mas quando chegou no céu, Deus mandou ele voltar e ainda disse que só era para ele morrer depois que Raimundo de Jessé se casasse.
Assis de Pacim dizia que uma vez estava soltando uma arraia , veio um vento forte e puxou a arraia com ele até as nuvens. De lá ele teve a melhor visão aérea da cidade.
Chagas Taveira criou o personagem“ Xô Meruanha “ um gigante extremamente desproporcional, que ficou para a cidade como Iracema ficou para Fortaleza.
João Sem Braço, quando o assunto é sobre a terra do arroz ele fala: Eita Vazalegre boa! Só é longe.
É por essas e por outras, que eu invento de escrever sobre essa nossa VÁRZEA sempre ALEGRE.

Mundim do Vale.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sugestão

Como falei foram três as sugestões para postagem de vídeos. Escolhi a musica da Marisa Monte por acaso. O amigo leitor Beto Sousa me questionou qual critério eu teria usado para decidir. Não houve critério para escolha e por essa razão estou fazendo a postagem do vídeo escolhido por ele. Trata-se de uma musica bonita, cenário bonito, essas crianças cativam e caem bem na historia. Parabens Beto foi uma boa escolha a sua. Vavá = convite de casamento.

A. Morais.

Poesia de Mundim do Vale.


Recebi mais uma colaboração de Mundim do Vale, que, em sua generosidade, sempre nos presenteia com versos da melhor qualidade. Desta vez, o poeta fala de coisas que já não se vê mais, que ficaram obsoletas nesse mundo louco em que vivemos. O interessante é perceber que as coisas estão ficando obsoletas cada vez mais rapidamente.


É o novo!

Um amigo me pediu
Pra fazer uma rima antiga,
E da cabeça saiu
Constipação e fadiga.

Forcei minha paciência
Me lembrei de saliência
De apocada e sisuda.
Lembrei de moça falada,
De mulher amancebada,
De teúda e manteúda.

Me lembrei de taboada
Para ensinar a contar,
Lembrei quando era cobrada
A minha taxa escolar.

Lembrei revista cruzeiro,
Papel almaço, tinteiro,
Pena e o mata-borrão.
Lembrei de aluno pescando,
E a professora brigando
Com a palmatória na mão.

Me lembrei de andajá,
De enganador de apito,
Bolo ligado, aluá,
E taboa de pirulito.

Puxei mais pela memória,
Lembrei de cigarro astória,
Continental e elvira.
Lembrei chiclete de bola,
Quebra queixo, mariola
E de mel de jandaíra.

Lembrei roleto de cana
E papa de carimã,
De prato de porcelana e
Pastilha de hortelã.

Falei em gripe asiática,
Em cola de goma arábica,
Jardineira e marinete.
Falei em réis e tostão,
Cueca samba canção,
Suco de uva e grapete.

Falei em fogão jangada,
Em cepo de caminhão,
Isqueiro sete lapada
E na dança de feição.

Lembrei de bingo dançante,
De caixeiro viajantee
De bica jacaré.
Falei em vento caído,
Catapora, estalicido,
Pereba e bicho de pé.

Lembrei de blusa banlon,
De riri, de gigolé,
De música de Roni Von,
De frejo e de cabaré.

Sem perguntar a ninguém,
Lembrei foguista de trem,
Pastorinha e sacristão.
Lembrei de bola de meia
Bingo de galinha cheia
E de jogo de gamão.

Das coisas que me lembrei
Teve sabão de tinguí,
Cana madeira de lei
E a velha t.v. tupi.

Relógio de algibeira,
Espingarda socadeira,
Show de Tonico e Tinôco.
Caco de torrar café,
Frasco de guardar rapé,
Rosário feito de coco.

Não esqueci de lambreta
O transporte do playboy,
Me lembrei de carrapeta,
De corrupio e rói rói.

Lembrei jogo de peteca,
De relancim e sueca,
De lu e cara ou coroa.
Também lembrei mina avó
Que fazia pão- de- ló,
Manzape, sequilho e broa.

Também lembrei Ludugero
Mandando Otrope calar,
A marcha “ mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar.

“Da revista luluzinha,
Das músicas de emilinha,
E o livro capivarol.
Lembrei de disco de cera,
De pingüim de geladeira,
De quartinha e urinol.

Eu me lembrei de frasqueira,
Bateria pra panela,
De bule, de cristaleira,
Colher de pau e sovela.

Perguntei a um beradeiro
Quem foi que nasceu primeiro
Se foi o pinto ou o ovo.
Quando mostrei esse verso,
Pensando ser um sucesso
Ele me disse: - è o novo!

Mundim do Vale.

Postagem consertada por: Dihelson Mendonça

domingo, 14 de junho de 2009

Cumprindo promessa.

Há poucos dias fiz uma proposta que consistia em receber dos leitores sugestões com vídeos de musicas a serem postados. Houve algumas sugestões, três pelo menos. Como estamos ainda sob o efeito romântico do dia dos namorados, escolhi a sugestão de um leitor que pede para não ser identificado. A musica da Marisa Monte. Curta.

A. Morais.

sábado, 13 de junho de 2009

A Mulher mais falada.

Quando a Dra. Auri Moura Costa, primeira juíza do Brasil, foi nomeada para a comarca de Várzea Alegre, o povo da cidade achou esquisito uma mulher juiz. O comentário foi geral, chegou até a constar nos Contrastes de Várzea Alegre. Tinha na cidade um cidadão de nome José Sobrinho, que exercia a função de leiloeiro oficial da paróquia e era ainda diretor do grupo de maneiro pau. Grupo esse que chegou a se apresentar à bordo de um navio na cidade de Fortaleza, onde os jornais: O Povo e Correio do Ceará, divulgaram a matéria. Zé Sobrinho tinha um garoto de dois anos que já chamavam de Aurino, mas que ainda era pagão. Um dia ele chegou para a esposa e falou: Muié, eu vou batizar Aurino, O padim vai ser Zé Joaquim e pra madrinha eu vou chamar a juíza. A mulher descordando deu uma rabissaca e disse: Ou Zé! Larga mão de ser besta, tu num tá vendo qui aquela muié num vai querer. Pruquê tu num chama Raimunda Preta, qui pelo meno é da famía. Zé descordou: Não Sinhora, eu vou falar cum ela é agora. Foi na mala pegou o mesmo cenário que tinha usado em Fortaleza. Próprio para ocasiões especiais: Uma calça de mescla daquelas que depois de enxuta fica em pé sem ninguém dentro, uma camisa de riscado abotoada até o gogó, um chapéu de massa grande do tipo apara castigos, um par de alpercatas currulepe feitas por José Faustino, e um rosário comprido com uma medalha de São Francisco na ponta. Chegou na casa da juíza, bateu palmas ela mandou que ele entrasse. Ele entrou tirou o chapéu e foi logo falando: Bom dia Dona Juíza. Eu vim aqui prumode chamar a sinhora pra ser madinha de Aurino meu. Eu tou chamando pruquê a sinhora é a muié mais falada da Rajalegue. A juíza perdoou a ingenuidade e ignorância daquele homem rude. Mas a madrinha de Aurino foi outra. Naquela época a mulher mais falada da cidade era uma prostituta.
Mundim do Vale.

Um indicador de riqueza.

Quando Pio Carvalho morava com o seu cunhado Britinho, no sitio Pau Seco, a casa do sitio ainda era daquelas que a latrina ficava afastada do conjunto residencial. Certo fim de semana, ele resolveu usar o sanitário, encontrando-o limpo e oferecendo até papel higiênico, coisa difícil para aquele ido. Quando retornava da “desobrigada”, encontrou sua irmã na cozinha e perguntou: Mariínha! Quem é o cu rico que vai chegar? Pio era cheio de presepadas e estava sempre aprontando as suas. Certa vez, viu que sua sobrinha Dona se aproximava de casa, então se escondeu atrás da porta a fim de assustá-la, e quando ela transpôs a soleira, ele apresentou-se de chofre: Pei.. Dona!
Cel. Ronald Brito.

Cidadã Cratense.

Nascida em Independência (CE), em 22.11.1924, filha de Raimundo Braz de Oliveira e Maria Gonçalves de Oliveira, foi para Crateús (CE), então aos sete anos de idade, para residir com seus tios Joaquim e Zezinha, os acompanhando quando da transferência da família para o Crato, em 1937. Seus tios Joaquim e Zezinha foram genitores de vários filhos que se tornariam ilustres, dentre os quais destaco o saudoso Dr. Raimundo Coelho Bezerra de Farias, médico e político que exerceu importantes cargos como os de Deputado Federal Constituinte, Secretário de Saúde do Estado do Ceará e Prefeito Municipal do Crato. Acolhida no seio daquela importante família, viveu até se casar em 1943 com o Varzealegrense Manoel Sampson Bezerra, partindo com o mesmo para Aba da Serra, zona rural de Várzea Alegre (CE), onde deram início à vida conjugal que resultou na descendência de 77 pessoas, entre 13 filhos, 36 netos, 26 bisnetos e 02 tataranetos, sem contar, ainda, com mais 02 bisnetos atualmente por virem. Como diz nossa irmã Ana Cristina: “Uma descendência invejável para qualquer família e orgulho para nossa”.
É com alegria que faço o registro do aniversário, hoje, da nossa sobrinha Bruna Laíssa Coelho Sidrin Tavares, filha de nossa irmã caçula, Tereza Cândida, que foi um grande presente para mamãe ao nascer na mesma data de seu aniversário. Durante os 13 anos vividos na Aba da Serra mamãe foi dona de casa, agricultora e professora estadual e papai foi agricultor e vereador. Em 1956 se transferiram para Cedro (CE), em busca de melhores estudos para os seis filhos de então. Naquela cidade mamãe continuou dividindo os afazeres do lar com os de professora e papai foi enfermeiro, dono de farmácia, vereador e fiscal da Fazenda Estadual. Voltaram a residir no Crato em 1970, com treze filhos, dois já casados, e alguns netos, onde mamãe, já professora aposentada, continuou com os afazeres do lar e papai como cobrador de impostos até o último dia de sua vida. Sempre que nosso pai se referia aos filhos, dizia: “Tenho 13 filhos e nenhum problema”, numa negação ao dito de que: “Em toda família tem uma ovelha negra”. Embora a modéstia me impeça de tecer comentários sobre nós, permito-me afirmar que não conhecemos ovelhas negras na descendência de Cândida e Manoel, cujos 13 filhos se tornaram pais ou mães e cidadãos ou cidadãs de condutas ilibadas.
Hoje não sinto clima para tristeza, nem para aqui relatar as dificuldades que Cândida e Manoel enfrentaram durante os 44 anos de convivência conjugal, só terminada com o falecimento de nosso saudoso pai em 1987. Sinto sim, o clima festivo em ver uma tão importante e tri-centenária comunidade como a do Crato, reconhecer a importância desta mulher, que na década de 1930 viu ser erigida na bela Praça Francisco Sá, a Coluna da Hora, que é encimada pelo Cristo Redentor, ícone da fé e religiosidade cratenses, e que tem em seu pedestal a inscrição: “Sede bem vindo, nesta terra há sempre lugar para todas as pessoas de boa vontade”, o que confirma a hospitalidade de seu povo. E você, mamãe, foi bem vinda, tão bem vinda que hoje estes nobres vereadores, legítimos representantes de todos os Cratenses, lhes outorgam o título de Cidadã Cratense, o que a coloca em igualdade com pessoas como Alexandre Arraes, Bárbara de Alencar, Pinto Madeira, Monsenhor Rocha e todas as pessoas que, por berço ou por adoção, podem ostentar o honroso título de Cidadão ou Cidadã Cratense. Cândida, dona de casa, agricultora, professora e esposa de Manoel, com o qual teve 19 filhos e conseguiram criar, com grande amor e sabedoria, os 13 aqui presentes. É esta a mulher hoje homenageada.
Agradeço, em meu nome e em nome dos meus irmãos, a esta Casa, que um dia abrigou nossa saudosa Tia Dandinha, ilustre Vereadora, professora e poetisa Bernardina Villar Costa, e que leva o nome do nosso parente, também saudoso e inesquecível Vereador José Valdevino de Brito, pela imensa alegria de ver nossa mãe ser alvo do tão importante título, neste dia em que completa 83 anos de exemplar e produtiva existência.
Tarciso Coelho.