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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Jesus Salvador - Roberto Carlos e Erasmos Carlos

Uma prece para os amigos do Blog do Sanharol: Jesus Salvador.



Antonio Alves, do Sanharol - Por Antonio Morais.

João Alves de Menezes, João do Sapo do Sanharol era primo legitimo do Antônio Alves. Em sua casa trabalhava como agregado um rapaz de nome João Hipólito que era meio traquina. Quando começou a se espalhar o zum zum zum de que o João Hipólito estava espiando as mulheres se banhar na cacimba de Zé de Ana, João do Sapo determinou a arribada de João Hipólito do lugar.

A ninguém interessava mais a manutenção do segredo do que a Antônio Alves, pois era pai de oito filhas, que de certa forma podiam ter sido vitimas das olhadas do espião, fato na época considerado de gravidade extrema. Por volta das cinco horas da tarde, de um feriado, um grupo de 12 moças e 12 rapazes jogavam peteca em frente a casa de Antônio Alves, exatamente onde fica hoje a casa de Antônia Alves de Morais, a minha mãe. Antônio Alves saiu para o terreiro e adaptou essa letra a musica de mulher rendeira:

A cacimba do seu Izé
Anda um pouco acanalhada
João Hipólito olhando até
O banho da mulherada.

Daí por diante, segredo se desfez, Frazo do Garrote tomou conhecimento da conversa e o resto mundo também.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

TEM GENTE QUE - Por Luiz Lisboa


Adora o sofrimento
Quando na pessoa oposta
Deseja tudo de mal
Fica esperando resposta

Se alguém tá no abismo
É motivo de conforto
Não existe piedade
E prefere te ver morto

Adora o teu lamento
É bom ver você sofrer
Vitória, basta o outro perder

Este nunca sobe ao pódio
Aquele que semeia o ódio
Deus nunca dar o poder.

Em causa própria - Ricardo Noblat


Que tal? Fica combinado assim: Lula foi o vencedor da eleição para prefeito da cidade de São Paulo. Lula, e não Fernando Haddad que nunca disputara eleição. O PT? Não, gente - Lula. Porque o PT reagiu à arriscada proposta de Lula de ir à luta com um candidato jovem e desconhecido dos paulistanos. Lula foi obrigado a arquivar os bons modos: espancou a mesa e forçou o PT a se render à sua vontade.

Os paulistanos? Não. Lula. Por que o que teria sido deles se Lula, o esperto, não lhes tivesse proporcionado a oportunidade de votar em Haddad? Fica combinado também que Lula nada tem a ver com as derrotas colhidas pelos candidatos que apoiou em outras cidades. Nem mesmo por aqueles que Lula se empenhou de fato em eleger - gravou mensagens para os programas de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, pontificou em comícios e passeatas, e repetiu a dose ao perceber que a primeira não fora suficiente.

Vocês imaginam o quê de Lula? Que ele é milagreiro para sair por aí acendendo todo tipo de poste? Lula acreditou que Vanessa Grazziotin, candidata do PC do B a prefeita de Manaus, não era um poste. E não era. Foi vereadora, deputada estadual e federal. E há dois anos se elegeu senadora derrotando Arthur Virgílio, na época o todo-poderoso líder do PSDB no Senado. O governador do Estado apoiava Vanessa. Eduardo Braga (PMDB), líder do governo Dilma no Senado, também. Fora os principais grupos econômicos e de comunicação locais. Lula deve ter pensado: por que não pegar carona numa vitória quase certa para assim poder humilhar Arthur?

Foi direto e franco. No bairro mais popular de Manaus, disse que estava ali menos por Vanessa e mais por Arthur. Acusou Arthur de um dia tê-lo ameaçado com uma surra. E pediu para que ninguém votasse nele. Pediu, não, cobrou, exigiu, ordenou. Os manauaras não gostaram. Não gostam de quem quer mandar neles. A cidade havia dado a Arthur a maioria dos seus votos para reconduzi-lo ao Senado. Vanessa acabara eleita com os votos do interior. Manaus emitia todos os sinais de que votaria de novo em Arthur. Por gostar dele. E como forma de reparação.

Lula despachou Dilma para lá há uma semana. Deu chabu. Vanessa subiu somente um pontinho nas pesquisas de intenção de voto. Arthur ganhou, ontem, com folga. A pedido de Lula que fora a Salvador duas vezes, Dilma desembarcou por lá para barrar a eleição de ACM Neto (DEM). E atacou-o sem dó nem piedade. Ao lado de Nelson Pelegrino, o candidato do PT em apuros, Dilma bateu da cintura para baixo: Aqui não pode ter um governinho. E insistiu: Aqui não pode ter um governo pequenininho.
ACM Neto mede menos de 1m65cm. Pesquisas para consumo interno da campanha do candidato do PT mostraram que os moradores de Salvador se irritaram com o que ouviram de Dilma. Mexer com uma característica física do adversário? O que é isso, meu irmão? E se ACM Neto tivesse respondido: Precisamos em Brasília de um governo mais enxuto, mais leve, mais ágil...?
A maior lambança promovida pelo PT nesta eleição foi no Recife, cidade que governa há quase 12 anos. Como o prefeito era mal avaliado, Lula indicou o senador Humberto Costa para concorrer à vaga dele. Esqueceu-se de combinar com Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB. Na véspera de anunciar que a candidatura de Humberto teria seu patrocínio, Lula recebeu um telefonema de Eduardo: Presidente, estou ligando da sala onde meu avô, em 1964, recebeu dois militares, um deles armado com uma metralhadora, quando vieram depô-lo. O avô de Eduardo, Miguel Arraes, era governador de Pernambuco. Acabou preso e exilado. Eduardo continuou o que queria dizer a Lula. Naquela noite, havia nove crianças dormindo aqui no Palácio. Meu avô disse aos militares: "Vocês me prenderão e me levarão daqui. Mas eu não renunciarei ao mandato de governador de Pernambuco".

Lula entendeu o recado e ainda argumentou com Eduardo que o candidato poderia não ser Humberto. Mas Eduardo sabia que o PT reservara espaço no programa do radialista Geraldo Freire para Lula anunciar no dia seguinte a candidatura de Humberto. O PSB de Eduardo lançou candidato a prefeito e o elegeu no primeiro turno. Lula fez cara de paisagem. Eduardo fez cara de aspirante a candidato a presidente da República. O desastre do PT no Recife, Salvador, Fortaleza, Diadema e Campinas, e a vitória do PSDB em Manaus não significam que Lula e Dilma estejam em baixa nas cidades onde apostaram o grosso de suas fichas. Longe disso. Significa apenas o que o marqueteiro mais iniciante já sabe de cor: eleição municipal é um fenômeno local, local, local. As pessoas votam em quem possa governar bem o lugar onde elas vivem.

No caso de São Paulo, cansadas de Serra, elas o trocaram por Russomano. Serra bateu o recorde da rejeição - 52%. Nem Maluf jamais foi tão rejeitado. Mais tarde, decepcionadas com Russomano, aderiram a Haddad. Uma fatia enorme se absteve ou votou nulo e em branco. Não foi por Lula que elegeram Haddad. Basicamente, foi por elas mesmas.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

LUIZ GONZAGA UNIVERSAL.



Recados das ultimas eleições - Por Antonio Morais

Governador Eduardo Campos - PSB


Analizando-se os resultados das ultimas eleições, razoando-se pelos resultados e de forma desapaixonada concluímos que o governo e o Partido dos Trabalhadores apequenaram-se.

Está quebrado o mito de que o "Rei Midas" dando um toque está decidido. Ninguem manda na vontade alheia. O Lula, o governo e seu partido elegeram apenas o prefeito de João Pessoa nas capitais do nordeste. Perderam nas demais, inclusive onde  é governo: Recife, Fortaleza, Teresina, Salvador. Elegeram, em todo pais apenas quatro prefeitos de capitais. Rio Branco, João Pessoa, Goiana e, São Paulo que servirá de consolo para contarem vantagens e cagarem goma, pois se trata do maior conglomerado eleitoral do pais. No entanto, pelo menos nas três ultimas eleições presidenciais, este fato não se converteu em vantagem, José Serra perdeu duas e o Geraldo Alkimin perdeu uma eleição com o apoio irrestrito  do prefeito paulistano.

Não há duvidas. O governo que era refém do PMDB, de hoje em diante, será também refém do PSB e, terá grandes dificuldades para governar e para formar uma chapa às próximas eleições presidenciais sem se encrencar com partidos da base aliada.. 

Votação de Genoino é marcada por tumulto e vandalismo - O Globo



Cercado por aproximadamente 50 militantes do PT, o ex-deputado José Genoino votou neste domingo na cidade de São Paulo em meio a um tumulto que terminou em pancadaria e cenas de vandalismo. Os petistas, que xingavam e batiam em jornalistas, além de derrubar eleitores que estavam no local, avançaram pelos corredores da universidade empurrando cadeiras, chutando lixeiras e quebrando vidros de um dos murais da entidade. Usando bengala, a aposentada Jose Bacarácia, 82 anos, foi derrubada no chão durante a passagem da militância petista.
Genoino carregava uma bandeira do Brasil, vestindo-a como uma capa e usando-a em algumas ocasiões para esconder o rosto e evitar ser fotografado. No tumulto, apenas seguiu em direção à seção de votação. Depois de votar, caminhou agitando o braço esquerdo com o punho cerrado, sempre rodeado pelos militantes, que impediram a aproximação ou perguntas dos jornalistas.

Em meio a tumulto entre apoiadores e críticos, José Dirceu vota em SP - O Globo



Ex-ministro da Casa Civil e condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha no julgamento do mensalão, José Dirceu votou no fim tarde deste domingo em meio a gritos da militância petista e de eleitores que o chamavam de "ladrão".
Dirceu votou na Escola Estadual Princesa Isabel, no Bosque da Saúde, na Zona Sul de São Paulo. Chegou às 15h40m cercado por seguranças e dizendo que não daria entrevistas. Só vou falar quando acabar o julgamento — afirmou o ex-ministro, cujas penas por causa de seu envolvimento no mensalão ainda serão definidas pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Dirceu demorou menos de cinco minutos para votar e reclamou do empurra-empurra envolvendo jornalistas, militantes do PT e eleitores. Em maior número, apoiadores com adesivos do candidato Fernando Haddad (PT) e camisetas com o rosto de Dirceu gritavam: "Dirceu / guerreiro / do povo brasileiro".
Moradores da região tentavam se aproximar xingando o ex-ministro de "ladrão" e "vergonha da nação". Os dois grupos bateram boca dentro do colégio eleitoral, mas não houve agressão.


Lewandowski é xingado de ‘bandido e corrupto’ após votar em São Paulo - Lino Rodrigues, O Globo



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, foi vaiado e xingado de ‘bandido, corrupto, ladrão e traidor’ na saída da Escola Estadual Mario de Andrade, em Campo Belo, Zona Sul de São Paulo, local onde vota.

Pouco antes de ser reconhecido, ele disse que a reação popular em todo o país tem sido de cumprimentos e pedidos para tirar fotos.

Votei normalmente. Entrei pela porta da frente e como qualquer cidadão entrei na fila. Tudo na maior tranquilidade. Isso é democracia, liberdade. As reações agora (os xingamentos) são normais. Estou aqui com vocês (jornalistas) e muito exposto — disse, já nervoso com os gritos e sendo puxado pelos assessores. 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Eduardo Campos volta a cobrar de Dilma ações contra a seca - Blog do Eliomar de Lima

O governador Eduardo Campos (PSB) enviará nesta sexta-feira (26) uma carta à presidente Dilma Rousseff (PT) para pedir agilidade às ações emergenciais da Operação Seca.  A decisão foi tomada nesta quinta (25) durante uma reunião, na sala de monitoramento da Sede do Governo, com vários secretários estaduais do Comitê Integrado de Enfretamento à Estiagem. Depois de mais de quatro horas de reunião, Eduardo decidiu relatar algumas dificuldades apresentadas nas ações desenvolvidas em parceria com a União, além de sugerir melhoria nos programas de complementação de renda. Entre as proposições feitas no texto endereçado à presidenta, ele pede ao Governo Federal a ampliação do Programa Bolsa Estiagem. O benefício de ajuda de custo é feita em cinco parcelas mensais de R$ 80.

Precisamos levar o Bolsa Estiagem ao público do Garantia Safra, que está concluindo as cinco parcelas do benefício (de R$ 680) este mês. Assim, estaremos corrigindo falhas no cadastramento federal, que exclui alguns trabalhadores rurais de um ou outro programa”, disse o socialista. Ele explica que é possível juntar os grupos, uma vez que “o Chapéu de Palha Estiagem começa a pagar, já no próximo dia 30, todos os agricultores cadastrados nos dois programas (Garantia Safra e Bolsa Estiagem) a bolsa de R$ 280?.

O texto ainda cobra um reforço na adutora do Oeste, que será responsável pelo abastecimento de água de grande parte do Sertão pernambucano. A questão do transporte do milho do Mato Grosso e o Programa de Aquisição de Alimentos para Ovinos e Caprinos também estarão listadas. “As minhas cobranças são feitas como uma pessoa que se coloca no lugar de está enfrentando a mais dura estiagem dos últimos 50 anos”, defendeu o governador.

Quem se habilita a identificar? - 012 - Por Antonio Morais


O Quem se habilita a identificar de hoje  é uma homenagem ao distinto e elegante casal varzealegrense com passagens por Crato, São Paulo e Fortaleza. 

Ele grande empreendedor do ramo de transportes de passageiros entre nordeste e sul do pais, já falecido. Ela uma das primeiras professoras de nossa terra, residente atualmente na cidade de Fortaleza.  Gente querida.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Uma Urgente Aula de História - Lúcia Hippólito

Nascimento do PT:

O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base. Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento de um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.

Crescimento do PT:

O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras. O PT lançava e elegia candidatos, mas não "dançava conforme a música". Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas. O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto. Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros. Tudo muito chique, conforme o figurino.

Maioridade do PT:

E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas. Pessoas honestas e de princípios se afastam do PT. A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plínio de Arruda Sampaio Junior. Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloísa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.
Os militantes ligados a Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida, Frei Betto. E agora, bem mais recentemente, o senador Flávio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.
Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.

Quem ficou no PT?

Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas. Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64. Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República. Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado. Cavando benefícios para os seus. Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente. É o triunfo da pelegada.

005 - Histórias de varzealegrenses - Por Antonio Morais


Tributo ao deputado Otacílio Correia "In Memoria".

O Blog do Sanharol, no dever de informar, sua finalidade principal, já comentou um pouco sobre a formação religiosa e política de nosso município, fez alguns registros das famílias e de hoje em diante, fará uma coletânea dos gênios desta terra de gente bem humorada, alegre, solidária e amiga. Começaremos com um tributo ao Ex-deputado Luiz Otacílio Correia, uma das maiores personalidades de nossa terra em todos os tempos.

Sabemos que a política é a atividade que desperta paixões, raiva e muitas vezes até ódio. Pois bem, ódio era o que se disseminava entre os correligionários dos Deputados Antônio Câmara e Júlio Rego no município cearense de Tauá e regiões próximas. Adversários ferrenhos, seguidores de tendências e chefes políticos diferentes, não se falavam. E essa conduta era a pratica seguida para seus eleitores apaixonados. Um dia o Deputado Otacílio Correia passava perto de uma mesa, na assembléia, e um telefone tocou. Otacílio era muito humilde e às vezes desempenhava atribuições que não eram suas, por exemplo, atender um telefone. Apanhou o telefone e do outro lado uma voz austera pergunta: O deputado Júlio Rego está? Otacílio respondeu: não, você quer falar com o Antônio Câmara? Do outro lado: Vá à puta que pariu ! Otacílio: Quem, Antônio Câmara ou Júlio Rego? E, do outro lado o camarada irado disparou: os três.

Deixando de lado as brincadeiras, caracteristica  principal do nosso eminente conterrâneo vamos  falar de  coisa seria, de ação e de trabalho. A atual população de Várzea-Alegre, no conforto da modernidade que vive, nem se lembra dos tempos em que se vendiam água, em jumentos,  de porta em porta, hoje basta abri a torneira e a água jorra límpida e tratada, pronta para o consumo.  Fruto do operoso trabalho  do ilustre conterrâneo Otacílio Correia que por ser amigo pessoal dos ex-governadores Virgílio Távora, Tasso Jereissati e Ciro Gomes  teve facilitado os seus pleitos em favor da comunidade varzealegrense.

Na foto Dr. Pedro Sátiro, Deputado Otacílio Correia e o Governador Tasso Jereissati na inauguração do açude Olho D'Água em Várzea-Alegre, reservatório rebatizado merecidamente com o seu nome.

Quem se habilita a identificar 011? - Por Antonio Morais


Identificação: Benilce, Chiquinha Marcelo, Valdercy Clementino, Fransquinha Holando, Telma Teixeira, Odalice Leandro, Maria das Virgens.

Sete jovens senhoritas participando de animada recepção movida a saborosos petiscos. Foto dos anos 60. Alegria e descontração. A palavra com os fisionomistas.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O Brasil se tornou um país do faz-de-conta - Ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal


Não passa dia sem depararmos com manchete de escândalos. Tornou-se quase banal a notícia de indiciamento de autoridades dos diversos escalões não só por um crime, mas por vários, incluindo o de formação de quadrilha, como por último consignado em denúncia do Procurador-Geral da República, Doutor Antônio Fernando Barros e Silva de Souza.

A rotina de desfaçatez e indignidade parece não ter limites, levando os já conformados cidadãos brasileiros a uma apatia cada vez mais surpreendente, como se tudo fosse muito natural e devesse ser assim mesmo; como se todos os homens públicos, nas mais diferentes épocas, fossem e tivessem sido igualmente desonestos, numa mistura indistinta de escárnio e afronta, e o erro passado justificasse os erros presentes.

A repulsa dos que sabem o valor do trabalho árduo se transformou em indiferença e desdém. E seguimos como se nada estivesse acontecendo.

Perplexos, percebemos, na simples comparação entre o discurso oficial e as notícias jornalísticas, que o Brasil se tornou um país do faz-de-conta.

Faz de conta que não se produziu o maior dos escândalos nacionais, que os culpados nada sabiam - o que lhes daria uma carta de alforria prévia para continuar agindo como se nada de mal houvessem feito.

Faz de conta que não foram usadas as mais descaradas falcatruas para desviar milhões de reais, num prejuízo irreversível em país de tantos miseráveis.

Faz de conta que tais tipos de abusos não continuam se reproduzindo à plena luz, num desafio cínico à supremacia da lei, cuja observação é tão necessária em momentos conturbados.

Se, por um lado, tal conduta preocupa, porquanto é de analfabetos políticos que se alimentam os autoritarismos, de outro surge insofismável a solidez das instituições nacionais. O Brasil, de forma definitiva e consistente, decidiu pelo Estado Democrático de Direito.

Não paira dúvida sobre a permanência do regime democrático. Inexiste, em horizonte próximo ou remoto, a possibilidade de retrocesso ou desordem institucional. De maneira adulta, confrontamo-nos com uma crise ética sem precedentes e dela haveremos de sair melhores e mais fortes.

Em Medicina, “crise” traduz o momento que define a evolução da doença para a cura ou para a morte. Que saiamos dessa com invencíveis anticorpos contra a corrupção, principalmente a dos valores morais, sem a qual nenhuma outra subsiste.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

004 - Historias de varzealegrenses- Por Antonio Morais


Há quase 25 anos, num 01.10.1989, recebi em minha residência, por ocasião do meu aniversario, os amigos José Clementino do Nascimento e Pedro Bezerra de Souza. José Clementino, uma personalidade imortal da cultura popular de Várzea-Alegre. Compositor extraordinário e autor de dezenas de composições gravadas por Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, José Nilton, Dominguinho, Messias Holanda e Outros. Neste dia,  determinada hora, perguntei ao  nosso compositor maior: Qual a composição  mais importante de sua autoria? Ele  respondeu de pronto: O Hino de Várzea-Alegre.

Pedro Souza, meu primo e querido amigo, musico e compositor elevou o nome de nossa terra mundo a fora. Na singeleza desta minha homenagem, temo não proferir o seu nome com o devido respeito que merece. Na foto estou junto aos dois amigos e, dedico toda minha gratidão e eterna saudade.

SAUDAÇÃO A PROFESSORA DORALICE MAXIMO - POR JOÃO BASTOS BITU.


Há poucos dias vi uma foto de minha estimado professora Doralice Máximo neste Blog do Sanharol. Minha digníssima e esmerada professora de matemática no Grupo Escolar Figueiredo Correia, em Várzea-Alegre.
Pessoa a quem tenho reconhecimento e muita gratidão pelo legado de fé, dedicação e trabalhar exemplar.
Foi com ela que aconteceu um fato engraçado e interessante comigo, nos tempos de escola. Em um dever de casa, ela perguntava, em uma das questões: quais eram os vizinhos pares entre 12 e 18?

A minha resposta foi razoada pelo fato dos dois vizinhos da minha casa, "Vicente Araripe e Vicente Cesário", assim respondi, pois por coincidência os números eram 14 e 16.

Foi motivo de muitas risadas e gargalhadas da classe inteira e dos colegas até os dias atuais. Aproveito a oportunidade para mandar um grande abraço extensivo a todos que fazem parte desta família inédita e muito querida.


domingo, 21 de outubro de 2012

Enviado por Amigos de Deus


Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era sobrenatural. As notas mágicas que saiam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver seu espetáculo. Numa certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.

De repente, um som estranho interrompe o devaneio da platéia. Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou. O público parou. Mas Paganini não parou. Olhando para sua partitura, ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar. Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino de Paganini se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo Paganini não parou. Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir. Todas as pessoas, pasmas, gritaram OOHHH! 
Que ecoou pela abobadilha daquele auditório.  Uma terceira corda do violino de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára. Mas Paganini não pára. 

Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado se anima. A orquestra se motiva. O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio. Paganini atinge a glória. Seu nome corre através do tempo. Ele não é apenas um violinista genial. É o símbolo do profissional que continua diante do impossível.

Não importa o tipo de problemas que Você está tendo. Pode ser problema pessoal, conjugal, familiar, qualquer coisa que esteja afetando a sua auto-estima ou seu desempenho profissional.  Tenha certeza de uma coisa : Nem tudo está perdido. Ainda existe uma corda e é tocando nela que Você exercerá seu talento. Tocando nela é que Você irá vibrar. Aprenda a aceitar que a vida sempre lhe deixará uma última corda. Quando sentir desânimo, nunca desista. Ainda existirá a corda da persistência inteligente, do “tentar mais uma vez “, do dar um passo a mais com um enfoque novo. Desperte o Paganini que existe dentro de Você e avance para vencer. 

Vitória é a arte de Você continuar, onde os outros resolvem parar. Quando tudo parece ruir, dê uma chance a você e vá em frente. Toque na corda da motivação e tire sons de resultados positivos. Mas antes pergunte: quem motiva o motivador? Isto é: quem motiva seu cérebro, que motiva sua mão, que toca seu violino?  Não se frustre, não se desespere ….. lembre-se: ainda existe a última corda: a do aprender de novo para deslumbrar e gerar soluções. Nunca a vida lhe quebrará todas as cordas. Se os resultados estão mal, é a sua oportunidade de tocar a última corda, a da imaginação que reinventa o futuro com inovação contínua. É sempre a corda esquecida que lhe dará o maior resultado. 
Mas, se por acaso, Você se sentir no “fundo do poço”, esta é a sua chance de tocar na melhor corda do universo: Deus.

sábado, 20 de outubro de 2012

Quem se habilita a identificar 009? - Por Antonio Morais


Um quem se habilita pra ninguém botar defeito. Pra quem tem memória prodigiosa. Eu conheci  o esposo, vários de seus filhos morando na rua Dr. Leandro em Várzea-Alegre.  Esta foto é antiga, o personagem tinha apenas 09 anos de idade a época. Eu acho que apenas o Cyrle Maximo,  um fisionomista arretado é capaz de identificar. Saúde e paz pra essa nossa conterrânea.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Quem se habilita a identificar 008? - Por Antonio Morais


Hoje, a foto tem maior significado histórico do que sua própria identificação. Fazer a identificação dos  personagens é coisa muito difícil, mas trata-se da primeira sorveteria de Várzea-Alegre. Funcionava onde depois foi instalada a Vencedora do nosso  conterrâneo José Primo de Morais, José Bilé. 

O proprietário serve uma garrafa de bebida aos clientes amigos. Vamos  ver quem se habilita  a identificar  alguém. Reconheci  quatro  figuras prestimosas de nossa terra: os dois de óculos, o de camisa de xadrez e o proprietário do estabelecimento.

O Brasil e a Reforma Agraria - Por Antonio Morais

O presidente João Goulart - foto foi um dos maiores defensores da Reforma Agrária no Brasil. No exercício da presidência, passava por uma estrada no Estado de Minas Gerais e viu um casal debaixo de uma ponte. Mandou parar o carro foi até o casal e perguntou porque eles viviam naquelas condições. Resposta: porque não temos um pedaço de terra para trabalhar. O presidente mandou preparar a documentação de uma área de terra e entregou em mãos a escritura.

Poucos mesas depois de passagem pelo mesmo lugar lá estava o casal, debaixo da mesma ponte nas mesmas condições anteriores. O presidente mandou parar a comitiva e perguntou novamente: o que houve agora, o que faltou? O casal alegou a falta de um trator e implementos agrícolas. Imediatamente o presidente autorizou a compra e os entregou.

Poucos dias depois passando pelo mesmo local se repetia a mesma cena. O presidente desceu do carro, desta feita já aborrecido e perguntou: E agora o que está faltando? O caboclo esticou uma perna, encolheu a outra e disse: Um casalzinho de Japoneses.

Como Lewandowski julgaria Hitler - Autoria desconhecida.


"Senhores, não existem filmes, fotos, nem testemunhas de Hitler abrindo registro de gás em campos de concentração, nem apertando o botão de uma Bomba V2 apontada para Londres, pilotando um caça Stuka, dirigindo um tanque Panzer, disparando um torpedo de um submarino classe U-Boat sobre seu comando a navegar no Atlântico ou mesmo demonstrando habilidades no manuseio de um canhão antiaéreo Krupp, manipulando uma metralhadora MP40, uma pistola Walther P-38 ou simplesmente dirigindo um jipe Mercedez Benz acompanhado do general Von Rommel pelos desertos do norte da África.

Por isso, parece claro que não existe nada a incriminá-lo. Com certeza, ele não sabia de nada. Não via nada. A oposição diz que foram queimados documentos incriminatórios importantes, mas nada, absolutamente nada foi comprovado, apenas evidenciou-se a existência de cinzas e destroços por todos lados que somente foram trazidos com a chegada dos americanos e russos que não fazem parte da peça de acusação do processo entregue pelo "Parquet"; o Sr. Procurador.

Afinal, ele seria apenas um Chanceler e presidente do Partido Nazista; ou seja, ele não passava de um mequetreque. Jamais foi pego, ou mesmo visto transportando armamentos debaixo dos braços (tipo pão francês) ou carregando pacotes de dinheiro nas cuecas.

Alguns relatos que citavam seu nome eram meros registros de co-réus, como alguns membros da Gestapo, os quais, por conseguinte, carentes de confiabilidade. Outros relatos são de inimigos figadais - os denominados Países Aliados" e assim longe de merecerem qualquer relevância para serem tomadas como fundamentos de acusação.

Alguns o acusam de ter invadido Paris e desfilado sob o Arco do Triunfo. Esta é mais uma acusação inventiva dos opositores. Ele apenas foi visitar seu cordial amigo o General De Gaule que infelizmente havia viajado para o sul da França. Ele então, teria apenas aproveitado a sua viagem para passear e fazer compras na Avenue de Champs Elisé com seus amigos. Qualquer outra conclusão é mera ilação ou meras conjecturas que atentam a qualquer inteligência mediana. Por aí vemos que nada contribui para a veracidade das acusações.

Não afasto a possibilidade dele ser o suposto mentor intelectual, mas nada, repito, nada consubstancia essa hipótese nos autos. E olha que procurei em mais de 1 milhão e 700 mil páginas em 10.879 pastas do processo.

E não podemos esquecer que ele foi vítima de diversos atentados que desejavam sua morte, articulados pela mídia e pelas potentes e inconformadas forças conservadoras. Seus ministros como Goebels, Himmiler, Rudolf Hess e outros também nada sabiam. Eram coadjuvantes do NADA; sem nenhuma responsabilidade de "facto".

O holocausto, em que pessoas de diversas racas e etinias, talvez tenham tido um suicídio coletivo ao estilo do provocado há anos nos EUA pelo pastor Jim Jones. É,  ainda hoje, um tema controverso. Assim trago aos pares, como contraponto, a tese defendida pelo filósofo muçulmano Almanidejah que garante a inexistência de tal desgraça da humanidade.

Assim - já estou me dirigindo para encerrar meu voto Sr. Presidente - afirmando acreditar que todos eles foram usados, trapaceados por algum aloprado tesoureiro de um banco alemão que controlava financeiramente a tudo e a todos; especialmente os projetos políticos e as doação corruptivas. E tudo em nome da realização de um plano maquiavélico individual de domínio total que concebeu e monitorava do porão da sua pequenina casa nos Alpes.

"Enfim, depois de exaustivas e minuciosas vistas nos autos, especialmente nos finais de semana, trago aos pares novos dados que peço ao meu colaborador Adolfo para distribuir a todos. Depois desta minha "assentada" declaro a improcedência da ação, inocentando por completo o réu por falta de provas. É como voto, Sr. Presidente."

Qualquer semelhança não é mera coincidência.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Enviado por amigos de Deus.

LEIA - VALE A PENA!
Quando uma velha senhora morreu na seção para o tratamento de doenças da velhice em uma pequena clínica perto de Dundee, na Escócia, todos estavam convencidos de que ela não havia deixado nada de valor. Então, quando as enfermeiras verificaram seus poucos pertences, eles encontraram um poema. Sua qualidade e conteúdo impressionaram todas as pessoas, e todas as enfermeiras queriam uma cópia da mesma. Uma delas levou uma cópia para a Irlanda. A única herança que a velha deixou a seus sucessores foi publicado na edição de Natal da notícia da União para a Saúde Mental na Irlanda do Norte. Este poema, simples mas eloquente  também foi apresentado com slides. Então, esta velha senhora da Escócia, sem posses materiais para deixar ao mundo, é a autora deste poema "anônimo" que circula na Internet.
A Velha Rabugenta
Texto encontrado em pertences de uma idosa que não tinha posses materiais:
Que vêem amigas?
Que vêem?
Que pensam quando me olham?
Uma velha rabugenta não muito inteligente de hábitos incertos, com seus olhos sonhadores fixos ao longe?
A velha que não responde ao tentar ser convencida...
De, fazer um pequeno esforço?
A velha, que vocês acreditam que não se dá conta das coisas que vocês fazem e que continuamente perde a sua escova ou o sapato ?
A velha, que contra sua vontade, mas humildemente lhes permite a fazer o que queiram, que me banhem e me alimentem só para o dia passar mais depressa....
É isso que vocês acham?
É isso que vocês vêem?
Se assim for, abram os olhos, amigas, porque isso que vocês vêem não sou eu!
Vou lhes dizer quem sou, quando estou sentada aqui, como me ordenaram. Sou uma menina de 10 anos que tem pai e mãe, irmãos e irmãs, que se amam. Sou uma jovenzinha  de 16 anos, com asas nos pés e que sonha encontrar seu amado. Sou uma noiva aos 20, que o coração salta nas lembranças. Quando fiz a promessa que me uniu até o fim de meus dias com o amor de minha vida. Sou ainda uma moça com 25 anos, que tem seus filhos, que precisam que eu os guie...
Tenho um lugar seguro e feliz. Sou a mulher com 30 anos, onde os filhos crescem rápido e estamos unidos com laços que deveriam durar para sempre. Quando tenho 40 anos meus filhos já cresceram. E não estão mais em casa... Mas ao meu lado está meu marido,  Que me acalenta quando estou triste. Aos 50, mais uma vez, comigo deixam os bebês, meus netos! E de novo, tenho a alegria das crianças meus entes queridos junto a mim. Aos 60 anos, sobre mim nuvens escuras aparecem, meu marido está morto; e quando olho meu futuro me arrepio toda de terror. Os meus filhos se foram e agora têm os seus próprios filhos...Então penso em tudo que aconteceu e no amor que conheci.
Agora sou uma velha.
Que cruel é a natureza...
A velhice é uma piada, que transforma um ser humano, em um alienado. O corpo murcha, os atrativos e as forças desaparecem, ali, onde uma vez teve um coração agora há uma pedra. No entanto, nestas ruínas, a menina de 16 anos ainda está viva, e o meu coração cansado, ainda está repleto de sentimentos, vivos e conhecidos.
Recordo os dias felizes e tristes. Em meu pensamento volto a  amar, e a viver o meu passado. Penso em todos esses anos que foram, ao mesmo tempo, poucos, mas que passaram muito rápido, e aceito o inevitável...Que nada pode durar para sempre. Por isso abram seus olhos e vejam,  diante de vocês está uma velha mau humorada. 
Diante de vocês estou apenas "EU"...
Uma menina, mulher e senhora viva e com todos os sentimentos de uma vida...

Quem se habilita a identificar 007? - Por Antonio Morais


Visita do ilustre compositor José Clementino do Nascimento aos  amigos conterrâneos radicados em São Bernardo do Campo. Muita gente boa junta.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

PARABENS! FELIZ VIDA!


LUIZ CARLOS CORREIA DINIZ.

Deus lhe faça feliz.

Enviado por Amigos de Deus


Um dia, diante de uma velha  árvore torta, um pinheiro todo vergado pelo tempo, o sábio da aldeia ofereceu a sua própria casa para aquele discípulo que  ”conseguisse ver o pinheiro na posição correta”.  Todos se aproximaram e ficaram pensando na possibilidade de ganhar a casa e o prestígio, mas como seria ”enxergar o pinheiro na posição correta”?
O mesmo era tão torto que a pessoa candidata ao prêmio teria que ser no mínimo contorcionista…Ninguém ganhou o prêmio e  o velho sábio explicou ao povo ansioso, que ver aquela árvore em sua posição  correta era “vê-la como uma árvore torta”.
Só isso!
Nós temos em nós, esse jeito, essa mania de querer “consertar as coisas, as pessoas, e tudo mais” de acordo com a nossa visão pessoal. Quando olhamos para uma árvore torta é extremamente importante enxergá-la como árvore torta, sem querer endireitá-la, pois é assim que ela é. Se você tentar “endireitar“ a velha árvore torta, ela vai rachar e morrer…por isso é fundamental aceitá-la como ela é.
Nos relacionamentos é comum um criar no outro expectativas próprias, esperar que o outro faça aquilo que ele ”sonha” e não o que o outro pode oferecer. Sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão alcance dos outros. Porque temos essa visão de ”consertar” o que achamos errado. Se tentássemos enxergar as coisas como elas realmente são, muito sofrimento seria poupado. Nos relacionamentos é comum um  criar no outro expectativas próprias, esperar que o outro faça aquilo que ele “sonha“ e não o que o outro pode oferecer. Sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão alcance dos outros. Porque temos essa visão de “consertar“ o que achamos errado. Se tentássemos enxergar as coisas como elas realmente são, muito sofrimento seria poupado. Os pais sofreriam menos com os seus filhos, pois conhecendo-os, não colocariam expectativas que são suas, na vida dos mesmos, gerando crianças doentes, frustradas, rebeldes, e até vazias. Tente, pelo menos tente, ver as pessoas como elas realmente são, pare de imaginar como elas deveriam ser, ou tentar consertá-las da maneira que você acha melhor.
O torto pode ser a melhor forma de uma árvore crescer. Não crie mais dificuldades no  seu relacionamento, se vemos as coisas como elas são,  muitos dos nossos problemas deixam de  existir, sem mágoas, sem brigas, sem ressentimentos. E para terminar, olhe para você mesmo com os “olhos de ver” e enxergue as possibilidades, as coisas que você ainda pode fazer e não fez.
Pode ser que a sua árvore seja torta aos olhos das outras pessoas, mas pode ser a mais  frutífera, a mais bonita, a mais perfumada da região, e isso, não depende de mais ninguém para acontecer, depende só de você.
Eu acredito em você !

Paulo Roberto Gaefk

A bravata e a cadeia - Por Augusto Nunes


Graças ao silêncio dos companheiros, à tibieza da oposição e à clemência da Procuradoria Geral da República, Lula está acompanhando o julgamento do mensalão fora do banco dos réus.

Em vez de festejar discretamente essa conjunção dos astros que o livrou de pagar pelo que fez, o ex-presidente resolveu reafirmar que não vê limites para a insolência.

Inconformado com a condenação dos principais operadores do esquema criminoso, o padroeiro dos bandidos federais passou a açular quadrilheiros e comparsas contra as decisões do Supremo. É ele quem está por trás da procissão de entrevistas cafajestes, manifestos que torturam a verdade ou cartas de parentes tão consistentes quanto uma crítica literária de Dilma Rousseff.

Lula deve imaginar que bravatas anulam decisões em última instância. Vai descobrir que não quando o outono chegar e as sentenças transitarem em julgado. Depois disso, se quiser saber o que os companheiros estão pensando, o chefe terá de visitá-los na cadeia. 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

PE - 2012 - Ano Cultural Luiz Gonzaga.


LEI Nº 14.291, DE 03 DE MAIO DE 2011.Institui no âmbito do Calendário Cultural do Estado de Pernambuco, o ano de 2012, consagrado ao centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, e dá outras providências:

O GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO:

Faço saber que a Assembleia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica determinado o ano de 2012, no âmbito do Calendário Cultural do Estado de Pernambuco, de consagração ao centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

1º Para comemorar o ano de consagração do centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, o Governo do Estado, através das Secretarias, conjuntamente com instituições e/ou entidades ligadas à cultura, poderá organizar eventos especiais.

2º Os eventos especiais citados no parágrafo anterior deverão ter como objetivo:

I - Homenagear a produção musical do compositor;
II- Reavivar, valorizar, incentivar, fomentar e divulgar a memória do Rei do Baião.
Art : 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art.: 3º Revogam-se as disposições em contrário.

Eu sou do Banco -  José Clementino


Quem se habilita a identificar 006? - Por Antonio Morais


Quatro irmãos. Fui colega de classe de três deles em 1965 e 1966 no Ginásio São Raimundo da Getúlio Vargas em Várzea-Alegre. É com você Danúbio Bezerra. 

CAMINHÃO ACUADO - Por Mundim do Vale

Foto de Jose Felipe de Sousa.

Zé Felipe e um ajudante conduziam um caminhão Ford com oito mil quilos de lã de algodão, da cidade de Várzea Alegre para Campina Grande na Paraíba. Quando chegaram ao sítio Exu, o carro atolou. Zé Felipe desceu olhou a situação e verificou que os pneus estavam quase cobertos de lama. Acendeu um cigarro e comentou com o ajudante, que tão cedo não seria resolvido aquele problema.Quando fazia esse comentário notou vindo na estrada, dois roceiros com as enxadas nos ombros e cabaça a tiracolo. Ele então falou com o ajudante que ia fazer uma brincadeira com os dois.Os dois chegaram ele falou:
- Bom dia meus amigos, foi Deus do céu quem mandou vocês. Eu estou com este carro atolado precisando de uma descolada, posso contar com vocês?
Os dois confirmaram com um balanço de cabeça e ele continuou:
- Pois bem, eu vou para a cabine, engato uma primeira e vocês empurram tá bom?
Os dois confirmaram novamente com a cabeça e colocaram as enxadas na margem da estrada. Zé Felipe chamou o ajudante e mandou que quando os dois estivessem empurrando o carro, ele escondesse as enxadas dentro do mato. Em seguida subiu na cabine acionou o motor, mas não engatou marcha nenhuma. Os roceiros com muita boa vontade empurraram o caminhão por mais de quarenta minutos sem saberem que o motorista estava com o carro em ponto morto.Os dois já cansados e suados, pararam para descansarem um pouco, quando um deles escorado na grade traseira disse:
Cumpade! Esse caminhão só pode é tá acuado, pruquê faz mais de meia hora qui é nóis dois tangendo e o chofé isporando lá dento e o bicho parece qui num saiu do canto. O outro botou a mão na testa como quem faz continência olhou na direção da estrada e disse:
- Meu cumpade tá inganado. Ele já andou e foi muito, qui eu num tou mais avistando as enxada.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O caçador de gatuno vira padroeiro de quadrilha - Por Augusto Nunes

Em novembro de 1984, por não enxergar diferenças entre Paulo Maluf e Tancredo Neves, o Partido dos Trabalhadores optou pela abstenção no Colégio Eleitoral que escolheria o primeiro presidente civil depois do ciclo dos generais. Em janeiro de 1985, por entenderem que não se tratava de um confronto entre iguais, três parlamentares do PT - Airton Soares, José Eudes e Bete Mendes ─ votaram em Tancredo. Foram expulsos pela direção.
Em 1988, num discurso em Aracaju, o deputado federal Luiz Inácio Lula da Silva qualificou o presidente José Sarney de “o grande ladrão da Nova República”. No mesmo ano, a bancada do PT na Constituinte rejeitou o texto da nova Constituição.
Em 1989, derrotados no primeiro turno da eleição presidencial, Ulysses Guimarães, candidato do PMDB, e Mário Covas, do PSDB, declararam que ficariam ao lado de Lula na batalha final contra Fernando Collor. Imediatamente recusado, o apoio acabou aceito por insistência dos parceiros repudiados. Num comício em frente do estádio do Pacaembu, Ulysses e Covas apareceram no palanque ao lado do candidato do PT. Foram vaiados pela plateia companheira.
Em 1993, a ex-prefeita Luiza Erundina, uma das fundadoras do partido, aceitou o convite do presidente Itamar Franco para assumir o comando de um ministério. Foi expulsa. Em 1994, ainda no governo de Itamar Franco, os parlamentares do PT lutaram com ferocidade para impedir a aprovação do Plano Real. No mesmo ano, transformaram a revogação da providencial mudança de rota na economia numa das bandeiras da campanha presidencial.
Entre o começo de janeiro de 1995 e o fim de dezembro de 2002, a bancada do PT votou contra todos os projetos, medidas e ideias encaminhados ao Legislativo pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Todos, sem exceção. Uma das propostas mais intensamente combatidas foi a que instituiu a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Em janeiro de 1999, mal iniciado o segundo mandato de Fernando Henrique, o deputado Tarso Genro, em nome do PT, propôs a deposição do presidente reeleito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. O lançamento da campanha com o mote “Fora FHC!” foi justificado por acusações, desacompanhadas de provas, que Tarso enfeixou num artigo publicado pela Folha de S. Paulo. Trecho: Hoje, acrescento que o presidente está pessoalmente responsabilizado por amparar um grupo fora da lei, que controla as finanças do Estado e subordina o trabalho e o capital do país ao enriquecimento ilegítimo de uns poucos. Alguns bancos lucraram em janeiro (evidentemente, por ter informações privilegiadas) US$ 1,3 bilhão, valor que não lucraram em todo o ano passado!
O que diriam Tarso, Lula e o resto da companheirada se tal acusação, perfeitamente aplicável ao atual chefe de governo, fosse subscrita por alguém do PSDB, do DEM ou do PPS? Coisa de traidor da pátria, inimigo da nação, gente que aposta no quanto pior, melhor, estariam berrando todos. “Tem gente que torce pra que tudo dê errado”, retomaria Lula a ladainha entoada há quase sete anos.
Faz sentido. Desde a ressurreição da democracia brasileira, a ação do PT oposicionista foi permanentemente orientada por sentimentos menores, miúdos, mesquinhos. É compreensível que os Altos Companheiros acreditem que todos os políticos são movidos pelo mesmo combustível de baixíssima qualidade.
Desfigurado pela metamorfose nauseante, o chefe de governo não teria sossego se o intratável chefe da oposição ainda existisse. Sempre ao som dos balidos aprovadores, o condutor do rebanho não semelhanças com velhos retratos. O caçador de gatunos hoje é padroeiro da quadrilha federal. O parlamentar que recusou a conciliação proposta por Tancredo é o presidente que se reconcilia com qualquer abjeção desfrutável. O moralizador da República presidiu e abafou o escândalo incomparável do mensalão.
Mas não admite sequer criticas formuladas sem aspereza pelo antecessor que atacava com virulência. É inveja, Lula deu de gritar agora. O espelho reflete o contrário. Nenhum homem culto prefere ser ignorante, nenhum homem educado sonha com a grosseria, gente honrada não quer conversa com delinquentes.
Lula não esquece que foi derrotado por FHC duas vezes, ambas no primeiro turno. E sabe que o vencedor nunca inveja o vencido.
Augusto Nunes.


domingo, 14 de outubro de 2012

PAPO DE VARZEALEGRENSES - POR ANTONIO MORAIS

José de Sousa Lima e Vicente Estevão Duarte,  com licença da palavra Pé Veio e Vicente Cesário,  estavam na barbearia do segundo a antiga rua Major Jaquim Alves quando  passou um enterro.

Vicente fala para Pé Veio: vamos acompanhar!  Pé Veio responde: eu não. Mas nós temos que ser solidário com os mortos, temos que enterra-los. Pé Veio encerra o papo dizendo: mas ele não vai ser solidário comigo, ele não vai ao meu enterro. Então Vicente Cesário  lascou: é mesmo, eu vou é tomar uma gelada que com o tanto de bêbados que eu já vi passar para o cemitério quando eu chegar lá em cima não vai ter nada.  Já beberam todas.

sábado, 13 de outubro de 2012

PMDB – O partido dos mais barrados na Justiça - Por Antonio Morais


Seis partidos tiveram mais de 300 candidatos barrados pela Justiça. Na frente, estão PMDB, PT e PSDB. Há 502 políticos peemedebistas, 473 petistas e 409 tucanos cujos votos foram anulados pela Justiça. Em quarto lugar, o PDT tem 341 candidatos, seguido do PSD (309), do PP (308) e do PSB (304).

Partido Candidatos barrados
PMDB - 502
PT - 473
PSDB - 409
PDT  - 341
PSD  - 309
PP - 308
PSB - 304
PR - 287
PPS - 264
PTB - 260
PSC - 248
DEM - 243
PV - 214
PRB  - 207
PCdoB - 171
PSL - 166
PTdoB - 166
PRTB - 159
PHS  - 128
PTN  - 119
PTC  - 115
PRP  - 110
PSDC - 110
PMN - 94
PSOL - 60
PPL - 46
PSTU - 6
PCB  - 5
PCO - 5

SEXTA DE TEXTOS - Sávio Pinheiro

SONETO CANTA CORDEL

Com bons versos formamos a estrutura
Das estrofes, que nascem da poesia.
Desse encontro, criou-se a fantasia
Do cordel, que se fez literatura.

Contar sílabas transforma essa cultura,
Que a métrica nos dá em garantia
E a oração sendo o enredo que irradia
Traz a arte extraída da mistura.

Com seis versos se forma uma sextilha
E com sete a belíssima septilha
Numa alegre expressão que vem da glosa.

Nos dez versos de dez sílabas, criamos
Um martelo, que em canto, anunciamos
Dando ao texto uma forma majestosa.

QUEM SE HABILITA A IDENTIFICAR 004? - POR ANTONIO MORAIS


Um caminhão carregado de meninos. Só filhos de Antônio Pajé tem cinco, mas seria impossível  exigir a identificação da meninada. Veja se consegue identificar os adultos que estão bem sentados levando um lero.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Quem se habilita a identificar 003? - Por Antonio Morais


Evento carnaval. Local Recreio Social que ficava atras da prefeitura municipal. Tem gente do Paradé, do Mocotó e da Varzinha.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Geraldo Teté - Por Antonio Morais

Linda Brejeira, Cabecinha no ombro e o Jumento nosso irmão. Geraldo Teté aparece neste vídeo sozinho. Do seu Jeito. Assobia - Linda Brejeira e Cabezinha no Ombro, e, por ultimo canta “O jumento nosso irmão” música e letra do compositor José Clementino do Nascimento, grande sucesso na voz de Luiz Gonzaga, em homenagem ao Padre Antonio Batista Vieira, o defensor do animal.
Veja o Geraldo Teté mais uma vez e mate a saudade. 



Quem se habilita a identificar 002? - Por Antonio Morais


Genoinos do Sanharol.

Risos no Planalto - Por Lauro Jardim


Em  certo momento da reunião de ontem entre Dilma e alguns ministros para analisar o resultado das eleições, discutiu-se a influência do mensalão.

Chegaram à conclusão que o julgamento não interferiu no resultado. Passaram a listar quem ganhou e quem perdeu com a eleição de domingo, quando um ministro interveio:

Quem perdeu foi o Gurgel.

Dilma riu. Todos os ministros riram.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS.


Dizem que o ferro é forte,
Mas o fogo derrete o ferro.

Dizem que o fogo é forte,
Mas a água apaga o fogo.

Dizem que a água é forte,
Mas o vento espalha a água.

Dizem que o vento é forte,
Mas a montanha espalha o vento.

Dizem que a montanha é forte,
Mas o homem derruba a montanha.

Dizem que o homem é forte,
Mas a morte derruba o homem.

Dizem que a morte é forte,
Mas JESUS venceu a morte.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Processo do mensalão deve ser tomado como exemplo, diz ex-presidente do PT - Lisandra Paraguassu,



O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, era ministro da Educação em 2005, quando o escândalo do mensalão estourou. Chamado pelo então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a presidência do PT para tentar tirar o partido da crise em que mergulhara depois que boa parte da sua cúpula foi pega usando recursos públicos para comprar apoio no Congresso.

Para petista, julgamento influenciou eleições. Sete anos depois, Tarso vai mais uma vez na contramão da cúpula ao defender o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal como legítimo, em que todos tiveram direito de defesa, e aceitar que, "sem dúvida", estão sendo julgadas pessoas que cometeram ilegalidades.

O governador petista também acredita, ao contrário do ex-presidente Lula, que o julgamento teve influência, sim, nas eleições deste fim de semana, mesmo que o grau dessa influência possa variar.

As brigas de Ciro no Ceará - Por Lauro Jardim


Se alguém acha o estilo de Ciro Gomes na política agressivo demais, é por que não viu os embates em que ele se mete no Ceará. No final da campanha deste ano, Ciro  esteve em Maracanaú (CE) para um comício de apoio ao seu candidato a prefeito. No discurso, desceu a borduna no prefeito local, Roberto Pessoa.

A resposta de Pessoa, por meio de uma carta aberta, superou qualquer medida. Depois de chamar Ciro de “mentiroso”, “desocupado”, “boquirroto”, “destemperado” e “desequilibrado”, Pessoa manda: "O que se escuta nas rodas sociais e políticas é que esse seu comportamento de destempero, arrogância, com olhar esbugalhado e incisivo, acusações desmedidas e mentiras ao léu, sempre ocorrem sob efeito alucinógeno de substância em forma de pó branco, que se sabe não ser sal, maisena nem goma. Isso tem sido dito inclusive por profissionais e estudiosos da psicologia e psiquiatria".

REBUSCANDO O TEMPO - POR ANTONIO MORAIS


Pequena parte do terceiro encontro de varzealegrenses em Fortaleza no inicio dos anos 90. Dedicado aos amigos Dr. Savio Pinheiro e Alecio que  aparecem bem alegres e felizes.

sábado, 6 de outubro de 2012

PARADIGMAS AMEAÇADOS - POR ANTONIO MORAIS


Pelo andar da carruagem e, pelo que mostram as pesquisas até agora, alguns paradigmas velhos e conhecidos estão sob ameaça de serem  quebrados:

Primeiro - Candidato com pouco tempo de propaganda no radio e televisão não teria chances.

Segundo - Candidato sem muito dinheiro nem pensar, sem chances também.

Terceiro - E, mesmo com muito dinheiro e tempo de propaganda, não tendo um bom marqueteiro não  teria a menor oportunidade de ser bem sucedido.

Alguns candidatos pelo Brasil a fora, mostram que: Não existe receita pronta e acabada. A politica certa, a proposta certa, a mensagem certa, tem muito a ver com o candidato, com o comportamento dos adversários, com uma conjuntura quase sempre misteriosa. Muito a ver sim com instrumentos de repúdio à política tradicional e ao caciquismo.

O rei Midas perdeu o toque? - Por Sandro Vaia.

SANDRO VAIA.


Pode ser que os grandes momentos voltem. Mas a verdade é que a infalibilidade de Lula corre sério risco de deterioração. A soberba misturada com a arrogância, que a sabedoria grega chamava de húbris, incomoda os deuses, que costumam castigá-la com lições de humildade. As lições mais contundentes estão vindo do julgamento do mensalão, uma anomalia ética que o ex-presidente reconheceu com humildade num primeiro momento, chegando a pedir perdão por ela, e que depois renegou tentando dar-lhe o tratamento de uma invencionice “golpista” de uma suposta elite, que na verdade nunca deixou de bajulá-lo e adulá-lo sem nenhum pudor.

A posição firme da sólida maioria dos juízes do Supremo, com a notável exceção, até aqui, dos ministros Lewandowski e Toffoli, não deixa nenhuma dúvida não só sobre a independência do Poder Judiciário, como também da materialidade das ações criminosas detalhadas na denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República.

O patrimônio moral que o PT tentou construir desde a fase de sua fundação, vai ficando cada vez mais seriamente danificado com as sucessivas condenações que a Suprema Corte vem impondo aos envolvidos no esquema de corrupção ativa e passiva que forma o processo do mensalão. Mas a mitologia construída em torno da suposta genialidade política do ex-presidente não está sendo desgastada apenas pelo andamento do processo do mensalão.

Às vésperas das eleições municipais, delineiam-se pelo menos três cenários onde a participação pessoal ativa do ex-presidente gerou, pelo menos até este momento, a possibilidade da construção de três desastres eleitorais: A insistência na candidatura a prefeito de São Paulo do ex-ministro da Educação Fernando Haddad, em detrimento da senadora Marta Suplicy, candidata natural ao cargo que já ocupou e detentora do apoio inequívoco da maioria do partido para a disputa.

A ruptura da aliança histórica com o PSDB de Aécio Neves e o PSB mineiro em torno do prefeito Márcio Lacerda, desprezando uma reeleição quase certa para lançar a candidatura própria de Patrus Ananias.

A imposição ao PT de Recife da candidatura do ex-ministro Humberto Costa em lugar do atual prefeito João da Costa, candidato natural à reeleição, provocando um racha no partido e a consequente ruptura da aliança com o PSB de Eduardo Campos.

Os três candidatos impostos pelo diktat de Lula amargam maus prognósticos nas pesquisas eleitorais e têm escassas chances de vitória. O estrategista infalível perdeu a mão? O rei Midas não consegue mais transformar tudo o que toca em ouro?


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Mostrou o pau e não matou a cobra - Por Mundim do Vale

Certa vez Maria de Lourdes Sobreira ia para o Sanharol, quando chegou na cabeça a ladeira de Pedro Beca, avistou uma rodia de cobra cascavel pronta para o ataque. Muito assustada Maria desceu a ladeira mais ligeiro do que noticia de separação de casal. Quando chegou no pé da ladeira, encontrou Zé Terto com um landuá na mão. Muito cansada Maria pediu: Zé Terto, meu fi, me faça um favor! Qualo? Vá lá no aceiro daquela cerca e mate uma cobra que tem lá. É pra já. Terto pegou uma vara da cerca e foi até o local, mas não teve coragem de encarar a cobra.

A cascavel jogou um bote, ele soltou o pau e correu muito mais rápido do que Maria tinha corrido. Maria não gostou da covardia do seu salvador e começou logo a fazer ofensas: Deixa de ser mole nego frouxo. Tu queria era sentar na cobra? Parece que não é ome? "Êpa! Num venha me insculhambar não. Eu sou preto mas sou ome. Quer saber se eu num sou ome? Arrepare aqui"! Dizendo aquilo, ele arreou o calção e balançou os pissuidos.

Foi nessa hora que ela viu a coisa preta. Depois daquela cena Maria saiu indignada e foi fazer queixa a Antônio Costa, que era o Delegado Civil de Várzea-Alegre. O delegado mandou que um soldado fosse buscar o sujeito para ser interrogado. Quando Zé Terto chegou o delegado fez a inquirição: Zé Terto eu tenho uma denuncia muito grave contra sua pessoa. Foi verdade que você mostrou o "dito cujo" a Maria de Loudes? Foi divera seu Toim! Mas foi pruque ela me insculhambou, me chamou de nego frouxo e dixe qui eu num era ome, ai eu amostrei, que era prumode provar qui sou ome". Pois eu vou lhe dar cinco dias de xadrez!

Depois da prisão, Borboleta que era amigo do preso, saiu correndo e foi até a ANCAR para contar a Nicacia, que era irmã adotiva de Zé Terto. Nicacia saiu a procura de António Costa e quando o encontrou perguntou: Seu Toim! O que foi que Zé Terto fez para o Senhor botar ele na cadeia? Ele mostrou o pau e não matou a cobra! Respondeu o delegado.

Dedico esse causo. Ao Dr. Flávio Cavalcante. Neto do personagem pricipal.

Primeiro foco de protestantes de Varzea-Alegre - Por Antonio Morais

Padre José Alves de Lima.

O povo de formação cristã e obediente à doutrina da Igreja Católica. Não há registros de nenhuma discórdia entre igreja e paroquianos. Entre 1915 e 1920 aconteceram fatos que deixaram à população do município triste e abalada. O suicídio do Padre José Gonçalves Ferreira e a venda do patrimônio de São Raimundo Nonato pelo Padre José Alves de Lima.
Em 1919 a Diocese do Crato, decidiu criar o Banco do Cariri S.A a primeira instituição de credito da região. O Bispo aconselhou as paróquias a capitalizarem valores em ações nominais com direito a voto. O padre José Alves de Lima, vigário de Várzea-Alegre decidiu vender o patrimônio de São Raimundo que contava entre outras coisas com 400 braças quadradas de terras, na sede urbana, doadas desde a criação da paróquia, em Novembro de 1863, pelo Major Joaquim Alves, sua esposa e outros. O Padre não encontrou apoio  no poder político muito menos da população que revoltada protestou com veemência e fez surgir o primeiro foco de protestantes do município: leia-se famílias Sousa da Varzinha, Gino, Camilo e Aniceto da Vacaria..
O Padre não desistiu da idéia e vendeu o patrimônio ao Senhor Dirceu de Carvalho Pimpim. No sitio Varzinha, residia o Manuel Antônio de Sousa que protestou com um verso intitulado “Verso da Venda do Patrimônio de São Raimundo” uma obra prima que por muito tempo foi cantada e decantada por dezenas de homens nos adjuntos de apanha de arroz e nos maneiros paus da cultura popular já há muito esquecida. São 20 estrofes que as tenho bem guardadas em arquivo, e, hoje em dia, pouca gente conhece esta obra importante que serviu de protesto para todo aquele que não concordava com a venda do patrimônio do nosso padroeiro São Raimundo Nonato.

A posse da caneta - por Dora Kramer


Lula não é mais aquele, sua liderança se esvai e sua influência míngua, constatam analistas, cientistas, especialistas em geral. Daqui desse canto, no entanto, o panorama não parece assim tão definido nem soa completamente comprovada a tese de que o ex-presidente já possa ser visto como um rio que passou na vida política do Brasil. É preciso esperar para ver se as urnas conferem com o que ainda é uma impressão. Nas eleições municipais as pesquisas indicam possibilidades de arrancadas de última hora de candidatos petistas em capitais.

Se confirmadas, terão coincidido com a entrada de Lula nas campanhas e aí será preciso rever os raciocínios segundo os quais o ex-presidente já caminha para sentar praça no passado. Verdade que ele não inspira o mesmo entusiasmo entre os que até outro dia o consideravam um oráculo nem provoca o mesmo temor entre aqueles que, na oposição, evitavam enfrentá-lo. No ambiente dos políticos e partidos aliados tampouco priva da reverência de antes. É fato que cometeu erros graves de avaliação, quando superestimou seu poder de influir na vontade do eleitorado, de comandar o calendário, de dar o tom do julgamento e submeter a decisão do Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão aos seus desígnios.

São dados da realidade. Não necessariamente decorrentes de uma situação excepcional. Antes a consequência natural da perda dos instrumentos da Presidência da República. Nesse aspecto, Lula não é muito diferente de qualquer outro governante que se afastou do poder. Perdidas a caneta, a posse do Diário Oficial e a veneração inerente ao cargo, evidentemente não poderia ser o mesmo. Não há poderio eterno nem qualidades divinas. Não sendo Deus nem super-homem, Lula está ao alcance das contingências da vida, nas quais se incluem as consequências da privação de poder. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Perseguição Eleitoral - Por Antonio Morais

Jose Carlos de Alencar.

Em eleições da década de 80 do século passado, as lideranças de Várzea-Alegre fizeram um acordo para que o Presidente da Câmara Municipal fosse o vereador mais bem votado na eleição. José Carlos de Alencar, foi o vitorioso. Acontece que José Carlos era acusado de ser analfabeto e como fazer para dar posse ao prefeito eleito e presidir uma cerimônia de tal porte?

Lourival Frutuoso era o mestre de cerimonia e orientou José Carlos dizendo: Eu vou conduzir a solenidade, no final, quando eu piscar o olho você se levanta e diz: “declaro encerrada a sessão”. Encaminhados os trabalhos, discursos de quem saia e de quem entrava o Lourival piscou o olho para José Carlos que se levantou, assungou a calça, apertou um buraco a mais no cinturão e lascou: “Encerro declarada a sessão”! Mais um contraste, abriu de novo.

Perseguição eleitoral vem de longe, não só de agora com o Tiririca. Depois da constituinte da década de 80 do século passado, dois absurdos foram estabelecidos em lei: Menor de 18 anos pode votar, mas não pode ser votado e o analfabeto pode votar, mas não pode ser votado. Como pode você ter o direito de escolher e não ter o direito de ser escolhido? José Carlos de Alencar, um dos homens mais corretos e honrados de minha terra, também foi acusado de ser analfabeto, assim como o Tiririca. A sorte do José Carlos é que não tinha um suplente influente do porte do José Genoíno para tomar o seu mandato - te cuida Tiririca. Veja uma historinha do Zé Carlos:

Em 1986, sair do Crato para votar em Várzea-Alegre, dei carona ao Jodival Carlos, filho do José Carlos. Passando pelo Baixio fui levar o Jodival em casa. Quando José Carlos viu um adesivo no nosso carro com os dizeres: “motores turbo”; ele me advertiu: Morais, tire logo esse nome de Adauto Bezerra daí do teu carro que o juiz tá é brabo, está prendendo todo mundo. Adauto Bezerra era o candidato do José Carlos naquelas eleições.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Trezena de Santa Genoveva - Por JFlavio Vieira

Dona Siderina, este é um dos únicos consensos da cidade, possui a língua mais afiada de Matozinho. Ligua dessas de se usar em cartucheira, de se pensar, muitas vezes, em exigir aumento no estoque de soro antiofídico. Sua casa é uma espécie de radio, de amplificadora da vila: não tem dia em que não apareça furo de reportagem! O noticiário é fornecido, estrategicamente, por temas, em ordem crescente de picardia: os boletins periódicos daqueles que estão no pé da cova, com o rigoroso agravamento de suas mazelas e macacoas, as fraudes e roubos dos grandes da vila; os crimes de correr sangue; os namoros mais arrochados; com detalhes das apalpadelas repetidas e dos escândalos; as prenhas solteiras e, por, fim, à sorrelfa, sai a sempre atualizada lista das casadas que andam costurando pra fora. Siderina tem ainda um verdadeiro arquivo morto com o histórico minucioso de todos os escândalos da Vila, facilmente acessível e acessável, bastando um rápido toque no teclado da sua memória de elefante.
Algum ano atrás se pensou até que a Vila perderia de vez o seu Arquivo Municipal. Segundo a regra, um filho de uma filha de Siderina lhe deu um tremendo desgosto, fazendo opções sexuais esdrúxulas e difíceis de serem digeridas numa cidadezinha tão minúscula. Todos os matozenses imediatamente gritaram: língua falou, cu pagou! Mas Siderina, mais que de repente, recobrou-se do golpe e voltou com a carga e a saliva todas, para o temor de alguns e a curiosa alegria de muitos. A historia que se segue me narrou Lilian Wite Fibe de matozinho, quando, um dia, não sei a que propósito, lhe indaguei sobre as sempre animadas festas da Padroeira da cidade, a Imaculada Santa Genoveva.
A Trezena de Santa Genoveva, celebrada no mês de Setembro, enchia e vila de pompa e de orgulho. A praça única de Matozinho, capitaneada por sua Matriz, via-se atapetada de barracas, de carrocinhas e de carrosséis. Enquanto as beatas tiravam a trezena, os homens embebiam-se em cachaça e os meninos chupavam roletos de cana e rodopiavam nos parques de diversões. O Sagrado e o profano se mesclavam ludicamente como, alias, em tudo nesta vida, naquele ano, no entanto, me conta Siderina, havia um clima tenso na vila, um ar de pânico, de previsível sobressalto. Dias antes, tinham assassinado, a troco de nada, o velho Ptolomeu Gaudêncio, conhecido amavelmente por Pitó. Ele era comerciante prospero na cidade, tinha montado o primeiro Mercantil daquelas brenhas: uma bodega metida à besta, como definiam todos. A família estava inconformada e já havia ameaçado por todos os lados: ia haver vingança, a coisa não ia ficar assim. O criminoso tinha fugido a tempo, mas possuía muitos familiares em Matozinho, inclusive filhos, que, certamente, poderiam, de uma hora para outra, saldar a divida de sangue. Toda festa naquele ano, transcorria neste clima de medo e expectativa: todo mundo preparado para, no primeiro estampido pegar o gramear num urgente e salvador pernas pra-que-te-quero.
Os temores iam se diluindo com o passar dos dias. Santa Genoveva parece que tinha apaziguado os ânimos, com sua doçura. Chega então o ultimo dia da trezena, o ponto culminante da festa. A igreja estava superlotada de fieis fervorosos que depositavam na padroeira muitas das suas derradeiras esperanças. Lá fora até os parques aguardavam o termino da reza, para voltar as suas atividades. As barracas contavam apenas com os mais renitentes deodatos da cidade, que pastoreavam as mesas, como soldados de Pompéia. Perto do templo, Juvenal Fogueteiro atiçava os fogos que céleres iam aos céus e pipocavam ritmadamente, em homenagem a santa padroeira. De repente, deu-se a tragédia. Um dos fogos de Juvenal, desobediente, cortou o firmamento em vôo rasante, e no telhado do templo onde se celebrava o ato religioso. Quando o fogo explodiu, a acústica da capela amplificou o estrondo para uma platéia já sobressaltada com as possibilidades de vingança. Não bastante isso, um sem vergonha, aproveitando o eco do estampido, gritou no meio da Igreja: Por favor, não mate o homem!
Era a faísca única que faltava para o estouro da boiada. Foi um rapa-pé de tal monta que só é possível dar uma idéia clara do que aconteceu naqueles terríveis instantes, utilizando a língua de sabre de Dona Siderina: Meu Senhor, a coisa foi feia! O velho Vanderico, que já tem mais de noventa, diz que rodou esta igreja mais de dez vezes, nunca com menos de seis cabras na corcunda! Pedro Engembrado, quem há mais de dez anos pede esmola na praça, lembrou que foi um dos primeiros a escapar do liquidificador em que se transformou a capela e só teve uma idéia do que acorreu, quando ao chegar em casa, sua mulher lhe perguntou onde é que ele tinha deixado a cadeira de rodas: tornara-se sua companheira inseparável há mais de uma década. Padre Velderico, depois de rastejar como cobra, nadar num mar de braços e cabeças, dar varias bunda-canastras e plantar bananeiras por mais de cinco vezes, afirmou, após a catástrofe, ter escapado passando direto da sacristia para o adro da igreja. Quando lhe perguntaram como conseguira o feito, já que existe um muro enorme, separando as duas áreas, ele foi categórico: rapaz, quando eu passei lá não tinha muro não.
No outro dia, as faxineiras fizeram um levantamento total dos espólios no campo de batalha As portas da igreja estavam abrindo nos dois sentidos: para dentro e para fora. Acharam setecentos e cinqüenta e seis sapatos, mas nenhum perfazia um par, com outro qualquer. Coletaram ainda, vinte e cinco chapas inferiores, seis olhos de vidro, quatro muletas, uma perna de pau, oito fundas de hérnia, um marcapasso de coração, quarenta e três armações de óculos, sem qualquer sinal das lentes. E concluiu Dona Siderina: Só para você ter uma base do que foi a fricção naquela balburdia: quando varreram o chão, as mulheres ainda apuraram dezessete litros de botão.

Caindo do caminhão de mudança - Por Lauro Jardim



Tensão do julgamento. Depois do voto de segunda-feira de Celso de Mello no julgamento do mensalão – aquele citando os “marginais no poder” – há ministros no STF que acreditam que até mesmo Ricardo Lewandowski pode rever algumas de suas posições.

Veja o que diz um deles: Depois do voto do Celso, o Lewandowski ficou como que um cachorro que caiu do caminhão de mudança.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O Estado do Ceara é o campeão - Por Antonio Morais

Pelo menos num aspecto o Ceará foi o campeão em indeferimentos pelo ficha limpa: 62 candidatos a prefeitos, 49 candidatos a vice-prefeitos, 98 candidatos a vereadores. 209 candidatos foram impedidos de concorrer por força da lei do ficha limpa.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Trechos do voto histórico do ministro Celso de Mello



Quero registrar que o STF está julgando a presente causa da mesma forma que sempre julgou os demais processos que foram submetidos sua apreciação. Sempre respeitando os direitos e garantias fundamentais que a Constituição assegura a qualquer acusado, observando ainda, nesse julgamento, além do postulado, os parâmetros jurídicos, muito menos flexibilizando direitos fundamentais a quaisquer que sejam os réus e quaisquer que sejam os delitos.

E isso é o que entre nós prevalece porque se impõe a todos os cidadãos dessa República um dever muito claro: a de que o Estado brasileiro não tolera o poder que corrompe e nem admite o poder que se deixa corromper.

Este processo criminal, senhor presidente, revela a face sombria daqueles que, no controle do aparelho de Estado, transformaram a cultura da transgressão em prática ordinária e desonesta de poder, como se o exercício das instituições da República pudesse ser degradado a uma função de mera satisfação instrumental de interesses governamentais ou desígnios pessoais

A conduta dos réus, notadamente daqueles que ostentam ou ostentaram funções de governo, maculou o próprio espírito republicano. Em assuntos de Estado ou de governo, nem o cinismo, nem o pragmatismo, nem a ausência de senso ético e nem o oportunismo podem justificar práticas criminosas, como as ações de corrupção do alto poder executivo ou de agremiações partidárias. 

É nesse contexto que se pode dizer que a motivação ética é de natureza republicana. Isso passa pela virtude civil do desejo de viver com dignidade. E pressupõe-se que ninguém poderá viver com dignidade em uma República corrompida. Diz o professor Celso Laffer "numa República, o primeiro dever do governante é o senso de Estado, vale dizer, o dever de buscar o bem comum e não o individual ou de grupos. E o primeiro dever do cidadão é de respeitar os outros."

O conceito de República aponta para o consenso jurídico do governo das leis e não do governo dos homens, ou seja aponta para o valor do Estado de Direito. O governo das leis obstaculiza o efeito corruptor do abuso de poder, das preferências pessoais dos governantes por meio da função equalizadora das normas gerais, que assegura a previsibilidade das ações pessoais e, por tabela, o exercício da liberdade.

E numa República as boas leis devem ser conjugadas com os bons costumes dos governantes e dos governados que a elas dão vigência e eficácia. A ausência de bons costumes por parte dos governantes leva à corrupção, que significa destruição. O espírito público da postura republicana é o antídoto do efeito deletério da corrupção.

Nós sabemos que o cidadão tem o direito de exigir que o estado seja dirigido por administradores íntegros e por juízes incorruptíveis. O fato é que quem tem o poder e a força do estado em suas mãos não tem o direto de exercer em seu próprio proveito.

É importante destacar as gravíssimas consequências que resultam do ato indigno e criminoso do parlamentar que comprovadamente vende o seu voto, comercializa a sua atuação legislativa em troca de dinheiro ou outras vantagens. Só vale destacar, de passagem, senhor presidente, a gravidade das consequências do ato do parlamentar que se deixa corromper. Consequências de natureza penal, constitucional e também institucional. Mas vale pensar sobre a validade ou não do ato legislativo decorrente de corrupção parlamentar. Essa é uma situação que se aplica, claramente, às sentenças quando proferidas por juízes corruptos. O eminente ministro Fux aí está para confirmar este aspecto que é muito delicado. Alguns autores sustentam que haveria inconstitucionalidade no ato legislativo decorrente de corrupção parlamentar...

Esses vergonhosos atos de corrupção parlamentar profundamente levianos quanto à dignidade e à respeitabilidade do Congresso Nacional, atos de corrupção alimentados por transações obscuras, devem ser condenados e punidos com o peso e o rigor das leis dessa república porque esses vergonhosos atos que afetam o cidadão comum privando-o de serviços essenciais, colocando-os à margem da vida, esses atos significam tentativa imoral e ilícita de manipular criminosamente à margem do sistema funcional do processo democrático e comprometendo-o.