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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


domingo, 30 de dezembro de 2012

CONFRATERNIZAÇÃO UNIVERSAL - Por Antonio Morais


Essa data é comemorada no mundo todo! Primeiro de Janeiro é o dia dedicado a confraternização dos povos onde todos se cumprimentam desejando que o ano que vai nascer, que vai surgir, seja melhor, superior ao que está por terminar, que haja muita saúde, dinheiro, paz, alegria e prosperidade; enfim, que todos os sonhos se realizem.

O povo brasileiro como os demais povos do mundo nessa época enviam cartões com votos de felicitações aos parentes, amigos, conhecidos da cidade onde mora, bem como, aos de outros lugares mais distantes.

Costuma-se também à meia noite de passagem do ano fazer em família com demais amigos e convidados a tradicional " Ceia da passagem do ano".

A igreja por sua vez também faz sua comemoração celebrando a " zero hora", missa em ação de graça, onde muitos comparecem, as demais religiões também fazem com seus fies suas celebrações que consistem em: cultos, preces, orações, cada uma com seu meio de expressar fraternidade.

Que o raiar do novo ano, do novo dia ao encontro da verdadeira paz, PAZ entre todos os homens. 

Blog do Sanharol.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Feliz Ano Novo - Por Ruy Fabiano


O PT pavimentou sua chegada ao poder, a partir de 1980, como o grande moralista da política brasileira. Era o grande acusador, que anunciava um outro mundo, tão logo triunfasse.

O triunfo completa em 2013 sua primeira década, sem que se conheça o tal novo mundo. Ao contrário, o país, em matéria de práticas públicas, retroagiu à Velha República, também conhecida como a dos “carcomidos”, que desembocou na Revolução de 1930.

De acusador, o PT passou a acusado, com suas principais lideranças condenadas à prisão pelo STF, exibindo ao público, em matéria de lambança, tudo o que apontava (sem provar) nos adversários.

Hoje, se pode constatar que o comando petista seguia a velha lição de Lênin: “Acuse-os do que você faz”.

A farra não começou com a chegada de Lula à Presidência. Antes, já ensaiara os primeiros passos nas prefeituras que conquistara.

Exemplo mais eloquente foi o de Santo André, cujo desfecho foi o assassinato do prefeito Celso Daniel, que, segundo a família, envolve gente graúda do partido.

Imagine-se o que o partido faria com uma operação policial como a Porto Seguro, que revelasse que o presidente da República misturava alcova e Estado, em prejuízo do interesse público.

Imagine-se ainda o que diria se o filho do presidente entrasse pobre e saísse rico do mandato do pai. O PT acusou diversas vezes o filho de Fernando Henrique de se locupletar às custas do poder do pai, mas foi no mandato do pai que a família de sua mulher teve um banco extinto, o Banco Nacional.

“Acuse-os do que você faz”, eis o lema posto em prática. Brizola chamava o PT de “a UDN de macacão”, aludindo à sua origem operária, que, a exemplo dos udenistas pré-64, adotara o denuncismo como padrão de conduta.

A diferença é que quase tudo o que a UDN denunciava era verdade e suas lideranças, com as exceções de praxe, tinham conduta ilibada.

Curiosidades catolicas - Por Antonio Morais

Por que Santo Antônio carrega um lírio?

Na vida concreta, Santo Antônio nunca andou pelas ruas carregando ramos de lírios floridos, salvo para enfeitar algum altar. Nos quadros e imagens do santo, o ramo de lírios está sempre por lá, atado as suas mãos.

O lírio, um símbolo- atributo, só apareceu nas representações artísticas do santo após o século XV e se tornou popular. Há uma serie de explicações hipotéticas para os lírios. Em primeiro lugar, em Pádua, o lírio é a flor da estação na qual Antônio morreu. Dizem. Em segundo lugar, o lírio é uma flor do campo, ornamental, perfumada, medicinal e frágil, um pouco como o santo. Em terceiro lugar, o lírio refere-se a pureza, a castidade, a pobreza e ao vigor do testemunho de sua vida. Em quarto lugar, o lírio é uma expressão da natureza, tão evocada e mostrada, pelos franciscanos, como o sinal de Deus. Em quinto lugar, talvez os lírios floridos evoquem o significado do seu próprio nome: Flor nova. "Na bíblia, o lírio evoca a eleição, a escolha do ser amado”. "Como um lírio entre as sarças, assim é minha bem-amada entre as jovens donzelas”, e o abandono a providência, que proverá todas as necessidades dos bem-amados.

“ Olhai os lírios dos campos, como eles crescem; eles não tecem nem fiam.” Nas mãos de Deus o lírio veste-se de uma forma que nem Salomão em toda sua gloria pode igualar. O Santo Agostinho também revestiu-se dessa gloria e isso não se confunde com suas vestes franciscanas.

Erasmo Carlos - Gatinha Manhosa.

A musica e suas lembranças - Esta foi cantada, decantada e ainda hoje cantam.

Thays Mamedio.

Joaquim Barbosa tem título de cidadão baiano recusado por deputados - A TARDE



O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa teve a concessão do título de cidadão baiano recusado na última sessão da Assembleia Legislativa da Bahia.

O deputado Luciano Simões (PMDB) da bancada da oposição, que propôs a homenagem pelos “relevantes serviços” que Barbosa prestou à Nação, na visão dele, ao ser o relator do caso do mensalão, acusou a bancada do PT pela rejeição.

O peemedebista disse ter ocorrido “forte reação” dos deputados do PT e PCdoB, quando propôs o nome de Barbosa, pois os dois partidos o considerariam o principal “algoz” dos condenados no STF.

Deram o título para o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) e não aceitaram para o ministro Barbosa — reclamou, ao lembrar que, para contrapor o nome do homenageado, o deputado Álvaro Gomes (PCdoB) propôs também título de cidadão baiano para o revisor do mensalão, Ricardo Lewandowski.

A partir daí travou-se uma discussão que durou cerca de 30 minutos. Para superar o impasse, o líder Zé Neto resolveu não conceder os títulos a Barbosa e Lewandowski.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Agradecendo a José Nilton -- por Armando Rafael


Caro Morais:
A sua postagem sobre minha pessoa já saiu da página principal. O último comentário feito na mesma é de autoria do meu dileto amigo, Professor José Nilton de Figueiredo, a ver:

Zé Nilton disse...Está faltando eu dizer a minha:
O Armando é uma pessoa altamente confiável. Ele é o que ele pensa e vice-versa. Dá gosto ter um amigo assim, pois amigos é pra criticar, elogiar e dizer o que sente quando o outro fala. O Armando é assim. Quando tem que falar forte, ele fala, e também sabe acariciar. Pra mim são virtudes.
Alias, o Armando, gente, não é padre, ele já é bispo!

Morais:
Permita-me agradecer ao Zé Nilton com os mal-traçados versinhos abaixo:
Armando

Zenilton li seu escrito
Respondo e não peço segredo:
Seu conceito acima dito,
é bondade dos Figueiredo

De bispo não tenho nada.
É muita honra prá mim
Juro pelas cinco chagas
Sou um nada, um pequenenim...

Mas fico a sonhar acordado
Se bispo um dia eu fosse
Com um santo clero cercado
Pastores humildes e doces

Para o cargo de Vigário Geral
Um bom padre escolheria
Uma espécie de general
Do Exército de Maria

Prudente, manso e casto
Culto, meigo e verdadeiro
Conhecedor do seu pasto
Lá pras bandas do Lameiro

Que não tomasse aguardente
Chamado à vocação desde cedo
O nome deste coração ardente?
Monsenhor Zénilton Figueiredo
...

O FIM DO MUNDO AINDA NÃO CHEGOU - Por Antonio Gonçalo de Sousa



Parece que, enfim, escapamos das promessas dos apocalípticos que vaticinaram que o mundo se acabaria em dezembro de 2012. Essas profecias devem ter partido de ambientalistas e brigadas da mídia, que não podem assistir a um degelo ou fúria da natureza e logo apregoam o fim dos tempos. Um amigo meu comenta, com muito bom humor, que a apreensão é tanta que em determinados casos chegam a atribuir peidos de vaca como provocadores do efeito estufa. Os mais apressados anunciavam até a data da fatalidade planetária: exatamente no dia 21 de dezembro de 2012. Baseados no calendário maia, fundaram até seitas religiosas só para aguardar os últimos dias. 

Datas fatalísticas vêm de longas eras. Nos primeiros séculos do cristianismo, pensadores, como Tertuliano, anunciavam o fim do mundo antes do ano 1000, bem como Sto. Agostinho, em seu livro "A Cidade de Deus", apontava  a segunda vinda de Cristo para final do primeiro milênio. Esses e outros visionários, chamados de “quiliastas ou milenaristas”, propunham, inclusive, atitudes radicais de abandono da vida material. 



Como  adepto de Cristo, penso que só devemos acreditar nas  informações apocalípticas que  se encontram nos evangelhos. A  profecia sobre o final dos tempos refere-se a dois períodos históricos bem distantes e distintos, que se compactam, provocando alguns mistérios e dúvidas: o primeiro estágio estabelece a destruição de  Jerusalém, seguida da dispersão do povo judeu; o segundo, a agonia dos povos  e do  sistema solar, acompanhada de terríveis tragédias.

A primeira parte da profecia já cumpriu-se à risca: Jerusalém foi totalmente destruída, ano 72, não ficando “pedra sobre pedra” - conforme predissera Jesus. Flávio Josefo, cronista das legiões romanas, durante o cerco e destruição de Jerusalém, relatou episódios que confirmam  detalhes da profecia. O comandante Túlio, mais tarde imperador romano, fechou todas as portas dos muros da cidade, não permitindo qualquer saída ou entrada de pessoas, de água e  provimentos. Jesus predissera:"Quem estiver no campo não entre na cidade...E os da cidade fujam”(Lucas, 21, vers.20).

Após seis meses de cerco, as legiões romanas invadiram Jerusalém. Os judeus mal dispunham de alimentos para os seus soldados. Corpos apodreciam, gente faminta atacava as mulheres, chupava-lhes os seios em busca de líquido ou devorava-lhes os filhos. A profecia rezava: “Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentando, pois haverá grande angústia e ira contra o povo”(Lucas, 21). 

Derrotado, o povo judeu perdeu o direito  ao solo pátrio, obrigado a  indesejada e humilhante diáspora, por séculos, vivendo em comunidades mundo afora, perseguido pelos povos. “Serão levados cativos para todas as nações...” Lucas, 21). 

O sionismo, isto é, o retorno dos judeus à pátria, só ocorreu muitos séculos depois, em 1948, após penoso sofrimento nas mãos de nazistas,  tendo que conviver com árabes palestinos e rebeldes, que ocupavam o território durante a diáspora dos judeus. 

A segunda parte da profecia de Cristo, sobre o final dos tempos, fica para depois. Permanece o consolo do Mestre aos apressados visionários:" Nem os anjos do céu sabem quando ocorrerá o fim." Portanto, que se danem os psicopatas com cara de profeta. Por enquanto, fico com a certeza de que Deus é grande e esse mundo é muito bom e bem feito. Não deveria acabar nunca...... 

Fortaleza – CE, 27 de dezembro de 2012

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Movimentos Culturais de Juventude - Por Antonio Morais

Com o endurecimento do regime político militar, a partir da decretação do AI – 5, legitimando a censura previa a todos os veículos de comunicação em território nacional, o Brasil viveria num verdadeiro clima de terror político, que se refletiria num forte controle da produção cultural do país. 

Foi nessas condições político-jurídicas que se deu um amplo crescimento da economia interna do Brasil. Em 1972, o Brasil fez 150 anos de Independência Política em meio ao otimismo amplamente disseminado por ações como: Brasil ame-o ou deixe-o. Dessa forma, agitaram-se as agências de massificação e o governo Geisel, o que mais concentrou poder em suas mãos decretou o Samba a exaltação, com linguagem nacional e sambistas como Clara Nunes, Bete Carvalho, João Nogueira, Benito de Paula, Luiz Airão e tantos outros. 

Com as eleições de 1974, o aumento da pressão popular o presidente Geisel entendeu que não era permitido medidas autoritárias. Dois fatos ocorreram no governo Geisel que levaram a uma pressão pela abertura política. A morte do jornalista Vladimir Herzog em 25 de Outubro de 1977 e do metalúrgico Manuel Fiel Filho em 17 de Janeiro de 1976, nas dependências do DOI-CODE. 

Em Agosto de 1979 o presidente Figueiredo decretou a anistia beneficiando presos e exilados por motivos políticos. Com toda a cultura cerceada pela censura, com grande parte dos artistas exilados foi esse o período mais rico em composições musicais. Daí por diante, até mesmo em nossos dias, com toda liberdade oferecida não se tem conhecimento de grandes obras musicais, o Brasil está infestado de mediocridades.


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL



"A Melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham em nossa caminhada pela vida".

Feliz Natal para todos.

Blog do Sanharol.

Estranho papai Noel.

Sou dos que acreditam que, em Várzea-Alegre, como nas Minas Gerais, tudo pode acontecer. Se lhe disserem que, lá, o cometa de Halley parou, pra ver a banda passar ou o Boi Ápis brincou o Carnaval, fantasiado de vaca, qualquer dessas coisas, não duvide: creia, piamente! Nisto, sem duvida, está nossa singularidade, preciosa virtude que nos faz invejados por gentes de todos os quadrantes. Até aí, tudo bem, mas, por que comecei falando de um estranho Papai Noel ? Paciência: explicarei.

Foi numa noite festiva de Natal, no Ano da Graça de 1929. Desde manha cedo, como sempre acontecia, nessa data, a cidade foi se enchendo dos seus bravos filhos. Mansos e cordatos, mas bravos em todos os sentidos, particularmente, na religiosidade. A rua grande, hoje Major Joaquim Alves, em toda sua curta extensão, é um fervilhar de passos. Homens, mulheres, meninos se misturam e se completam, num vai-e-vem que nem eles entendem por que.

Um ano bom de inverno, uma safra preciosa proporciona a todos trazer a alegria estampada nos rostos, os dentes na chuva. Gente feliz, mãos calejadas e honestas, corações sem maldades, cabeças serenas e sensatas, pés diligentes e firmes. Completando a figura sobejamente humana, tipicamente cearense, roupas novas e festivas, pisantes em fase de inauguração. Dá gosto ver as mocinhas no melhor do seu aplomb:- são morenas que o trabalho ao sol bronzeou, no continuo labor da roça, do pilão, da roupa lavada no riacho. Tonalidade que traduz dignidade, diferente dessas que as dondocas de hoje vão buscar, quase nuas, nas beira das praias. Os rapazes, por sua vez, tipos sadios e desinibidos, sem a triste adiposidade dos indolentes; antes, fortes latagões que o machado, a foice, a enxada fizeram a musculatura bem distribuída. Meninos buchudos e trelosos – nem, todos! Se misturaram pelo meio do povo, lambendo seus alfinis, comendo suas broas, beijus ou tapiocas. Que festa para essa garotada uma bolacha fogosa da bodega de Zé Augusto!

Vieram todos de todos os sítios próximos, somar-se aos da área urbana ( da rua... como se diz, para festejar o nascimento de Cristo, assistir a Missa do Galo, coisa lá pela meia noite, depois de algum negocio feito, um namorico, um encontro fortuito onde não faltou o clássico aviso: Cuidado, Zé, pai vem aí! Ou Mãe tá oiando!

Há hora precisa em que Papai Noel desce pela chaminé, á procura dos sapatinhos que o esperam ... nessa hora solenissima, meu irmão, foi que José Martins, o marido de Petronila Gibão, achou de transtornar o caldo. Deu um chilique daqueles, seguido de um verdadeiro urro e... tome confusão. Estabeleceu-se o maior pânico e pouco adiantava gritasse o padre: Calma, calma, minha gente. Todos ouviam é alma, é alma. Verdadeiro estouro da boiada, fugiam todos, em todas as direções, na vontade única de escapar, fosse como fosse a tragédia. O que foi aquilo – a corrida da Noite de Natal – todos sentiram e compreenderam bem, pelo numero sem conta de terços, sapatos, véus, chapéus, bolsas, óculos, toda parte de apetrechos deixados no salve-se quem puder.
JF

Renas e jumentos - Por Xico Bizerra.

Lá vem de novo o Natal e a mesma babaquice de sempre: Um velhinho vestido de vermelho e branco, montado num trenó puxado por renas, trazendo no bagageiro um monte de presentes. Berrando aos quatro cantos um Merry Christmas ( é assim que se escreve?).

O velhinho só sabe de cor o endereço das crianças ricas. Diferentemente do Papai Noel ideal, esse sim, transitando pelo sertão de chapéu de couro, alpercatas nos pés, com o seu jumentinho carregando dois caçuás entupidos de muitos votos de paz, amor, harmonia, saúde para os homens de bem.

Esse é e deveria ser sempre o verdadeiro espirito do Natal, totalmente desvinculado dos Shopping Centers do consumismo que nos consome, dia a dia. Aproveito a proximidade da data para desejar aos que me lêem toda luz que os homens de bem precisam e merecem para que continuem praticando o bem, neste Natal convencional e em todos os outros Natais dos 365 dias do ano.

domingo, 23 de dezembro de 2012

O VERDADEIRO ESPÍRITO DE NATAL - Por Vicente Almeida

Dezembro, dia de Natal. Todos nos preparamos para participar da maior festa da cristandade, eu me pergunto: Quantos irmãos se ligam verdadeiramente a Deus e a seu filho Jesus, nosso irmão maior? Quantos entendem a mensagem daquele presépio instalado em tantos lugares? Quantos se dedicam a meditar sobre o papel de Maria e José?

É verdade; Muitos lares são engalanados com motivações natalinas, com a finalidade de lembrar o nascimento de Jesus, e Ele deveria ser o convidado de honra para a noite de Natal.

Mas, é com tristeza que vemos a alegria natalina se transportar para outras motivações. Os perus, deliciosamente preparados, as geladeiras abarrotadas e a troca de presentes.

A festa atinge o seu auge, hurras, hurras e mais hurras, tal é a euforia!... Mas a consagração daquele que deveria ser o convidado de honra foi esquecida. Simplesmente olham o presépio e admiram a beleza da ornamentação, nada mais.

No período natalino, a felicidade maior, realmente consiste de fato em reunir a família e os amigos para comemorar. Mas comemorar o que? Por que tanta euforia? A barriga cheia e o coração vazio?

Creio que o verdadeiro Espírito do Natal, não deve se limitar somente a comes e bebes e troca de presentes. Em toda a sua trajetória terrena, Jesus ensinou e praticou a renuncia, o perdão e a fraternidade. Tudo isto se resume no segundo maior mandamento: “Ama ao próximo como a ti mesmo”.

Muitos dos cristãos que freqüentam os templos da sua religião preferida, neste mês de dezembro recebem verdadeiros e entusiásticos ensinamentos do imenso amor de Deus, da vida de Jesus e sua família, inclusive são estimulados a lembrar o porquê das comemorações natalinas.

Ocorre que na saída, ao atravessar o portal do templo, esquecem tudo que ouviram. Isto acontece por que ouviram educadamente, mas, a mente e o coração estavam distantes.

Neste final de ano, vamos fazer diferente! Façamos uma oração de agradecimento a Deus por tudo que recebemos em todos os instantes, por que tudo é fruto do seu imenso amor por esta humanidade tão corrompida pelas belezas e bens transitórios, que ajunta tesouros na terra (frutos da carne) que se corrompem com o tempo e esquecem o verdadeiro sentido e finalidade da vida, que é amealhar tesouros incorruptíveis nos céus.

Poderemos agradecer a Deus; dispensando um sorriso ao próximo ou desejando-lhe um bom dia, partidos do coração, que têm o poder de reanimar um irmão em dificuldade, nem precisa falar, basta um olhar com brandura. Tudo isto faz milagres.

E que tal um agradecimento mais sofisticado? Todos podemos praticar, é tão fácil! - Vejamos:

Aquele mendigo da esquina, será que ele comeu hoje, a minha mesa está farta, por que não levar até ele um PF? E aquela mãe aflita com o seu filho enfermo, por que não lhe fazer uma visita e ajudar a amenizar um pouco o seu sofrimento? E aquele irmão angustiado por alguma fatalidade em sua vida, por que não lhe dirigir uma palavra de conforto sem tocar na sua ferida? E aquele brinquedo velho abandonado pelo filho, que tal com ele alegrar uma criança carente? Você pode doar? Você poderia meditar um pouco sobre os idosos, que neste mundo a fora são agredidos em seus direitos à dignidade? E aqui estaremos plantando para inexoravelmente colher, pois Cristo disse: “A cada um será dado, segundo as suas obras”.

Vamos repensar nossas criticas? Todos erramos, somos criaturas do mundo em jornada de constante aprendizado. Não há um só ser humano na superfície do planeta, com competência para acusar ou julgar um irmão. Não temos direito de acusar, se o fazemos, é por que nos esquecemos de revisar nosso passado. Que Deus nos perdoe a falha. Cristo ensinou que “Somente deveria atirar a primeira pedra, aquele que não tivesse culpa”.

Deus nos mostra infinitos caminhos para se praticar o bem, e qualquer um deles, canalizará ao coração de quem dá e de quem recebe um indizível bem estar, seja pela gratidão do recebedor, seja pelo prazer de ter realizado um ato digno. E aqui faço um lembrete: Não se preocupe se o beneficiário não o agradecer, pois o bem praticado é registrado pelo Criador em nossa conta de poupança que ELE mantém rigorosamente atualizada e se multiplicará de uma forma inesperada, retornando ao benfeitor na hora certa.

Não nos esqueçamos de fazer justiça aqueles irmãos, que pessoalmente ou através das instituições que dirigem, levam aos necessitados; a paz, o alimento, o agasalho e uma palavra amiga, qualquer que seja a época do ano. – Sejamos, pois, seus imitadores hoje e sempre, e não somente por ocasião do Natal.

Escrito por Vicente Almeida

sábado, 22 de dezembro de 2012

HISTORIA DO NATAL


ORIGEM DO NATAL E O SIGNIFICADO DA COMEMORAÇÃO.

O Natal é uma data em que se comemora o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi só no século IV que o dia 25 de Dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de Dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do Inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.

A ÁRVORE DE NATAL.

Em quase todos os países do mundo, as pessoas enfeitam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes, proporcionando um clima especial nesta época. Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero.

Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvores em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

PRESÉPIO.

O presépio também representa uma importante decoração. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os Reis Magos, Maria, José e o Menino Jesus. Esta tradição de mostrar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII.

REIS MAGOS.

O historiador inglês São Bedas (673-735) foi o primeiro a citar os nomes e descrever os três Reis Magos. Cada um deles representa uma raça: a branca, a amarela e a negra. O africano Baltazar, com cerca de 30 anos, o asiático Gaspar, com 15 anos e o europeu Melchior (ou Belchior), com aproximadamente 40 anos de idade, foram os primeiros a visitar o Menino Jesus, e a oferecer-Lhe presentes: mirra (resina extraída da árvore com o mesmo nome), em sinal da Sua humanidade; incenso, para representar a divinidade do Menino Jesus; e ouro, em homenagem a Sua realeza.

PAPAI NOEL.

Os estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas nas chaminés das casas. Foi transformado em santo (São Nicolau) pela Igreja Católica após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele. A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo.

Autor desconhecido

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS


Certo senhor, acompanhado por sua filhinha, ia subir uma montanha muito alta.  Sugeriu que a menina fosse à frente e ele atrás.

 Ela começou a subida com muito entusiasmo, pois queria mostrar ao pai como era forte e capaz. O caminho, porém, tornava-se cada vez mais íngreme e difícil e a menina por isso, caía de vez em quando, mas porque era corajosa, levantava-se e punha-se novamente a subir. Os espinhos lhe rasgavam a roupa e as carnes, mas mesmo assim, continuava a subir.

Finalmente não pôde subir mais e levou um tombo cruel. Então chorando se virou para o pai. Ele a tomou nos braços e a levou assim até o cume. Ele não esperava que ela subisse sozinha. Deus não quer que subamos a montanha da vida a sós.

Toda a nossa experiência nos ensina que temos um grande amigo invisível, mas muito real, que espera o momento em que nós consciente da nossa fraqueza, nos voltemos para Ele, em busca da proteção e auxílio que Ele nos quer dar.


Fisionomias contrastantes - Por Antonio Morais.



O sorriso de Joaquim Barbosa

Curado Joaquim Barbosa não está – até porque, justifica aos mais próximos, não pôde ter alguns dias de relaxamento, como seria o indicado para o seu caso.,Mas o tratamento que fez em novembro na Alemanha para o seu problema de dor crônica na coluna surtiu efeito como nenhum outro que já fez.


A agonia dos mensaleiros acaba dentro de três horas e pouco: a decisão de Joaquim Barbosa a respeito da prisão dos mensaleiros será anunciada entre 13h30 e 14h30. Joaquim não dará entrevistas, até porque já deu uma enorme ontem. Emitirá apenas uma nota oficial.
Ligando sem parar. Inquietos com a prisão.

Não para de tocar o celular de grande parte dos advogados dos mensaleiros. Inquietos com a possibilidade de prisão, os condenados tentam arrancar de seus defensores – em vão – uma mensagem positiva sobre a decisão de Joaquim Barbosa.

Alertados sobre a possibilidade real de serem mandados para a cadeia, alguns dos condenados pedem para que seus advogados avisem as autoridades que eles vão se entregar onde for necessário.

Estão preocupados com filhos e com a família. Não querem a polícia na porta de suas casas às seis da manhã.

Uma estrela no céu - Padre Agnaldo José.

O Natal é tempo de alegria, luzes, sinos e confraternização. A esperança é renovada, a suadade, as vezes, chega ligeira. Quando olho para o céu, na madrugada, lembro de minha infância e de Alice, mãe de meu pai, minha avó muito querida. Nesta época do ano, eu a ajudava a montar o presépio. Com um sorisso leve e calmo, explicava-me cada detalhe das peças que o formavam.

Alice adorava contar historias pra gente. Não me esqueço de uma que me emocionou muito: A visita de Nossa Senhora a São Benedito no dia de Natal. Benedito estava na cozinha do convento em Palermo, Itália, pensando no que faria para o almoço dos padres. A refeição seria especial, era o dia do nascimento do menino Jesus.

De repente ele olhou as sua frente e viu Nossa Senhora, chegando com Jesus no colo. Ele ficou muito alegre. Pediu para Maria deixa-lo dar uma volta com o menino pelo jardim do convento. A jovem mãe colocou seu filho nos braços do santo. Benedito, então, acalentou o filho de Deus no colo e foi mostrando-lhe todas as belezas da cidade. O tempo foi passando sem que o santo percebesse. Quando olhou para o sol, ele já estava no meio dos céus. Benedito ficou desesperado. Era hora de servir almoço e ele não havia preparado nada. Voltou correndo para o convento. Para sua surpresa Nossa Senhora havia feito a refeição para os padres. Benedito entregou o menino à mãe. Ambos subiram para o céu.

Benedito colocou a comida na mesa. Não sobrou sequer um caroço de arroz. Depois que todos almoçaram, o reitor do convento chamou o cozinheiro e disse: Parabéns Benedito, você nunca fez um almoço tão gostoso como este. O Santo agradeceu, mas ficou bem quietinho. Afinal, se ele contasse o que havia acontecido ninguém acreditaria.

Cresci ouvindo historias de amor e de paz que brotavam dos lábios de minha avó. Em 2012, contudo, não poderei dar um abraço de feliz Natal em minha Alice. Em Junho, ela partiu deste mundo, com noventa e hum anos vividos com muita fé, trabalho e dedicação à família. Creio que ela esteja nos braços de Deus, brilhando tal qual uma estrela. Está aprendendo outras historias para me contar, quando estivermos juntos outra vez.

Padre Agnaldo José.


SOLICITAÇÃO QUE SE FAZ - POR ANTONIO MORAIS

Banalizou. Virou prática normal. Os  colaboradores de Blogs, portadores de Facebook e outros similares copiam de forma desassombrada textos, crônicas, opiniões e postam  noutros veículos comunicativos sem a devida autorização autoral.

O pior é que, textos com opinião de cunho pessoal,  são levados para outros meios de comunicação onde o autor não  tem acesso para argumentar e defender seus pontos de vista.

Portanto fica  o pedido de advertência aos navegantes. Onde quer que encontremos trechos apartados ou na sua integralidade de matérias do Blog do Sanharol procuraremos chegar ao autor da copia e levaremos a justiça.

Blog do Sanharol.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A molecagem parida por um octogenário no Congresso - Blog do Augusto Nunes


O país que aplaude o Supremo pela condenação dos mensaleiros é o mesmo que elege um Congresso com cara de clube dos cafajestes, que trata a pontapés a honestidade.

O país que promoveu Joaquim Barbosa a herói popular é o mesmo que, a cada quatro anos, ratifica a supremacia dos casos de polícia no Poder Legislativo.

O país que admira a face clara contempla a escura com bovina mansidão. Decididamente, o Brasil não é para amadores.

E surpreende até quem acha que já viu tudo, informa o espetáculo do absurdo encenado na Praça dos Três Poderes. A sucessão de espantos chegou ao clímax nesta quarta-feira, com a molecagem arquitetada por um octogenário: foi José Sarney o pai da ideia de votar numa única sessão mais de 3 mil vetos presidenciais acumulados desde o começo do século.

Para derrubar o veto de Dilma Rousseff que modificou a nova distribuição dos royalties do petróleo, o Congresso mais preguiçoso do mundo resolveu fazer em algumas horas o que não fez durante 12 anos.

Os gerentes da Casa do Espanto e da Mansão dos Horrores primeiro tentaram furar a fila. Barrados pela liminar do ministro Luiz Fux que proibiu a esperteza inconstitucional, Sarney sucumbiu a um ligeiro surto de coragem.

“A decisão usurpa prerrogativa do Poder Legislativo e o deixa de joelhos frente a outro Poder”, protestou no recurso encaminhado ao STF. Como se o Congresso não estivesse de joelhos diante do Executivo desde que foi amestrado por Lula. Como se não vivesse de quatro para os próprios interesses corporativistas.

Por saber disso, Sarney voltou no mesmo dia ao estado normal. Em vez de desafiar o Supremo, preferiu torturar a lógica, estuprar a sensatez e enterrar 3 mil vetos na mesma cova rasa. O cansaço chegou antes do começo do trabalho.

Exauridos pela fabricação de tantas pilantragens em tempo tão curto, o chefão do Senado e Marco Maia, presidente da Câmara, resolveram armazenar energias para as festas do fim do ano. Fechado o picadeiro, a noite no circo ficou para 2013.

Congresso desiste da insanidade de votar vetos.



Uma sucessão de articulações desastradas para montar um insano cronograma de votação dos 3.059 vetos presidenciais em uma sessão conjunta do Congresso Nacional impediu a apreciação, neste ano, do veto que a presidente Dilma Rousseff fez à nova "Lei de Royalties". A derrubada da decisão presidencial, articulada por parlamentares eleitos por estados não produtores de petróleo, permitiria a distribuição dos royalties de campos novos e daqueles já licitados e garantiria a divisão dos benefícios não só a estados como Rio de Janeiro e Espírito Santo, mas também aos que não têm o insumo em seu território.

Após reuniões, os líderes dos partidos interpretaram que a liminar do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impediu a votação do veto dos royalties em regime de urgência, bloqueia votações no plenário do Congresso, incluindo o Orçamento da União, antes da apreciação dos vetos. Na prática, a análise desses vetos a toque de caixa é impossível já que alguns estão pendentes há mais de uma década: o  primeiro da fila, do ano 2000, ainda do governo Fernando Henrique Cardoso, dispensa instituições religiosas de recolher a contribuição previdenciária incidente sobre o salário pago a parte de seus funcionários. Além disso, há vetos sobre temas complexos e controversos, como o Código Florestal e o fator previdenciário.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Procuradoria Geral "avaliará" novas denúncias contra Lula.




O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse nesta quarta-feira que "avaliará" as novas denúncias contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre corrupções denunciadas em 2005 e pelas quais 25 políticos e empresários foram condenados à prisão.

"Temos que analisar o assunto em profundidade e decidir se cabe uma investigação", declarou Gurgel sobre as denúncias formuladas pelo publicitário Marcos Valério, um dos 25 réus condenados no julgamento do mensalão, que foi concluído na segunda-feira. No processo, que foi aberto por conta de um escândalo de financiamento ilegal de campanhas e de subornos de parlamentares, foram condenados grandes líderes do Partido dos Trabalhadores (PT), entre eles alguns mais íntimos de Lula, como o ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu.

Marcos Valério, condenado a 40 anos de prisão por seu envolvimento no caso, se apresentou voluntariamente perante a Procuradoria em setembro e afirmou que Lula, que não figurou entre os acusados, não só "sabia" de todo o esquema, mas "aprovou" e até obteve "benefícios pessoais".

Só no Crato mesmo - Por Antonio Morais

Estátua de Nossa Senhora de Fátima - Aeroporto - Crato.
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Há aproximadamente dois anos os sonhos dos cratenses era vê a estátua de Nossa Senhora de Fátima, do Barro Branco, construída e alavancando o turismo religioso regional. Essa era também a promessa de políticos do município. Passado todo esse tempo o que vemos é um mostrengo de concreto correspondente a parte do pedestal da obra.

Se não bastasse, vários embargos na justiça já foram impetrados pelas autoridades locais. Não é normal que um Juiz tome uma determinação contraria ao interesse do povo, geralmente o faz embasado em irregularidades ou denuncias.

Há dois dias, de passangem pelo local com alguns amigos, encontramos um vigia mais desconfiado do que galinha que apanha para largar o choco. Um dos amigos, em tom de brincadeira disse: estamos aqui para verificar a construção da obra. "Este velho, apontando para mim, é um delegado da policia federal". O vigia então respondeu: oxente, esse aí num é fio de André do Sanharol da Rajalegre? "Derna de quando ele é da federá"?

O caboclo era de Varzea-Alegre e ficou aliviado quando soube que era uma simples brincadeira. O fato é que no Crato para se saber onde está a razão só se Nossa Senhora falasse

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS


Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro.

Naquela noite longínqua, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.

Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geleia e engolindo cada bocado. Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse: 

"Adorei a torrada queimada."

Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse: "Companheiro, sua mãe teve hoje, um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada. Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou um melhor empregado, ou cozinheiro!"  O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros. 

Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir um as falhas do outro. Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando. Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar. A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apóia, eu e ela nos completamos. Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes. Não que mais tarde, o dia que um partir, este mundo vá desmoronar, não vai. Novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor.

De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos. Então, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, à você e ao próximo.  

Essa é a minha oração para você, hoje: Que possa aprender a levar o bem, o mal, as partes feias de sua vida colocando-as aos pés da cruz. Porque afinal, Ele é o único que poderá lhe dar um relacionamento no qual uma torrada queimada não seja um evento destruidor. Não ponha a chave de sua felicidade no bolso de outra pessoa, mas no seu próprio. Veja pelos olhos de Deus e sinta pelo coração Dele; você apreciará o calor de cada alma, incluindo a sua.

As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse.  Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as acolheu e valorizou.

Que Pena - Jorge Bem.

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS


Certo dia, num grande castelo, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto. O Grande Mestre convocou, então, todos os discípulos para determinar quem seria o novo guardião.

O Grande Mestre, com muita tranquilidade, falou: Assumirá o posto o primeiro que resolver o problema que vou apresentar. Então, ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo, e disse apenas:

Aqui está o problema. Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro.

O que representaria? O que fazer? Qual o enigma? Neste instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre e os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e... ZAPT... Destruiu tudo com um só golpe. Tão logo o discípulo retornou ao seu lugar, o Mestre disse: Você será o novo Guardião do Castelo.

Moral da história: Não importa qual o problema, se ele existe então precisa ser eliminado. Um problema é um problema. Mesmo que se trate de algo inestimável e belo, uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou. Por mais lindo que seja ou tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, tem de ser suprimido. "Se seus sonhos estiverem nas nuvens, não se preocupe, pois eles estão no lugar certo. Você só precisa construir os alicerces para alcançá-lo." "Você recebe o melhor das pessoas quando dá o melhor de si".

Harvey Firestone

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

STF informa a Lula quem o traiu - Por Ricardo Noblat.



No segundo semestre de 2005, quando havia estourado o escândalo do mensalão, Lula foi à TV pedir desculpas aos brasileiros. Aproveitou para dizer que fora traído. E apunhalado pelas costas.

Nunca quis dizer quem o traiu. Sempre remeteu o caso à Justiça.

O Supremo Tribunal Federal concluiu há pouco o julgamento do mensalão - o mais longo de sua história. Foram 53 sessões. E concluiu:

a) Uma sofisticada organização criminosa tentou se apoderar de parte do aparelho do Estado.

b) Para prolongar a permanência do PT no poder, montou-se o esquema do mensalão - o pagamento de suborno para que deputados votassem como queria o governo.

c) Parte do dinheiro do mensalão foi subtraído dos cofres públicos.

d) O STF apontou e condenou os mensaleiros.

Lula, agora, sabe quem o traiu. E apunhalou pelas costas.

De acordo?

Lei do Caminhão do Lixo - Colaboração Jose Eudes Mamedio.

Um dia peguei um taxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa, quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente. O taxista pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!

O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável. Indignado lhe perguntei: 'Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!' Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de "A Lei do Caminhão de Lixo."Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento.

À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu! Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranquilo.... respire e deixe o lixeiro passar.

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo. Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações. Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem. A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe! Tenha uma ótima semana.

Livre-se de lixo.

PALAVRAS, PALAVRAS, PALAVRAS - Por Vicente Almeida

Palavras más agridem mais do que podemos imaginar, por que são intencionalmente pronunciadas ou escritas. 

Não é possível nos enganar, é possível enganar os outros, nunca a nós mesmos. Por isto é muito difícil ao agredido, não planejar secretamente um revide, no próximo encontro ou na primeira oportunidade, quando não consegue reagir imediatamente. Isto acontece por que nosso egoísmo só nos prepara para receber elogios, mesmo que imerecidos.

Assim a pessoa atingida vai rebuscando e coordenando em seu íntimo, tenebrosas e negativas atitudes contra seu desafeto, e passa a viver em função de uma vingança.

De posturas assim, com o passar do tempo, caso o indivíduo não tenha possibilidades de consumar seus planos vingativos, passa a receber a sobrecarga de suas próprias maquinações resultando daí inúmeras doenças de origem nervosa, tais como: Ansiedade, disfunções gastrointestinais, insônia, infindáveis dores de cabeça,  dermatoses, além de tantas outras que acentuam mais ainda suas enfermidades psíquicas.

Assim, ao reter uma ofensa, o pretenso ofendido estará aceitando um desafio e enchendo sua mente de pensamentos sórdidos, que irão crescendo cada vez mais, e poderão conduzi-lo por amargos e penosos caminhos durante muito tempo, ou por toda a vida.

A sabedoria consiste em não dar atenção a palavras ofensivas e desagregadoras do bem estar.

Esta atitude eliminará o mal em seu nascedouro, pois, como um bumerangue, se não atingir o alvo proposto, inexoravelmente retornará ao lançador, e em se tratando do mal, a potência negativa será mais destrutiva do que quando foi emitido. É também semelhante a uma carta posta no correio que, não encontrando o destinatário será devolvida ao remetente. Então não aceite ofensas, silencie e elas serão devolvidas à fonte. Procure triunfar! Vença esta barreira! Experimente! Persista!

Se não formos cautelosos e atentos, nos tornaremos vítimas de nossa própria invigilância.

Certa vez sentenciou um sábio chefe indígena iroquês: "Não basta falar sobre a paz, é preciso pensar, sentir, agir e viver em paz". Mas acrescento que para ter paz é mister renunciar a confrontos, evitando machucar corações, por que o veneno da dor causada a outros, sempre retornará a fonte. É o mesmo que dizer: "A cada um será dado segundo suas obras". Jesus aqui ratificou o que Deus, o Pai, já havia estabelecido desde o princípio dos tempos. Como seu enviado, Ele tornou cristalina a sua vontade para que todos entendessem o sentido da vida.
 

Não vá o leitor imaginar que quando alguém apresentar os sintomas enfermiços aqui mencionados seja em função de agressões sofridas e armazenadas em seu íntimo. Vale lembrar que para os mesmos sintomas, várias poderão ser as causas, e somente serão conclusivas após diagnósticos de médicos, analistas e outros profissionais da área, e cada caso é um caso.

Também não é regra geral, que todas as pessoas agredidas recebam as ofensas e sofram com elas. Grande é o percentual daqueles que garbosamente passam ao largo, perdoando-as incontinente.

Escrito por Vicente Almeida
10/06/2012

A CRUZ DE BELCHIOR - POR CEL RONALD BRITO


Belchior Araújo, foi um iguatuense de família tradicional e abastada, que desviou-se da orientação familiar e quando em idade adulta passou a dar trabalho ás autoridades  de segurança.

Pelos conceitos policiais ele não era tão valente como se dizia, mas quando bebia criava confusões e não respondia pelos seus atos. Conta-se que quando estava melado e chegava num samba, saia tomando adereços de homens e mulheres, embora, as vezes, no dia seguinte mandasse entregá-los aos donos. 

Segundo os do seu tempo, uma vez ele chegou num forró na localidade de Mata Fresca e saiu tomando óculos, cordões, relógios da matutada presente, até que chegando num jovem moreno, a conversa foi diferente: 

Pare aí doutor, este relógio eu comprei com o meu dinheiro e não vou lhe entregar. E ele olhando bem dentro dos olhos do matuto falou: Até que enfim encontrei um homem disposto.

A partir daquela noite o rapaz ficou conhecido como Raimundo Mata Fresca e passou a ser o lugar temente do arruaceiro.

Belchior, continuou assombrando os sambas e as viagens de trem que subia para Fortaleza  ou desciam para o Cariri. No dia em que resolveu ir de carro para o Crato, o veiculo deu prego nas proximidades de Barbalha. Nisso, passa um cidadão barbalhense de Jeep e como este não concordou em ceder seu transporte para Belchior terminar sua viagem, levou um grande tapa na cara.

Recompondo-se o cidadão foi até a cidade e acionou a policia que saiu na direção da estrada para prender o agressor. Quando chegaram ao local não mais o encontraram, então saíram em perseguição. Quando chegaram no São José, avistaram novamente o veiculo parado em uma elevação próxima, mas não fizeram abordagem porque foram recebidos a bala. A patrulha respondeu a agressão com tiros de fuzil e Belchior foi atingido por um deles. Depois que identificaram o morto, o Cariri viveu dias de agitação.

Conforme tradição do sertão, no lugar onde morre um cristão uma cruz deve ser colocada, e ali erigiram uma. A moçada evoluída  do Crato, descobriu que aquele outeiro era muito tranquilo e as luzes da cidade não ofuscavam o céu estrelado, então passaram a usá-lo para encontros amorosos noturnos. 

Não demorou muito para que os empresários observadores construíssem vários motéis na circunvizinhança o que acabou definitivamente com o ponto turístico cratense, que por alguns anos foi chamado de " A Cruz de Belchior ".

Torcendo com o Inimigo – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Futebol sempre desperta paixões. Desde 1958, quando o Brasil conquistou sua primeira Copa do Mundo, eu comecei a me interessar por esse esporte. A partir daí, acompanhava os jogos do Rio, São Paulo e Bahia pelas rádios. E imaginava o futebol deles como uma coisa irreal, sobrenatural até, bem diferente do que eu costumava ver no nosso campo do Esporte, na Rua Carolina Sucupira. Até os lances exibidos pelo Canal 100 no Cine-Moderno e Cassino nos davam a impressão de algo extraordinário.

Em 1964, em Salvador, o Ceará foi jogar contra o Bahia. Eu e meus primos resolvemos ir ao estádio e torcer pelo Ceará. Era a primeira vez que eu iria ver um jogo de futebol num grande estádio. A Fonte Nova me impressionou. Por fora se via apenas um muro bastante alto. Mas quando entramos, verificamos que estávamos na encosta de um alto e o campo de jogo era em baixo, circundado por uma enorme escadaria em forma de ferradura. Escolhemos um lugar onde havia sombra. Era no meio da torcida do Bahia. Quando nosso grupo se acomodou, imediatamente ouvimos um torcedor baiano gritar: “Esses bichos aí têm caras de cearenses e vão sair daqui debaixo de porrada.” Então um dos primos acalmou os baianos, dizendo que também torcíamos pelo Bahia e que não éramos cearenses coisa nenhuma. Uns dez minutos depois de iniciado o jogo, o Ceará já perdia por dois a zero, e com o coração dilacerado, tivemos de pular a cada gol dos baianos. Para mim, aquele jogo foi decepcionante. Não via nada diferente do joguinho que o nosso Anduiá, Enoque, Bebeto e Doce de Leite faziam pela seleção do Crato no campo do Esporte.

As nossas ações no meio da torcida baiana foram muito divertidas, apesar de sofridas. No segundo tempo, o Ceará voltou bem melhor e dominava claramente o jogo. Eu estava ao lado de um baiano e lhe disse: “O nosso time está muito acovardado, acho que eu vou torcer pelo Ceará!” “E eu também!” Respondeu o baiano, sem muita convicção. Nesse momento, Gildo marca um belo gol para o Ceará. Um dos primos pulou para comemorar, quando eu o puxei pelo braço sufocando o seu grito de “gôôôôl... que começava a dar. Então, ele se lembrou de onde estava e das promessas dos baianos. Depois da minha advertência, balançou os braços para o alto, em sinal de protesto e lavando a alma soltou um sonoro palavrão que substituiu o grito de “gôôô... para o pôôôô....a.”

Depois dessa, esperei nunca mais ir ver jogo no meio das torcidas adversárias. Mas passados quinze anos, eu e Magali chegamos ao Rio de Janeiro, num sábado à noite. Na recepção do hotel, um carioca muito animado, nos disse: “Amanhã tem Flamengo e Vasco no Maracanã. Se quiserem ir, temos os ingressos e ônibus na porta do hotel”. Recusei, pois gostaria de passar a manhã visitando os pontos turísticos do Rio. Fomos ao Maracanã num taxi e chegamos quase na hora do jogo, compramos ingresso para as cadeiras. Não havia mais nenhum lugar disponível. Ficamos nos degraus, onde já havia muita gente acomodada. Na cadeira ao lado, um senhor, educadamente, cedeu seu lugar a Magali e, sentou-se no cimento da escadaria ao meu lado. Era um torcedor do Flamengo. No meu imaginário de vascaíno, jamais poderia esperar uma atitude tão educada quanto aquela partindo de um torcedor do “urubu”. Olhei ao redor e só via torcedores com a camisa rubro-negra. Época do Zico, e um monte de estrelas que faziam do Flamengo um time invencível. Com poucos minutos de jogo, o Flamengo fez três gols e eu sofria com a derrota do meu Vasco, abraçando o amigo flamenguista, a cada gol. Era uma espinhada muito profunda no meu coração vascaíno. No segundo tempo, ocorreu o mesmo daquele jogo da Bahia. O Vasco começou a reagir, fez um e dois gols e estava já para empatar, quando o Flamengo fez o quarto gol. Eu fazia tudo para não desgostar aquele novo amigo carioca e flamenguista. Quando o jogo terminou, eu o abracei e agradeci. E ele, muito brincalhão, como todo carioca, disse: “É, mas eu notei que você é vascaíno. Se eu tivesse adivinhado antes, não teria dado meu lugar à sua mulher.”

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS.


Há algum tempo, Roberto Carlos compôs a música “JESUS CRISTO, eu estou aqui”, música que marcou época.

Foi cantada por milhões de pessoas e fez parte até mesmo de repertório de carnaval. Acredita você que toda esta gente cantou dispondo-se para DEUS as usar em plano salvífico?

Não!

Muitos apenas avisavam a DEUS: “Estou aqui, olha”! Mas continuavam distantes de seu Criador. Seguiam seus próprios planos e metas egoístas. 

Maria fez diferente. Diante do eterno DEUS, Criador dos céus e da terra, ela sabia que não passava de serva. Assim assume sua condição: “Servir ao Senhor”. Ela permite que o Senhor faça uma interferência, um desvio em seus planos. Sim, abrir espaço para DEUS na vida é, com toda certeza, sofrer uma intervenção nos planos egoístas que traçamos.

Maria faz esta opção.

Não age como Jonas, que foge de sua tarefa de pregar em Nínive. Com a expressão: “que se cumpra em mim conforme a Tua Palavra”, Maria cedeu o que DEUS lhe pediu naquele momento histórico. Cedeu seu ventre, seu útero. O útero mede aproximadamente um punho, mão fechada. Acrescentou a este órgão nove meses de gestação, e, embora humilde, criou um Filho para DEUS, que era o Filho de DEUS.

Filho envolve uma grande parte da vida dos pais. É um projeto de vida. Filho é um grande compromisso, que muda a vida de todos os pais, também de Maria. Aceitando, Maria participa do inusitado, do plano de DEUS para salvar a humanidade. Em cada momento histórico DEUS precisa de pessoas que coloquem vidas e órgãos à disposição.

Para nossa época DEUS precisa urgentemente de bocas que testemunhem, mãos que auxiliem. Que aliviem a fome, a doença, a mortandade...

Quando DEUS o chamar não seja um Jonas que se esconde atrás de desculpas, mas seja uma Maria que, embora pobre, diz: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a Tua Palavra”.

Jesus Cristo - Roberto Carlos.




Governador Eduardo Campos.



Grande vitorioso das eleições de outubro, o governador pernambucano Eduardo Campos - aos 47 anos, pai de quatro filhos, neto de um ícone das esquerdas, Miguel Arraes - vive um momento desafiador. Seu PSB, que ele preside desde 2005, acaba de eleger 433 prefeitos - mais que todos os rivais. Seu candidato derrotou o de Lula no Recife - um tradicional quintal do ex-presidente. Seu nome já é citado como presidenciável para 2014. Seu dilema é como seguir crescendo e, ao mesmo tempo, preservar as alianças e sua antiga amizade com Lula e com a presidente Dilma Rousseff. Qual o ponto de equilíbrio?

“Os 90 dias iniciais de 2013 serão decisivos para o governo Dilma”, disse ele à coluna numa longa conversa em São Paulo, na semana passada. “Se ela ganhar 2013, 2014 já começa praticamente resolvido, sem sobressaltos”. Mas ele adverte: a pauta da microeconomia “já está esgotada”. O Estado “não pode dar um cavalo de pau nas regras”. O consumo “não terá a mesma importância dos últimos seis anos”. E é preciso conquistar o empresariado para um projeto de crescimento - coisa que a presidente Dilma tem de fazer “com atitudes e palavras”. 

Estamos vivendo um ciclo que soma uma crise econômica, uma crise ambiental e uma crise de valores. Vai durar alguns anos e nela o Brasil tem uma grande chance de se reposicionar, de maneira mais competitiva. Esse é o debate que nos anima.

Há um excesso de liquidez no mundo, que não vem para cá, e dúvidas sobre os rumos do capitalismo. Há um modelo para sair da crise?

Acho que não há nada definido. Mas é óbvio que vamos viver um novo ciclo, a partir de novos valores. O sistema financeiro terá maior regulação. Não aqui, onde está ajustado. A sustentabilidade esta posta: é fundamental. Haverá um profundo debate sobre seguridade e saúde. Temos de encontrar formas de as pessoas precisarem menos de redes de assistência. Esse é um debate que as lideranças responsáveis vão ter de fazer.

Com o Estado necessário. Veja, quando a banca quebrou, em 2008, tivemos mais Estado... Mas o Estado não pode mudar as regras, não pode haver cavalo de pau em regras, elas têm de ser cumpridas. Precisamos de um Estado que funcione, não entregue às elites nem ao corporativismo. 

CENTENÁRIO DE LUIZ GONZAGA

Nos últimos dias, as comemorações do centenário  de Luiz Lua Gonzaga, o mundo noticioso e artístico, se mobilizou com homenagens diversas ao Rei do Baião e outras pessoas que  direta ou indiretamente contribuiram para sua gloriosa carreira. Assistir varias homenagens pela TV e, mais ainda, pelo radio. No Parque Aza Branca,  local que preserva sua memoria, aconteceu uma semana festiva em louvor de seu magnifico trabalho. Foram citados  vários poetas, compositores, mas, pouco se viu sobre um dos mais ilustres colaboradores da poesia e musicalidade nordestina: José Clementino do Nascimento Sobrinho.

Por pura falta de informação. Portanto, quem  puder enviar dados informativos do José Clementino que o faça para a direção do Parque Aza Branca pelo Email: 

info@parqueazabranca.com.br 

Jumento nosso irmão:


Clientes não faltam.


Um medico em 1936. O segundo filho da terra. Clientes é o que não faltavam. Entra com o marido, um sujeito afogueado, torado no grosso, olhos de espanto, chapéu de couro, toco de cigarro de palha no canto da orelha, jeito de quem está vendo alma, por todos os lados. A mulherzinha parecia a alma que procurava. pequena, magra, amarela, cabelos zangados, uns "tics" no canto direito da boca, pra completar a coisa mais encabulada do mundo. Sentindo seu jeitão e a dificuldade que teria em lhe ouvir as queixas, procurei deixa-la a vontade. Depois de perguntar umas quatro vezes de que se queixava sem que ela desse uma palavra, perguntei ao marido: Sua Mulher é surda e muda? Não Fala? Foi então, que ela  rompendo o mutismo, falou: minha doença quem sabe é Zé.

O Homem pegou pressão, assim como quem está foleando formiga, e foi falando, ora soprando pra fora, ora, aspirando pra dentro.e tome verbo:

Seu doutor, esta mulher está se acabando viva.não drome, não come, não tem sustança pra nada e tem uma dor de cabeça afitiva que quando dá na testa da pobrezinha só falta correr doida.

A muito custo conseguir tomar a pressão, examinar-lhes os olhos, sentir-lhe o pulso. Ela todo tempo se esquivando, se encolhendo, se afastando no mais inocente e desnecessário recato.Passado a receita, explicado repetidas vezes como usar os remédios, se foram com Deus e a Virgem Maria.

Decorridos umas três semanas, noutro dia de feira, volta o Zé e de melhor aspecto. Ao me ver, foi logo dizendo: Vim só lhe dizer, meu doutor, "qui a muié tá muito amiorada. quaje boia mermo". 

Deus ti proteja.

Dr. J. Ferreira

sábado, 15 de dezembro de 2012

Coisas da vida – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Que a vida é breve, somente percebemos quando estamos rolando ladeira abaixo na montanha do tempo. Há pouco mais de dez anos, fui com minha primeira irmã, ela não gosta que eu diga “minha irmã mais velha”, pois bem, fomos eu e ela resolver um pequeno problema num órgão público, quando a funcionária que nos atendia perguntou se ela era a minha mãe. Claro que ela não gostou. E eu saí me sentindo novinho em folha.

Mas nada como um dia atrás do outro. Mês passado, essa minha querida irmã esteve aqui hospedada em nossa casa. Veio para uma consulta médica. Então eu a acompanhei até o consultório. Os modernos consultórios médicos têm agora salas com televisão digital, com o volume do som tão baixo, que nos dá uma estranha sensação de surdez. Têm também modernas cafeteiras eletrônicas, que só faltam falar, oferecendo-nos café expresso, café com leite, chocolate, leite maltado e não sei mais quantas delícias, tudo em troca de umas míseras moedinhas que complementam a receita financeira dos médicos.

Aguardávamos o atendimento, sentados lado a lado, quando resolvi inserir alguns centavos na bonita cafeteria em troca de um simples cafezinho expresso. Mal me levantei, um senhor de idade ocupou o meu lugar, sentando-se, portanto ao lado da minha irmã.

Quando terminei meu café, aquele senhor já havia saído e a minha irmã estava com um ar de felicidade estampado no rosto, expresso por um sorriso intenso. Ao sentar-me novamente no lugar que havia sido ocupado pelo cliente idoso, minha irmã, muito contente, me disse: “Aquele senhor tão simpático que sentou aqui, me perguntou se você era meu marido.” Agora quem não gostou nada fui eu, pois sou treze anos mais novo do que minha irmã. O meu consolo é que estávamos num consultório de um oftalmologista.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Homenagem a turma do cabelo branco - Enviado por Jose Eudes Mamedio.

Um jovem muito arrogante, que estava assistindo a um jogo de futebol, tomou para si a responsabilidade de explicar a um senhor já maduro, próximo dele, porque era impossível a alguém da velha geração entender esta geração.

"Vocês cresceram em um mundo diferente, um mundo quase primitivo!", o estudante disse alto e claro de modo que todos em volta pudessem ouvi-lo."Nós, os jovens de hoje, crescemos com Internet, celular, televisão, aviões a jato, viagens espaciais, homens caminhando na Lua, nossas espaçonaves tendo visitado Marte. Nós temos energia nuclear, carros elétricos e a hidrogênio, computadores com grande capacidade deprocessamento e ....," - fez uma pausa para tomar outro gole de cerveja.

O senhor se aproveitou do intervalo do gole para interromper a liturgia do estudante em sua ladainha e disse:- Você está certo, filho.
Nós não tivemos essas coisas quando éramos jovens porque estávamos ocupados em inventá-las.

E você, um bostinha de merda arrogante dos dias de hoje, o que está fazendo para a próxima geração?

Foi aplaudido de pé !

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Blog humor - Por João Pedro.

Estou no Sanharol desde  ontem. Hoje cedinho o João Pedro mostrou o resultado das notas escolares e me contou este causo: Um avô tinha um neto muito danado cujo nome era AMEM. O homem era muito religioso e foi a missa levando AMEM junto com ele.

Na hora da missa AMEM sentiu uma dor de barriga lascada e o avô disse: vá ali atras da igreja e veja se faz seu serviço escondidindo por lá.

Quando a missa começo que o Padre disse: Em nome do pai, do filho e do espirito santo - AMEM! Ouviram um grito retumbante do menino - já tou indo, tou terminando!


PARCERIA MEDICO PACIENTE - POR ANTONIO MORAIS


Raimundo Menezes, Dona Risomar ladeados pelos filhos na Fazenda Iputy.

Todos sabemos que o sucesso de um acompanhamento ou tratamento de saúde é resultante  da parceria medico paciente.  O doutor entra com as prescrições e o paciente com a disciplina na execução.

O meu amigo Raimundo Menezes, em conversa comigo, outro dia, falava de seus cuidados no cumprimento das orientações e receituários do medico.  Não falta as consultas, faz rigorosamente os exames solicitados e toma os remédios nos horários estabelecidos. Lembrou que estabelece  um espaço de tempo de cinco minutos entre um remédio e outro quando, no mesmo horário, são receitados dois ou mais.

Justificou tal procedimento, dizendo que tinha um amigo que dizia: eu tomo todos de uma só vez, cada um que vá pru seu lugar. 

Pois bem, quem foi para o lugar foi o amigo.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Dilma e Joaquim Barbosa no velório de Niemeyer.



De uma coisa não se pode acusar Dilma: de hipocrisia. É flagrante, é torrencial, é irreprimível o mal estar que a figura de Joaquim Barbosa provoca nela, como mostra a foto que o fotógrafo Gustavo Miranda, da Agência Globo, captou no velório de Oscar Niemeyer.

É o olhar de alguém que está oscilando entre o desprezo e o ódio, e que provavelmente se tenha visto na contingência de calar o que sente. A fotografia não vai para o álbum de lembranças de nenhum dos dois.

A conclusão é: a presidente da República (em exercício, pois sabemos que não é quem governa) está solidária com a quadrilha de criminosos petralha condenada pelo STF.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ninguém se livra do tempo - Por Antônio Morais

Não é necessário ser um grande historiador, um estudioso ou observador da  historia brasileira. Todos sabemos  que  toda a esquerda brasileira é anti-americana. Não vou discutir as razões. Não posso ser contra  o Brasil, em alguns momentos  ter se espelhado em exemplos dos Estados Unidos. Nossas Constituições anteriores tinham semelhanças com a americana.

Esse pessoal que chegou ao governo e hoje manda e desmanda era  totalmente contra tudo o que  viesse ou tivesse origem americana. O Brasil sempre importou  produtos e partes das leis, por que lá existe lei, se cumpre a lei diferentemente daqui.

Língua falou, c..pagou. Os governantes atuais estão vendo o Brasil importar "Lixo de Hospitais",  e o que demais poderá vi junto.

O tempo é infalível, não há quem possa comprar ou mudar a sua historia. E,  o maior problema de um governante é, no futuro,  ter vergonha do seu passado.

Ainda sobre o Parque de Exposições - Por Cel. Ronald Brito.


17 mil metros quadrados de área construída.


Parque de Exposições - Sobral.

Na edição do Jornal do cariri, de 7 a 13 de Junho de 2009, escrevi uma pequena cronica sobre o Parque de Exposições do Crato. 

Naquelas poucas linhas, eu defendia a aceitação  da oferta que o Governador Cid Gomes queria fazer a nossa cidade, um novo Parque. No meu entender, aquele seria um régio presente a comunidade, pois as instalações do atual, inaugurado em 1944, não mais estavam comportando o fluxo turístico que comparece ao seu evento anual.

Fui duramente criticado, pois segundo os que me desconsideraram, eu estava defendendo a ida daquele Centro de Eventos para outra comuna, o que não era verdade; eu apenas defendia um empreendimento dado, de tão bom grado, pelo nosso governante.

O Antigo espaço, que poucos cratenses como eu tiveram na adolescencia, o agrado de usá-lo para cuidados de laser, passaria a ser administrado pela URCA, com o seu átrio principal tombado e transformado em museu agropecuario.

Nesse 26 de Junho de 2.011, Sobral inaugurou seu novo Parque de Exposições, com 17.000 metros quadrados de área construída e possuindo: Centro de Eventos, área de vaquejadas, currais, pavilhões, estacionamento e a certeza de que este ano novo, arrastará, para seu entorno, toda uma estrutura urbana.

Se as lideranças cratenses não tivessem sido tão apressadas e inflexíveis em recusar o beneficio, desde Julho de 2.011 também terriamos inaugurado o nosso moderno Parque de Exposições.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Dirceu não consegue mobilizar o PT.



Condenado a mais de dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por formação de quadrilha e corrupção ativa, o ex-ministro José Dirceu já conhece seu destino – e não se conforma. Antes de começar a cumprir sua pena, que deve ser iniciada em regime fechado, o petista tenta há semanas organizar eventos com militantes do partido em sua defesa. Mas o que Dirceu não esperava era que seu prestígio estivesse tão baixo dentro da legenda onde construiu sua trajetória política e onde alcançou posto de líder influente. Os três primeiros atos organizados até agora foram esvaziados e não produziram nenhum barulho.

O golpe de misericórdia veio na reunião do Diretório Nacional do PT na última sexta-feira, em Brasília. Representando Dirceu, Serge Goulart, da tendência radical O Trabalho, apresentou uma moção sugerindo que o partido fosse às ruas para promover atos contra o STF e que não reconhecesse o julgamento do mensalão, segundo informou o jornal O Globo. Porém, a proposta nem chegou a ser votada. A direção do PT não ousou dar início a um confronto com o órgão que encabeça um dos poderes da República - e também não quis submeter os mensaleiros a mais uma derrota pública. Após o encontro, o partido divulgou uma nota, mas nenhuma linha fazia referência ao mensalão.

domingo, 9 de dezembro de 2012

RECORDAÇÕES DO PASSADO - Postado Por Mundim do Vale


Transcrito do livro O CEARENSE.

Eu tinha 21 anos
No vigor da juventude
E vivia sempre alegre
Pois possuía saúde.
Saia pela tardinha
Ou então de manhanzinha
Com alegria e carinho.
Pois já era acostumado
Todo dia feriado
Ir pra casa de Bidinho.

Quando eu chegava lá
Era aquela animação
Zé Lucas no bandolim
E você no violão.
E do jeito que eu ia
Sempre com muita alegria
Todo cheio de esperança
Falava com a velha Zefa
Nunca mais essa tarefa
Se acaba em minha lembrança.

Era Josefa de Lucas
Que eu considerava tia
Com um sorriso nos lábios
Que sempre me recebia.
E quando eu chegava lá
Ela vinha me encontrar
Com seu gesto hospitaleiro
Como se eu fosse um sobrinho
Que merecesse carinho
De um coração verdadeiro.

Possuía 4 filhos
Que era a sua riqueza
Bidim, Zé Lucas, Miguel
E Anita com certeza.
Uma moça de respeito
Que da mãe herdou o jeito
De criatura de bem.
Uma jovem de primeira
Com uma educação caseira
Que muita gente não tem.

Nunca mais esquecerei
Zé Lucas e seu bandolim
Nas noites de lua clara
Ele tocava pra mim.
E eu às vezes cantava
E com isso me alegrava
Com aquela animação.
E você com sua viola
Fazia vibrar a mola
Dentro do meu coração.

Zé Lucas o do bandolim
Foi um grande amigo meu
Nascemos os dois num ano
Foi assim que aconteceu.
Mas a negra desventura
Levou ele  a sepultura
Ficou debaixo do chão.
Mas enquanto eu tiver vida
Essa pessoa querida
Não sai do meu coração.

Pra os 4 que Deus levou
Que estão na eternidade
Eu tenho plena certeza
E creio que é verdade.
Jesus Cristo o perdoou
E pra junto dele levou
Por ser grande onipotente.
Pois morrendo e merecendo
Eles estarão vivendo
Com Jesus eternamente.

Agora amigo Bidinho
Aceite esta poesia
Só por causa de você
Gostar de mim todo dia.
Fui visitar o Vicente
Que está muito doente
Mas ainda não morreu
E senti recordações
Olhando para os torrões
Lá onde você nasceu.

Autoria de Joaquim José de Oliveira ( Seu Quinco )
Sítio Chico, 17 de outubro de 1992.

PRENDA TROCADA - Por Mundim do Vale


Na cidade de Várzea Alegre houve um tempo em que a grande atração era o leilão de São Vicente. Os fiéis munidos de devoção, compariciam em peso para arrematar as prendas e tomar umas cervejas.
Em um desses leilões, alguns fiéis formaram uns grupos isolados para disputar as prendas.
No lado norte estavam; Lasdilau Camilo, Dudal,Mundim e Lourival Frutuoso.
No lado sul; Luís Proto, Zé Gregório, Luís Diniz e Natércio Andrade.
No lado leste, era o grupo da matança; Luís de Cícero Inácio, Quinzim, Luizão Pagé e Raimundo de Freitas.
O leiloeiro José Sobrinho subiu uma galinha cheia e depois de alguns lances Lasdilau Camilo Arrematou. Feito o pagamento Lasdilau falou para o leiloeiro:
- Leve para o meu amigo Luís.
O pregoeiro embaraçado, seguiu para outro ponto cardeal e entregou a prenda a Luís de Cícero Inácio. Os amigos de Luís atacaram a galinha, que só sobrou mesmo a farofa para Luís e a bandeja para zé Sobrinho. A prenda sumiu mais rápido do que bolinha de termômetro em piso de cerâmica.
Lasdilau constrangido com a troca abordou o leiloeiro:
- Zé Sobrinho. Eu ofertei a galinha foi para meu amigo Luís Proto e você entregou foi a Luís de Cícero Inácio.
Zé Sobrinho ainda embaraçado respondeu:
- Mais omi, é pruque eu tou sozim prumode fazer tudo. Mais ramo fazer disso; Eu vou assubi aquele girmum de leite, ai você remata e oferta a Luís Proto.
O Leiloeiro subiu o jeremum que mais parecia um pilão. Gritou, gritou e nada de ninguém fazer um lance.
João Doca querendo contribuir com São Vicente, arrematou a prenda pelo preço do lance do pregoeiro e mandou que fosse entregue ao poeta Bidim.
Bidim recebeu a prenda e no dia seguinte chegou no café de Domicília recitando essa décima.

Comi de um girmum caboco
Já da rama derradeira,
Era mole com cêra
Tinha água igual a côco.
Vingou em cima de um toco
Três palmos acima da terra,
Encarnado como guerra
Com o gosto de cupim.
Foi esse o girmum mais ruim
Que deu na Aba-da-Serra.