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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O Engenheiro João de Barro - Por Antonio Morais

Trazemos as respostas aos questionamentos postos no meu comentario:
01 - Se voce sabe porque a porta da casa do João de Barro geralmente é virada para o poente?
02 - Por que a perede aposta a porta é bem fina?
03 - Por que o João de Barro é considerado profeta?

Vamos as respostas:

01 - A porta é virada para o poente porque geralmente as chuvas vem do nascente.
02 - Porque no caso de agressão de cobra ou outro predador qualquer basta uma bicada que a parede se desfaz e permite a fuga.
03 - Por que com a porta virada para o nascente o João de Barro acredita que não haverá chuvas - durante o periodo de inverno.

A GRANDEZA DO BRASIL - Por Vicente Almeida

Quando um jornalista brasileiro perguntou a uma escritora holandesa:
Qual a sua visão de nosso País?
Ela disse:


Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil. Realmente parece que é um vício falar mal do Brasil;

Todo país tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos;

Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado;

existe uma companhia telefônica e pasmem! Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado;

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com a mesma mão suja entregam o pão ou a carne;

Em Londres, existe um lugar famosíssimo, que vende batatas fritas, enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta;

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom, ironicamente ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador;

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria, e qualquer garçom de botequim no Brasil, podia ir pra lá dar aulas de "Como conquistar o Cliente";

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura;

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, ou Português Brasil, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa;

Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc... E os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?

Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?

Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?

Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?

Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?

Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticulando e não medindo esforços para atendê-los bem?

Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando?

É! O Brasil é um país abençoado de fato;

Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos;

Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques;

Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente;

Bendita seja a pátria chamada Brasil!!

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É... O Brasil é tudo isto, só os brasileiros não sabem disso...

Tanto a Bandeira como o Hino Nacional Brasileiro são herança da Monarquia – por Armando Lopes Rafael



(excertos de artigos públicos neste Blog em junho de 2010)
A Bandeira do Brasil Império foi criada e oficializada através dor Decreto de 18 de setembro de 1822. Foi desenhada por Jean-Baptiste Debret. Era composta de um retângulo verde e um losango amarelo, cores escolhidas por dom Pedro I, para lembrar o verde da Casa de Bragança (origem do nosso primeiroImperador) e o amarelo da Casa Real dos Habsburgos, de onde provinha a Imperatriz Leopoldina.
No Centro um escudo, cercado de ramos de café e tabaco indicados no decreto como "emblemas de sua riqueza comercial, representados na sua própria cor, e ligados na parte inferior pelo laço da nação". As 19 estrelas de prata correspondem às 19 províncias que o país tinha na época. Menos de quatro meses depois a coroa real que se sobrepunha ao brasão foi substituída por uma coroa imperial "a fim de corresponder ao grau sublime e glorioso em que se acha constituído esse rico e vasto continente", afirmava o decreto de 1º de dezembro de 1822.

Também o nosso Hino Nacional (igualmente oriundo dos tempos imperiais) que é ouvido, com todo respeito, por milhões de brasileiros, remonta ao Primeiro Reinado de Dom Pedro I, O Hino Nacional Brasileiro era executado sem ter ainda uma letra. Conhecida apenas como “Marcha Imperial”, foi muito tocada nos campos de batalhas da Guerra do Paraguai. Depois desse conflito foi popularizada na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil.

Com o advento do golpe militar que implantou a República dos Estados Unidos do Brasil, no chamado “Governo Provisório” – dirigido pelo Marechal Deodoro da Fonseca – foi instituído um concurso para a adoção de um novo hino nacional. A ordem era (tentar) apagar tudo que restasse do Brasil-Império. Vivia-se os novos tempos republicanos e a propaganda oficial dizia que tudo vinha melhorando e o Brasil iria trilhar a senda do progresso e do bem estar do seu povo.Quantas vezes, nos últimos cem anos, vimos esse filme...

Pois bem, na noite de 20 de janeiro de 1890, o Teatro Lírico do Rio de Janeiro estava superlotado, reunindo as mais destacadas personalidades da então capital brasileira, para conhecer o novo Hino Nacional. No camarote de honra, o velho Marechal Deodoro, àquela época já bastante decepcionado com alguns companheiros do golpe militar de 15 de novembro de 1889. O hino que obteve o primeiro lugar no concurso foi composto pelo maestro Leopoldo Miguez, com letra de Medeiros e Albuquerque. Na verdade, uma bonita peça (hoje chamada de “Hino da República”, que começa com o refrão: “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós”.

Ao final da execução do hino, o Marechal Deodoro bateu o martelo e impôs:
– Prefiro o velho!

Foi quando ficou preservada para as gerações vindouras, a bela “Marcha Imperial”, o mesmo Hino Nacional Brasileiro de hoje, cujos primeiros acordes (“Ouviram do Ipiranga às margens plácidas/ De um povo heróico o brado retumbante”) nos enche de orgulho e nos faz reviver o pouco de patriotismo que ainda resta à “brava gente brasileira”...
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A república do despudor - Augusto Nunes.


Hábito ancestral e nefasto que só piora com os exemplos que vêm de cima, o despudor das autoridades brasileiras no trato da coisa pública afronta diariamente uma sociedade que só não reage com a indignação cabível porque — é a triste realidade — de algum modo ela se mostra desgastada pela deterioração dos valores morais e éticos que devem presidir a convivência social civilizada. 

Só isso pode explicar o fato de o presidente do Senado e do Congresso Nacional, o notório Renan Calheiros, permanecer no comando de um dos Poderes da República depois de ter convocado cadeia nacional de rádio e televisão, no último dia 23, para, entre outros floreios, vangloriar-se de austeridade nos gastos públicos, poucas horas após ter reincidido na requisição irregular de um jato da FAB, desta vez para viajar de Brasília ao Recife a fim de se submeter a urgentíssimo implante capilar. 

Tanto com a intervenção cirúrgica a que se submeteu quanto com o teor do pronunciamento que fez poucas horas depois à Nação, o senador alagoano revela-se extremamente fiel a um princípio que orienta a carreira dos políticos bem-sucedidos “da hora”: salvar sempre as aparências.

BRANCAS NUVENS.


“Além das ações emergenciais, estamos investindo em infraestrutura para garantir fornecimento estável de água mesmo em períodos de seca”, viajou Dilma Rousseff no programa Conversa com a Presidenta desta terça-feira, depois de lhe perguntarem o que tem feito o governo para enfrentar a maior seca dos últimos 50 anos. Já na decolagem, festejou os 6 mil carros-pipa imaginários e 296 mil cisternas de armazenamento de água para o consumo humano e 12 mil para a produção”.

Alcançou a estratosfera em seguida: “Em Pernambuco, são dezenas de obras do PAC para oferta de água, dentre as quais o Ramal do Agreste, que ligará o Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco à Adutora do Agreste, garantindo água para 68 municípios pernambucanos, incluindo Arcoverde”. No Brasil Maravilha que Lula fundou e Dilma não para de aperfeiçoar, a transposição das águas do Rio São Francisco está sempre a um passo da inauguração.

Enquete - O caboré


Todo mundo que passava
Parava no seu Mané
Todo mundo perguntava
Quando via o CABORÉ
Seu moço me diga o nome
Dêsse bicho e o que é que come
E o preço quanto é?
Esse bicho meu patrão
Come arroz, milho e feijão
Êsse bicho é um CABORÉ.

E despertava interesse
O bicho do seu Mané
Seu Mané que bicho é esse?
Quando via o CABORÉ
Queriam saber o nome
Quanto custava e o que come
E seu Mané repetia
É um CABORÉ meu irmão
Come arroz, milho e feijão
Já cansado respondia.

Irado, no fim da feira
Já rouco de responder
Chega uma dona faceira
Também querendo saber
Seu Mané, como é o nome?
E o que é que esse bicho come?
É um CABORÉ que eu domo
E com os olhos destamãe
Come até o cu da mãe
Se ele não comer, eu como.
.
De quem são estes versos?

a - Mundim do Vale
b - Dr. Savio Pinheiro.
c - Pedro Bandeira
d - Dedé França
e - Geraldo Amanhio
f - Bidim
g - Claudio José de Souza
h - Antão Teté.

domingo, 29 de dezembro de 2013

As flor de Puxinanã - Por Zé da Luz



Três muié ou três irmã,
três cachôrra da mulesta,
eu vi num dia de festa,
no lugar Puxinanã.

A mais véia, a mais ribusta
era mermo uma tentação!
mimosa flô do sertão
que o povo chamava Ogusta.

A segunda, a Guléimina,
tinha uns ói qui ô! mardição!
Matava quarqué critão
os oiá déssa minina.

Os ói dela paricia
duas istrêla tremendo,
se apagando e se acendendo
em noite de ventania.

A tercêra, era Maroca.
Cum um cóipo muito má feito.
Mas porém, tinha nos peito
dois cuscús de mandioca.

Dois cuscús, qui, prú capricho,
quando ela passou pru eu,
minhas venta se acendeu
cum o chêro vindo dos bicho.

Eu inté, me atrapaiava,
sem sabê das três irmã
qui ei vi im Puxinanã,
qual era a qui mi agradava.

Inscuiendo a minha cruz
prá sair desse imbaraço,
desejei, morrê nos braços,
da dona dos dois cuscús!

sábado, 28 de dezembro de 2013

Confie.


Um jovem rapaz pediu a Jesus um emprego e uma mulher que o amasse muito. No dia seguinte, abriu o jornal e tinha um anuncio de emprego.
Ele foi. Vendo a fila muito grande disse: são melhores que eu - E foi embora. No caminho, um garoto lhe deu uma rosa... No ônibus ele, chateado, joga a rosa fora. Ao chegar em casa briga com Jesus: - É assim que me tratas? É assim que me amas?

E vai dormir.

Em sonho, Jesus lhe diz: "- O emprego era seu, mas você não confiou em Mim e desistiu antes mesmo de lutar; aquela rosa fui Eu quem te dei... inspirei aquela criança a lhe dar! O amor da sua vida estava sentada ao seu lado e, em vez de você dar a rosa a ela, jogou-a fora.

Você entendeu como Jesus age na sua vida?

Ele abre as portas e te mostra o caminho, mas a tua fé é tão pouca que desiste no primeiro obstáculo. Não desista! Confie que Jesus pode agir na sua vida.

Os obstáculos existem para ver até onde vai a tua fé. Passe adiante, já é um sinal que Jesus está agindo em sua vida!!!

Derrube as barreiras, enfrente os desafios e conquiste seu sonho!

PALAVRAS

APENAS PARA ENCONTRAR PALAVRAS


(Claude Bloc)



Posso dizer muitas vezes que me alimento das palavras. Encontro-as por aí escritas, faladas, proferidas ao vento, em todas as partes por onde passo. Encontro-as nos finais de tarde ou até nos dias mais ou menos vazios...  Às vezes percebo-as lá fora ao relento, ou mesmo na ausência das horas que me controlam, e que, por um algum motivo, ficaram presas no relógio de parede atrás de mim e para onde nem sequer me lembro de olhar...

São apenas palavras… E, muitas vezes, vou deixando-as ficar para que possam ser admiradas por todos e colecionadas como num dicionário, com todos os seus sentidos, (in)definidos, mesmo que não se saiba muito bem o que fazer com elas...

Palavras, às vezes, mudam de cor e de roupagem e nos acenam com sorrisos engraçados e infantis. Outras são esquisitas, mas nos enchem os olhos de alegria. E nesse deleitoso banquete de palavras me delicio... ainda que paradoxalmente lhes confesse: palavras não são tudo…

Claude Bloc

O QUE É VIVER BEM?


Cora Coralina

Um repórter perguntou a CORA CORALINA (poeta que viveu até 95 anos): - o que é viver bem? Ela disse-lhe: “Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice.  E digo prá você: não pense. Nunca diga estou envelhecendo ou estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso. Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e  isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia. Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais. Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada. Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio! Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não. Você acha que eu sou? Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de  mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes. O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço,  com fé.
Faço o que devo fazer, com amor.

"Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.”


A COPA E A COPA NO PAÍS DO FUTEBOL - veja

Copa do Mundo que se disputará de 12 de junho a 13 de julho do ano que começa será a mais difícil da história para o Brasil. A previsão de dureza para aquele que o mundo inteiro vê como o “país do futebol” — por ser a única nação pentacampeã e também a única a ter comparecido a todas as edições do evento, desde que um torneio capenga com a presença de quatro escassas seleções europeias abriu a série em 1930, no Uruguai — não leva em conta apenas as chances esportivas da equipe comandada por Luiz Felipe Scolari. Mesmo em uma Copa maiúscula, que contará com a presença de todas as equipes que já levantaram a taça, ninguém seria louco de subestimar o Brasil, muito menos jogando em casa. O prognóstico cauteloso se deve mais a fatores extracampo, que desta vez não poderemos nos dar ao luxo de relegar a segundo plano. Haja o que houver, seja quem for o campeão, existe desde já uma certeza: na Copa do Mundo do Brasil, o Brasil vai se encontrar com o Brasil — o país onde se joga o futebol mais vitorioso e festejado do mundo com o país que é pereba na infraestrutura, perna de pau na educação, consistente na desigualdade social e matador na corrupção. Nenhum dos dois é uma mentira, mas, naturalmente, estranham-se no espelho.

Isso torna a Copa de 2014 única: aquela que, mesmo ganhando, corremos o risco de perder. Pela primeira vez, vencer nos gramados não será suficiente. De forma incomparavelmente mais desafiadora do que em 1950, quando o Mundial da Fifa era um certame paroquial comparado à superprodução de hoje, será preciso vencer nos aeroportos, nos hotéis, nos táxis, nas filas diante dos estádios e na segurança — em resumo, na organização — um jogo em que o placar já foi aberto e nos é amplamente desfavorável, com obras atrasadas, promessas que nunca saíram do papel, orçamentos estourados e desculpas estropiadas como a do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, ao dizer que nunca viu a noiva chegar à igreja na hora marcada. 

Ocorre que, se o Brasil bom de bola pode ser escalado no papel de noiva, o país que se ofereceu para sediar a Copa é a própria igreja. Apesar dos percalços, e ainda que haja andaimes no altar, tudo transcorrerá, com alguma sorte, sem maiores problemas. Mesmo assim, o jogo não estará ganho. Será necessário demonstrar ao vivo, diante dos olhos do planeta, que o título de “país do futebol” não é um slogan vazio que uma parcela substancial da população, reunida do lado de fora da igreja com as mãos cheias de pedras em vez de saquinhos de arroz, encara com rancor e desdém, como se não passasse de um artifício publicitário destinado a enganar a massa.

DESAPOSENTADORIA - Por Xico Bizerra

No mesmo dia em que transformei minhas gravatas em meras tiras de pano também concedi aposentadoria aos meus sapatos. Percebi uma tesoura sorridente, tanto quanto eu, trocando alegrias com meus pés agradecidos. Não mais os uso, nem gravatas, nem sapatos. Aos paletós dei melhor utilidade doando-os a um cunhado que mora no alto da Serra do Araripe, onde faz um frio danado. Os relatórios e processos saídos de um burocrata engravatado, não mais sei produzi-los. Na verdade, nem sei de que adiantou e se valeu a pena algum dia fazê-los. Hoje, bem ou mal, escrevo versos e canções e essa missão dispensa as formalidades, rituais e regras no vestir que me azucrinaram a cabeça por mais de 25 anos. Mas numa sexta-feira de agosto, a contragosto, fui obrigado a voltar a usá-los: o paletó, os sapatos e a gravata. Fui ser Cidadão do Recife – só uma honraria desse tamanho justificaria o sacrifício. Ao ver-me assim fantasiado o passarinho que se serve da água açucarada que lhe ofereço em minha varanda recusou-se a bebê-la e não cantou. Além da tristeza de ver um passarinho sedento em uma varanda muda tive calos, sufoquei-me de calor e constatei não mais saber enforcar-me dando o nó na gravata. Desaprendi o que nunca deveria ter aprendido. No retorno pra casa, o pescoço, os pés e a alma agradeceram. Também gratos ficaram os meus ouvidos por voltarem a ouvir o passarinho cantar tão-logo voltei a ser eu, vestindo meu traje simples de Poeta.
Xico Bizerra.

Troca de Plantão.

Jesus Cristo resolveu voltar a terra e decidiu vir vestido de medico. Procurou um lugar para descer e escolheu , no Brasil, um posto de saúde do SUS. Viu um medico trabalhando há muitas horas e morrendo de cansado. Jesus entrou de jaleco, passando pela fila de pacientes no corredor, até atingir o consultório medico. Os pacientes viram e falaram: olha aí, vai trocar de plantão. Jesus entrou na sala e falou para o colega que este poderia ir embora pois ele iria continuar o seu trabalho. E todo resoluto gritou: O próximo! Entrou no consultório, um homem paraplégico em sua cadeira de rodas. Jesus Cristo levantou-se, olhou para o aleijado e, com a palma da mão direita sobre sua cabeça disse: Levanta-te e anda. O homem levantou-se andou saindo do consultório empurrando a própria cadeira de rodas. Quando chegou ao corredor, o próximo da fila perguntou: E aí, como é esse doutor novo? Ele respondeu: Igualsinho aos outros, nem examina agente.
Moral da historia: Tem gente que já recebeu o milagre, mas nem se toca, pois só vive para reclamar ou botar defeitos em tudo nesta vida.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Correnteza
  
- Por Claude Bloc – 


Acredito que poesia exista na alma de cada pessoa, e quando ela enche a alma da gente e quase parece querer transbordar, parece também querer afogar-nos numa correnteza incessante. As palavras, então, vão nos assessorando no escape dessa enxurrada, que mal sabemos explicar ou como conter.

Quando comecei a escrever poesia foi nesse exato intento. Mal sabia o que me afligia, mas sentia que tinha de tentar descrever essa sensação de alguma forma. Eu tinha então 16 anos, ainda brincava de roda, peteca, bicicleta, mas também nessa época já sentia cá dentro a efervescência dos amores juvenis, que, timidamente, e só com a caneta, os conseguia acalmar e revelar nas páginas dos meus cadernos.

Foi assim que muitos destes poemas foram escritos. A poesia, então, para mim foi sempre essa vazão, essa fuga e é certamente assim, que deve ser para muitos também...

É sempre nesses momentos de reflexão que a poesia melhor se desenvolveu nas minhas mãos. Cada verso conta a história de um momento singular, cada estrofe faz um relato poético de tantos e tantos e muitos dias da minha vida, vividos assim, dessa mesma maneira, como qualquer um de nós vivemos. Um verso por tudo, por vezes, por nada, porém bem assentado dentro de mim descendo na vazão da vida.

Claude Bloc

John Lennon - Imagine

Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí.

John Lennon





quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

PEQUENA CRONICA PARA UMA MANHA DE SOL - Por Xico Bizerra.


Que é do sol? Pra onde se escafedeu? Brincar de esconde-esconde durante a semana, tudo bem, mas manter-se encoberto logo no domingo é uma grande sacanagem. A gente abrir o olho, espiar pela janela e só avistar pingos de chuva e um céu escuro é brincadeira de mau gosto. Resta voltar pra cama e repetir o ritual de embrulhar-se com o lençol branquinho e cheiroso. Levantar-se, quem há de? Nada a fazer a não ser escrever essa ‘croniqueta’ e dedicá-la a uma manhã sem sol e sem o azul do mar. E aguardar outros domingos com seus sóis convidativos, com o sal do mar se contraponto à doçura das crianças que, sem noção do bem que fazem, adoçam o coração e a alma de quem as vê num domingo de sol, ‘areiando’ os pezinhos antes de molhá-los no mar...



Para acreditar que sou eu
-  Claude Bloc -
Hoje eu poderia ter sonhado a vida se alastrando na indefinição do meu tempo. A cada manhã eu poderia ver o sol nascendo na tua mão esquerda. Abririas,então, os braços e de peito aberto, em pleno vôo, acompanharias o meu sonho rasgando-se ao vento do teu norte.

Em ti, a minha sede abriria sulcos no solo onde serias meu chão, onde eu correria qual um rio desbravando as margens dos teus segredos. No final da tarde eu desceria sobre o teu ombro, lentamente, oferecendo-te a chegada da noite... Então eu dormiria em teu sonho, em pleno sigilo, enquanto o mundo fosse seguindo seu curso.

 Sei que hoje és apenas como o vento e quando passas impetuoso pelos meus galhos sinto uma vontade imensa de me deixar seguir nos teus sopros. Assim, a cada passagem, levas de mim folhas e seiva que espalhas pela areia dos teus dias.

Só desta forma consegues agrupar cada pedaço de mim no reencontro que procuro, pois cada vez que passas ficam em balanço as portas do meu coração que te abro para que entres e não deixes que se fechem no silêncio.

Claude Bloc
OBS.: Esta é a personificação da minha terra: Serra Verde

Um jeito de falar esquecido no tempo – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Eu sou de um tempo em que tínhamos mais juízo, pois não víamos televisão, coisa desconhecida por nós cratenses. Falávamos nosso próprio dialeto, hoje substituído pela linguagem padronizada das novelas globais.

Nas tardes de domingo íamos aos programas de auditório das Rádios Educadora do Cariri e Araripe, para vaiar com um sonoro “fiufiu” os calouros que “levavam” “gongo”. E os locutores dessas “estações” de rádio eram chamados de “espiques”.

Que tempos bons aqueles em que nos divertíamos nos dias de feira! As ruas ficavam “apinhadas” de “beradeiros”, que de “boca aberta” “espiavam” “abismados” as janelas do Banco Caixeiral. Mal chegávamos à feira, os “moleques de rua”, “doidinhos” para ganhar alguns “tostões”, iam logo perguntando: “tem carrego”? “Tadinho deles!” Exclamavam algumas “beatas Filhas de Maria”, “compadecidas” daquelas crianças “sem pai nem mãe”. E como era bom ouvir os “chapeados” conduzindo pelas ruas e calçadas “caixões de pinho”, ou grandes “balaios” com as compras e, sufocados pelo peso, gritarem “Óia a mala, óia a mala, óia a mala!...” para pedir passagem no meio da “matutada”.

E quantas vezes eu fiquei na “entradinha” da “Rua da Cruz” esperando a “sopa” para ir ao Juazeiro? Quando as “peruas”, não passavam “entulhadas” de passageiros, eu ia nelas. “Doutras vezes”, algum “chofer” de caminhão “mais camarada" oferecia um “bigu” na “boléia”. Mas para o São José, como “dava só uma légua”, eu ia mesmo era “de pés”. Mas só chegava lá pela “boquinha da noite”, cansado e com “dor desviada”.

Nas seções matinais das séries do Cassino, em dias de domingo, havia uns “cabinhas” “enrolões” que passavam “checho” no porteiro e entravam “de graça”. Era comum a fita “cortar” “parando” o filme. Ouvia-se logo um grito de algum “maloqueiro” exigindo uma “reparação”: “meu dinheiro!” E nós meninos, influenciados por essas séries, quando fazíamos alguma brincadeira mais “arriscada” para “empunhar” os amigos, gritávamos: “thantantan: o perigo da série”!

Perdi a conta de quantas viagens eu fiz no “Misto” do Bodocó que subia a serra pela ladeira da “Matança” e descia na “banda de lá” pela ladeira do “Cancão”, até chegar no “Novo Exu”.

Fui freguês da Casa Abidoral, onde comprava uma porção de “alvaiade” para deixar branquinhos os meus “fanabus” e assim não tirar nota baixa nas aulas de “Educação Física”, que aconteciam às cinco horas da madruga. Quem não fosse com os “fanabus” bem limpinhos levava um grande “carão” do professor, que não tolerava “fanabus emporcalhados”.

Nas noites de domingo as “meninas moças”, usando um “califon” bem maior para os seus tamanhos, “tirado escondido” da mamãe ou das irmãs mais velhas, vestindo “saia godê” sobre “anáguas” com ”bicos” e “bem engomadinhas” e uma blusa “banlon” “arrodeavam” a Praça Siqueira Campos. Perdemos a conta do número de voltas que elas davam em torno da praça. Mas se elas fossem “enfileiradas” na estrada, daria para ir “inté” Fortaleza. Nós, “marmanjos”, ficávamos postados em pé na “beirada” da calçada, vestidos numa calça “faroeste” ou de “tergal” e finíssima camisa “volta ao mundo” para “flertar” com aquelas que nos dirigiam um “encabulado” olhar. E elas comentavam entre si: O meu flerte é um "pão", mas muito "acanhado"! Já faz quatro domingos que ele lança “um olhar pidão” e ainda não teve coragem de “encostar”. E aqueles rapazes mais “atirados” corriam o risco de receber uma “rabissaca” e a qualificação de “bicho veio enxerido”.

De um lado da praça, um grupo de “marmanjos” ficava na calçada da Loja Frigidere para “espiar” as “brechas” dadas pelas “balzaquianas”, quando elas sentavam nos bancos e, provocava os curiosos cruzando as pernas. Em certas ocasiões, as mais “sem cerimônia” recebiam uma “salva de palmas”.

Os “brotinhos” recebiam das mamães a recomendação para voltarem cedo para casa, pois não havia luz elétrica na cidade e, as ruas eram um verdadeiro “breu”. Elas tinham medo dos “rabos de burro”! Então, às nove horas da noite do domingo, a praça ficava um “ôco”. E nós íamos “merendar” na Sorveteria Bantim. Pedíamos uma “bananada”, ou “abacatada”, enquanto alguns comiam um “pão com ovo” acompanhado de “ponche” de maracujá

Quando arranjávamos uma namorada, uns três meses depois, os amigos perguntavam: “Já pegou na mão”? Era a maior ousadia que se permitia e a suspeita de que o namoro “era pra casar”. E quando um casal andava pelas calçadas e o namorado não cedia o lado da parede para a namorada, surgia logo a pergunta: “Tá vendendo?

Todos os dias, “depois” do almoço, “um magote de faladores da vida alheia”, sentava-se no “patamar” da Igreja da Sé para “tirar o couro” de quem passasse “rua abaixo ou rua acima”. Se por acaso um “barbeiro” “guiasse” um velho jipe 52 do pai e “arranhasse” a marcha, vinha logo a exclamação: “Uma abacatada!” E quando se ia contar um boato, perguntava-se antes: vocês me pagam as “alvíssaras”? Se o fato já fosse conhecido, respondiam: “boneco!” Ou substituíam a fala por um gesto equivalente: segurando a ponta da camisa e prendendo-a com os dedos “cata piolho” e o “fura bolo” em forma de circulo.

Naquele tempo, na seleção cratense, o “golquíper” era um Anjo, os “beques”: Silvio e Charuto, os “ralfes”: Peba e Enoque e o “centerfor” era Anduiá. Depois que trocaram os nomes dessas posições, o Crato nunca mais teve futebol que valesse “dois vinténs”.

Se você, amigo leitor, que se “deu ao trabalho” de ler até aqui “essas mal traçadas linhas”, tiver mais de sessenta anos, e não entendeu “patavina”, então é porque você não é “de” Crato! Uma cidade “metida a besta”, que hoje tem costumes globalizados.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A musica e suas lembranças - Por Thays Mamedio.

Sem comentários. Reunir de uma só vez Roberto, Erasmo, Wanderleia, Wanderley, Jerry, Martinha, Rosemary e toda essa turma cantando: Jovens Tardes de Domingo, já atende a qualquer gosto por mais exigente que seja. Baixem o vídeo por completo e depois vejam. Um bom dia e até a próxima terça-feira.

Thays Mamedio.

Sanharol - Por A. Morais

Sanharol, hoje um bairro de Várzea-Alegre, era uma Fazenda pertencente ao Senhor José Raimundo Duarte, o conhecido José Raimundo do Sanharol, filho de Papai Raimundo. Conta a historia que próximo de sua residência havia uma baraúna e nela uma casa de abelha conhecida por sanharol. A foto ilustra bem a historia. Sanharol uma abelha pequena sem ferrão, porem impertinente e zangada. Por essa razão a denominação de Sanharol para a localidade. Na sequência teremos varias fotos ilustrando a historia de postagens do Blog. Clic para ampliar e leia o que cada imagem representa em termos de fato histórico.

Foto de Leonarda Bezerra do Vale, a conhecida Dadá do São Cosme, penúltima filha de José Raimundo do Sanharol e Antónia de Morais Rego. Era a avó de José Piau.

Meus pais José Raimundo de Morais e Antónia Alves de Morais, bisnetos de José Raimundo do Sanharol e herdeiro do nome. Na foto com minha neta Ana Thais.


Dr. António Macário de Brito, bisneto de José Raimundo do Sanharol. Na década de 1930 fixou consultório na rua do Juazeiro ou Dr. Leandro Correia, Várzea-Alegre, numa casa pertencente ao meu avô António Alves de Morais. Dr. Macário foi um dos primeiros médicos a consultar em nossa terra. Transferiu-se depois para o Crato, sua terra natal, onde fez nome na medicina local.

Arrozais. Que coisa mais bonita. Varzea-Alegre, terra do arroz, da hospitalidade, do humor e da alegria.

Mundim do Vale de chapéu, Dr. Savio Pinheiro e Meline Bitu. Ao Mundim devemos todo incremento e alegria do Blog, ao Dr. Savio devemos grandes e sabias postagens, de Meline Bitu esperamos que venha a ser uma grande leitora no futuro.

Banda de musica atual, uma das atividades da Secretaria de Cultura que devemos aplaudir e reconhecer.

Carnaval de Várzea-Alegre - reconhecido como um dos melhores da região.


Reconhecimento aos artistas da terra - na foto Pedro Sousa e José Clementino juntos. Homenageamos aos demais em nome dos dois.


Esporte - Seleção de 1962, reconhecimento aos nossos grandes desportistas.

Religião - Casal jovem com elevado espírito de religiosidade e fé cristã. Recebendo as benções do Padre António Maria.


Pedro Alves de Morais, Pedro Piau, o grande inspirador do Blog do Sanharol. No seu exemplo encontramos forças para reunir dados e formar um conjunto de informações para o publico na posteridade.


Meus netos Ana Thais, Aluizio representados por João Pedro - foto - herdeiros do Blog do Sanharol.

Historia do Blog.

No final de Janeiro de 2009 o Blog do Sanharol foi criado. Como um passatempo, um brinquedo ou um lugarzinho para escrever minhas bobagens. Comecei a fazer postagens com assuntos variados. Historia e memória de nossa terra, genealogia, origens de famílias, proezas de nossa gente feliz e bem humorada, etc. Com o tempo outros amigos passaram a colaborar com o Blog e, passados 18 meses, o Blog tem um acervo de quase 3.000 postagens, mais de 30.000 comentários, e, nos últimos doze meses, aproximadamente 105.000 acessos.

Neste período fui testemunha de três ocorrências que me deixaram meio vaidoso, já que vaidoso não sou. No primeiro episódio, cheguei numa Loja para comprar um utensílio e quando procurei o caixa a mocinha estava concentrada, prestando uma atenção danada a leitura no computador. Eu fiquei danado de raiva com a demora, com a desatenção do caixa. Quando ia dar uma bronca vi a faixada da casa do Sanharol no monitor. Estava a mocinha morrendo de dar risadas com a historia da escritura do Lula Bernardino postado pelo Mundim do Vale. Imediatamente mudei de idéia e convidei a leitora a procurar no Blog outras belas postagens bem humoradas de nossa gente inteligente e sabia.

No Segundo episódio, cheguei num consultório odontológico com um dente me judiando sem dó. Enquanto aguardava minha vez, já aborrecido com o Dr. João Henrique, apanhei uma reviste editada pela Canção Nova, no Paraná, e comecei a ler. Encontrei um artigo sobre o Mons. Assis Feitosa, onde continha – Fonte Blog do Sanharol – Historiador Armando Rafael.

Por fim o terceiro episódio, a revista Província, uma das mais antigas e mais valiosas publicações da região sul do Ceará, publicou artigo sobre José Bizerra de Brito, o saudoso professor Zuza Bizerra, onde também aparece como fonte de informação o Blog do Sanharol. Assim, estamos dispostos a continuar trazendo nossa contribuição no resgate da memória de pessoas valiosas de nossa terra e nossa região. Agradecemos a todos os colaboradores, leitores e escritores.

António Alves de Morais.
Administrador do Blog do Sanharol.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Incerteza - Jose de Moraes Brito

Pensando que em mim não pensas
Distante deste lugar
Me vem uma dor imensa
Porque foi que fui pensar.

É que pensando em segredo
Eu e tu em dois lugares
Confesso que tenho medo
De nunca em mim  pensares.

Mas se penso, por momento
Que estás pensando em mim
Eu ponho meu pensamento
Num pensar, pensar, sem fim.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

VERSOS DA PROVÍNCIA - Por João Bitu.

EU E MINHAS SAUDADES
Eu nasci lá nas Lagoas
Do Coronel Zé Vitorino
No sítio Carnaúbas
Meu paraíso Divino
Nossa casa era ao lado
Do Riacho do Machado
Em clima ameno e junino!

Na frente do casarão
Tinha uma árvore que só
De lembrá-la a emoção
Na garganta dá-me um nó
Meu peito ainda se agita
Com aquela coisa bonita
O frondoso “Pau Mocó”

Bem próximo do quintal
Tinha um pé de sabonete
Que sombreava o curral.
Para o gado em deleite
Onde se via cabisbaixa
Nossa vaca “Ponta Baixa”
Da família – A Mãe de Leite

O Luar das Carnaúbas
É mais belo que o da cidade
Nenhum prédio lhe ofusca
A saudável claridade.
O luar do meu Sertão
Enobrece o coração
E o acalenta de verdade!

Quando chegava o verão
A cultura das sementes
E o transporte do algodão,
Bem no terreiro da frente
Os burros comiam feno:
Veneza, Mimoso e Moreno,
Melão, Dourada e Corrente!

Dessa tropa de animais
Posso esquecer, mas, não quero
De vê-la posta em currais
Sob os cuidados austeros
Porém corretos e ordeiros
Daqueles bravos tropeiros
JOSIAS E ZÉ SEVERO.

A minha humilde infância
Modesta sim, mas querida,
Num clima de tolerância
Sem luxúria foi vivida.
O sertão foi meu berçário
Onde cursei o primário
Com Zely e Margarida!

Não posso esquecer o Lopes
E da manga do Jaburú
Quando tirava a galope
Da cacimba ao Coaçu
E da escola – meu grupinho
Carlos, Lauro de Agostinho,
E Francisca de Pupu!

As quermesses do Juazeirinho
Tradição muito rica
Tinha milho bem verdinho
Muita pamonha e canjica
Na minha infância modesta
Nunca perdi uma festa
Do Velho Miguel Marica

Saudades bem verdadeiras
Daqueles pés de Juá
Que ficavam na ribeira
Nas terras do Jatobá.
Sinto um desejo medonho
De rever IRENE E ANTONIO
SEU MOISÉS, ROSA e o Tiá!

NENEM DE ZÉ DE ISMAEL
Minha estimada comadre
BAÍA, CHICO E JOEL,
Muito mais do que compadres
Amigos até a morte.
E lá no sítio BOA SORTE
Dona Maria e Zé do Padre!

POMPÍLIO JOSÉ DUÓ
Criado com Zé Vitorino
Era pobre que nem Jó,
Mas decente e muito fino
UM AMIGO DE PRIMEIRA.
E a velha lavadeira
Madalena de Pinino!

Oh que saudades que eu tenho
Da gente lá do meu Centro
Das minhas idas ao engenho
Lá da Lagoa de Dentro
Dos jiraus que se montava
E que Mamãe aguava
“De cebolinha e coentro”!

Lembro a moita das galinhas
As touceiras de gitirana
As grandes safras de pinha
E dos pés de cajarana.
Lembro também no terreiro
De um enorme mamoeiro
De frutos tais mel de cana!

Das matas de marmeleiro
Jurema, sarça e Oití,
Mufumbo branco e pereiro
Mandacaru e Tingui
Malícia e Arapiraca,
Juazeiro e alfavaca
Nada disto há por aqui!

Hoje moro na cidade
Com minha alma dividida
Preso á doce mocidade
Sem poder mudar de vida
Por mais que ame o Sertão
É aqui que ganho o pão
-Apesar da vida sofrida!...

João Bitu.

Ministro da CGU diz que símbolos da corrupção continuam soltos - Por André de Souza e Vinicius Sassine, O Globo


O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage (foto), disse nesta segunda-feira que os condenados no processo do mensalão - em sua maioria já encarcerados - não simbolizam a corrupção no país. Sem citar nomes, ele afirmou que os símbolos da corrupção brasileira estão soltos. O julgamento do mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF), resultou na condenação de 25 pessoas, das quais 15 estão presas, entre elas o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

Questionado sobre quem são os símbolos da corrupção ainda soltos, ele preferiu não dar nomes. À tarde, em outro evento para celebrar o Dia Internacional contra a Corrupção, o ministro reafirmou que os réus do mensalão não representam "os verdadeiros símbolos da corrupção". Mas, novamente, não quis nominar quem são os símbolos mencionados.


Banho de sol - Por Jose de Moraes Brito.

Abriste a janela, par a par,
Deixando o sol entrar, com ousadia
Puseste a menor roupa que havia,
Que tudo permitia bronzear.

Fechastes o olhos, feliz por fechar...
Te entregando ao sol do meio dia
Que cada vez, cada vez mais ardia
Num iminente orgasmo luminar.

Não pude me conter, enciumado,
E aquele nevoeiro carregado
Pedi que o sol, no céu, encarcerasse

E tu deixastes, que teu banho,
Num desejo ardente, sem tamanho,
Em vez do sol eu mesmo termissasse.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Enviado por Amigos de Deus

"Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra." Colossenses 3.1-2

"E, levantando-se de manhã, muito cedo, fazendo ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava" Marcos 1.35

Todos estão com pressa: o tempo é curto e há tanto para fazer! Nosso dia é tão cheio que os cristãos correm o risco de negligenciar a leitura da Bíblia e a oração. De manhã não podemos atrasar; de noite estamos tão cansados! Assim se passam semanas sem um contato regular com o Senhor. Porém, se o começo do dia é dedicado a Ele, o restante das horas certamente também será.

Mas se permitimos que tais privilegiados momentos passem, o resto do dia também será perdido. Paremos de dar desculpas e coloquemos em ordem nossas prioridades. Somente então poderemos enfrentar os desafios do dia com tranquilidade e experimentar a vitória da fé. Sentimos o prejuízo quando negligenciamos a leitura da Palavra de Deus. Talvez tentemos diminuir essa perda com o que o mundo oferece, mas isso só piora a situação.

Confiemos em Deus, que tem sempre algo melhor preparado para nós: a alegria de estar perto do Senhor Jesus. Invistamos tempo na oração e na leitura da Bíblia. Busquemos o Senhor Jesus, pois Ele mesmo deseja ter comunhão conosco.

A oração é mais uma atitude que uma atividade: ela expressa nosso relacionamento – de amor e fé - com Deus.

"Oração" é o estilo de vida do Cristão.

Um momento gasto com Deus em oração supera infinitamente os prazeres e alegrias que este mundo oferece.

Carlos Mesa

Oposição em busca de 66% que querem mudanças no governo - Paulo Celso Pereira, O Globo


A perspectiva de renascimento das manifestações de rua na Copa do Mundo e o desejo amplamente majoritário por mudanças na condução das ações governamentais, já captado na última pesquisa Datafolha, jogam cada vez mais imprevisibilidade sobre as eleições de 2014.

E é nesse cenário, novo em relação às últimas eleições, que os adversários da até agora favorita Dilma Rousseff tentarão se consolidar como catalizadores desse sentimento de mudança. Se, até os protestos de junho, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) disputavam sobre quem poderia continuar da melhor forma o governo do PT, usando como slogans “fazer mais” ou “fazer melhor”, agora a disputa será pelo papel de melhor representante da mudança desejada por 66% da população, segundo aferiu o Datafolha.

Embora esse dado, associado à preocupação popular com a economia, prejudique o favoritismo de Dilma, por outro lado nenhum dos pré-candidatos de oposição até agora conseguiu consolidar-se como catalisador desse sentimento. Por isso, a tendência é que a própria Dilma também entre nesse embate pela “mudança”, lutando para se consolidar como a opção segura para promover as alterações necessárias.

Saúde: consulta a jato na rede pública dura 1 minuto e 4 segundos - G1


A saúde dos brasileiros é motivo de negociação por baixo dos panos. As propinas começam em 10% e são pagas, claro, com o dinheiro de seus impostos. Em 2012, o Governo Federal aplicou quase R$ 38 bilhões na saúde dos municípios brasileiros. Só para o atendimento básico, feito nos postos de saúde da família, serão R$ 16 bilhões até o fim deste ano.

Os valores entram direto nas contas das prefeituras. E a maioria dos municípios prefere usar essa verba na contratação de cooperativas médicas e organizações sociais, para que estas se encarreguem do serviço de saúde. O Fantástico percorreu regiões do interior do Brasil para investigar se esse dinheiro está sendo bem gasto e se a população é atendida como merece.

Recorra as suas próprias experiencias.


Ao longo da vida, você provavelmente viu e vivenciou fatos incríveis. E, ainda ainda que não os tenha esquecido, provavelmente não os traz mais à consciência nem os usa de maneira produtiva.

Se você deseja reinventar a si mesmo e melhorar seu futuro, reserve um tempo para pensar sobre o passado. Quais foram as lições mais importantes que você aprendeu? O que já quiz ardentemente realizar e nunca tentou? Que pessoas mais contribuíram como modelo para sua vida e o que você aprendeu com elas? Quem você mais admira? Que habilidades e caracteristicas desses indivíduos você gostará de desenvolver?

Compre um pequeno diário. escreva as respostas para estas perguntas.  Anote também as coisas das quais se lembrar, alem de tudo que aprender a cada dia. Aproveita as ideias, que muitas vezes ficam escondidas no amplo deposito de sua mente.


Olha em meus olhos - Por Jose de Moraes Brito.

Por mais que os meus olhos os teus olhem,
Tu não olhas meus olhos que te olham;
Inda que pelos teus meus olhos molhem,
Eu sei que pelos meus olhos não molham.

E olhando os meus, teus olhos se recolhem
Sem que sua beleza os meus recolham
E, se entre tantos os teus os meus escolhem
Porque deixas teus olhos que os meus tolham.

E, neste esquisito esconde-esconde,
Que a minha esperança não responde
Me vem um desencanto tão medonho

Ai m'ia frustração se manifesta
E o único lenitivo que me resta
É, se, ás vezes, com teus olhos sonho.

Roberto Carlos e Gal Costa - Sua Estupidez

Lançamento do Roberto Carlos em 1969, “Sua estupidez” é uma das musicas mais bonitas do período do movimento Jovem Guarda. Interpretada por Gal Costa fica melhor ainda. Veja o vídeo.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Dois Juizes num motel.

Coincidentemente, dois juí­zes encontram-se no estacionamento de um motel e, constrangidos, reparam que cada um estava com a mulher do outro.

Após alguns instantes silentes e de 'saia justa', mas mantendo a compostura própria de magistrados, em tom solene e respeitoso um diz ao outro:
Nobre colega, inobstante este fortuito imprevisí­vel, sugiro que desconsideremos o ocorrido, crendo eu que o CORRETO seria que a minha mulher venha comigo, no meu carro, e a sua mulher volte com Vossa Excelência no seu.

Ao que o outro respondeu: Concordo plenamente, nobre colega, que isso seria o CORRETO, sim... no entanto, não seria JUSTO, levando-se em consideração que vocês estão saindo e nós estamos entrando...

TREM DAS ONZE - MENINAS CANTORAS DE PETRÓPOLIS.

Existem composições completas. Melodia e  letra. Não há quem possa mudar para melhor. Trem das Onze do Adoniram Barbosa  é uma delas. Uma obra prima. Mas nesta apresentação "As Meninas Cantoras de  Petrópolis"  deixaram a musica mais perfeita. Vejam que obra de arte:

Uma dedicação especial aos amigos do Blog do Sanharol.

Porque hoje é domingo - Promessa - Wanderley Cardoso.

Dedicado ao casal amigo Lourival e Fátima Andrade. 

"In memoria" do grande ídolo brasileiro Airton Sena que se encontra no video.

Na interpretação original de 1966 pelo cantor Wanderley Cardoso. A canção foi regravada por Roberto Carlos em 2005. As cenas deste vídeo são do filme "Na Onda do Iê Iê Iê", dirigida em 1966 por Aurélio Teixeira, que também responde pelo argumento da película ao lado de Renato Aragão, Jarbas Barbosa e Braz Chediak.

A produção, realizada em pleno apogeu da Jovem Guarda, é estrelada por Renato Aragão (Didi) e Sílvio César (no papel do cantor César Silva). Traz no elenco participações especiais de cantores e artistas como Wanderley Cardoso, Chacrinha, Mário Lago, Mário Petraglia, Rosemary, Dedé Santana, Sílvio César, Nestor Montemas, José Augusto Branco, Ângelo Antônio, Wilton Franco, Clara Nunes, Ed Lincoln e Seu Conjunto, The Brazilian Bitles, Os Vips, Renato e Seus Blue Caps, Os Fevers, Wilson Simonal, Paulo Sérgio e outros.

Promessa - 1966.


sábado, 7 de dezembro de 2013

Juiz suspende visitas fora de horário a presos do mensalão - Por Lilian Venturini - O Estado de S. Paulo


Após o Ministério Público do DF relatar tratamento diferenciado no complexo da Papuda, Vara de Execuções Penais determina cumprimento de regras para atender ao 'princípio constitucional da igualdade'

Os condenados por envolvimento no mensalão presos no complexo da Papuda, no Distrito Federal, não poderão mais receber visitas fora dos dias estabelecidos pela unidade. Em despacho desta sexta-feira, 6, o juiz Bruno Ribeiro, da Vara de Execuções Penais, determinou que a visitação ocorra somente às quartas e quintas-feiras.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

TRIO IRAKTAN - Por Antonio Morais


É um conjunto vocal e instrumental, criado em 1950 por Edison Reis de França, Edinho, Paulo Gilvan Duarte Bezerril, conhecido no meio artístico como Paulo Gilvan, e por João da Costa Neto, o Joãozinho.

Com o falecimento de Edison Reis França o Edinho em 1965, Antonio Santos Cunha o Tony foi convidado para ingressar no trio, Tony nascido no Ceará em 1936 estreou no disco"A volta" lançado em 1967 pela Odeon onde interpretaram boleros como "Ébrio de amor" e "Malagueña". 

Em 1968, gravaram um compacto duplo com as canções "Quando sai de Cuba"; "Embolada da mentira", "Vida bacana" e "Pega a voga cabeludo", esta última, composição do tropicalista Gilberto Gil.

O primeiro nome dado ao trio foi Trio Muirakitan, escolhido por Luís da Câmara Cascudo, que significa pedra verde em tupi-guarani. Como na época já havia um trio com o mesmo nome, Câmara Cascudo resolveu criar um neologismo, rebatizando o grupo de Trio Irakitan, que, segundo Paulo Gilvan, significa mel verde, ou numa linguagem poética, doce esperança.


Enviado por Amigos de Deus

"Vale mais o pouco que tem o justo, do que as riquezas de muitos ímpios." Salmos 37.16

 Aquela mãe era muito especial. Com dez filhos, ela conseguiu educar sua filha até a segunda série, sem que ela se desse conta da pobreza em que vivia. Afinal, a menina tinha tudo que precisava: nove irmãos e irmãs para brincar, livros para ler, uma boneca feita de retalhos e roupas limpas que ela habilmente remendava ou, às vezes, fazia. À noite, ela lavava e trançava o cabelo da filha para que ela fosse à escola no dia seguinte.

Seus sapatos estavam sempre limpos e engraxados. A menina era feliz na escola. Adorava o cheiro de lápis novos e do papel grosso que a professora distribuía para os trabalhos.  Até o dia em que, subindo os degraus da escola, encontrou duas meninas mais velhas.

Uma segredou para a outra: - "olha, essa é a menina pobre." E riram. Mary ficou transtornada. No caminho para casa, ficou imaginando porque as meninas a consideravam pobre. Então olhou para seu vestido e, pela primeira vez, notou como era desbotada, um vinco na bainha denunciava que tinha sido aproveitado.  Olhou para os pesados sapatos de menino que estava usando e se sentiu envergonhada por serem tão feios. Quando chegou a casa, sentia pena de si própria.

Também pela primeira vez descobriu que o tapete da cozinha era velho, que havia manchas de dedos na pintura meio descascada das portas.  Tudo lhe pareceu feio e acanhado. Trancou-se em seu quarto até a hora do jantar perguntando-se porque sua mãe nunca lhe contara que eles eram pobres. Decidiu sair do quarto e enfrentar sua mãe. - "nós somos pobres?" Perguntou de repente. Ficou esperando que sua mãe negasse ou desse uma explicação satisfatória.- "Pobres?" Repetiu a mulher, pousando a faca com que descascava batatas. "Não, não somos pobres. Olhe para tudo que temos." Apontou para os filhos que brincavam na outra sala.  Através dos olhos de sua mãe, a menina pôde ver o fogo da lareira que enchia  a casa com seu calor, as cortinas coloridas e os tapetes de retalhos que enfeitavam a casa.  Viu o prato cheio de biscoitos de aveia sobre a cômoda. Do lado de fora, o quintal que oferecia alegria e aventura para dez crianças.

- "Talvez algumas pessoas pensem que somos pobres em matéria de dinheiro, mas temos tanto...".E com um sorriso, a mulher se virou para preparar mais uma refeição para sua família. Em sua grandeza, ela nem se dava conta que, a cada noite, ela alimentava muito mais do que estômagos vazios. Ela alimentava o coração e a alma de cada um dos filhos. 

Riqueza e pobreza podem ser tidas como formas de se encarar o mundo. Para quem idealiza que recursos amoedados lhe poderão conceder tudo o que deseje em coisas materiais, riqueza será ter muito dinheiro à disposição.  Para quem pense na vida como uma extraordinária experiência, em que os sentimentos sejam prioridades, com certeza pensará que pobre é quem não tem a quem amar ou que o ame. Recursos como saúde, família, afeto não se adquire senão com zelo, empenho e amor. 

Colaboração de um Amigo de Deus

Estrela Dalva - Dr. Sávio Pinheiro - Por Antonio Morais

O cronista, cordelista, poeta, dramaturgo e renomado médico Dr. Sávio Pinheiro, em seu livro "Estrela Dalva", as paginas 22 foi demasiadamente generoso comigo. Tenho dito e repetido que não sei escrever, não sou escritor. Portanto o Dr. Sávio Pinheiro torna sua  declaração uma verdadeira  estoria de  Trancoso.

Quero agradecer a gentileza do Dr. Sávio Pinheiro por sua amizade.  



Está no livro:

"Uma infinidade de ferramentas eletrônicas, que fizeram surgir vários nomes, os quais transformaram a nossa tradição oral em pratica virtual. Desses, podemos citar representando os demais, o Escritor e Historiador Antônio Alves de Morais e o Poeta e contador de causos Mundim do vale. Duas figuras impolutas.

Comparar Mundim do Vale e Antônio Morais ao genial Gonçalo Fernandes Trancoso é um fato real, pois os três são possuidores da mesma versabilidade. A capacidade de extrair  perolas do nossa cotidiano, transformando-as em estruturas virtuais instantânias. Foi o ponto decisivo para o surgimento dessa verdadeira analogia".

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

FALTA DEUS - POR PADRE JUCA

Não se desespere ao olhar para o nosso mundo que caminha cada vez mais para o ateismo, para descrença. Pois a terra quanto mais seca, mais precisa da agua da chuva. Assim também é o coração humano: Quanto mais distante de Deus, mais sente falta dele.
Você pode reparar: Deus se tornou uma necessidade. E por isso as novas seitas que vão surgindo aos montes por aí têm sucesso. O povo procura um sentido, um refugio, um fio de esperança. E o primeiro “mascate” que aparece vende o seu produto facilmente.
O mundo de hoje está cansado de seus pecados, da situação de ódio e de violência que ele próprio criou. Mais cedo ou mais tarde as pessoas ainda vão compreender que, sem Deus, este mundo não terá condições de sobrevivência. O homem, perdendo o senso de fé, perderá também os sentimentos de fraternidade e se autodestruirá. “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família”.

Padre Juca.

BEM FEITO - POR LOURDES MORAIS CEZAR


Recomendo a leitura:

Era esse o nome do amigo.
Um amigo que atendia pelo nome, ou pelo assobio dado pelo menino. De longe,  vinha trotando rápido, ao ouvir o chamado .
Talvez fosse o único amigo que ele tinha, amizade esta que não se preocupava com o tempo que corria depressa, ou com palavras, um sabia o que o outro sentia.

O menino não se sentia seu dono, apenas partilhavam suas alegrias e tristezas juntinhos. Como se nada e nem ninguém jamais pudesse separá-los.
Mas, chegou um dia...
Um triste dia...
E, deste dia, o menino jamais se esqueceu...
Em todo o resto de  sua vida.
Seu pai vendera seu cavalinho! Bem -Feito tinha que ir embora!
O novo dono já estava esperando pela entrega  de tão valiosa compra. Para ele,algum dinheiro  saído do bolso, ou quem    sabe, alguma dívida cobrada. Para o menino, a despedida do amigo inseparável.
Não adiantava esbravejar, gritar, e nem ao menos questionar! O cavalo era seu, e nem ao menos foi consultado, ou avisado...
Nem um olhar de súplica adiantava.Afinal, menino tinha lá direito de dar palpite em alguma coisa?
Lá se foi o amiguinho...
E o menino ficou....Chorando na cerca de arame, escondido, porque, onde já se viu homem chorar por besteira?
Mas o amigo voltou muitas e muitas vezes para visitá-lo. Não importava a distância e não havia cerca nenhuma que o segurasse. O bichinho escapava de onde quer que fosse e corria para seu dono como se pudesse ficar. Eles matavam a saudade um do outro, mas era por pouco tempo, até acharem por sua falta e virem buscá-lo de novo.
E assim foi.Até que, um dia, alguém levou seu amigo para mais longe, ou resolveram prendê-lo muito, muito melhor,até que não teve forças mais para voltar.
E o menino?
Continuou sua caminhada pela vida afora.Sem esquecer jamais o valor enorme que há em uma amizade verdadeira.
Quando estava um pouco triste, fechava os olhos e chamava bem baixinho:
Bem- Feito!
Bem -Feito!
E imaginava o cavalinho chegando, feliz e ofegante, vindo a seu encontro.

Homenagem a Antônio Vicente Alves de Morais

"Eu não fui herói", disse o cardeal Eugenio Sales sobre ditadura

 Uma pomba branca pousou sobre o caixão com o corpo de dom Eugênio Sales durante velório na catedral do Rio. A pomba passou mais de uma hora sobre o caixão do cardeal. O fato chamou a atenção de todos, pois o símbolo do Espírito Santo é a pomba...


(Matéria publicada no “Folha de S.Paulo”, desta quarta-feira) CRISTINA GRILLO
DO RIO

   
A voz estava fraca, pausada; os passos eram lentos e as mãos, um pouco trêmulas. Mas as opiniões continuavam as mesmas que o levaram a ser considerado um dos membros mais tradicionalistas da alta cúpula da Igreja Católica no Brasil. Às vésperas de completar 90 anos, em novembro de 2010, dom Eugenio Sales conversou por pouco mais de três horas com a Folha, uma de suas últimas entrevistas.
Riu --uma raridade-- ao lembrar que durante a ditadura era acusado pela esquerda de se aliar aos militares enquanto ajudava perseguidos e refugiados políticos a saírem do país. Estima-se que de 4.000 a 5.000 pessoas tenham recebido ajuda do então cardeal arcebispo do Rio para fugir.

"Eu não fui um herói. Cumpria o que devia cumprir, era minha obrigação. Era sincero na minha relação com o governo militar, e isso era fundamental naquela situação."

Contou então um caso para exemplificar sua relação com os militares. Um dia telefonou para o então ministro do Exército, general Sylvio Frota (1974-1977) e lhe disse: "Se você for informado que estou recebendo comunistas no Palácio [São Joaquim, sede da arquidiocese], saiba que é verdade".
Mas dom Eugenio sempre se recusou a aplicar a mesma lógica de amparar o diferente quando o tema eram os direitos dos homossexuais.
"Às vezes são irritantes essas passeatas gays. É promover uma coisa que não está correta segundo a natureza."

Até completar 90 anos, dom Eugenio ia todas as tardes para seu escritório, em um prédio da arquidiocese ao lado da Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema. Uma noite por semana participava de celebração restrita a padres na igreja de Santana. Algumas vezes voltava tarde para casa, no alto do Sumaré, na Floresta da Tijuca. O caminho atravessa áreas dominadas pelo tráfico.

Muitas vezes cruzou com traficantes armados e aprendeu que o mais seguro é acender as luzes internas e apagar os faróis. "Eles conhecem o carro e escondem as armas. Às vezes me deparo com um homem morto. Mais de uma vez mandei parar o carro, desço e rezo por aquela pessoa. Algumas vezes os bandidos estavam perto, mas nunca se aproximaram", contou. "E também nunca tentei bancar o valente e repreendê-los."

Enviado por amigos de Deus

"Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." Mateus 6.33

Um consultor, especializado em Gestão do Tempo, estava apresentando um seminário e quis surpreender sua platéia.
Tirou debaixo da mesa um grande frasco, transparente e de boca larga.
Colocou-o em cima da mesa, junto a uma bandeja de pedras do tamanho de um punho. Perguntou a platéia:

-Quantas pedras vocês acham que cabem neste frasco?

Depois que a platéia conjeturou, começou a colocar as pedras, até que encheu o frasco.

-"Esta cheia"? Perguntou:

As pessoas olharam para o frasco e disseram que sim.

Ele sorriu e tirou debaixo da mesa um saco com cascalhos (aquelas pedrinhas pequenas) Colocou parte do cascalho dentro do frasco e agitou-o.
As pedrinhas penetraram pelos espaços deixados pelas pedras grandes.
O consultor sorriu e novamente perguntou:

-E agora esta cheia?

E a platéia unânime exclamou sim.

Então o consultor pegou areia e despejou dentro da jarra e a areia penetrou pelos espaços deixados pelo cascalho; E perguntou de novo:

-O frasco esta cheio agora?

E novamente a resposta da sua platéia foi sim.

Ele pegou uma jarra com água e começou a derramar para dentro do frasco, e o frasco absorvia a água sem transbordar.
O consultor perguntou a sua platéia:

-O que acabamos de demonstrar?

Um de seus ouvintes disse:

-Que não importa o quanto nossa agenda esteja cheia, sempre temos que abrir espaço para encaixarmos alguma outra coisa.

-Não, respondeu o consultor (com um não bem sonoro) o que quis dizer com esta aplicação é que se não colocarmos as pedras grandes primeiro, nunca poderemos colocá-las depois. Cada coisa tem sua importância, cada coisa tem um valor em nossa vida e nós devemos dar a devida atenção para cada uma delas em seu devido tempo.

Você parou para se perguntar quais são as grandes pedras de sua vida?

Qual são os valores e a importância que você está dando a elas?

Não aquelas pedras de tropeço, mas aquelas pedras que te traz confiança, segurança porque são sólidas.

Cristo deve ser a grande pedra de sua vida, sua família deve ser a grande pedra de sua vida, sua igreja deve ser a grande pedra de sua vida.

Porque se você meu amigo e irmão colocar as grandes pedras em primeiro lugar no frasco de sua vida "todas e eu digo todas as outras coisas encontrarão seu lugar", todas as outras coisas se acomodarão.

Desconheço o Autor

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A CONVERSA DE ALBERTO SIEBRA COM SÃO PEDRO NA PORTA DO CÉU - Por Mundim do Vale.

Alberto:
Bom dia meu bom porteiro
Como tem passado o santo?
Estou aqui pra cobrar
Pois pra isso, eu me garanto.
Mande chuva pro sertão
Que na minha região
Não choveu em nenhum canto.

São Pedro:
Meu filho pelo cadastro
Você foi um bom cristão,
Foi amigo dos amigos
Sendo assim bom cidadão.
Reconheço a sua fé
Mas somente São José
Manda chuva pro sertão.

Alberto:
Não vamos fugir do assunto
Que eu ando muito apressado,
Eu só passei por aqui
Pra trazer esse recado.
São José não embarreira
Abra logo essa torneira
Pra chover lá no machado.

São Pedro:
Meu filho tá no engano
Sua ficha não caiu,
Você é da casa eterna
Desde o dia que partiu.
Vá procurar Ormicinda
Que que lhe dar boa vinda
E ainda não lhe viu.

Alberto:
Estou certo do que quero
O meu santo é quem se engana,
Vou voltar pra Várzea Alegre
No outro fim de semana.
Vim só pra ver dona Adélia
Serginho de Rosa Amélia
E Siebra minha mana.

São Pedro:
Você terá muito tempo
Pra ver esse pessoal,
O encontro com o seu povo
Será noite de natal.
Você vai ver Raimundim,
Pedro Souza, Mestre Tim
E José de Lourival.

Alberto:
Mas logo após o natal
Quero a ordem pra descer,
Luzinete ficou só
E tem muito o que fazer.
Me diga se não é justo
Eu ficar com Pedro Augusto
Para ver ele crescer?

São Pedro:
Sua preocupação
É um tanto improcedente,
Você tem que admitir
Que não é mais um vivente.
Você tá em outro mundo
A terra de São Raimundo
Não é mais seu ambiente.

Alberto:
Então me diga onde anda
Geraldo de Zé Teté?
Onde anda Antônio Ulisses
E Carlito Cassundé?
Vou perguntar uma coisa
Cadê o poeta Souza
E o sanfoneiro Bié?

São Pedro:
Você vai ver todo mundo
Quando Deus autorizar,
Não venha querer dá ordens
Que aqui não é o seu bar.
Aqui é o paraíso
Se você tiver juízo
Jesus vai lhe abençoar.

Alberto:
Pois já que não vou voltar
Vamos tratar logo disto,
Junte toda a papelada
E mande Deus dar o visto.
Bote meu cadastro em dia
E peça a Virgem Maria
O aval de Jesus Cristo.

São Pedro:
Sua documentação
Eu revejo num segundo,
Mas eu já tenho certeza
Que tá a melhor do mundo.
Já está tudo aprovado
Você foi recomendado
Pelo santo São Raimundo.