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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Parte II - Luiz Lua Gonzaga - Entrevistas.

No Parque Asa Branca no Exu, o Rei do Baião fala sobre Humberto Teixeira, o parceiro que desapareceu.

Quando Região chegou ao Parque Asa Branca, a pouco mais de um quilometro da cidade de Exu, encontrou o cantor Luiz Gonzaga profundamente abalado com a noticia do falecimento do seu maior parceiro, o compositor Humberto Teixeira. Amargurado, triste, meio solitário, Gonzaga, numa longa entrevista, falou sobre seu amigo, contou fatos marcantes de sua existência, recordou o passado, muitas vezes com lágrimas nos olhos e a fala embargada pela emoção.

Entre Gonzaga e Humberto sempre existiu um vinculo muito significativo de amizade, alem de uma vivencia profissional de longos anos, que marcaram a existência dos dois famosos criadores do baião e divulgadores maiores da musica popular brasileira dentro e fora do pais. Assim viveram, assim lutaram, assim fizeram, poeta e cantor, a gloria da musica popular, conduzindo-a ao pedestral da fama e do prestigio impereciveis, impondo-a, pelas beleza das composições e a grandeza das interpretações, ao respeito e a admiração do grande publico.

Somente a morte de Humberto Teixeira romperia um longo período de parceria, de estima, de amizade, de criatividade. Foi uma fase áurea e fecunda da musica popular brasileira, que os dois souberam representar com grandeza de sentimento, com aquela paixão de bom cearense e de bom pernambucano.

Na sua entrevista a Região, Gonzaga desabafou. Colocou nas palavras toda sua emoção. Trouxe ao presente um passado de dificuldades e de glorias. falou sobre si. Falou sobre Humberto, seu inesquecivel parceiro. Falou sobre o tema eterno de suas inspirações: A musica popular brasileira. Gonzaga estava no seu ambiente, no seu pé-de-serra, no seu decantado sertão.

Região - O que representou, em vida, Humberto Teixeira para o Rei do Baião?

Resposta na próxima postagem.

Fonte - Andanças e Lembranças.

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Parte I - Luiz Lua Gonzaga - Entrevistas - Por Antonio Morais

Por toda semana vindoura estarei postando algumas informações do Luiz Gonzaga: Sua historia, o começo, como conheceu os compositores Humberto Teixeira e José Clementino, o poeta bom do Boi do Banco. Farei em homenagem ao centenario do Rei do Baião.

CURIOSIDADES DO ZÉ CLEMENTINO:

Era comum encontrar José Clementino do Nascimento, numa mesa, escrevendo as letras e suas composições, cantando a musica acompanhando  batendo numa caixa de fosforo, entre um drink e outro. José Clementino entregava a musica pronta, completa, letra e musica para o interprete. Luiz Gonzaga, sempre aparecia como  parceiro tanto da letra como da musica mesmo sabendo que  não tinha a menor participação. Mas, não há registro  de que o José Clementino  se aborrecesse com  este fato.

Em contrastes de Várzea-Alegre, Luiz Gonzaga fez uma modificação na letra. A parte que dizia:

Mas, diga moço de onde você é,

Eu sou da terra de Zé Costa e Josué.

Foi substituída por: Sou da terra que de mastruz se faz café.

Razoava-se o Rei do Baião que  os dois personagens homenageados eram importantes para o nosso município, mas já a nível de Brasil as suas importância e significado já não eram tanto.

Em "Eu sou do Banco" foi substituída uma palavra por outra para evitar a repetição: "É aí que o gado berra, o gado berra que o vaqueiro está mentindo. Substituiu-se o primeiro berra por emperra e ficou: É aí que o gado emperra, o gado berra que o vaqueiro está mentindo.

Já na Musica "Aí não deixo não" foi a censura mesmo:

Aí não, aí não deixo não,

Se você botar aí vai ser grande a confusão.

Ficou então: "Se você beijar aí vai ser grande a confusão".

Esta parte eu estava presente com o Lindu do Trio Nordestino na hora que a musica lhe foi apresentada e, foi levantada esta questão.


Acompanhe as entrevistas  nas próximas postagens.

Veja "Eu sou do Banco" - José Clementino do Nascimento.

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Feijão - Blog humor.



Um homem tinha verdadeira paixão por feijão, mas ele lhe provocava muitos gases, criando situações embaraçosas.
Um dia ele conheceu uma garota e se apaixonou.
Mas pensou: Ela nunca vai se casar comigo se eu continuar desse jeito.

Então fez um sacrifí­cio enorme e deixou de comer feijão. Pouco depois os dois se casaram. Passados alguns meses, quando ele voltava para casa, seu carro quebrou. Ele telefonou para a esposa e avisou que ia chegar mais tarde, pois voltaria a pé. No caminho de volta para casa, passou por um restaurante e o aroma maravilhoso do feijão lhe atingiu em cheio. Como ainda estava distante de casa, pensou que qualquer efeito negativo passaria antes de chegar. Então entrou e comeu três pratos fundos de feijão. Durante todo o caminho, foi para casa fumaçando, feliz da vida. E quando chegou já se sentia bem melhor. A esposa o encontrou na porta e parecia bastante excitada.
Ela disse: 'Querido, o jantar hoje é uma surpresa. Então ela lhe colocou uma venda nos olhos e o levou até a mesa, fazendo-o sentar-se na cabeceira. Nesse momento, aflito, ele pressentiu que havia um novo tiro a caminho. Quando a esposa estava prestes a lhe remover a venda, o telefone tocou ela foi atender, mas antes o fez prometer que não tiraria a venda enquanto não voltasse. Ele, claro, aproveitou a oportunidade. E, assim que ficou sozinho, jogando seu peso para apenas uma perna, soltou um senhor petardo. Não foi apenas alto, mas também longo e picotado. Parecia um ovo fritando.
Com dificuldade para respirar, devido a venda apertada, ele tateou na mesa procurando um guardanapo e começou a abanar o ar em volta de si, para espantar a inhaca. Esperando que o odor se dissipasse, ele voltou a sacudir os braços e o guardanapo, frenéticamente, numa animada e ridí­cula coreografia.
Ouvido atento a conversa da mulher no telefone, e mantendo a promessa de não tirar a venda, continuou atirando e abanando os braços por mais uns três minutos. Quando ouviu a mulher se despedir no telefone, já estava totalmente aliviado.
Estampando no rosto a inocência de um anjo. Então a esposa voltou a sala, pedindo desculpas por ter demorado tanto ao telefone, e lhe perguntou se ele havia tirado a venda e olhado a mesa de jantar.
Quando teve a certeza de que isso não havia acontecido, ela própria lhe removeu a venda e gritou:

'SURPRESAAAA!'
E ele, finalmente, deu de cara com os doze convidados sentados a mesa para comemorar seu aniversário de casamento!

Xico Bizerra - Postado por Antonio Morais

Xico Bizerra e Dominguinhos.
"Desembuchei no mundo numa cidade cearense chamada Crato, nos calcanhares da Serra do Araripe, avizinhada, parede-e-meia, com o Pernambuco. Por aquelas bandas, se nasce sentindo as baforadas do baião, se toma mingau com gosto de xote, a chupeta já vem melada com o açúcar do xaxado. Além do mais, ao sair do bucho da mãe, já bate nas ‘oiça' da gente um violeiro, um cantador ou um cego de feira, do outro lado da calçada, cantarolando Gonzagão. Como não se apaixonar pelo rei Lua? Assim, fui balançado na rede ouvindo o acalanto Gonzagueante e sentindo no pau da venta o cheirinho bom da terra do sertão. Para completar, minha mãe tocava bandolim, quando não tava namorando com meu pai. Daí, o gosto pela música, conseqüência de uma relação quase umbilical."

O INÍCIO

Assim, Xico se descreve. Lembra que desde os 14, 15 anos já compunha umas ‘besteirinhas’. Meio por timidez, meio por falta de tempo para dedicação integral (um dos seus defeitos, segundo ele, é a utopia de querer fazer as coisas sempre bem feitas) foi ‘embauzando’ as composições, guardando-as só para si. Até que, com a proximidade da aposentadoria e percebendo o processo ‘pinelizante’ dos colegas que se aposentavam, resolveu que, no período de ‘vagabundagem’ que se avizinhava, valeria a pena fazer algo prazeroso, que lhe afagasse a alma... afinal, 28 anos cumprindo obrigações burocráticas atrás de um birô e em viagens por esse ‘Brasilzão’ – vivia à cata de ‘picaretas’ do setor financeiro, era Inspetor do Banco Central – mereciam uma recompensa do ponto de vista da satisfação pessoal.

Jarrim de Fulô - Xico Bizerra.


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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Aloysio Nunes diz que Dilma ‘não tem autoridade moral’ para pedir diálogo.


No seu primeiro dia de volta ao Congresso, o líder do PSDB no Senado e candidato derrotado como vice de Aécio Neves, Aloysio Nunes, afirmou que a oposição não dará trégua à presidente Dilma Rousseff e disse que ela não teria “autoridade moral” para pedir diálogo. Aloysio citou os duros ataques feitos contra o PSDB, particularmente a Aécio, incluindo insinuações sobre a vida pessoal do tucano:

— Transformar as redes sociais em um esgoto fedorento para destruir adversários. Foi isso que fizeram. Não diga a candidata Dilma que não sabia o que estava acontecendo. Todo mundo percebia as insinuações que fazia nos debates e os coros nos debates sociais, dizendo que o Aécio batia em mulheres, era drogado. Quem faz isso não tem autoridade moral para pedir diálogo. Comigo, não. Estende uma mão e, com a outra, tem um punhal para ser cravado nas costas — disse o senador.

Ainda da tribuna do Senado, Aloysio rechaçou a possibilidade de plebiscito para reforma política, como defendeu Dilma em seu discurso de vitória.

— Volta a cantinela da reforma política atropelando o Congresso Nacional. Vi declaração sua, senhor presidente (Renan). Vamos discutir reforma política, sim, mas primeiro concluir as investigações dos escândalos da Petrobras para não dizerem que existe corrupção na política porque faltam recursos de financiamento público para as campanhas — disse Aloysio.

O senador disse ainda que a presidente “injuriou” a corporação ao dizer que no tempo do Fernando Henrique todos os diretores da PF eram militantes do PSDB.

— E Vossa Excelência foi ministro da Justiça do PMDB. Como é possível exercitar a mentira com tanta desfaçatez. Quero dizer que, da minha parte, da nossa parte, nós não daremos trégua. Vamos cobrar cada uma das promessas, inclusive as que ela fez na área da segurança pública e não foram cumpridas nenhuma delas, em relação inclusive à PF e à Polícia rodoviária Federal. Não cumpriu nada em relação ao fundo penitenciário, fronteiras, reaparelhamento da PF, Nada. Eu fui pessoalmente agredido por canalhas escondidos nas redes sociais a serviço do PT, de uma candidatura. Eu devo essa satisfação às minhas famílias, amigo e à nação. Não faço acordo. Não quero ser sócio de um governo falido, e nem cúmplice de um governo corrupto — completou Aloysio.

DUAS LUAS - Por Xico Bizerra

Estava reparando o céu e avistei mais de uma lua. A de São Jorge estava lá, com dragão e tudo. A outra, vazia de santos e animais, clareava tanto quanto aquela. Sempre me ensinaram que apenas uma lua morava num céu tão grande. Para que tantas estrelas e uma lua só? Todos a vêem grande, solitária e indecifrável. Fiquei a imaginar que aquela segunda lua talvez se prestasse para substituir a lua primeira quando chegasse o sol. Mas não: quando o sol desponta a lua não mais há, já foi passear no Japão ou noutras terras distantes. E agora? Como vou explicar ter visto duas luas? Só posso garantir que jamais vou esquecer que numa noite de setembro beirando o outubro que se achegava reparei o céu e vi mais de uma lua e elas clareavam o chão com a mesma intensidade. No meu céu cabe uma lua dupla e ambas são verdadeiras. Melhor guardá-las só pra mim, acreditar na verdade das duas luas e esconder de todos que as vi para que não digam que estou aluado. Duplamente aluado.

Xico Bizerra

Antigamente - Por Antonio Morais

Neste video você encontrará algumas lembranças. A vitrola, o disco de vinil e, esta musica do Leno? O que faz você lembrar? Sem atrapalhar o presente nem o futuro. Curta.

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Depois de reeleita, Dilma colhe na Câmara dos Deputados sua primeira derrota - Ricardo Noblat


Péssima a estreia de Dilma Rousseff como presidente da República reeleita, a pouco mais de 60 dias de sua festa de posse.

No domingo, defendeu a reforma política mediante consulta popular por meio de um plebiscito. Diante da resistência dos partidos que a apoiam, recuou. Aceita que a reforma se faça via referendo. Aguardem para ver: não haverá reforma.

Para completar, o PMDB juntou-se aos partidos de oposição e aprovou ontem à noite na Câmara dos Deputados o projeto que susta os efeitos de um decreto editado por Dilma e responsável pela criação de novas instâncias de participação popular.

Publicado no final de maio último, o decreto presidencial institui a Política Nacional de Participação Social e o Sistema Nacional de Participação.

Embora não crie novos conselhos populares, o decreto estabelece que órgãos e entidades da administração pública federal, direta e indireta, ouçam instâncias de participação social para a formulação de políticas públicas. Vale o mesmo para agências reguladoras.

Oposição e boa parte do PMDB enxergam no decreto uma forma de ferir as prerrogativas do Congresso. Por isso sempre se opuseram a ele. Aconselhado a trocar o decreto por um projeto de lei a ser votado pelo Congresso, o governo preferiu testar a fidelidade de sua base de sustentação política. Deu no que deu.

O PT obstruiu a sessão e acusou a oposição de buscar “um terceiro turno” da eleição presidencial. Pressionou Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara, para que retirasse o decreto de votação. De nada adiantou. A decisão da Câmara ainda será apreciada pelo Senado.

Até o início do recesso de fim de ano do Congresso, ali por meados de dezembro, o presidente da Câmara pretende votar uma série de “projetos-bomba” que desagrada o governo. Um deles: a proposta de emenda à Constituição que torna obrigatório o pagamento de emendas parlamentares individuais ao Orçamento da União.

Outro: a proposta que concede aposentadoria integral para o servidor que se aposentar por invalidez. Mais um: o aumento de repasses do Fundo de Participação dos Municípios.

O fim do primeiro mandato de Dilma e o segundo mandato inteiro servirão à farta para que ela corresponda à sua nova imagem da presidente do diálogo. A se ver.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Confusa como sempre, Dilma diz por que perdeu em São Paulo - Por Ricardo Noblat.


Ela ainda não se refez do susto que levou.

Sabe por que Dilma Rousseff foi impiedosamente derrotada em São Paulo pelo dilatado placar de 64% dos votos contra 25,8%? Porque a imprensa não noticiou direito a crise da falta de água no Estado.

Abismado com tamanha asneira? Queixe-ser ao bispo.

A autora da asneira foi a presidente reeleita Dilma Rousseff durante em entrevista, ontem à noite, à TV Record.

Não, ela não corou quando disse isso. Nem pareceu acanhada. Enfrentou alguma dificuldade para se expressar, mas nada de excepcional. O de costume.

Há mais de três meses que a falta de água é notícia diária na imprensa paulista. E também fora dali. Certamente não foi disso que Dilma se queixou.

Ela queria que a imprensa culpasse o governo estadual pela crise com mais ênfase do que ela o fez. Assim, raciocina Dilma, o voto a favor dela poderia ter sido maior.

A tradução do pensamento de Dilma pode torná-lo mais compreensível, imagino. Nem por isso mais aceitável.

Dilma é da mesma escola de Lula – ambos gostariam que a imprensa se comportasse como um aliado deles. Uma vez, disse Lula (cito de memória):

- Não gosto de ver publicada notícia. Gosto de ver publicada publicidade.

Livre tradução: gosto de ser incensado. Criticado, não.

É muito simples: Dilma perdeu de lavagem a eleição em São Paulo porque os paulistas jamais gostaram do PT. É por isso que um petista nunca se elegeu governador.

O candidato de Lula ao governo foi contemplado com a votação humilhante de menos de 20%. No ABC paulista, onde o PT nasceu, o PSDB ganhou outra vez.

Em São Bernardo do Campo, cidade onde Lula mora, Dilma perdeu para Aécio.

Dilma ganhou outro mandato, mas parece perdida. Ainda não se refez do susto que levou ontem. Por mais que não queira, será refém de um Congresso conservador e fisiológico.

Podem me cobrar em um futuro próximo: o PT ainda se arrependerá de ter ganhado com ela. Se tivesse perdido, e por pouco, Lula já estaria em campanha para voltar em 2018.

PSDB se fortalece para articular a oposição contra Dilma - Afonso Benites, El País.


Com bancada mais experiente, parlamentares tucanos terão a missão de comandar contraposição ao governo federal

Por 12 anos, o PSDB fez uma tímida oposição aos governos petistas de Lula da Silva e Dilma Rousseff. Com o resultado das urnas deste ano, caberá agora ao partido tentar articular as forças concedidas pelos mais de 51 milhões de votos de Aécio Neves para incomodar a presidenta e promover os debates necessários para o país. Com a disputa mais apertada do Brasil em 25 anos, o PSDB obteve sua maior votação em uma derrota e venceu Dilma em 12 das 27 unidades da federação.

“De uma certa maneira, o PSDB está ressurgindo. Mas é necessário esperar os primeiros meses de mandato para saber como ele vai agir de fato”, ponderou o cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília. Apesar de ter perdido dois senadores com relação a 2010, quando tinha 12, o PSDB entra mais experiente no Senado. Foram eleitos José Serra (SP), Tasso Jereissati (CE) e Antonio Anastasia (MG), todos com experiências no Executivo, e foi reeleito Álvaro Dias (PR).

VELHOS E VELHAS - POR ANTONIO MORAIS

Eu pensava que peidar fosse privilegio de  pessoas idosas.  Até conheço uma historia de um velho que o filho bonzinho o internou num desses abrigos que proliferam a insanidade humana mundo a fora.  Depois de algum tempo, o filho foi visitar o pai e viu a atenção dos cuidadores, pelo menos naquele momento de sua presença. 

O velho  pendeu para um lado, a cuidadora  colocou um travesseiro. O velho pendeu para o outro lado a cuidadora escorou com outro travesseiro. O velho pendeu pra frente um terceiro travesseiro foi colocado. O filho vendo a atenção da cuidadora disse: Está vendo meu pai como aqui é  bom, como  o senhor recebe atenção! O velho encerrou a conversa dizendo: É, só não pode peidar.

Mas, voltando ao começo da historia os jovens também peidam. Veja este video que o João Bitu encontro não se sabe onde.

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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Eu voltarei - Cora Coralina

Meu companheiro de vida será um homem corajoso de trabalho?servidor do próximo,?honesto e simples, de pensamentos limpos.

Seremos padeiros e teremos padarias. ?Muitos filhos à nossa volta?Cada nascer de um filho?será marcado com o plantio de uma árvore simbólica.?A árvore de Paulo, a árvore de Manoel, ?a árvore de Ruth, a árvore de Roseta.

Seremos alegres e estaremos sempre a cantar. ?Nossas panificadoras terão feixes de trigo enfeitando suas portas,?teremos uma fazenda e um Horto Florestal.?Plantaremos o mogno, o jacarandá,?o pau-ferro, o pau-brasil, a aroeira, o cedro.?Plantarei árvores para as gerações futuras.

Meus filhos plantarão o trigo e o milho, e serão padeiros. ?Terão moinhos e serrarias e panificadoras.?Deixarei no mundo uma vasta descendência de homens?e mulheres, ligados profundamente ?ao trabalho e à terra que os ensinarei a amar.

E eu morrerei tranqüilamente dentro de um campo de trigo ou ?milharal, ouvindo ao longe o cântico alegre dos ceifeiros.?Eu voltarei... ?A pedra do meu túmulo?será enfeitada de espigas de trigo?e cereais quebrados?minha oferta póstuma às formigas ?que têm suas casinhas subterra?e aos pássaros cantores?que têm seus ninhos nas altas e floridas?frondes.

Eu voltarei...

Ponto de equilibrio - Enviado por Amigos de Deus.


É interessante como a gangorra, aquele brinquedo típico dos parques de diversão lembra os movimentos da vida. É como se ela fosse a representação lúdica da realidade. Na verdade, a vida é como a gangorra, ora estamos em cima, ora estamos embaixo. 

Em alguns dias nos sentimos muito bem, tudo dá certo.  As coisas acontecem num fluir de paz e alegria.  Parece até que Deus nos toma em Seus Braços e caminha conosco pelos corredores da existência. Nada nos falta!

O que era paz transforma-se numa agonia. A sensação de segurança da lugar ao pânico. Motivos: Surpresas desagradáveis, enfermidades, crise financeira, luta na família. Nessas horas, até a fé entra em crise, pois imaginamos que Deus nos abandonou. 

Na verdade, a gangorra representa simbolicamente a busca do PONTO DE EQUILÍBRIO entre os movimentos de subida e descida e nesta constante alternância, ela nos ensina importantes lições.

Nínguém pode viver na ilusão de que vivemos num eterno estado de graça.  Tampouco conceber a vida como um contínuo sofrimento, como se isto fosse um destino. Com certeza, a vida nem pode ser concebida como uma experiência que exclui o sofrimento, nem como uma agonia constante. A vida é um eterno desafio na busca do equilíbrio entre a dor e a alegria, a noite e o dia, as lágrimas e o sorriso.

Viver é conviver sobriamente como o lúdico e o trágico, a fé e a incerteza. É saber atravessar os vales escuros para contemplar o nascer do sol. 

Os movimentos difíceis servem como adubo que fertiliza o solo da nossa existência, as lágrimas irrigam as sementes de onde brotam ESPERANÇA e VITÓRIA, na certeza de que viver é uma experiência maravilhosa.

Por fim, a gangorra também representa um desafio ao nosso relacionamento com Deus.  Reconhecê-lo quando estamos por cima, e adorá-lo quando estivermos por baixo, revelarão nossa consciência da Sua Presença em nossa vida. 

A vida é, por excelência uma experiência de luz e esperança.  Contudo, no seu transcorrer, podemos deparar-nos com a dor, a tristeza e a escuridão. 

É a gangorra em movimento, mas o que importa é a busca do Equilíbrio. O Senhor é o ponto de equilíbrio da gangorra.  A fé que não é confrontada com a adversidade não passa de mera crendice.

domingo, 26 de outubro de 2014

No tempo do Tio Filé


1958 - Eleições municipáis no Crato. A residencia do Coronel Filemon Teles, respeitado chefe politico, estava apinhada de eleitores, principalmente aqueles residentes na zona rural do Municipio. Muito deles, depois de cumprido o "dever civico" do voto, já regressavam às suas casas.

Na epoca era bastante comum o eleitor, numa artimanha politica, mormente os residentes nos sitios e povoados, votar uma, duas ou mais vezes, usando titulos de eleitores já falecidos e daqueles que não mais residiam na area do municipio. Verificada a semelhança fisionomica, pois o titulo trazia fotografia, conhecido cabo eleitoral da UDN entrega ao não menos popular Rodrigues jamacaru, um dos titulos fantasmas,com a instrução para votar na seção eleitoral que funcionava, na epoca, no predio da Estatistica .

De posse do titulo, Jamacaru, pressuroso, tenta o voto duplo. Todavia, levou azar, pois na porta da seção estava o Sr. Diomedes Pinheiro, fiscal do PSD e amigo leal do Prof. Pedro Felicio Cavalcante. Ao regressar ao comitê do partido, recebeu nova instrução: Volte e tente dispistar o Sr. Diomedes - disse o cabo eleitoral. Jamacaru, fiel escudeiro do Coronel Filemon, partiu para nova investida. Foi chegando e avisando: corra, seu Diomedes, que a sua esposa caiu no banheiro e quebrou as duas pernas. Como um raio saiu Diomedes Pinheiro, enquanto Rodrigues Jamacaru, tranquilamente, em dose dupla, cumpriu mais uma vez o dever civico do voto.

Ao regressar e contar o episodio,foi observado, a certa distancia, sem ser notado pelo Coronel Filemon - nosso querido tio Filé que, ao final senticiou:

Compadre Rodrigues, voce não fez direito. Não agiu como devia. Era para quebrar uma perna nessa eleição e deixar a outra para a proxima.

Coisas gostodas do nosso folclore politico.

Osvaldo Alves de Sousa.

Dois países e uma escolha - Por Sandro Vaia


Ganhe ou perca as eleições o PT já cumpriu a sua missão: dividiu o Brasil em dois e institucionalizou o maniqueísmo como política de Estado.

Ganhe ou perca as eleições o PT já cumpriu a sua missão: dividiu o Brasil em dois e institucionalizou o maniqueísmo como política de Estado.

Consegui industrializar o “nós” a ponto de transformá-lo em símbolo da vontade, da virtude, da generosidade, da luta contra o preconceito, da compaixão pelos pobres, da igualdade-cujo corolário definitivo não é nenhuma mudança de fundo na sociedade mas apenas executar um projeto de poder. Um aprendiz de PRI, a versão mexicana do poder pelo poder.

Conseguiu cravar no fantasmagórico adversário -“eles”- o exato oposto do que ele diz representar: a maldade, o egoísmo, o ódio, a luta de classes, o racismo, a homofobia e tudo que o imaginário possa estruturar como resumo do mal.

O PSDB, numa análise atilada do filósofo José Arthur Gianotti simplesmente perdeu a identidade como partido, por não ter conseguido se articular como oposição.

O PT conseguiu, através de seu agressivo discurso maniqueísta, empurrar para uma frente oposicionista informal setores dispersos da sociedade descontentes com a amoralidade difusa e macunaímica que marca o seu período de 12 anos no governo.

O Brasil foi levado a dividir-se politicamente e eleitoralmente não mais em PT e PSDB mas em PT e anti-PT.

À informal frente oposicionista juntaram-se setores da direita ideológica mas inorgânica, alguns direitistas caricaturais, os marinistas, defensores da sustentabilidade ambiental, e até mesmo uma Frente de Esquerda Democrática, formada por intelectuais gramscianos, esquerdistas desiludidos com o fisiologismo e jogo sujo do PT, que declararam em manifesto:

( “) Nas eleições de 2014, nos decepcionamos com o PT. A campanha petista no primeiro turno valeu-se de táticas e subterfúgios que desonram o bom debate. Caluniou, difamou e agrediu moralmente a candidatura de Marina Silva, sob o pretexto de que seria preciso fazer um “aguerrido” confronto político. Atropelou regras procedimentais e parâmetros éticos preciosos para a esquerda e a democracia. ( “)

E considere-se que quando os esquerdistas democráticos escreveram esse manifesto, Lula ainda não havia comparado o adversário aos nazistas e ao rei Herodes, em alguns de seus surtos de alucinação onde combate, como dom Quixote, os moinhos de vento que ele mesmo criou- aplicando provavelmente por instinto e não por conhecimento, o princípio leninista de “acusar os outros daquilo que você faz”.

O mais nocivo populismo caracteriza-se exatamente por interditar o debate substituindo-o, sempre que possível, por uma chuva de calúnias na cabeça do adversário, que passa a ser tratado não como um defensor de propostas diferentes, mas como um criminoso a ser eliminado.

Seja como for, o País que emergirá das urnas domingo será outro. Ou melhor, será um dos dois: ou aquele que procurará a modernidade livrando-se da canga do atraso e da mistificação ou aquele que fará das ilhas de atraso, da pobreza e do assistencialismo a reserva de mercado para garantir sua perpetuação no poder. Aos populistas e demagogos, nunca convém que os descamisados possam comprar suas próprias camisas.

‘O fim de uma era’ - VLADY OLIVER

Enquanto o candidato Aécio Neves mostrava preparo, elegância e determinação para vencer e convencer no debate realizado pela Globo, uma foto postada no Coturno do Coronel simboliza o retrato acabado do que é o PT e sua corja de vagabundos. 

É uma foto do prédio do Grupo Abril, escandalosamente vandalizado por criminosos acobertados nas milícias porcas financiadas e apoiadas por esta quadrilha que insiste em querer nos desgovernar por mais quatro insuportáveis anos totalitários e fundamentalistas.

Atacam o mensageiro pela gravidade da mensagem. Querem esconder do povo brasileiro o tamanho de suas maracutaias. 

A VEJA não é governo, meus caros. Não é órgão público. É uma empresa privada, como a sua casa e a minha, caro eleitor indeciso. 

Dá pra entender o tamanho da afronta e a virulência dos ataques que fazem às nossas liberdades?

sábado, 25 de outubro de 2014

Do Blog do Sanharol para Claude Bloc.


Aos 14 anos, professora de francês nos melhores colégios de Crato.


Convite enviado a sociedade cratense, a época, para o baile de 15 anos no Crato Tênis Clube.


Descontração com os netos Victor e Natalia.
Saudação do Blog do Sanharol.

Por duas vezes, estive na residência dos pais da Claude - casal Hubert Bloc e Dona Janine no inicio dos anos 70. Não me recordo de tê-la visto. Nunca vi casal tão nobre, simples, cortez e de tamanha brandura quanto aquele. A primeira vez na casa do Pimenta, vizinho ao Felipe Ribeiro e ao seu Orestes Costa, e, a segunda vez na Fazenda Serra Verde.
A Claude conhecia os seus escritos, suas belas fotografias e seus agradáveis poemas no Blog do Crato. Fui convidado a participar de uma oficina de artes e poesias lecionada por ela na Universidade Regional do Cariri. Ali a conheci pessoalmente, e conferi suas grandes qualidades: Humildade ilimitada e a estremada capacidade de ser leal aos amigos. O Blog do Sanharol se sente feliz com sua presença e agradece por sua importante colaboração.
O vídeo - nada de musica francesa – canta Clã Brasil com toda sua graça e simpatia.
A. Morais

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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Uma palavra amiga.

Não adianta deixar-se dominar pelo orgulho. Só porque se tem alguma função, diploma ou dinheiro, querer colocar os outros debaixo dos pés?

Alguém pode ser mais importante que o outro perante os homens, mas diante de Deus todos somos iguais.

Pra que orgulho se todos vamos acabar do mesmo jeito e sem levar nada disto?

Não queira tudo pra você. Dê chance para os outros. Não fique tramando os pauzinhos para derrubar os outros. Amanha poderá ser a sua vez de cair na rede que você mesmo armou.

Ao construir o nosso paraíso, não há necessidade de tornar a vida dos outros um inferno.

Padre Juca.


Blog do Ricardo Noblat.


Doleiro Yousseff promete entregar à Justiça números de contas secretas do PT em paraísos fiscais

O Planalto sabia de tudo

Os trechos mais quentes da reportagem de VEJA deste fim de semana sobre as confissões à Justiça do doleiro Alberto Youssef, um dos cabeças do esquema de corrupção na Petrobras:

O Planalto sabia de tudo!

Mas quem no Planalto? — perguntou o delegado.

Lula e Dilma — respondeu o doleiro.

Na semana passada ele aumentou de cerca de trinta para cinquenta o número de políticos e autoridades que se valiam da corrupção na Petrobras para financiar suas campanhas eleitorais. Aos investigadores Youssef detalhou seu papel de caixa do esquema, sua rotina de visitas aos gabinetes poderosos no Executivo e no Legislativo para tratar, em bom português, das operações de lavagem de dinheiro sujo obtido em transações tenebrosas na estatal. Cabia a ele expatriar e trazer de volta o dinheiro quando os envolvidos precisassem.

Entre as muitas outras histórias consideradas convincentes pelos investigadores e que ajudam a determinar a alta posição do doleiro no esquema — e, consequentemente, sua relevância pa­ra a investigação —, estão lembranças de discussões telefônicas entre Lula e Paulo Roberto Costa sobre a ampliação dos “serviços”, antes prestados apenas ao PP, também em benefício do PT e do PMDB.

“O Vaccari está enterrado”, comentou um dos interrogadores, referindo-se ao que o do­leiro já narrou sobre sua parceria com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto. O doleiro se comprometeu a mostrar documentos que comprovam pelo menos dois pagamentos a Vaccari. O dinheiro, desviado dos cofres da Petrobras, teria sido repassado a partir de transações simuladas entre clientes do banco clandestino de Youssef e uma empresa de fachada criada por Vaccari.

O doleiro preso disse que as provas desses e de outros pagamentos estão guardadas em um arquivo com mais de 10 000 notas fiscais que serão apresentadas por ele como evidências. Nesse tesouro do crime organizado, segundo Youssef, está a prova de uma das revelações mais extraordinárias prometidas por ele, sobre a qual já falou aos investigadores: o número das contas secretas do PT que ele operava em nome do partido em paraísos fiscais. Youssef se comprometeu a dar à PF a localização, o número e os valores das operações que teria feito por instrução da cúpula do PT.

Youssef dirá que um integrante da coor­denação da campanha presidencial do PT que ele conhecia pelo nome de “Felipe” lhe telefonou para marcar um encontro pessoal e adiantou o assunto: repatriar 20 milhões de reais que seriam usados na campanha presidencial de Dilma Rousseff. Depois de verificar a origem do telefonema, Youssef marcou o encontro que nunca se concretizou por ele ter se tornado hóspede da Polícia Federal em Curitiba.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Outro negócio suspeito faz a Petrobras continuar sangrando - Por Ricardo Noblat.

A presidente Dilma sabia? O TCU quer saber 

Êpa! Tem jeito de elefante, presa de elefante, tromba de elefante, mas o governo não admite que seja um elefante.  O que será então?

Muita coisa se passou na Petrobras desde que se montou ali um esquema bilionário de desvio de recursos para enriquecer políticos que apoiam o governo e financiar campanhas – a de Dilma, inclusive.

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma auditoria para investigar o pagamento extra de mais de R$ 1 bilhão feito pela Petrobras ao governo boliviano. Tem a ver com a importação do gás boliviano pelo Brasil.

A grana entupiu o tesouro da Bolívia em plena campanha de Evo Morales, o presidente, candidato à reeleição. Por sinal, ele se reelegeu. Pela terceira vez. Aspira mudar a Constituição para poder se reeleger indefinidamente.

Qual o problema do pagamento extra?

Apenas o seguinte: a quantia foi paga a mais sem que nada estivesse previsto no contrato assinado pelos dois países para a compra do gás boliviano.

Quem autorizou o pagamento a mais? O TCU quer saber.

Por que a Petrobras pagou o que não devia? O TCU quer saber.

E por que o pagamento, inclusive, retroagiu a meses anteriores ao recebimento da grana pela Bolívia? Calma. Devagar. O TCU quer saber.

A presidente Dilma sabia? O TCU quer saber.

Quem sabe ela não se baseou numa parecer “falho” para concordar com o negócio? Não foi assim  no caso da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras? Pelo menos Dilma diz que foi assim.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Uma tremenda molecagem! - Por Ricardo Noblat

Qual Lula é o verdadeiro?
O bem educado que aparece no programa de propaganda eleitoral de Dilma na televisão, defende os 12 anos de governos do PT e, ao cabo, sorridente, pede votos para reeleger sua sucessora?

Ou o moleque de rua que pontifica em comícios país a fora, sugerindo, sem ter coragem de afirmar diretamente, que Aécio é capaz, sim, de dirigir embriagado, agredir mulheres e se drogar?

O segundo é o mais próximo do verdadeiro Lula. Digo por que o conheço desde quando era líder sindical. Lula é uma metamorfose ambulante. Não foi ninguém quem o disse, foi ele quem se rotulou assim.

A esquerda tudo perdoaria a Lula desde que chegasse ao poder. Chegou, cavalgando-o. Uma vez lá, se corrompeu. Quanto a ele... Não sabia de nada. Nunca soube.

Justiça seja feita a Lula: por desconhecimento de causa e preguiça, ele jamais compartilhou as ideias da esquerda. Assim como ela se aproveitou dele, Lula se aproveitou dela. Um casamento não por amor, mas por interesse.

Na primeira reunião ministerial do seu governo em 2003, Lula se irritou com um ministro e desabafou: “Toda vez que me guiei pela esquerda me dei mal”.

Retifico: ele não disse que se deu mal. Usou um palavrão. Nada demais para o sujeito desbocado que nunca pesou o que diz. Grossura nada tem a ver com infância pobre.

Lula é um sucesso do jeito que é. Mudar, por quê? Todos admiram sua astúcia. Muitos se curvam à sua sabedoria. E outros tantos temem ser apontados como desafetos do retirante nordestino que se deu bem.

Uma das chaves do sucesso de Lula é a coragem de dizer o que lhe apetece – às favas a verdade. No último sábado, em comício em Belo Horizonte, Lula disse que nunca foi grosseiro com adversários.

Textualmente: “Não tive coragem de ser grosseiro contra Collor, Serra, Alckmin, Fernando Henrique. Pega uma palavra minha chamando candidato de mentiroso e leviano”. É fácil. Lula chamou Sarney de ladrão. E Itamar Franco de filho da puta.

Resposta de Itamar em maio de 2003: “Gostaria de saber o que aconteceria se a situação fosse inversa, ou seja, se esse indivíduo arrogante e elitista fosse o presidente da República e alguém lhe chamasse disso. (...) Minha mãe se chamava Itália Franco. Mas fosse um filho da p., certamente teria por ela o mesmo amor filial”.

Você pensa que Lula ficou constrangido com a resposta de Itamar? Foi ao velório dele. Assim como foi ao velório de Ruth Cardoso, mulher de Fernando Henrique. Chorando, lançou-se aos braços do ex-presidente.

Pouco antes da morte de Ruth, a Casa Civil da então ministra Dilma montara um dossiê sobre despesas com cartão de crédito do casal FH. Depois, a ministra se desculpou.

Lula não é homem de se desculpar. Nem mesmo quando trata um assessor a pontapés. Como governador de Minas Gerais, no auge do escândalo do mensalão, Aécio lutou para que o PSDB não pedisse o impeachment de Lula. Conseguiu.

Mais tarde, Lula tentou convencê-lo a aderir ao PMDB para disputar a presidência com o seu apoio. Aécio não quis.

De volta ao comício de Belo Horizonte. Antes de Lula falar, foi lida a carta de uma psicóloga acusando Aécio de espancar mulheres e de ser megalomaníaco. Ele ainda foi chamado de "coisa ruim", "cafajeste" e "playboy mimado".

Por fim, a plateia foi ao delírio ao ouvir Lula dizer sobre o comportamento de Aécio em debates: “A tática dele é a seguinte: vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo”.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

041 - Uma palavra amiga - Por Padre Juca


Na mala de sua vida não existem somente coisas ruins, sofrimentos, lixo. Abra e veja quanta coisa boa, quanta jóia preciosa. Olhe o lado bom e positivo. Quantas coisas boas que você já fez e já viveu. Tudo isto também faz parte  da bagagem de sua existência.

Nos momentos de indecisão geralmente todo mundo ajuda para fazer um "pandemônio" na mente da pessoa. faça isso! Não se humilhe! Vá la em tal lugar.

Assuma você mesmo a sua vida. Não deixa que os outros façam você virar um boneco.

Contudo, se for necessário ouvir a opinião de alguma pessoa, tenha bom senso e saiba ouvir e pôr em pratica somente  aquilo que é mais fácil e agrada mais.  As vezes um remédio amargo ou até mesmo dolorido é que vai resolver.

domingo, 19 de outubro de 2014

Paidéguas e paiséguas - Por Osvaldo Alves de Sousa.


Meu pai, Jorge Lucas de Sousa, foi um cidadão probo, honrado e trabalhador. Com o suor diário de seu rosto de modesto marceneiro, educou todos os sete filhos, formando a maioria deles.

Foi bondoso e compreensivo, sem deixar de ser rígido na observação de suas ordens,  que eram cumpridas a risca, por todos nós.  O horário de chegada  acasa, a noite, era nove horas. Invariavelmente. Pois bem, certo dia resolvi ultrapassar os limites estabelecidos. Cheguei às dez. Com muita cautela, de mansinho, pude chegar a minha rede, de onde ouvi, minutos depois, a voz do meu pai: Sinhá, nome de minha santa mãe e suprema educadora, Osvaldo já chegou?  Já, respondeu com a doçura de mãe e a grandeza de protetora. 

A experiência do meu pai, entretanto, falou mais alto. O toque da bengala no chão rompia o silencia da noite e fez-me tremer de medo dentro  da rede. Ao aproximar-se, curvou-se de modo a alcançar com as mãos os meus sapatos, e sentenciou: " Chegou agora. Os sapatos estão quentes.

Os apelos de Dona Sinhá, coração de mãe e amor de santa, evitou que naquela noite eu fosse dormir com o couro quente, como os meus calçados.

Nove horas, hoje, é o momento de o jovem sair de casa, para voltar só Deus sabe o dia.

Foi época dos paidéguas. Tempo, agora, dos pais éguas, que somos nós, da geração moderna.

sábado, 18 de outubro de 2014

Uma palavra amiga - Padre Juca.


A pesar de toda descrença e materialismo, nascem novas perspectivas, pois muitos  rapazes e moças estão voltando para Deus! Testemunhos vivos de esperança!

E se não existem mais jovens com Deus é porque os adultos também não estão muito com Ele. Como queremos que haja mais gente melhor, mais ligada em Deus, se os contra testemunhos são muitos? Rezar não é feio. Feia é a vergonha de crer e rezar.

Oração antiga ou moderna? Tanto faz, pois Deus não olha para as palavras, mas sim para o que se passa no coração da pessoa.

Rezar pelos outros? Por que não? Mal não faz. Ao contrario, muitas pessoas podem encontrar o caminho da verdade, conhecer a luz.... justamente pelo poder de sua prece.

Será que mantemos o nosso coração em forma? Com fé em Deus?

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

No debate do SBT, Aécio fez picadinho de Dilma - Ricardo Noblat


Aécio Neves deixou de ser tucano.

Na versão política, tucano é uma ave que, apesar do bico grande, bica com delicadeza. É capaz de perder a vida para não perder a elegância. Foi assim, por exemplo, com Serra no primeiro debate do 2º turno contra Dilma em 2010.

De certa forma foi assim também com Aécio no debate da última terça-feira contra Dilma na Rede Bandeirantes de Televisão. Quem imaginou que ele, ontem, no debate do SBT, ofereceria a outra face para apanhar, enganou-se.

O instinto de sobrevivência empurrou Aécio para cima de Dilma, e dessa vez foi ela que não estava preparada para enfrentar tamanha fúria. Marqueteiros costumam dizer que o eleitor detesta troca de ataques entre candidatos. Lorota.

O eleitor diz que detesta para aparecer bem na foto – mas ela gosta de ataques, sim.  Os ataques só não podem resultar em baixarias.

Se alguém quase se rendeu a baixarias foi Dilma quando tentou aplicar uma pegadinha em Aécio. Perguntou o que ele achava da lei que pune motoristas que dirijam bêbados ou drogados. Uma vez, no Rio, Aécio foi surpreendido por uma blitz da Lei Seca. E se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Se Dilma sabe que ele estava bêbado ou drogado deveria ter dito. É uma grave acusação que não pode apenas ser insinuada. Ela preferiu insinuar. Leviandade.

No debate da Band, Dilma impôs a Aécio sua agenda de discussão. Acuou-o com perguntas sobre o governo dele em Minas. Aécio saiu derrotado.

No debate do SBT, Aécio impôs sua agenda. E rebateu os ataques de Dilma com calma, lógica e argumentos bem pensados. Foi impiedoso.

Dilma voltou a perguntar pelos parentes que Aécio empregou no governo de Minas. Aécio respondeu sobre apenas um deles – sua irmã, Andrea, que trabalhou no governo sem nada ganhar.

Em seguida, Aécio perguntou a Dilma pelo irmão dela, “que ganha sem trabalhar” da prefeitura de Belo Horizonte. Dilma fugiu da resposta. E começou a falar em "dilmês"

Aécio carimbou na testa de Dilma que ela não conhece direito Minas Gerais. Dilma passou recibo da acusação. O debate acabou com Dilma nocauteada. Não é força de expressão.

Desorientada, como se não soubesse direito onde estava e o que lhe aconteceu, Dilma perdeu a voz ao responder à pergunta de uma repórter do SBT. Esqueceu que estava ao vivo. E, aparentemente grogue, pediu para recomeçar.

Não conseguiu. Alegou então que estava passando mal. Uma queda de pressão. Foi socorrida com um copo de água. Arranjaram-lhe uma cadeira.

Quis voltar à responder à repórter. Como seu tempo acabara, se irritou com ela. Chamou-a de "minha querida".

Desfecho perfeito para uma luta que perdeu.


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

PT e seus braços na imprensa tentam fazer com o juiz Sérgio Moro o mesmo que fizeram com Joaquim Barbosa

Espero que Deus me fulmine antes com um raio, daqueles que eram muito comuns no Velho Testamento — sem chance para apelo a instância inferior (já que se tratava de uma decisão do Supremo) —, se, algum dia, eu me sentir tentado a censurar um juiz por ter cumprido a sua função só para proteger um partido da minha predileção.

A que me refiro? Leio colunistas isentos como militantes do Talibã a condenar o juiz Sérgio Moro por ter autorizado a divulgação do depoimento de Paulo Roberto Costa, que não estava protegido pelo sigilo de justiça. Um desses colunistas chega a afirmar que o Moro poderia ter esperado mais três semanas. A afirmação é explícita, é arreganhada: o sujeito acha que a ignorância do que lá foi dito faria bem ao brasileiro. Desligadas as urnas, então o eleitor ficaria sabendo: “Ah, então, dos 3% da propina, 2% iam para o PT? Que bom que ninguém me avisou antes!”.

O mesmo senhor vetusto que afirma essa barbaridade babava de satisfação com os vazamentos sobre o suposto cartel de trens em São Paulo, que vinham do Cade — cuja investigação, esta sim, estava e está protegida por sigilo. Que tipo de gente é essa que cobra que se omita dos brasileiros o conteúdo de uma investigação aberta, pública, e que se regozija com a divulgação ilegal de informações? Eu respondo: é uma gente que pretende que petistas e, no geral, esquerdistas estejam acima da moralidade comum e mereçam um tipo especial de proteção.

Sempre que leio um troço asqueroso assim, como aconteceu há pouco, fico com vergonha em lugar da pessoa. Sobretudo porque o sujeito serviria para ser meu pai. Coloco-me no lugar do suposto filho e fico com vergonha. Graças a Deus, o Rubão nunca me fez passar por isso. Quem era o Rubão? Ora, o meu pai, que jamais justificaria a ação de ladravazes e vagabundos só porque fossem seus amigos ideológicos. Até porque não era amigo nem de ladravazes nem de vagabundos. Ganhava a vida trocando molas de caminhão, como operário. Em vez de culpar os outros por isso e por aquilo, ele preferiu me passar uma orientação: “Estude!”.

Daqui a pouco, tentarão mandar o juiz Sérgio Moro para a guilhotina moral, como fizeram com Joaquim Barbosa. Não que ambos sejam iguais ou operem com os mesmos critérios. Nada disso! A única coisa que os une é tomar decisões que estão em desacordo com o partido oficial e com seus porta-vozes oficiosos na imprensa. Para essa gente, uma verdadeira indústria criminosa que estava em ação tem de ser omitida para que ela não contamine a decisão do eleitor. Que caráter tem uma pessoa que defende que a ignorância faz bem à democracia?

É uma gente literalmente nojenta.

Por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Justificando-se com o Juiz - Por Antonio Morais


José Segunda-feira era meieiro do meu pai no Sanharol. Morava no Sitio Garrote e trabalhava as terras  da Boa Agua. Além da agricultura vivia  da criação de pequenos  animais, cabras e porcos. Certa feita  alguns dos seus animais  ultrapassaram os limites da propriedade e invadiram as plantações  de Antônio do Ronca que abateu  dois deles. Tempos mais tarde a invasão foi inversa, José Segunda-feira  abateu dois animais do vizinho, pensando,  na sua santa Inocência, que ficaria a conta pela receita.  Mais que nada, Antônio do Ronca fez queixa ao delegado da cidade. A emboância  terminou por chegar ao fórum e o juiz marcou uma audiência para uma data futura e  fez a devida notificação.

No dia  da audiência,  José Segunda-feira  não pode comparecer pois estava com um grave problema de saúde. Como justificativa fez o presente bilhete e mandou um portador entregar no fórum: "Senhor Juiz, eu tô participando, comunicando e dando parte que não posso comparecer a "odiência" por que levei uma estrepada, o pé tá muito inchado, o pau tá dentro e, Zefa minha mulher  não deixa eu tirar".


Um verdadeiro massacre do “libertador” - Rodrigo Constantino


A diferença de postura é gritante. O PT não estava preparado para enfrentar um tucano com mais carisma e, ao mesmo tempo, tanta firmeza. Aécio se destaca até mesmo entre os demais tucanos nesses quesitos, enquanto Dilma consegue ser pior do que os demais petistas. Assim foi covardia.

A presidente continuou fazendo oposição ao próprio governo. Parece que caiu de Marte agora. Não tem coisas boas para mostrar, e isso faz com que apele o tempo todo para uma comparação entre Lula e FHC. Sobre educação, por exemplo, não tem como rebater a acusação de que o Brasil vem caindo no ranking internacional. Diz que o setor é prioridade para seu governo, como se não estivesse no poder há quatro anos!

O tucano conseguiu com habilidade desconstruir o mito de que o Bolsa Família será interrompido com sua eventual vitória, e ainda repetiu várias vezes que o DNA do programa está no PSDB, com os programas sociais anteriores que foram unificados, e também com a sugestão de um governador tucano, que foi mencionada pelo próprio Lula no lançamento do programa.

Outro ponto positivo para Aécio foi ter reforçado o fato de que a crise internacional não é a responsável pelo péssimo resultado de nossa economia. O tucano repetiu que o Brasil é o lanterninha da vizinhança, e que falta a Dilma humildade para reconhecer seus equívocos. Jogou um ovo na cara da presidente, metaforicamente, quando puxou da cartola a sugestão de seu secretário para que o povo troque carne por ovo para combater a alta de preços.

Outro golpe de mestre, ainda na área da economia, foi quando defendeu Arminio Fraga, tão difamado pela campanha de Dilma, lembrando que foi extremamente elogiado tanto por Palocci como por Lula, e que o PT o queria no governo na transição. Marcou uma importante diferença em relação a Dilma: ele já tem um futuro ministro da Fazenda, respeitado no mundo todo, enquanto ela tem um futuro-ex-ministro, “demitido” durante a campanha por falta de credibilidade.

Claro que não poderia faltar um pouco de graxa também. Aécio explorou o tema da corrupção, trazendo à tona o escândalo da Petrobras e cobrando da presidente o motivo pelo qual o ex-diretor Paulo Roberto Costa, delator do esquema, foi elogiado por excelentes serviços prestados em sua carta de demissão.

Em um ato de megalomania nada republicana, Dilma disse que em seu governo os corruptos vão presos pois ela investiga mais. Será que Dilma se enxerga como uma espécie de Luís XIV, para quem o Estado era ele prório? Dilma, a Rainha Sol? Ela não sabe que quem investiga é a Polícia Federal e o Ministério Público, órgãos do Estado e não de seu governo? Na verdade, o esforço de seu governo tem sido o de impedir investigações, como no caso da própria CPI da Petrobras.

Por fim, Aécio soube dar voz a milhões de brasileiros ao dizer que escutou por tudo que é canto a demanda por libertação do PT. Ninguém aguenta mais tanta corrupção, tanta incompetência. Soube agradecer Marina Silva e Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, pelo apoio recebido, e disse que irá honrar os compromissos de programa, destacando que o acordo não foi fisiológico, por troca de cargos, como costuma acontecer com o PT.

Enfim, Aécio se mostrou com a firmeza esperada de um legítimo libertador, pois, de fato, não dá para aguentar mais quatro anos de Dilma!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Raizes

"A vida nos ensina que, à medida que mudam as estações, há sempre uma realidade que prevalece na natureza. Pode ser que uma estação venha e retire todas as folhas de uma árvore. Pode ser que venha uma outra estação e encha de flores. Pode ser que modificando a estação essas flores percam a vitalidade e caíam, mas uma coisa é certa: a raiz permanece em qualquer que seja a estação.

Há na planta um sustento que há faz permanecer viva, mesmo quando tudo está contrário a ela. A sabedoria vegetal nos ensina que, em tempos de inverno, é necessário que toda a seiva que está dispersa nas folhas e nas flores venham repousar na raiz.

Você passa pela vida o tempo todo fazendo essa experiência. Pode ser que em alguns momentos da sua vida algumas pessoas tenham sido vitais e estiveram muito vivas na sua história naquele tempo, mas, de repente, o tempo foi passando e a estação foi se modificando e aquela pessoa deixou de fazer parte da sua história, de fazer parte da sua vida, mas você pode identificar que, ao longo da sua vida, apesar de terem passado inúmeras estações por você, existem algumas que ficaram. A essas pessoas nós podemos chamá-las de raízes.
São pessoa que, mesmo com as mudanças do tempo, mesmo com as mudanças das estações, elas continuam lá...Pode haver mudanças, mas elas não vão nos abandonar. Pode ser que até alguma coisa se modifique, mas aquela raiz permanecerá ali."

Pe. Fábio de Melo.

Dilma e o PT insistem na mentira - Mary Zaidan.


Mentira tem pernas curtas, diz o ditado. A campanha de Dilma vai continuar a esticá-las no limite máximo. Ou dá certo, ou arrebentam.

Não há dinheiro desviado, partido algum recebeu um centavo sequer dos contratos da Petrobras, muito menos o PT. Tudo não passa de ação eleitoreira, da qual o ex Lula está de “saco cheio” e Dilma classifica como “golpe”.

A ordem unida no petismo é bater e rebater esse discurso, acrescido de duras críticas à mídia, responsável pelo “vazamento” das denúncias. Sobre a gravidade delas, nenhum pio.

Diante dos previsíveis danos dos depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef à campanha da reeleição, o PT e a candidata Dilma Rousseff não tinham saída: usar e abusar da inversão da culpa, tática que eles tão bem dominam – Lula à frente.

Quem conseguiu transformar compradores de um dossiê falso contra José Serra (PSDB-SP) em “aloprados”, mensalão em caixa dois, mensaleiros em “guerreiros do povo brasileiro”, tudo pode. 

Quem tem parceiros como Fernando Collor e Renan Calheiros, com os quais a presidente desfilou em campanha em Alagoas, quem se aliou ao clã dos Sarneys e a Paulo Maluf, pode mesmo afirmar que é o maior combatente contra a corrupção, algo que Dilma passou a enfiar em todos os discursos.

Na sexta-feira, em Porto Alegre, ela repisou na tecla: "Somos aqueles que combateram a corrupção doa a quem doer. Um combate duríssimo. Por isso que nós não concordamos com o uso eleitoreiro de processos de investigação que nós começamos." Referia-se à Polícia Federal, que ela insiste em dizer que ganhou autonomia para investigar a partir dos governos petistas. Ao mesmo tempo, só investiga a seu mando. Algo difícil de destrinchar.

Mas a maior pérola sobre as revelações da roubalheira na Petrobras veio do líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), para quem Paulo Roberto Costa, ungido por Lula à Diretoria de Abastecimento e que durante seis anos operou a distribuição farta da propina para o PT e aliados (PMDB e PP), é cabo eleitoral tucano. “Esse diretor é apoiador do Aécio, a delação deixou de ser premiada para se transformar em delação eleitoral”, afirmou, sem corar a face.

Com semelhante desfaçatez, Dilma disse que os adversários “destilam ódio e mentiras”, aos quais assegura que responderá com “esperança e verdade”.

Para tal, teria de iniciar outra campanha. De purgar o ódio.

Teria de pedir perdão pelos comerciais sórdidos veiculados para aniquilar Marina Silva; de parar de entoar a cantilena de que Aécio Neves vai acabar com o Bolsa Família, privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa.

Mentira tem pernas curtas, diz o ditado. A campanha de Dilma vai continuar a esticá-las no limite máximo. Ou dá certo, ou arrebentam.

“Votarei em Aécio e o apoiarei”, diz Marina Silva


A ex-candidata à Presidência da República Marina Silva disse, neste domingo (12), que apoiará o candidato Aécio neves (PSDB) no segundo turno das eleições.

Votarei em Aécio e o apoiarei, votando nesses compromissos,  dando um crédito de confiança à sinceridade de propósitos do candidato e de seu partido e, principalmente, entregando à sociedade brasileira a tarefa de exigir que sejam cumpridos.

Marina afirmou ainda que não dá o apoio em troca de “nenhum acordo ou aliança para governar”.

O que me move é minha consciência e assumo a responsabilidade pelas minhas escolhas.

Confira a íntegra do posicionamento de Marina Silva

Ontem, em Recife, o candidato Aécio Neves apresentou o documento “Juntos pela Democracia, pela Inclusão Social e pelo Desenvolvimento Sustentável”.

Quero, de início, deixar claro que entendo esse documento como uma carta compromisso com os brasileiros, com a nação.

Rejeito qualquer interpretação de que seja dirigida a mim, em busca de apoio.

Seria um amesquinhamento dos propósitos manifestados por Aécio imaginar que eles se dirigem a uma pessoa e não aos cidadãos e cidadãs brasileiros.

E seria um equívoco absoluto e uma ofensa imaginar que me tomo por detentora de poderes que são do povo ou que poderia vir a ser individualmente destinatária de  promessas ou compromissos.

Os compromissos explicitados e assinados por Aécio têm como única destinatária a nação e a ela deve ser dada satisfação sobre seu cumprimento.

E é apenas nessa condição que os avaliei para orientar minha posição neste segundo turno das eleições presidenciais.

Estamos vivendo nestas eleições uma experiência intensa dos desafios da política. Para mim eles começaram há um ano, quando fiz com Eduardo Campos a aliança que nos trouxe até aqui.

Pela primeira vez, a coligação de partidos se dava exclusivamente por meio de um programa, colocando as soluções para o país acima dos interesses específicos de cada um.

Em curto espaço de tempo, e sofrendo os ataques destrutivos de uma política patrimonialista, atrasada e movida por projetos de poder pelo poder, mantivemos nosso rumo, amadurecemos, fizemos a nova política na prática.

Os partidos de nossa aliança tomaram suas decisões e as anunciaram.

Hoje estou diante de minha decisão como cidadã e como parte do debate que está estabelecido na sociedade brasileira.

Me posicionarei.

Prefiro ser criticada lutando por aquilo que acredito ser o melhor para o Brasil, do que me tornar prisioneira do labirinto da defesa do meu interesse próprio, onde todos os caminhos e portas que percorresse e passasse, só me levariam ao abismo de meus interesses pessoais.

A política para mim não pode ser apenas, como diz Bauman, a arte de prometer as mesmas coisas.

Parodiando-o, eu digo que não pode ser a arte de fazer as mesmas coisas.

Ou seja, as velhas alianças pragmáticas, desqualificadas, sem o suporte de um programa a partir do qual dialogar com a nação.

Vejo no documento assinado por Aécio mais um elo no encadeamento de momentos históricos que fizeram bem ao Brasil e construíram a plataforma sobre a qual nos erguemos nas últimas décadas.

Ao final da presidência de Fernando Henrique Cardoso, a sociedade brasileira demonstrou que queria a alternância de poder, mas não a perda da estabilidade econômica.

E isso foi inequivocamente acatado pelo então candidato da oposição, Lula, num reconhecimento do mérito de seu antecessor e  de que precisaria dessas conquistas para levar adiante o seu projeto de governo.

Agora, novamente, temos um momento em que a alternância de poder fará bem ao Brasil, e o que precisa ser reafirmado é o caminho dos avanços sociais, mas com gestão competente do Estado e com estabilidade econômica, agora abalada com a volta da inflação e a insegurança trazida pelo desmantelamento de importantes instituições públicas.

Aécio retoma o fio da meada virtuoso e corretamente manifesta-se na forma de um compromisso forte, a exemplo de Lula em 2002, que assumiu compromissos com a manutenção do Plano Real, abrindo diálogo com os setores produtivos.

Doze anos depois, temos um passo adiante, uma segunda carta aos brasileiros, intitulada: “Juntos pela democracia, a inclusão social e o desenvolvimento sustentável”.

Destaco os compromissos que me parecem cruciais na carta de Aécio:

O respeito aos valores democráticos, a ampliação dos espaços de exercício da democracia e o resgate das instituições de Estado.

A valorização da diversidade sociocultural brasileira e o combate a toda forma de discriminação.

A reforma política, a começar pelo fim da reeleição para cargos executivos, que tem sido fonte de corrupção e mau uso das instituições de Estado.

Sermos capazes de entender que, no mundo atual, a ampliação da participação popular no processo deliberativo, através da utilização das redes sociais, de conselhos e das audiências públicas sobre temas importantes, não se choca com os princípios da democracia representativa, que têm que ser preservados.

Compromissos sociais avançados com a Educação, a Saúde, a Reforma Agrária.

Prevenção frente a vulnerabilidade da juventude, rejeitando a prevalência da ótica da punição.

Lei para o Bolsa Família, transformando-o em programa de Estado

Compromissos socioambientais de desmatamento zero, políticas corretas de Unidades de Conservação, trato adequado da questão energética, com diversificação de fontes e geração distribuída.

Inédita determinação de preparar o país para enfrentar as mudanças climáticas e fazer a transição para uma economia de baixo carbono, assumindo protagonismo global nessa área.

Manutenção das conquistas e compromisso de assegurar os direitos indígenas, de comunidades quilombolas e outras populações tradicionais. Manutenção da prerrogativa do Poder Executivo na demarcação de Terras indígenas

Compromissos com as bases constitucionais da federação, fortalecendo estados e municípios e colocando o desenvolvimento regional como eixo central da discussão do Pacto Federativo.

Finalmente, destaco e apoio o apelo à união do Brasil e à busca de consenso para construir uma sociedade mais justa, democrática, decente e sustentável.

Entendo que os compromissos assumidos por Aécio são a base sobre a qual o pais pode dialogar de maneira saudável sobre seu presente e seu futuro.

É preciso, e faço um apelo enfático nesse sentido, que saiamos do território da política destrutiva para conseguir ver com clareza os temas estratégicos para o desenvolvimento do país e com tranquilidade para debatê-los tendo como horizonte o bem comum.

Não podemos mais continuar apostando no ódio, na calúnia e na desconstrução de pessoas e propostas apenas pela disputa de poder que dividem o Brasil.

O preço a pagar por isso é muito caro: é a estagnação do Brasil, com a retirada da ética das relações políticas.

É a substituição da diversidade pelo estigma, é a substituição da identidade nacional pela identidade partidária raivosa e vingativa.

É ferir de morte a democracia.

Chegou o momento de interromper esse caminho suicida e apostar, mais uma vez, na alternância de poder sob a batuta da sociedade, dos interesses do País e do bem comum.

É com esse sentimento que, tendo em vista os compromissos assumidos por Aécio Neves, declaro meu voto e meu apoio neste segundo turno.

Votarei em Aécio e o apoiarei, votando nesses compromissos,  dando um crédito de confiança à sinceridade de propósitos do candidato e de seu partido e, principalmente, entregando à sociedade brasileira a tarefa de exigir que sejam cumpridos.

Faço esta declaração como cidadã brasileira independente que continuará livre e coerentemente, suas lutas e batalhas no caminho que escolheu.

Não estou com isso fazendo nenhum acordo ou aliança para governar.

O que me move é minha consciência e assumo a responsabilidade pelas minhas escolhas.