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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Balanço de 2015 - Editorial o Globo.


O ano em que se confirmou o fim do modelo lulopetista

Historiadores não seguem o calendário gregoriano. Por método, dividem os fatos em ciclos, por sobre a convenção de se limitar o ano a 12 meses. Getúlio, na primeira encarnação, por exemplo, perdurou sete anos, de 1930 até o golpe do Estado Novo, e por aí segue.

Hoje, concluem-se os primeiros 12 meses do segundo mandato de Dilma. São, portanto, cinco anos de Dilma no poder, e também 13 de PT no Palácio do Planalto, todos com Dilma em postos proeminentes: ministra de Minas e Energia, chefe da Casa Civil, presidente da República. Com o detalhe de ter presidido o Conselho de Administração da Petrobras de 2003 até disputar as eleições presidenciais de 2010.

Dilma é o fio condutor pelo qual o lulopetismo põe em prática o projeto dos sonhos: dirigista, concentrador de rendas da sociedade no Estado, este aparelhado pelo partido, a fim de redistribuir o dinheiro do contribuinte para fazer o “bem” ao pobres e aos empresários escolhidos para ser futuros “campeões nacionais”.

Portanto, a seriíssima crise na qual Dilma 1 embalou o Brasil precisa ser colocada numa contexto amplo. Esses 12 meses de 2015 são apenas a menor parcela de um experimento catastrófico. Ele foi sinalizado a partir do final do primeiro mandato de Lula, quando, afastado José Dirceu da Casa Civil, Dilma, a substituta, rejeitou, por “rudimentar”, a proposta que lhe foi apresentada pelos ministros da Fazenda e Planejamento, Antonio Palocci e Paulo Bernardo, para impedir que as despesas públicas crescessem mais que o PIB. A ideia, correta, sensata, livraria o país desta que deve ser a mais grave crise desde a provocada pela Grande Depressão americana, em 1929/30. Consta que Lula, sempre ardiloso, ordenou a Dilma matar na origem aquela proposta, contrária ao ideário do “Estado forte”.

Já a crise mundial iniciada em 2008, com a explosão da bolha imobiliária-financeira americana, serviu de pretexto para o início de implementação do “novo marco macroeconômico”, ainda com Lula no poder, sob inspiração da ministra Dilma, coadjuvada por Guido Mantega, na Fazenda. Que ela manteria no primeiro mandato, juntando-se aos dois o secretário do Tesouro Arno Augustin, o mago da “contabilidade criativa”, das pedaladas e outros truques. Gastos sem controle, descuido com a inflação, manipulação do câmbio e de preços administrados se constituem a fórmula básica que destruiu a Venezuela chavista e desestabilizou a Argentina kirchnerista, aparecendo aos brasileiros mais distraídos apenas neste ano. Antes sufocada por razões eleitoreiras, a crise desabrochou: inflação em dois dígitos, déficits fiscais cavalares, recessão grave e desemprego em alta rebaixam a nota de risco do país para nível especulativo e elevam a cotação de papéis que servem como seguro contra uma quebra do Brasil, os CDS (Credit Default Swaps). (gráficos)

Entra-se na fase final do ciclo da política econômica lulopetista. Haverá pelo menos mais um capítulo, com o economista Nelson Barbosa, transferido do Planejamento para a Fazenda, no lugar de Joaquim Levy. Barbosa, próximo ao PT, fará o que a economista Dilma quiser. Também por isso é dito que 2015 não acaba hoje. E ainda não é possível saber até onde irá.


Impossível domar o bom monstro - Murilo de Aragão.

A matriz econômica que criou as empresas campeãs, a complacência com a inflação, as regras intervencionistas nas concessões de PPPs, as intervenções desastrosas no setor de energia, do açúcar e do álcool, o controle irracional de preços administrados, a inconsistência regulatória e a insegurança jurídica fortaleceram o monstro que é a economia brasileira. Nossa economia está disfuncional. Não apenas pela crise econômica nem somente pelas investigações da Operação Lava-Jato, mas pelo descompasso entre as respostas do mundo político à situação que se apresenta.

No passado recente, as intenções eram as melhores possíveis: acelerar o crescimento, criar empresas nacionais com robustez internacional, distribuir renda e aliviar os problemas sociais crônicos. Uma espécie de Frankenstein, um bom monstro. O projeto, porém, tinha pés de barro e cabeça de vento. Não deu certo. Não há crescimento sustentável na base da bolsa TJLP sem regras claras e segurança jurídica.

A impossibilidade de domar o bom monstro se revela no fato de que, mesmo tendo boas intenções, ele não é bom. Sua essência, como tal, pressupõe interesses que, aparentemente, bons não são. O bom monstro existiria para a prática de uma espécie de colonização dos interesses do povo. Um sistema gerado pela soberba ideológica justificado a partir de um ideário de boas intenções. Numa sociedade de paspalhos e néscios, as boas intenções seriam suficientes para nos resgatar do fracasso. Mas não é bem assim que o mundo real funciona. Nem deve ser assim por aqui.

Qualquer projeto de poder que assuma a direção dos destinos dos homens com uma vocação salvacionista deve ser repelido como escravagista e colonizador. Não é o caminho certo para se construir uma sociedade livre e responsável, de direitos e deveres. Não faz sentido superlotar uma sociedade de benesses sem lhe dar a noção de direitos e responsabilidades. Não funcionou nos países socialistas, apesar da força da ditadura que tentou implantar tal modelo social e econômico.

No Brasil de hoje, não havia clareza de que as benesses eram condicionadas ao momento fiscal. Sacrificou-se o equilíbrio da nação para manter a distribuição de recursos para os programas sociais. Com isso, o governo enganou a todos, já que, no limite, podemos entrar em default. É a síndrome do bom monstro que tudo faz para agradar. Inclusive, sem querer, matar a todos.

Hoje, o bom monstro nos mata com a inflação recorde, o desemprego e o desinvestimento. Infelizmente, a recessão e o insucesso não fizeram, ainda, com que o bom monstro fosse para o Polo Norte ou sumisse da humanidade, como no romance de Mary Shelley. Vamos penar algum tempo até que o fracasso seja grande o suficiente para forçar um novo jogo. A opção do momento é tentar conciliar as boas intenções do bom monstro com a dura realidade atual.

As chances de dar errado são imensas. Não é hora de conciliar. Mas, sim, de enfrentar os desafios e reconhecer o fracasso da matriz econômica que robusteceu o monstro que nos escraviza. Em não acontecendo o desafio fatal, prosseguiremos em nossa sina de acreditar que o monstro é apenas desastrado. Disse a poetisa portuguesa Florbela Espanca: “de tudo o que nós fazemos de sincero e bem intencionado alguma coisa fica.” Digo eu: até mesmo os efeitos perversos de nossas escolhas e de nossos fracassos. 

Um dia sem risadas é um dia desperdiçado 002 - Por Antonio Morais


Ladislau Camilo, já com  oito décadas nos costados, foi acometido de uma  enfermidade grave e foi parar no hospital. Depois de duas semanas hospitalizado o medico recomendou que a família  o levasse para o seio do lar, realizar seus últimos desejos.

Em casa  a família  arrumou um quarto e  mantinha sempre um familiar dando a devida assistência. Um dia, Ladislau  sentiu um cheiro de um pão de arroz vindo da cozinha e balbuciou quase inaudível para a nora que  o acompanhava  no momento: Imaculada vai na cozinha e trás um pedaço  daquele pão de arroz pra mim.

Imaculada foi e voltou sem trazer.  O velho se danou. Virou um siri na lata. Que velha mais miserável. O que ela falou? Dona Rosário disse que não. O pão de arroz é para o povo que vem para o velório.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Testemunhas atestam ligação de Lula com tríplex reformado pela OAS.


Uma a uma, as explicações do ex-presidente sobre sua relação com empreiteiras do petrolão vão ruindo

O ex-presidente Lula é conhecido pela capacidade retórica de vergar a realidade ao sabor de seus interesses. Quando ainda estava no Planalto, essa habilidade fez dele um líder popular. 

Hoje, a capacidade do petista de retorcer os fatos parece cada vez mais reduzida. Com frequência, Lula tem sido cabalmente desmentido por eles. Recentemente, para ficar em um exemplo, o ex-presidente ensaiou dizer que não era tão amigo assim do pecuarista José Carlos Bumlai, preso na Operação Lava-Jato por intermediar tenebrosas transações com personagens do petrolão em nome do próprio Lula e do PT. 

Bastaram algumas fotos encontradas entre os arquivos apreendidos com Bumlai para que a tentativa do petista de se descolar do amigo ruísse: as imagens mostravam que o pecuarista, homem de livre acesso ao gabinete mais importante da República durante o governo Lula, desfrutava a intimidade da família do ex-presidente. Esse modo de dar de ombros a cada nova revelação desabonadora ligando Lula ao maior escândalo da história do país virou hábito. Na semana passada, houve um novíssimo desmentido, também embalado por evidências incontornáveis.

Lula passou o ano de 2015 negando ser o dono de um apartamento tríplex de 297 metros quadrados em um prédio de frente para o mar do Guarujá, em São Paulo, construído e reformado sob medida pela OAS, uma das principais empreiteiras do petrolão. 

Atraído pelo preço convidativo, o ex-presidente decidiu investir no imóvel logo depois de seu lançamento, há pouco mais de dez anos. O edifício, àquela altura, era uma obra da Bancoop, a cooperativa ligada ao PT que, sob o comando do notório João Vaccari Neto, tesoureiro do partido, foi à bancarrota depois de se transformar em uma sucursal dos malfeitos petistas. Com a falência da Bancoop, mais de 3?000 famílias ficaram sem receber os imóveis negociados com a cooperativa. O mais ilustre dos petistas, porém, não ficaria no prejuízo. Como VEJA revelou em abril, após um pedido feito pelo próprio Lula a Léo Pinheiro, seu amigo e o principal executivo da OAS, a empreiteira não apenas assumiu a construção do prédio como ofereceu uma atenção especial, repleta de mimos, à unidade reservada para o ex-presidente.

O agrado da empreiteira a Lula custou caro. A OAS gastou 700?000 reais para deixar o apartamento ao gosto da família do ex. O tríplex, avaliado em 2,5 milhões de reais, passou por uma repaginação completa: o piso foi trocado, os acabamentos de gesso foram refeitos, a cozinha foi equipada com móveis de primeira linha e um elevador foi instalado para interligar os três andares. A reforma foi acompanhada de perto pela família do ex-presidente - a ex-primeira-dama Marisa Letícia, o próprio Lula e Fábio Luís, o Lulinha, primogênito do casal, visitaram o local durante as obras. Estava tudo caminhando para que o apartamento dos Lula da Silva na praia fosse finalmente inaugurado pela família. Até que vieram a Lava-Jato e, com ela, a descoberta do privilégio bancado pela OAS. Lula, como era de esperar, correu para tentar se descolar do imóvel. Logo passou a negar que fosse o proprietário. Alegou que a família tinha apenas a opção de compra de um apartamento - uma esperteza óbvia, já que o tríplex está registrado em nome da OAS.

Como versões mal-ajambradas e tentativas de manipulação da realidade têm perna curta, a negativa de Lula não demorou para ruir. Uma investigação do Ministério Público de São Paulo colheu depoimentos de diferentes testemunhas que atestam que o apartamento do edifício Solaris foi, sim, construído e reformado pela OAS para a família do ex-presidente. Mais do que isso, os promotores, os mesmos que já investigavam os desvios milionários na Bancoop, agora apuram se a empreiteira do petrolão usou apartamentos no prédio do Guarujá para lavar dinheiro e beneficiar indevidamente figurões como Lula. 

Os depoimentos colhidos pela promotoria e revelados na semana passada pelo jornal Folha de S.Paulo confirmam o que VEJA publicou em outubro e trazem detalhes de como a reforma no apartamento de Lula estava envolta em uma aura de segredo para que ninguém suspeitasse de nada. Um engenheiro que trabalhava para a OAS quando a obra foi executada contou que Lula fez uma "vistoria-padrão" no apartamento. Ele disse que apenas abriu a porta do tríplex para que o ex-presidente entrasse - lá dentro, Lula foi acompanhado pelo coordenador de engenharia da empreiteira. O dono da empresa especializada em reformas contratada pela OAS para remodelar o apartamento disse que estava na obra quando foi surpreendido pela chegada da ex-primeira-dama Marisa Letícia e de mais três homens - entre eles Lulinha e ninguém menos que o então presidente da OAS, Léo Pinheiro, o amigo de Lula que mais tarde viria a ser preso pela Lava-Jato. 

O zelador do prédio contou aos promotores que Lula e Marisa estiveram no imóvel pelo menos duas vezes e que, para a chegada dos visitantes ilustres, a OAS ordenou que o prédio passasse por uma limpeza e fosse decorado com "arranjos florais". O zelador disse ainda que, durante uma das visitas, seguranças de Lula travaram o elevador enquanto o petista estava no imóvel, o que fez com que moradores de outros apartamentos se queixassem.

A promotoria deve concluir em breve o inquérito e tende a ajuizar um processo contra os envolvidos no caso. Ao mesmo tempo que agradava Lula, a OAS multiplicava o saldo devedor de outros mutuários da Bancoop que haviam adquirido apartamentos. Do empresário Walter Didário, por exemplo, a empreiteira cobrou 600.000 reais além do que ele já tinha pago. "Eu me sinto um completo idiota", diz ele. A construção do edifício e a luxuosa reforma no tríplex não foram os únicos favores prestados pela empreiteira a Lula. Como VEJA revelou, a OAS bancou ainda a reforma do sítio que a família frequenta em Atibaia (SP).


Relatora revigora esperança da oposição na cassação de Dilma pelo TSE.

No início do ano, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, na condição de relatora do processo que pedia a cassação da chapa Dilma-Temer, votou pelo arquivamento da principal ação proposta pelo PSDB. O entendimento da ministra, naquele momento, era de que não cabia a tramitação do processo.

No julgamento do recurso proposto pelo PSDB, o plenário do TSE concluiu que a ação deveria prosseguir, derrubando assim, o voto da relatora.

A acusação consiste no fato de que a campanha petista em 2014 teria cometido abuso do poder econômico e político, uso da máquina pública, além de ter custeado despesas eleitorais com dinheiro desviado da Petrobras.

A sequência da tramitação, pelas recentes declarações da ministra, dá mostras de que atualmente ela enxerga o caso de outra maneira.

Recentemente, ela teria confidenciado a algumas pessoas que o volume de informações disponíveis hoje é bem maior e que agora pode ver a ação com outros olhos. 

De fato, o processo agora está recheado de informações da Operação Lava Jato, entre as quais documentos que mencionam o repasse de dinheiro ao PT e ao ex-tesoureiro João Vaccari Neto, preso em Curitiba. Além da delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC, onde afirma que pagou R$ 20,5 milhões em propina ao PT, entre 2004 e 2014.

Um caso extremamente contundente já descoberto e apurado, versa sobre uma microempresa denominada 'Ângela Maria do Nascimento Sorocaba – ME'. O CNPJ foi criado dois meses antes da eleição, com a única finalidade de atender a campanha do PT e emitiu R$ 1,6 milhão em notas para o comitê de Dilma. A empresa nunca prestou serviço, não tem sede e a suposta proprietária é uma empregada doméstica que trabalhou como cabo eleitoral na campanha grampeando cartazes em cavalete.

A tramitação será retomada no dia 1º de fevereiro, com o fim das férias do Judiciário.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Otávio Azevedo entregou Dilma Rousseff


Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, recebeu Edinho Silva e Giles Azevedo em seu escritório.

Ele relatou aos procuradores que os dois principais assessores de Dilma Rousseff foram exigir 100 milhões de reais para a campanha presidencial.

Há dois pontos explosivos no depoimento de Otávio Azevedo, segundo nossas fontes na Lava Jato:

1 - Edinho Silva e Giles Azevedo achacaram a Andrade Gutierrez, dizendo que a empreiteira perderia seus contratos com o governo caso não pagasse.

2 - O pagamento foi feito por dentro e por fora.

Otávio Azevedo vai detalhar esses pagamentos para a campanha presidencial assim que Teori Zavascki e Rodrigo Janot homologarem o acordo de delação premiada.

Os procuradores da Lava Jato estão esperando. O TSE está esperando. O impeachment está esperando.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Sextilhas bem humoradas - Por Antonio Morais


Quando Jorge W. Bush visitou o Brasil foi difícil, quase impossível fazer a medição e avaliar qual dos dois presidentes era o mais arrogante e prepotente. Bush ou Lula.

Os dois se igualavam no "contar vantagens e cagar goma". Na despedida rabisquei estas sextilhas, bem humoradas, atribuindo ao dialogo final da visita americana ao Brasil :

Lula.
Bush veio ao Brasil,
Para ver se aprendia:
Nem canta como cantava,
Nem sabe como sabia....
Perdeu todo seu requinte
Adeus, "insigne partinte".

Bush.
Lula, tua aresia
Deixou-me mal satisfeito :
Sei mais do que já sabia,
Tenho mais força no peito,
Deixas de ser tão pedante :
Adeus, "insigne ficante".

O destino de Dilma - O Globo.


Ex-ministro, ex- presidente do Supremo Tribunal Federal.

No último dia 17, a relatora do processo, ministra Maria Thereza de Assis Moura, mandou notificar os advogados de Dilma Rousseff.

No início de fevereiro, a defesa precisará contestar as acusações, juntar documentos, indicar a lista de testemunhas e requerer a produção de provas, inclusive documentais.

Os quatro dias seguintes serão dedicados aos depoimentos de testemunhas da defesa e da acusação.

Em seguida, a relatora do processo terá cinco dias para determinar as diligências finais.

Ao fim desse prazo, PT, PSDB e Ministério Público Federal terão cinco dias para apresentar as alegações finais.

Encerrado o prazo das alegações, o processo irá para a relatora e, no dia seguinte, deverá ser julgado no plenário do TSE.

Se os prazos forem seguidos, diz O Globo, "o destino de Dilma estará selado pelo TSE no fim de fevereiro".

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

DEU A CABRA – Por Dr. José Ferreira.


Um texto de agradável leitura sobre Antônio Ferreira, o português de Várzea-Alegre, aquele que criou os filhos  diferente do que Lula cria os dele.

Veja:

Já havia chegada em Várzea-Alegre. Ali, como no restante da pátria amada, o jogo do bicho já era conhecido  e todos podiam jogar, livremente, fazer sua fezinha.

José Pinto, esposo de Dona Adélia  Pimpim, pai de Sérgio, Dulceria e Lili, boas criaturas, era o único banqueiro. Eu tinha 09 anos e ia passando. Andando, fagueiro e despreocupado, como todo menino despreocupado e fagueiro. Seu Zezinho cortava uma tiras de cerca de 30 centímetros de alto por 05 de largura, as dividia em dez pedacinhos, e, com  carimbos de cajazeira fazia os dez bilhetinhos de cada bicho. 
Sentindo-me capaz de realizar tal proeza, perguntei se lhe podia ajudar. Amável e cavalheiresco, aceitou minha cooperação. terminada a coleção de 250 bilhetinhos, dez de cada um dos 25 bichos, ele tirou um deles e me deu dizendo: Se der, venha buscar seu premio. São quatro mil reis.

A corrida era as três da tarde, e, ás quatro passei por lá acidentalmente, ele me chamou, conferiu meu bilhete e, como tinha sido premiado, me deu os quatro mil reis. Era muito dinheiro.
Corri para loja para dar a noticia a papai, que, por certo, exultaria de feliz, pensei. Desfilei minha historia, ganhei quatro mil reis na cabra.

Que cabra seu José? Você tem cabra? Você vende cabra? Procurei explicar, direitinho a coisa toda. Eu ajudei a seu Zezinho, ele me deu um bilhete da cabra, o bilhete foi premiado aí ele me deu  quatro mil reis. Disse mostrando envaidecido a dinheirama.

Papai me fitando enternecidamente,  disse a certa altura. Quer dizer que cabra é numero seis, não é isto? Neste caso, o senhor vai levar seis bolos e distribuir o dinheiro com os pedintes, na rua. Tomou a régua disciplinadora e, em cada mãozinha afortunada me meteu três bolos, perguntando-me, depois de encerrar nosso amigável entendimento: quantas vezes você já viu seu pai jogando? Era festa de São Raimundo e facilmente encontrei com quem  distribuir a fortuna.

Processo de impeachment estará encerrado até março - Por Eduardo Cunha


O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse na noite desta segunda-feira, em entrevista à TV Câmara, que o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff estará resolvido até março de 2016. 

Ele disse que o governo da presidente Dilma Rousseff está vivendo um "momento de contestação" e que hoje ele não tem mais do que 200 votos de apoio na Câmara. Cunha afirmou que nunca um presidente foi alvo de tantos pedidos de impeachmet e que "PT e PMDB já deram o que tinham que dar juntos numa aliança". 

Ele disse que o presidente da Câmara não pode ser "empregado" do Executivo e avisou que a Casa continuará sendo uma "trava" ao aumento de impostos.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Amor de Deus.


Um dia todo mundo tem que atravessar seus desertos. Momentos onde a solidão se faz tão presente que parece ter um corpo. A dor faz o tempo ficar lento, demora, doe, tudo parece parar. É neste momento que o ser humano descobre o que são fardos. Os fortes encontram a escada que os fará subir, os fracos se perdem em lamentações, saem buscando os culpado.

Aí está a diferença entre passar pelo deserto e o permanecer nele. Os que resistem, os que persistem racionam a água, caminham um pouco mais, dão um passo além das forças. Os que desanimam bebem toda a água do cantil, esperam pelo milagre que não virá pois todo milagre é fruto de uma ação positiva. Se hoje você está atravessando o seu deserto seja ele o mais seco do mundo não importa em algum canto dele você encontrará um oásis.

Na nossa vida oásis são os amigos que não nos abandonam são aquelas pessoas desconhecidas que se preocupam com o próximo é a fé que todos nós temos e renova a esperança.

Mantenha a racionalidade e uma certeza: você vai atravessá-lo! Não desista de nada não desista de você! A poeira vai abaixar, a tempestade vai passar, e, depois de tudo o sol vai brilhar por você.

A esperança é essa brisa que sopra seus cabelos e a força que nos empurra para a vitória é o amor de Deus que nunca nos abandona.

FELIZ NATAL.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O Sonho - Por Antonio Morais


Quando Abravanel anunciou os 25 números premiados foi aquela algazarra. O bodegueiro quando soube da novidade reabriu o crédito fornecendo meia caixa de cerveja e um galeto.

Não demorou muito chegaram pelo correio as passagens aérias que levariam o novo milionário a conhecer Sílvio Santos no "Topa tudo por dinheiro".

A mulher matou uma galinha caipira e fez uma lata de farofa para a merenda da viagem. Não sabia que era falta de educação falar com a boca cheia, e, haja farofa no paletó do Deputado José Guimarães, que retornava do recebimento da "Medalha Papai Raimundo",  em Várzea-Alegre, e teve o infortúnio de viajar lado a lado com o emergente.

Quando estava no rola rola atracado com a Sheila do Tchan, recebeu um balde dágua fria no rosto : Acorda coisa ruim, vai trabalhar. Chega bêbado de madrugada depois quer dormir até o meio dia.

Era a mulher acordando-o do sonho para mais um dia de batente.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Fim de uma era - Por Antonio Morais.


O sempre discreto e comedido ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, relator da Lava Jato na corte, desabafou em uma roda de amigos: “O PT e o PMDB vão acabar”. A conversa aconteceu durante um almoço em Porto Alegre, neste mês. 

Entre uma taça e outra de vinho, ele demonstrava seu espanto com a magnitude, a profundidade e o número de pessoas envolvidas nos casos de corrupção apurados por esta investigação. 

Diante do que ele já sabe, acha que não sobrará pedra sobre pedra.

Esse juiz fala com a propriedade de quem conhece o lamaçal produzido  pelo PT e o PMDB juntos. Uma pena que o PT chegue ao fim, logo agora que estava se preparando  para  chegar ao poder em Várzea-Alegre. 

Estou rindo, dizem que um dia sem rizada é um dia desperdiçado.

A coragem pessoal de Dom Quintino - Por Padre Azarias Sobreira


Dom Quintino.

Está na memória de todos o que foi a revolução de Juazeiro, em 1914.
Sabe-se que, constrita, por mais de um mês, dentro de um imenso círculo de valados, a revolução, afinal, saltou fora das trincheiras, renunciou à simples defensiva e arremeteu contra Crato, onde se haviam aquartelado as forças legais.

Mil duzentos e sessenta e quatro homens de luta, jeitosamente escolhidos, tomaram, mais depressa do que era lícito prever, a cidade vizinha, um ano depois elevada à sede do bispado. Rendido Crato, estava moralmente derribado o governo que ali pusera as suas tropas.

Fácil é de imaginar o acabrunhamento dos vencidos e, sobretudo, a audácia dos vencedores. Pois bem. Em meio à cidade deserta, pela fuga em massa dos seus habitantes, um homem ficou sereno, impertérrito, como a desafiar a fúria dos assaltantes.

Esse homem era monsenhor Quintino, então vigário, e, menos de dois anos depois, o primeiro bispo de Crato. Isto, porém, pouco significaria, se não fosse ele, como era, o alvo preferido de certa parte dos triunfadores, exatamente os mais ignorantes, fanáticos e impulsivos.

Sentinela avançada, desde 1900, da autoridade diocesana, no alto sertão, executor de todas as ordens emanadas de Roma e de Fortaleza, em relação ao padre Cícero, grave e notória era a atmosfera de prevenções e malquerenças acumuladas contra ele, ao explodir a revolução assoberbante.

Apenas tomada a praça, um punhado de fanáticos, mesmo a despeito de formal recomendação do padre Cícero, batia, a coice de rifle, à porta do pároco temerário.
Não quebrem, que vou abrir soou, de dentro, uma voz firme e articulada.

Logo após, franqueada a porta, penetrava na sala uma dezena de jagunços, em trajos berrantes de cangaceiro, agora defrontados com um sacerdote inerme, em cuja fisionomia ninguém leu um sobressalto.

Que pretendem os senhores? Indagou o vigário, quebrando, tranquilamente, o silêncio.

Nós queremos é um dinheirinho.

Aqui têm o que lhes posso dar, replicou o ministro de Deus, tirando do bolso e entregando uma nota de 10$000.

Mas nós queremos, ainda, uma coisa, insistiram os recém-chegados. É que seu vigário deixe de mão meu padrinho Cícero. E, nhôr sim. Porque agora chegou o tempo de acabar com aquelas perseguições...

Monsenhor Quintino, então, assenhoreando-se do lance, interrompeu a arenga e falou em tom imperativo: Isso é com os meus superiores e só com eles. A mais ninguém tenho que prestar contas dos meus atos. E os senhores tratem, já, de desocupar minha casa.Desconsertados com o corajoso e imprevisto da réplica, os fanáticos foram saindo, um atrás do outro, sem mais adiantar palavras àquele homem superior.

E foi assim, sem uma curvatura em meio às capitulações do momento, que viveu aquela, como as outras horas da sua existência, o nobre representante da Igreja. 

domingo, 20 de dezembro de 2015

O destino de quem se misturou com o Lula - Por Antonio Morais

Deputado Federal Aníbal Gomes.

A reunião se deu no sitio Varzinha na cidade de Várzea-Alegre. Vereadores e lideranças esperavam o deputado Aníbal Gomes para  um acerto de apoiamento.  

O deputado  chegou num carro possante, parecia mais um avião, e, sem que ninguém  lhe perguntasse afirmou : "Isso é carro de quem vota em Lula".

Na busca e apreensão que realizaram na Câmara na terça-feira ultima, Dezembro de 2015, policiais federais tinham um único alvo, o deputado Aníbal Gomes.

Depois de contarem com a ajuda da segurança da Casa para abrir o gabinete do peemedebista cearense, que foi vasculhado, os agentes da PF pediram todo o backup dos computadores dele, inclusive mensagens apagadas.

Denunciado por delatores fica fácil entender que nem só o carro era de quem votou no Lula, a gasolina também era do "Petrolão". 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

De Volta - Por Antonio Morais


Não foi a discurso piedoso, chorão e mentiroso do Lula que me seduziu e fez votar com o PT no seu primeiro mandato. Eu não votei no Lula, eu votei contra Fernando Henrique Cardoso.

Lula assumiu e converteu a si e ao PT em tudo aquilo que combateu durante suas existências.

Aliou-se ao que de pior existia na politica brasileira : Sarney, Maluf, Collor, Renan, Jader, Romero, Eunício e a cambada foi autorizada a cometer todo tipo de crime, rebatizados por "mal feitos".

Eu escrevia para vários Blog da região, fui expulso do quadro de colaboradores de alguns pelo simples fato de afirmar em meus escritos : "Isso não vai dar certo".

Hoje, mudando o tempo do verbo, posso afirmar que não deu certo. O todo poderoso ex-futuro presidente da república José Dirceu está no xadrez, lhe fazem companhia vários ex-dirigentes do partido, políticos, ministros e empresários denunciados, condenados e presos.

Vislumbra-se, no presente, um país quebrado, povo endividado, desempregado, juros e inflação altas e, o pior, um governo sem rumo, sem leme, sem direção com uma divida publica de aproximadamente três trilhões de reais e um sistema de distribuição de renda imoral. 

O governo, o PT e o Lula propalam muito a pobreza. Muito bem, da mesa de cima resulta a mesa de baixo, enquanto a mesa de baixo sustenta a mesa de cima. 

Se delicie do café da manhã se for capaz.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Encerramento de atividades do Blog - Por Antonio Morais


Quando nascemos abrimos os olhos para o mundo, dentro de um ambiente que se nos vai tornando familiar, à proporção que os anos passam e à medida que nos vamos integrando nele. Tudo em torno de nós começa, aos poucos, a fazer parte da nossa própria vida até que, toma aspecto comum, sem que disso nos vamos dando conta.
A vida decorre placidamente, entremeada apenas por ligeiros encrespamentos, quando o próprio acervo do teatro em que nos movimentamos, desperta, e sai da sua casa quase letargia. Nossa imaginação se perde em fantasiar uma vida mais ativa, mais cheia de imprevistos que nos proporcione algo mais palpável, para satisfazer os nossos anseios. O tempo passa, os primeiros arroubos são amortecidos e aí, então, acontece o que não esperávamos. Basta que distanciemos da paisagem amiga que nos acolheu e abrigou para que comecemos a sentir nostalgia e darmos vida a aquilo que, às vezes, passava despercebido. Longe começamos a rever, na imaginação, nos mínimos detalhes, aquele todo que nos pareceu tão igual, invariável e quase insignificante. Sentimos algo se movimentar dentro de nós, uma sensação esquisita, agradável e benéfica que faz com que nos transportemos, pelo espaço ilimitado, e nos façamos presente ao tempo longínquo. Assim é que sem sabermos por que, aquelas pequenas coisas que nada significavam outrora, atuam em nosso espírito e despertam sentimentos que não supúnhamos fossem capazes de existir.

Passamos a viver com a sombra das imagens de tudo que deixamos para trás, e a dar vida e movimento ao que, ate então, estava inanimado. Vêem-se recordações do tempo de nossa infância em que, livres e despreocupados, percorríamos alegres as veredas do incógnito para atingimos uma meta até certo ponto imaginaria. Chegamos à quadra da nossa juventude quando os sonhos e as ilusões preenchiam totalmente aquela existência descuidada. Entramos então na realidade presente e vemos que todos esses pensamentos, que povoam o nosso cérebro cansado, são resultantes da saudade que nos atinge.
Começamos a nos interessar por informações que constam do nosso banco de dados, algumas delas contemporâneas, vividas e outras repassadas em conversas com pessoas que já não se encontram em nosso meio. Na ausência de registros oficiais, essas informações verbais vão surgindo, pouco a pouco, e muitas vezes bem ao gosto das conveniências e dos interesses de cada época e cada povo, tornando-se reais para as gerações futuras.

O Blog do Antonio Morais será um arquivo com informações onde poderemos encontrar algumas passagens da historia de minha terra Várzea-Alegre.

Aos meus netos Ana Thays, João Pedro, Aluísio, Flora e os que vierem depois deles.

Um arquivo  genealógico com  informações importantissimas da  historia religiosa e politica da cidade.

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Estamos encerrando as atividades com o mesmo texto que postamos no seu inicio  em 21  janeiro de 2009.

Obrigado a todos que direta ou indiretamente contribuíram com  coletânea de costumes e verve de nossa gente alegre e feliz.

Paz e bem a todos.

Antonio Alves de Morais

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Fechando o cerco - Por Merval Pereira.


Se Lula desconfiava, conforme relatos, de que o objetivo final da Operação Lava-Jato é ele, ontem deve ter tido certeza disso. Nunca a Operação Lava-Jato chegou tão perto dele, por enquanto apenas na retórica de seus procuradores ou do próprio Juiz Sérgio Moro, mas com ações que se aproximam cada vez mais de denúncias que envolvem diretamente Lula no esquema de desvio de dinheiro da Petrobras.

O procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, afirmou em entrevista coletiva para explicar a nova fase – sugestivamente chamada de “Nessum Dorma” (“Ninguém dorme”) - que ‘não tem dúvida nenhuma’ de que os escândalos de corrupção da história recente do País – Mensalão, Petrolão e Eletronuclear – tiveram origem na Casa Civil do Governo Lula, cujo titular mais famoso, o ex-ministro José Dirceu, está preso pela segunda vez.
  
Ele não apenas insinuou, mas garantiu que as investigações indicam que foi montado um esquema de compra de apoio político para o governo federal conectados entre si desde o mensalão, pela mesma organização criminosa e pessoas ligadas aos partidos políticos.

Já o juiz Sérgio Moro escreveu em um de seus despachos condenado o ex-tesoureiro do PT João Vaccari que “(...) A corrupção gerou impacto no processo político democrático, contaminando-o com recursos criminosos, o que reputo especialmente reprovável. Talvez seja essa, mais do que o enriquecimento ilícito dos agentes públicos, o elemento mais reprovável do esquema criminoso da Petrobras, a contaminação da esfera política pela influência do crime, com prejuízos ao processo político democrático. A corrupção com pagamento de propina de milhões de reais e tendo por consequência prejuízo equivalente aos cofres públicos e a afetação do processo político democrático merece reprovação especial."

 Juntando-se essas afirmações ao fato de que a operação “Nessun Dorma” apura a propina na Diretoria Internacional da Petrobras de 2007 a 2013, ocupada por Nestor Cerveró, que negocia uma delação premiada com o Ministério Público, tem-se que além das negociatas da Eletronuclear, estão sendo investigadas ações como o superfaturamento do contrato da sonda Vitória 10.000 que, segundo Cerveró, foi feita a mando do próprio presidente da Petrobras à época, José Sérgio Gabrielli, para saldar dívidas de campanha de Lula com o grupo Schahin.

Na proposta de Cerveró para a delação premiada, que ainda não foi aceita, ele afirma que Gabrielli lhe disse que a ordem veio “do homem lá de cima”, numa referência clara ao então presidente Lula.

O operador Julio Camargo, em cuja delação premiada aparece a acusação ao presidente da Câmara Eduardo Cunha, disse que representava a Samsung na transação do navio-sonda Vitória 10?000 e confessou ter pago 25 milhões de dólares a diretores e intermediários, incluindo aí o próprio Cerveró.

O ex-diretor da área internacional contou aos procuradores da Operação Lava-Jato que os contratos de compra e operação da sonda Vitória 10?000 foram direcionados à construtora Schahin com o propósito de saldar dívidas da campanha presidencial de Lula, em 2006 com o banco do mesmo nome.

Esse caso está ligado a outro, mais nebuloso, envolvendo o assassinato do prefeito Celso Daniel, e foi revelado à época do mensalão numa tentativa mal sucedida do lobista Marcos Valério de fazer uma delação premiada para se livrar da penas de mais de 40 anos a que foi condenado na ocasião.

Ele revelou que foi procurado pelo PT para pagar uma quantia em dinheiro a uma pessoa que ameaçava revelar detalhes do caso Celso Daniel, acusando líderes do PT pela morte. Segundo ele, que teria se recusado a entrar no esquema, coube ao pecuarista José Carlos Bumlai, amigo pessoal de Lula, fazer o pagamento, pelo qual contraiu um empréstimo de 6 milhões de reais no Banco Schahin, quantia que teria sido paga como parte da propina da sonda.

O próprio Milton Schahin admitiu ter emprestado 12 milhões de reais ao amigo de Lula, em declarações à revista Piaui, mas diz que não é obrigado a saber o que  faria com o dinheiro. Bumlai era a única pessoa que tinha autorização para entrar no Palácio do Planalto a qualquer hora, sem audiência marcada, de acordo com um aviso que havia na portaria do Palácio, com sua foto para que não houvesse engano.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O que Lula não tem - Por Ricardo Noblat


Viver é muito perigoso. Mas viver no limite da irresponsabilidade é muito mais. Há quem goste. Soa como um desafio.

Exemplo: quanto não deve excitar Lula a proximidade da sombra da Lava Jato?

As informações reunidas pelo juiz Sérgio Moro comprometem Lula com o que começou de fato a acontecer durante o seu segundo governo. Era preciso pagar dívidas da campanha de 2006. A saída? Roubar a Petrobras.

Lula é um sobrevivente (cuidado com sobreviventes. Acham-se capazes de tudo).

Sobreviveu à seca no Nordeste, à miséria em São Paulo, aos riscos da vida sindical na ditadura de 64, e a três derrotas seguidas para presidente.

O candidato antes favorável à limitação do direito de propriedade privada, ao aborto e à estatização dos bancos, virou o Lulinha Paz e Amor e, afinal, elegeu-se.

Um dos segredos do seu sucesso: a falta de princípios. Poderia repetir a sério o que o comediante norte-americano Groucho Marx afirmou fazendo graça: “Esses são meus princípios. Mas se você não gosta deles, tenho outros”.

Lula por ele: “Sou uma metamorfose ambulante”. Lula por Hélio Bicudo, fundador do PT: “Ele só está em busca de vantagem para ele e para sua família”.

Na semana passada, Lula reuniu-se com Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados. Pediu-lhe que segurasse qualquer pedido de impeachment contra Dilma.

Indecorosa atitude! Um pedido de impeachment que respeite os preceitos legais deve ser mandado adiante. O presidente da Câmara exorbitaria dos seus poderes se o retivesse.

Se sabe disso, Lula não se importa. No seu primeiro governo, telefonou para José Viegas, Ministro da Defesa, intercedendo pelo advogado Roberto Teixeira. Havia morado de graça em um apartamento dele em São Bernardo.

Pediu a Viegas para facilitar a vida de Teixeira, interessado nos espaços ocupados pela massa falida da Transbrasil em aeroportos país a fora. Um ótimo negócio.

A Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT condenado no caso do mensalão, Lula pedia para esconder acesa a cigarrilha que fumava quando era alvo de fotógrafos.

Ao senador que o procurou em 2006 dizendo que Marcos Valério, operador do mensalão, queria dinheiro para ficar calado, Lula limitou-se a perguntar: “Você procurou Okamotto?” Paulo Okamotto, hoje, preside o Instituto Lula.

Valério jamais abriu a boca. Quando tentou era tarde. Pegou 40 anos de cadeia.

Lula escapou depois de se dizer traído pelos mensaleiros e entregar a cabeça de José Dirceu.

Nega-se a admitir que o mensalão existiu. Mas pediu o voto de quatro ministros do Supremo Tribunal Federal em favor dos mensaleiros. Um dos ministros: Gilmar Mendes.

O mesmo que assistiu, certa vez, a uma cena inesquecível. Estava na antessala do gabinete de Lula, no Palácio do Planalto, quando o viu sair acompanhado de José Sérgio Gabrielli, então presidente da Petrobras.

“Veja só, Gilmar. Um Procurador da Fazenda, no Rio, está chantageando a Petrobras”, narrou Lula. “Eu falei pro Gabrielli: Por que você não manda grampear ele?” Grampo é crime.

Lula não vê nada de mais em ter informado ao Exército, ao completar 18 anos, que media dois centímetros a mais do que media. Não se conforma em ter menos de um metro e setenta.

Nem vê nada demais no fato do seu filho mais velho ter enriquecido enquanto ele presidia o país.

Lula considera natural ter enriquecido prestando serviços a empresários, e de nessa condição aspirar a um novo mandato de presidente.

Ilegal não seria. Seria simplesmente  imoral.

sábado, 19 de setembro de 2015

Lula diz que a situação de Dilma “é gravíssima” - Ricardo Noblat

No que é mesmo que Lula ajuda Dilma quando vazam comentários feitos por ele durante encontros com seguidores e aliados?

Quase sempre o que ele diz, ou a maioria das coisas que diz, só serve para enfraquecer Dilma. E ele continua a dizê-las apesar disso.

Não foi assim em junho último quando Lula afirmou a um grupo de religiosos que Dilma e ele estavam no volume morto, e o PT abaixo do volume morto?

Na ocasião, ele acusou Dilma de ter mentido muito para se reeleger, criticou o governo por ineficiente, e se queixou de ser pouco escutado pela presidente.

Ele fala, fala, ela escuta, mas não faz o que Lula manda. Em resumo seria isso. De fato, é isso. Aconteceu outra vez nesta semana.

Lula desembarcou em Brasília com o propósito de sugerir a Dilma mudanças na política econômica, na composição do governo e no relacionamento com os partidos aliados.

Se dependesse dele, Joaquim Levy deixaria o Ministério da Fazenda para Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central no governo Lula; haveria nova inflexão na política econômica na direção da aposta no consumo; e Aloizio Mercadante acabaria defenestrado da chefia da Casa Civil.

No lugar dele entraria Jaques Wagner, atual Ministro da Defesa, homem de confiança de Lula, mas com fama de não gostar de pegar no pesado.

A coordenação política do governo seria entregue ao PMDB. E Dilma procuraria atuar mais afinada com seu vice Michel Temer.

Nada disso aconteceu ou acontecerá.

Então para não parecer que já não manda tanto assim em Dilma, Lula deixou vazar que viajará aos Estados em defesa do ajuste fiscal – logo do ajuste que ele tem condenado duramente entre amigos.

Deixou vazar também que pediu a Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, para segurar qualquer pedido de impeachment contra Dilma. E por qual motivo?

Porque se Eduardo não segurar, o impeachment irá adiante com o apoio das ruas. Afinal, como teria dito Lula a Eduardo, a situação de Dilma “é gravíssima”.

É ou não é procedimento de quem está realmente interessado em fortalecer a presidente?

Foi Lula, uma vez, quem se definiu como uma verdadeira “metamorfose ambulante”.

A metamorfose já teve mais força. E já fez mais sucesso.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Nota de falecimento - Por Ricardo Noblat


Já não está mais entre os vivos “a mulher de Lula”, a “gestora” mais competente do que ele, apta a dar continuidade à nobre tarefa de melhorar a vida dos pobres sem esquecer-se de forrar os bolsos dos ricos.

Descansa em paz desde a semana passada quando o Brasil perdeu o título de país bom pagador. Ficam seus exemplos de fé, perseverança, dedicação e de certa dificuldade em se fazer entender.

O infausto acontecimento havia sido precedido de outro de igual natureza.

Refiro-me ao passamento, depois de longa agonia, da “faxineira ética”, que escolheu seguir convivendo com ministros investigados sob a suspeita de ferir a lei.

Um deles por omitir da Justiça dinheiro recebido por fora para pagar despesas de campanha. O outro por extorquir empresários com o mesmo objetivo.

“A faxineira ética” se tornara conhecida como tal ao demitir seis ministros de Estado no seu primeiro ano de governo. Nunca se viu nada parecido na centenária história da República brasileira.

Diante de reles indícios de que eles haviam aproveitado os cargos para roubar ou facilitar o roubo, ela não hesitou. Veloz como um raio, sacou da caneta e fuzilou-os sem piedade. ''Hasta la vista, baby”!

Estreia digna de um Oscar de efeitos especiais.

Pena que o resto do filme não tenha sido condizente com o seu início. Ministros demitidos indicaram seus substitutos ou foram contemplados com outras sinecuras.

Ao mensalão, sucedeu a roubalheira apurada pela Lava Jato. Lula jura que não sabia do mensalão. A “ex-faxineira”, que tampouco sabia do saque à Petrobras. Triste fim!

O que resta dos atributos agregados pelo marketing à imagem pública da chefona de maus bofes, detestada pelos seus subordinados, centralizadora em excesso por se julgar uma sábia, quando, na verdade, é uma mulher insegura e solitária?

Quis o destino, com a ajuda dela, que fosse assim. Quis Lula, com os votos que já teve, que ela se elegesse e se reelegesse.

É a criatura que costuma se rebelar contra o criador. Lula merece o rêmio de melhor roteiro por se insurgir como criador contra sua criatura. Quer distância dela. E torce em silêncio pela sua possível desgraça.

Assim poderá passar à oposição ao novo governo na esperança de voltar à presidência em 2018. “Aquela mulher”, ele repete, amargo, entre amigos.

Cada vez mais enfraquecida, ela se mantém no cargo graças ao fato de que foi eleita. Não é pouca coisa. Deveria bastar. Mas, não. Balança.

Não é crime de responsabilidade governar de maneira desastrosa. Nem ter mentido à farta para se eleger.

Também não é crime ser impopular, rejeitada por oito em dez brasileiros. Seis em dez querem seu impeachment. Se ocorrerá? E como? E em que data?

Certa vez, perguntaram a Louis Armstrong, cantor e trompetista, um dos ícones da música negra norte-americana: “O que é jazz?” Ele respondeu: “Quando ouvir você saberá”.

Você saberá quando estiver madura a ocasião para se abrir o processo de impeachment.  Impeachment não depende só de desejo. Nem mesmo de maioria de votos no Congresso.

Haverá de acontecer se as circunstâncias o determinarem.

E se as contas do governo de 2014 forem rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União? E se a Câmara entender que as “pedaladas fiscais” do governo violaram a lei?

Por outro lado,e se Fernando Baiano, ex-operador de propinas do PMDB na Petrobras, fizer revelações que alcancem os caciques do partido?

sábado, 12 de setembro de 2015

Lulalá? - POR MERVAL PEREIRA


Lula, que continua com um faro político inegável, já viu que no momento o melhor é ficar na oposição. Como para ele esse malabarismo é coisa de criança, continuará dando sugestões à sua criatura, como se não tivesse culpa de nada do que acontece no país, e ao mesmo tempo ficará contra o ajuste fiscal que, segundo ele, só gera desemprego e sofrimento.

Tenho a sensação de que chegará um dia, mais cedo ou mais tarde, que o conselho de Lula será para que Dilma desapegue da presidência da República, deixando a batata quente para o vice Michel Temer. O PT iria assim para a oposição, preparando-se para tentar voltar ao poder em 2018, provavelmente com Lula.

Essa estratégia, no entanto, pode esbarrar nas investigações da Operação Lava-Jato, que, finalmente, podem chegar a Lula. Digo finalmente por que qualquer cidadão minimamente inteligente estranhava que tendo sido presidente da República durante o período em que o mensalão e o petrolão foram organizados, Lula estivesse fora das investigações.

 O delegado Josélio Sousa, da Polícia Federal, está fazendo o óbvio querendo interrogar presidentes que até agora foram poupados inexplicavelmente das investigações do Lava-Jato: o do país à época em que os fatos aconteceram e maior beneficiário deles, o ex-presidente Lula, e os presidentes da Petrobras José Eduardo Dutra e José Gabrielli.

Ele pediu autorização ao STF para interrogá-los, embora não tenham direito a foro privilegiado, por que o inquérito em que aparecem como suspeitos de atividades ilegais arrola vários políticos com mandato eletivo.

Como o relator no Supremo do Lava-Jato Teori Zavascki vai consultar o Procurador-Geral da República, é provável que a autorização seja dada por que Rodrigo Janot já encaminhou ao STF um pedido para investigar Lula devido a brindes que teria recebido de empreiteiras, revelados pelo dono da UTC em sua delação premiada.

 Partindo de uma lógica corriqueira, o delegado diz que, “na condição de mandatário máximo do país” na ocasião, Lula “pode ter sido beneficiado pelo esquema […], obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidário sustentada à custa de negócios ilícitos na referida estatal.”

Nada mais lógico que isso, e já começava a incomodar o cidadão comum a sensação de que a Justiça considera Lula um ser acima de qualquer suspeita, quando todos os escândalos descobertos a partir do mensalão aconteceram justamente na sua gestão, e ele foi, sem dúvida, o maior beneficiário dos esquemas montados, pois se destinavam primeiramente a montar uma base parlamentar que o apoiasse.

Os benefícios pessoais que daí adviriam são consequências lógicas de qualquer esquema corrupto. O ex-presidente já está sendo investigado pelo Ministério Público de Brasília com relação ao tráfico de influência, inclusive internacional, que utilizou em benefício da Odebrecht, sendo a recíproca verdadeira segundo diversos indícios que estão sendo apurados.

Não apenas a Odebrecht, mas também outras empreiteiras, como a OAS, teriam feito favores a Lula e sua família, como a obra no tríplex do Guarujá que Lula insiste em dizer que não é de sua família, embora dona Mariza Letícia tenha, segundo ele, cotas do condomínio que ainda não foram resgatadas.

Essas cotas, coincidentemente, correspondem ao tríplex, que poderá assim vir a ser uma propriedade dos Lula da Silva, mas ainda não é. O que é preciso investigar é o que dona Mariza andou fazendo por lá a ponto de dar a impressão a moradores de que estaria coordenando as reformas do apartamento.

“Atenta ao aspecto político dos acontecimentos, a presente investigação não pode se furtar de trazer à luz da apuração dos fatos a pessoa do então presidente da República”, alega o delegado da Polícia Federal. 

É justamente essa postura “atenta” da Polícia Federal e do Ministério Público que pode levar as investigações a bom termo. Mesmo que eventualmente o ministro Zavascki não autorize a investigação desta vez, se ela seguir o rumo correto como vem sendo feito até agora será inevitável que chegue a Lula. 

A desmoralização do PT como partido político é um fato. A popularidade de Lula já não é o que foi, e sua imagem está desgastada diante das revelações da Lava-Jato. Vai ser difícil a metamorfose ambulante se recuperar a ponto de poder voltar à disputa presidencial.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Reza atrapalhada - Por Antonio Morais

Moravam no sitio Formiga, localizado entre a sede do municipio e o Roçado Dentro, lugarejo onde a cada 13 de Dezembro reuniam-se centenas de fiéis e devotos de Santa Luzia para venerá-la. Gente de todas as localidades compareciam para pagar promessas e ex-votos. 

Os 14 filhos do casal José Alves de Menezes, Zezinho da Formiga e Maria Anacleta de Menezes, tanto as moças quanto os rapazes eram de finíssima educação social e religiosa, porém, de tanto exigirem pretendentes a altura, casaram-se apenas dois, os demais ficaram na prateleira.

Naquela casa, um cuidava do outro como quem cuidava de um filho que não tivera.

Quando atingiram a idade de 60 a 70 anos, firmaram maior fervor na sua religiosidade. Todo dia, à noitinha, se reuniam, na sala da casa e, rezavam o terço, coisa em desuso nos dias atuais.

Josefa, a irmã mais velha, ia tirando a reza enquanto os demais respondiam.

Na sala, existia uma pequena mesa onde, em cima, se colocava um santuário com as imagens e embaixo o cachorro Joly costumava fazer o seu descanso.

Um belo dia, de repente, surgiu uma catinga insuportável na hora da reza e se deu essa tragédia:

Josefa disse:

Ave Maria cheia de graças,
O Senhor é convosco.
Bendita sois vós,

"Chico ponha pra fora esse cachorro,
Que está bufando fedorento",

Entre as mulheres,
Bendito fruto do vosso ventre.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Antes e depois - Por Antonio Morais.

Há alguns anos  quando a agência STANDART POOR'S  selou o Brasil como  bom  pagador o Lula  saiu mundo a fora contando vantagens e  cagando goma.  Pra ele o país  era o Brasil e ele era o Cara.

Hoje, quando   a mesma  agência retira o selo de bom pagador o Cara silencia, desaparece, e, o que vemos - Vem o deputado  José Guimarães e debocha, diz que não é uma "agenciazinha" qualquer  do fim do mundo que  vai  interferir  na economia  do Brasil.

O deputado Guimarães entende que os investidores internacionais são como  os assessores do PT,  usam suas cuecas para transportar,  aplicar e depositar  seus investimentos.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Dilma assinou a lei e declara que não a respeita - Por Antonio Morais

"Segundo  definição do ex-governador do Ceará Ciro Gomes  o  Governo Dilma é um amontoado de ladrões  chefiados por Michel Temer".

Eu acho que não passa de  uma quadrilha  de amigos associados  chefiados por Lula e Dilma. 

Petistas doentes, cegos, imbecis e idiotas chegam a dizer que a Dilma assinou uma lei para combater  a corrupção. Inverdade deslavada. Atua em sentido contrario para impedir a aplicação da lei.

Os corruptos  são os seus amigos e convidados a fazer parte da quadrilha, muitos denunciados, condenados,  na cadeia e outros a caminho.

E, a comandante da  pilantragem  declara que não respeita delator,  não respeita a lei. A lei que ela assinou.

Assim é que chegamos onde estamos.  Pais quebrado, no fundo  do poço, desmoralizado  politicamente  e economicamente aqui e mundo a fora.

A presidente encurralada, escondida,  cercada pela proteção do  exercito sem poder  sair as ruas. Exercito que ela tanto  desprezou.

sábado, 5 de setembro de 2015

Para refletir - Por Antonio Morais


Há 6 anos estando eu em Várzea-Alegre fui convidado para  uma reunião politica no Sitio Varzinha. Um grupo de vereadores negociava o seu apoiamento ao Deputado Federal Aníbal Gomes. O deputado chegou num  carro luxuoso  e sem que ninguém lhe perguntasse disse apontando para o automóvel :  "isso é  carro de quem  vota no Lula".


No mesmo dia, o Jornal Nacional  mostrava o Deputado Cândido  Vacarezza no plenário da CPI do Cachoeira  passando uma mensagem  para o governador do Rio de  Janeiro Sérgio Cabral  dizendo : Não  te preocupes " você é meu e eu sou seu".

Cabe  aquele dito popular :  nada melhor do que um dia atrás do outro.  O deputado Aníbal  teve melhor sorte ainda é deputado e Vacarezza não se reelegeu.  Porém,  ambos estão  denunciados e sob os cuidados do Supremo Tribunal Federal.

Lula é malandro, pilantra. Fascina, seduz, ilude e quem  se misturou com ele se enrolou todo,  está denunciado a justiça, condenado, preso  ou a caminho.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Morreu Maria Preá - Por Itanildo Medeiros

Morreu Maria Preá!!!
Esse ditado famoso
Eu comecei a pesquisar
Porque fiquei curioso.
Depois de revirar tudo
Descobri com muito estudo
E pergunta em banda de lata,
Que um padre num interior
Tinha um chamego, um amor,
Um caso com uma beata.

Bonita e muito formosa
Maria Preá é o seu nome
Essa beata fogosa
Do padre tirava a fome,
E sempre que ele podia
Com ela ele se escondia
Pra poderem se agarrar.
Mas um dia o sacristão
Flagrou os dois num colchão,
O padre e Maria Preá.

E depois dessa orgia
O padre perdeu o sossego.
O sacristão todo dia
Alegava esse chamego
E chantageava o vigário,
Fazia ele de otário
Ameaçando contar.
Deixava o padre com medo
Que vazasse esse segredo
Dele e Maria Preá.

Sem saber o que fizesse
Com o sacristão lhe explorando
Pois tudo que ele quisesse
O padre ia logo dando,
Com medo que a cidade
Descobrindo essa verdade
Ficasse escandalizada,
Pediu a Deus uma luz
Pra lhe tirar dessa cruz
Dessa exploração cerrada.

Até que um dia o vigário
Viajou pra ali pertinho.
Foi rezar um novenário
Num município vizinho.
Esqueceu de um documento
E notando o esquecimento
Parou no meio da estrada,
Deu meia volta e voltou,
Mas quando em casa chegou,
Ah, que surpresa danada!!!

O padre entrando apressado
Na casa paroquial,
Viu o sacristão curvado
Em decúbito dorsal,
Nu da cintura pra baixo
Por trás dele um outro macho
Numa movimentação
Que o padre, vendo, notava
Que o rapaz encalcava
O trazeiro do sacristão.

Assistindo aquela cena
Mas lembrando do passado,
O padre ficou com pena
E também aliviado.
Mas, mesmo com a vergonha
Daquela cena medonha,
O padre gritou de lá:
“Sacristão, se oriente
Pois, pra nós, daqui pra frente,
MORREU MARIA PREÁ”.

Quem se habilita a identificar? - Por Antonio Morais.



O quem se habilita de hoje presta uma homenagem especial ao nosso amigo Cyrle Máximo, o maior fisionomista varzealegrense de todos os tempos. Fazemos em reconhecimento a sua colaboração para com o Blog do Sanharol. Aguardamos a identificação. 

Ora Senhor! Muito facil.

Grande abraço Cyrle.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Dr. Humberto e Mundim do Sapo - Por Antonio Morais


Dr. Humberto Macário.

Mundim do Sapo.

Mundim do Sapo transferiu o domicilio de Várzea-Alegre para o Crato. Precisava  botar os filhos para estudar.  Fixou residencia à Rua Monsenhor  Esmeraldo  depois da linha férrea. Neste época a fabrica da Coca-cola ficava próximo. 

O filho Raimundo, voltava da aula e de passagem  pela referida fabrica atirou uma pedra  na Placa luminosa, bateu de um lado e saiu do outro, deixando-a cheia de buracos. O vigia observou Raimundo entrando em casa, ligou para o gerente da fabrica que  foi a casa do Mundim com a muzenga, de pauta com o diabo. 

Enquanto o homem falava o circo ia se formando, a vizinhada toda assistindo  o afoito gerente. Mundim do Sapo calado o tempo todo, não tinha razão e nem tinha o dinheiro para pagar o prejuízo.

Por fim o homem  baixou a sentença: amanha, 08 horas, no meu escritório com o dinheiro da placa, do contrario  vai ter cadeia.

Seis da manha, Mundim do Sapo estava na casa do Dr. Humberto que além de ser seu grande amigo era o  prefeito do Crato à época. 

O que foi Raimundão que você não me deixou dormir hoje?  Disse Dr. Humberto.

Mundim contou a historia. 

Dr. Humberto ligou para o gerente da coca-cola: aqui é Dr. Humberto Macário.

Diga Dr. Humberto, mande as ordens.

Eu quero que você levante os prejuizos  que o filho de um amigo meu provocou com a destruição de uma placa da sua empresa e mande receber  comigo. Não vá mais na casa dele, porque ele não pode pagar e vai se encabular e aborrecer você.

Nada Dr. Humberto, foi nada não,  foi só um trincão de fácil recuperação. Aqui o senhor manda!...

De qualquer forma se houver despesas é comigo.

Pronto Raimundão, está resolvido. Pode ir pra casa tranquilo. Disse Dr. Humberto.

Quando Mundim chegou em casa, o vizinho que assistiu o circo do dia anterior perguntou:

Como foi, seu Mundim, o homem amansou?

Mundim do Sapo parou um pouco e respondeu: Eu estumei Dr. Humberto nele.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

VERÃO NORDESTINO.


Uma mão pequena  e tímida toca ao portão.
Um pão dormido satisfaz a suja mão.
O adolescente segue de porta achando que é gente, que é cidadão.
Acha que é merecedor da pena que carrega.
O céu só o quer sob o signo do sofrimento.
Deus, o recompensa, pensa.
Estamos em Setembro.
É o verão, e o verão todos meses terríveis.
O sertanejo olha para o céu e se lenitiva.
Dois instantes de amargura.
O silencio no campo poeirento amedronta.
Os demônios descansam e os santos ressoam.
Nenhum som de trovão,  de cachoeira e nem mesmo de goteira.
Balança-se a rede  e a criança resmunga, pensando que é gente, que é cidadã. Resmungar  vai ser sempre sua fala. 
O velho fuma cachimbo dá-lha a impressão de ser gente.
É um cidadão.
Olha o olho do sol e lagrimeja.
Vê as coisas deformadas, como todas as coisas que lhe ensinaram,  em toda sua vida, os pais, os padres, os pastores e os políticos.
Reza, pede, resmunga e sonha.
Seu sonha lhe dá vida que desperto não tem. Este é  um pouco do cenário do inicio do verão do sertão do nordeste.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Entrevista de emprego - Por Antonio Morais

Lembrando uma tirada do Vicente Estevão Duarte, o saudoso Vicente Cesário. Um rapazinho recomendado pelo Deputado Otacílio Correia foi falar emprego na barbearia do Vicente. Recebido com lhaneza no trato e muita cordialidade, mas, antes de contratá-lo Veio a entrevista:

Você bebe?

Não senhor, Deus me defenda.

E fumar, você fuma?

Também não, detesto cigarro.

Frequenta o Ingém Veio?

Não sei nem o que é isto, nem onde fica.

Ingém Veio é um cabaré. Você já foi lá?

Não senhor, nunca botei os pés nesse lugar.

Então, eu sinto muito, mas o emprego não serve para você. Todo mundo bebe, fuma e frequenta o Ingém Veio. Com um currículum como o seu, é bom ir procurar emprego num convento.

domingo, 23 de agosto de 2015

Reza atrapalhada - Por Antonio Morais

Moravam no sitio Formiga, entre a sede do municipio e o Roçado Dentro, local onde a cada 13 de Dezembro reuniam-se centenas de fieis e devotos de Santa Luzia para venerá-la.

Gente de todas as localidades compareciam para pagar promessas e ex-votos. Dos filhos da família, em numero de 12, tanto as moças quanto os rapazes eram de finíssima hospitalidade e de tanto escolherem pretendentes a altura, não se casaram, ficaram todos na prateleira.

A união reinava naquela casa, um cuidava do outro como quem cuidava de um filho que não tivera. Quando atingiram a idade de 50 e 60 anos, firmaram maior fervor na sua religiosidade. Todo dia, à noitinha, se reuniam, na sala da casa e, rezavam o terço, coisa bastante difícil nos dias atuais.

Na introdução cantavam " A nós descei e Queremos Deus", e a seguir Josefa, a irmã mais velha, ia tirando a reza enquanto os demais respondiam.

Na sala, existia uma pequena mesa onde, em cima, se colocava um santuário com as imagens e embaixo um cachorro costumava fazer o seu merecido descanso.

Um belo dia, de repente, surgiu uma catinga desagradável e se deu essa tragedia:

Josefa disse:

Ave Maria cheia de graças,
O Senhor é convosco.
Bendita sois vós,
Chico ponha pra fora esse cachorro,
Que está bufando fedorento,
Entre as mulheres,
Bendito fruto do vosso ventre.....

Imediatamente foi atendida. O cachorro foi retirado da sala, mesmo sem se ter tanta certeza que ele era o responsável pela contaminação gasosa.

Havia uma desconfiança, pois no almoço fora servido um baião de dois com fava, farofa com cebola, batata doce e toucinho torrado.

Demorou pouco e a catinga de bufa dominou novamente o ambiente, e desta feita, o cachorro já não poderia receber a culpa, faltaram com respeito a Santa Luzia. Foi, então  que Zefa encarou o irmão dizendo:  Chico crie vergonha e vá cagar no terreiro.

Troca do Santo - Por Antonio Morais

Um camelô de Juazeiro do Norte vendeu um Santo Antônio a um religioso do Crato afirmando que era São Benedito. 

O ingênio devoto levou o quadro para benzer na igreja e descobriu a fraude. Desconfiado, o homem desembrulhou a moldura e pediu :

Padre, benza aqui este São Benedito.

São Benedito? Não, meu filho, este aqui é Santo Antônio, de fato ambos trajam marrom e carregam o Menino Jesus nos braços. A diferença é que Santo Antônio é branco e São Benedito é preto! 

Disse o sacerdote.

Injuriado, o romeiro voltou ao local da compra exigindo o dinheiro de volta. A desculpa do camelô não poderia ter sido mais original : 

O padre está enganado. Depois que Michael Jackson fez desbotamento de pele a moda pegou e até São Benedito aderiu. 

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

O aleijadinho!

De repente, o leão salta da jaula, e vai para cima do público. Dentes rugidos à mostra. Bate o pavor. As pessoas começaram a correr. Caos total.

Um aleijadinho, de cadeiras de rodas, se esforçava para sair dali. Alguns, ao verem o pobre deficiente, gritavam para acudir:

- Olha o aleijadinho! Olha o aleijadinho!

O aleijadinho manobrava desesperadamente sua cadeira... e o bichão chegando.

- Olha o aleijadinho! Olha o aleijadinho!

E o aleijado, sem poder aguentar gritou:

Bando de fela da puta...! DEIXEM O LEÃO ESCOLHER SOZINHO!

Soparia do Perreira - Por Antonio Morais


Na década de 60 do século passado, na rua Major Joaquim Alves, em Várzea-Alegre ficava a "Soparia do Pereira". Nos finais de semana, dias de festas no Recreio Social era dia e noite aberta. Terminados os bailes todos acorriam  ao local  para se servir de  canja de galinha com macarrão.

A higiene  não era  a primeira qualificação do ambiente e eram  constantes as reclamações dos frequentadores. Um belo dia, José Pereira, o proprietário e garçom  chegou para mulher e disse: Maria, estão reclamando  que a sopa está com gosto de baigon!  Ela deu uma tremenda rabissaca e respondeu: Tem quem agrade a esse povo não. Ontem mesmo estavam reclamando que estava com gosto de barata.