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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Faltou quebrar o sigilo da delação da Odebrecht - Por Ricardo Noblat

Foi política a decisão da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), de homologar a delação premiada dos 77 executivos da Odebrecht sem quebrar o sigilo sobre seu conteúdo.

Decisão alguma de magistrado é unicamente jurídica. Leva em conta o que diz a lei, mas a interpreta a seu gosto - e também a conjuntura política do país. Se não fosse assim, o voto sempre seria unânime nos tribunais.

Cármen poderia ter deixado a homologação para o substituto do ministro Teori Zavascki a ser nomeado pelo presidente Michel Temer. Ou para o substituto de Teori na relatoria da Lava Jato a ser definido pelo STF.

Manda o regimento interno do STF que o novo ministro herde os processos do ministro a quem sucede. Mas também permite que os processos sejam redistribuídos entre os demais os ministros restantes.

Foi política a decisão de Temer de preferir esperar que o STF designe o relator da Lava Jato para só depois indicar o substituto de Teori. Assim como política foi a decisão de Cármen de concordar com a ideia.

A ideia pode até ter sido dela e apenas aceita por Temer, mas isso importa menos. Os dois jogam afinados. Temer foi autor do primeiro lance, preocupado em que não se diga que quer controlar a Lava Jato.

Cármen foi autora do segundo, o de manter sigilo sobre o conteúdo das delações. A quebra do sigilo, logo esta semana, poderia tumultuar as eleições para presidentes da Câmara e do Senado.

Temer aposta na reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na Câmara e na eleição de Eunício Oliveira (PMDB-CE) no Senado. Conta com o apoio deles para aprovar no Congresso as reformas que prometeu fazer.

Com uma mão, Cármen ficou bem na foto ao homologar a delação. Era o que se esperava dela. Com a outra, ficou bem com Temer e mal na foto ao manter o conteúdo da delação em segredo. Não era o que se esperava dela.

Caberá ao novo relator da Lava Jato dar o passo que Cármen não ousou dar. Antes que decida fazê-lo ou não, é provável que sejamos contemplados a qualquer momento com vazamentos seletivos das delações.

Já somos crescidinhos o bastante para conhecermos a verdade. Servi-la em pílulas só alimenta especulações e aumenta a desconfiança nos poderes da República.

Um país que atravessou dois impeachments de presidentes da República em menos de 25 anos sem que a democracia fosse ameaçada, é um país maduro e que merece respeito.

Por cinco meses, no ano passado, tivemos dois presidentes - um afastado do cargo, mas empenhado em voltar; e o outro interino e desejando permanecer. Cada um deles tinha sua própria bíblia.

Onde mais algo de parecido aconteceu sem abalar o regime e sem provocar mortos e feridos? Só no Vaticano, onde dois papas ainda convivem. Ocorre que, ali, eles seguem a mesma bíblia.

012 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais


Foto - Brigadeiro José Macedo e Antônio Melito Sampaio.

Antônio Melito Sampaio e seus irmãos, Brigadeiro José Sampaio Macedo e Dr.Otacílio Macedo são responsáveis pelas melhores estórias do Crato. Todos muito inteligentes, dotados de um humor irônico, sarcástico.

O Melito contava suas piadas ou fazia suas presepadas extremamente sério. Não ria de forma nenhuma. Só interiormente! Costumava fazer ponto na Praça Siqueira Campos pela manhã. Era produtor, dono de engenho. 

O Brigadeiro era reformado da Aeronáutica, tendo sido o primeiro comandante da Base Aérea de Fortaleza. Participou da Revolução de 32, como legalista, combatendo as forças paulistas com ataques aéreos. Em 1934 comandou uma tropa de 54 homens que tentou prender o famoso Lampião.

Chegou a travar tiroteio, sendo atingido no tornozelo, deixando-o com uma seqüela. Lembro-me, bem menino, tê-lo visto fazendo rasantes no Crato, dando “loops” e “parafusos”. Voava quase na vertical, parava o motor e o avião vinha caindo em parafuso. Era a chamada “folha seca”. Tudo isso em teco-teco! Aliás, o primeiro pouso de avião no Crato foi na década de trinta, pilotado pelo Brigadeiro.

O avião ainda estava taxiando, quando populares correram para junto do avião. Um deles, parente do Brigadeiro, foi degolado pelo avião. Outra façanha do Brigadeiro foi estabelecer as bases para a implantação do Correio Aéreo Nacional, juntamente com o Marechal Casimiro Montenegro Filho. Enquanto o, então, tenente Montenegro vinha estabelecendo as bases do sul para o Ceará, o Brigadeiro fazia o percurso contrário. Também era produtor, no Crato, dono de engenho.

O Dr. Otacílio era médico, excelente orador e jogador profissional de baralho. Mas a sua grande vocação mesmo era o jornalismo. Patrono da cadeira nº 13 do Instituto Cultural do Cariri. 

Ficou famosa a entrevista que ele conseguiu com o Lampião, quando esteve em Juazeiro do Norte. Foi a melhor entrevista concedida pelo famoso cangaceiro. Os irmãos Macedo tinham mesmo uma tendência a envolver-se com o Lampião... O interessante é que não se falavam entre si, mas não deixavam de participar das conversas, na praça. Com um detalhe: para se dirigirem um ao outro, precisavam de um “intérprete”. Caso o Brigadeiro quisesse dizer alguma coisa para o Melito, falava para o “intérprete”. Este repetia tudo, mesmo estando a uma distância de menos de meio metro um do outro. Em seguida o Melito respondia, e o “intérprete” repassava para o Brigadeiro... O Luís  Martins conviveu muito de perto com todos eles. Recorda-se com muito carinho das estórias dos Macedo.


Relatório da Comissão de Transição chegará ao TCM e ao Ministério Público apontando falhas da gestão Vanderlei Freire.


O relatório da Comissão de Transição do governo Vanderlei Freire para a nova administração da cidade já está nas mãos do prefeito Zé Helder (PMDB), que agora deverá encaminhá-lo ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas dos Municípios, seguindo a Instrução Normativa 01/2016.

Em Várzea Alegre, a equipe de transição foi montada, sob orientação do Ministério Público, através do Promotor de Justiça, Paulo Roberto Cristo da Cruz Albuquerque, por meio da Recomendação 009/2016, assinada em 04 de outubro de 2016.

A Comissão de Transição foi instalada em 17 de novembro de 2016, e obedecendo a determinações legais, foi destituída em 1º de janeiro de 2017.

Algumas falhas no repasse de informações do governo anterior para a atual gestão foram citadas no relatório, como a não entrega pela equipe daquele governo, do relatório contábil, o que impossibilita ter informações concretas, por exemplo, de restos a pagar. 

A Comissão de Transição também pediu informações com relação a contratos de obras, a estes pedidos, a documentação enviada pelo governo passado não foi considerada satisfatória, impossibilitando a avaliação real das obras no que se refere à conferência de dados contábeis, licitações, contratos e execução de obras.

Outra folha descrita no relatório final da Comissão de Transição é que o Inventário Patrimonial, com bens móveis adquiridos no ano de 2016, não consta no sistema de Controle Interno da Prefeitura e não há registro de tombamento. Diante do quadro, os bens mencionados pela equipe do governo passado, não foram localizados, embora tenha sido gasto, R$ 680.446,79 (Seiscentos e oitenta mil, quatrocentos e quarenta e seis reais e setenta e nove centavos), com a aquisição de bens e materiais permanentes.

Com relação à frota de veículos do município, o relatório confirma o sucateamento em parte dos veículos. São carros faltando pneus, com para-brisas quebrados e problemas no sistema de sinalização. No transporte escolar, há um micoroônibus sem condições de uso, um destes carros não tem sequer bateria e todos os carros estavam sem estepe e com os extintores de incêndio vencidos.

Na frota de carros da saúde, uma ambulância foi encontrada com o motor batido e com os pneus furados. Um veículo modelo Etios, da Toyota, que teve um acidente ocasionando perda total, o carro sumiu. Segundo informações da equipe de governo de Zé Helder, ninguém sabe onde esse veículo está, já que não há qualquer registro junto ao município.

O relatório também aponta que mesmo com o sucateamento de parte da frota, foi pago pela Prefeitura, através da Secretaria de Educação, até o mês de novembro de 2016, R$ 309.855,00 (Trezentos e nove mil, oitocentos e cinquenta e cinco reais) com a manutenção de veículos, de acordo com Portal da Transparência.

A frota de carros do município também acumulou a soma de R$ 9.906,88 (Nove mil, novecentos e seis reais e oitenta e oito centavos) em multas, sem que fosse tomada qualquer providência no sentido de pagar essas multas por aquela gestão. Diante deste fato, 15 veículos, não podem ser licenciados ou terem a situação regularizada diante dos órgãos competentes.

As bases da recomendação do Ministério Público.
Pelo que se observa, pouco foi atendido pela equipe de transição do governo passado no que se refere ao fornecimento de informações para que o governo Zé Helder tomasse como base, inclusive para dar sequência a alguns projetos e convênios.

A Recomendação 009/2016, assinada pelo Promotor de Justiça, Paulo Roberto Cristo da Cruz Albuquerque, estabelecia, entre outros pontos, que a equipe, por parte da atual gestão deveria, com base de dados de todos os sistemas, levantar documentalmente todos os atos e fatos orçamentários, financeiros, fiscais e patrimoniais do município.

Também a realização de levantamento de dívidas do município, com informações detalhadas dos nomes dos credores, datas com os respectivos vencimentos, inclusive as dívidas a longo prazo e encargos decorrentes de operações de créditos, que informasse sobre a capacidade de a administração realizar novas operações de crédito de qualquer natureza, a fim de conhecer o grau de comprometimento do orçamento para o primeiro ano de mandato do gestor eleito.

O Ministério Público local ainda recomendou a averiguação de todos os contratos de obras, serviços e fornecedores, mediante a análise do status de execução, a situação de pagamento, a correspondência com o desejado e se os procedimentos licitatórios dos mesmos estavam de acordo com a legislação pertinente.

A equipe de transição deveria fornecer aos eleitos, informações levantadas para que a nova gestão analisasse a situação da dívida ativa, em cobrança administrativa ou judicial, bem como dos créditos lançados e não recebidos no exercício e no momento da transição. Ainda, reunião de informações sobre a folha de pagamento, abrangendo ativos, inativos e pensionistas, para conferir a existência de irregularidades.

Com base neste levantamento das informações, os novos gestores deveriam avaliar a situação do município com o INSS, FGTS e PASEP, relativos aos servidores vinculados ao regime celetista, mediante a análise da existência de débitos.

Ainda, segundo a recomendação da Justiça, a equipe, especialmente, ligada aos eleitos deve observar, quando for o caso, em existindo elementos de atos de improbidade, ou de fatos criminosos, pela supressão, destruição ou ocultação do acervo documental relativo à bens, direitos e obrigações dos poderes públicos municipais, das medidas de responsabilização da gestão que se encerrou, bem como das representações cabíveis junto ao TCU; TCE-CE, TCM-CE; CGU-CE; AGU; MPCE e MPF.
Quem fez parte da Comissão de Transição.
Equipe indicada por Zé Helder, prefeito eleito de Várzea Alegre:

Luzia Iêda Luiz Máximo de Menezes ? Administradora;
Antônio Robervan Lima ? Contador;
Victor Luciano Pierre de Farias ? Advogado;
André Moreira de Carvalho ? Engenheiro;
Jaílson Rodrigues de Oliveira ? Assessoria de Licitações e Contratos;
Antônio Matheus Bezerra ? Controlador.
Equipe indicada por Vanderlei Freire, prefeito de Várzea Alegre:
José Dakson Aquino ? Secretário de Finanças;
Maria do Socorro Bastos Gomes ? Secretária de Administração;
Helder de Medeiros de Alencar Araripe Neto ? Contador;
Caetano de Brito Lemos ? Controle Interno.

Assessoria de Comunicação
Reportagem: Marcos Filho
Foto: Augusto César

Caos político ajuda Temer a recolocar a economia no bom caminho, afirma FHC - Por Josias de Souza.


Fernando Henrique Cardoso está surpreso com os resultados da gestão de Michel Temer. “Eu não imaginava que o governo Temer fosse conseguir no Congresso tanto quanto ele conseguiu”, disse o ex-presidente tucano em entrevista ao blog. Para FHC, os sinais emitidos pela política econômica já permitem até “imaginar uma saída do buraco.” Paradoxalmente, ele atribuiu ao caos político as mudanças que recolocam a economia no que chama de “bom caminho.”

Durante a entrevista, ocorrida nesta segunda-feira (30), FHC comparou a conjuntura atual à situação vivida por ele quando foi ministro da Fazenda do governo Itamar Franco —época em que colocou em pé o Plano Real. “Havia uma situação caótica, semelhante à atual. Saíamos de um impeachment, tivemos o escândalo dos anões do Orçamento, o governo era de transição.”

Hoje, disse FHC, em meio a um cenário em que “está tudo caótico, tudo meio solto, todo mundo meio tonto”, Temer aprovou no Congresso medidas como o teto para os gastos públicos e a mudança na legislação sobre exploração de petróleo. “É nesses momentos de caos que o país consegue caminhar”, afirmou.

As avaliações de FHC foram feitas três dias depois de um encontro que ele teve com Temer. Conversaram na última sexta-feira, em São Paulo. Dias antes, Temer reunira-se em Brasília com o presidente do PSDB, Aécio Neves. Entre outros temas, trataram da nomeação do deputado tucano Antonio Imbassahy para a pasta da coordenação política do governo. Algo que deve ocorrer em fevereiro.

Imbassahy será o terceiro ministro tucano na equipe de Temer. Os outros dois são José Serra (Relações Exteriores) e Bruno Araújo (Cidades). Num instante em que o tucanato ancora seus projetos políticos na gestão Temer, a boa vontade de FHC não o impediu de avaliar os riscos. Para ele, a tática de aproveitar o caos político para emplacar reformas econônicas tem limites. “Se a crise ficar muito grande, perde o controle”, disse.

Ironicamente, o PSDB é o autor das ações que pedem a cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral. Que tal desistir do processo? “Não dá mais para retirar”, lamentou FHC. A eventual cassação de Temer será “ruim, porque vai haver uma complicação muito grande”, acrescentou. “Mas acho que os dados estão lançados. O que tiver que acontecer, vai acontecer.”

FHC aplaudiu a decisão da presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, de homologar os 77 acordos de delação da Odebrecht. “Era preciso fazer. Acho que a ministra agiu direito.” Entre os personagens citados nas delações estão Michel Temer e três presidenciáveis do PSDB: Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra.

011 - Preciosidades antigas de Varzea-Alegre - Por Antonio Morais.


Um crime passional abalou o Brasil em virtude do local da lesão e pela delicadeza que a imprensa usava para transmitir a noticia.

Nesse período Joaquinzão estava de férias em Várzea-Alegre quando ouviu a noticia pela Radio Cultura : "Mulher corta o membro do marido".

Voltando a Fortaleza, Joaquinzão se encontrava na casa de Valzenir Correia quando o Jornal Nacional começou e o repórter deu destaque : "Mulher corta o pênis do marido".

Terminada a matéria Joaquinzão falou indignado : "Arre égua, mas essa muié tá uma molesta dos cachorros. 

Lá na Rajalegre eu escutei o locutor da "Radia Cutura" dizendo que ela tinha cortado o membro do marido, agora no "Jorná Nacioná" tão dizendo que ela cortou "tombem o pênis". "Se num butar logo essa individa na cadeia é arriscado ela querer cortar inté o carái dele".

Fonte Mundim do Vale.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Ministra Carmen Lucia homologa delações - Breno Pires e Rafael Moraes Moura



Ministra Carmen Lúcia homologa as 77 delações da Odebrecht. Presidente do STF, contudo, decidiu manter o sigilo dos depoimentos dos executivos e ex-executivos da empresa.

A decisão de Cármen Lúcia foi tomada uma semana após a ministra autorizar a continuidade do trabalho da equipe do ministro Teori Zavascki, morto no dia 19, que já tinha agendado audiências com os 77 delatores. Tais encontros são procedimentos necessários para checar se os acordos foram feitos de espontânea vontade, sem coação, e se os delatores estavam de acordo com as penas negociadas. As últimas audiências aconteceram sexta-feira. No mesmo dia, o juiz-auxiliar Márcio Schiefler, braço direito de Teori na condução dos processos Lava Jato, entregou todos os documentos a Cármen.

A ministra passou o fim de semana debruçada sobre o material, no gabinete presidencial do Supremo, em comunicação com a equipe de Teori. Antes do acidente aéreo, Cármen Lúcia vinha mantendo estreito contato com Teori Zavascki, principalmente, no período de plantão do STF. Cármen acompanhava as delações e sabia como as coisas estavam caminhando.

Uma vez que o processo segue para a PGR, Cármen Lúcia ganha mais tempo para decidir de que maneira determinará a redistribuição da relatoria dos processos ligados à Operação Lava Jato. Há possibilidades diferentes dentro do regimento do Supremo. A hipótese de o novo ministro assumir a relatoria da Lava Jato é remotíssima, porque o presidente Michel Temer já afirmou que esperará o STF definir um novo relator, antes de nomear o novo ministro. A tendência é que haja um sorteio entre ministros, mas não se sabe se a ministra vai optar por fazê-lo entre os nove integrantes da Corte ou apenas entre os que compõem a Segunda Turma do STF, da qual Teori fazia parte.

O pedido de urgência da PGR ao STF para que homologasse as delações não trazia, em si, o requerimento de que o sigilo dos processos fosse removido. Para que o conteúdo das delações seja tornado público, é preciso um pedido da PGR. Em encontro com senadores e deputados federais no mês passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que pediria a retirada do sigilo das delações após a homologação. Cabe a Janot decidir se irá pedir o fim do segredo de justiça ou se vai esperar que o novo relator dos processos relacionados à Lava Jato seja apontado.

Repercussão. Em nota à imprensa, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, disse que a homologação da delação de 77 executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht é um “ato de justiça” que mostra à sociedade brasileira que o julgamento do esquema de corrupção investigado no âmbito da Operação Lava Jato “não será interrompido”.

“A homologação é um ato de justiça não apenas à memória do ministro Teori Zavascki, mas de garantia à sociedade de que o julgamento da Lava Jato não será interrompido ou mesmo atrasado, beneficiando corruptos e corruptores”, disse Lamachia.

Pauta. Cármen Lúcia também definirá nesta segunda-feira a pauta de julgamento da primeira sessão do plenário no ano. As oito ações de relatoria do ministro Teori Zavascki que estavam previstas para julgamento serão retiradas, e a tendência é que a sessão seja mais curta, mas existe a chance de outros processos serem incluídos, especificamente, alguns que já tiveram julgamento iniciado mas foram suspensos por pedidos de vista — quando um ministro pede mais tempo para análise antes de votar.

Lula já enfrenta o rigor da Justiça Divina – por Gabriel Tebaldi


“Nunca entre num lugar de onde tão poucos conseguiram sair”, alertou Adam Smith.
“A consciência tranquila ri-se das mentiras da fama”, cravou o romano Ovídio.
 Já na Bíblia Sagrada, no livro Deuteronômio 7,21 consta: “Não fiques aterrorizado diante deles, pois Javé, teu Deus, que habita em teu meio, é Deus grande e terrível".

     O drama vivido por Dona Marisa Letícia, esposa de Lula, que está entre a vida e a morte, é um fato lamentável,  pois - como diz o adágio - uma desgraça nunca vem sozinha. Todos lamentam a enfermidade da ex-primeira dama.

    E na contramão de todos está alguém que abriu mão de si mesmo pelo poder. Lula construiu uma história de vida capaz de arrastar emoções e o levar à presidência. Agora, de modo desprezível, o mesmo Lula destrói-se por completo.
Não é preciso resgatar o tríplex, o sítio ou os R$ 30 milhões em “palestras” para atestar a derrocada do ex-presidente. Basta tão somente reparar a figura pitoresca na qual Lula se tornou.

O operário milionário sempre esbanjou o apoio popular e tomou para si o mérito de salvar o país da miséria. Contudo, junto disso, entregou-se aos afetos das maiores empreiteiras, não viu mal em lotear a máquina pública, nem constrangeu-se em liderar uma verdadeira organização criminosa.

Sem hesitar, brincou com os sonhos do povo e fez de seu filho, ex-faxineiro de zoológico, um megaempresário. Aceitou financiamentos regados à corrupção, fez festa junina pra magnatas e mentiu, mentiu e mentiu. O resultado, enfim, chegou: ao abrir mão de si mesmo, Lula perdeu o povo.

Pelas ruas, o ex-presidente é motivo de indignação e fonte de piadas. Lula virou chacota, vergonha, deboche. Restou-lhe a militância do pão com salame e aqueles que tratam a política com os olhos da fé messiânica.

Seu escárnio da lei confirma sua queda. Lula ainda enxerga o Brasil como um rebanho de gados e não percebe que está só, cercado por advogados que postergam seu coma moral. Enquanto ofende o judiciário e todos aqueles que não beijam seus pés, Lula trancafia-se na bolha de quem ainda acredita que meia dúzia de gritos e cuspes podem apagar os fatos.

O chefe entrou num mundo sem saída, trocou sua consciência pelo poder e corrompeu-se até dissolver sua essência. Lula morreu faz tempo. Restou-lhe, apenas, uma carcaça podre que busca a vida eterna no inferno de si mesmo.

(*) Gabriel Tebaldi é graduado em História pela Ufes

011 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.


Foto da Avenida Duque de Caxias, Crato, no seu final, desembocando na Senador Pompeu onde Chico Soares  morou  por muitos anos.

Chico Soares tinha um filho de nome Chico Pão. Auditor fiscal da Secretaria  Estadual da Fazenda. Destacava-se muito bem no futebol do Crato. Certo dia vinha dirigindo seu jeep quando percebeu o pai atravessando a rua, calmamente. 

Resolveu, então, brincar com ele. Ao passar perto, gritou: 

Sai do meio da rua, “seu” corno velho! 

Chico, sem nem olhar para o motorista, respondeu, a todo pulmão: 

Corno é teu pai, “seu fela” da puta! 

Cabral pode perder para Eike corrida da delação - Por Josias de Souza.


Unidos por uma amizade que evoluiu para a conivência, Sérgio Cabral e Eike Batista estão prestes a se tornar ex-amigos íntimos. Os dois travam nos porões da Lava Jato uma corrida que tem como ponto de chegada o funil da delação. Os investigadores sinalizam que não há espaço para dois delatores graúdos neste inquérito que corre no Rio. Ao retornar de Nova York para percorrer o seu calvário criminal no Brasil, o ex-bilionário saiu na frente do ex-governador.

As razões para que Cabral e Eike queiram suar o dedo são semelhantes. Cercados pelas evidências, ambos desejam encurtar o tempo de permanência no xilindró. Cabral está preso desde novembro. Entretanto, Eike dispõe de uma motivação adicional para preferir a colaboração à omertà mafiosa. Sem um canudo universitário, ele não tem direito senão à hospedagem numa cela comum de um presídio ordinário.

A conjuntura adversa provocou uma coceira na língua de Eike. Sentia comichões antes de embarcar no voo que o traria de volta ao Rio. 'Está na hora de eu ajudar a passar as coisas a limpo', disse, em entrevista exibida no Fantástico. Empresário, Eike desenvolveu com seus defensores uma análise do tipo custo-benefício. Concluiu que o retorno ao Brasil seria mais vantajoso do que encarar os riscos de uma fuga, com a Interpol no seu encalço.

Desde a semana passada, quando a laje da Operação Eficiência lhe caiu sobre a cabeça, Cabral passou a flertar com a delação. Contava com a fuga de Eike. E parecia disposto a colocar um deserto entre ele e o ex-amigo. A volta de Eike tirou do ex-governador a pretensão de se apresentar como palmeira solitária no jardim da perversão. Para complicar, Eike parece dispor de mais matéria-prima para oferecer aos investigadores. Suas relaçõe$ não se limitaram ao PMDB de Cabral. Pluripartidárias, abrangiam do PT ao PSDB.

domingo, 29 de janeiro de 2017

010 - PRECIOSIDADES ANTIGAS DE VÁRZEA-ALEGRE - POR ANTÔNIO MORAIS

O grande empreendedor Antônio Temóteo Bezerra.

Em meados da década de 50 e inicio da década de 60 do século passado o empresário varzealegrense Chagas Bezerra era proprietário da maior empresa de transporte de passageiros do norte e nordeste.

Católico fervoroso, construiu do lado direito de quem entra na Paróquia de São Raimundo em Várzea-Alegre um altar e trouxe uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. 

Nesta época festejava-se a Santa no mês de Janeiro e era uma das maiores festas religiosas da região.

Chagas Bezerra destinava quantos ônibus fossem necessários para transportar os conterrâneos que residiam em São Paulo.

Ao desembarcar na terrinha, os ônibus faziam o transporte dos devotos da região: Crato, Juazeiro, Iguatu etc. Tudo sem custos algum, de forma gratuita.

Fotos:


01 - Parte da frota da empresa a época.


02 - Visita do Presidente Jânio Quadros a sua residência em Crato. Da esquerda para direita  a esposa dona Deta, Chagas Bezerra, o presidente da republica Jânio Quadros, o governador do Estado do Ceará Paulo Sarasate, Geraldo Lobo e o deputado Filemon Teles presidente  da assembleia legislativa do Ceará.


03 - A dimensão da festa se media pela quantidade de padres presentes. Chagas Bezerra ao centro.

Netos - Por Raquel de Queiroz.


Crônica para  Dr. Luciano e o neto Benjamin.

Netos são como heranças. Você ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso. De repente, lhe caem do céu. O neto é, realmente, o sangue do seu sangue, filho do filho, mesmo. " Os netos são filhos com açuçar".

Cinquenta anos, cinquenta e cinco. Você sente, obscuramente, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe encomoda envelhecer, é claro, a velhice tem suas alegrias, as suas compensações. 

Todos dizem isso, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto, mas acredita. Todavia, obscuramente, sente que, as vezes, lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Do tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? 

Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que tem sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento e prestações, você não encontra de modo algum as suas criancinhas.

Sem dores, sem choros. Aquela criancinha da qual você morria de saudades, chega. Símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um filho seu que lhe é devolvido. E o que é espantoso é que, todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagancia. 

Ao contrario causaria espanto, decepção, se você não acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado, no seu coração. Sim tenho certeza de que a vida nos dá netos para nos compensar de todas as perdas trazidas pela velhice. 

São amores novos, profundos e felizes, que vem ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis. É quando vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre o olho e diz: Vó, que seu coração estala de felicidade, como pão no forno.

AMOR MAIÚSCULO - Postagem de Antônio Morais


Um homem bastante idoso procurou uma clinica para um curativo em sua mão ferida, dizendo-se muito apressado porque estava atrasado para um compromisso. Enquanto tratava, o jovem médico quis saber o motivo de sua pressa e ele disse que precisava ir a um asilo de velhos tomar o café da manha com sua mulher que estava internada há bastante tempo.

Sua mulher sofria do mal de Alzheimer em estagio bastante avançado.
Enquanto terminava o curativo, o médico perguntou-lhe: se ela não ficava assustada pelo fato dele está atrasado. Não, disse ele. Ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos ela nem me reconhece.

Intrigado o medico lhe pergunta: Mas se ela já nem sabe quem o senhor é, porque essa necessidade de estar com ela todas as manhãs?

O velho sorriu, deu uma palmadinha na mão do médico e disse: É verdade... Ela não sabe quem eu sou, mas eu sei muito bem quem ela é.

Enquanto o velhinho saia apressado o jovem médico sorria emocionado.

010 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.



Crato - Por Alves de Oliveira.

Em 1953, a Revista Folha da Semana, publicou uma das mais belas obras literárias da autoria de Alves de Oliveira. Crato, um soneto  da mais  fina qualidade.  Tenho repetido sua publicação  na esperança que algum  historiador ou memorialista tenha informações do autor.


Tanto me afiz bela urbe, a tua natureza
Pelos meus respirada, exuberante e pura,
Que, ausente dos teus céus, nas horas de ternuras
Afloras-me ao cismar, bem fadada princesa.

Venho as auras haurir-te. E ao ver-te, que leveza
Blandiciosa me invade, e se aviva, e perdura,
Sentindo-me ingressar na região da fartura.
Sentindo-me extasiar na zona da beleza.

E o Cristo Redentor, e as torres, e a serena
Verdura a emoldurar-te... Em fim, para que a pena
Deslize no papel, feliz, ágil, fagueira.

Basta-me a aparição, na tarde que se encerra
De uma casa a alvejar num côncavo de serra
Ou o simples flabelar de um leque de palmeira.

009 - PRECIOSIDADES ANTIGAS DE VÁRZEA-ALEGRE - POR ANTÔNIO MORAIS


Do Blog do Sanharol ao Blog do Antônio Morais.

O Blog do Sanharol tem  10 mil postagens falando dos varzealegrenses, desde o mais  humilde ao mais orgulhoso. Do Tibúrcio Preto ao Coronel Antônio Correia Lima. Não esqueceu nenhum, do mais humilde ao mais poderoso. Esse foi o meu cuidado como administrador.

Um dia eu disse que o Lula era um pilantra, malandro desonesto. Apareceu um Bitu graduado, ocupante de um alto posto no Banco do Brasil em Iguatu e, em defesa do Pajé disse que eu era dono  do Blog do Sanharol, mas não era dono do Sanharol. 

Eu não sou nenhum idiota para não saber dessa acertiva. O Sanharol hoje pertence a umas favelas compostas  de gente sebosas e imundas iguais ao Lula, resultantes  de ideias lulistas. 

Procure Bitu, no Sanharol, um Pedrinho do Sanharol, um João do Sapo e tantos outros,  você nem deve saber que eles existiram. 

O que o Bitu não sabe é que o Lula não sabe que ele existe, e, se soubesse o desprezava, porque o Lula é desprezível.

Eu não sou escritor, não sei escrever, nem disso preciso, portanto não  escrevo para agradar a ninguém, muito menos ao Bitu ou quem quer que seja.  

O Blog, ruim ou bom persiste, está vivo com um nome diferente. São mais de dez mil  postagens que  servem até de pesquisas para alunos e professores da rede escolar.

Outro dia um mãe aflita me ligou :  Estou com uma pesquisa escolar do meu filho gostaria  de saber se o senhor pode me ajudar?  Respondi-lhe, veja no Google, Blog do  Antônio Morais, está lá o que você precisa.

Um dia depois a resposta : Encontrei, obrigada.

Para o Bitu - Foto a cima  de sua paixão. Morra com ele, você fará um grande negócio.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Marqueteiro confirma que Dilma usava informações privilegiadas para atrapalhar a PF.


O que se depreende das novas revelações do marqueteiro João Santana é de que Dilma Rousseff, utilizando sua condição de presidente da República, usava informações privilegiadas a seu bel prazer, notadamente para atrapalhar as investigações da Polícia Federal e beneficiar apaniguados, companheiros, parceiros e cúmplices.

A atuação ilícita da então presidente já tinha vindo à tona naquela famosa ligação para o ex-presidente Lula, mas agora ganha um reforço de peso, em mais uma etapa da delação do marqueteiro.
Santana diz que ele e a esposa, Mônica Moura, foram devidamente avisados pela presidente de que seriam presos.

O advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, nega que ele, então ministro da Justiça, ou ela, tivessem qualquer tipo de informação privilegiada.

Porém, fundamentalmente neste caso específico, a declaração de Cardozo nem deve ser considerada, pois no contexto está inserido a autodefesa.

As novas declarações de Santana constituem uma tentativa de destravar o seu acordo de delação premiada.

Para o MP, no entanto, ele sabe muito mais

A frase do sábado



Saiba como Eike Batista passou da lista de bilionários da Forbes à da Interpol

Fonte: jornal O Estado de Minas
O ex-bilionário teve prisão preventiva decretada, mas saiu do país com um passaporte alemão 
Das prestigiadas páginas da revista Forbes, que anualmente divulga a lista das pessoas mais ricas do mundo, o empresário Eike Batista passou a integrar, desde ontem, a lista vermelha de foragidos da Interpol, a Polícia Internacional.
Uma nova fase da Operação Lava-Jato foi deflagrada na manhã desta quinta-feira pela Polícia Federal e teve Eike como principal alvo. A Operação Eficiência, um desdobramento da Lava-Jato no Rio de Janeiro, apresentou pedido de prisão preventiva contra o empresário, suspeito de ocultar US$ 16,5 milhões de propina do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) no exterior. Cabral também foi alvo da operação, mas está preso desde a primeira etapa da Lava-Jato no Rio.

Com base nas delações premiadas de dois operadores do mercado financeiro, Renato e Marcelo Chebar, a Polícia Federal e a Procuradoria da República descobriram remessas de US$ 100 milhões para o exterior em favor de Cabral. Deste total, US$ 85 milhões já foram recuperados e estão à disposição da Justiça brasileira. O restante dependerá de acordos internacionais para sua repatriação.

O pedido de prisão para Eike, contudo, não foi cumprido porque o empresário está fora do país. O delegado da PF Tácio Muzzi informou que os investigadores apuraram que Eike teria embarcado para Nova York na terça-feira com passaporte alemão. O nome do empresário foi incluído na difusão vermelha da Interpol – índex dos mais procurados em todo o mundo. Ele foi formalmente declarado foragido.

Segundo os procuradores que integram a força-tarefa da Operação Eficiência, Eike Batista é o “autor intelectual do ato de corrupção do então governador Sérgio Cabral”. Ao requerer a prisão preventiva – medida decretada pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio –, a Procuradoria esmiuçou como o empresário pagou US$ 16,5 milhões em propina por meio de uma conta no Panamá.

Os procuradores afirmaram ainda que Eike tentou obstruir a Justiça e sustentaram que ele usou empresa de fachada, a Arcádia, para repassar a propina ao ex-governador. Entre os envolvidos que tiveram pedido de prisão decretada ontem está o vice-presidente de futebol do Flamengo, Flávio Godinho.

008 - PRECIOSIDADES ANTIGAS DE VÁRZEA-ALEGRE - POR ANTÔNIO MORAIS


Um pouco da historia da religiosidade de Várzea-Alegre - relação dos Padres com mandato na Paróquia de São Raimundo Nonato desde a sua criação em Novembro de 1863.

Dos 10 vigários apenas um, padre José Alves Bezerra foto, era filho natural da terra.

Período, nome e naturalidade:

1864 a 1875 - Padre Benedito de Sousa Rego - Tauá

1875 a 1878 - Padre Vicente Ferrer Pontes Pereira - Assaré.

1878 a 1883 - Padre José Alves Bezerra - Várzea-Alegre - Foto abaixo.

1883 a 1904 - Padre Joaquim Manuel Sampaio - Barbalha.

1904 a 1917 - Padre José Gonçalves Ferreira - Aurora.

1918 a 1923 - Padre José Alves de Lima - Crato

1923 a 1928 - Padre Raimundo Monteiro - Icó

1928 a 1932 - Padre José Ferreira Lobo - Missão Velha

1932 a 1969 - Padre José Otávio de Andrade - Fazenda Umbuzeiro - Aiuaba

1969 em diante - Padre José Mota Mendes - Povoado de Tabuleiro - Assaré.

Foto do Padre José Alves Bezerra único filho natural de Várzea-Alegre com mandato na paroquia de São Raimundo Nonato.

Artigo profético: Lula e Eike Batista nasceram um para o outro: os dois são vendedores de nuvens – por Augusto Nunes

(Este artigo foi publicado em 31 de dezembro de 2013, quando a era "lulopetista" estava no auge! Merece republicação dentro do seriado “Coisas da República", quiçá "Caos desta ré-pública")
 
Nenhuma farsa dura para sempre (...)  Nesta quarta-feira, o império imaginário de Eike sucumbiu ao peso de uma dívida sem garantias que soma U$ 5,1 bilhões. “Pedido de recuperação judicial”, como o formulado pela  petroleira OGX, é o codinome do velho e manjado calote quando aplicado por gente fina. A tapeação chegou ao fim. O candidato a empresário mais rico do mundo faliu. O ex-presidente continua empinando seus malabares. Mas está condenado a descobrir, não importa quando, que a freguesia dos camelôs de palanque sumiu. Lula é Eike amanhã. 
 
Lula é o Eike Batista da política. Eike é o Lula do empresariado. Um inventou o Brasil Maravilha. Só existe na papelada que registrou em cartório. Outro ergueu o Império X. No  caso, X é igual a nada.

O pernambucano falastrão que inaugurava uma proeza por dia se elogia de meia em meia hora por ter feito o que não fez. O mineiro gabola que ganhava uma tonelada de dólares por minuto se cumprimentava o tempo todo pelo que disse que faria e não fez.
O presidente incomparável prometeu para 2010 a transposição das águas do São Francisco. O rio segue no mesmo leito. O empreendedor sem similares adora gerúndios e só conjuga verbos no futuro. Estava fazendo um buquê de portos. Iria fazer coisas de que até Deus duvida. Não concluiu nem a reforma do Hotel Glória.

Lula se apresenta como o maior dos governantes desde Tomé de Souza sem ter concluído uma única obra visível. Eike entrou e saiu do ranking dos bilionários da revista Forbes sem que alguém conseguisse enxergar a cor do dinheiro.

Lula berrou em 2007 que a Petrobras tornara autossuficiente em petróleo o país que, graças às jazidas do pré-sal, logo estaria dando as cartas na OPEP. A estatal agora coleciona prejuízos e o Brasil importa combustível. Eike vivia enchendo milhões de barris na demasia de jazidas que continuam enterradas no fundo do Atlântico. Não vendeu um único litro.

Político de nascença, Lula agora enriquece como camelô de empreiteiros. Filho de um empresário muito competente, Eike adiou a falência graças a empréstimos fabulosos do BNDES (com juros de mãe e prestações a perder de vista), parcerias com estatais (sempre prontas para financiar aliados do PT com o dinheiro dos pagadores de impostos) e adjutórios obscenos do governo federal.

Lula só poderia chegar ao coração do poder num lugar onde tanta gente confia em eikes batistas. Eike só poderia ter posado de gênio dos negócios num país que acredita em lulas.
É natural que tenham viajado tantas vezes no mesmo jatinho. É natural que se tenham entendido tão bem. Nasceram um para o outro. Os dois são vendedores de nuvens.
             

009 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.

Cego Aderaldo - Um Cratense Notável !

Aderaldo Ferreira de Araújo – Cego Aderaldo.

Nasceu em Crato, em 24 de Junho de 1878 e faleceu em Fortaleza em 29 de Junho de 1967.

Filho de Joaquim Rufino de Araújo e Maria Olímpia de Araújo. 

Foi um poeta que se destacou por seu raciocínio rápido improvisando rimas, em Quixadá, pouco depois de perder a visão em um acidente. 

Quando sua mãe faleceu, Cego Aderaldo decidiu viajar pelo sertão nordestino fazendo rimas. 

Sua desenvoltura no desafio o consagrou definitivamente. No dia que sua mãe faleceu, saiu cantando sua dor pelas ruas para arrecadar recursos e efetuar o sepultamento: improvisou !


Oh meu Deus do alto céu,
Lá da celeste cidade,
Ouça-me cantar a força
Devido à necessidade,
Aqui chorando e cantando,
E mamãe na eternidade.

Perdoe, minha mãe querida,
Não é por minha vontade:
São as torturas da vida
Que vem com tanta maldade,
Chorarei meus sentimentos,
De vê-la na eternidade.

Aconselhado por amigos a se casar por ser só e precisar de companhia metrificou:

Já pensei em me casar,
É bem verdade não nego,
Mais com minha experiência,
Batata quente não pego
Quem enxerga leve chifres
Quando mais eu que sou cego.

Morreu em Fortaleza aos 89 anos sem nunca ter se casado e deixou 24 filhos adotivos.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

007 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antonio Morais

O grande Zefilipe.

José Felipe viajava pelo Estado da Bahia, em seu caminhão e, de passagem pela cidade de Ibotirama se hospedou num hotelzinho desses de beira de estrada. Depois de pegar o rango, saiu um pouco para o pátio do Hotel e observou uma quantidade enorme de cururus espalhada pelo terreiro. Falou para o proprietário do Hotel: é danado, tanto cururu por aqui e nós lá em Várzea-Alegre não encontramos um só pra remédio.

Compra-se por alto custo cada unidade. O dono da hospedaria procurou saber a utilidade do bicho. José Felipe explicou solicito. Nas nossas plantações de arroz, feijão e milho costuma aparecer muitos insetos, lagartas, formigas, besouros, mosquitos que estragam as lavouras e agente solta os cururus no roçado e em pouco tempo as pragas desaparecem, são exterminados por eles. Se o Senhor juntar eu pago a 20,00 a unidade.

José Felipe seguiu viagem e o caboclo danou-se a juntar cururu num cercado. Oito dias depois, José Felipe estava de volta, e, nem lembrava mais a proposta. O dono da Pensão quase morre de alegre. Seu José a sua encomenda está pronta, juntei os que pude só falta contar, eu não sei quantos são ao todo. Puxou José Felipe pelo braço e quando chegaram ao quintal da casa tinha um milheiro de cururus cada qual o mais famosa e papudo.

José Felipe pediu que o caboclo contasse um por um. Depois fazia menção de pegar a carteira do dinheiro e o caboclo se animava cada vez mais. Então veio o arremate final: Disse José Felipe: olhe amigo velho, eu vou comprar, mas numa condição, eu quero que você separe os machos das fêmeas. Do contrario eu não levo porque lá os machos valem bem mais, preciso levá-los separados, por que é com a venda dos machos que vou fazer o meu lucro.

006 - PRECIOSIDADES ANTIGAS DE VÁRZEA-ALEGRE - POR ANTÔNIO MORAIS

Joaquim Vieira de Oliveira, nosso estimado Quinco Honório. 

Alto, magro, era exponencial em tudo. Trabalhador e profundamente correto em seus negócios. 

Não lhe turbava a decência de procedimento o espirito jovial e brincalhão de que era servido, virtude que transmitiu aos filhos.

Comerciante de alto nível, negociou, por muitos anos, com algodão, peles e cereais, não esquecidas as naturais atividades de agricultura e pecuária.

Seu Quinco tinha constância, pois era casado com Dona Constância Correia, Nanan - uma das mais santas e caridosas senhoras de nossa terra.

Andava sempre muito elegante, gravata e pano passado, usava bons perfumes, as jovens moças andavam léguas para cumprimenta-lo pois pegando em sua mão ficavam perfumadas o resto do dia.

Dizia Quinco Honório que homem pobre não era aquele que não possuía bem algum.

Homem pobre era aquele casado com uma mulher feia.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Nas voltas que o mundo dá - Por Antônio Morais.

O filho  do empresario Eike Batista atropelou com o seu carrão importado um ciclista no Rio de Janeiro. No outro dia  umas duas linhas  na mídia noticiavam a morte do companheiro trabalhador.

O presidente Lula ligou se solidarizando com o empresário, afinal o amigo era o oitavo homem mais ricos do mundo. Não ligou para a viúva, nem precisava a família já tinha recebido uma indenização graúda para não oferecer denuncia a justiça.  

Deu tudo certo, como planejado. Os Pereira dos Santos nunca viram tanto dinheiro dantes.

Luma de Oliveira, mulher do  Eike alugou uma igreja na Rio de Janeiro, mandou a policia  fechar todos os acessos e convidou algumas amigas para rezarem  pelo defunto. Assim foi celebrada uma missa exclusiva para Luma ou melhor para o Wanderson. 

Ao som da música "Nossa Senhora", de Roberto Carlos, a ex-modelo Luma de Oliveira puxou o filho Thor Batista pela mão direita e dirigiu-se ao altar da pequena capela junto à Igreja da Ressurreição, na Rua Francisco Otaviano, em Copacabana. 

Ajoelharam-se, baixaram a cabeça e oraram. Era o fim da missa de sétimo dia encomendada por Luma em memória de Wanderson Pereira dos Santos, morto ao ser atropelado pelo filho. 


O governador  do Rio de Janeiro era Sérgio Cabral. Resultado desta brincadeira o Rio de Janeiro está quebrado, 1.200 milhão de cariocas sem empregos, Sérgio Cabral na cadeia, Eike Batista foragido, a Santa na foto  cabisbaixa,  e, a Igreja bem que o padre podia ter deixado fora da lambança.

Você acredita na justiça divina?

008 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.


Noventa e sua carrocinha. 

Memória do Crato. Pelo imponente prédio do BIC - Banco Industrial e Comercial do Ceará no cruzamento das ruas Bárbara de Alencar/Senador Pompeu quanto por Noventa e sua carrocinha carregada de mercadorias.

Por falar em "Noventa" todo cratense com mais de  50 anos  conheceu ou ouviu falar. Chapeado trabalhador, honesto e de uma dose singular de humor em tudo que fazia.

Certa feita eu estava na porta do BIC e ele passava conduzindo o sua carrocinha  carregada de mercadoria. Um gaiato gritou da calçada do Banco do Brasil : Noventa! Você é um corno. Ele  soltou o carrinho e perguntou para ao caboclo : Da primeira, segunda ou terceira Mulher?

O Sujeito - Das três.

Noventa apanhou o carrinho e seguiu  caminho sem antes  esquecer  de lamentar - ou azar lascado.

Outra vez, o Noventa estava  com sua carroça em frente a firma B.Bezerra e Cia quando chegou a filha com a marmita do almoço e pediu 5 cruzeiros.  

Noventa respondeu de coração partido : tenho não minha filha, hoje o movimento foi muito ruim,  não apareceu nenhum servicinho.  

O Cel Humberto, filho de Balduindo Bezerra proprietario do comercio a época,  tirou do bolso os cinco cruzeiros e entregou a mocinha. Noventa aconselhou-a : devolva o dinheiro dele minha filha, não aceite, você recebe depois ele vai querer lhe comer.

NOBLAT APOSTA EM CELSO DE MELLO NA RELATORIA DA LAVA JATO.


O jornalista Ricardo Noblat acredita que a relatoria da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal deverá cair nas mãos do ministro Celso de Mello, o mais velho membro da suprema Corte, após a morte do ministro Teori Zavascki, vítima de acidente aéreo em Paraty com ouras quatro pessoas. 

"O decano da corte, admirado por seu conhecimento do Direito e famoso pela extensão dos seus votos. Nos últimos anos, Celso andou falando em se aposentar. Foi convencido a não fazê-lo por um amigo de longa data – Temer", diz Noblat. 

Ele elogiou a decisão de Michel Temer de aguardar a definição do relator para indicar e o substituto de Teori, e analisa o perfil de cada um dos magistrados da Casa, apontando possíveis dificuldades em herdar a relatoria do principal caso a ser julgado no STF nos últimos anos. 

Noblat acredita que a presidente do STF, ministra Cámen Lúcia, não irá definir o relator por sorteio, mas decidir deliberadamente sobre o ministro. "Os nove estão divididos em duas turmas. A segunda turma, à qual pertencia Teori, é encarregada de julgar todos os feitos da Lava-Jato. Parece razoável que o novo relator seja um dos membros da segunda turma, a ser completada com a transferência para lá de um dos integrantes da primeira", diz. 

A segunda turma é formada pelos ministros Gilmar Mendes, seu presidente, Dias Tofolli, Ricardo Lewandowiski e Celso de Mello. "Gilmar também preside o Tribunal Superior Eleitoral, que examina as contas da campanha de 2014 da chapa Dilma-Temer. Ele ficaria poderoso demais se ainda lhe coubesse a relatoria da Lava-Jato. Quanto a Toffoli, carece de preparo técnico e carrega o estigma de ter sido do PT. Lewandowiski presidiu o tribunal nos últimos dois anos e o processo de impeachment de Dilma. É ligado ao casal Lula da Silva. Resta Celso de Mello", afirma. 
  

Dom Gilberto aos jovens: “Que vocês possam iluminar a esperança do Reino novo, da vida nova” - Por Patrícia Mirelly

“Que vocês se sintam em casa. Para nós, da Diocese de Crato, é uma alegria acolher a Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude”. Com estas palavras, o bispo diocesano Dom Gilberto Pastana deu boas vindas à juventude que se reúne no Centro de Expansão Dom Vicente Araújo Matos, em Crato, até o dia 29, para deliberar e traçar os novos rumos da PJ.

Em sua mensagem, Dom Gilberto, que acolheu duas Ampliadas [quando bispo da Diocese de Imperatriz e, agora, na Diocese de Crato] exortou os jovens a aproveitar a diversidade de sotaques e culturas, para “enriquecer todos nós, na medida em que todos nós queremos e temos um só objetivo: seguir o Senhor, seguir a proposta de Jesus Cristo”.

O pastor diocesano também os motivou a ajudar na construção do Reino de Deus. “Que vocês possam partilhar todas essas experiências e saiam daqui revigorados, enriquecidos, renovados com o desejo de evangelizar, de fazer acontecer o Reino naqueles lugares onde os sinais estão difíceis de serem recebidos”.

Por fim, incentivou-os a “iluminar, acrescentar, sobretudo, no meio juvenil, essa esperança do Reino novo, da vida nova”.

‘Há interesses escusos’ na Lava Jato, diz Dilma - Por Josias de Sousa.

Um dia depois de Lula ter declarado que a Lava Jato “tem dedo estrangeiro”, Dilma Rousseff ecoou o criador ao discursar num seminário na Espanha, nesta quarta-feira. Expressando-se num idioma próprio, que mistura português com espanhol, a presidente deposta declarou que “há interesses escusos” na Lava Jato. Disse que a operação tem o deliberado propósito de “inviabilizar empresas” brasileiras. “Não é algo gratuito”, ela acrescentou. O objetivo, insinuou Dilma, é beneficiar empresas estrangeiras. (assista ao vídeo no rodapé do post)

Dilma injetou a Petrobras em sua prosa: “As grandes empresas brasileiras de construção, hoje, estão sem dúvida nenhuma interditadas. Aí acontece algo muito interessante: a Petrobras abre um processo licitatório recente. Quem comparece? Nenhuma das grandes empresas brasileiras. Por quê? Porque estão presas. Quem comparece? Grandes empresas internaciomais de construção. Entra-se na internet. Coloca-se o nome de cada uma das emrpesas. E coloca-se corrupção ao lado. Aparecerão todos os processos em que elas foram julgadas. E estão, inteiras, participando.”

Dilma tratou o Brasil como um país exótico: “O Brasil tinha grandes empresas construtoras. Nos Estados Unidos, na Europa, em todos os lugares do mundo se combate a corrupção não destruindo as empresas, mas prendendo os executivos. Prendem-se os excutivos, punem-se os executivos. Eles têm de ser punidos, não as empresas, que são instituições, nem os partidos também.”

Madame soou como se estivesse alheia ao que se passa em seu país. Absteve-se de recordar que os executivos das construtoras foram presos. Alguns permanecem atrás das grades, como o agora delator Marcelo Odebrecht. Outros encontram-se em prisão domiciliar.

Dilma fingiu desconhecer também o fato de que empresas como a Odebrecht firmaram acordos de leniência no Brasil e em outros países —entre eles os Estados Unidos. Por meio desses acordos, as construtoras purgam os seus crimes, devolvem dinheiro amealhado à margem da lei e se credenciam para voltar a operar. Tudo conforme previsto em legislação aprovada e sancionada durante o governo da própria Dilma.

A ex-presidente petista participou, na cidade espanhola de Sevilha, de um seminário chamado “Capitalismo neoliberal, democracia sobrante”. Nesse título, “sobrante” é aquilo que é deixado de lado. Dilma repetiu além-mar todo o lero-lero que os brasileiros já se fartaram de ouvir: foi vítima de um “golpe parlamentar”, o govenro do PMDB é “ilegítimo”, o PSDB fez parte da trama, só eleições diretas restabelecerão a democracia, Lula é perseguido e todo aquele imenso etcétera.

“Creio que é possível que haja uma tentativa de golpe dentro do golpe”, afirmou Dilma a certa altura. “É inviabilizar a eleição democrática prevista no Brasil para 2018.” Como assim? “Uma pessoa surge com uma grande possibilidade de ser reeleito: Lula da Silva. Lula é para eles, golpistas, um grande perigo, porque tem toda sua carga de realizações e o reconhecimento de uma parte da população.”

Sem mencionar os cinco processos em que Lula figura como réu, Dilma prosseguiu: “Tentaram destrui-lo de todos os jeitos. Fazem pesquisas. E ele está na frente. Então, há grande risco de que eles tentem invabilizar sua eleição, condenando-o. Para que ele não seja candidato, tem que condená-lo duas vezes.”

Nessa versão propalada por Dilma no exterior, Lula iria em cana apenas porque tem pontos demais nas pesquisas de opinião. Nada a ver com as acusações de tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Esse Brasil do discurso de sua ex-presidente, uma autêntica República de bananas, não orna com o país que se esforça para punir os responsáveis pelo maior escândalo de corrupção de toda a sua história. Um escândalo que tem raízes na gestão Lula e continuou dando frutos na administração Dilma.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

007 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.


A voz do rio Granjeiro - por José Alves de Figueiredo.

Este rio que passa aqui gemendo,
E vem da serra envolto em mil cipós,
Anda a gemer desde que me entendo,
Desde que se entenderam os meus avós.

É um rio de amor que vem trazendo
O cristal que regala a todos nós,
Seu gemido, é segredo que eu desvendo,
Pois nele fala o Crato em terna voz.

Cantem outros, o encanto de outros rios,
Como fez com o Tejo o vate luso,
Que eu cantarei em doces murmúrios.

Do Granjeiro esta voz que eu sempre acuso
Como um lamento, um canto de amavios
Uma harmonia de deuses que eu traduzo.

005 - PRECIOSIDADES ANTIGAS DE VÁRZEA-ALEGRE - POR ANTÔNIO MORAIS


José de Ginu se elegeu vice-prefeito de Várzea-Alegre em 1958 na chapa de Dr. Dário Moreno. 

Com a renúncia do Dr. Dário para integrar o Ministério Publico Federal, José de Ginu assumiu o posto de prefeito até o final do mandato em 1963. 

Mas, a historinha que se segue nada Tem a ver  com a atividade politica. 

Na atividade comercial, nas décadas de 50 e 60 do século passado, as únicas padaria e farmácia de Várzea-Alegre pertenciam ao mesmo proprietário: José de Ginu.

Um dia, o Padre Otávio chegou a farmácia com uma receita e perguntou o preço de um medicamento. Quando a atendente informou o preço o padre retrucou espantado: é caro assim porque não tem concorrentes, Várzea-Alegre já devia  ter duas farmácias, duas padarias!...José André do Sanharol estava ouvindo a palestra e acrescentou "dois padres".

Então, o padre Otávio deu o maior pinote e respondeu em cima da bucha : dois padres não José André porque um deles ia morrer de fome.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Depois de perder o poder, PT aposenta o pudor - Por Josias de Souza.

Devolvido à oposição pelo impeachment de Dilma, o PT mandara fixar um cartaz na parede, atrás do balcão da legenda. Nele, estava escrito: “Não negociamos com golpistas”. De repente, após reunião em que o diretório nacional petista discutiu seu papel na disputa pelas presidências da Câmara e do Senado, apareceu uma folhinha tapando o “Não”. E os petistas passaram a torturar a semântica.

Quando vê a cúpula do PT esgrimindo argumentos para justificar o apoio a aliados de Temer para comandar a Câmara e o Senado, a plateia sabe que está diante de uma crise de significados ou numa roda de cínicos. Quando os petistas defendem na Câmara a adesão ao ‘demo’ Rodrigo Maia ou ao relator do impeachment Jovair Arantes — o que der mais cargos na Mesa e nas comissões — todos se convencem de que a crise é mesmo terminal.

Lula, enquanto tenta se livrar da cadeia, sobe no caixote para anunciar a agrupamentos companheiros que será candidato ao Planalto para livrar o país dos “golpistas”. Alguém poderia dizer que o morubixaba do PT também é vítima da confusão semântica. Mas quando se verifica que Lula participou da reunião em que o diretório decidiu que só não barganha a mãe porque não tem como oferecer certificado de garantia, fica claro: o partido e seu líder, depois de perderem o poder, aposentaram completamente o pudor.

006 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.

Dantes e depois. 

Quem teve a ventura de conhecer o Aeroporto Nossa Senhora de Fátima na Serra do Araripe, Crato - teve a oportunidade de vislumbrar um dos mais belos monumentos  do município - A estatua  de Nossa Senhora de Fátima. 

Hoje esquecida, adormecida, escondida na floresta,  pois até as veredas e acessos  que se tinham ao aeroporto foram bloqueados em  nome do meio ambiente.



Quem anda nas ruas do  Crato atual, de passagem pela Praça da Sé pode observar uma estátua de Barbara de Alencar. Está lá, pra quem quiser ver, ao lado da  Igreja da Sé. Na minha opinião um monstrengo, uma desonra  para a heroína, um desmerecimento inaceitável com a história e memória do Crato. 

A comparação mais perversa é quando se procura saber os custas das edificações. A esta vergonha não temos acesso.  

Cármen Lúcia recebe Janot e auxiliares de Teori - Por Josias de Souza.


Passada a fase de luto pela morte de Teori Zavascki, a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, foi ''à luta'', como ela diz, para cuidar do futuro da Operação Lava Jato. A ministra recebeu em seu gabinete o procurador-geral da República Rodrigo Janot e conversou com juízes que assessoravam Teori na análise dos acordos de cooperação de 77 delatores da Odebrecht. Entre eles o juiz federal Márcio Schiefler.

Cármen Lúcia e seus interlocutores não concederam entrevistas. Sabe-se, porém, que a ministra está preocupada com a perspectiva de atraso na homologação das delações da Odebrecht. Para atenuar o problema, ela cogitou avocar a encrenca para si e, num procedimento excepcional, homologar os depoimentos dos delatores ainda durante o recesso do Judiciário, que termina em 31 de janeiro.

O problema é que a solução dividiu o Supremo. Parte dos ministros acha que não há razões para tanta urgência. A turma do contra alega que a providência pode inclusive dar margem a futuras contestações. Seja como for, Cármen Lúcia só poderia cogitar a medida se Rodrigo Janot remeter ao Supremo uma petição justificando a urgência e requerendo formalmente a homologação das delações.

A presidente do Supremo precisa deliberar também sobre uma decisão que Teori Zavascki havia tomado antes de morrer. Ele autorizara os juízes lotados em seu gabinete a interrogar os delatores da Odebrecht. Coisa formal, destinada apenas a verificar se as delações foram mesmo espontâneas. Esse trabalho, que deveria ter começado nesta segunda-feira, foi suspenso. Mas Cármen Lúcia planeja determinar a retomada dos depoimentos. Ainda que opte por não homologar as delações durante o recesso, ela facilitaria o trabalho do futuro relator.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

005 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.



Não me atrevo a julgar, abstenho-me de fazê-lo até porque não conheço a história na sua exatidão. Vou comentar o que conheço do trabalho de três deles, mostrar e reconhecer a importância de suas obras para a cidade e região

Dr. Joaquim Fernandes Teles, médico e prefeito de 1928 a 1930. Terminado a mandato se elegeu Deputado Federal e conseguiu os recursos para criação, fundação e edificação do Hospital São Francisco de Assis. Uma instituição regional que por muito tempo atendeu aos pacientes provenientes de diversos estados nordestinos.

Dr. Antônio de Alencar Araripe, prefeito de 1930 a 1935, elegendo-se deputado federal trouxe para o Crato a Colégio Agrícola, que preparou centenas e centenas de técnicos, hoje em dia, espalhados Brasil a fora contribuindo com o desenvolvimento da agricultura brasileira. Teve papel importante na criação do Banco do Nordeste do Brasil sendo um de seus primeiros presidentes. Foi Deputado Federal pelo Ceará de 1946 a 1962.

Dr. Wilson Gonçalves, este foi além de prefeito de 1943 a 1945, deputado estadual e federal, vice-governador do Estado, senador da republica e ministro do STF. Sua principal obra para o Crato e região foi a criação do Colégio Estadual que recebe o seu nome, obra de grande vulto e que atendeu aos anseios de centenas de milhares de jovens dos estados do nordeste.

Portanto, destaco esses três ilustres ex-prefeitos por obras de alcance na educação e saúde de nossa gente. Convêm lembrar que os elogios a estes não desmerecem os demais, visto que a historia mostra fartamente que o melhor de todos foi  Alexandre Arraes de Alencar.

Conjuntura intima Cármen Lúcia a ser corajosa - Por Josias de Souza.

A pretexto de homenagear Teori Zavascki, Sergio Moro enviou uma coroa de flores metafórica aos colegas do ministro morto. Fez isso ao dizer que, sem Teori, esse verdadeiro heroi, a Lava Jato não teria existido. Tomado ao pé da letra, Moro parece considerar que, excetuando-se o morto, ninguém mais se salva no Supremo Tribunal Federal. Os outros dez ministros da Suprema Corte seriam vivos tão pouco militantes que merecem receber na cara a última pá de cal. O Supremo, a começar por sua presidente, Cármen Lúcia, está como que intimado pela conjuntura a desdizer Moro.

Nos próximos oito dias, a definição do novo ritmo da Lava Jato passará pela mesa de Cármen Lúcia. Ela responde pelo plantão do Supremo durante as férias. Até 31 de janeiro, decide sozinha as pendências urgentes. Soube pelos juízes que trabalham no gabinete de Teori que o relator da Lava Jato havia se equipado para homologar no início de fevereiro os acordos de colaboração dos 77 delatores da Odebrecht. Só faltava ouvi-los, para saber se delataram espontaneamente. Se quiser, Cármen Lúcia pode reverenciar a memória de Teori consumando as homologações.

A essa altura, supõe-se que o procurador-geral da República Rodrigo Janot já está redigindo o ofício que a lógica lhe pede que entregue a Cármen Lúcia. No texto, Janot há de explicar que o conteúdo das confissões, por essencial, precisa ser homologado imediatamente. Há amparo no regimento do Supremo para que a ministra trate essa matéria como urgente, deliberando monocraticamente sobre ela antes mesmo da definição do nome do novo relator da Lava Jato.

No ano passado, Cármen Lúcia fez considerações notáveis na sessão em que o plenário do Supremo referendou a ordem de prisão que Teori Zavascki expedira contra o então senador petista Delcídio Amaral. Vale a pena relembrar as palavras da presidente da Suprema Corte.

''Na história recente da nossa pátria, houve um momento em que a maioria de nós, brasileiros, acreditou no mote segundo o qual uma esperança tinha vencido o medo”, disse Cármen Lúcia. “Depois, nos deparamos com a Ação Penal 470 [do mensalão]. E descobrimos que o cinismo tinha vencido aquela esperança. Agora parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo.”

A ministra prosseguiu: “O crime não vencerá a Justiça. Aviso aos navegantes dessas águas turvas de corrupção e das iniquidades: criminosos não passarão a navalha da desfaçatez e da confusão entre imunidade, impunidade e corrupção. Não passarão sobre os juízes e as juízas do Brasil. Não passarão sobre novas esperanças do povo brasileiro, porque a decepção não pode estancar a vontade de acertar no espaço público. Não passarão sobre a Constituição do Brasil.”

A conjuntura oferece a Cármen Lúcia a oportunidade de transformar palavras em ações. A ministra está intimada pelos fatos a provar que ainda há mesmo juízes em Brasília. Do contrário, pode reforçar a impressão insinuada nos comentários de Sergio Moro de que o Supremo, sem Teori, começou a morrer e não sabe.