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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Clínica São Raimundo - Cuidando da Saúde de Várzea-Alegre !


O Blog do Crato ( E agora o Blog do Sanharol ) tem o prazer de fazer a publicidade da Clínica São Raimundo, da cidade de Várzea Alegre - CE, que acredita no nosso trabalho como meio de buscar a integração regional. A Clínica São Raimundo é uma empresa conceituada. Comandada pelos renomados médico Dr. Menezes Filho e Fisioterapeuta Dra. Ana Micaely de Morais Meneses. Especializada em pediatria, ultrassonografia, fisioterapia geral e especializada ( RPG , neurológica e  uroginecológica) .

Eis algumas fotos da nossa empresa/parceira que fazemos questão de divulgar:

Acima: A Logomarca oficial da Clínica São Raimundo, em Várzea Alegre.



Acima: O Médico, Dr. Menezes Filho em atividade.



Acima: Dra. Ana Micaely de Morais Menezes



Cuidando de seus pacientes com carinho e dedicação...




Clinica São Raimundo.
Rua Dep. Luis Otacilio Correia 129 Centro Várzea-Alegre Ce. Fone (088) 3541-1467.
Especialidade em Pediatria , ultrassonografia , fisioterapia geral e especializada( RPG , neurológica e uroginecológica).

"Cuidando com carinho da saúde do povo de Várzea Alegre !"

Anuncie no Blog do Crato.
Contatos:
blogdocrato@hotmail.com
Tel: 088-3523-2272

Por Mahatma Gandhi


Ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos débeis. Se me dás fortuna, não me tires a razão. Se me dás êxito, não me tires a humildade. Se me dás humildade, não me tires a dignidade.

Ajuda-me a ver sempre a outra face da medalha, não me deixe culpar de traição a outrem por não pensar como eu. Ensina-me aos outros como a mim mesmo. Não me deixas cair no orgulho se triunfo, nem no desespero se fracasso. Mas antes recorda-me que o fracasso é a experiência que precede o triunfo. Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza.

Se me tiras o êxito, deixe-me forças para aprender com o fracasso. Se eu ofender a alguém, dá-me energia para pedir desculpa, se alguém me ofender dá-me energia para perdoar.

Senhor... Se eu me esquecer de ti, nunca ti esqueças de mim.

As voltas que o mundo dá: jornal "Financial Times",da Inglaterra, vê Jair Bolsonaro, como " o mais provável sucessor de Michel Temer"

Fonte: "Folha de S.Paulo", 20-09-2017.
 Por onde passa o deputado Bolsonaro leva milhares de pessoas para apoiá-lo

 O "Financial Times",edição de hoje,  avisa, em vídeo e longa análise, que "As grandes esperanças dos investidores para o Brasil provavelmente não passarão de um sonho". Explica:
— Mesmo que Mr. Temer sobreviva, seu mandato termina no próximo ano. Se as pesquisas estiverem certas, seu mais provável sucessor, Jair Bolsonaro, é um populista de extrema-direita que pensa que a polícia deve ter licença para matar. As perspectivas de reforma liberal são sombrias.

"Folha de S.Paulo", 20-09-2017

A nova geração dos Príncipes da dinastia Orleans e Bragança


Fonte: revista VEJA – Por Renato Onofre

Membro da família real brasileira, Luiz Philippe de Orleans e Bragança diz em livro que o país saiu dos trilhos ao se afastar da cartilha liberal do Império
CARA OU COROA - Orleans e Bragança: “A solução é um Estado mínimo” (Jonne Roriz/VEJA)

Seu livro, publicado pela Novo Conceito, questiona no título: Por que o Brasil É um País Atrasado? Qual a resposta? Historicamente, a percepção geral fomentada pelos agentes do governo e por setores da sociedade é que se trata de um defeito do povo brasileiro. Somos bombardeados com um mantra de que o atraso é um problema cultural intrínseco à nossa etnia e religião. Não tem nada a ver. Somos atrasados porque nossas oligarquias tomaram decisões que nos levaram para o caminho errado.

Que decisões? Começou a dar errado no fim do século XIX, quando a oligarquia deu um golpe de Estado e assumiu o poder por meio da Proclamação da República. Ali se jogou fora a Constituição mais liberal que o Brasil já teve. Pedro I organizou um Estado com separação de poderes, direito do indivíduo e de propriedade. Era um Estado liberal na sua essência.

O senhor diz que o modo como o Estado brasileiro se organiza é o problema. Qual seria a saída? A solução é um Estado mínimo, descentralizado, com unidades federativas autônomas.

A volta da monarquia seria um caminho? O movimento monarquista cresceu muito. Em 1993 (ano do plebiscito que manteve o sistema presidencialista), eu estava seguindo meus tios e dava para ver que não era ainda um movimento orgânico. Era cedo. Desde então, ampliou-se em alguns setores uma boa percepção sobre a monarquia. (...)Meu avô foi chamado pelos militares, em 1967. Eles pegaram o avião, pousaram na fazendinha dele lá no Paraná e o convidaram para ser um novo monarca em um novo sistema. Ele disse não. Tinha a noção de que não poderia ser algo imposto. A volta teria de ser por aclamação popular.
Fonte: revista VEJA, de 20-09-2017.

Simplesmente fantástico - Postado por Antonio Morais.


"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, ainda haverá guerra."
(Bob Marley)

É verídico !!! Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe econômica e viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo. 'Qual o problema, senhora?', pergunta a comissária... 'Não está vendo?' - respondeu a senhora - 'vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra cadeira'. 'Por favor, acalme-se' - disse a aeromoça - 'infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível'.

A comissária se afasta e volta alguns minutos depois. 'Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe econômica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar na classe econômica. Temos apenas um lugar na primeira classe'. E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:

'Veja, é incomum que a nossa companhia permita à um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável'.

E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu: 'Portanto senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe...' E todos os passageiros próximos, que, estupefatos assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.

'O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons...'

A ditadura dos ofendidos - Por Luiz Felipe Pondé.



Shofia Loren - Em "Os Girassóis da Rússia".

Logo criarão uma lei que proibirá as mulheres de serem bonitas em nome da autoestima das feias e proibirão os homens bem sucedidos de terem carrões em defesa da dignidade do ônibus ou do metrô.

Duvida?

Basta um mentiroso inventar que isso é necessário para um convívio democrático.
Isso se chama a ditadura dos ofendidos.

CAÇAR O RATO - Por Wilton Bezerra.

Já sugeri que somente a desratização no mundo sociopolítico apruma o xote desse país.
O momento é esse.
É assustadora a revelação da inclinação do brasileiro pelo desonesto.
Há quem cultue a ação dos malfeitores.
Mas é importante a escolha certa do produto para dizimar a praga dos roedores do nosso sacrificado dinheirinho.
Não pode ser um pesticida qualquer.
Desaconselhável um genérico, pois se trata de grave contaminação a ser combatida.
A escolha certa é fundamental.
Se ainda assim os efeitos persistirem, ofereço solução menos radical.
Um produto pode ser aplicado: recall.
Se depois de eleito o sujeito não cumpre o combinado, substituição.
Como no futebol.
No regulamento, alterações à vontade durante o jogo.
Isto é, durante o mandato.
Se resolve, tenho minhas dúvidas.
Pouco importam os defeitos de delatores, delações, gravações, investigações, PGR, CSA, CRB, ASA, UEFA ou o diabo a quatro.
Como disse muito bem um manda-chuva chinês:
“Não importa a cor do gato se ele caça o rato”.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Sem esperança de que Supremo barre a denúncia de Janot, Temer se rearticula - Por Josias de Souza.

O Planalto obteve no Supremo Tribunal Federal indicativos de que não será acolhido na sessão plenária desta quarta-feira o pedido da defesa de Michel Temer para que a nova denúncia contra o presidente seja suspensa. Diante disso, Temer intensificou desde o último final de semana os preparativos para enterrar na Câmara a peça em que o ex-procurador-geral Rodrigo Janot o acusa de formação de organização criminosa e obstrução à Justiça

Não há no Planalto nenhuma dúvida de que a denúncia de Janot descerá à cova, para ser exumada pela Justiça apenas depois que Temer deixar a Presidência. Vive-se uma cena repetida —um flashback com direito a balcão fisiológico, chantagens dos deputados e um festival de cargos e verbas.

Na votação que sepultou a primeira denúncia, por corrupção passiva, Temer prevaleceu com 263 votos, muito mais do que os 172 que precisava. A oposição cravou 227 votos, bem menos do que os 342 exigidos para autorizar o Supremo a tocar uma investigação contra o presidente da República.

Temer tenta agora melhorar o seu desempenho. É improvável que consiga. Ficará novamente claro que o governo tem maioria para barrar investigações, mas não dispõe de 308 votos para aprovar reformas constitucionais como a da Previdência. Seja como for, Temer avalia que nem a eventual delação do amigo preso Geddel Vieira Lima, por demorada, teria o condão de transformar em derrota sua perspectiva de vitória.

A denúncia de Janot, protocolada no Supremo há cinco dias, já deveria ter seguido para a Câmara. Mas o relator da Lava Jato, ministro Edson Fachin, achou mais prudente dividir sua decisão com os outros dez ministros da Suprema Corte. Teve receio de ser descortês com os colegas, já que o recurso de Temer pede que a denúncia seja barrada. Os advogados alegam que convém esperar o resultado da investigação sobre o áudio que virou do avesso a colaboração premiada da JBS, estimulando dúvidas sobre a validade das provas fornecidas pelos delatores. .

A perspectiva dos auxiliares de Temer é a de que a maioria dos ministros do Supremo considere que, nesta fase, não cabe ao tribunal sustar a denúncia. Antes, a Câmara precisa decidir se vai ou não autorizar a Suprema Corte a julgar se a denúncia de Janot merece o arquivo ou a abertura de uma ação penal.

A banda podre vai vencendo a guerra no Brasil - Por Josias de Souza.


A cerimônia de posse de Raquel Dodge ajuda a entender por que o Brasil é o mais antigo país do futuro do mundo. Havia delatados, investigados e denunciados em toda parte, inclusive na mesa reservada aos presidentes dos Poderes. Pelo Executivo, Michel Temer, que já coleciona duas denúncias criminais. Pelo Legislativo, Eunício Oliveira e Rodrigo Maia, cada um com dois inquéritos.

A esse ponto chegamos: dois dos três poderes são comandados por políticos que têm contas a acertar com a Justiça. Bastava a Raquel Dodge olhar ao seu redor para perceber o tamanho do desafio que tem pela frente. Os procurados faziam festa para a procuradora-geral. A normalidade institucional brasileira é mesmo perturbadora.

Quem assistiu ficou com a impressão de que a banda podre da política está vencendo a guerra. A quantidade absurda de escândalos indica que o Brasil não é mais um país onde pipocam casos de corrupção. Virou um país, em si, corrupto.

A nova procuradora-geral pregou a harmonia entre as instituições. Ótimo. Mas não se deve confundir as instituições com os investigados que as dirigem. A restauração da harmonia depende da punição de todos os que estão em desarmonia com a moralidade.

Pena que se aprende muito tarde, ou, nunca - Artur da Távola.

Amor não se implora, não se pede, não se espera... Amor se vive, ou não. Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.

Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para mostrar ao homem o que é fidelidade. Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz. As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros. Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.

Água é um santo remédio. Deus inventou o choro para o homem não explodir. Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso. Não existe comida ruim, existe comida mal temperada. A criatividade caminha junto com a falta de grana. Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar. Amigos de verdade nunca te abandonam. O carinho é a melhor arma contra o ódio.

As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida. Há poesia em toda a criação divina. Deus é o maior poeta de todos os tempos. A música é a sobremesa da vida. Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente. Filhos são presentes raros. De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças acerca de suas ações. Obrigado, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem portas para uma vida melhor. O amor... Ah, o amor... O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças...Não há vida decente sem amor! E é certo, quem ama, é muito amado.. E vive a vida mais alegremente...

Lula Achava Que Faria Mobilização Nacional Pelo Nordeste: Enganou-Se - Por Augusto Nunes.

O líder político baiano, ACM Neto, dizia que comício que não atrai ao menos dois carrinhos de pipoca é fracasso de público. 

Os palanques da excursão de Lula pelo Nordeste não atraíram mais que um carrinho de pipoqueiro. 

Jânio Quadros dizia que para reunir cinco mil pessoas só precisava bater lata no Viaduto do Chá por cinco minutos. 

Esse tem sido, 5 mil pessoas, o público médio da caravana de Lula. O petista achava que faria mobilização nacional.

O PT não se rende por tão pouco e agora comemora o número de títulos "doutor honoris causa" que ele recebeu.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

DANÇAR DE ROSTO COLADO - Postagem do Antônio Morais


Rosto colado é coisa que os jovens de hoje não conhecem como preliminares de um ato de sedução. Nesses bailes de antigamente (que palavra dolorosa!), os jovens rastreavam o salão em busca da garota ideal para iniciar um romance. Caso ela fosse localizada na mesa com os pais, nossas pernas tremiam. Uma cuba libre (rum, coca-cola, gelo e limão), talvez fosse o combustível para encorajar o ato de atravessar o salão e chegar na mesa com o convite, formalíssimo, "vamos dançar". O "sim" dela poderia significar que também queria dançar, pois os olhos já tinham se cruzado num momento do baile, mas poderia ser apenas o "sim" formal para não dar um "cano" no rapaz audacioso. Neste último caso, a regra que a jovem aprendeu em casa com a mãe casamenteira, era dançar no máximo três para não significar que havia outro interesse a não ser o da boa educação. No entanto, se "pintasse um clima" – ai, Jesus! – As danças se prolongariam por todo o baile e, na hora exata, os rostos se colavam e a sedução começava com uma conversa de ouvido. O ato de seduzir transformava-se numa enciclopédia romântica que valia até mentiras ingênuas e nos dias seguintes flores e serenatas.

Corta para 2010. Não há mais rosto colado, não há mais bailes, os conjuntos melódicos são apenas boas lembranças e os clubes estão fechando seus salões que tinham a sua boate para os jovens. O beijo roubado, quando as luzes diminuíam de intensidade, era, talvez, o único da noite. Hoje, as garotas ficam apostando quem beija mais garotos numa noite e vulgarizou-se o ato mais sublime de um início de conquista. O baile funk, mais que uma reunião dos jovens de hoje, é um convescote de traficantes em busca de novos babacas para o início de uma vida de vícios. Vale o mesmo para a festa reive e os incidentes estão aí na imprensa para que o colunista não passe por um "velho recalcado". A sedução transformou-se em agressão sexual, para ambos os lados. Sem crack, sem pó, sem baseado, não há sequer uma aproximação de pessoas de sexo diferente. Não se dança mais, os requebros e os pulos substituíram os passos cadenciados. O barulho do bate-estaca acabou com o diálogo. Sem diálogo não há sedução, mas pode haver estupro.

Fim de papo. Está bem, somos velhos quando falamos em "rosto colado". Mas ninguém pode roubar, de nossa memória, um tempo mágico onde o cavalheirismo de uma dança fazia-nos flutuar por salões com pessoas especiais. “E quem não dançou uma vez na vida de rosto colado não sabe o que perdeu".

Rogério Mendelsk .


Mississipi - Pussycat 

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Primeira mulher a chefiar a PGR, Raquel Dodge toma posse nesta segunda-feira - Por Guilherme Mazui e Renan Ramalho.


Nova procuradora-geral substitui Rodrigo Janot, que deixa o cargo após 4 anos. Denunciado por Janot e responsável pela indicação de Dodge, Temer participará da posse nesta segunda.

Primeira mulher a comandar a Procuradoria Geral da República, Raquel Dodge tomará posse nesta segunda-feira (18) em Brasília como nova responsável pela chefia do Ministério Público Federal.
A posse está marcada para as 8h, na sede da PGR em Brasília. A nova procuradora-geral comandará o MPF por dois anos. Ela substituirá no cargo Rodrigo Janot, que estava no cargo desde setembro de 2013.

De acordo com o cerimonial, caberá ao presidente Michel Temer dar posse à nova procuradora-geral da República. Para conciliar a solenidade com a agenda de Temer, que viajará ainda nesta segunda para os Estados Unidos, o horário da posse foi antecipado.

Após a cerimônia na PGR, Temer segue para Nova York, onde participará de um jantar oferecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na terça (19), Temer fará o discurso de abertura Assembleia Geral das Nações Unidas.

Além de Temer, outras autoridades são aguardas na posse de Raquel Dodge, entre as quais a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes.

Subprocuradora-geral, Raquel Dodge foi indicada para a PGR por Temer, em junho. Ela foi a segunda mais votada na eleição da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), ficando atrás de Nicolao Dino, candidato apoiado por Janot, o que pesou na decisão do Palácio do Planalto.

A troca de comando no MPF se dá menos de uma semana depois de Janot apresentar mais uma denúncia contra Temer ao STF. Na quinta-feira (14), às vésperas do fim do mandato, o procurador-geral denunciou o presidente pelos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa.

Se a acusação avançar no STF, mediante autorização da Câmara dos Deputados, o futuro do caso ficará sob responsabilidade de Raquel Dodge.

Ela assume a Procuradoria Geral com a missão de garantir a continuidade da Operação Lava Jato, que investigou mais de 100 políticos na gestão de Janot e denunciou caciques de partidos como PMDB, PT, PSDB e PP, entre outros.

domingo, 17 de setembro de 2017

Marun: ‘Vamos investigar quem nos investigou’ - Por Josias de Souza.

Na certidão de nascimento, a mais recente comissão parlamentar de inquérito criada no Congresso recebeu o nome de CPI da JBS. Foi instalada há cinco dias. Nem começou a trabalhar e já merece um apelido: CPI da Desforra a Jato.

Ao farejar o cheiro de queimado, dois senadores pediram para sair: Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e Otto Alencar (PSD-BA). “Estão saindo por medo”, atacou o relator da CPI, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), em entrevista ao Globo.

Ao justificar sua opinião, Marun arrancou, por assim dizer, o manto diáfano que encobre os reais objetivos da CPI: “Nós vamos investigar quem nos investigou. Vamos interrogar quem sempre nos interrogou. Esse é um paradigma que será quebrado.”

Ex-comandante da milícia parlamentar de Eduardo Cunha, Marun tornou-se o cabeça da infantaria congressual de Michel Temer. Ferraço e Alencar bateram em retirada logo que o personagem foi alçado ao posto de relator da CPI.

Marun atribui a debandada não à sua reputação, mas à covardia dos senadores, que estariam com “medo desse embate que nós vamos ter.” Medo de, “dali a pouco ter que se posicionar em relação a um procurador. E também, em alguns, pode acontecer a vontade de que a JBS não seja investigada.”

O relator soou enfático nos seus ataques aos que deixam a CPI. “Essa saída é pirotécnica e, para mim, fruto do medo. Não renuncio de jeito nenhum. Esta CPI é uma CPI para corajosos. Eu tenho meus defeitos, mas não sou uma pessoa desleal.”

Sem medo de exagerar na perda do recato, Marun insistiu: “Vejo, sinceramente, nesses que saem, falta de coragem para enfrentar uma situação dessa, de romper o paradigma, de investigar quem sempre nos investigou. Eu vejo aí o temor.”

No papel, o principal propósito da CPI é investigar os financiamentos do BNDES para a casa de carnes dos irmãos Joesley e Wesley Batista. É como se os parlamentares forçassem a maçaneta de uma porta já arrombada pela Operação Bullish. Nela, a PF e a Procuradoria da República já cercaram os negócios da JBS com o banco.

Perguntou-se a Marun se o acordo de delação da JBS, revogado na semana passada, seria o alvo principal da CPI. E ele, sem titubeios: “Isso é o que provocou a CPI, para dizer a verdade —as circunstâncias controversas desse acordo.”

Recém-incorporado ao grupo dos políticos que têm acesso às cozinhas do Planalto e do Jaburu, Marun defende Michel Temer atacando Rodrigo Janot, o procurador-geral que deixa o cargo depois de protocolar no Supremo Tribunal Federal a segunda denúncia contra o presidente —dessa vez por formação de organização criminosa e obstrução da Justiça.

“Não é que ele [Janot] seja um bandido, mas um vilão do crescimento do Brasil acho que ele é. O doutor Janot é hoje a pessoa que mais atrapalha o Brasil. Vilão do PMDB, não. O PMDB tem pessoas que têm contas a acertar. Que acertem.”

O problema é que as pessoas do PMDB que têm contas a ajustar dispõem do escudo do foro privilegiado. Uma delas é o presidente da República. No caso de Temer, as contas só seriam cobradas se a Câmara concedesse autorização ao Supremo Tribunal Federal para investigar o inquilino do Planalto.

Entretanto, Temer foge da investigação como vampiro da luz do Sol. E a tropa liderada por Marun transforma o plenário da Câmara em cemitério para a desova de denúncias contra o presidente. É em meio a esse ambiente que a CPI da Desforra a Jato chega para “investigar quem nos investigou.”

Noutos tempos, os parlamentares ainda tentavam disfarçar suas manobras. Hoje, fazem barulho em CPIs como se quisessem acordar Darwin no túmulo, para mostrar que sua teoria evolucionária estava correta. No Congresso brasileiro já é possível inclusive observar pessoas que trabalham pela involução do ser humano.

Em meio ao caos político, econômico e social, Estado de Minas Gerais dá apoio à restauração da monarquia

O Estado de Minas Gerais se tornou, no dia 10 de agosto último, o primeiro a dar seu apoio oficial, por meio de sua Assembleia Legislativa, à realização de um referendo pela restauração da Monarquia Constitucional no Brasil, conforme proposto pela Sugestão Legislativa nº 18 de 2017, atualmente tramitando na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal.

A iniciativa partiu do Deputado Carlos Pimenta, Presidente da Comissão de Saúde da ALMG, que, em fins do mês de julho, enviou ao Presidente da Casa, Deputado Adalclever Lopes, um requerimento para que a ALMG passasse uma moção de apoio à Sugestão Legislativa, aprovada em plenário no dia 5 de agosto. O Presidente da ALMG, então, enviou o Ofício nº 1553/2017 ao Presidente do Senado, Eunício de Oliveira, à Presidente da CDH, Senadora Regina Sousa, e ao Senador Sérgio Petecão, que fora nomeado relator da Sugestão Legislativa, mas que, desde então, já abriu mão da relatoria, estando a Sugestão no aguardo de um novo relator.

A Sugestão Legislativa, iniciada por um brasileiro patriota e monarquista, já conta com mais de 30 mil apoios espontâneos no site do Senado. Mas é preciso que os monarquistas continuem votando SIM, e que peçam aos seus familiares, amigos e colegas para que façam o mesmo, difundindo o ideal monárquico entre os brasileiros de norte a sul do nosso País. Também é imprescindível que os signatários entrem em contato com os Senadores representantes de seus estados, assim como os Deputados Federais e partidos, fazendo pressão na Comissão que analisará o pedido. E, agora, cabe a nós, monarquistas, a tarefa de entrar em contato com nossos Deputados Estaduais e cobrar que as Assembleias Legislativas dos nossos estados sigam o exemplo patriótico do povo mineiro.


O sucesso da nossa caminhada, que culminará na restauração do regime monárquico em nosso País, depende do trabalho incansável e livre de interesses particulares de cada monarquista. A Pró Monarquia – Casa Imperial do Brasil, em nome da Família Imperial Brasileira, agradece o apoio que já foi dado e continua contando com a ajuda de todos para restaurar o nosso Brasil, uma Nação mais próspera e justa para todos os brasileiros.

Para votar Vote SIM na Sugestão Legislativa número de 18 de 2017 entre no link abaixo:
http://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria…

Confira também toda a documentação relacionada ao apoio do Estado de Minas Gerais à Causa Monárquica.


Postagem original: facebook PRO MONARQUIA

Quando os exemplos nobres se repetem - Por Antônio Morais.


Professor Pedro Felício.

Há 30 anos, eu estava na gerência do Bicbanco agência Crato e. o Senhor Pedro Felício entrou e pegou a fila para efetuar um pagamento qualquer.

Eu que era seu amigo, que conhecia sua índole e caráter não o importunei. Outro gerente se levantou de sua mesa, foi até seu Pedro, o cumprimentou e convidou  a ir sentar-se a sua mesa e receber um tratamento  diferenciado.  Pedro Felício  de forma  elegante e educada não aceitou e continuou na fila.


Dr. André Barreto.

Ontem, 16/09/2017,  eu estava no conhecido "Posto da Grota" em Crato, fui tomar uma vacina, o gato me mordeu sem dó. Vi se repeti aquela cena de 30 anos atrás. 

O Dr. André Barreto, vice-prefeito e Secretario de Saúde do município, chegou ao local com uma criança de aproximadamente 07 anos, cumprimentou os pais e mães que estavam na fila, saudou os servidores e se postou no ultimo lugar da fila com a criança.

Estou fazendo este registro porque os nobres gestos, os grandes exemplos devem ser seguidos e reconhecidos.

Sob Dodge, Joesley deve ter saudades de Janot - Por Josias de Souza.

Ouvido em audiência judicial nesta sexta-feira, Joesley Batista queixou-se de Rodrigo Janot. O detento da JBS não tem noção do que está por vir. Se o problema fosse o arqueiro, tudo se resolveria na segunda-feira, com a troca de guarda que ocorrerá na Procuradoria-Geral da República. As flechas passarão às mãos de Raqual Dodge. Quando a doutora começar a usá-las, Joesley talvez sinta saudades de Janot.

O ex-mecenas da política nacional reclamou da revogação do acordo de colaboração judicial da JBS. Considerou “um ato de covardia” o cancelamento da imunidade penal. “Depois de tudo que fizemos, das provas que entregamos…!” Sob Dodge, a premiação inédita nem teria existido. Entregando a mercadoria, os delatores teriam uma redução do castigo, jamais a extinção.

''Fui mexer com os donos do poder e estou aqui agora”, resmungou Joesley. “Estou pagando por isso.'' A pose de empresário bonzinho achacado por políticos malvados não orna com o prontuário do personagem. Joesley e Cia. abriram o bico porque foram cercados por seis investigações criminais. Sabiam que a Polícia Federal estava a caminho. Tinham o que entregar. Mas o áudio-pastelão que registrou a “conversa de bêbado” revelou que os delatores foram seletivos, não contaram tudo.

Para azar dos irmãos Batista, a revogação do acordo converteu-os em matéria-prima para Raquel Dodge e sua equipe. Os encrencados serão apresentados a uma expressão cara à substituta de Janot: “Reparação do dano.” Nada a ver com o conhecido acordo de leniência. Sob nova direção, a Procuradoria deve buscar no patrimônio dos mecenas as verbas desviadas do erário. Se funcionar, logo, logo haverá uma nova categoria na praça: os sem-jatinho. Ou sem-iate.

sábado, 16 de setembro de 2017

Lama no ventilador - Bolg do Ricardo Noblat - Por Ruy Fabiano.



A delação premiadíssima dos irmãos Batista, com toda a carga de suspeitas que levantou, teve ao menos um efeito colateral positivo: obrigou o procurador-geral Rodrigo Janot a desengavetar denúncias que lá estavam há quase dois anos.

As denúncias contra os quadrilhões do PT e do PMDB misturam fatos antigos com outros recentes. Foi o meio que Janot encontrou de enquadrar o presidente da República, Michel Temer, que a lei exime de prestar contas de atos alheios e anteriores a seu mandato.

Mas a pressa, ainda que necessária, que Janot exibiu em relação a Temer, não a teve em relação a Lula, Dilma et caterva.

O caso Aluízio Mercadante, por exemplo, que tentou comprar o silêncio do ex-senador Delcídio do Amaral, que preparava delação premiada (a seguir feita), veio a público em março de 2016. Só agora Janot a encaminhou ao STF. Por quê?

Mercadante, que cometeu o mesmo delito que levou Delcídio à prisão sumária e à perda do mandato, não foi incomodado e exerceu seu cargo de ministro da Educação até a saída de Dilma.

Janot, a rigor, não incomodou nenhum dos governos do PT, pelos quais foi nomeado e renomeado.

Chegou a ser visto como um procurador do PT. Não explicou, até agora, por que incinerou a delação do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, que tratava em minúcias de Lula e de um ministro do STF, Antonio Dias Toffoli. Sua atuação, até os 44 minutos do segundo tempo, esteve longe de mostrar isenção.

Ao sair, porém, em meio às trapalhadas (eufemismo de coisa bem mais séria) da delação dos irmãos Batista – e do comportamento que agora criminaliza de seu braço direito na PGR, Marcelo Miller -, decidiu jogar lama no ventilador.

E haja lama. O contribuinte, lesado por tudo quanto veio à tona, agradece. O problema é que a extensão do que remeteu ao STF faz prever encaminhamento lento e problemático. Por serem amplas demais, e documentadas de menos, as denúncias perdem clareza e objetividade. A defesa dos acusados agradece.

Janot viverá dias difíceis. Arranjou inimigos poderosos em todos os partidos. Mas o modo como o fez, de última hora e sem transparência em suas motivações, não o tornou um herói popular. Muito pelo contrário, o colocou sob suspeição.
 
Não terá, pois, a contrapartida que tem um Sérgio Moro, de compensar a ira dos poderosos com o apoio entusiástico da opinião pública. Inversamente, terá muito o que explicar, para fora e para dentro da PGR. Seu entorno na instituição está todo citado nos áudios de Joesley Batista e Ricardo Saud.

Ele, que inicialmente defendeu a probidade de Marcelo Miller, terminou por pedir-lhe a prisão. Tal como Lula, alegou que não sabia de nada, embora, por força do cargo que ocupava, devesse sabê-lo.

É a teoria do domínio do fato, que a PGR sustentou, com êxito, no Mensalão contra José Dirceu, levando-o à condenação.

O fato concreto é que, se o país já estava quase órfão de referências institucionais, agora ficou sem nenhuma. Os três Poderes estão, para dizer o mínimo, chamuscados com o que se extraiu das fitas de Joesley e Saud. E há mais, muito mais por vir, em áudios ainda não decodificados, em posse do STF.

Disso resultam urgências políticas, decorrentes da anomalia de um presidente da República, acusado de comandar uma quadrilha, continuar no cargo, em contraste com o rito judicial, lento, complexo e pouco confiável, incumbido de selar-lhe o destino.

O PT, que está em situação bem pior, já que sua quadrilha ficou com a parte do leão na rapina ao Estado, não hesita em insistir no “Fora, Temer!”. Pretende levá-lo com mais força às ruas, acreditando que até os antipetistas serão sensíveis ao apelo.

O certo é que a semana termina com extensa lista de ações da Justiça: O depoimento desastroso de Lula a Sérgio Moro; o agravamento da pena de José Dirceu e João Vaccari, no TRF 4 (para 40 anos), pendente ainda do voto de minerva; a rejeição unânime pelo STF da tentativa de Temer de colocar Janot sob suspeição; a prisão de Wesley Batista; a prisão do ex-governador Garotinho; a evidência de que Marcelo Miller era agente duplo (participava, inclusive, de um grupo no WhatsApp com o pessoal da JBS para tratar da delação junto à PGR). E a busca e apreensão no apartamento funcional do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, acusado também de corrupção.

Diante de tal cenário, é absolutamente inviável especular sobre as eleições de 2018. Falta um ano – e até lá não se sabe quais serão os atores dessa peça de horrores a que o país assiste. Não se sabe sequer que partidos haverá - ou mesmo se haverá eleições.

Reação de Lula a Palocci desagrada até amigos - Por Josias de Souza.

Até amigos de Lula avaliaram que ele errou ao desqualificar tão drasticamente Antonio Palocci no depoimento que prestou a Sergio Moro. No PT, ninguém ignora que Palocci sempre foi um suavizador das necessidades monetárias de Lula. Fora do PT, todos sabem que Palocci era um fiel escudeiro de Lula. Por isso, petistas chegados ao ex-presidente ficaram com a impressão de que, ao pintar Palocci como um mentiroso frio e calculista, Lula condenou-se ao descrédito. De fato, nunca um inocente pareceu tão culpado —ou nunca um culpado pareceu tão inocente.

Petistas que privam da intimidade de Lula acham que, em vez de desqualificar Palocci, o pajé do PT deveria ter recoberto seu ex-ministro de elogios. Na sequência, Lula associaria o desejo de Palocci de se tornar um delator à prisão longeva e a uma hipotética pressão psicológica da equipe da Lava Jato. O efeito seria o mesmo. Com a vantagem de que Lula não precisaria ter cutucado Palocci com o pé, arriscando-se a ser mordido com mais força pelo delator-companheiro.

Apesar do discurso externo, situado em algum lugar entre a vitimização e o triunfalismo, o PT rumina internamente a impressão de que Palocci ficou ainda mais à vontade para contar o que sabe aos investigadores. E ele sabe demais. Já havia declarado diante do juiz da Lava Jato que Lula fizera um “pacto de sangue” com a Odebrecht, que rendeu um pacote de propinas de R$ 300 milhões.

Descobre-se agora, que Palocci já informou em sua proposta de delação que entregou dinheiro vivo a Lula em pelo menos cinco ocasiões. Foram pacotes de R$ 30 mil, R$ 40 mil ou R$ 50 mil. Formalmente, Lula nega. Informalmente, começa a admitir, longe dos refletores, que pode ter subestimado o teor radioativo de uma delação de Palocci. O resultado prático é que a candidatura presidencial de Lula vai migrando rapidamente da condição de “provável” para a de “inviável”.

A Fortaleza de Santa Cruz da Barra – por Armando Lopes Rafael

   Encerro, com esta postagem, a série de articuletos sobre construções históricas por mim visitadas na primeira semana de setembro no circuito Rio de Janeiro–Niterói–Petrópolis. Hoje falarei sobre a Fortaleza de Santa Cruz da Barra localiza-se no lado oriental da barra da baía de Guanabara, no bairro de Jurujuba, em Niterói. Trata-se do segundo ponto turístico mais visitado daquela cidade.

   Segundo a Fundação Cultural do Exército Brasileiro, quem começou a construir essa fortaleza foram os corsários franceses que se apossaram da baía da Guanabara. Em 1555, Nicolas Durand de Villegagnon cruzou a baía de Guanabara, acompanhado de cerca de 600 homens, e improvisou uma fortificação à entrada da baía, para dar suporte à implantação da França Antártica. 

       Dois anos depois veio a resposta dos portugueses. A fortificação – 7.153m2 de área construída - foi tomada por Mem de Sá que iniciou as obras de ampliação da fortaleza, rebatizada com o nome de Nossa Senhora da Guia.  Trata-se da maior obra naval do Brasil, quiçá do continente americano. Em 1599 a fortaleza foi estratégica para impedir a invasão do Rio de Janeiro pelo corsário holandês Oliver Van Noort. Em 1632, após melhorias passa a chamar-se Fortaleza de Santa Cruz da Barra.

Hoje, a cargo do Exército, essa fortaleza continua funcionando normalmente e é aberta à visitação pública. A Fortaleza de Santa Cruz e todo o conjunto de edificações situadas após o portão contíguo ao canal encontram-se tombadas pelo Patrimônio Histórico Nacional desde 1939.

Gilmar Mendes sabe que é um monstro - Por Maicon Tenfen - Veja.

Malabarismos jurídicos e declarações inconsequentes fazem com que o ministro do STF seja o pior dos nossos pesadelos. O rosto paranormal de Gilmar Mendes não mete medo, mas suas sentenças são monstruosas. Gilmar Mendes é o inimigo público número um do Brasil.

Vejam que a façanha não é miúda. Ser o pior entre os piores é tão difícil quanto ser o melhor entre os melhores. O “bojudo fradalhão de larga venta” – para citar o mesmo Bocage que o Ministro aprecia – consegue deixar uma capital cheia de sátrapas na lanterninha a cada vez que bate o martelo para melar a Lava-Jato, ou seja, todo o santo dia.

O ethos de um país não pode ser a luta contra a corrupção – disse Gilmar ao The Wall Street Journal.

Aliadas aos malabarismos jurídicos, essas declarações deixam claro que Gilmar Mendes conhece o seu papel no conto: é o monstro, o bicho-papão, o gigante Piaimã, o Grendel faminto de carne humana, o Balrog com o chicote flamejante, a entidade maligna que devora as esperanças e vomita a injúria sobre quem estiver no caminho.

O vilão é aquele que conhece bem a própria identidade e por isso não titubeia em agir a favor dos próprios desejos, ao contrário do herói, cheio de indecisão, que precisa encarar uma longa jornada até descobrir quem de fato é – eis a conclusão do antropólogo americano Joseph Campbell em seu livro O Herói de Mil Faces.

Não é o rosto paranormal de Gilmar Mendes que mete medo, mas as certezas – e sentenças – injustificadas que vive distribuindo a torto e a direito. A boa notícia é que os monstros sempre morrem no final. O bicho-papão perecerá, Piaimã será afogado num panelão de macarronada, Grendel encontrará a flecha certeira de Beowulf e Balrog cairá da ponte que se esfacela sob os seus pés.

Enquanto isso não acontece – já que vivemos numa realidade ainda mais fictícia que a das histórias de monstros – limito-me a transcrever o restante do soneto citado acima, também fora de contexto, como Gilmar Mendes fez na despedida de Janot.

Pensando bem, até que o poema não é tão descontextualizado assim. Fala de um padre lascivo dado a declarações asnáticas que gosta de apontar nos outros os pecados que comete. Troquemos “padre” por “juiz” e “gritar contra as modas” por “dar sentenças espúrias” que estará pronta a interpretação.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Uma questão de qualidade - Por Antônio Morais.


O valor humano ou material das pessoas ou objetos depende de sua duração. O PT elegeu Lula e vários senadores em sua vitoriosa campanha depois do fracasso monumental do governo Fernando Henrique Cardoso. 

Dentre eles muitas senhoras senadoras. Onde andam Marina Silva - AC, Heloísa Helena - AL, Fátima Cleide - RO, Sheres Shesharenco - MS, Ana Júlia Garepa - PA, Emília Fernandes - RGS e Marta Suplicy SP? A Marta está tentando salvar-se no PMDB.  

A partir de 2018 estaremos perguntando onde andam Vanessa Grasiotin -AM, a Gleyci - PR, Regina de Sousa - PI e Katia Abreu - TO, Fátima Bezerra RGN  tem mandato até 2022. Também não se terá noticias de Lindbeg Farias - RJ, Humberto Costa - PE, José Pimentel - CE, como já não se sabe hoje que fim teve o Inácio Arruda.

De todos o que vai ter maior duração é o Pajé Lula da Silva, porque se vendeu a todo tipo de proposta e todos, inclusive, a justiça tem o rabo preso a ele. 

Mas, não se enganem : terá um fim desolador porque com suas mentiras fez mais mal ao povo do que o bem.

Em VEJA desta semana: Palocci admite ter entregue dinheiro vivo a Lula

Ex-ministro entregou pessoalmente ao ex-presidente pacotes de 30 000 reais, 40 000 reais e 50 000 reais
Por Robson Bonin
Segredos - O ex-ministro Antonio Palocci já redigiu mais de quarenta anexos com suas revelações (Wilson Pedrosa/Estadão Conteúdo)

Na proposta de delação que negocia com os procuradores da força-tarefa da Lava-Jato, o ex-ministro Antonio Palocci revela em detalhes como se dava a entrega de propina em dinheiro vivo ao ex-presidente Lula. Segundo o ex-ministro, ele próprio era encarregado de fazer pequenas entregas de propina pessoalmente a Lula.

O ex-presidente recebia das mãos de Palocci pacotes de 30.000 reais, 40.000 reais e 50.000 reais. O ex-ministro narra pelo menos cinco episódios em que entregou dinheiro sujo diretamente a Lula. Segundo Palocci, os pacotes de propina eram usados por Lula para bancar despesas particulares.O ex-ministro também detalha entregas de dinheiro sujo em quantias maiores. Segundo Palocci, quando o pedido de Lula envolvia cifras mais elevadas, o encarregado de fazer o transporte dos recursos era o sociólogo Branislav Kontic. Espécie de “faz-tudo” do ex-ministro, Branislav levava as remessas de dinheiro ao Instituto Lula, em São Paulo.

Tanto as pequenas entregas de Palocci a Lula quanto as grandes remessas transportadas por Branislav eram descontadas da contra-propina que Lula mantinha com a Odebrecht.

Em férias, Janot não verá o funeral da denúncia - Por Josias de Souza.



A três dias de deixar o posto de procurador-geral da República, Rodrigo Janot festeja nesta sexta-feira seu aniversário de 61 anos. A segunda denúncia contra Michel Temer e a “organização criminosa do PMDB” foi, por assim dizer, um presente que Janot se autoconcedeu, para marcar o encerramento de sua gestão.

Embora cheia de vida, a denúncia está jurada de morte. Janot não deve testemunhar o funeral. Na segunda-feira, dia da posse da sucessora Raquel Dodge, o algoz de Temer voará para o exterior, em férias. 

Não esperará nem pela sessão em que o STF discutirá, na quarta-feira, o curto-circuito da delação da JBS. E não deve retornar ao país antes da votação em que a Câmara lançará evidências vivas na cova.

O depoimento de Lula complicou-o ainda mais - Por O Antagonista.


Ele se enrolou todo, por exemplo, quando foi interrogado sobre sua cobertura em São Bernardo do Campo, comprada pelo primo de José Carlos Bumlai com dinheiro do departamento de propinas da Odebrecht.

Vale a pena ler o relato de Josias de Souza, no UOL:

Quanto ao apartamento vizinho ao seu, Lula reconhece que ocupa. Mas nega que seja o proprietário. Sustenta que apenas alugou o imóvel (…).

“O senhor ex-presidente sabe explicar como foi pago o aluguel desse imóvel a partir de fevereiro de 2011?”, quis saber Sergio Moro.

Lula transferiu a resposta para um cadáver: “A dona Marisa ficou com a responsabilidade de fazer o contrato e acertar aluguel, condomínio, IPTU, e outras coisas da casa. Era tudo ela que fazia.”

Não podendo interrogar a morta, o juiz insistiu com Lula: “O senhor Glaucos da Costa Marques foi ouvido aqui em juízo e declarou que somente começou a receber o pagamento do aluguel do imóvel a partir do final de 2015, logo após a prisão do senhor José Carlos Bumlai, essa é a informação dele. O senhor ex-presidente tinha informação disso?”

Lula, como de hábito, não sabia: “Fiquei surpreso com o depoimento dele, porque nunca chegou a mim qualquer reclamação de que não se estava pagando aluguel. Porque ele declarava no Imposto de Renda dele que pagava aluguel, e eu declarava no meu Imposto de Renda que a dona Marisa mandava pro procurador o pagamento do aluguel.”

Moro não desistiu: “O senhor ex-presidente tem recibos dos pagamentos desses alugueis?”

E Lula, com a firmeza de um pote de gelatina: “Tem recibo, deve ter, posso procurar com os contadores para saber se tem.”

O juiz soava mais incômodo do que maquininha de dentista: “Salvo engano do juízo, os recibos não foram apresentados ainda. O senhor ex-presidente sabe o motivo?”

Mas Lula parecia mesmo indefeso: “Eu não sei. Nem sei se já foi pedido ao advogado para apresentar.”

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Ciro Gomes: 'Lula está pensando que o povo é imbecil?' - POR BRUNO GÓES.


Ciro Gomes não poupou Lula hoje, logo após participar de um evento na FGV no Rio de Janeiro. Pré-candidato à Presidência, Ciro disse que a narrativa do PT é "insustentável" diante do depoimento de Palocci e das alianças feitas pelo ex-presidente.

O Lula sabe o que fez. E não dá para ter uma narrativa dizendo o seguinte: olha, eu sou um perseguido político pelos adversários da direta, a serviço dos tucanos, etc e tal, quando seu parceiro de dois, oito, vinte, trinta anos, é quem assume a titularidade de uma denúncia como essa. Essa narrativa não se sustenta.

E disse mais: 

É como você falar o seguinte: houve um golpe de Estado no país. Estou de acordo, houve um golpe no país. Sucede daí que quem fez esse golpe foi o Senado, cujo presidente era o Renan Calheiros, cujo novo presidente é o Eunício Oliveira. O que faz o PT, agora? Vota no Eunício para presidente do Senado e o Lula chega a Alagoas, na visita que faz ao Nordeste, e se abraça com Renan Calheiros. Tá pensando que o povo é imbecil?

Que “Grito dos Excluídos” que nada... O verde dos Bragança e o amarelo dos Habsburgo tomaram as ruas no último dia 7 de setembro


   Há uma semana, no 7 de Setembro, o Dia da Pátria, celebramos os 195 anos da Independência do nosso Brasil, proclamada, às margens do Ipiranga, em São Paulo, pelo Imperador Dom Pedro I, fortemente inspirado por sua esposa, a Imperatriz Dona Leopoldina, que, enquanto Regente na ausência de seu marido, já havia decretado nossa emancipação política de Portugal, cinco dias antes, no Rio de Janeiro. 

   Passados quase dois séculos desde o Grito do Ipiranga, e após 128 anos de uma República imposta por um golpe de Estado, sem participação popular alguma, no dia 15 de novembro de 1889, um número enorme e sempre crescente de brasileiros – sobretudo jovens – decidiu dar seu “grito de basta” contra o regime republicano e seus desmandos, sua ineficiência e a corrupção generalizada de suas instituições.

   No dia 7, então, esses brasileiros foram às ruas de norte a sul do nosso Brasil, em "Bandeiraços da Independência", tremulando a Bandeira do Império com o Verde dos Bragança e o Amarelo dos Habsburgo, empunhando faixas e cartazes e distribuindo panfletos, tudo isso em um esforço sincero e livre de interesses particulares, no desejo de difundir o ideal monárquico entre os brasileiros, apresentando aos nossos patrícios a Monarquia Constitucional como solução natural para os problemas da Pátria.

   Foram realizados Bandeiraços nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belém, Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Luís, Teresina, Vitória, Petrópolis, Anápolis, Campinas, Governador Valadares, Juiz de Fora, Londrina, Macaé, Montes Claros, Osasco, Piracicaba, Uberlândia e Volta Redonda. E esse ano, pela primeira vez, brasileiros que vivem no exterior também se organizaram para fazer Bandeiraços da Independência. Nos Estados Unidos, os monarquistas se reuniram um pouco antes do Dia da Pátria, durante o Brazilian Day em Nova York, no dia 3. E na Noruega, o evento monárquico se deu no dia 9, na cidade de Hof.
(Publicado originalmente no facebook do Pro Monarquia)

Em Niterói, numa igrejinha construída pelo Padre Anchieta – por Armando Lopes Rafael


   Entre as praias de São Francisco e Charitas, na bela cidade de Niterói, ergue-se uma pequena igreja – dedicada a São Francisco Xavier – construída originalmente pelo hoje Santo da Igreja Católica, Padre José de Anchieta– o Apóstolo do Brasil.
Igreja de São Francisco Xavier, localizada em Niterói (RJ)
     Trata-se de uma construção singela, erguida inicialmente em 1572, à beira mar, por São José de Anchieta, contando com a ajuda de outros padres jesuítas e dos índios aliados ao cacique Arariboia. Bom lembrar de que Arariboia, falecido em 1589, era o cacique da tribo dos Temiminós –grupo indígena Tupi – aliado dos portugueses na expulsão dos corsários franceses (estes aliados dos ferozes índios tamoios), que dominavam a baía da Guanabara. Vitoriosos os portugueses, estes deram como recompensa a Arariboia a região na entrada da baía, a qual – por sua vez - deu origem à bela cidade de Niterói, da qual Arariboia é considerado o fundador.
Monumento de bronze à Arariboia, na entrada de Niterói. Ele é considerado o fundador desta cidade.

       Voltemos à igrejinha de São Francisco Xavier. A capelinha original ficou arruinada por volta de 1660. Mas entre os anos de 1662 e 1696, os padres jesuítas construíram a atual igreja que se encontra bem conservada e fica em frente à baía da Guanabara, num local paradisíaco e de rara beleza.
         Estive visitando essa igreja no último dia 7 de setembro. Abaixo reproduzo algumas fotos feitas naquela ocasião.
Vista da baía da Guanabara, em frente à igrejinha de São Francisco Xavier, em Niterói

Quem foi São José de Anchieta
   Padre José de Anchieta nasceu nas ilhas Canárias (Espanha) em 1534. Ali viveu até os 14 anos quando seus pais o enviaram para estudar em Lisboa, capital de Portugal. Aos 17 anos entrou no seminário da Companhia de Jesus (Jesuítas) em Coimbra. Aos 19 anos, ainda estudante, foi enviado para ajudar a catequização dos índios no Brasil.E daqui nunca mais saiu.

     Chegou ao Brasil em 1553 e permaneceu por mais de quarenta anos. Em 1554 vamos encontrá-lo construindo o Colégio de São Paulo de Piratininga, origem da atual cidade de São Paulo, da qual é considerado fundador, juntamente com o Pe. Manoel da Nóbrega.

       José de Anchieta foi grande defensor dos índios. Foi ele quem escreveu a primeira gramática com princípios e regras – na língua dos selvícolas – para ensinar os indígenas a ler e escrever. Também compôs um catecismo no dialeto tupi.

       No Brasil, o Padre José de Anchieta viveu em São Vicente, Rio de Janeiro, Niterói, Pernambuco, Bahia e Espírito Santo. Deve-se a ele a pacificação dos índios Tamoios, de que foi refém por longos meses. Já com fama de santo, atribuía-se ao Padre Anchieta o dom sobrenatural da cura, autoridade para acalmar animais ferozes, e uma série de milagres que os livros hoje registram. Faleceu em 9 de junho de 1597, sendo sepultado na localidade de Reritiba, hoje cidade de Anchieta, no Estado do Espírito Santo.

      Foi beatificado pelo Papa São João Paulo II em 1980 e canonizado pelo Papa Francisco, em 2014.
A fundação da cidade de São Paulo, em 1554, cujos fundadores são os jesuítas  Padres Manoel da Nóbrega e São José de Anchieta.

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Deixe Marisa em paz, Lula! - Por Ricardo Noblat

Se depender do ex-marido, Marisa Letícia não repousará em paz tão cedo. Lula já atribuiu a morte de sua mulher aos procuradores da Lava Jato pelo menos meia dúzia de vezes.

No primeiro depoimento ao juiz Sérgio Moro face a face, disse que o tríplex do Guarujá era coisa de Marisa, que a ele jamais interessou. E assim tentou tirar o seu da reta.

Ontem, de novo diante de Mouro, Lula voltou a citar a ex-mulher. Era dela, dele não, a responsabilidade por gerir o pagamento do apartamento 121, vizinho ao seu, em São Bernardo do Campo.

Era também de Marisa a responsabilidade por gerir o imposto de renda de Lula. Por isso ele não soube explicar por que o pagamento do aluguel do apartamento 121 entre 2011 e 2015 deixou de ser feito.

Eu não tratava dos meus assuntos caseiros – alegou.

O dono do imóvel

O Museu Histórico Nacional -- por Armando Lopes Rafael

Estando lá, foi inevitável relembrar que a Prefeitura de Crato fechou – há cerca de seis anos – os dois únicos museus públicos desta cidade, autointitulada eufemisticamente por seus antigos habitantes como a “Capital da Cultura”.   Muitos ainda não perceberam que esse tempo passou.

   Existem na cidade do Rio de Janeiro 62 excelentes museus, afora muitos centros culturais e centenas de memoriais. Também no Rio de Janeiro está instalado o mais importante museu de história do Brasil, funcionando na antiga Fortaleza de Santiago, esta construída pelos colonizadores portugueses em 1603, e localizada no atual centro histórico da capital fluminense. Em 1922, por ocasião do centenário da independência do Brasil, o então presidente da República Epitácio Pessoa decidiu criar o Museu Histórico Nacional, alocando-o na antiga Fortaleza de Santiago.

     Conheci o Museu Histórico Nacional no último dia 6 de setembro. São 9.000m² de área aberta ao público, com peças e objetos os mais diversos, todos relacionados à história do Brasil. Na minha visita detive-me mais na seção de telas pintadas (algumas de renomados pintores), acervo que impressiona a qualquer pessoa. O Museu Histórico Nacional possui, ainda, o conhecido Arquivo Histórico, disponibilizando documentos manuscritos e iconográficos, além de grande biblioteca, especializada em História do Brasil, sendo dotado de pátios internos, loja e um bistrô-restaurante. 

          Abaixo algumas fotos feitas durante minha visita.
Fachada do Museu Histórico Nacional
Um dos tronos usados por Dom Pedro II. Este para a abertura anual do Poder Judiciário
Óleo sobre tela. O magnânimo Imperador Dom Pedro II
Setor de carruagens antigas

Finalizo este comentário com o pensamento abaixo:
"O sistema político que todos fomos ensinados a venerar desde cedo — seja pelas escolas cujos currículos são controlados pelo governo, seja pela mídia serviçal ao estado — é a república.O que quero argumentar aqui é que a antiga forma de governo, a monarquia, não só era muito mais limitada, como também era mais pacífica, menos totalitária e mais propensa ao desenvolvimento de um país do que a república". (Hans-Hermann Hoppe, escritor e pensador austríaco)



Lula não falou para Moro, mas para as câmeras - Por Josias de Souza.


Colecionador de processos, Lula foi denunciado nove vezes pela Procuradoria. Seis dessas denúncias viraram ações penais. Numa delas, foi condenado por Sergio Moro a nove anos e meio de cadeia. Com uma rotina penal tão intensa, o ex-presidente petista pode estar, paradoxalmente, ganhando uma nova razão para se manter ativo e retirar proveito de sua degeneração moral. Lula tornou-se um réu cenográfico. Nesta quarta-feira, não prestou propriamente um depoimento para o juiz da Lava Jato. Exibiu uma encenação para as câmeras da sala de audiências da Justiça Federal de Curitiba.

Ciente de que tudo seria divulgado, Lula pareceu desta vez mais preocupado em oferecer uma boa atração para quem o assistisse posteriormente na internet ou nos telejornais. Não conseguiu se defender. Ao contrário, consolidou a segunda condenação que Moro logo enfiará no seu prontuário. Elevou, porém, sua cotação artística. Intercalou uma irritação ensaiada com uma certa hipocrisia assumida. Coisa de quem sabe que seu enredo não sobrevive a um detector de mentiras. Mas agrada aos devotos que ainda o amam a ponto de enxergá-lo como um santo.

Lula foi ouvido na ação em que é acusado de receber R$ 13 milhões em propinas da Odebrecht. A verba veio na forma da aquisição de um apartamento vizinho de porta da cobertura onde mora o réu, em São Bernardo, e da compra de um terreno onde seria instalado o Instituto Lula. Na semana passada, o grão-petista Antonio Palocci, candidato a delator-companheiro, confirmara todas as acusações. Pior: dissera que Lula havia celebrado um “pacto de sangue” com a Odebrecht. Em troca de vantagens à construtora, amealhou um pacote de propinas de R$ 300 milhões para si e para o PT.

Indefeso, Lula portou-se como se tivesse a exata noção de que sua condição de mito está em via de se tornar apenas patrimônio artístico. Nada que possa ser legado aos netos. Mas o suficiente para compartilhar com seus fieis e cúmplices. Livrou-se de Palocci como quem afasta uma barata com o bico do sapato. Soou como se recitasse um texto decorado: “Eu vi atentamente o depoimento do Palocci. Uma coisa quase que cinematográfica, conheço o Palocci bem. O Palocci, se não fosse ser humano, seria um simulador. Ele é tão esperto que é que é capaz de simular uma mentira mais verdadeira que a verdade. O Palocci é médico, calculista, é frio.”